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Impulsos de Sinais por Sorriso

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Palavras: 1164
Acessos: 1778   |  Postado em: 12/09/2018

Capítulo 12


Estava com minha amiga Débora no shopping, e aproveitamos pra tomar um cafezinho. Conversávamos sobre várias coisas, apesar do rumor da Safira ter me batido na faculdade ainda esteja reinando. 

Foi quando meus olhos a viram de pé na fila da cafeteria, não deixaria essa chance me escapar. Me levantei e caminhei em sua direção enquanto minha amiga ficou pra trás. 


Ver Emanulle depois do que aconteceu, fez a ferida do meu coração meio que se  abrir novamente, era impossível não me sentir uma deficiente a sua visão. 


-Nina, que curioso ver você por aqui. 


-E...Emanuelle. 


-E parece que certas coisas nunca mudam, seus pais estão por aqui ? 


Tentei me impor e mostrar que posso muito bem me virar sozinha. 


- Vim...sozinha. 


-Humm mudou o visual, já anda sozinha por aí, quem diria.


- Não...Graças a...você, agora... me deixa em...paz! 


A fila andou e com isso recebi um empurram da minha ex, que fez todos na fila se revoltaram com ela. 


-Está achando que é quem pra me expulsar, se quiser ir eu vou se não fico aqui! Não pense que esqueci o que sua mãe me fez! Aquela mulherzinha vai ter o que merece, nem que pra isso tenha que desconta em você. 


Emanuele levantou a mão pra me agredir, porém alguém a segurou na hora certa. 


Os seguranças se aproximavam,  quando avistei Rayssa atrás de Emanuelle. 


- Você não vai fazer isso, Emanuelle. 

-Solta a minha mão, não pense que te perdoei pelo que me fez!


- Eu não ligo, agora ou saia daqui com um pouco de dignidade ou esses homens atrás de mim vão te tirar a força. 


Soltei a mão da Emanuelle quando se deu por vencida, e deu uma última olhada pra Nina e depois pra mim, e se retirou as pressas com sua amiga ao longe. 


-Você  está bem Nina ? 


-Parece... que tu vive...me...seguindo.


A fila andou enquanto Rayssa continuou ao meu lado, ao chegar minha vez pedi um chocolate quente com chantilly. 


-Deixa que eu seguro pra você. 


Estranhei sua ajuda, mas aceitei paguei a moça e escolhi uma mesa afastada. 


Ao sentarmos o clima ficou estranho, Rayssa parecia ler minha mente e sorriu fraco. 


-Deve está confusa com tudo que a Emanuelle disse, mas estou aqui pra te por a par de tudo. 


-E se... Não quiser... te...escutar.


-Nina por favor até a sua mãe me ouviu, me de uma chance. 


Assenti e bebi um pouco de chocolate, esperando ouvir uma história fantástica. 


-Me senti muito culpada pelo que fiz com você, e não conhecia sua mãe a fundo. Até o dia em que ela foi na faculdade atrás de você, e  acabei contando toda a verdade. Ela ficou furiosa e aproveitei pra levá-la até a Emanuelle. E o resto você pode deduzir, depois que te vi no mercadinho fiquei pensativa e fui visitar sua mãe e contei como você era uma boa amiga pra mim, e que tinha visto você e ela ficou emocionada, de verdade. 



-Minha mãe...fez tudo....isso...por mim? 


-Sim, não sabe o quanto ela está sofrendo. Seu pai mal para em casa e tudo que  espera e apenas uma ligação sua. 


Fiquei pensando em tudo que a Rayssa me disse, e no quanto estava mudada, me defendeu até da Emanuelle. 


-Será que podemos ser amigas de novo, Nina ?


- Sim, podemos. 


Sorri e Rayssa se levantou e veio me abraçar. 


- Agora vamos pra sua casa ? 


- Eu... Não posso....já tenho uma...casa. 


-Sério ? Será que posso conhecer ? 


-Claro...Vamos!


Deixamos o shopping e fomos pra casa viver. 



Liguei pro trabalho falando que não poderia comparecer , por problemas de saúde. Não seria nada fácil cuidar do Maurício, ao entrar no quarto o vi dormindo e roncando, foi um sacrifício acorda-lo e arrasta-lo pro banheiro a meio de xingamentos. 


