Capítulo 25

Como você e a mamãe

de Sweet Child of Mine, por Rose SaintClair

Tamanho do texto
2.085 palavras22.809 leituras11 comentários

Luiza

Acordei com uma gota de água no meu rosto. Será que deixei a janela aberta? O barulho de água da chuva parecia mais forte. Aliás, parecia que estávamos em uma cachoeira. Passo a mão no meu rosto ainda de olhos fechados e noto que estou encharcada.

Sento na cama e me surpreendo com o estado em que o quarto se encontrava. A água vertia das paredes do meu quarto, pingava do lustre como se não houvesse nenhum obstáculo... tudo estava alagado... AnaLu dormia inundada alheia a tudo.

— Ju? Levanta! Acho que aconteceu alguma coisa lá em cima no terraço! – minha menina acorda com cara de sono e se espanta ao ver o caos em que está o meu quarto. Nos vestimos rapidamente e descobrimos que todo aquele andar está inundado. Enquanto AnaLu leva os animais até a sua casa para que fiquem a salvo, eu ligo para a manutenção, mas Jake já tem um veredito: a tubulação da piscina entupiu com alguma coisa e não aguentou a pressão...

Pego algumas roupas molhadas mesmo, já que meu closet está completamente cheio de água e vou para a casa do meu amor com duas malas. Por incrível que pareça rimos do que aconteceu enquanto secávamos algumas roupas minha na lavanderia. Foi estupidez minha ter colocado aquele monte de areia e conchas no terraço, claro que, se entrasse na piscina, iria entupir tudo. “Puta que los pariu Luiza, mas você é tansa mesmo!”.

— Você pode ficar aqui comigo... – AnaLu falou enquanto me dava uma colherada de salada de fruta. Eu estava sentada no balcão da sua cozinha vestindo apenas um camisetão folgado e calcinha, ela alojada entre as minhas pernas. Tínhamos acabado de colocar as roupas na secadora e fomos para a cozinha pegar algo para comer.

—  Melhor não, Ju... eu não iria conseguir me controlar e a gente se pegaria em cada cômodo dessa casa... – olhei para ela e vi que não estava prestando atenção no que eu falava. AnaLu olhava fixamente para o meu decote. A camiseta que eu estava deixava a mostra boa parte dos meus seios. Sigo seu olhar e vejo um pedacinho de morango solitário que havia caído entre os meus seios. AnaLu deixa a taça e a colher de lado abaixando a cabeça e sugando deliciosamente o local lambuzado.

Minha cabeça pende para trás dando mais espaço a ela que agora havia exposto um dos meus seios e sugava o mamilo vagarosamente. Agarrei seus cabelos curtos pressionando sua cabeça de encontro a minha pele. Suas mãos apertavam as minhas coxas me fazendo arfar. Fecho meus olhos e entreabro mais as pernas apenas aproveitando as sensações que aquela boca e as mãos, que eu tanto amava, estavam me proporcionando.

AnaLu levanta a cabeça com meu mamilo entre os dentes e me olha maliciosamente enquanto empurra meu tronco até tocar no mármore, que mesmo sobre a camiseta, noto que está gelado. Gemo de dor e prazer. Seus polegares passeiam vagarosamente pela extensão do meu sexo coberto pela calcinha, que já estava ficando marcada devido a minha lubrificação.

Ela fica completamente concentrada olhando para a minha calcinha, mordendo os próprios lábios, puxando-a para cima, a fim de que o tecido entrasse mais em contato com o meu sexo, entrando, roçando, invadindo... numa fricção gostosa... mas eu queria mais...

—  Ju... por favor... não me tortura... – ela me olha e sorri com a cara mais safada do mundo.

—  Lu... eu tava aqui pensando... – ela continuava a tortura utilizando o pequeno pedaço de pano que agora estava completamente molhado.

—  Ju...

—  Me lembrando...

—  Ju... por favor...

—  Lembrando de ontem à noite.... – ai caralho, PUTA QUE LOS PARIU... vou acabar gozando com ela apenas fazendo isso, mas eu quero a sua boca...

