Este capitulo contém uma cena de violência contra a mulher. Estamos vendo dia a dia historias assim, em que começa com uma ameaça, com um tapa, com uma violencia moral, e algumas de nós ficam caladas. Não podemos nos calar, não se omita, denuncie. Não faça parte das estatísticas. Beijos.
Capítulo 21 Cartas na mesa.
Narradora
Após a despedida Helena encaminhou-se diretamente para casa, ligou para Camila falando que não voltava mais para empresa e que se quisesse passasse na casa dela para pegar a chave.
Estava nas nuvens, havia matado a saudade que estava sentindo da sua pequena, era maravilhoso o que sentia por ela, como se sua alma enfim tivesse encontrado seu pouso. Era espantoso ainda para ela que em um mês já sentisse tamanho sentimento, parecia que conhecia e amava Milena a anos, ainda tinha receio do que aguardava a ambas, suspirou, mas neste momento somente queria lembrar de cada momento lindo que havia passado com ela nesta tarde.
- Te amo minha pequena, já estou com saudades. Mandou a mensagem para a baixinha, e com um sorriso bobo no rosto recebeu os abraços dos outros dois amores da vida dela, ao adentrar sua casa.
Em sua casa Milena também tinha um sorriso gigantesco nos lábios ao ler a mensagem e lembrar da morena linda, que tirava seu sono e mas que era capaz de leva-la ao paraíso, depois da tarde de hoje ao lembrar da declaração de amor de Helena resolveu procurar um lugar para ficar e assim ter um canto delas para namorarem, precisava conversar com Helena e determinarem um tempo para a resolução da situação dela com o marido, suspirou, esta era a parte que ela tinha medo, quanto tempo seria?!
Em seu escritório Fabio recebeu o telefonema do investigador querendo um encontro pois tinha novidades relativa a Helena, parecia que finalmente eu saberia o que estava acontecendo com minha esposa, e esperava não ser o que ele desconfiava, pois se não ela iria descobrir o seu outro lado.
Marina tinha resolvido mudar-se para o Flat do prédio da família, estava cansada da vida do hotel e da impessoalidade, queria um lugar que parecesse com ela, mas ainda agora não teria tempo de comprar uma casa ou apartamento, monta-lo e etc, queria primeiro investir na carreira, e ser independente da família Albuquerque somente assim poderia ser ela de verdade, naquela tarde levou suas malas para o local e agora faltava dar seu toque ao local e claro alguém para compartilhar, lembrou-se de Milena, precisava dar um jeito de descobrir uma maneira de se aproximar dela, iria tentar saber onde era a empresa dela com a cunhada, amanhã darei um jeito nisso, e com este pensamento dormiu.
Milena
Minha noite havia sido maravilhosa, dormi profundamente e Carla havia chegado tarde me encontrando já dormindo, e pelo visto já tinha se levantado, ela acordava mesmo com as galinhas, sorri.
Fiz minha higiene matinal e já troquei minha roupa para começar o dia, precisava ir no escritório, Maura chegava hoje e queria olhar um lugar para morar e se possível ir ver minha Deusa.
Entrei na cozinha e Carla estava sentada a mesa tomando café.
- Bom dia Carla. Dei um beijo no alto de sua cabeça.
- Bom dia amor. Suspirou. Está linda, pena que não é para mim!
Fiz uma cara triste era ruim estar fazendo-a sofrer, e eu feliz demais com Helena, isso me machucava ela merecia ser feliz.
- Fico triste quando você fala assim, quero sua felicidade mais do que tudo, espero que você encontre alguém que te mereça de verdade, hoje, vou olhar algum lugar para morar.
- Linda, desculpa, mas é difícil perder quem se ama, quanto a se mudar você sabe que pode ficar o tempo que precisar, não vou te incomodar.
- Eu sei Carla, mas preciso seguir minha vida e te dar oportunidade de ser feliz, como você merece.
