Capítulo 17 Vidas que se cruzam
Milena
Estava quase a semana toda na empresa com Helena, fomos almoçar alguns dias juntas com Camila, para evitar comentários, e tivemos somente alguns momentos roubados no toailette, uns beijos rápidos, alguns carinhos em sua sala. Eu estava já ficando doida, com saudade imensa do seu corpo e dela junto a mim.
Na quinta feira resolvi expressar minha vontade dela, que me prometeu arranjar um tempo para nós assim que passe esta semana pois a cunhada dela estaria chegando da Europa, estávamos conversando de mãos dadas sobre a mesa quando o telefone dela avisou que tinha visita esperando e para surpresa dela era a tal cunhada, ela me pediu para ficar com ela na sala.
Quando a tal entrou na sala, o timbre de voz dela me fez ter uma sensação ruim, pois a voz me lembrava alguém que desejo nunca mais cruze meu caminho.
Depois dos cumprimentos, minha Deusa resolveu nos apresentar e eu fui me virando lentamente para a direção da voz, e ao olhar meu coração quase para ao perceber que a cunhada de Helena era na verdade Marina.
Helena ficou sem entender e eu sem saber como agir, como isso podia estar acontecendo comigo? A mulher que eu amo é cunhada da mulher que me deixou e traiu, que me fez sofrer me levando a crer ser eu a única culpada pelo fracasso de nosso relacionamento.
E eu agora quando estou bem, me curando e amando descubro isso? Como falar para Helena que a cunhada dela é minha ex? Ela já tem tanto receio do nosso relacionamento, mas se eu não falo e ela descobre será também um problema por que estaria mentindo.
Tudo isso me passou pela cabeça naquela fração de segundo quando escuto Marina respondendo a Helena que me conhece da vida, tal qual na vez que sua mãe a perguntou.
- Sim Helena, Marina me conhece da vida, tínhamos conhecidos em comum. Respondi, teria que falar com Helena sobre isso a sós.
- Entendi. Respondeu Helena um tanto quanto desconfortável mediante a situação.
- Que coincidência ótima Milena, que bom que nem demorei a te encontrar, ia mesmo te procurar.
Mas é muito cara de pau, mesmo.
- Ia é?! Mas para quê? Depois te tanto tempo acho que não teríamos nada em comum a falar?!
- Em nome dos velhos tempos, poderíamos conversar. Falou com a mesma cara de sempre, inclusive Milena terá uma recepção na minha casa e você está convidada, Helena leve a Milena, ela já conhece meus pais.
Olhei de esguelha para Helena, que acompanhava aquela conversa sabendo que algo de errado estava acontecendo ali.
_ Conhece? Como assim conhece?! Perguntou preocupada Helena.
- Sim conheci em um aniversário de Marina que fui, mas não tenho intimidade com eles, Helena deixarei você com sua cunhada, vou procurar Claudio e Camila.
- Marina, bom retorno.
- Em breve nos veremos Milena, te espero em minha recepção.
Mais fácil a lua nascer quadrada.
Despedi de Helena, consternada e ainda sem chão, um desanimo abatendo em mim, neste estado encontrei Camila.
- Que foi baixinha sexy, o que está acontecendo? Que cara de enterro.
- Camila, preciso de você. Podíamos nos encontrar hoje mais tarde, preciso conversar, preciso de um conselho.
- Claro Milena, podemos sim. Será que brigaram? Onde está Helena?
- Na sala dela com a cunhada.
- Quê? A patricinha está ai? Preciso ver isso?
- Te encontro mais tarde no restaurante onde comemos pode ser?
- Claro, agora vou lá!
Narrador
A saída intempestiva de Milena da sala e aquela conversa da cunhada com ela retumbava na cabeça de Helena.
- Agatha afinal o que te trouxe aqui, estávamos esperando você somente amanhã.
- Primeiramente Helena, você podia me responder o que a Milena estava fazendo aqui?
Helena arqueou a sobrancelha querendo entender o porquê da pergunta da cunhada e sua curiosidade em relação a sua mulher.
- Ela participa de um projeto que estamos implantando aqui na empresa, é a gerente do projeto, por que?
- Nada, curiosidade apenas, bom vim aqui primeiramente para te pedir desculpas.