—  Caralho, ANALU! – gemi forte quando seu dedo roça no meu clitóris completamente duro, meus pés fincavam na sua cintura tentando puxá-la para mais perto e ela não se mexia, continua a me torturar... minhas mãos procuraram meu sexo e ela as segurou.

—  Nãooo. Quietinha... Sabe, Lu... – ela segurou minhas mãos enquanto esfregava o rosto na minha intimidade que pulsava. Eu gemia a cada movimento que ela fazia, e ela se esfregava por cima da calcinha, nariz, queixo, boca... aquilo estava me deixando louca, insana...

—  Juju, eu to quase... amor, por favor... preciso de você em mim... – minha voz saiu esganiçada e eu não me reconheci. Parecia uma gata miando.

—  Lembrei de ontem, Lu... – ela puxou minha calcinha até meus joelhos. – E eu pensei no que você disse... – sua boca estava muito próxima ao meu clitóris, tão próxima que eu podia sentir o seu hálito batendo em mim, sua respiração.... – Eu só consigo pensar... – ela lambe vagarosamente meu clitóris e eu dou um gritinho, mas a safada para e seu rosto fica longe da minha pele. - ... Quem sabe eu ainda sou uma garotinha? – e ela canta me chupando. Sim, gente. Ana Luiza, canta o clássico de Cazuza eternizado na voz de Cassia Eller enquanto me chupa na bancada de mármore da casa das minhas melhores amigas. Eu nunca gostei tanto de uma música na minha vida quanto eu gostei dessa. Eu gemia e rebolava na sua boca, sabendo que meu orgasmo viria a qualquer instante.

AnaLu sabia exatamente como me levar ao ápice. Sabia o que eu mais gostava. A intensidade das lambidas, os locais exatos... onde chupar... Em um movimento mais forte dos seus lábios prendo a respiração sentindo os espasmos do meu ventre, meu corpo convulsionar, minha coluna arquear e meus dedos dos pés dobrarem...

—  QUE PORRA É ESSA, ANA LUIZA? – ainda não estava refeita do orgasmo e vejo na porta minha melhor amiga parada com uma mochila nas costas. Nanda nos olhava com uma cara séria.

AnaLu

Tomo um susto com a voz de Mainha, mas ajudo Luiza a arrumar a calcinha antes de me virar para ela. Luiza tremia e se agarrava a mim. Eu cuidadosamente a coloquei de pé atrás do meu corpo, como se quisesse protege-la, e olhei nos olhos daquela que me deu a vida.

—  Caralho! Fudeu! Fudeu! Fudeu! Que merda é essa, Luiza!? A menina tem 18 anos!

—  Nanda... eu...

—  Mainha... não fala nada que você pode se arrepender depois.

—  Porra, Luiza, na minha casa! Na minha cozinha! Que merda é essa? Vocês perderam a noção do perigo? E se a sua voinha tivesse entrado, AnaLu? E se sua mãe?

—  A gente achou que tava sozinha...

—  Sozinha meu cu!

—  Nanda, calma! -  o telefone dela tocou e pelo que eu vejo era mamãe. Mainha falava alto gesticulando e parecia muito irritada pelo que mamãe estava falando para ela. – Lu, amor... – Lu olhava para ela completamente branca. – Sobe pro meu quarto e toma um banho. Fica lá até eu ir, ok?

—  Ju, não...

—  Lu, faz o que eu to pedindo, gata! Por favor. – beijei seus lábios e ela subiu sem olhar para Mainha que ainda discutia ao telefone.

Peguei calmamente os pratos e talheres que nós havíamos sujado, colocando-os dentro da pia. Passei um pano na bancada sob o olhar atento de Mainha que ainda estava ao telefone, mas parecia mais calma.

 —  Clarinha eu... (...)... não... (...).... eu tô... (...).... triste... você me escondeu. A gente combinou! (...)... – Mainha me olha e fica vermelha – Eu vou cobrar. Tá, tchau também te amo. – se despediu com uma voz melosa, uiii ai tem!

Ficamos as duas nos olhando por um longo tempo. Ela foi até a geladeira e serviu dois copos de suco de uva. Voltou até a bancada e entregou um para mim.

—  Fale.