Dei um beijo em sua cabeça e fui para a empresa, esta semana prometia.
Fazia um calor infernal em BH e sempre ficava irritada com este tempo, melando e sem paciência, e ainda por cima sabia que teria que lidar com as investidas de Maura.
Cheguei a empresa e fui direto para sala do Luis, precisávamos definir as ações daquela semana uma vez que era pouco provável conseguir atender aos dois projetos.
_ Bom dia Luis. Comprimentei. Não gosto de ar mas hoje ele é bem vindo, que calor.
- Tem razão, disse o rapaz, Maura chega hoje depois do almoço, gostaria que você a recepcionasse no aeroporto, é possível?
- Possível sim, mas necessário?
- Sim acho, uma vez que ela pediu que alguém a buscasse, já que a muito não vem a BH e ela vai dar uma recepção sábado, para parceiros comerciais uma vez que irá inaugurar um hotel aqui no ano que vem, ela vem também fechar o contrato com a construtora.
- Entendi, irei buscar. Luís você pode me indicar algum imóvel, ou lugar para alugar? Eu estou me separando da Carla e preciso me mudar.
Ele ficou visivelmente surpreso com minha fala.
- Uau, pensei que seria para sempre. Bom por que não mora em um flat? Sei que você não é muito afeita a afazeres domésticos e assim você tem conforto, sem ser impessoal e tem flats com serviços.
- Boa ideia! Conhece algum?
- Sim, vou te dar o contato.
-Então vou sair agora pela manhã, ir na Helena, e depois vou ao Flat, ok?! Ai depois do almoço busco a madame, risos.
- Beleza, vai lá então, te mando a localização do Flat pelo watts, e não esquece a madame, pois ela chega as 14:00.
Sai de lá feliz, pois iria ver a dona do meu coração!
Helena
Acordei feliz, tive uma maravilhosa noite de sono e sonhos, com meu coração cheio de amor, ela tudo por causa dela, da mulher que parecia uma menina, da pequena, da baixinha sexy como dizia Camila, do meu amor, ela já tinha entrado dentro de mim e eu sabia que apesar de improvável eu a estava amando.
Levantei, arrumei e desci para tomar café com as meninas, já estavam com a babá, Fábio havia chegado mal humorado na noite anterior e graças a Deus, não me procurou, nem conversou muito comigo.
- Amores de mamis, esta semana vamos passear no shopping com Tia Camila querem?
- Claro mamis, podia chamar a Tia Agatha também né?!
- Hummm vamos ver ok?! Queria ninguém da família perto, assim podia chamar Milena, mas também Agatha era tia das meninas, vou pensar.
- Agora vamos para a escolinha né?! E esta tarde temos que ir na pediatra.
Deixei as meninas na escola e me encaminhei ao trabalho, cheguei já chamando Camila, a loira entrou em minha sala com a cara safada de sempre.
- Bom dia chefinha, sua pele está ótima?! Disse sorrindo. Será por que heim?!
- Amor Cá, Amor.
-Uiaaa, que a dona ex-certinha-hetero Helena, apaixonada pela baixinha sexy e ela já está sabendo?
- Sim disse para ela ontem, não consigo mais esconder.
- Meu Deus, quem é esta? Minha amiga mesmo? Que evolução! Nunca imaginei presenciar ela falando isso.
-Pois é nem eu imaginava, mas ela tomou meu coração e meu corpo, quando eu olho para ela meu mundo fica cheio.
- E o seu casamento, o que irá fazer com ele?
- Não dá para ficar com os dois né? Vou pedir o divorcio em breve.
- Sério? Meu Deus isso será uma bomba, revolução, queria ver a cara do babaca do Fábio!
- Sim é, por que Milena não aceitará ser a outra e eu não quero ficar longe dela.
- Você sabe que não será nada fácil isso né?! Está disposta?
-Sim estou.
E quando estavam tendo esta conversa eis que a secretária anuncia a chegada da Milena.
