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No balanço do amor por tokiomah

Ver comentários: 3

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Palavras: 1511
Acessos: 5711   |  Postado em: 10/03/2018

Notas iniciais:

Pov da Alicia.

Capítulo 02 - Alicia

 

Essa noite eu não queria sair de casa. Uma tristeza profunda invade o meu interior. Essa semana acabo de romper o meu noivado. Tudo bem que o Luan não valia nada, mas era o Luan, poxa… aquele que esteve comigo desde o ensino médio até hoje. Por que ele tinha que mudar tanto depois de tanto dinheiro, tanto poder? Quer conhecer a pessoa de verdade? Dê dinheiro e poder a ela, pois foi assim que o Luan se revelou pra mim!

Vamos lá conhecer um pouco da minha história até chegar aqui, nesse momento em que me arrumo para sair com meu amigo.

Eu venho de uma família totalmente humilde, onde cresci vendo meus pais batalharem para me criar e criar meus dois irmãos. Tinha dias em que não tínhamos o que comer, e muitas e muitas vezes eu via meus pais chorando porque não sabiam o que iriam nos dar naquele dia. Mas mesmo sendo pequenos, parecia que entendíamos o que estava acontecendo. Desde nova, eu sempre fui uma menina muito esperta e inteligente, e todas as vezes que via meus pais chorando, eu prometia para mim mesma que aquilo em breve iria acabar, que eu iria dar alegria para os meus pais e irmãos e dar uma vida melhor a eles.

Quando completei meus 16 anos, eu estava terminando o ensino médio. Recebia bastantes convites para sair, bater papo com amigos e etc., mas decidi abdicar da minha adolescência para estudar e cumprir aquilo que eu prometia todos os dias para mim. E foi assim que conheci o Luan. Era o CDF da sala e, como todos os dias depois da aula eu ia para a biblioteca estudar, ele sempre estava lá. Pegamos amizade e começamos a estudar juntos todos os dias, até nos finais de semana. Foi aí que começou a surgir sentimento das duas partes e começamos a namorar.

Quando terminamos o ensino médio, tínhamos 17 anos. De cara, os dois passaram na universidade pública, ele em Ciências Contábeis e eu em Design Gráfico. Como a universidade ficava na capital e nós éramos do interior, tivemos uma mudança muito brusca ao irmos morar sozinhos na grande cidade e longe da família.

Diante da dificuldade das duas famílias, e como ele tinha uma pensão do pai falecido, resolvemos morar juntos. Terminamos a faculdade e, de cara, já estávamos estagiando… depois trabalhando… até que resolvemos noivar, com planos de casar no ano que vem. Até tudo acontecer.

Hoje o Luan, com 25 anos assim como eu, auditor fiscal, ganhando muito bem, trabalhando o dobro… o poder começou a subir pra cabeça. Sair com amigos, amigas, e aí já sabe, né? Chifre na besta aqui, até eu descobrir alguns. Por tudo que passamos, eu perdoava. Não sabia se era amor ou comodismo mesmo. Até que essa semana foi a gota d’água. Peguei o Luan na nossa cama com a piranha da amiguinha dele. Senti o meu mundo caindo naquele momento. Não esperava que ele seria capaz de fazer isso prestes a casarmos… ou será que ele queria fazer uma típica despedida de solteiro? Não sei. Só sei que terminei tudo. Ele me implorou uma chance, chorou, fez e aconteceu, mas dessa vez fui forte. Palmas para mim! Forte só por fora, né? Porque por dentro estou arrasada. Eu nunca tive ninguém na minha vida além dele. Outra boca, outro qualquer coisa… nunca me imaginei com ninguém além dele. E agora estava eu, solteira, sozinha, prestes a entrar no emprego novo, onde eu seria a diretora de design gráfico. Sabe o que é isso? O emprego dos sonhos! Ganhando o triplo do que eu ganhava, com minha vida toda estruturada… e agora vem essa do Luan, atrapalhando a minha semana. Onde, em vez de estar estudando a empresa nova para dar um show no meu primeiro dia, não: passei a semana procurando casa ou apartamento, gastando o dinheiro que seria investido na reforma da casa dos meus pais (a segunda, tá gente? Porque assim que comecei a ganhar uma boa grana fizemos uma reforma basiquinha, pois eles não queriam sair de lá). Mas vida que segue!

Consegui um apartamento perto da empresa onde eu começaria na segunda. Economizaria gasolina para repor o dinheiro da reforma da casa dos meus pais, poderia almoçar em casa também e diversas outras vantagens. Quando digo que tem males que vêm para o bem…

Pelo menos consegui deixar a vida pessoal mais ou menos organizada para recomeçar a minha semana. Mas confesso que por dentro estou em pedaços. Só queria um colinho de mamãe agora, mas não poderei viajar por conta do novo emprego. Então o jeito vai ser sair com o Bernardo mesmo, para pelo menos afogar as mágoas na cachaça… pera aí, mas eu nem bebo!

 

Mensagem via WhatsAUPE . . .

