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Quatro razões para amar por PriHh

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Palavras: 4533
Acessos: 1867   |  Postado em: 26/02/2018

Capítulo 1 – Notícias boas e notícias ruins – Parte 1

Minha vida mudou muito no último ano. Em apenas 365 dias eu fiz todas as coisas que eu deveria ter feito a 5 anos atrás. Fiz as pazes com a minha família, e principalmente com a minha irmã, comecei minha carreira de fotografa no Brasil, conheci pessoas novas – e até me envolvi com algumas delas - revi amigos antigos, e revivi momentos de tristeza e alegria.

Nesse tempo, eu também fiz as três coisas mais importantes de toda minha vida, até esse exato momento. A primeira delas foi me apaixonar novamente. Eu a conheci por acaso e me apaixonei na mesma hora por aquela menininha de cabelos ruivos e sorriso cativante, tal qual sua mãe. Conhecer Valentina mudou a minha vida. E vem mudando cada dia mais.

A segunda coisa mais importante que fiz foi me casar com a primeira e única mulher que fez meu coração vibrar por amor. Patrícia, meu único e verdadeiro amor. Apenas o nome dela já é capaz de colocar um sorriso no meu no meu rosto. E aqui estou eu, ou melhor, nós, fazendo a terceira coisa mais importante para mim. Estamos prestes a conhecer o nosso segundo filho. Para quem ainda não me conhece eu sou Ana Cecília e essa é a história da minha família.

- Bom dia Dra. Elisa.

- Bom dia mamães – ela respondeu deixando-nos bem à vontade. – Vamos conhecer o seu bebê? – Disse despejando o gel sobre a minha barriga. Pegou o aparelho e colocou sobre ela, espalhando-o. Paty se mantinha ao meu lado, e enquanto eu sentia o gel frio em minha pele, ela segurava minha mão com carinho.

- Esse é som do coraçãozinho dele – ela disse. Ao ouvir aquele coraçãozinho batendo tão forte e tão rápido, meus olhos se encheram de lágrimas. O som da batida era meio confusa e muito rápida, mas era tão emocionante. Dra. Elisa franziu um pouco a testa e forçou a visão na tela, me deixando preocupada.

- Tá tudo bem com o bebê Dra? – Ela permaneceu em silencio por uns segundos, movimentou o aparelho pela minha barriga e depois sorriu, virando um pouco mais a tela em nossa direção.

- Está tudo ótimo... e parabéns! Vocês serão mães de gêmeos! – Disse-nos.

- Gêmeos? – Perguntei assustada. – Como assim gêmeos? – A médica deu um pequeno sorriso pelo meus espanto ao receber a notícia.

- Sim. Você está esperando gêmeos! – repetiu. Olhei para Paty que parecia tão surpresa quanto eu.

- Gêmeos amor! – Eu repeti, perplexa. Ela abriu um sorriso lindo para mim e beijou meus lábios delicadamente.

- Eu te amo... – disse-me baixinho – E já amo demais esses bebezinhos que estão aqui – completou tocando minha barriga.

- Eles estão saudáveis. – A medica anunciou - Estão se desenvolvendo de acordo o esperado. Atualmente você está com 7 semanas. Nessa fase os bracinhos e pezinhos deles já estão se desenvolvendo e os bebês já podem escutar, então tudo que disserem eles ouvirão – Prosseguiu. Em minha cabeça eu só ouvia o som redundante da palavra “gêmeos”. Dois bebês. Nós teríamos dois bebês de uma só vez. Meus olhos se mantinham fixos na tela do computador, olhando aquela tela quase toda preta com um pequeno espaço nela, e dois pequenos seres dentro dele, que ainda estavam se formando. Nossos filhos. Uma emoção sem tamanho me invadiu e deixei que as lágrimas escorressem por meu rosto.

- Você está bem amor? – Paty perguntou, preocupada.

- Estou – respondi sorrindo e olhando-a. Passei a mão por meu rosto secando as lágrimas que desciam – Nunca estive melhor! – Sorri e ela sorriu comigo. Ela encerrou a ultrassom e voltamos a nos sentar com a Dra. Elisa.

- Bom Ana... eu tenho algumas recomendações para você. Nesse período pode ser que você tenha alguns enjoos em relação a certos alimentos. Isso é muito normal. Também é normal que você tenha oscilações de humor, portanto Patrícia, você terá que ser paciente – disse sorrindo e fazendo minha esposa sorrir também. Ela me passou uma lista de cuidados a tomar, uma nova dieta que eu deveria seguir para ajudar no crescimento dos bebês e algumas vitaminas. Marcou um retorno para o mês seguinte e nos deu seus contatos para alguma emergência.

Quando a consulta acabou ela nos entregou uma pastinha com todos os meus dados e os dos bebês, incluindo as fotinhas dos nossos filhotinhos, que ainda eram muito pequeninos. Chegamos no carro e Paty me puxou fazendo-me olha-la.

- Amor... tá tudo bem mesmo?