- Pode mandar entrar.
- Bom dia meninas! Entrou ela, tirando meu folego, estava linda, de calça jeans apertada, blusa branca e o cabelo solto .
- Oi baixinha sexy! Helena meu bem, para de babar?! Falou Camila debochando.
- Para Camila, respondeu Helena. Levantei da cadeira e fui ao encontro da minha mulher, sim minha mulher, somente minha.
Toquei seu rosto e dei um beijo no canto de sua boca, apesar de estarmos sozinhas, era meu emprego, e para todos os efeitos sou uma mulher casada, e tinha amigos de Fábio na empresa.
-Que saudades de você! Nem parece que estivemos juntas ontem.
- Também estava amor. Respondeu Milena.
- Não esperava você agora pela manhã, meu bem.
-Pois é, vim pois esta semana fico fora daqui, minha equipe tomara conta, eu estarei envolvida com o projeto do hotel de São Paulo.
- Como é? Você ficará longe daqui e com aquela mulher? Falou indignada. Nosso projeto é menos vantajoso e menos importante é isso?
- Não Helena, no escopo do projeto prevê que a minha presença se daria em momentos específicos, então minha empresa esta cumprindo o contrato. Respondeu Milena, ela sabia que Helena não iria gostar de saber que ela estaria com Maura, mas não podia cobrar isso dela e misturar as estações.
Fiquei furiosa, alias estava furiosa, minha mulher iria ficar perto daquela predadora e eu nem podia fazer nada contra, nada e isto me deixava fora de mim.
- Não gostei nada disso Milena, nada?! Por que não me disse isso ontem?
- Helena?! Chamou Camila. Você é a economista desta empresa, faz parte da diretoria, acho que esta conversa não é para se ter aqui não é?!
Puxei o ar para os pulmões e tentei me acalmar, Camila tinha razão esta conversa devia ser fora da empresa.
- Sim você esta certa Camila, Milena quero falar sobre isso com você depois tem como almoçar comigo?
- Se for mais cedo sim?! Tenho que ir ao aeroporto buscar a equipe de São Paulo!
Mais esta, ainda vai buscar a vadia no aeroporto, que ódio.
-Ok vamos almoçar hoje as 11:00 pode ser?!
- Sim, vou reunir com o Claudio e nossa equipe e vamos naquele restaurante pode ser?
-Sim te espero. Despediu de Milena que saiu da sala, naquela calça mais que sexy, deixando agora Helena com vontade dela e ódio por saber que aquela mulher veria a sua vestida daquele jeito.
-O que deu em você Helena?! Ta doida? Dando chilique agora? Disse Camila.
- Ela vai encontrar com aquela mulher do hotel Camila? A que só falta sentar no colo dela, que ódio! Bufou Helena.
Senhor minha amiga foi abduzida mesmo, desde quando Helena tinha ciúme?
- E daí minha amiga? Milena é profissional e cenas de ciúme descabidas não fica bem ne?! Além disso baby é você quem pega o filet né?! Para as outras sobra “olha com os olhos e lambe com a testa querida”
Suspirei profundamente, Camila tinha razão mas eu tinha um medo atroz de perder minha pequena, confiava nela mas não naquela mulher.
- Vou tentar me acalmar, e confiar nela, mas tenho medo.
- Eu sei querida, mas confrontar Milena no seu profissionalismo é dar um tiro no pé, e você não está em posição de cobrar nada né?!
- Eu sei, eu sei.
Fábio
Desde a ligação no dia anterior eu parecia um bicho enjaulado, era como se eu soubesse que no horizonte viria uma tempestade imensa.
Não tinha nem conversado com Helena a noite, e agora pela manhã meu coração batia descompassado no peito.
Me encaminhei ao escritório do investigador, pois queria resolver isso antes de seguir para a construtora.
O homenzinho me recebeu com um sorrisinho sarcástico no rosto, pediu que eu sentasse na cadeira, oferecendo café e água.
