Duas faces por ROBERSIM
Capítulo 48
-e isso, então manda alguém ir lá pra resolver. O Marcos que está por dentro do contrato pode ir.
-falei com meu pai sobre isso, mas...
-o que realmente está acontecendo?
-os meninos não querem falar com outra pessoa. Eles querem que eu vá para o Japão.
Aquela notícia me pegou totalmente desprevenida. Aquele era o momento que, mas necessitava dela a meu lado.
-amor já falei com papai que não quero ir, mas se eu não for o contrato será cancelado.
-você precisa ir meu anjo, a empresa já investiu dinheiro nos games, inclusive André me falou que está tendo bastante saída foi brinquedo.
Minha luta era grande, parte de mim admitia que ela precisava viajar e resolver tudo, e outra parte não a queria longe.
-não quero ir, quero ficar aqui, com você!
-Jessica se não tem jeito, você terá que ir!
-tudo bem, mas só irei depois do natal , não quero passar essa data longe de você.
...
Era quase palpável a tristeza de Diana, não queria deixa-la, mas sabia ser necessário partir para o Japão.
Meus dias eram assim... Passava praticamente o dia no hospital , quando tinha algo pra resolver no escritório, Vanessa ou os pais de Diana ficavam com ela. Sobre minha ida para o Japão já estava tudo praticamente resolvido. Minha viagem estava marcada para depois do natal, nem eu , nem ela tocávamos no assunto, mas era visível minha tristeza em ter que partir.
No dia do Natal, já tinha avisado pra minha mãe que ficaria com Diana no hospital. Meu pai, apesar de não concordar não se opôs, estava mas conformado com meu relacionamento, tinha pra mim que Boa parte de sua aceitação era interferência de Marcos , que se tornou um excelente amigo , inclusive até visitar Diana visitava. Essa, depois da visita de André parecia mas receptiva com meu ex namorado. Estávamos eu , Vanessa e os pais de Diana no quarto, quando seu médico entra como fazia todos os dias.
-bom dia Diana , como estão os preparativos do natal - ela olha pra ele sem qualquer animação, já estava conformada de passar a data ali, somente comigo que ficaria pra pernoitar.
-queria estar em casa, onde sei que ficaria com toda minha família.
Os casal Wanzeler rir da birra da filha.
-que bom que deseja isso, conversei com seus pais ontem e avisei que te daria alta hoje, pra passar o natal com toda sua família.
Diana sorria, eu fiquei totalmente sem ação. Lógico que não deixaria meu amor por nada, mas era ótimo passar o natal em casa.
-avisei a Vanessa ontem, ela passará o natal conosco, junto com Carol sua filha e seus pais Jessica- o pai de Diana fala.
-eu não acredito que seja verdade. Que vou poder sair desse lugar... Sem ofensa doutor, mas não aguento mas ficar aqui.
-você sabe que terá que começar a fisioterapia, tenho certeza que logo estará andando novamente.
-se for pra sair daqui hoje, amanhã mesmo começo.
Estava tão feliz com a notícia que quase corri até a cama de Diana e a beijei, sem me importar com a presença do médico e dos pais dela.
-amor que ótima notícia!- falo acariciando seus cabelos- daqui a dois dias viajo e quero passar cada minuto a seu lado.
-bom, então arrume suas coisas pra ir embora.
Sem mas pensar, pego a mochila que continha algumas roupas dela.
-terei que ficar na sua casa pai, no meu apartamento não tem condição.
-não se preocupe filha, depois que seu médico me deu a notícia ontem, mandei adaptar a sala de TV para você, inclusive aluguel uma cadeira de rodas aqui mesmo, no hospital.
-senhor Hidelgardo , posso ficar com Diana em sua casa?
- claro minha filha, mandei colocare uma cama de casal, pois sabia que minha filha não ia querer ficar longe de você.
Sorri em agradecimento. Assim que o médico assinou sua liberação saímos em direção a casa dos Wanzeler, percebi o constrangimento de minha amada quando seu pai me ajudou a coloca-la na cadeira de rodas.
A casa do casal estava agitada com os preparativos do natal. O cômodo disponível pra ficarmos, estava todo adaptado para que conseguisse se mover com a cadeira de rodas. Quando os pais de Diana nos deixaram a sós, não me contive e a beijei com paixão, estava com muita saudade de seus beijos, no hospital mal nos tocávamos.
-queria fazer isso desde o dia que acordou do coma.
-eu também meu amor - me beija com volúpia, sugando minha língua e saboreando meu gosto. Suas mãos percorria meu corpo me excitando de uma tal forma , que me afastei um pouco.
-o que foi amor?
- você sabe como me deixa com seus carinhos. Fico excitada com seus toques.
Seu sorriso era safado, o mesmo sorriso que me dava quando fazíamos amor.
