Capítulo 12
Estava com minha amiga Débora no shopping, e aproveitamos pra tomar um cafezinho. Conversávamos sobre várias coisas, apesar do rumor da Safira ter me batido na faculdade ainda esteja reinando.
Foi quando meus olhos a viram de pé na fila da cafeteria, não deixaria essa chance me escapar. Me levantei e caminhei em sua direção enquanto minha amiga ficou pra trás.
Ver Emanulle depois do que aconteceu, fez a ferida do meu coração meio que se abrir novamente, era impossível não me sentir uma deficiente a sua visão.
-Nina, que curioso ver você por aqui.
-E...Emanuelle.
-E parece que certas coisas nunca mudam, seus pais estão por aqui ?
Tentei me impor e mostrar que posso muito bem me virar sozinha.
- Vim...sozinha.
-Humm mudou o visual, já anda sozinha por aí, quem diria.
- Não...Graças a...você, agora... me deixa em...paz!
A fila andou e com isso recebi um empurram da minha ex, que fez todos na fila se revoltaram com ela.
-Está achando que é quem pra me expulsar, se quiser ir eu vou se não fico aqui! Não pense que esqueci o que sua mãe me fez! Aquela mulherzinha vai ter o que merece, nem que pra isso tenha que desconta em você.
Emanuele levantou a mão pra me agredir, porém alguém a segurou na hora certa.
Os seguranças se aproximavam, quando avistei Rayssa atrás de Emanuelle.
- Você não vai fazer isso, Emanuelle.
-Solta a minha mão, não pense que te perdoei pelo que me fez!
- Eu não ligo, agora ou saia daqui com um pouco de dignidade ou esses homens atrás de mim vão te tirar a força.
Soltei a mão da Emanuelle quando se deu por vencida, e deu uma última olhada pra Nina e depois pra mim, e se retirou as pressas com sua amiga ao longe.
-Você está bem Nina ?
-Parece... que tu vive...me...seguindo.
A fila andou enquanto Rayssa continuou ao meu lado, ao chegar minha vez pedi um chocolate quente com chantilly.
-Deixa que eu seguro pra você.
Estranhei sua ajuda, mas aceitei paguei a moça e escolhi uma mesa afastada.
Ao sentarmos o clima ficou estranho, Rayssa parecia ler minha mente e sorriu fraco.
-Deve está confusa com tudo que a Emanuelle disse, mas estou aqui pra te por a par de tudo.
-E se... Não quiser... te...escutar.
-Nina por favor até a sua mãe me ouviu, me de uma chance.
Assenti e bebi um pouco de chocolate, esperando ouvir uma história fantástica.
-Me senti muito culpada pelo que fiz com você, e não conhecia sua mãe a fundo. Até o dia em que ela foi na faculdade atrás de você, e acabei contando toda a verdade. Ela ficou furiosa e aproveitei pra levá-la até a Emanuelle. E o resto você pode deduzir, depois que te vi no mercadinho fiquei pensativa e fui visitar sua mãe e contei como você era uma boa amiga pra mim, e que tinha visto você e ela ficou emocionada, de verdade.
-Minha mãe...fez tudo....isso...por mim?
-Sim, não sabe o quanto ela está sofrendo. Seu pai mal para em casa e tudo que espera e apenas uma ligação sua.
Fiquei pensando em tudo que a Rayssa me disse, e no quanto estava mudada, me defendeu até da Emanuelle.
-Será que podemos ser amigas de novo, Nina ?
- Sim, podemos.
Sorri e Rayssa se levantou e veio me abraçar.
- Agora vamos pra sua casa ?
- Eu... Não posso....já tenho uma...casa.
-Sério ? Será que posso conhecer ?
-Claro...Vamos!
Deixamos o shopping e fomos pra casa viver.
Liguei pro trabalho falando que não poderia comparecer , por problemas de saúde. Não seria nada fácil cuidar do Maurício, ao entrar no quarto o vi dormindo e roncando, foi um sacrifício acorda-lo e arrasta-lo pro banheiro a meio de xingamentos.