— Ô Be, eu até me arrumei, mas quando começo a lembrar da noite que vamos encarar, bebidas, pessoas, juro a você já estou desistindo… só queria colocar uma camisa velha e uma calcinha, comer chocolate na frente da TV e ficar sozinha.

— Pô, para, bicha! E para agora! A vossa senhoria vai continuar a se arrumar e vai sair com o gatinho aqui, sim, e não tem papo!

— Ah, Be… e fora que você vai me levar para um ambiente gay. Não sei nem como agir se alguma mulher der em cima de mim.

— Ah, mona, se der em cima tu beija. Vai que tu gosta.

— Só que não, né, lindo. Sabe que não tenho nada contra, mas fora de cogitação.

— Ah amiga, para desse papo. Meu gaydar apita pra você, viu? Nunca vi essa relação de você e o Luan. Tu nunca gostou de verdade dele, amiga.

— Bernardo, não diga o que não sabe. Você sabe muito bem que eu o amava.

— Amava como amigo, porque uma relação seis meses sem sex* não é relação, né amiga.

— Nossa vida era corrida, não dava tempo pra sex*, Bernardo.

— Sei bem. Você finge que ama e eu finjo que acredito. Passo aí em 40 min! Beijos de luz.

— Tchau, bicha ridícula.

 

É, sem chances. Vou ter que ir para esse happy hour! Parando para analisar… será que o Be estava certo? Eu tinha certeza que amava o Luan, mas eu, de fato, não me sentia totalmente entregue naquele relacionamento. Acho que era mais comodismo mesmo… por nossa vida ter começado juntos, por ele ser um fofo comigo, aquele porto seguro… mas depois que conheci o Bernardo vi que o amava tanto quanto amava o Luan! Ai meu Deus, será que eu só o amava como amigo mesmo? Ah, mas que ideia do Bernardo de gaydar… tá louco ele. Nunca nem reparei em mulher nenhuma e nem me vejo com uma, tá louco!

 

Em 45 min o Be chegou no meu prédio avisando pelo WhatsAUPE que eu poderia descer, e assim fiz. Entramos no carro a caminho do barzinho... Mal sabia eu que a noite seria longa… até entrar e me deparar com uma bela morena. Cabelos lisos, bem pretos, no meio das costas, vestia uma calça jeans clara com vários rasgões e uma blusa branca com um desenho que eu não conseguia decifrar, e um salto branco também. Um sorriso lindo e um olhar hipnotizante. Mas por que eu estou reparando tudo isso!? Será que o Be derrubou em mim o pozinho do gaydar dele? Não sei. Só sei que não consigo parar de olhar. Ai meu Deus… e ela também não tira os olhos de mim! Quem é ela, quem é ela gente…

 

-- Alooô, está aí, querida? Vem, vamos sentar. — O Bernardo me puxou e sentamos na mesa.

 

Eu fiquei de frente para aquela bela morena. Eu estava tão hipnotizada que nem tinha reparado que ela estava com alguém, que também me olhava de forma divertida. Ai meu Deus, que vergonha. Vou desviar meus olhares, porque vai que essa mulher vem até aqui, e o que vou fazer? Ah, claro: “Estava te olhando porque queria uma calça igual à sua.” Seria no mínimo tosco, né?

Para minha decepção, no meu momento de distração, quando olho novamente, tinha uma branquela azeda, muito linda, por sinal, agarrando a minha morena. Minha? Estou louca, só pode ser a dor do corno!

 

-- Be, eu quero beber.

-- Nossa, estou gostando de ver, senhora santinha. É pra já. — Meu amigo não demorou a me dar a bebida.

 

Comecei a beber um negócio ruim que ele me deu, que, se lembro bem, era tequila. E, na minha quarta dose, eu já não enxergava mais ninguém, muito menos a minha morena, que, depois que vi agarrada com a branquela, decidi não olhar mais pra lá. A noite foi passando, depois de muitas e muitas doses… e não lembro de mais nada.

Acordei em meu apartamento com uma baita dor de cabeça e meu estômago embrulhando de uma forma inexplicável. Quando me levantei, só deu tempo de chegar no banheiro e colocar o mundo pra fora.

 

Fim do capítulo


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Comentários para 2 - Capítulo 02 - Alicia:
Val Maria
Val Maria

Em: 20/03/2018

Ola autora.

 

Camila é muito massa,mas a Camila é bem diferente,gostei disso.

 

Historia belissima,é um prazer conhecer la.

 

Val Castro


Resposta do autor:

Oi Valzinha!

Muito feliz em te-la conosco.

 

Esteja ligada nos capitulos...

Bjinhos ;**

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mtereza
mtereza

Em: 12/03/2018

Gostei muito da Alicia com certeza do brejo rsrsr 


Resposta do autor:

A Alicia é encantadora, um doce de menina!

 

*----*

Responder

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patty-321
patty-321

Em: 10/03/2018

Venha para o lado  bom da forçca baby e esquece esse macho idiota. kkkkk.


Resposta do autor:

Kkkkkkk, será?

 

Muito bom te vê por aqui, também ando acompanhando a sua historia, da Sandra em maus lençois com essa aluna doidinha rsrs.

 

Beiiiiiijos ;**

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