- Desculpas do que? Não estava entendendo.
- De nossa convivência anteriormente, nunca fui uma cunhada muito legal e presente, mas adoro o Fábio, e quero agora ser uma boa tia, irmã e cunhada, as coisas que me aconteceram enquanto estive fora me fizeram ver que eu agia erradamente, e espero que a possamos ter uma convivência diferente agora.
- Bom Agatha a vida ensina, e de minha parte não guardo rancor.
- Que bom Helena, queria que você me ajudasse a convencer meu irmão de falar com minha mãe para a recepção não ser um encontro de negócios.
- Acho difícil Agatha você conhece a família que tem, e seu irmão não é muito dado a ir contra seus pais.
Pelo visto nada mudou por aqui, e parece também que minha cunhada não anda muito feliz com meu irmão.
- Bom podemos tentar não? Posso ir na sua casa hoje a noite? Estou doida para ver minhas sobrinhas, só vejo elas por skipe e fotos.
- Claro, podemos jantar e você conversa com eles e vê as meninas.
- Ótimo, então irei as 20 horas, não fale com meu irmão irei fazer uma surpresa.
Quando a Marina falava com Helena, Camila entra na sala.
- Oi Helena, ocupada?! Diz a curiosa menina.
- Oi Camila, estou conversando com a Agatha, você lembra dela?
Agatha levantou da cadeira e se virou para cumprimentar a loira.
-Olá Camila, te vi poucas vezes antes de viajar para a Europa.
Olha que a patricinha agora é uma mulher linda e elegante, continua com o sorriso lindo de sempre isso eu me lembrava bem, que será que está querendo aqui? Será que continua a mesma arrogante de antes?
- Sim é verdade, estendeu a mão para cumprimentar a menina e o toque em sua mão macia causa um arrepio em Camila.
Cruzes que isso minha gente, a patricinha me dando choque, era só o que faltava na minha vida, meu amor com a baixinha sexy e eu com tesão na irmã do mala sem alça devo ter jogado pedra na cruz senhor me ajuda aé né!
- Bom Helena vou deixar você trabalhar e te encontro mais tarde. Camila foi bom te ver e leve a Camila na festa também Helena, espero ela e Milena ok?
A Cunhada sai da sala e Camila olha com cara de interrogação para Helena.
- Mas que estória é esta de sua cunhada chamar Milena para a recepção dela? O que perdi?
- Senta ai para você não cair , a Milena conhece a Agatha, era amiga dela antes da minha cunhada viajar para a Europa.
- Amiga ou conhecida? Especulou a Camila.
- Não entendi bem Cá, mas ficou um clima bem estranho na sala entre as duas, estou até agora tentando entender do que se trata, mas sei que não gostei nadinha do interesse da Agatha na Milena.
- Ciúme Lena?
- Nem é isto Camila, é o fato dela ser irmã do Fábio, e de eu estar nesta coisa com Milena, imagina a confusão disso, a minha cunhada parece querer reatar a amizade entre elas, mas senti que Milena não ficou muito feliz com a ideia.
Neste angu tem caroço, sai a baixinha sexy toda estranha da sala querendo falar comigo e agora descubro que ela conhece a cunhada de Helena, espero que não seja o que estou pensando.
- Bom então está tranquilo uai, se Milena não está afim você pode sossegar e pelo que sei amiga, a baixinha sexy so tem olhos para você. Tirou sarro de Helena.
- Pode ser, pode ser. Fato que estou com uma sensação estranha, com um pressentimento ruim.
- Para com isso, lá vem você ficar nesta neura. Bom agora vamos trabalhar por que você tem um jantar e eu vou dar uma saída mais tarde.
- Humm vai aprontar ne?! Disse Helena.
- Não vou sair com uma amiga, que precisa falar comigo. Melhor não dizer com quem, ela já esta neurótica.
- Ta bom imagino a conversa, riu Helena.
- Esta é só amiga. Mesmo por que se pego ela você me mata riu internamente a loira.
Agatha/ Marina
Como era a vida pensava Marina quando saiu da sala de Helena, tinha voltado para o Brasil, afim de viver uma nova vida e a primeira pessoa que reencontro é a Milena.
