- Katherine, tem certeza de que não esqueceu nada? Sairemos em meia hora — perguntou Dominique à irmã.
- Unhum, está tudo aqui — respondeu a menina.
- Não me admira que queira ir embora daqui com tanta pressa; esta cidade anda perigosa demais. Viu a notícia sobre o homem encontrado morto no centro esta semana? Parece que foi torturado até a última gota de sangue — comentou Ravena.
- Nossa, sério?
- Sim, ele também tinha passagens pela polícia, mas...
- Ravena, eu não estou interessada em quem morreu ou deixou de morrer, principalmente alguém com ficha criminal que certamente não fará falta alguma à sociedade — cortou a morena, fria.
- Quanta sensibilidade... Agora entendo perfeitamente o porquê de te chamarem de dama de ferro e...
- Senhorita Foster, o motorista acabou de chegar — anunciou uma das empregadas da casa.
- Aleluia — praguejou a executiva, deixando a sala e tirando Ravena do sério. Minutos depois, retornou para buscar a caçula.
- Bem, chegou a hora — disse Dominique, virando-se para a amiga. — Não sei quando nos veremos novamente, então se cuida. Até qualquer dia. Tchau.
- Não se preocupe comigo, nos veremos muito em breve — sorriu enigmática Ravena.
- O quê?
- Vocês estão indo para Nova York, certo? Pois eu moro lá e trabalho na Diamond Company. Só estava aqui curtindo umas férias.
- Só podia ser bom demais para ser verdade — resmungou Dominique. — Espera... Você trabalha aonde?
- Na Diamond Company. Você deve conhecer.
- Ah, sim... Conheço perfeitamente — respondeu com desdém, chamando a irmã para seguirem rumo ao carro. Embora voassem em um jato particular, a pressa para sumir daquela cidade era tanta que parecia que o chão queimava sob seus pés.
***
O aeroporto estava movimentado, com passageiros correndo de um lado para o outro. Algumas despedidas emocionadas com abraços e lágrimas fizeram Dominique revirar os olhos, impaciente. Ela e Kath aguardavam sentadas enquanto os pilotos finalizavam os preparativos na aeronave.
Enquanto mexia distraidamente no celular, o olhar da morena foi atraído como por um ímã para alguém parado a alguns metros de distância. Seu coração falhou umas tantas batidas. Aquilo simplesmente não podia ser real.
Levantou-se num ímpeto, fazendo o aparelho escapar de seu colo e espatifar-se no chão. Abaixou-se para apanhá-lo e, ao reerguer o olhar para o ponto onde vira a figura, não havia mais ninguém.
- Nick, está tudo bem? — perguntou Katherine, assustada com a palidez repentina no rosto da irmã.
- Sim... Eu só... achei ter visto alguém — murmurou, ainda em choque com a alucinação.
Era o que faltava: além da pilha de problemas nos negócios, o próprio cérebro resolveu pregar-lhe peças cruéis.
- Senhorita, já podemos embarcar — chamou um dos pilotos.
- Ah, claro. Vamos, Kath.
Dominique recolheu sua bolsa e apressou o passo, embora tenha lançado uma última olhada nostálgica para a multidão antes de subir.
A aeronave, embora de médio porte, exibia um luxo impressionante que custara uma fortuna aos cofres da família. Parada próxima à escadaria de acesso estava Samantha, a secretária.
- Senhorita Foster, Katherine — cumprimentou a ruiva com um sorriso polido.
- Oi, Sam! O que você está fazendo aqui? Vai viajar com a gente? — questionou Kath, entusiasmada.
- Sim, sua irmã achou que não conseguiria encontrar outra secretária tão dedicada quanto eu — sussurrou piscando, arrancando uma risada da menina.
- Entrem logo de uma vez — ordenou Dominique, subindo logo atrás. Ela respirou aliviada ao sentir o jato enfim descolar da pista, deixando o passado e todas as frustrações para trás.
Horas de voo adentro... A cabine mantinha-se em silêncio absoluto. Poucas fileiras atrás, Samantha e Katherine haviam improvisado um ninho no sofá-cama e dormiam profundamente. Em dado momento, brincando de leve antes de apagarem, jogaram uma almofada que passou raspando por pouco na orelha da morena mais à frente.
As duas prenderam a respiração, esperando o castigo divino, mas Dominique permaneceu imóvel, parecendo nem ter notado o projétil voador.
- O que deu nela? — sussurrou Samantha.
- Eu não faço ideia — devolveu a ruiva, decidindo que era melhor não abusar da sorte.
Após oito horas de viagem, Dominique resolveu levantar-se para ir ao toalete. Ao passar pelo espaço onde a secretária dormia encolhida, não pôde deixar de notar que a bainha do vestido subira perigosamente, revelando mais do que o recomendado. As palavras de Ravena ecoaram em sua mente: a ruiva era um verdadeiro pecado ambulante, e o balanço suave do voo parecia intensificar a onda de calor que subiu por seu corpo a cada mínimo movimento da moça.