-bom saber que consigo excita - lá ainda!
-você sempre conseguiu e vai conseguir. O que sinto quando estou contigo ninguém vai me fazer sentir.
-te amo tanto Jessica, estou com medo de não poder, mas andar, não quero ser um estorvo pra você.
-por, mas que isso aconteça, que não acredito que vá, você jamais seria um estorvo pra mim. Entenda uma coisa Diana, você é o amor da minha vida. Não existiria eu, sem você.
Ficamos namorando ali até dona Carmem bater na porta avisando que Vanessa havia ligado avisando que chegaria com Carol por volta das 8 horas.
Olhei para o celular e me assustei, já passava das 18 horas e tinha três ligações de Vanessa e duas de minha mãe.
-nossa amor, Nem ouvi meu celular tocar!- ela olha o seu celular e me olha espantada.
-Vanessa me ligou cinco vezes e não ouvi. Acho melhor nos aprontarmos, logo os convidados chegam.
-vou ligar pra minha mãe me trazer roupas, a que tenho aqui, era pra passar com você no hospital.
-você me ajuda no banho?
Ajudei a sentar na cadeira e fomos para o banheiro do andar térreo. Dona Carmem havia mandado por uma cadeira de banho pra facilitar.
...
P/VANESSA
Quando dona Carmem me ligou avisando que o médico daria alta para minha irmã no dia do natal , fiquei muito feliz. Estava triste por pensar em passar a data longe dela, desde que nos conhecemos sempre passávamos juntas. Naquele dia fui visita-la e tive que me conter pra não contar a novidade, nem pra ela e nem pra Jessica, que também não sabia. Seria surpresa para as duas.
Conversei com Carol para passarmos o natal com o casal, que tinha nos convidado.
Quando sai do hospital fui direto para o shopping comprar o presente de minhas amadas e Diana. Naquele dia ia pra casa de Carol, estava com seu carro e a pegaria na empresa.
Na manhã seguinte , como minha amada não trabalharia , aproveitamos para levar Valéria a casa de sua avó, ela ficaria a manhã com o pai e depois pegaríamos para irmos a casa dos Wanzeler.
-Vida, preciso comprar um vestido pra hoje a noite!-Carol fala assim que deixamos a pequena na casa do pai-Valéria me pediu uma boneca, que viu no comercial.
-preciso passar em casa, a roupa que usarei está lá - minha intenção era buscar os presentes que havia comprado, antes de busca-la na empresa no dia anterior, tinha ido em minha casa. Havia comprado uma joia de ouro, na verdade era um conjunto de pulseira, colar e anel. A joia me custou caro, mas não pensei em, mas nada quando vi na vitrina exposta. Minha intenção era pedi-la em casamento.
-então me deixa no Shopping primeiro! Quando sair, pegaremos Valéria.
-está bem!
A deixei no shopping e aproveitei pra ir ao salão pra dar um trato nos cabelos, ante de ir a meu apartamento.
Estávamos seguindo para casa dos Wanzeler, eu estava um pouco nervosa, era a primeira vez que passaria o natal com outras pessoas, além de Diana.
-o que foi amor, parece nervosa- olho pra Carol e sorri , ela estava linda em um vestido preto colado , seu decote dava uma bom indício do que tinha por debaixo da peça.
-não é nada demais, só nervosismo. E a primeira vez que passo o natal com outras pessoas, além de Diana. Ela me disse que vai dar essa noite o colar pra Jessica.
-tenho certeza que Jessica vai gostar da surpresa. Fico feliz de você nunca ter se desfeito da jóia!
-tia a senhora comprou meu presente - valeria parecia inquieta na cadeirinha no assento de trás.
-Valéria pare com isso!- Carol a repreende.
-deixa amor. Comprei sim minha pequena, mas só darei mas tarde.
Ela fica eufórica com minhas palavras.
Quando chegamos ao condomínio, a mesma senhora que me recebeu no dia em que fui avisar ao casal do sequestro de Diana, nos atendeu, mas dessa vez não se surpreendeu.
-Boa noite Vanessa, pode entrar. Estão todos na sala , só sua irmã que está se aprontando com dona Jessica.
Seguimos em direção às vozes que vinham da sala, já passava das 21 hora, estavam reunidos os anfitriões, os pais de Jessica, Marcos e André.
-Boa noite Vanessa... Carol! – dona Carmem nos cumprimenta - essa deve ser Valéria que você tanto fala - da um beijo na pequena - você é linda , como sua tia falou - sua filha e linda Carol! Puxou a mãe.
-Obrigada!
A senhora pede licença é segue em direção a cozinha. André assim que nos vê, se aproxima.
-deusa gêmea, você veio! Ah vocês formam uma família linda!
Fala beijando Carol e Valéria no rosto.
-minha Deusa ainda está se arrumando! Vanessa será que ela voltará a andar - ele parecia preocupado.
