Capítulo 28 - Quero ficar no teu corpo feito tatuagem
15 horas
Luísa entrou no quarto, deitou na cama, apoiou o rosto na mão e, olhando para Carol dormir, disse baixinho:
- Que vontade de te congelar aqui.
Luísa passou tanto tempo ali que foi vencida pelo cansaço.
Cochilou.
Sonhou que casavam novamente.
Acordou mais de duas horas depois.
17h45
Carol estava encolhida ao seu lado.
Era hora de descongelar.
Ela acariciou o cabelo da outra e chamou:
- Meu bem, são quase seis da noite.
Carol abriu os olhos.
- Oi, Lu.
- Oi, você tá pensando em acordar?
- Acho que é preciso, embora eu não tenha do que reclamar, na cama, com você. Ficaria aqui pra sempre.
- Acordei você porque já está tarde, achei que podia estar com fome.
- Tô mesmo.
- Você dormiu umas 8h seguidas!
- Eu estava precisando mesmo - disse Carol se espreguiçando - A noite de ontem me derrubou.
- Bom, eu também acabei cochilando um pouco e não providenciei nada para o jantar. Você quer pedir alguma coisa?
- Isso é um convite pra jantar?
- É a praticidade de resolver o problema de duas pessoas com fome.
- Bom, se você aceitar a minha companhia, eu topo preparar o jantar.
- Você vai pra cozinha?
- A não ser que você não queira!
- Por mim, a cozinha é sua!
- Então, mãos à obra!
Desceram a escada e, chegando à cozinha, Carol disse:
- Você fica sentada aqui. Vou te servir um copo de chá.
- OK. É pra ficar só olhando?
- Não, você pode falar, se quiser!
- Engraçadinha!
20 horas
Luísa colocou os pratos na varanda e chamou Carol para se juntar a ela.
Comeram.
22 horas
- Lu, acho que tá na hora de eu ir - anunciou Carol
- Mas já? - disse Luísa, meio sem querer. - Tô falando porque ainda nem comemos a sobremesa, em fim.
- Se você quiser, posso ficar um pouco mais. Só não quero invadir seu espaço. Você só precisa me dizer qual o seu limite. - falou.
- Você fica se quiser. Podemos assistir alguma coisa.
- Eu adoraria.
- Quer ver o que?
- Ando meio enferrujada, vendo poucas coisas. Mas, revendo coisas que me trazem conforto e leveza.
- Abandonou The Good Wife?
- Na verdade, fui abandonada.
- E anda revendo o que?
- The L word.
- Que saudades...
- Quer se juntar aos bons? - convidou Carol.
- Sempre.
- Vamos lá então.
22h30
Não demorou para as coisas esquentarem no episódio.
Então, Carol começou a ficar inquieta no sofá. Mudou de posição algumas vezes e parecia pouco à vontade, como se pega pelos pais assistindo vídeos pornôs de madrugada.
Luísa percebeu, mas resolveu se divertir com a situação.
- Quer assistir outra coisa? - perguntou fingindo ingenuidade.
- Não, só estou com um pouco de sono.
- Sono?
- Pois é!
- Quer subir?
- Acho melhor, mas se você quiser ficar assistindo aí, não precisa se preocupar comigo.
-Também estou cansada, subo com você. Vou só ajeitar as coisas aqui embaixo.
-Vou subindo pra tomar banho. Tá calor, né?
- Não tô sentindo não!
- Acho que foi o tempo que fiquei perto do fogão preparando o jantar.
- Ah, deve ter sido!
Quando Luísa subiu, Carol já estava na cama com o mesmo pijama emprestado da noite anterior.
- Tudo certo?
- Tudo.
Luísa sentou na ponta da cama, de costas para Carol, e tirou a blusa e o sutiã.
Carol se empertigou com aquela cena, embora seus olhos não estivessem vendo nada além das costas de Luísa.
Mas, quem disse que o que os olhos não veem o coração não sente, esqueceu de mencionar que nem só de coração vive um corpo.
A continuação da cena se deu com Luísa pedindo que Carol lhe passasse o pijama, que estava embaixo do travesseiro.
Carol lhe passou a roupa como se aquilo estivesse em brasa.