Ela estava belíssima, como sempre, seu rosto forte e olhar marcante continuava o mesmo, porém ela estava mais ela, aquela que fazia todas minhas vontades parecia ter ido embora comigo.
Vê-la ali tão próxima, foi como trazer de volta todas as coisas boas que fizemos e passamos, o olhar de amor que ela tinha para mim, suspirou, e joguei tudo fora, tudo.
Flashback ON
Após minha saída de BH, mudei com Claudia para Europa, fiz cursos na Espanha e posteriormente mudamos em definitivo para Paris onde fui terminar o curso e posteriormente a pós em moda.
Nosso relacionamento foi desde sempre baseado naquele frisson do sex*, eu tinha por ela uma sede, e ela sabia me dominar como ninguém, mas algo sempre faltou, tive o grande amor de Milena, onde também o sex* era ótimo, mas sem a luxuria que tinha por Claudia, com ela era tudo completo, mas eu ainda não sabia.
Somente me apercebi do tesouro que tinha quando a deixei, fui sempre mimada, e egoísta sempre pensei mais em mim do que no outro, desta forma como diz o ditado “faz a cama deite nela”, fiz tudo para meu relacionamento dar certo.
Longe dos olhos de minha família, do controle de minha mãe pude viver da forma que eu sonho na vida, sendo eu sexualmente. Nossa chegada em Paris fez com que minha mulher se tornasse outra pessoa, ou pensando bem demonstrasse verdadeiramente quem era.
Ela sabia como me manipular como subjugar e me manter cativa, o meu calcanhar de Aquiles que era meu desejo sexual intenso, e usando isso tirava de mim tudo até minha paz. Enquanto eu estava as voltas com meu estudo e o atelier que estava montando, ela se distraia nas noitadas de Paris, nos bares e encontros furtivos, pouco a pouco fomos nos distanciando, e ela passou a desenvolver um outro método que era o ciúme doentio de mim, acho eu, que como ela me traia em demasia pensava eu ser capaz do mesmo.
Mas não, eu fazia de tudo para dar certo, porém ela não fazia por onde, no auge de nossa crise conjugal eis que minha mãe aparece do nada em Paris, e sem aviso vai ate minha casa descobrindo assim o meu segredo a muito escondido, obvio que um Titanic se apossou de minha vida, ela fez um escândalo e disse que jamais aceitaria minha condição e que esperava que eu jamais retornasse ao Brasil se fosse para viver na safadeza como disse ela.
Ela ficou ainda mais irada ao descobrir com quem eu estava este tempo todo me dizendo em alto e bom som que eu era uma estupida em dar trela para Claudia, pois a mesma se relacionava com homens, dizendo ter certeza até dela ter ficado com meu pai e que provavelmente estava comigo pelo dinheiro que eu tinha.
Claro que fui a favor da minha mulher e disse a minha mãe que ela estava enganada, que tínhamos uma relação baseada em afeto.
- Me poupe, Agatha, esta talzinha ai por dinheiro dá para qualquer um, somente achou um trouxa para sustenta-la.
Depois desta frase praticamente expulsei minha mãe da minha casa e fiquei meses em profunda tristeza, ela era uma mulher dura, mas era minha mãe afinal.
Fiz ainda mais da Claudia minha vida e esta simbiose se deu até uma bela tarde em que eu resolvi sair mais cedo do Atelier, resolvi fazer uma surpresa para Claudia que sempre falava que eu amava mais meus desenhos do que ela, que não dava atenção devida a sua pessoa.
Comprei seu croassaint favorito e um pequeno buque de rosas, pensando em chegar na nossa casa e passar o resto de nossa tarde noite nos amando.
Entrei em nossa casa com o primeiro andar as escuras, acendi as luzes e percebi um paletó no sofá, subi devagar as escadas a procura da Claudia e quando entrei em nosso quarto, a mesma estava de quatro com Jean penetrando nela, seus gemidos e gritos ecoando e tal som entrava em meus ouvidos e as facas entrando em meu coração.
- Claudia! Berrei.
A mesma saiu daquela posição e sua expressão surpresa me enojou ainda mais, ela tentou explicar, implorou perdão, disse que foi seduzida pelo homem que fazia de nosso amigo.