-claro que vai André, Diana e teimosa e não sossegara enquanto não tiver andando.
-agora que Jessica vai para o Japão, não sei como vai aguentar.
Aquilo era novidade pra mim.
-como assim, vai para o Japão!
-ah amor, com tantas coisas acontecendo, nem te falei sobre isso - Carol parecia envergonhada - ela viajará dia 26. O último contrato, com os amigos dela, deu problema e ela terá que viajar.
-nossa Diana vai ficar arrasada!
- acho que Jessica já deve ter falado.
-também acho. Ontem me pediu pra separar o antigo contrato e redigir algumas cláusulas. Deve ser as exigências dos rapazes. Pior que não podemos nem perder esse contrato, os games estão vendendo feito água!
Ficamos conversando até a chegada de Diana e Jessica. Nesse intervalo, percebi que Marcos não tirava os olhos de onde estávamos.
Quando Vi Diana em uma cadeira de rodas, tão dependente, senti uma dor fora do comum.
...
Desde Jessica me falou que teria que ir para o Japão, não consegui mas ter paz. Entendia sua ida, mas meu coração não aceitava ter que se separar dela, justamente quando, mas precisava.
Minha alegria ao saber que passaria o natal em casa, com todos que amava, foi o que me acalentou. Não entendia minha nova condição, mas ter Jessica em meus braços, fez com que meu sex* latejasse de desejo por tê-la no meu corpo. Não falei nada, mas senti certo formigamento abaixo de meu quadril, mas necessariamente em minha coxa, não queria ter falsas esperanças.
Tínhamos acabado de entrar na sala, vi Vanessa com sua nova família e sorri, a muito tempo não via minha irmã tão feliz. Estavam também os pais de Jessica, André e Marcos. Desde o dia que soube do lance fosse dois , meu ciúme havia diminuído.
-Oi Di, como está se sentindo?- Vanessa pergunta, após eu ter cumprimentado os outros.
-estou levando - falei sem muita emoção, não queria que a noite fosse reservada pra mim, pra saberem como eu estava, queria que fosse de alegria pois era a primeira vez , depois que encontrei Vanessa , que passávamos o natal todos juntos.
-mãe porque a tia Diana tá na cadeira, porque não levanta pra andar?- escuto a pequena perguntando pra mãe.
-e porque a Tia Diana tá dodoi das pernas, mas logo ela vai sarar - foi Vanessa que deu a explicação pra criança , que fazia expressão como se tivesse entendido a resposta.
Estávamos em grupos , de um lado eu, Jessica, Carol , Vanessa e André. Do outro lado da sala estavam meus pais , os de Jessica e Marcos , que não tirava os olhos de onde estamos. Desconfiei que o motivo era nosso gerente que se fazia de difícil e parecia indiferente ao rapaz.
André bebia juntamente com Vanessa, Carol conversava mas não desgrudava os olhos da filha , que admirava a árvore de natal plantada no canto da sala. Não sei se era bem a árvore ou os presentes debaixo dela.
-Valéria está eufórica, esta preste a desembrulhar aqueles pacotes de presente - Vanessa também observava a pequena - espero que goste do que comprei.
-tenho certeza que vai gostar amor, ela gosta de tudo que venha de você - Vanessa sorri com leveza, ela realmente amava as duas.
Em um determinado momento, André pede licença é vai até o banheiro . Percebo que Marcos segue na mesma direção. Sorri sem perceber.
-o que foi amor?
-nada meu anjo!- tento disfarçar.
-você está com uma cara de sapeca, igual a que Valéria faz quando apronta alguma - Carol também percebi meu sorriso.
-só lembrei-me de algo, nada mas!
Próximo da meia noite chamo Jessica pra ir até meu novo quarto. Desde que Vanessa me devolver o colar, vinha guardando a sete chaves para que Jessica não o visse. Estava ansiosa e ao mesmo tempo temerosa por sua reação. Como Vanessa havia me relatado, eu sabia que o colar era muito importante pra ela e não sabia qual seria dia reação.
-o que aconteceu Diana, porque me chamou aqui?- ela parecia preocupada - está sentindo alguma coisa?
-não, estou bem - vou até onde havia colocado minhas coisas e retiro do bolso de minha calça o colar - só queria te dar , meu presente de natal.
Estendo o colar em sua direção, ela me olha sem acreditar no que via, seus olhos se enche de água.
-o que dignifica isso? Esse colar e igual o que minha avó me deu, e Vanessa roubou naquele sequestro.
-não é igual , e o mesmo colar!
-mas como...
Fim do capítulo
Bom dia meninas!
venho mas uma vez agradecer pelo apoio, agradeço a compreensao de todas em relação ao atraso dos capitulos. como sempre falei , nao vou abandonar a historia.
bjss
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