-Não quero nada, quero saber o que descobriu.
-Bom já que quer, serei direto, sua esposa está tendo um caso.
E quando ele disse isso meu coração parou, minha boca secou, e uma dor alucinante junto com o ódio subiu a biles até minha boca.
- Quem é ele? Falei tão baixo, com a voz tão estrangulada.
E aquele homenzinho, com seu sorriso sarcástico respondeu.
-Não é ele, senhor! É ela!
- O QUEEEEEE?! Dei um berro que provavelmente foi ouvido bem longe dali.
Milena
Eu sabia que minha Deusa iria odiar a noticia, mas daí me confrontar e questionar a nossa parceria era demais, detestava quando alguém duvida do meu caráter e do meu profissionalismo, e apesar de saber que ela não me conhece bem ainda, estava com raiva.
Precisava me acalmar, nós já tínhamos muita coisa contra para a gente brigar ainda por causa de trabalho, ela teria que entender isso.
Me reuni com Claudio e a equipe, o projeto estava em fase adiantada e quase final, em pouco tempo estaríamos encerrando nossa parte, e ficaria para a outra equipe da minha empresa , mais um mês de nossa equipe e estaríamos encerrando nossa parte, isso me fez pensar o que seria de mim e ela depois disso.
Ela disse que me ama, até sinto que seja verdade, mas será que ela está disposta abrir mão de tanto por nós? Era hora de colocar as cartas na mesa, estávamos fugindo desta conversa por que sabíamos que o que estamos sentindo é forte, mas frágil.
Acabei a reunião com Claudio e fui encontrar com Helena, esperei ser anunciada e entrei na sua sala.
Nem tinha olhado para ela diretamente mais cedo, pois ao saber a noticia ela já ficou irada, estava linda como sempre, linda, como podia ser tão bela?!
- Oi?! Disse tímida.
-Oi pequena! Respondeu minha Deusa. Desculpa mais cedo.
-Ok falamos disso depois. Vamos?
-Vamos.
Fomos em carros separados por que de lá eu já iria para o Flat, descemos no restaurante escolhemos uma mesa em um canto discreto para podermos conversar.
-Linda, desculpa por hoje, fiquei cega de ciúme.
- Eu desculpo e não tem motivo para ciúme Helena, eu te amo demais, terminei meu casamento, e amo você, quero você ninguém mais.
Ela me olhou de uma forma tão intensa, tão forte, tão minha que perdi totalmente o folego, sua mão pouso sobre a minha, entrelaçou seus dedos, sem pensar, sem olhar, sem se importar e deu aquele sorriso que iluminava tudo a sua volta e eu sabia, eu entendia, que nada, nada era maior do que ela para mim.
-Eu também amo você Milena, vou confiar em você, por que sei que você confia em mim, quero que você saiba que vou dar um jeito em nossa situação, que quero você também, apesar de tudo, e por tudo. Você me entende? Terá paciência?
- Sim entendo, e tentarei ter paciência, só não demora muito tá? Quero você para sempre, com as meninas, claro, mas quero você comigo.
E ao ouvir ela falar que a queria com as filhas o sorriso dobrou em seu rosto.
- Não vai demorar muito, amor, confie.
O almoço chegou e enquanto conversávamos trocamos confidências e aproveitamos para nos conhecer melhor, pois tínhamos pouco tempo sozinhas, foi delicioso, pena que passou rápido e eu tinha que ir para o aeroporto.
-Amor, tenho que ir, pois antes de ir buscar o pessoal de São Paulo, vou dar uma olhada em um flat para me mudar, quero um lugar para a gente se encontrar, e quero também oficializar minha separação para que ela também siga a vida dela.
- Tudo bem linda, adorei nosso almoço. Te amo Milena, não esquece tá?! E juízo.
Sorri, do ciúme dela. Uma mulher tão poderosa e tão ciumenta.
