POV da Alicia... eitaaaaaaaaaaaaa ;*
Capítulo 07 - Segundas intenções II ?
~ POV ALICIA ~
A tarde foi passando lentamente, comecei a analisar alguns relatórios feitos pelo antigo diretor, estudei como a empresa gostava de se posicionar diante de seus trabalhos, virei e revirei tudo de papel e arquivo que pudesse me deixar mais familiarizada naquela empresa, eu queria dar o meu melhor e exercer aquilo que eu mais amava, que era a minha profissão.
Lembro-me como hoje quando me apaixonei por desenhos, obras-primas, designs gráficos e tudo com formas e cores... Como nunca tivemos condições de fazermos festas de aniversários, minha mãe sempre fazia um pequeno bolo onde era comemorado entre família mesmo, às vezes um ou dois coleguinhas.
Mesmo sendo um bolo simples, meus pais não deixavam aquele dia passar em branco, e estávamos sempre satisfeitos com tudo que eles ofereciam à gente. E eu sempre, para ajudar meus pais, decidia que iria fazer balões de papéis, decorações e etc. Via que eu levava muito jeito com as mãos, tudo aquilo que eu e meus irmãos sonhávamos em ter na festa de aniversário a gente tinha, e adivinha? Hahaha porque eu fazia... Era de papel, mas saía tão perfeito que pareciam reais. Até que um dia recebemos um convite do aniversário da filha de um conhecido do papai de anos. Quando peguei o convite, eu me apaixonei pela forma, o conteúdo, as linhas, os desenhos, e pude perceber que foi feito totalmente à mão, e naquele dia eu decidi que queria ser “DESENHISTA”... hahaha, não sabia qual nome que se dava, mas já tinha decidido.
Até que quando fui crescendo, aperfeiçoando meus dons, pesquisando mais sobre a área e sobre qual faculdade fazer, achei essa linda e maravilhosa profissão que é DESIGN GRÁFICO. Eu realmente tive muita sorte pois no meu 2º semestre já consegui um estágio em uma gráfica onde eles forneciam bolos em papel de arroz e artes em adesivos e etc. Fui contratada para atender os clientes e fazer as artes de acordo com como eles queriam. Até que me promoveram e comecei a atender virtualmente em criação e produção de animações para meio digital, criação de logotipos, marcas e embalagens, criação visual de sites, blogs, banners para internet... E no meu 7º semestre de faculdade tive uma drástica notícia de que a gráfica estaria fechando por problemas pessoais dos donos, e me desesperei, pois eu já ganhava MUITÍSSIMO bem e já era efetivada mesmo sendo estudante ainda, só que eles já tinham me indicado para uma grande empresa emissora de TV, onde eu entrei sendo auxiliar no planejamento e desenvolvimento de anúncios, panfletos, cartazes e vinhetas para a TV. E logo quando me formei, eles me promoveram para analista de projetos.
Eu tinha meus auxiliares que faziam a definição de aparência e formato de páginas de jornais e revistas, edição de anúncios que seriam publicados; eu apenas analisava o que eles faziam, revia os erros e acrescentava mais algumas coisas e mandava para ser lançado. E lá fiz a minha carreira, e em um certo dia o diretor geral disse que eu era muito mais do que aquela emissora poderia me oferecer e disse que iria me indicar para a atual empresa que estou, pois ficou sabendo que o diretor de design gráfico estaria se afastando e eles iriam precisar de alguém urgentemente e que essa vaga seria perfeita para mim e para o estágio de conhecimento que eu exercia. E aqui estou eu, nessa multi empresa, ganhando o triplo, sendo DIRETORA, tá? E tendo que olhar a cada segundo para aquela sala e ver aqueles lindos pares de olhos verdes perfeitos, e só consigo enxergar mistérios em seus olhares... Muitos mistérios...
E relembrando como cheguei até aqui, a tarde foi passando mais depressa, até que vejo a toda poderosa saindo de sua sala, com o mesmo ar de soberba, parecia que nem respirava para não olhar para os lados ou para não mostrar para os funcionários que era igual a eles, RIDÍCULA. Mas já decidi: eu vou me aproximar dela. Isso é atitude de pessoas que não têm amigos, que fazem questão de ser assim, mas às vezes eles só precisam de alguém que se importe e converse ou pelo menos mostre “eu estou aqui”, e é isso que vou fazer...
