Capítulo 53 -- Paciência Tem Limite
A ILHA DO FALCÃO -- CAPÍTULO 53
Paciência Tem Limite!
Andreia vestiu um maiô, calçou o chinelo de borracha e pegou uma toalha de praia.
Sofia apanhou a bolsa que estava sobre o sofá e caminhou até a porta.
-- Não vejo a hora de cheirar a cabeça do meu afilhado.
-- Quem disse que você será a madrinha?
-- Eu -- apontou para si mesma e disse: -- Sou a sua melhor amiga, ficarei muito brava se você não me convidar. Tem mais alguém que gostaria de convidar?
-- Estava pensando em convidar a Talita.
Sofia olhou para ela de cara feia.
-- Traidora.
Andreia caiu na gargalhada.
-- Vocês duas -- ela completou, ainda rindo.
-- Ah! -- Sofia fez um trejeito engraçado -- Essa tal de Talita é gente boa, ou é um nariz empinado igual a "Natashata".
-- A Talita é uma pessoa linda e maravilhosa. Você vai se apaixonar por ela -- Andreia trancou a porta da suíte e começou a andar para o elevador -- E a Natasha não é chata. Ela é um tesãoooo... -- ela berrou no ouvido da amiga.
-- Idiota apaixonada, isso que você é -- ela deu um tapa no ombro de Andreia -- Você está com dor de cabeça? Está com umas olheiras.
-- Você até parece médica. Mas não se preocupe, as minhas olheiras são por outro motivo.
Sofia fez uma careta.
-- Poupe-me dos detalhes.
Atravessaram o saguão, desceram com cautela as escadas e atravessaram a avenida caminhando em direção a areia branquinha e fofa.
-- Que maravilha! O dia está ideal para se bronzear -- Andreia comentou, enquanto estendia a toalha sobre o tapete branco.
-- Para quem está há tanto tempo na ilha, você está bem branquinha -- comentou Sofia.
-- Tenho sido cautelosa. Sou muito branca, prefiro me bronzear sem pressa -- Andreia espalhou filtro solar e acomodou-se sobre a toalha.
-- Vai continuar na ilha, depois que o bebe nascer?
-- Infelizmente não depende apenas de mim. O meu desejo é viver aqui para sempre, mas o dela? Será que a Natasha pensa em um relacionamento sério ou temporário.
-- A Falcão tem fama de mulherenga. Vai por mim, amiga.
-- Eu sei -- Andreia olhou desanimada para o frasco de filtro solar que tinha nas mãos -- Seria maravilhoso poder criar o meu filho nesse paraíso que é a Ilha do Falcão.
-- É a água mais azul que vi em toda a minha vida! -- comentou Sofia, encantada.
-- É a praia mais calma de Santa Catarina -- Andreia sorriu, deitando-se sobre a toalha -- Parece uma enorme piscina de águas calmas, cristalinas e azul-turquesa.
-- Vou dar um mergulho. Vem comigo?
-- Daqui a pouco -- respondeu Andreia, esticando a cabeça para olhar Sofia sair rebol*ndo em direção a água. Ela fechou os olhos e relaxou sobre a toalha. Um suspiro calmamente escapou de seus lábios.
Por que sentia-se tão insegura? Talvez porque Natasha era uma verdadeira deusa. Rica e de uma beleza arrasadora. Não havia dúvidas de que a sua companheira deveria ser tão bela e arrasadora quanto ela e não uma ruiva insonsa como Andreia se considerava. Natasha a queria com sinceridade, ou desejava apenas uma breve aventura?
Antes de entrar no chalé, Mariana olhou em volta para certificar-se de que tudo estava em ordem. Não vendo ninguém suspeito por perto, abriu a porta e entrou.
-- Demorou -- afirmou César, pegando as bolsas de sua mão.
-- Passei no hotel para pegar algumas coisinhas que já estão terminando.
César abriu a bolsa e olhou o que tinha dentro.
-- Champanhe, caviar, morango, geleia de pimenta, vinho... Só besteiras! -- disse irritado -- Estou louco de vontade de comer um pirão de feijão com linguiça e você me aparece com essas porcarias!
-- Porcarias? Fique sabendo que esse é o meu kit sobrevivência. Sou uma pessoa fina, imagina se vou comer pirão de feijão com linguiça.
-- Cai na real, mulher. Você está tão sem grana, que até a sua conversa é fiada.
