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Tomada de assalto por Cristiane Schwinden

Ver comentários: 13

Ver lista de capítulos

Palavras: 1542
Acessos: 5715   |  Postado em: 15/04/2018

Capítulo 11 - Proposta indecente

Capítulo 11 — Proposta indecente

 

— Sete minutos?? — Juliana se espantava ao olhar no relógio e perceber que sua visita chegara ao fim.

— Só? Que pena. — Flávia exasperou com tristeza. — Talvez a gente só se veja depois que eu sair.

— Eu vou tentar a credencial de novo, eu vou dar um jeito de te visitar de novo, deve haver alguma brecha na leia, sei lá, ou invadir algum caminhão de fornecedor, algo assim.

— Você quer mesmo vir de novo? — Flávia indagou incrédula.

— Quero sim.

— Bom, tem uma forma de ajudar você a conseguir a credencial, mas é... Não, deixa pra lá, não é uma boa ideia.

— Diga, se tem uma forma eu quero saber.

— Não quero que você se sujeite a isso.

— Eu não tenho o direito de decidir isso?

— Juliana... Se eu preencher uma declaração de que tenho um relacionamento com você há mais de três meses e assinar na frente do pessoal da administração, você ganha a credencial de namorada. Você teria também que fazer a mesma declaração e reconhecer firma no cartório.

— E o que nos impede de fazer isso? Não é só preencher e assinar?

— Não queria que você passasse por esse tipo de coisa... — Disse com desconforto.

— Mas é apenas uma forma de poder te visitar de novo, qual o problema, Flávia?

— Falo isso por você, não quero te constranger dessa forma.

— Hum... Acho que captei as entrelinhas. — Juliana respondeu séria, já de pé fechando a sacola. — Você não quer que eu venha.

— Não é nada disso.

— Eu simplesmente esqueci de te perguntar lá no início da conversa se você queria que eu viesse de novo, erro meu.

Flávia levantou-se também, segurou a mão dela, discretamente.

— Eu queria que você viesse todos os dias, se fosse possível. Se você topa fazer esse arranjo, então amanhã no primeiro horário estarei na administração preenchendo essa declaração e contarei os minutos para te ver de novo.

— E eu pedirei que Doutor Afrânio encaminhe a minha, fechado?

Uma sirene aguda tocou no pátio.

— Promete se cuidar e não se prejudicar por minha causa?

— Prometo fazer o melhor possível apenas. — Riu.

— Obrigada por ter vindo, e pelo sanduíche, chocolate, por acreditar em mim, por tudo.

— Pode dar abraço de despedida?

— Curto como o de recepção.

Juliana a abraçou com força, sabendo que não poderia se demorar.

— Eu volto em breve.

***

A primeira carta chegou nove dias depois, trazia uma foto de Juliana sentada nos degraus de uma varanda de madeira, ao lado de um cachorro grande e negro. Flávia não conseguia deixar de olhar a foto com admiração, correu os dedos sobre a imagem de um sorriso arteiro.

— Foto do namorado? — Camila perguntou da cama ao lado, a tirando do transe.

— Uma amiga.

— Bem especial, pelo visto. — Zombou.

— É sim, o melhor presente que ganhei nos últimos tempos.

— O povo da chefia aqui é meio chato com essas coisas, não espalha isso por aí.

— Isso o que?

— Que você cola velcro fora da prisão.

— Então tudo bem quem fica com outras mulheres apenas aqui dentro?

— Bem isso. Eles não ligam para esses casos, mas costumam ser babacas com sapatonas de verdade.

Flávia ouvia assustada, ainda com carta e foto em mãos, sentada em sua cama com as costas na parede.

— Eu não fazia ideia, obrigada por me alertar.

Antes de dormir, releu pela quarta vez a carta, não era longa, mas a deixara nas nuvens.

“Às vezes tenho medo de você me achar sociopata ou coisa pior, por ter me aproximado e me apegado a alguém que eu deveria desejar o mal. Ou talvez possa passar por sua cabeça que sou uma pessoa com algum transtorno de carência, que ninguém pegava no colo quando era criança, enfim, não gostaria que você pensasse que gosto de você pelos motivos errados. Everton me perguntou se eu teria medo de ficar sozinha com você, eu respondi que é a segunda coisa que mais quero. A primeira é que você seja livre.”

A presidiária estava nas nuvens.

***

Dias depois Flávia fora chamada no setor administrativo, estava confiante que a credencial de Juliana havia saído. Após quarenta minutos tomando um chá de cadeira, pediram que entrasse numa sala.

— Sente-se, senhorita.

— Obrigada.

— Flávia Cavalcanti Andrade, número 10081, é você? — Um homem de aparentes cinquenta anos e ombros largos perguntou olhando por cima dos óculos, segurava uma pasta aberta.

— Sim, senhor.

