Capítulo 31
Luana não havia dado muita atenção para a companhia de Anabelle e a loira não se conformou. Esperou Luana sair da empresa naquele dia e saiu atrás dela.
_ Oi Anabelle! O que faz num ponto de ônibus? E por que vinha atrás de mim como se eu não notasse que você estivesse me seguindo?
Anabelle não esperava ser descoberta, mas deixou disfarçou:
_ É coincidência apenas. Saí agora do serviço.
_ Saiu agora não. Sua mesa já está vazia há horas.
_ Então você me notou, apesar de não ter olhado na minha cara!
_ Ora, por favor, você não queria que eu ficasse de papo fiado com você depois das coisas que me disse, né?
_ Ah, por favor, (disse imitando Luana), não se faça de coitada!
_ Não é se fazer de coitada, não, é ter brio na cara. Eu não ligo para o que você pensa de mim, só não gostei do tom que você usou comigo no telefone.
_ Eu só falei a verdade.
_ Eu sei, eu não sou mesmo nada bonita e nunca na minha vida vou conseguir pegar uma mulher daquelas. O estranho é que você diz que é a fim de mim e depois vem com esse papo para cima de mim. Eu não entendo. Acho melhor você buscar alguém lindo como você porque se eu não estou à altura da morena que estava em meu banheiro, consequentemente não estarei à sua altura, não é?
Anabelle não sabia o que dizer. Queria pedir desculpas, dizer que não era nada daquilo, que só sentiu ciúme da mulher do banheiro porque sabia que Luana poderia pegá-la por estar à altura dela e de qualquer outra mulher.
Mas seu orgulho não deixou.
Algo dentro dela não a deixou falar. O ônibus de Luana foi mais rápido e Luana saiu sem se despedir. Luana não viu porque não olhou para trás, mas Anabelle chorou instantaneamente quando ela saiu correndo para pegar o ônibus.
Fim do capítulo
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