Esperei ela sair pela recepção entrando no elevador, e fui logo atrás... Confesso que rodei quase 1h o prédio para descobrir onde a criatura tinha se enfiado, mas claro que antes perguntei na portaria do prédio se ela teria passado por lá, e eles afirmaram que não. Até que cansei e decidi tomar um café. Desloquei-me para o andar da cafeteria, até que vejo aqueles belos cabelos pretos, bastante lisos, sendo segurados em um coque feito com a caneta e uma tensão em seus ombros.
Te achei hahahaha... Comecei a me aproximar, porém a minha velha timidez começou a invadir o meu ser, e fora a rejeição que essa mulher passava pra mim, e me pergunto... por que eu estou me importando tanto em me aproximar? Será que ela precisa mesmo dessa aproximação? Hunf!!!
Comecei a ouvir a voz da minha mãe e seus ensinamentos: “Filha, sempre que vê alguém que precisa de você NUNCA hesite em ajudar, sempre que vê alguém triste precisando de uma palavra NUNCA hesite em ajudar, sempre que sentir vontade ou seu coração mandar ir até alguém nem que seja para um abraço, NUNCA hesite”. É Mainha, a senhora sempre foi uma mulher muito sábia, como sempre prometi irei seguir seus conselhos, mesmo estando em pedaços por dentro, mesmo me tremendo, mesmo sem saber o que fazer, eu sinto algo diferente por essa mulher, eu sinto a necessidade de estar perto dela desde quando a vi naquele bar, mesmo ela me rejeitando, eu preciso estar com ela.
— Lindo, né? Eu costumo ficar assim com cara de boba olhando o mar também, principalmente quando ele nos presenteia com esse lindo pôr-do-sol. — Falei a primeira coisa que veio na mente. — Se me der licença, eu já sentei.
— Hum... — Começou a sessão tortura e frieza, primeiro round.
— Não quero te incomodar, quero apenas apreciar essa obra linda aqui... E sua mesa é privilegiada por estar de camarote. — Sorri pra ela pra mostrar um pouco de afeto pra ver se atinge, vai que é contagioso!
— Ok. — Segundo round.
Juro que estou querendo desistir, eu juro! Ôh mulher complicada, será que dói ser um pouco educada? Vou dar mais uma chance a essa criatura. Resolvi pedir um café que logo me foi servido, eu fitava o mar, evitava olhá-la, até que percebi seu olhar fixo em mim, eu gelei na hora, porque essa mulher é um mar de mistério... É agora que ela vai me matar. Comecei a ficar nervosa e sem graça, já esperando o próximo round.
— Algum problema, senhora? Estou te incomodando? — Resolvi intervir antes que ela avançasse em meu pescoço, melhor não esperar o pior né?
— Não. — Ufa, e por que então que ela me olhava tanto? Me recuso ficar mais um segundo aqui. Estou nervosa já!
— Acho que estou, desculpa o incômodo, vou me retirar. — Quando eu fiz a menção de levantar, eis que surge uma vida ali.
— Fica... — Mas o quê? Gelei na hora com seu ato, eu a olhava assustada e mais assustada ainda quando senti meu corpo vibrar com aquele toque, e acho que pela minha cara ela continuou. — Por favor.
— Tudo bem. — Sorri e voltei a sentar, sem entender nadica de nada. — Se eu estiver invadindo seu espaço, por favor, me diga que me retiro. — Resolvi falar novamente, vai que né?
— Costuma sempre vir aqui esse horário para apreciar o mar? — Ela pediu pra eu ficar, mas nada fez, pra que então?
— Às vezes. — Voltemos para o terceiro round.
— Agora que eu descobri isso aqui, pretendo vir sempre poder apreciar, e adoraria ter a sua companhia. — Larguei logo o doce, bem direta, na teia, na lata e pronto, acabou.
— Quanto tempo? — Será que é quanto tempo pretendo ficar com ela aqui? Jura que tenho que marcar tempo pra poder ter a sua presença?
— Desculpa... Quanto tempo o que? — Fiz a pergunta sem querer acreditar, mas pra minha surpresa ela acenava com a cabeça a minha aliança. QUE TIPO DE PESSOA ESTÚPIDA TERMINA UM NOIVADO E NÃO TIRA A ALIANÇA? Essa sou eu, queridos.
— Ah, sim... é... — Fiquei mega sem graça, o que ela pensaria de mim? Terminei um relacionamento e ainda uso algo explícito dele. Tirei ligeiramente, sem entender por que fiz isso. — Eu acabei de terminar o meu noivado, por costume eu acabei esquecendo de tirar a aliança. — Sorri triste em meio às lembranças, e logo lembrei que quando chegasse em casa a solidão me esperava.