-- Você me deixa tão irritada que tenho vontade de te matar -- murmurou ela, fazendo o possível para se controlar.
Mariana pegou as bolsas e foi para a cozinha. César foi atrás dela, sentou-se em uma cadeira e ficou observando enquanto ela guardava os produtos.
-- Falando em matar... -- desviou o olhar até a janela. Seu pensamento agora estava focado em outras coisas que não eram comidas ou bebidas -- Caso a Natasha Falcão morresse, Carolina ficaria com toda a herança, não é mesmo?
Lentamente, Mariana se virou em direção a ele.
-- O que está querendo dizer com isso? Por acaso você está pensando em matar a Natasha? -- ela se assustou com a expressão demoníaca que dominou o rosto de César -- Você seria capaz disso?
-- Calma aí -- ergueu uma das mãos, como que se defendendo -- Estou apenas fazendo conjecturas.
-- Entendo -- ela o olhou com desconfiança, mas a expressão de César não demonstrava nenhum tipo de sentimento. Devia ser sua imaginação fértil e mal-intencionada, pensou Mariana -- A Carolina é a única parente viva, da Natasha, portanto, com a morte dela, sua ex herdaria tudo.
-- Ex e mãe do meu bebê -- César balançou a cabeça, como se a ideia fosse tentadora -- Eu sempre digo: "Para morrer basta estar vivo".
Bolas chocaram-se e estalaram quando Natasha disparou o taco. A quinta bola mergulhou na caçapa do canto.
-- Quando eu morrer, quero que o Leozinho entre nas minhas Redes Sociais e publique: "Quem diria que no inferno tem Wi-Fi." Pensa na cara dos meus seguidores.
Jessye deu uma tacada. A bola branca bateu na bola marrom, que correu direto para a caçapa.
-- Sorte -- disse Natasha, passando giz no taco.
Jessye apenas sorriu.
-- Quando morrer, você prefere ser cremada ou enterrada?
Natasha olhou para ela pensativa.
-- Eu bebo tanto, que se for cremada, nunca mais paro de pegar fogo. Prefiro ser enterrada.
-- Será que vocês duas não tem outro assunto que não seja morte? -- Leozinho passou giz no taco e com um leve toque matou a bola rosa.
-- Você é sensível demais, Leozinho -- comentou, Natasha.
-- É preferível ser sensível, que uma turrona insensível como você -- disse Sidney, protegendo a cabeça com as mãos. Porém, Natasha não jogou nenhuma bola na cabeça dele. Sentada na ponta da mesa, ela lançou-lhe um olhar cheio de tristeza.
-- Nem sempre fui assim, fria e insensível -- Natasha olhou para eles de modo melancólico, os grandes olhos verdes brilhantes -- Meu coração endureceu depois de um fato muito triste.
Leozinho pousou a mão sobre os ombros dela demonstrando uma compaixão verdadeira.
-- Pode falar, chefe.
-- Vi uma formiga sofrendo ao carregar comida para sua família, que gesto lindo, fiquei tão emocionada, uma lágrima caiu em cima da formiga e ela morreu.
Os três olharam para ela estupefatos. Natasha caiu na gargalhada.
-- Minha vez, bobões -- ela pegou o taco e passou giz com calma.
Num velório, um senhor cumprimenta e pergunta a viúva:
-- Meus pêsames...Do que morreu seu marido?
-- Envenenado.
-- Nossa...Mas ele parece tão machucado!!!
-- É que ele não queria tomar o veneno!!!
Natasha caiu na gargalhada novamente.
-- Jogar sinuca é muito fácil -- ela continuou -- Agora prestem atenção, enquanto eu explico como funciona -- Natasha deu a volta na mesa -- A nove tá fora, a dois ao lado -- anunciou, dando a tacada e preparando-se para a seguinte -- Bola seis no meio, bola onze na lateral -- dito e feito. A jogada foi perfeita -- Agora,"Fatal Finale". Quatro no fundo -- e com toda a calma do mundo ela matou a bola quatro e fechou o jogo.
-- O importante é competir -- disse Leozinho. Mais interessado em Sidney do que no jogo.
-- O importante não é vencer, mas te mato de pancada se a gente não ganhar -- a empresária colocou o taco encostado, pegou o copo de bebida e tomou um gole -- Não gosto de perder nem no jogo de quebrar o ossinho do peito do frango.