— Hum. — O homem de gravata grená laceada a mediu por alguns segundos em silêncio.

— Sabe com quem está falando?

— Não.

— Sou o diretor daqui.

— Desculpe, eu não sabia, não me informaram.

— Eu costumo apenas assinar as solicitações de credenciais que me colocam na mesa, mas em alguns casos suspeitos eu prefiro conversar com a apenada primeiro.

Apesar do dia frio de julho, as mãos dela suavam.

— Tem algo errado com minha última solicitação?

— Procedimento padrão para casos como o seu, que são raros.

Ela havia percebido o tom de deboche, mas preferiu calar-se.

— Desde quando a senhorita pratica lesbianismo? — Ele perguntou como se perguntasse seu nome.

— Sempre me envolvi com mulheres, senhor.

— E sua denominada namorada, é namorada de verdade? É sua parente? Conheceu quando traficava?

— É minha namorada, conforme afirmamos nas declarações. Nenhuma das duas tem ou teve algum envolvimento com tráfico.

— Ah é? Não está aqui porque cuidou da boca do namorado? Nunca guardou uns pacotinhos para ele?

— Não, senhor. Meu artigo foi 157.

— Você e... — Folheou a pasta, chegando a uma ficha onde constava uma foto 5x7 de Juliana no topo. — Você e a senhorita Juliana têm um relacionamento de foro íntimo?

— Sim, senhor.

— Costumam ter conjunção carnal?

Flávia irritou-se, não sabia onde ele queria chegar.

— Com todo respeito, não vejo qual a importância desse detalhe no pedido de credencial.

— Ora, a senhorita deveria saber que é terminantemente proibida a troca de carícias e toques libidinosos durante as visitas sociais, estou tentando te alertar.

— Eu tenho conhecimento das normas da visitação, mas agradeço mesmo assim.

Ele relaxou sua postura recostando-se em sua cadeira alta.

— Sabe, sempre quis entender como funciona isso, como duas mulheres fazem sex*, ou aquilo que elas chamam de sex*. A senhorita deve ter uma vasta experiência, creio eu.

Engoliu saliva com dificuldade, seu nervosismo dava lugar a repulsa.

— Está faltando alguma informação em nosso processo? — Flávia tentou manter a seriedade.

— Sim, o meu aval. — Sorriu. — Minhas perguntas são pertinentes, preciso me certificar que estou autorizando de fato um casal de sapatonas, e não um casal de mentirinha que vai traficar aqui dentro.

— Somos um casal, senhor.

— Há quanto tempo estão juntas?

— Seis meses. — Elas haviam combinado este detalhe com antecedência.

— Onde fizeram sex* pela primeira vez?

— Na minha casa. — Mentiu e torceu para que Juliana respondesse a mesma coisa caso fosse interrogada.

— Quem faz o papel do homem?

Flávia franziu sua testa, incrédula.

— Não existe isso, senhor.

— Não existe? Claro que existe, estou perguntando quem come quem e banca o macho da relação.

— Não temos papéis definidos.

— Pela foto diria que ela é a mulherzinha da relação, parece feminina demais para ser o macho.

O sangue dela fervia.

— Algo mais que eu possa esclarecer sobre a solicitação?

— Não, agradeço seu tempo dispendido. Pode voltar para sua cela, senhorita.

Ele estendeu a mão para um cumprimento, Flávia correspondeu de forma afoita. Quando virou para sair, ele a chamou.

— Só mais uma pergunta. Se eu autorizar essa credencial, vocês pretendem solicitar visita íntima daqui três meses?

— Ãhn. Talvez, não conversamos ainda sobre isso. — Mas ela já havia pensado nessa possibilidade várias vezes.

— Por que não pediriam? Não são um casal sexualmente ativo?

— Provavelmente pediremos.

— Devem estar morrendo de vontade de trans*r novamente, não?

— Sim, senhor.

— Usam objetos? Consolo? Vegetais?

— Não, senhor.

— Já fizeram a três?

— Não, senhor.

— Sério? Nunca cogitaram incluir um homem na cama?

Flávia estava nauseada.

— Não, senhor.

— Que pena, garanto que pode ser gostoso, vocês deveriam pensar no assunto. — O diretor disse e fez uma expressão de pesar, olhando para a pasta em sua mesa. — Me comunique caso mude de ideia, infelizmente vou deixar esse processo suspenso aqui na minha gaveta, combinado?

Ela não conseguiu responder nada, apenas saiu da sala atordoada. Assim que entrou na cela tomou um papel e a caneta e escreveu uma breve carta para Juliana.

“O diretor me chamou para falar sobre sua credencial, ele foi asqueroso e nojento, eu não quero que você passe por isso. Se te chamarem aqui para conversar, eu peço que você não venha, prefiro que a gente espere minha pena terminar, não posso permitir que ele também te chantageie com uma proposta repulsiva em troca da credencial.”

