Capítulo 4 - Então tá combinado, é quase nada, é tudo somente sexo e amizade
Nosso almoço foi regado a uma conversa completamente descomprometida sobre literatura e cinema. Fizemos listas de filmes e livros imperdíveis e dividimos sinopses.
Findado o almoço, fui lavar a louça e, só aí, me dei conta de que continuava vestindo o edredom. Mas a essa altura já me sentia absolutamente confortável naquela situação, a não ser pela incerteza da definição do que era aquilo.
Como se soubesse por onde caminhavam meus pensamentos, ela me fez sentar à mesa novamente, me ofereceu um chá e falou:
- Lu, qual o motivo da sua aflição?
- Eu não estou aflita - tentei esconder.
- Tem certeza? - quis confirmar.
- Olha, Solange... - disse, baixando a cabeça e rodando a xícara com os dedos. - Eu não sou desse tipo de mulher que passa uma noite e pronto, sabe? - me expliquei.
Ela riu, condescendente.
- E se fosse? Lu, nós somos adultas e, nesse caso, sabemos exatamente onde estamos nos metendo. Estou aqui porque eu quero e espero que você também! - falou, aguardando uma resposta.
- Claro! Mas fico preocupada porque...- quis continuar, mas fui interrompida.
- Psiu, psiu, psiu. Lu, para. Sei que você está confusa e não estou te cobrando nada. Só quero que você consiga relaxar! - disse ela, me impedindo de rodar a xícara mais uma vez.
- Desculpa - disse, segurando a mão dela.
- Não precisa se desculpar. Me prometa apenas que vai viver um dia de cada vez! - pediu ela.
- Vou tentar - disse.
Levantei e fui tomar banho. Sai do banheiro de biquíni e a primeira reação de Solange foi perguntar:
- Vamos para a praia?
- Não, mas essa é a única roupa que eu tenho! - falei rindo.
- Seu guarda roupa está interessante: um biquíni, roupas emprestadas e um vestido de edredom. É, acho que as nossas opções de lugares para onde ir estão bem restritas. - brincou.
- Pois é, sendo assim, me resta ir pra casa - falei, colocando o short do dia anterior.
- Bom, você quem sabe. Se quiser, podemos ficar por aqui - sugeriu ela.
- Obrigada, mas acho que tenho que ir pra casa. Preciso colocar algumas coisas em ordem - falei.
- OK. Se quiser companhia, é só ligar - disse ela, beijando a minha boca suavemente, sem que eu oferecesse qualquer resistência.
Ela ficou esperando até que o elevador chegasse. Quando a porta abriu, voltei rapidinho para roubar um beijo e me despedir com uma piscada.
Fim do capítulo
Luisa estava precisando deixar a tensão de lado e apenas viver. Um pouco de carinho às vezes cai bem, né meninas?
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