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Tomada de assalto por Cristiane Schwinden

Ver comentários: 2

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Palavras: 1611
Acessos: 5457   |  Postado em: 15/04/2018

Capítulo 8 - Uma nova viagem

Capítulo 8 — Uma nova viagem

 

Flávia entrou na grande sala do tribunal, olhando atentamente na direção da plateia, mas o único rosto conhecido foi o do primo.

Durante o julgamento Flávia pode rever os outros dois homens que estavam com ela na noite do assalto, inclusive Ricardo, seu vizinho. Relembrou com pesar o dia que aceitou participar daquela empreitada, quando chegou em casa à noite, cansada e desolada, se recriminava por ter sido tão ingênua e fraca.

Uma das últimas testemunhas da acusação era o rosto que Flávia tanto procurava no público, Juliana. Apesar de ouvir a distante voz do promotor, o tempo havia parado para ela enquanto trocaram um olhar surpreso.

O depoimento da jovem foi rápido e sucinto, Juliana odiava admitir que havia sido ferida pela ré, o fez de forma mecânica para que fosse o mais indolor possível para ambas.

— Não tenho dúvidas de que foi um acidente. – Juliana insistiu, respondendo o promotor.

— Como pode ter certeza?

— Eu estava lá.

— O que provocou o tiro acidental? – O advogado pronunciou a última palavra num tom jocoso.

— Minha reação e o visível amadorismo da ré.

Lançou os olhos na direção da mesa onde estava os réus e os advogados de defesa, torcia para que Flávia entendesse que falava aquilo na intenção de salvá-la. O depoimento encerrou-se com a ordem para deliberação, os réus foram encaminhados para uma sala adjacente.

Poucos minutos depois o júri retornou ao recinto, Flávia voltou à sala de audiência para ouvir o veredicto, sentou-se com as mãos suadas entrelaçadas, tentando imaginar como seria sua vida se pegasse a pena máxima, passar anos e anos sem poder andar livremente, vivendo atrás de grades e concreto, sem poder visitar sua família, não poder passar um final de semana na praia, não poder ver o mar, nem comprar um presente, ir num restaurante, num supermercado, coisas simples do dia-a-dia. Seria uma semi-vida. Procurou no auditório pelo rosto da jovem que bagunçara sua vida, mas Juliana não estava mais ali.

Sai a sentença dos três réus: Ricardo, o líder, pegou cinco anos e meio, Osvaldo, que ficou de guarda e também já tinha antecedentes, pegou quatro anos, e Flávia três anos, com possibilidade de condicional após cumprimento de um terço da pena. Seu destino estava conjecturado por pelo menos um ano.

Logo em seguida foi anunciado para onde ela iria, e para tristeza de Flávia, era para uma penitenciária no Paraná, em Piraquara, a trinta quilômetros de Curitiba. Ficaria a 350km de distância de Juliana.

Apesar de ter sido mandada para outro estado, Dr. Afrânio e Maurício comemoram, pois haviam conseguido quase a pena mínima.

— Vou me informar direitinho onde fica essa penitenciária e vou te visitar, te prometo que pelo menos uma vez por mês eu estarei lá. — Disse Maurício após abraçar Flávia.

— Ainda bem que tenho você...

— Você se saiu muito bem mesmo, essa prisão tem instalações razoáveis, tem centros de trabalho, sem superlotação... — Contava Dr. Afrânio.

— Deve ser melhor que a cela que eu estava na central então, né?

— Sem sombra de dúvida. Mas não deixa de ser uma prisão, com todos os problemas e percalços.

— Eu só conheço a cadeia que sempre vi na TV, estou morrendo de medo de não durar muito tempo lá, não conheço as regras, nada.

— Assim que for possível conversarei sobre isso com você, para te dar um pouco de orientação, mas de antemão sugiro fortemente que mantenha-se neutra, não tome lados, não se meta em confusão, saia de perto de brigas e conflitos, é muito fácil tomar punição dentro de uma penitenciária.

— Não me abandone, por favor.

— Dr. Afrânio continuará sendo seu advogado, prima, não se preocupe com isso. – Tranquilizou Maurício.

— Sim, pode continuar contando comigo.

— Você sabe como funciona o sistema de visitas lá?

— Eles vão te repassar quando você chegar lá, mas acredito que seja aos finais de semana.

— Certo... Obrigada por tudo, sei que nos saímos super bem, o Sr. foi muito assertivo.

— Já peguei vários casos semelhantes, acabamos aprendendo a lidar com eles.

— Vão me levar agora?

— Sim, levarão você assim que encaminharem os outros dois.

Flávia se despediu deles assim que dois policiais a buscaram, abraçou rapidamente Maurício com um nó na garganta.

— Cuide-se, Flavinha.

— Ficarei na minha, pode ficar tranquilo, tentarei pegar algum trabalho para fazer o tempo passar mais rápido.

— Sim, sim, os doze meses voarão.

Flávia viajou para a penitenciária com poucos pertences, ao lado de outras duas prisioneiras. Ela viajava aliviada, organizando seus pensamentos no caminho, se despedindo de Florianópolis e das lembranças ruins dos últimos dias. Resolveu encarar este momento como o início de uma pré-fase, um tempo que ela vai usar para esperar a poeira baixar, a espera pela segunda chance.