Chamou uma carcereira e entregou o envelope já fechado e selado.

 

Fim do capítulo


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Comentários para 11 - Capítulo 11 - Proposta indecente:
Lea
Lea

Em: 10/08/2021

Que asqueroso,nojento, desrespeito, preconceito!! Que nojo desse inseto!!

Esse requerimento pode vir a prejudicar a Juliana,o tempo do "namoro" não coincide com a data do assalto???

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Anamel
Anamel

Em: 21/05/2018

Que nojento 

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mtereza
mtereza

Em: 21/04/2018

Que cara nojento que ódio dele . Mais acho que a Juliana na irá atender o pedido de Flávia e sabera colocar esse asqueroso no lugar dele

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perolams
perolams

Em: 16/04/2018

Cara asqueroso. Imagino se essa solicitação não vai transformar a vida de Flávia num inferno. Ainda acho que essa carta não chega a Juliana.
Resposta do autor:

Talvez esse diretor sacaneie com Flávia, talvez sacaneie com Juliana, talvez apenas engula o orgulho, quem sabe? rs

 

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Gi Costa
Gi Costa

Em: 16/04/2018

No Review

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Mille
Mille

Em: 16/04/2018

Nossa que homem nojento

Logo o tempo passa e elas conseguem se rever.

Bjus e até o próximo capítulo 


Resposta do autor:

Essas duas são tipo o MacGyver do amor, elas sempre dão um jeitinho.

Grande beijo, moça! Obrigada :)

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IolandaStrambek
IolandaStrambek

Em: 16/04/2018

Nossa Cris que história boa, estou amando o enredo demais. Espero um novo capítulo logo porque estou ansiosa para ver o desenrolar do amor dessas duas. 

Beijos até mais


Resposta do autor:

Que bom que tá curtindo, Iolanda <3

Como os capítulos são curtos estou postando quase todos os dias, boas partes vem pela frente... hehe

Obrigada e grande beijo!

Responder

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Vivica
Vivica

Em: 15/04/2018

Como é bom te reencontrar por aqui. Admiro muito o teu trabalho e tou completamente fisgada por este novo texto. Já me pegou. Devorei tudo o que tinha hoje. Rsrsrs. Tou muito feliz em te ler de novo. Tou ansiosa pelo próximo. Tou adorando o enredo, as personagens...tudo. Escreves de um jeito que eu me sinto próximas dessas tuas crias. Isso é uma das coisas que eu mais gosto em ti, a capacidade que tens de nos fazer sentir empatia pelas personagens. Isso é admirável. Enfim, meu bem, no aguardo do próximo. Forte abraço. Bj bj.


Resposta do autor:

Você não faz ideia como é bom ter esse contato com vocês novamente, eu tava sentindo falta disso.

Eu precisava pegar em algo leve depois de 3 anos de 2121, então achei uma boa ideia retomar essa história abandonada há tanto tempo, ela é simples e está sendo fácil de escrever.

Eu fico feliz da vida sabendo que esse casal já esta conquistando alguns corações, elas moram comigo há mais de uma década... rs.

Muito obrigada pelo carinho <3

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patty-321
patty-321

Em: 15/04/2018

Mas que fdp, asqueroso e nojento. Vão ter que esperar.


Resposta do autor:

Olha, tudo pode acontecer (me segurando pra não soltar spoilers... hahaaha)

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Kim_vilhena
Kim_vilhena

Em: 15/04/2018

juliana pode ser um tanto dramática, viu?! kkkkk e esse cara é um porco escroto, cruzes!


Resposta do autor:

No início você acha que ela é uma mosquinha morta mas aos poucos ela vai colocando as asinhas pra fora hahahahaha

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Kim_vilhena
Kim_vilhena

Em: 15/04/2018

mais um, mais um, mais um !


Resposta do autor:

To postando todo dia... hahahahaha

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ik felix
ik felix

Em: 15/04/2018

Ai que homem asqueroso!


Resposta do autor:

Aceito sugestões do que fazer com esse homem no final... rs

Bjos!!

Responder

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SaraSouza
SaraSouza

Em: 15/04/2018

Diretor escroto ...nojooooopoo

 


Resposta do autor:

Sempre tem um babaca pra fetichizar casal lésbico né?

Bjos e obrigada por comentar! <3

Responder

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Donaria
Donaria

Em: 15/04/2018

ahhhh! tava bom demais pra ser verdade, prisão sem problemas e diretor escroto, pronto autora você já conseguiu me tirar do meu conto de fadas...rsrsrsrs. Mas não desisto, logo o amor volta....


Resposta do autor:

Pode ficar tranquila que vou pegar leve do início ao fim, claro que algumas intrigas e obstáculos vão surgir, mas ninguém vai perder uma mão ou algo do tipo... rs

Vem muito amorzinho pela frente ;)

Responder

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