A figura de Andreia surgiu diante de seus olhos, e Natasha sorriu encantada.
-- Que bela sereia -- inclinando a cabeça, Natasha depositou um beijo na curvatura do pescoço dela.
-- Não faz isso. Estou com o corpo cheio de sal -- disse Andreia, fazendo uma careta.
-- Eu beberia o mar se você fosse o sal.
-- Ahhh... Cantada de pedreiro -- Leozinho caiu na gargalhada -- Que horror!
Natasha fechou o punho.
-- Idiota! Por acaso sabe fazer melhor?
Leozinho olhou Sidney nos olhos.
-- Qual o caminho mais rápido pra chegar no seu coração?
Natasha respondeu:
-- Cirurgia plástica, lavagem cerebral e uns três meses de malhação.
Andreia puxou-a pelo braço com força e virou-se, encaminhando-se para a porta do bar.
-- Quero falar com você.
-- Quer pedir uma coisinha? -- perguntou sorrindo.
-- Quero -- ela respondeu calma -- Está na hora de você me apresentar a sua irmã. Estou pensando em convidar a Carolina e a Talita para um jantar hoje a noite. O que você acha?
Natasha coçou a cabeça. Durante um momento ficou em silêncio pensando. Depois, perguntou com hesitação:
-- Será?
-- Qual é o problema, Nat? Por acaso você está com vergonha de me apresentar a sua irmã? -- Andreia colocou as mãos na cintura, assumindo uma postura petulante.
Natasha levantou as sobrancelhas.
-- Não é isso! Você entendeu errado. O problema é que a Carolina é um pouco nervosinha e, como você também não é flor que se cheire, esse encontro pode ser um pouquinho explosivo.
-- Eu não sou assim, Nat. É uma injustiça tremenda você dizer isso de mim -- ela esbravejou, girou nos calcanhares abruptamente e saiu andando, a passos largos pela porta lateral.
-- Ai, meu Deus! Espera Andreia! -- Natasha gritou e saiu correndo atrás dela.
Marcela abriu a porta da cabana e saiu para a sombra da varanda. Suspirou profundamente, fechou os olhos e espreguiçou-se.
-- Que preguiçaaaa...
-- Senhorita Marcela.
-- Aiiiiii... -- ela levou um susto tão grande que chegou a dar um salto para trás. Ainda aturdida pelo susto e sem entender nada, Marcela encarou os homens que a observavam com curiosidade -- Quem são vocês?
-- Somos os trabalhadores contratados pela senhorita Natasha -- respondeu um homem alto, moreno, que parecia ser o líder daquele batalhão de trabalhadores uniformizados -- Viemos nos apresentar ao trabalho.
Porém Marcela ficou estática, chocada, com mais aquela novidade.
Sibele saiu apressadamente pela porta da cabana e encostou-se no parapeito da varanda.
-- Posso saber o que está acontecendo aqui? -- perguntou ela, num tom muito surpreso.
-- Eles são os trabalhadores contratados pela Natasha -- respondeu Marcela, mexendo apenas a boca -- Só não me pergunte o que eles estão fazendo aqui.
O líder do grupo deu um passo a frente.
-- Me chamo Flávio. Sou engenheiro civil.
-- Eu me chamo Samuel. Sou engenheiro agrimensor. Estou aqui para planejar a movimentação de terra e o preparo do terreno de acordo com as leis da construção civil a serem seguidas na movimentação de terra antes de iniciar o empreendimento de vocês!
Elas se entreolharam, espantadas.
-- Nosso empreendimento?
Quando chegaram ao restaurante à beira-mar, foram logo levadas a uma mesa de canto que Natasha reservou para a noite.
-- Espero que aprovem o prato -- disse Oliver, o maitre -- Preparei para as senhoritas: Tilápia crocante com farofa de banana-da-terra (puxada na manteiga de garrafa), purê de mandioquinha e fondue de pimentões. Tranche de salmão com arroz negro e Sogliola (linguado grelhado com risoto de sete grãos, ervilha fresca ao molho de camarão). E para beber, escolhi um Sauvignon Blanc, que harmoniza muito bem com as carnes que serviremos.
-- Está perfeito. Obrigada -- Natasha agradeceu, com um meio sorriso.
