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Impulsos de Sinais por Sorriso

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Palavras: 1170
Acessos: 1458   |  Postado em: 27/12/2018

Capítulo 21


-Nossa você tem uma mão pesada. 


Ele passava a mão no maxilar enquanto eu me sentia um imbecil. 

-Foi mal cara eu não sabia quem era você. 

-Me chamo Erick.

Nos sentamos num banco perto do museu. 

- Oliver falou de você, e estou achando que o que ele me disse é verdade. 

-Depende do que ele te disse, seu irmão está confuso, ele veio com um papo de me assumir e... E eu fiquei nervoso, mas eu gosto muito dele de verdade. 

Erick me olhava apreensivo, parece que Oliver não foi nem um pouco delicado ao falar sobre mim. 

- Eu juro que se você fizer o meu irmão sofrer eu arrebento a sua cara!

Ele se levantou e eu também, Erick falava sério. 

- Não jamais faria isso, sabe pra onde ele foi? 

- Não, eu não sei, melhor da um tempo pra ele. 

- Tudo bem, eu tenho que resolver umas coisas, foi bom te conhecer. 

Estendi a mão e ele apertou firme. 

A noite caiu e eu estava frustrado, não consegui falar e nem ver o Oliver, caminhei até a praia aonde encontrei o pessoal. 

Estava Junior Vitor e Lívia conversando sobre a festa que a Bebel promoveu, e que seria legal todos nós irmos. 

-Tu adora uma maconha hein!

Vitao riu alto e levou um pedala do Junior em seguida. 

-Respeita a moça!

-Está de boa Junior, eu sei que no fundo o Vitor me ama. 

Ele se engasgou com a cerveja e logo ficou sem graça. Um carro estacionou mais a frente e Anita saiu dele, olhávamos atentos até o homem de terninho sair também. 


Junior foi o primeiro a suspirar desanimado. 

-Tu acha que ele é... 

-Cale-se Vitor.

- Que papo é esse de cale-se, Maurício ? 

-Ele pode ser qualquer um, talvez nem seja um cliente, vai por mim Junior as aparências enganam. 

-E... talvez você tenha razão. 

Ele levantou e nos surpreendeu caminhando em direção a Anita que já havia se despedido do homem. 

-Anita.

-Junior que surpresa você por aqui. 

-Eu vim fazer companhia para o pessoal. 

Eles olharam para nós e fizemos um sinal, depois voltamos a nossa conversa da tal festa. 

-Que bom.

-Anita... E você quer... da uma volta comigo. 

Eu estava um pouco cansada e queria só um banho e uma cama, mas o Júnior estava sendo tão fofo comigo que decidi aceitar. 

-Claro, vamos!

Caminhamos pelo calçadão em meio ao silêncio. 

-Você vai na festa ? 

-Vou sim, o bom que vamos poder levar quem quiser. 

Anita estava animada em poder levar alguém na festa. 

-E você vai levar alguém? 

Vou levar a minha covardia. 

- Acho que vou sozinho. 

-Hum que chato hein.

Chegamos no ponto alto da praia e havia uma movimentação estranha na praia, algumas pessoas vieram correndo em nossa direção era como um arrastão, abracei a Anita e a protegi daquelas pessoas, em meios aos gritos e correria uma pessoa falou que a Silvana estava em perigo,  todos ali conheciam a Silvana, eu gritei para o pessoal que não estavam muito longe e todos vieram correndo. 

-O quê tá pegando!?

- Essa gente não está correndo atoa.


-A Silvana está em perigo, vamos!

Corremos em direção a barraca da Silvana e estava tudo revirado, uns homens estavam socando uns aos outros e vimos o caos estalado.


-Você acha mesmo que pode me servir essa porr*!


- Não... fala assim...com ela!


O homem riu alto e olhou para mim.


- Quem é essa coisinha que está escondendo aí atrás de você.


- Não se aproxima, vá embora você não é bem vindo aqui.


-Saia da minha frente!

- Não! 

-Se não sair pro bem vai sair pro mal!


Lembro que Silvana me empurrou e logo foi atingida por alguma coisa.


-Silvana!!