Eu tapei os ouvidos e aos berros mandei os dois sumirem das minhas vistas.
Passei meses sofrendo a dor da traição, tal qual eu havia feito a Milena, e a dor de ter aberto mão de um amor verdadeiro, por tesão, sex*, luxuria.
Até que um dia resolvi ligar para minha mãe e pedir perdão pelas burrices que cometi, e para dizer que queria voltar ao Brasil. Ela me disse que podia voltar, que eu era sua filha querida, mas que não aceitaria que eu continuasse a viver aquela vida, não na terra dela, ainda mais sendo a nossa família tradicional.
Bom vou voltar e a segunda parte o tempo irá resolver, pois não quero mais me esconder, não quero mais ser quem não sou, e quero aprender a não ser mais uma pessoa que so pensa em si, chega de sofrer.
E assim deixei Paris para trás e desembarquei no Brasil, precisamente em BH.
Que seja uma vida nova, e para isso preciso de um aliado para tentar convencer minha mãe de me aceitar como verdadeiramente eu sou, e assim nada melhor do que meu único irmão e sua esposa, por isso minha primeira visita será Helena, e chegarei antes do dia marcado para ter tempo antes de minha mãe começar com todas as reuniões dela.
E qual não é minha surpresa ao adentrar na sala de minha cunhada dar de cara com meu ex não tão ex assim, amor Milena.
Será que ela estava com alguém? Não vi aliança em seu dedo, o que não quer dizer muito né?! Mas.... vou dar um jeito de voltar a vê-la, ela mexe ainda comigo, e tenho certeza que ela ainda sente atração, não sei se me ama ainda, mas quero ela de novo.
Senti aquele frisson que senti por ela a primeira vez que a vi naquele bar, também não é para menos ela era sexy demais, tinha uma áurea toda dela, não era uma mulher linda daquela que para o transito, mas ela tinha algo diferente que fazia as pessoas desejarem ela. E eu tive e joguei fora, sou mesmo uma tola.
Mas me aguarde Minha doce e linda Milena, vou te reconquistar.
Camila
Saí da sala de Helena com a certeza que o encontro com a baixinha sexy tinha haver com a chegada da cunhada, que por sinal estava bela.
A menina agora tinha virado mulher, eu lembrava dela patricinha toda chatinha como a megera da mãe dela, fato que ela sempre foi bela, mas era tão mimada que a beleza dela ficava subjugada, tinha visto ela umas duas vezes somente mas tinha sido o suficiente para não gostar da sua postura, afinal a família Albuquerque parecia ter o rei na barriga e a patricinha não ficava atrás, em uma destas vezes eu havia pego ela em uma conversa suspeita ao telefone o que me fez crer que ela era gay, mas como nunca mais a vi, não tive oportunidade de confirmar, apesar de que sempre que Helena falava dela, que nunca namorava que vivia nas baladas com as amigas esquisitas dela, me fazia cada dia ter mais ter certeza.
E agora ela volta em meio ao romance de Helena com Milena, e se meu sexto sentido estiver correto as duas não eram só amigas. Espero estar errada ou temo que a baixinha terá sérios problemas comigo se fizer sacanagem com Helena ela será uma mulher morta rss, mas brincadeira a parte se ela fizer meu amor sofrer não terá perdão.
E ainda tem minha amiga, casada, mãe, careta e medrosa, tenho certeza que a proximidade das duas fará minha amiga pirar o cabeção.
Terminei o expediente e fui encontrar com a Milena no bar, cheguei antes da baixinha, arrumei uma mesa e pedi um aperitivo.
Passou uns 15 minutos e ela adentrou o recinto, aproveitei a ausência de Helena para observar a baixinha sexy, ela era mesmo uma mulher marcante, sua tez morena, seu cabelo preto que iluminava, liso quase sempre preso em um coque froixo e o corpo de violão tipicamente brasileiro de coxas e pernas grossas mas com uma cintura finíssima que contrastava com as ancas largas, seu conjunto chamava atenção e o caminho ate minha mesa vi vários olhares masculinos de desejo em sua direção e olhares de inveja das mulheres a nossa volta, realmente ela era sexy.
