Capítulo 21
-Nossa você tem uma mão pesada.
Ele passava a mão no maxilar enquanto eu me sentia um imbecil.
-Foi mal cara eu não sabia quem era você.
-Me chamo Erick.
Nos sentamos num banco perto do museu.
- Oliver falou de você, e estou achando que o que ele me disse é verdade.
-Depende do que ele te disse, seu irmão está confuso, ele veio com um papo de me assumir e... E eu fiquei nervoso, mas eu gosto muito dele de verdade.
Erick me olhava apreensivo, parece que Oliver não foi nem um pouco delicado ao falar sobre mim.
- Eu juro que se você fizer o meu irmão sofrer eu arrebento a sua cara!
Ele se levantou e eu também, Erick falava sério.
- Não jamais faria isso, sabe pra onde ele foi?
- Não, eu não sei, melhor da um tempo pra ele.
- Tudo bem, eu tenho que resolver umas coisas, foi bom te conhecer.
Estendi a mão e ele apertou firme.
A noite caiu e eu estava frustrado, não consegui falar e nem ver o Oliver, caminhei até a praia aonde encontrei o pessoal.
Estava Junior Vitor e Lívia conversando sobre a festa que a Bebel promoveu, e que seria legal todos nós irmos.
-Tu adora uma maconha hein!
Vitao riu alto e levou um pedala do Junior em seguida.
-Respeita a moça!
-Está de boa Junior, eu sei que no fundo o Vitor me ama.
Ele se engasgou com a cerveja e logo ficou sem graça. Um carro estacionou mais a frente e Anita saiu dele, olhávamos atentos até o homem de terninho sair também.
Junior foi o primeiro a suspirar desanimado.
-Tu acha que ele é...
-Cale-se Vitor.
- Que papo é esse de cale-se, Maurício ?
-Ele pode ser qualquer um, talvez nem seja um cliente, vai por mim Junior as aparências enganam.
-E... talvez você tenha razão.
Ele levantou e nos surpreendeu caminhando em direção a Anita que já havia se despedido do homem.
-Anita.
-Junior que surpresa você por aqui.
-Eu vim fazer companhia para o pessoal.
Eles olharam para nós e fizemos um sinal, depois voltamos a nossa conversa da tal festa.
-Que bom.
-Anita... E você quer... da uma volta comigo.
Eu estava um pouco cansada e queria só um banho e uma cama, mas o Júnior estava sendo tão fofo comigo que decidi aceitar.
-Claro, vamos!
Caminhamos pelo calçadão em meio ao silêncio.
-Você vai na festa ?
-Vou sim, o bom que vamos poder levar quem quiser.
Anita estava animada em poder levar alguém na festa.
-E você vai levar alguém?
Vou levar a minha covardia.
- Acho que vou sozinho.
-Hum que chato hein.
Chegamos no ponto alto da praia e havia uma movimentação estranha na praia, algumas pessoas vieram correndo em nossa direção era como um arrastão, abracei a Anita e a protegi daquelas pessoas, em meios aos gritos e correria uma pessoa falou que a Silvana estava em perigo, todos ali conheciam a Silvana, eu gritei para o pessoal que não estavam muito longe e todos vieram correndo.
-O quê tá pegando!?
- Essa gente não está correndo atoa.
-A Silvana está em perigo, vamos!
Corremos em direção a barraca da Silvana e estava tudo revirado, uns homens estavam socando uns aos outros e vimos o caos estalado.
-Você acha mesmo que pode me servir essa porr*!
- Não... fala assim...com ela!
O homem riu alto e olhou para mim.
- Quem é essa coisinha que está escondendo aí atrás de você.
- Não se aproxima, vá embora você não é bem vindo aqui.
-Saia da minha frente!
- Não!
-Se não sair pro bem vai sair pro mal!
Lembro que Silvana me empurrou e logo foi atingida por alguma coisa.
-Silvana!!