Chegou à tardinha ao local, o complexo de quatro prédios era esteticamente feio como quase todas as prisões são, paredes cor salmão, algumas infiltrações visíveis, apesar de ser o último lugar que ela queria estar, parecia um ambiente nem tão ruim.

Passou pelo procedimento padrão, recebeu duas camisetas laranjas e duas calças cinzas, para serem usadas como uniforme. Sentou numa pequena sala onde uma agente prisional repassava as regras e costumes do local, ela informou também o que mais importava a ela, as visitas são sempre aos sábados ou domingos, das 8h às 12h, ou das 13h às 16h, no pátio maior, seguindo escalonamento. Já em um quarto menor, passou por revista íntima e inspeção física, a deixando constrangida, porém a agente a tratou com respeito.

Depois foi levada ao local onde passaria os próximos meses, sua cela. O local estava desocupado no momento, além dos três beliches, havia uma pia, uma pequena parede, e atrás, o vaso. Uma TV de 14” polegadas estava presa na parede de forma precária, havia uma mesa de madeira praticamente sem tinta mais ao fundo, com potes e talheres. Apenas um beliche tinha suas camas nuas, com colchões, as outras camas tinham lençóis de cores variadas, travesseiros, almofadas, fotos e desenhos infantis pendurados.

— A saída para o pátio é as nove, até a hora do almoço, que é meio-dia em ponto. — A agente comunicou de pé na porta de metal. — Uma da tarde vocês voltam para a cela, e só saem às seis para jantar. Voltam às sete.

— Apenas três horas no pátio? — Ela segurava ainda o lençol, o cobertor e o travesseiro que havia recebido minutos antes.

— Agradeça por isso, antes era apenas duas horas de liberdade.

— Tudo bem. Depois eu posso conversar com alguém sobre trabalhar em algum centro aqui?

— Vai vir alguém do departamento pessoal conversar com você nos próximos dias, neste folheto que você recebeu tem todas as atividades desenvolvidas, já vai escolhendo a que você tiver mais aptidão. Cada três dias trabalhados reduz um dia da pena, tem escola aqui também, se você quiser fazer o ensino fundamental.

— Agradeço, mas já tenho esse grau.

— Ficou alguma dúvida?

— Os itens de higiene, onde eu pego? Não trouxe muita coisa.

— Não fornecemos, isso faz parte do copal.

— O que é copal?

A senhora de meia idade e uniforme azul segurou um sorriso antes de respondê-la.

— É a sacola que seus parentes podem trazer uma vez no mês, peça para suas companheiras de cela o cronograma de entrega das sacolas e a lista do que pode trazer para cá.

— Eu não sabia disso, como faço para conseguir de outra forma?

— Você tem grana?

— Um pouco.

— Amanhã você olha na cantina, compra o que precisar.

— E tem itens de higiene na cantina?

A agente não respondeu, quatro mulheres entraram na cela e estranharam a nova presença. Flávia estava de pé ao lado de um dos beliches, com semblante apreensivo.

— Meninas, essa é a Cláudia, a nova amiguinha de cela.

— Flávia. — Corrigiu timidamente.

— Qual teu artigo? — Uma jovem de cabelo ondulado tingido de vermelho perguntou enquanto a media com os olhos.

— Artigo? — Flávia se dava conta que não conhecia nenhuma gíria prisional.

— Foi enquadrada por qual BO?

— Assalto a mão armada.

— Deve ter sido 157. Pegou quantos anos? Cinco?

— Três.

— Três só? Alguém deve ter ido com a tua cara.

— Nunca vi ninguém pegar menos de quatro com 157. – Uma garota de não mais que vinte anos e lenço azul prendendo o cabelo negro entrou na conversa. A agente já havia abandonado o recinto.

— A Neuza pegou quatro anos com 157. — Respondeu a primeira.

— Acho que alguns fatores me ajudaram. – Flávia esclareceu.

Uma mulher rechonchuda de cabelos castanhos curtinhos e óculos redondo se aproximou após escovar os dentes.

— Seja bem-vinda, Flávia. — Estendeu a mão. — Eu sou a Sineide, essa é a Camila. — Apontou para a mulher de cabelo avermelhado. — Essa é a Joice. — Mostrou a jovem de lenço azul, e finalizou apontando para uma mulher de aparentes cinquenta anos e um tubo na garganta. — E essa é a Fátima, a Fátima não consegue falar muito por causa do câncer que ela teve na garganta.

Flávia cumprimentou cordialmente todas as novas colegas, que emprestaram sabonete para que tomasse banho. A cela fechou automaticamente as oito em ponto, e às dez as luzes se apagaram.

A primeira noite no presídio foi longa e marcada pela insônia, apesar do cansaço do dia e da viagem. Seus pensamentos eram numerosos e se confundiam, mas os olhos pesavam. “Um dia a menos...”

Fim do capítulo


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Comentários para 8 - Capítulo 8 - Uma nova viagem:
Lea
Lea

Em: 10/08/2021

Dois pontos positivos: pegou só 3 anos e ainda pode ter condicional em um ano,e ninguém quis matá-la no primeiro dia na prisão!!!

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mtereza
mtereza

Em: 21/04/2018

Nossa muito bom como sempre envolventes as suas histórias 

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