—  Choveu demais e entupiu a piscina do terraço da Luiza porque ela tinha colocado areia e também palha para fazer a cena da Flor, porque tu sabe como eu gosto da Flor né mainha, Lu ficava gostosa demais, lembra do ator aquele que fazia junto, sabia que ele foi preso porque bateu na esposa, baita marginal, tomara que enfiem um tarugo no cu dele na prisão...

—  AnaLu, foco! Concentra! Eu não quero saber por que vocês estão aqui em casa. Eu quero saber o por que vocês me acham tão escrota a ponto de me esconder que estão juntas. Por que você, sua mãe e a Luiza me acham esse monstro... que precisam esconder as coisas de mim?

—  Mainha... a culpa foi minha.

—  Não, Nanda a culpa foi minha. – a minha mulher entra de banho tomado e vestindo uma calça de moletom e uma camiseta minha. – Eu morria de medo da sua reação... eu... – Lu chega perto e segura as mãos dela. – Nanda, eu morria de medo de perder a tua amizade. Perder a amizade de Clarinha.

—  Mas como, se Clarinha...

—  Não, mainha, Lu não sabe de nada. Amor, a mamãe e a vovó sacaram o que rolava entre nós.

         —  Nanda, eu não sei como aconteceu... nem quando aconteceu... mas eu estou completamente, irremediavelmente, loucamente apaixonada pela Ana Luiza como nunca antes eu estive na minha vida. – meu coração batia descompassado e eu não conseguia deixar de sorrir de orelha a orelha.

—  Lu... – Mainha olha Luiza nos olhos e as duas ficam se encarando. Muita coisa estava sendo dita naquele olhar. Mainha a puxa para um abraço e minha Luiza se agarra a ela chorando no seu pescoço. – A gente sempre foi família, mas eu nunca imaginei que a gente seria desse jeito. – ela também chorava e algumas lágrimas caiam dos meus olhos.

Luiza se vira e se atira no meu colo me abraçando e mainha fica nos olhando com um olhar diferente... diria até que... orgulhoso. Jacke aparece na porta sem jeito e pede para Luiza ir na sua casa porque o empreiteiro precisava falar com ela sobre a piscina. O meu amor se despede de mim me beijando nos lábios e eu a acompanho com o olhar olhando a sua bunda durinha no meu moletom. Quando eu me viro para frente Mainha tá com um sorriso divertido no rosto.

—  Gostei do cabelo.

—  Valeu. – sorri para ela.

—  Vou mostrar umas fotos minhas quando tinha a sua idade. Dá pra confundir com você com esse corte de cabelo.

—  É, tô ligada. Mas eu sou mais gata. – falei bebendo suco.

—  Mas eu peguei mais gente.

—  Eu não me importo com quantidade e sim com qualidade. – falei rindo para ela. Essa era uma brincadeira que a gente fazia desde sempre.

—  Melhor não contar para sua mãe o que aconteceu aqui na bancada. – ela disse olhando para o mármore.

—  Melhor mesmo.

—  Você viu... o... a... minipiroquinha?

—  O Clóvis?

—  Teu professor de matemática?

—  Sim!

—  CARALHO! IGUAL! Carequinha, magrinho, se colocasse uns óculos então... – Mainha começou a rir e vi que ela estava trocando o nome de um grupo no aplicativo de mensagens para Clóvis.

—  Fiz até uma musiquinha. Clóooovis, Clovis seu parça. Professor brasileiroooo.

—  Clóvisssssss. – Mainha cantou comigo como o famoso comercial tosco de um refrigerante.

Ficamos conversando e eu contei tudo a ela desde o início. Tudo como aconteceu. E quanto tempo nós ficamos juntas. Quando nos separamos. Só não falei as coisas que a Lu me disse porque achei que era melhor não dar sorte ao azar.

—  AnaLu, eu fico preocupada pela sua idade. Você é muito jovem ainda, filha. Lu, tem idade para ser sua mãe. Viveu uma porrada de coisas. Amor, eu realmente acho que ela tá apaixonada por você – abri um sorrisão quando ela disse isso – mas você é tão menina, tão jovem... eu tenho medo que você se machuque, que você a machuque... que você se arrependa...

