Capítulo 48

Capítulo 48

de Luana: as várias faces da Lua, por Ana Pizani

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Luana entrava no carro de Anabelle quando notou que Bruna estava estacionada logo mais na frente, possivelmente a esperando.

         Sem saber o que fazer, já estando dentro do carro, fingiu que não a viu, por mais idiota tal atitude fosse.

         Bruna arrancou com o carro e foi embora.

          Luana estava com o coração na mão. Anabelle notando a aparência pálida de Luana, perguntou:

         _ Está tudo bem, Luana?

         _ Sim, está.

         _ Posso acelerar o carro?

          _ Pode sim.

          Anabelle acelerou o carro e durante todo o tempo conversou com uma Luana distante e triste.

          Ao chegarem à porta do edifício em que Luana morava, o telefone tocou. Era Bruna, que estava também estacionada naquela rua.

         Luana atendeu ao telefone:

          _ Oi.

          _ Não precisava fingir que eu não existo. Eu só pensei que fosse eu que te levaria para a república. Mas pelo o jeito, a mocinha aí já está no meu lugar, né?

           _ Não é isso. Eu fiquei com raiva de você e não queria te ligar.

          _ Eu quando assumo um compromisso, a cumpro não importando o que aconteça. Mas fique tranqüila, eu não quero mais te atrapalhar, nem te atormentar com meus pedidos de desculpas por ontem.  

           _ Olha, Bruna, não desli...

          O telefone foi desligado. O carro de Bruna cantou pneu antes de acelerar e se foi.

          Anabelle notou que algo estava acontecendo e perguntou enquanto elas entravam no apartamento:

          _ O que está acontecendo?

          _ Aquela mulher naquele carro que cantou pneu lá embaixo, é a mulher da toalha, que você viu naquele banheiro ali.

          _ Ah! E...

         _ Nós estamos ficando. E eu havia combinado com ela para me ajudar na mudança.

         _ E ela se enfezou vendo que serei eu e não ela que vai estar contigo pelo o resto da noite, certo?

         Luana abaixou a cabeça, sentada no sofá da sala.

         _ Ah, Luana_ Anabelle gargalhava_ Não me peça para não rir dela. Eu estou aqui e não ela.

         _ Não ria. Não é engraçado.

          _ É sim, eu venci essa batalha.

          _ Que batalha? Eu já te disse que só quero sua amizade.

          _ O que não vai me impedir de lutar por você.

          _ Então você só está me ajudando por causa disso?

         _ Não, estou te ajudando porque sou sua amiga e porque adoro está contigo.

         _ Melhor assim.

         _ Então vamos arrumar sua tralhas?

           Anabelle esticou a mão para Luana. Luana a segurou com força e respondeu:

           _ Vamos!

Fim do capítulo

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