Virei a torneira e o coloquei debaixo do chuveiro.
-Porr* Viado! Tá maluco.
Maurício tentava em vão sair do box, apesar da ressaca se encontrava um pouco forte e me encostou contra a parede molhando minha roupa.
-Se não fosse meu colega de quarto, juro que arrebentava sua cara!
-A violência, seja ela qual for a maneira que ela é manifestada, é sempre uma derrota.
Maurício sorriu cafagestamente, abria e fechava os olhos lentamente, enquanto seu corpo estava a centímetros do meu.
- Eu odeio admitir que, que eu senti falta disso.
Meu coração pulou de felicidade dentro do peito, quase chorei de emoção, mas tive que me controlar.
- Agora me deixa tomar banho sozinho.
- Só não caia.
Maurício se afastou e entrou no box, o fechando e se certificando que eu Estava de saída.
Ao deixar o banheiro sorri de felicidade, e desci pra preparar uma sopa de legumes.
Ao entrar na cozinha encontrei Silvana que não estava com um bom humor, Marcele entrou em seguida e me viu mexer nas panelas.
-Cuidado Silvana, o Oliver pode roubar o seu lugar.
Sorri sem graça e falei pra Marcele que o Maurício está de ressaca, e uma sopa de legumes cairia bem. A mesma se aproximou tirando a panela da minha mão, e disse que a própria iria preparar.
-Cansei de ver minha mãe preparando pra gente, pode fazer companhia pro Maurício.
-Obrigado Marcele, você e demais.
Beijei seu rosto e me retirei indo pro quarto.
Enquanto cortava os legumes, percebi que Silvana estava pensativa demais.
- Espero que seja pensamentos positivos.
- Você não tem ideia.
Ao entra no quarto, o encontrei saindo do banheiro secando o cabelo com a toalha.
-Daqui a pouco você vai provar uma sopa de legumes deliciosa.
-Preparada por você ?
Maurício me fitou e fiquei um pouco sem graça, acho que acabou percebendo e largou a toalha na cadeira e abriu o guarda roupa, pegou uma blusa sem manga e vestiu.
- Não seria melhor uma blusa de frio?
-Foi mal ursinho, não tenho blusa de frio.
-Ursinho ?
-E... Parece que não dá pra discutir com você, sempre vem com esses poemas e palavras de auto ajuda, por isso se torna fofo, como um ursinho.
Caminhei até o meu lado do guarda roupa e peguei um casaco rosa, e o estendi.
-Melhor não.
-Tenta uma cor não vai diminuir ou até mesmo afetar sua masculinidade, e bem melhor que sentir frio.
Maurício bufou pegando o casaco da minha mão e o colocando, caiu como uma luva deliniando seus músculos.
-Satisfeito ursinho.
-Bastante.
Durante o caminho contava pra Rayssa o que me aconteceu com a minha mudança repentina de sair de casa, falei sobre cada membro da casa com muito carinho.
Ao chegarmos Rayssa olhou tudo ao redor e achou tudo muito arrumadinho e limpo, as tarefas eram subdivididas.
Ao entrarmos na sala de estar o cheiro de comida caseira nos atingiu em cheio, Marcele nos viu e se aproximou.
-Nina querida trouxe uma amiga ?
-Essa...é Rayssa.
-Marcele dona desta casa, prazer e bem vinda.
-O prazer e meu, e obrigada por acolher a Nina aqui.
-A Nina e um amor, vem almoçar com a gente.
-Vou... no banheiro.
Nina subiu as escadas, enquanto seguia Marcele até a mesa.
Ao entrar no quarto fui pro banheiro lavar as mãos, mas ao retornar ouvi sons de mensagem.
Olhei ao redor e estranhei, mas o som era muito familiar. Conforme ele continuou me aproximava de onde estava.
Ao pegar notei que era meu tablet, e que sua bateria estava descarregando.
Foi quando a porta se abriu me revelando Bebel, que me olhou temerosa com o tablet na mão.
-O quê...significa... isso...Bebel!?
Fim do capítulo
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