-- Eu amo esse restaurante -- Talita falou alegremente, tentando aliviar a tensão existente entre Carolina e Andreia -- A vista é maravilhosa. Pena que custe os olhos da cara.
-- Mas vale a pena, doutora. A comida é divina.
Da janela podia-se ver as ondas que rebentavam na praia. Iluminada pela lua cheia e pelas estrelas brilhantes. O vento entrava tranquilamente pelas portas e janelas do restaurante, deixando o ambiente fresco e confortável.
Natasha serviu uma taça de vinho para Andreia e depois para si mesmo. Entregou a garrafa para Talita e virou-se para Carolina.
-- A doutora Talita já deve ter te contado que a Andreia está grávida. Não é mesmo?
-- Sim, ela me contou -- Carolina fez uma careta que não passou despercebida por Andreia -- Podemos mudar de assunto? -- disse, empurrando a taça de vinho e o prato -- Não estou nem um pouco interessada nessa criança.
Andreia arregalou os olhos. Nunca se sentira tão furiosa na vida. Seu sangue ferveu e ela lutava para se controlar.
-- Tudo bem. Então, vamos mudar de assunto -- ela rebateu -- Convidamos você para esse jantar com o objetivo de nos conhecermos melhor. Gostaria que ao menos tivéssemos um relacionamento amigável -- Andreia provou do vinho para acalmar-se.
-- Eu não sou obrigada a ter qualquer tipo de relacionamento com você -- disse Carolina, cheia de raiva -- É uma jogada, Natasha. Essa mulher está lançando a teia, e você mais uma vez está caindo na armadilha. Será que não percebe?
Houve um longo silêncio.
-- Vovô e vovó sempre fizeram tudo para mim, sempre tive tudo que quis, eles eram sempre muito amáveis e foram referência como exemplo de tudo o que sou hoje.
Cresci, me formei, iniciei a fase profissional e me tornei a empresária que todos conhecem.
Depois da morte de nossos avós, fui ao fundo do poço, mas como certa vez ouvi um amigo dizer: "a morte tem dois fatores importantes: Ou ela te faz afundar junto com ela, ou, você pega impulso, aproveita a vida e vive da forma como você nunca viveu". Eu, preferi a segunda.
Sofri, sofri muito. Me sentia só e triste. Então, decidi te procurar. Sentia a falta de um irmão, alguém para dividir objetivos, dividir tristezas e felicidades. Somar, multiplicar e dividir. Nunca subtrair. Hoje, vejo que sabiamente Deus nos deu uma oportunidade de convivermos juntas, porém, não estamos sabendo aproveitar essa segunda chance -- Natasha suspirou pesadamente. Depois, sorriu. O sorriso era dirigido para Andreia, em um misto de gentileza, carinho e cumplicidade -- Eu amo a Andreia. E só pode amar quem sabe perdoar, e perdoar é a consequência de quem ama. Não estou pedindo que seja amiga dela. Amor e amizade, não se implora, se conquista. Estou apenas pedindo que respeite a minha decisão.
Andreia segurou com carinho uma das mãos de Natasha e o amor entre as duas pareceu ainda mais evidente.
-- Eu amo a sua irmã. Me dê a oportunidade de mostrar que o que falo é verdadeiro.
Carolina voltou a atenção para Andreia, olhando fixamente para ela. Nada a faria mudar de opinião. Aquela mulher era uma pistoleira e essa paixão repentina pela irmã, só podia ser armação. O bebê não mudava o fato de que não podiam se envolver, e ela precisava fazer com que Natasha entendesse isso. Ela perderia tudo o que conseguiu até hoje.
-- Um relacionamento entre vocês não vai dar certo -- disse ela, secamente.
-- Você acha? -- Andreia já havia se arrependido de ter proposto o jantar. Carolina não facilitaria nenhum pouco a sua vida.
-- Acho -- ela pegou a taça de vinho e deu um gole -- Por diversos motivos.
Andreia cruzou os braços.
-- E quais são esses motivos?
-- Não acredito em amor a primeira vista -- disse em tom de ironia -- Você vai ter um filho, não duvido que tenha um homem por trás disso tudo.
Os olhos de Andreia ficaram escuros de raiva.
Natasha deu risada, mas Andreia podia perceber que ela não estava achando engraçado, que sim estava muito ofendida.
