Capítulo 8

Capítulo 8

de A dama de ferro!, por Tyka

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- Katherine, tem certeza de que não esqueceu nada? Sairemos em meia hora — perguntou Dominique à irmã.

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- Unhum, está tudo aqui — respondeu a menina.

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- Não me admira que queira ir embora daqui com tanta pressa; esta cidade anda perigosa demais. Viu a notícia sobre o homem encontrado morto no centro esta semana? Parece que foi torturado até a última gota de sangue — comentou Ravena.

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- Nossa, sério?

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- Sim, ele também tinha passagens pela polícia, mas...

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- Ravena, eu não estou interessada em quem morreu ou deixou de morrer, principalmente alguém com ficha criminal que certamente não fará falta alguma à sociedade — cortou a morena, fria.

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- Quanta sensibilidade... Agora entendo perfeitamente o porquê de te chamarem de dama de ferro e...

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- Senhorita Foster, o motorista acabou de chegar — anunciou uma das empregadas da casa.

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- Aleluia — praguejou a executiva, deixando a sala e tirando Ravena do sério. Minutos depois, retornou para buscar a caçula.

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- Bem, chegou a hora — disse Dominique, virando-se para a amiga. — Não sei quando nos veremos novamente, então se cuida. Até qualquer dia. Tchau.

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- Não se preocupe comigo, nos veremos muito em breve — sorriu enigmática Ravena.

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- O quê?

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- Vocês estão indo para Nova York, certo? Pois eu moro lá e trabalho na Diamond Company. Só estava aqui curtindo umas férias.

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- Só podia ser bom demais para ser verdade — resmungou Dominique. — Espera... Você trabalha aonde?

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- Na Diamond Company. Você deve conhecer.

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- Ah, sim... Conheço perfeitamente — respondeu com desdém, chamando a irmã para seguirem rumo ao carro. Embora voassem em um jato particular, a pressa para sumir daquela cidade era tanta que parecia que o chão queimava sob seus pés.

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***

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O aeroporto estava movimentado, com passageiros correndo de um lado para o outro. Algumas despedidas emocionadas com abraços e lágrimas fizeram Dominique revirar os olhos, impaciente. Ela e Kath aguardavam sentadas enquanto os pilotos finalizavam os preparativos na aeronave.

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Enquanto mexia distraidamente no celular, o olhar da morena foi atraído como por um ímã para alguém parado a alguns metros de distância. Seu coração falhou umas tantas batidas. Aquilo simplesmente não podia ser real.

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Levantou-se num ímpeto, fazendo o aparelho escapar de seu colo e espatifar-se no chão. Abaixou-se para apanhá-lo e, ao reerguer o olhar para o ponto onde vira a figura, não havia mais ninguém.

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- Nick, está tudo bem? — perguntou Katherine, assustada com a palidez repentina no rosto da irmã.

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- Sim... Eu só... achei ter visto alguém — murmurou, ainda em choque com a alucinação.

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Era o que faltava: além da pilha de problemas nos negócios, o próprio cérebro resolveu pregar-lhe peças cruéis.

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- Senhorita, já podemos embarcar — chamou um dos pilotos.

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- Ah, claro. Vamos, Kath.

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Dominique recolheu sua bolsa e apressou o passo, embora tenha lançado uma última olhada nostálgica para a multidão antes de subir.

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A aeronave, embora de médio porte, exibia um luxo impressionante que custara uma fortuna aos cofres da família. Parada próxima à escadaria de acesso estava Samantha, a secretária.

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- Senhorita Foster, Katherine — cumprimentou a ruiva com um sorriso polido.

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- Oi, Sam! O que você está fazendo aqui? Vai viajar com a gente? — questionou Kath, entusiasmada.

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- Sim, sua irmã achou que não conseguiria encontrar outra secretária tão dedicada quanto eu — sussurrou piscando, arrancando uma risada da menina.

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- Entrem logo de uma vez — ordenou Dominique, subindo logo atrás. Ela respirou aliviada ao sentir o jato enfim descolar da pista, deixando o passado e todas as frustrações para trás.

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Horas de voo adentro... A cabine mantinha-se em silêncio absoluto. Poucas fileiras atrás, Samantha e Katherine haviam improvisado um ninho no sofá-cama e dormiam profundamente. Em dado momento, brincando de leve antes de apagarem, jogaram uma almofada que passou raspando por pouco na orelha da morena mais à frente.

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As duas prenderam a respiração, esperando o castigo divino, mas Dominique permaneceu imóvel, parecendo nem ter notado o projétil voador.

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- O que deu nela? — sussurrou Samantha.

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- Eu não faço ideia — devolveu a ruiva, decidindo que era melhor não abusar da sorte.

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Após oito horas de viagem, Dominique resolveu levantar-se para ir ao toalete. Ao passar pelo espaço onde a secretária dormia encolhida, não pôde deixar de notar que a bainha do vestido subira perigosamente, revelando mais do que o recomendado. As palavras de Ravena ecoaram em sua mente: a ruiva era um verdadeiro pecado ambulante, e o balanço suave do voo parecia intensificar a onda de calor que subiu por seu corpo a cada mínimo movimento da moça.