Virei a torneira e o coloquei debaixo do chuveiro. 


-Porr* Viado! Tá maluco. 


Maurício tentava em vão sair do box, apesar da ressaca se encontrava um pouco forte e me encostou contra a parede molhando minha  roupa. 


-Se não fosse meu colega de quarto,  juro que arrebentava sua cara!


-A violência, seja ela qual for a maneira que ela é manifestada, é sempre uma derrota. 


Maurício sorriu cafagestamente, abria  e fechava  os olhos lentamente, enquanto seu corpo estava a centímetros do meu. 


- Eu odeio admitir que, que eu senti falta disso. 


Meu coração pulou de felicidade dentro do peito, quase chorei de emoção, mas tive que me controlar. 


- Agora me deixa tomar banho sozinho. 


- Só não caia.


Maurício se afastou e entrou no box, o fechando e se certificando que eu Estava de saída. 


Ao deixar o banheiro sorri de felicidade, e desci pra preparar uma sopa de legumes. 


Ao entrar na cozinha encontrei Silvana que não estava com um bom humor, Marcele entrou em seguida e me viu mexer nas panelas. 


-Cuidado Silvana, o Oliver pode roubar o seu lugar. 


Sorri sem graça e falei pra Marcele que o Maurício está de ressaca, e uma sopa de legumes cairia bem. A mesma se aproximou tirando a panela da minha mão, e disse que a própria iria preparar. 



-Cansei de ver minha mãe preparando pra gente, pode fazer companhia pro Maurício. 


-Obrigado Marcele, você e demais. 

Beijei seu rosto e me retirei indo pro quarto. 


Enquanto cortava os legumes, percebi que Silvana estava pensativa demais. 


- Espero que seja pensamentos positivos. 


- Você não tem ideia. 


Ao entra no quarto, o encontrei saindo do banheiro secando o cabelo com a toalha. 


-Daqui a pouco você vai provar uma sopa de legumes deliciosa. 


-Preparada por você ? 


Maurício me fitou e fiquei um pouco sem graça, acho que acabou percebendo e largou a toalha na cadeira e abriu o guarda roupa, pegou uma blusa sem manga e vestiu. 


- Não seria melhor uma blusa de frio? 


-Foi mal ursinho, não tenho blusa de frio. 


-Ursinho ? 


-E... Parece que não dá pra discutir com você, sempre vem com esses poemas e palavras de auto ajuda, por isso se torna fofo, como um ursinho. 


Caminhei até o meu lado do guarda roupa e peguei um casaco rosa, e o estendi. 


-Melhor não.


-Tenta uma cor não vai diminuir ou até mesmo afetar sua masculinidade, e bem melhor que sentir frio. 


Maurício bufou pegando o casaco da minha mão e o colocando, caiu como uma luva deliniando seus músculos. 


-Satisfeito ursinho. 


-Bastante. 


Durante o caminho contava pra Rayssa o que me aconteceu com a minha mudança repentina de sair de casa, falei sobre cada membro da casa com muito carinho. 

Ao chegarmos Rayssa olhou tudo ao redor e achou tudo muito arrumadinho e limpo, as tarefas eram subdivididas.


Ao entrarmos na sala de estar o cheiro de comida caseira nos atingiu em cheio, Marcele nos viu e se aproximou. 


-Nina querida trouxe uma amiga ? 


-Essa...é Rayssa. 


-Marcele dona desta casa, prazer e bem vinda. 


-O prazer e meu, e obrigada por acolher a Nina aqui. 


-A Nina e um amor, vem almoçar com a gente. 


-Vou... no banheiro. 


Nina subiu as escadas, enquanto seguia Marcele até a mesa. 


Ao entrar no quarto fui pro banheiro lavar as mãos, mas ao retornar ouvi sons de mensagem. 

Olhei ao redor e estranhei, mas o som era muito familiar. Conforme ele continuou me aproximava de onde estava. 


Ao pegar notei que era meu tablet, e que sua bateria estava descarregando. 


Foi quando a porta se abriu me revelando Bebel, que me olhou temerosa com o tablet na mão. 


-O quê...significa... isso...Bebel!? 








Fim do capítulo


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