Mainha me abraça forte e eu realmente entendo o seu medo. Ela sempre foi muito protetora com todos que ama. E isso inclui Luiza.

—  Filha... você tem certeza?

—  Absoluta, Mainha. Toda certeza do mundo.

—  Como? Amor, você tem só 18 anos! Como você sabe? – eu via a preocupação no seu olhar. Sorri para ela serenamente.

—  Com a mesma certeza de que você sempre soube do seu amor pela mamãe. – falei sorrindo e uma lágrima escorre do seu olho. Dona Nanda sorri e, por fim, entende o que eu sinto.

Fim do capítulo

Publicidade
Conversa

Comentários

13
P

Palas F

03/12/2018 às 16:07

No Review
R

Rosangela451

30/11/2018 às 00:25

Focoooooo analu ,kkkkk

Que delicia!!!!

Nanda sendo Nanda ,eu nao esperava menos dela .... 

Abraços 



Resposta do autor:

Nanda é MARAVILHOSAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA

ai Ro

vou chorar <3

A

AMANDA

29/11/2018 às 12:42

Melhor que o capítulo so o novo hit do momento: Clovisssss

Kkkkkkkkkk



Resposta do autor:

Clovisssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssss

kkkkkk

S

SPINDOLA

28/11/2018 às 22:53

Boa noite, Rose.

Ameiiiiiiiii

Mega curiosa pra saber o que a Clarinha prometeu pra Nanda aceitar a relação das duas e deixar de surtar geral kkkkk

Muito lindo e emocionante demais o diálogo entre amigas e mãe e filha.

Hot delicioso, quero maissssss.

Bjs

 



Resposta do autor:

oieeeeeeeeeeeeeeeee

antes de terminar teremos mais hots simmmmmm

<3

H

HedaWarrior

27/11/2018 às 20:17

Me surpreendeu e muito!!! Super curiosa para saber o que a Clarinha falou para a Nanda shaushau 

essa AnaLu é impossível hahahaha

Pronto agora Luiza fica de boa hehehe!! Problemas a vista, com esse psico que está a sota...

Tu arrebentou novamente, Roseeee!!

bjoooorz sz!! 



Resposta do autor:

hey MEllllllllllllllllllllllllllll

hehehehhe

thanxxxxxx

beijocas

B

Baiana

27/11/2018 às 18:44

Oxente! E eu achando que a Nanda iria capar a Luiza!



Resposta do autor:

Nanda sendo Nanda 

hahahahahha

beijoooo

H

HelOliveira

27/11/2018 às 17:57

Apaixonada... delicia de cap.

Bjos



Resposta do autor:

oieeeee

Que bom que tu gostou Lena

hehehhe

<3

C

Cleide

27/11/2018 às 17:53

Eu muito lindo essa cumplicidade  da banda com a analu. 

 



Resposta do autor:

simmm amo essas duas

<3

P

preguicella

27/11/2018 às 17:37

E todo mundo sendo surpreendido pela Nanda aceitar de boa! Um escandalosinho inicial, afinal, mãe sem fazer escândalo, não é mãe! hahaha

E todos felizes, por enquanto né! Pq eu bem me lembro de em algum capítulo, alguém com pensamentos loucos ameaçando a paz de Lu e consequentemente a paz de Ju! E que venha mais esse ser pra se ferrar na mão dessa família adoravelmente doida! hahaha

Bjs

Resposta do autor:

Nanda é linda

AMo demais

to de coração partido por ter que me despedir delas

 

K

Keilaspm

27/11/2018 às 17:19

cap maravilhoso ameiiii parabéns 



Resposta do autor:

oiii

que bom que tu curtiu

heheheh

tua amgia ganhou o livro?

hahahaha

beijos

N

NayGomez

27/11/2018 às 17:14

ATe que fim Nanda descobriu e agora Luíza pode ficar tranquila hahaha . 



Resposta do autor:

Simmmm!

Chega de mimimimimi

beijoo

L

luaone

27/11/2018 às 16:59

MMuito bem linda, continue assim que chegaremos lá... =)



Resposta do autor:

chegaremos onde tu quiser ;)

Informar violação das regras