- É Milena, você quase mata o povo no bar. Disse rindo a Loira. O pessoal tava ficando com torcicolo.
- Deixa de coisa Camila, até parece, você quem deve chamar a atenção loira e de olhos claros rss, eu baixinha e sem sal, com cara carrancuda.
- Sei, ou você é modesta ou cega mesmo. Aqui vai querer beber algo?
- Sim vim de Uber por que hoje preciso beber.
Milena fez o pedido estava agoniada dava para perceber.
- Diga baixinha, o que Agatha cunhada de Helena é verdadeiramente sua? Perguntou Camila de supetão.
Milena fez uma cara totalmente surpresa e ficou mais vermelha que um tomate
- Ela é minha ex, uma das mulheres que mais amei.
A meu Deus, agora realmente danou-se. Suspirou Camila.
- Como é que é? A cunhada de Helena é sua ex? Explica isso Milena.
- Sim Camila isso mesmo que você escutou, eu fui namorada da Marina que vocês chamam de Agatha, por um breve mas intenso período e por causa dela quase morri de depressão.
- Nossa, como assim?
Vou te contar.
Milena narrou toda a história dela com Agatha/Marina e toda a dor e decepção causada por ela, a traição, o fato da menina ter colocado a culpa do término em Milena, desta ter procurado por ela várias vezes após recebendo desta humilhações verbais e desprezo sempre reafirmando que Milena era carente e pegajosa, e que ela não sabia levar o relacionamento das duas, até a descoberta meses depois que a Marina estava morando com uma mulher em Paris.
- Que novela heim, aquela menina nunca me enganou, sempre achei que era gay, mas com a família que ela tem se falasse isso com a mãe iria ser deserdada. Além disso ela era muito mimada, eu custo a crer que você tenha tido um romance com ela, vocês são tão diferentes.
- Sim somos, muito mesmo, mas acho que foi isso que me atraiu nela, além do sorriso.
- Vixe, você ainda gosta dela? Perguntou olhando nos olhos da Milena.
-Nãoooo, ta doida Camila, aquela menina me fez comer o pão que o diabo amassou, quero distância dela, o que esta me matando é o fato dela ser cunhada de Helena, como ela irá reagir sabendo disso?
Vi nos olhos de Milena que a mesma não estava mentindo quando disse não amar, mas ainda tenho um pé atrás se ela era totalmente indiferente a mesma.
-Bom ela irá reagir pessimamente Milena, não vou mentir, conheço minha amiga, tudo entre vocês ainda é muito recente e se ela descobrir isso vai pensar em se afastar, e pensando bem não sei se eu faria diferente pois ela ainda é casada.
- E o que eu faço, minto para ela? Perguntou Milena. Estou perdida e com medo, eu estou apaixonada por Helena, Camila, eu quero ela para mim e só de pensar em perde-la dói demais.
- Bom acho que você não deve mentir, mas omitir pelo menos por enquanto até vocês ficarem mais fortes, até Helena vencer os medos dela Milena, se ela fizer uma pergunta direta ai sim você diz para ela. Como sua ex ainda não se assumiu duvido que ela fale com Helena sobre vocês.
- Tenho medo de Helena descobrir e perder a confiança em mim, Camila.
- Sim é um risco, mas eu posso te ajudar nisso falando que também aconselhei você a não dizer para ela a verdade, e tenho outro conselho Milena, vá a festa de Marina, pois se você não for talvez sim ela desconfie de que há algo de errado.
- Você ta doida né? Eu ir na festa da Marina, e ver Helena com Fábio, nem morta isso vai acontecer.
- Bom sei que será difícil, mas creia eles não têm estes arroubos de casal nunca teve, piorou agora que ela esta com você, duvido que verá algo demais e de mais a mais você iria comigo, e vou te proteger.
- Não acho uma boa ideia Camila, aliás acho péssima.
- Você precisa enfrentar e se quer mesmo conquistar Helena, terá que enfrentar o Fábio mais cedo ou mais tarde.
Vencida Milena falou.
- Ok vou na festa com você. É parece que a lua vai nascer quadrada, pensou Milena.
Fim do capítulo
Novo capitulo não tive como postar na Quinta desculpem , espero que gostem. No próximo a festa!Lá vem confusão.
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