-- Chega! -- Natasha berrou -- Em primeiro lugar -- disse ela em um tom de voz irritado -- Não me lembro de ter pedido a sua opinião. Segundo, nunca dei o direito a ninguém de ditar, como devo viver minha vida, e com quem devo me relacionar -- ela suspirou, buscando paciência -- Portanto, ou você aceita a Andreia como sua cunhada e a trata com um membro da família ou, pegue a sua parte na herança e vá cuidar da sua vida -- uma sombra de tristeza passou pelos luminosos olhos verdes. Com certeza aquelas palavras doíam mais nela do que em Carolina -- Apenas quero te lembrar de um detalhe: A sua parte na herança é somente a Ilha Carolina. A Ilha Falcão foi herança do vovô para mim. E, todos os outros bens, foram adquiridos com o meu trabalho.
Carolina engoliu em seco.
-- Você prefere ficar com essa criminosa, do que com a sua irmã.
-- Não. Você que preferiu me criticar e me julgar em vez de ficar ao meu lado e me apoiar.
Natasha levantou-se bruscamente e estendeu a mão para Andreia.
-- Vamos embora, Déa. Não temos mais nada a conversar.
-- Não, Nat. Calma. Vamos tentar conversar numa boa -- Andreia levantou-se, com a expressão preocupada -- Não quero que briguem por minha causa.
-- Já tive paciência demais, Déa. Até estou me estranhando. Em outros tempos já teria mandado essa garota catar coquinho em descida -- Natasha acenou para Talita -- Desculpa doutora, pela situação constrangedora.
Talita respondeu com um gesto de despedida, enquanto Natasha e Andreia saiam do restaurante. Ela olhou para a mesa onde a comida permanecia intacta e abaixou a cabeça, desanimada. Quando voltou a olhar para Carolina, a médica tinha a expressão de censura e decepção estampada no rosto.
-- Quem é você? Eu não te reconheço mais. Não consigo mais enxergar em você a pessoa bonita, divertida e descolada que um dia conheci. Suas atitudes ultimamente só tem me decepcionado. Nunca pensei que você fosse tão rancorosa e vingativa. Você mudou tanto que me parece alguém estranho, uma pessoa que eu não conheço nem um pouco.
O silêncio se estendeu interminável entre as duas. Talita queria entendê-la, queria uma explicação convincente, uma tentativa de defesa, mas ela apenas calou-se. Então, a médica se levantou, ajeitou a bolsa no ombro e foi embora.
Carolina empurrou a cadeira e jogou o guardanapo no prato de comida que estava pela metade.
-- Isso não vai ficar assim, Natasha. Eu não vou permitir que você estrague tudo.
Fim do capítulo
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Anny Grazielly
Em: 11/09/2020
Caracaaaaa.... que situação... será que tem algum espirito ruim por tras dessa mudança de Carolina? ou é só ciumes? aiaiaiaiia
Mille
Em: 10/08/2018
Oi Vandinha
O dia foi corrido comentei e apaguei o comentário tinha colocado o nome de uma pessoa errada.
Carolina está tão dominada por sentimentos negativos que não quer enxergar que a irmã está bem e amando, só espero que ela rever suas atitudes pois assim perde o convívio com a irmã e restaurar o tempo perdido.
Cesar com certeza vai tentar alguma coisa pada eliminar a Nat e acho que o Ivo irá unir a ele. E torço que a Mariana conte a verdade a Nat e a salve e fique atenta.
Bjus e até o próximo capítulo um ótimo final de semana
Resposta do autor:
Bom dia, Mille.
Carolina está sendo uma grande decepção para a Natasha. Ela mudou drasticamente. O que será que está acontecendo?
Tenha um domingo abençoado, cheio de momentos bons, de paz e de alegria!
Beijos.
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Ada M Melo
Em: 10/08/2018
poxa sera que Carolina não é do lado do bem...
Resposta do autor:
Bom dia, Ada.
Será? Ultimamente suas atitudes estão bem estranhas.
Bom dia de domingo! Curta cada instante com alegria e sempre na melhor companhia.
Beijos!
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NovaAqui
Em: 10/08/2018
Eita que a paciência de Natasha foi catar coquinho
Medo dessa Carolina
Abraços fraternos procês aí!
Resposta do autor:
Bom dia, NovaAqui.
Recebi o seu email. Amanhã respondo.
Tenha um domingo abençoado, cheio de momentos bons, de paz e de alegria!
Beijos!
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