Eu grite com toda a minha força ao ver seu corpo sendo tombado para o lado, o homem estava com um estilete na mão e o sangue na lâmina, ele veio em minha direção e me pegou pelo pescoço, ele estava alcoolizado e apertava meu pescoço com força. 

-Ninguém fala assim comigo!


-Solta ela!

Minha visão estava turva quando ele me soltou, e depois não vi mais nada. 


Vitao deu uma gravatada no homem enquanto Lívia e Anita foram ver como Silvana estava. 


- Ela está sangrando, liga para a ambulância Anita, rápido!


Peguei o celular tremendo em meio aquela guerra na praia, o sinal estava fraco e me afastei para ligar. 

Consegui ligar para o samu eles estavam a caminho, foi quando homens me agarraram,  eu gritei.

-Socorro!


-Anita!!


Junior veio correndo de onde estava, passando no meio das pessoas, enquanto os homens me afastavam, aproveitei a distração de um deles é o chutei. 

-Sua vagabunda!

Ele me deu um tabefe e cai em cima de umas cadeiras, Júnior voou em cima deles, não sei como teve força para derrubar dois homens e os soca-los. 

-Maurcio logo se aproximou e me ajudou a me levantar. 


-Junior chega! 


Junior não saia de cima do homem que me deu um tabefe, até que ele parou ao ouvir minha voz.

-Mais que porr* e essa! 

-Isso deve ser coisa do Carlos, aquele merd* e o chefe desses brutamontes. 

-Carlos... Oliver está em perigo!


-Fiquem em segurança, eu já volto!


Eu corri na direção contrária da praia, a polícia foi assionada e olhava para um lado e para o outro e nada do Oliver. 


Os homens me arrastaram até determinado lugar. 


-Agora você vai fazer o que a gente quiser. 

Eu cuspi em seu rosto, e ele me chutou o meu estômago, gemi de dor.


-Seu merd*, eu vou acabar com você!


Ele me chutou umas cinco vezes e umas duas no rosto. 


- Posso saber o que estão fazendo. 


-Esse viadinho me cuspiu. 

Olhei para cima e vi o rosto de Carlos, ele bebia uma cerveja e ao ver que era eu ele sorriu. 

-Deixa comigo.


Ele se aproximou e abaixou o zíper e tirou o pau pra fora, e começou a urinar em mim. 

-Te gostando seu viadinho!

Minha pele queimava e o odor era forte eu consegui me levantar e ele já havia guardado o seu brinquedinho nojento. 

-Você é um verme Carlos. 

-Quer saber acho que já está na hora de me vingar de você, pela surra do seu namoradinho. 

-Deixa o Maurico em paz!

- Carlos veio para cima de mim, porém me esauivei e ele se chocou contra a pedra, seus capangas me seguraram enquanto Carlos estava irado por ter se machucado. 

- Acha que é esperto ninguém vai te salvar. 


- Maurício eu te amo. 


Carlos estava pronto para me furar com a ponta da garrafa quando algo o atingiu.  


Seus homens me largaram e meu corpo cansado foi jogado no asfalto.


-Seu filho da puta! 

Eu chutei e soquei o Carlos com tanta força que quase o matei, seus amigos vieram para cima de mim, e joguei terra nos seus olhos e aproveitei para chuta-los no saco, que logo os mobilizou. Corri em direção a Oliver que estava inconsciente. 

- Oliver Oliver por favor não morra, não aqui! 

O peguei no colo e o tirei daquele lugar, ao chegar no lugar havia ambulâncias e a polícia já estava prendendo muitas pessoas. 

Marcele ao me ver com Oliver veio correndo em nossa direção. 

-Santo Cristo o que houve, Meu Deus Oliver, quem fez isso!?

-Foi o Carlos!

Falava entre lágrimas, os paramédicos o colocaram numa maca para  as primeiras técnicas. 


Até que os policias se aproximaram de nós. 


-O quê houve aqui. 


-Policial espancaram o meu namorado, e eu quero justiça!

-Calma Maurício, desculpe policial ele está muito exaltado. 

Ao me virar e fita-lo logo o clima pessou. 


-Irmão.


-Marcelo!

Fim do capítulo


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