Luísa colocou a blusa, levantou-se ainda de costas para Carol, e tirou o short que vestia.
Em seguida, pôs a calça do pijama, dobrou a roupa usada com cuidado, guardou-a e, finalmente, deitou-se.
Carol acompanhava tudo mordendo o edredom, como se fosse uma estratégia para controlar um impulso que podia se tornar ação a qualquer momento.
Luísa puxou o cobertor e disse:
- Vai dormir mesmo? Quer conversar ou fazer outra coisa?
Carol, como que acordada de um transe:
- Hã?
- Perguntei se você vai mesmo dormir.
- Não sei.
- E quem sabe?
- Você.
- Eu? - Disse Luísa se virando de lado para encarar Carol.
- Sim.
- O que está lhe impedindo de fazer o que quer?
- A questão não é o que está me impedindo, mas quem.
- Pois, quem é?
- Você.
- Que conversa doida é essa Carol?
- Você perguntou o que eu queria fazer se não fosse dormir.
- Sim.
- Pois pronto.
- O que você quer depende de mim?
- 50%
- E os outros 50%?
- De mim, mas esses não serão problema.
- E então? Vai me dizer o que é, ou vai guardar segredo?
- Posso dizer?
- Sou toda ouvidos.
Carol puxou Luísa pra si com o braço esquerdo até o corpo dela encostar no seu. Nesse momento, recordou toda a lembrança que era possível se ter do corpo já percorrido de uma mulher. Cada curva, cada entrada, cada líquido, cada som.
Suas bocas se encontraram como ímãs que se atraem. Um beijo mais longo do que todos que já conhecera começava ali. Suas línguas se encontraram tantas vezes quanto se permitiram. E, a cada novo encontro, um novo sentimento tomava conta daqueles corpos. Beijaram-se por quase 30 minutos, sem que nada mais acontecesse. Apenas um beijo ardente e saudoso. Um beijo que abriu caminho para tudo o que estava por vir.
Carol começou a descer sua mão da nuca de Luísa, por dentro da blusa até encontrar seus seios. Luísa gem*u baixinho quando a mão estacionou ali.
Carol deu voltas ao redor do bico do seio direito, depois do esquerdo, como num reconhecimento daquilo que há tanto desejava.
Elas não tinham pressa.
Reconhecimento feito, Carol puxou a blusa de Luísa e viu. Viu, de perto, tudo aquilo que tinha imaginado nos últimos longos meses.
Dois seios lindos. Os mais bonitos que já vira em toda a sua vida. Ela lembrou o quanto gostava deles. Tinham o tamanho certo, eram firmes e os bicos estavam eretos, duros, prontos pra ela.
Ela começou puxando-os com força. Lambeu. Mordeu.
Luísa gemia, enquanto pressionava a cabeça de Carol contra os seios.
Carol não sabia direito o que era permitido, então por precaução, perguntou:
- Você tá bem?
Luísa respondeu colocando a mão de Carol entre as suas pernas.
Carol sentiu o que escorria do seu sex* e entendeu que ela podia seguir em frente.
Ela então aproveitou que sua mão já estava ali e, com o dedo, lambuzou o bico do seio esquerdo de Luísa.
E, então, ch*pou com força;
Luísa gem*u alto.
Ela repetiu no outro seio.
Luísa gem*u mais alto.
Luísa parecia tão excitada, que, por um momento, Carol pensou que esperava por isso tanto quanto ela.
Enquanto Carol mordia o bico dos seios, ela viu a mão de Luísa escorregar por entre as próprias pernas.
Ela não podia perder aquilo. Imediatamente, Carol sentou-se sem soltar aquelas duas pontas firmes, e esperou.
Luísa abriu as pernas e com o dedo começou a percorrer a bocet*.
Carol estava hipnotizada.
Aquele espetáculo fez com que goz*sse sem precisar sequer ser tocada.
Foi quando Luísa ofereceu:
- Quer pegar?
Carol não teve dúvidas. Afastou ainda mais as pernas de Luísa e a fez goz*r uma, duas, três vezes. Só percorrendo seu clit*ris com o dedo.
Foi quando Luísa pediu, sem cerimônia:
- Me fode.
Carol não segurou o riso de satisfação.