— Certo... — Um pequeno quarto round. Pra que perguntou então, imbecil? Hunf.
— E você? — Claro que não iria deixar passar a pergunta pela senhorita garanhona, né...
— Alicia. — Ela se levantou. — Obrigada pela companhia, preciso me retirar, até em breve. — Me deu as costas sem ao menos me deixar dar tchau. NOCAUTE TOTAL.
A fitei indo embora, e permaneci na minha inércia ali, tentando entender essa mulher que estava mexendo com minha cabeça, e com meu corpo também.
Balancei a cabeça tentando expulsar esses pensamentos, que loucura minha reparar em mulheres, principalmente ela que conheci hoje.
Esperei mais um tempo na cafeteria e retornei para minha sala. A fitei e ela estava como sempre séria e focada no computador. Resolvi deixar esse meu plano de aproximação para a próxima encarnação, porque essa não iria rolar!
O expediente na editora terminava às 18h, a Gabriela foi se despedir me desejando boa noite e deixando seu número pessoal, segundo ela, caso eu precisasse de alguma coisa... Alguma coisa... sei... Agradeci sorridente e educada como sempre fui, diferente de umas e outras, e desejei uma boa noite e falei que eu ainda iria ficar por ali pra adiantar algumas coisas pro dia seguinte.
De fato mergulhei no trabalho e não vi as horas passar, quando dei por mim já ia dar 21h. O escritório estava praticamente todo escuro, quando comecei a me organizar pra sair, vejo que Camila ainda permanecia em sua sala, só que dessa vez reclinada em sua cadeira com a cabeça pra trás, com os olhos fechados e massageava as suas têmporas. Aquela visão me fez suar frio, parei o que eu estava fazendo e comecei a observá-la de uma forma que nem eu estava entendendo, meu corpo reagia a cada girada que ela dava com as pontas dos dedos em suas têmporas, comecei a imaginar eu fazendo aquela massagem nela, tentando relaxá-la, comecei a sentir uma umidade no meio das minhas pernas até que os papéis que estavam em minhas mãos foram caindo aos poucos. Foi aí que acordei do meu transe, me recriminei por isso e comecei a catá-los. Comecei a ouvir o barulho do salto da toda poderosa e logo abriu a porta.
— Alicia, pretende ficar muito tempo aqui? Porque já quero fechar a empresa e ir pra casa. — Cara de poucos amigos.
— Não não, estou de saída. — Continuei a catar os papéis.
— Ok, tenha uma boa noite. — E bateu a porta voltando à sua sala e guardando suas coisas e desligando. Até que pra dar bom dia, boa tarde, boa noite e boas-vindas a morena é educada.
Quando terminei de me organizar pra ir embora, saí da sala e a procurei, porém não a avistei, apenas vi que a luz da sua sala estava acesa. Dei de ombros e fui embora. Chegando em casa só consegui tirar os saltos e cair naquele sofá tentando assimilar meu primeiro dia de trabalho, e minha atual amiga “solidão” chegou pra me fazer companhia.
Fim do capítulo
Está ai mais um capitulo pra vocês!
Saiam da moita e venham comentar o que vocês estão achando girls. ;***
Comentar este capítulo:
Eva Bahia
Em: 16/03/2018
Uau...show de bola...lindas,as duas. Camila dessa vez nao terá escapatoria.. Espero que ela se abra para o amor...rsrs...esperando os prox cap.
Resposta do autor:
Espero que ela se abra pra esse amor mesmo viu? Porque Alicia é amor da cabeça aos pes. hahahaha
bjinhos ;**
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NayGomez
Em: 16/03/2018
Já tá na hora de Alícia confrontar a Camila ela tá sendo idiota demais , mais enfim tô amando o conto.
Resposta do autor:
Será que Alicia seria corajosa o suficiente para encarar a fera da Camila? (carinha de curiosa..)
hahahahahaha
Obrigada amor, não deixe de acompanhar as demais.. ;**
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celmb
Em: 16/03/2018
A Alicia ainda vai ser nocauteada muitas vezes pela Camila.kkkkk
Adorando a estoria!!
Resposta do autor:
Isso sem duvidas, a Camila é um pedaço de cavalo... hahahaha
Mas eu creio que com o doce jeito de ser da Alicia ela vai acabar mudando essa fera...
Obrigadaaaaaaa, nao deixe de acompanhar as demais ;**
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