Eu grite com toda a minha força ao ver seu corpo sendo tombado para o lado, o homem estava com um estilete na mão e o sangue na lâmina, ele veio em minha direção e me pegou pelo pescoço, ele estava alcoolizado e apertava meu pescoço com força.
-Ninguém fala assim comigo!
-Solta ela!
Minha visão estava turva quando ele me soltou, e depois não vi mais nada.
Vitao deu uma gravatada no homem enquanto Lívia e Anita foram ver como Silvana estava.
- Ela está sangrando, liga para a ambulância Anita, rápido!
Peguei o celular tremendo em meio aquela guerra na praia, o sinal estava fraco e me afastei para ligar.
Consegui ligar para o samu eles estavam a caminho, foi quando homens me agarraram, eu gritei.
-Socorro!
-Anita!!
Junior veio correndo de onde estava, passando no meio das pessoas, enquanto os homens me afastavam, aproveitei a distração de um deles é o chutei.
-Sua vagabunda!
Ele me deu um tabefe e cai em cima de umas cadeiras, Júnior voou em cima deles, não sei como teve força para derrubar dois homens e os soca-los.
-Maurcio logo se aproximou e me ajudou a me levantar.
-Junior chega!
Junior não saia de cima do homem que me deu um tabefe, até que ele parou ao ouvir minha voz.
-Mais que porr* e essa!
-Isso deve ser coisa do Carlos, aquele merd* e o chefe desses brutamontes.
-Carlos... Oliver está em perigo!
-Fiquem em segurança, eu já volto!
Eu corri na direção contrária da praia, a polícia foi assionada e olhava para um lado e para o outro e nada do Oliver.
Os homens me arrastaram até determinado lugar.
-Agora você vai fazer o que a gente quiser.
Eu cuspi em seu rosto, e ele me chutou o meu estômago, gemi de dor.
-Seu merd*, eu vou acabar com você!
Ele me chutou umas cinco vezes e umas duas no rosto.
- Posso saber o que estão fazendo.
-Esse viadinho me cuspiu.
Olhei para cima e vi o rosto de Carlos, ele bebia uma cerveja e ao ver que era eu ele sorriu.
-Deixa comigo.
Ele se aproximou e abaixou o zíper e tirou o pau pra fora, e começou a urinar em mim.
-Te gostando seu viadinho!
Minha pele queimava e o odor era forte eu consegui me levantar e ele já havia guardado o seu brinquedinho nojento.
-Você é um verme Carlos.
-Quer saber acho que já está na hora de me vingar de você, pela surra do seu namoradinho.
-Deixa o Maurico em paz!
- Carlos veio para cima de mim, porém me esauivei e ele se chocou contra a pedra, seus capangas me seguraram enquanto Carlos estava irado por ter se machucado.
- Acha que é esperto ninguém vai te salvar.
- Maurício eu te amo.
Carlos estava pronto para me furar com a ponta da garrafa quando algo o atingiu.
Seus homens me largaram e meu corpo cansado foi jogado no asfalto.
-Seu filho da puta!
Eu chutei e soquei o Carlos com tanta força que quase o matei, seus amigos vieram para cima de mim, e joguei terra nos seus olhos e aproveitei para chuta-los no saco, que logo os mobilizou. Corri em direção a Oliver que estava inconsciente.
- Oliver Oliver por favor não morra, não aqui!
O peguei no colo e o tirei daquele lugar, ao chegar no lugar havia ambulâncias e a polícia já estava prendendo muitas pessoas.
Marcele ao me ver com Oliver veio correndo em nossa direção.
-Santo Cristo o que houve, Meu Deus Oliver, quem fez isso!?
-Foi o Carlos!
Falava entre lágrimas, os paramédicos o colocaram numa maca para as primeiras técnicas.
Até que os policias se aproximaram de nós.
-O quê houve aqui.
-Policial espancaram o meu namorado, e eu quero justiça!
-Calma Maurício, desculpe policial ele está muito exaltado.
Ao me virar e fita-lo logo o clima pessou.
-Irmão.
-Marcelo!
Fim do capítulo
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