Trancou-se no banheiro do jato para lavar o rosto, tentando afastar pensamentos tão impróprios. Permaneceu ali alguns minutos, mas ao retornar à poltrona — e inevitavelmente deparar-se novamente com a cena de Samantha, cuja calcinha de renda branca quase saltava à vista —, sentiu o próprio corpo implorar por um toque.
Voltou ao toalete a passos firmes, decidida a se refrescar de novo.
- Senhorita Foster? — assustou-se ao ouvir a voz suave da ruiva logo atrás da porta entreaberta. — Está tudo bem? Precisa de alguma ajuda?
Ao se virar e dar de cara com os olhos sonolentos e atraentes da secretária, Dominique fechou os olhos por um segundo e respirou fundo, tentando manter o pouco de sobriedade que lhe restava.
- Precisa de alguma coisa, patroa? — insistiu Samantha, dando mais um passo à frente.
- Sim... — respondeu a morena com a voz rouca. — Preciso de algo que nem sei se deveria pedir a você.
- Diga o que é, e eu farei... Seja o que for.
- Qualquer coisa mesmo? — Dominique a encarou com uma intensidade abrasadora, vendo o rosto da funcionária corar instantaneamente.
- Sim — sussurrou a moça, prendendo a respiração.
A executiva deu um passo à frente, colando seus corpos no espaço exato do cubículo, fazendo Samantha suspirar com o arrepio repentino.
- Você ainda pode dar meia-volta e sair daqui...
- Eu posso... — concordou a ruiva, sustentando o olhar decidido da morena. — Mas não quero.
Um sorriso de canto brotou nos lábios de Dominique antes de capturar a boca de Samantha em um beijo urgente, empurrando-a para o interior do banheiro e trancando a porta com um estalo seco.
Um gemido abafado escapou dos lábios da ruiva quando suas costas bateram contra a parede fria e as mãos ágeis da Foster deslizaram por suas coxas, erguendo o tecido do vestido. Em segundos, as barreiras de roupas ruíram. Os lábios de Dominique traçaram um caminho febril pelo pescoço alvo, sugando e mordiscando a pele até atingirem os seios rijos, arrancando suspiros que ecoavam no cubículo apertado.
Deslizando os dedos até a intimidade da secretária, encontrou-a completamente encharcada e pronta. Sem conter o apetite, virou-a de costas contra a parede, unindo ainda mais os corpos num frenesi de atração pura. Apertou seus quadris e iniciou estocadas firmes, ditando um ritmo voraz que arrancava súplicas e arranhões desordenados nas costas da morena.
Não satisfeita, puxou-a de frente novamente, querendo devorar cada expressão de prazer em seus olhos. Segurou-lhe os cabelos com firmeza na nuca, ditando o ritmo enquanto a ruiva gemia sem se importar com quem pudesse ouvir além daquela porta. Numa onda de pura necessidade, Dominique abaixou-se, envolvendo-a com a boca e entregando-se ao sabor adocicado daquele pecado, saboreando cada espasmo do corpo trêmulo de Samantha até que um novo e estrondoso orgasmo fizesse as pernas da moça fraquejar.
Entre beijos ofegantes e promessas mudas, a executiva recompôs-se minimamente, ajeitando as roupas amassadas.
- Espero que não me processe por assédio corporativo amanhã — sussurrou Dominique, brincalhona.
Samantha abriu a boca para responder, mas o som foi cortado por batidas abafadas e uma voz distante chamando do outro lado:
- Senhorita Foster?
Dominique sobressaltou-se, abrindo os olhos num sobressalto. Diante de si não havia banheiro, nem ruiva corada, apenas a luz suave da cabine executiva do avião e o co-piloto parado educadamente ao seu lado.
- Me desculpe acordá-la, senhorita, mas queria avisar que pousaremos em cinco minutos.
- T-tudo bem... — balbúciou, piscando atordoada.
Olhou discretamente para trás: Samantha e Katherine continuavam deitadas exatamente no mesmo lugar, dormindo como anjos.
Que merda de sonho foi esse?, pensou a morena, recostando a cabeça na poltrona com um suspiro frustrado e o coração ainda acelerado.
Fim do capítulo

patty-321
19/03/2021 às 18:33
Não creio, foi sonho? Uau. E eu lendo isso no engarrafamento. Kkkkk.oh vontade.
Resposta do autor: Kkkk... Tem sonhos que desestruturam a gente,né?
Keilaspm
31/07/2019 às 02:21
Ta maravilhoso essa história parabéns
E foi só um sonho aí kkkkk
Thyane
11/11/2018 às 19:44
Hellen300
20/04/2018 às 20:46
Eitah que sonho hein?!!!...ansiosa pelo proximo capítulo..
Lili
19/04/2018 às 03:50
Caraca....
VNXPP
18/04/2018 às 19:44
Gee
18/04/2018 às 19:24
Mas gente que eu pensei que era verdade não sonho... Hahaha
Tão bravinha essa fera mas aposto que logo logo ficará mansinha!!!
Demora não, tô adorando!!!!!
Resposta do autor: Kkk a intenção era essa. Obrigada!! Bjss