- OK amor, pode deixar.
Sai do almoço feliz, mesmo com a crise de ciúme dela, tudo ficou bem e pela primeira vez falamos de assuntos difíceis, eu sei, eu sei, devia ter contado de Marina, mas achei melhor não, ela já tinha se aborrecido demais por conta de Maura.
Passei no flat e gostei da estrutura, um pouco salgado o preço, mas era fino de bom gosto, e precisava pensar em Helena também, ela estava acostumada com coisas boas, iria me mudar no outro dia.
Agora era hora de ir enfrentar a os olhos azuis e fui.
Camila
Eu estava esquisita, acho que esta palavra me definia bem, estava tudo um turbilhão dentro de mim.
Eu a aproximadamente 10 anos vivia a sombra do meu amor por Helena, buscando-a em todas as mulheres que eu via, querendo o que sentia por ela com outras sem nunca encontrar.
E agora depois de tanto tempo, eu via o olhar dela, o fogo, a paixão, o amor, como nunca vi, por outra pessoa, por outra mulher.
E não era por mim, estava quebrada por dentro, por um amor nunca falado, nunca correspondido, e perto dela, cuidando dela, sendo sua amiga e confidente.
E escutar seus lábios, daquela boca linda falando que amava a Milena tinha me deixado assim, esquisita, sem chão, um ponto final gigantesco foi dado dentro de mim.
E nem era culpa dela era minha somente minha.
Estava assim pensando em tudo que perdi e tudo que ganhei e o que pensar de tudo, estava na sala de Helena esperando seu retorno do almoço com a dona do seu coração, quando a porta abriu e o cheiro dela invadiu o espaço e meu coração acelerou e bateu lá na garganta.
- Mas isso aqui agora é a casa da mãe joana? Falei. Você não tem educação não Agatha? Não sabe ser anunciada não, Albuquerque?
Meu Pai, o que está menina tem que me deixa assim? Senhor, por que ela tinha que ser tãoooo gostosa.
- Ora, ora, ora- Respondeu a menina. E você dona Camila, por acaso é dona da empresa? Ou dona da sala da Lena? Ou dona dela??? Ahhh é isso né? Você é apaixonadinha pela minha cunhada! Falou debochando.
- Se fosse não é da sua conta Patricinha! Tão sem noção quanto o irmão!
- Você é sempre nervosinha assim Camila, ou sou eu quem te deixa nervosa? Falou se aproximando da loira, olhando nos olhos claros dela, e abrindo o sorriso que sabia derreter, adorava provocar. Hein loirinha, você é assim nervosinha ou só comigo?!
- Deixa de ser convencida menina! Como entrou aqui sem ser anunciada?
-Uai loirinha, disse sussurrando, a secretária disse que Helena, não estava, e que eu podia entrar por que você estava aqui aguardando ela também.
Dai-me força senhor, bom senso, por que esta menina é uma tentação e eu tô tãoooo carente.
Quando eu já estava quase para dar uma resposta para aquela abusada Helena entrou na sala sorrindo e nos encontrando bemm próximas.
- Uai, errei de sala?! Disse fazendo graça! É definitivamente a Helena mudou, e eu bem sei por que! Olá Agatha, a que devo a honra?!
- Passei para dar um oi e perguntar uma coisa para você cunhada.
-Diga?
- Para qual empresa a Milena trabalha?
Mas que porr* é está? Esta baixinha tem mel? E ela é meu Carma? Por que todas as mulheres interessantes para mim babam pela aquela mulher senhor?!
E olhando para a Helena pude perceber que não somente eu estava puta.
- Por que quer saber Agatha? Posso saber?
- Porque estou sem o telefone dela, que mudou depois da minha viagem e quero conversar com ela.
- Entendi, bom não temos hábito de passar o telefone de pessoas, colaboradores, para outras, mas farei isso por que sei que você é amiga dela.