Virou Luísa de costas com uma única mão e fez o que ela pediu.
Luísa estava tão molhada que não foi difícil para Carol enfiar a mão dentro dela.
As duas estavam cansadas, mas nada parecia ser empecilho para as fazerem parar. Se amaram até não conseguirem mais se mexer.
Luísa sucumbiu primeiro. Carol ainda estava dentro dela quando ela dormiu. Mas isso não fez com que tirasse a mão. Ficou lá, sentindo o calor de estar de volta, que percorria todo o seu corpo e a inundava, ao mesmo tempo, de prazer e de amor.
Ela tirou a mão devagar, mas isso bastou para Luísa acordar. Abriu os olhos como quem desperta de um sonho bom. Olhou para Carol, que já se desculpava baixinho.
- Só tem um jeito de eu te desculpar.
- Como?
Luísa colocou seu corpo sobre o de Carol e sentou-se sobre o sex* dela. O corpo de Carol se arrepiou imediatamente e esticou a mão para alcançar o seio de Luísa. Assim que Carol tocou o bico do peito eriçado, Luísa segurou sua mão, fazendo-a descer pelo seu abdômen, pernas, até repousar de volta na cama. Luísa prendeu-lhe as duas mãos com os joelhos, deixando claro quem estava no comando.
E ela deu as cartas até o fim. Fez Carol quase morrer de vontade de tocar-lhe o corpo. Fez ela goz*r quantas vezes quis e gozou com ela todas as vezes.
Só pararam quando estavam esgotadas, não de vontade uma da outra, mas de cansaço.
Luísa dormiu sobre o corpo suado de Carol. Com medo de acordar Luísa outra vez, esperou que ela pegasse no sono profundamente para sair, com cuidado, de baixo dela. Os corpos demoraram a se soltar, unidos pelos líquidos e pela vontade de não se largar.
Luísa virou-se de lado e se encolheu. Carol levantou, desceu e foi até a varanda.
O céu estava limpo, mas a lua brilhava, nova, prenunciando o que ela esperava que fosse o recomeço. Ela chorou sozinha, de felicidade, de alívio, de saudade, mas, acima de tudo, de gratidão.
Fim do capítulo
Prefiro não comentar. Só quero saber de vocês, e aí?
Comentar este capítulo:
Eva Bahia
Em: 09/11/2018
kkkkkk ainda bem né?? Até que fim a teimosa da Luisa ouviu nossos conselhos. Oxe, que nada, lerdeza retada... Entao podem chegr que o carnaval estar proximo.. Ivete, Brow e Daniela nos esperam.... e vc srta utora ainda estás em dívida comigo. Só quero ver se vais chegar ao final deste enredo e nao vais me ligar...rsrsr....volte logo com capitulos tao intensos qto este...uiuii...bjss baianos
Resposta do autor:
Eva, reserva ai os abadás e o vatapá que ao som do primeiro trio elétrico estamos aí!
[Faça o login para poder comentar]
Silvanna
Em: 06/11/2018
Reciprocidade é tudo! Ambas cederam aos sentimentos! Lindo a sintonia das duas na cama,
Resposta do autor:
Menina, bota sintonia nisso! Tive que escrever esse capítulo com o ar-condicionado no máximo, menos cinco e o calor no topo das paradas.
[Faça o login para poder comentar]
Eva Bahia
Em: 06/11/2018
Aeeeeeee....UFAAA....ate que fim hein??? Chega de sofrimento e distancia. O amor nao pode esperar, pois, a vida é curta.. Acho que ela ouviu os nossos conselhos.. rsrs.. Parabens srta autora. Belo e intenso capitulo. Amei! Volte sempre... bjs baianos
Resposta do autor:
Eva, rapaz, tá vendo ai? Falei com Lu, mulher. Dei aqueles teus conselhos, falei que se desse tudo certo o Carnaval na Bahia tava garantido, salpiquei uma pimenta, um dendê e tá ai! Tudo certo. Então, prepara ai o abadá, liga pra Veveta, faz um vatapá, reune Caê e Bethânia que a gente chega por ai.
[Faça o login para poder comentar]
Deixe seu comentário sobre a capitulo usando seu Facebook:
[Faça o login para poder comentar]