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Trancou-se no banheiro do jato para lavar o rosto, tentando afastar pensamentos tão impróprios. Permaneceu ali alguns minutos, mas ao retornar à poltrona — e inevitavelmente deparar-se novamente com a cena de Samantha, cuja calcinha de renda branca quase saltava à vista —, sentiu o próprio corpo implorar por um toque.

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Voltou ao toalete a passos firmes, decidida a se refrescar de novo.

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- Senhorita Foster? — assustou-se ao ouvir a voz suave da ruiva logo atrás da porta entreaberta. — Está tudo bem? Precisa de alguma ajuda?

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Ao se virar e dar de cara com os olhos sonolentos e atraentes da secretária, Dominique fechou os olhos por um segundo e respirou fundo, tentando manter o pouco de sobriedade que lhe restava.

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- Precisa de alguma coisa, patroa? — insistiu Samantha, dando mais um passo à frente.

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- Sim... — respondeu a morena com a voz rouca. — Preciso de algo que nem sei se deveria pedir a você.

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- Diga o que é, e eu farei... Seja o que for.

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- Qualquer coisa mesmo? — Dominique a encarou com uma intensidade abrasadora, vendo o rosto da funcionária corar instantaneamente.

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- Sim — sussurrou a moça, prendendo a respiração.

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A executiva deu um passo à frente, colando seus corpos no espaço exato do cubículo, fazendo Samantha suspirar com o arrepio repentino.

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- Você ainda pode dar meia-volta e sair daqui...

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- Eu posso... — concordou a ruiva, sustentando o olhar decidido da morena. — Mas não quero.

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Um sorriso de canto brotou nos lábios de Dominique antes de capturar a boca de Samantha em um beijo urgente, empurrando-a para o interior do banheiro e trancando a porta com um estalo seco.

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Um gemido abafado escapou dos lábios da ruiva quando suas costas bateram contra a parede fria e as mãos ágeis da Foster deslizaram por suas coxas, erguendo o tecido do vestido. Em segundos, as barreiras de roupas ruíram. Os lábios de Dominique traçaram um caminho febril pelo pescoço alvo, sugando e mordiscando a pele até atingirem os seios rijos, arrancando suspiros que ecoavam no cubículo apertado.

​

Deslizando os dedos até a intimidade da secretária, encontrou-a completamente encharcada e pronta. Sem conter o apetite, virou-a de costas contra a parede, unindo ainda mais os corpos num frenesi de atração pura. Apertou seus quadris e iniciou estocadas firmes, ditando um ritmo voraz que arrancava súplicas e arranhões desordenados nas costas da morena.

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Não satisfeita, puxou-a de frente novamente, querendo devorar cada expressão de prazer em seus olhos. Segurou-lhe os cabelos com firmeza na nuca, ditando o ritmo enquanto a ruiva gemia sem se importar com quem pudesse ouvir além daquela porta. Numa onda de pura necessidade, Dominique abaixou-se, envolvendo-a com a boca e entregando-se ao sabor adocicado daquele pecado, saboreando cada espasmo do corpo trêmulo de Samantha até que um novo e estrondoso orgasmo fizesse as pernas da moça fraquejar.

​

Entre beijos ofegantes e promessas mudas, a executiva recompôs-se minimamente, ajeitando as roupas amassadas.

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- Espero que não me processe por assédio corporativo amanhã — sussurrou Dominique, brincalhona.

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Samantha abriu a boca para responder, mas o som foi cortado por batidas abafadas e uma voz distante chamando do outro lado:

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- Senhorita Foster?

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Dominique sobressaltou-se, abrindo os olhos num sobressalto. Diante de si não havia banheiro, nem ruiva corada, apenas a luz suave da cabine executiva do avião e o co-piloto parado educadamente ao seu lado.

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- Me desculpe acordá-la, senhorita, mas queria avisar que pousaremos em cinco minutos.

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- T-tudo bem... — balbúciou, piscando atordoada.

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Olhou discretamente para trás: Samantha e Katherine continuavam deitadas exatamente no mesmo lugar, dormindo como anjos.

​

Que merda de sonho foi esse?, pensou a morena, recostando a cabeça na poltrona com um suspiro frustrado e o coração ainda acelerado.

Fim do capítulo

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Conversa

Comentários

7
P

patty-321

19/03/2021 às 18:33

Não creio, foi sonho? Uau. E eu lendo isso no engarrafamento. Kkkkk.oh vontade.



Resposta do autor: Kkkk... Tem sonhos que desestruturam a gente,né?
K

Keilaspm

31/07/2019 às 02:21

Ta maravilhoso essa história parabéns 

E foi só um sonho aí kkkkk

T

Thyane

11/11/2018 às 19:44

No Review
H

Hellen300

20/04/2018 às 20:46

Eitah que sonho hein?!!!...ansiosa pelo proximo capítulo..

L

Lili

19/04/2018 às 03:50

Caraca....

V

VNXPP

18/04/2018 às 19:44

No Review
G

Gee

18/04/2018 às 19:24

Mas gente que eu pensei que era verdade não sonho... Hahaha 

Tão bravinha essa fera mas aposto que logo logo ficará mansinha!!!

Demora não, tô adorando!!!!!



Resposta do autor: Kkk a intenção era essa. Obrigada!! Bjss
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