É amiga, você não sabe o quanto ela é amiga da sua pequena! E eu nem posso dizer nada! Ainda bem que a baixinha sexy era doida pela Helena.
Assim minha amiga passou o nome da empresa para Marina e a guria, ficou mais um pouco e saiu deixando para trás e dentro de mim aquele cheiro, que me deixava tonta. O my God estou ficando mesmo doida.
- Este interesse da Agatha pela minha mulher anda me irritando profundamente! Disse Helena.
-É, ela nem parece da família Albuquerque, toda abusada.
- Demais pro meu gosto, demais mesmo.
Minha querida você não sabe da missa a metade, e nem quero estar perto quando souber.
Fabio
Fiquei transtornado quando vi as fotos da Helena aos beijos com aquela mulher, eu sabia que tinha algo ali, mas nunca imaginei que seria isso, que minha mulher estava aos beijos com outra mulher, que porr* era aquela?! Helena não era lesbica se fosse já teria ficado com Camila que arrastava um bonde por ela, então como aquilo tinha acontecido?
Ela era sua, sua mulher, mãe de minhas filhas, nunca jamais ela seria daquela mulher, nunca, nunca, jamais.
Falei para aquele homenzinho que me olhou com aquele sorriso sarcástico, que a vigilância tinha passado a ser sobre aquela mulher, queria saber tudo absolutamente tudo dela, principalmente seus horários, toda sua rotina, tudo e poderia gastar o que fosse preciso.
Agora era com Helena, precisava me acalmar, ser frio, pois no estado que eu me encontrava seria um desastre meu encontro com ela.
Sai dali sem cabeça para mais nada, liguei no escritório e fui para casa, sabia que Helena chegaria mais cedo por que as meninas teriam consulta na pediatra.
Subi para o quarto, tomei um banho para esfriar a cabeça, fiquei olhando aquelas fotos, o beijo delas, a entrega de Helena, seus braços em volta do pescoço dela.
Dela! Não estava acreditando naquilo.
Passou o dia, escutei as vozes das meninas, de Helena pedindo a baba para dar banho nelas, dos passos dela subindo as escadas, andando no corredor, sua mão na maçaneta e ela entrando no quarto.
- Fábio?! Agora em casa? Aconteceu algo?!
Olhei para aquela mulher, MINHA mulher, e aquilo embrulhou meu estomago e todo o sangue foi para a cabeça!
- Sim Helena, aconteceu! Peguei o envelope e joguei para ela.
Ela abriu, e meu sangue que deixou meu rosto vermelho, saiu do dela, e eu pude ver a surpresa, o medo, o ódio e o alivio dela! ALIVIO e foi isso que me fez explodir.
Levantei da poltrona dei dois passos até ela e minha mão subi e desceu em seu rosto ficando a marca dos cinco dedos em sua face.
- Sua vadia, diga para mim o que você tem na cabeça? Sua Puta! Me traindo com esta mulher! ME TRAINDO HELENAA. E peguei ela pelos braços meus dedos apertando seus braços e o olhar dela de terror para mim. Diz para mim Helena o que significa isso?!
Eu estava apertando os braços dela todo meu ódio naquele toque, toda raiva, toda ira, e ela em choque, me olhando perdida, eu a afastei e novamente bati em seu rosto com força, e ela finalmente acordou e seu olhar também mudou.
- Eu a amo ! Disse baixo, mas firme, lágrimas descendo pela face, minha mão ainda apertando seu braço.
- JAMAIS HELENA, JAMAIS VOCE SERÁ DELA, entendeu eu a MATO, NUNCA VOCÊ SERA DELA. Falei tão baixo e com tanto ódio que ela ficou ainda mais apavorada.
Fim do capítulo
Ola pessoal desculpe a demora em postar, mas semana passada estava com alguns problemas para resolver e não deu para escrever, espero que gostem e comentem.
DIGA NÂO A VIOLÊNCIA DOMESTICA!
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