- Está! – Eu respondi e comecei a rir. Aos poucos a ficha ia caindo e eu me dava conta da grande responsabilidade que eu tinha agora.  Ela não entendeu nada e ficou parada me olhando. Segurei seu rosto entre minhas mãos e beijei-a com amor. Colei minha testa na dela e respirei fundo – Ai meu Deus...Vamos ter gêmeos! Valentina terá dois irmãozinhos! – disse pegando-a no colo e levantando-a do chão.

- Amor não faz isso... me põe no chão! – Pediu sorrindo e eu obedeci. – Você não pode ficar se esforçando amor – disse cheia de cuidados.

- Amor eu estou grávida... não estou doente! – respondi.

- Eu sei. Mas todo cuidado é pouco, ainda mais no começo da gravidez que é o período mais cauteloso. Vamos ter cuidado! Preciso cuidar de você e dos nossos bebês. – Disse pondo as mãos sobre a minha barriga. – Nossa... Vai levar um tempo até eu me acostumar com essa surpresa de ter dois bebês também – completou e nós duas rimos e nos abraçamos. – Obrigada por isso também!

- Eu te amo ruivinha! – disse em seu ouvido. – Vamos para casa? Temos muitas pessoas para surpreendermos ainda – disse fazendo-a rir. Paty foi dirigindo o caminho todo até a casa dos meus pais. Assim que entramos Valentina veio correndo até nós e abraçou-se em minhas pernas.

- Mamãe! Você já viu meu imãozinho? – Perguntou curiosa. Peguei-a no colo e segui até o sofá onde me sentei com ela. Paty sentou-se ao nosso lado.

- Sim meu amor a mamãe já viu... e a mamãe tem uma surpresa pra te contar.

- Ebaaa – gritou – Eu adolo suplesa! – sorrimos de seu jeitinho inocente.

- Filha, a mamãe e eu descobrimos que... – fui interrompida pela porta da frente, que foi aberta abruptamente. Júlia parou na entrada e virou-se de costas para onde estávamos.

- Eu a vi olhando para você Flávia! – Júlia falou alto – Eu não estou imaginando nada e nem sou cega!

- Pelo amor de Deus Júlia. Esse teu ciúmes exagerado tá me enlouquecendo! – Minha amiga respondeu-a. Flávia passou per ela como um furação e só ao entrar no ambiente percebeu que estávamos ali e que tínhamos presenciado a cena entre elas.

- Oi – eu disse acanhada. Flávia olhou para Júlia e balançou a cabeça em sinal de desapontamento por estarem discutindo na nossa frente.

- Desculpa meninas - Seguiu pisando duro em direção ao escritório dos meus pais.

- Foi mal! – Júlia pediu baixo e foi atrás dela. Pouco tempo depois ouvimos a porta sendo batida com força. Eu sabia que as duas tinham suas discussões de vez em quando, mas nunca tinha presenciado nada até aquele dia.

- Elas tá bigando ota vez! – Vavá disse e nós olhamos para ela.

- Outra vez? Você as viu brigando hoje filha? – Paty perguntou e ela balançou a cabecinha confirmando.

- A tia Júlia tá muto bava.

- Brava? Por que? – perguntei.

- É poque a tia Fávia tava covesando cum a moça que mola no plédio.

- Que barulho foi esse que eu ouvi? – Minha mãe apareceu na sala ao ouvir os gritos delas.

- Oi mãe! – Levantei e segui até ela – Eram as meninas. Discutindo! – Disse e ela balançou a cabeça.

- Outra vez? Tua irmã tá um poço de ciúmes. Eu não tiro a razão da Flávia! – disse me abraçando. – Mas me conta como foi lá? Como está o meu netinho?

- Mãe... nós vamos ter... – mais uma vez a porta se abriu e meu pai entrou já chamando por minha mãe. Suspirei profundamente. Dar a notícia dos gêmeos estava mais difícil que ganhar na loteria ali.

- Oi filha – disse ao me ver - Que bom que estão aqui!

- Oi pai – fui até ele abraçando-o.

- E como está o garotão do vovô? – Disse acariciando minha barriga – Tenho certeza que será menino! – Olhou-me e eu sorri. Abri minha boca outra vez para falar quando Flávia voltou a entrar na sala tendo Júlia em seu encalço.

- O meu problema é que você nem liga para as olhadas que ela te dá! Nem parece que tem noiva! – Júlia dizia.– Se quer ficar solteira é só me avisar... não quero te manter presa ser você não está feliz. – Esgotei minha paciência naquele momento.  Flávia abriu a boca para responder quando eu interrompi a discussão das duas.

- Dá pras duas calarem a boca! Que saco! – falei alto e todos olharam para mim.

- A mama~e falo um palavão! Viu... vocês dexalam a mamãe muto bava! – Valentina disse com naturalidade. Por um segundo quase ri do comentário dela, mas me contive. O silencio reinou na sala e quando Júlia abriu a boca novamente eu levantei meu dedo em riste para ela.

- Nem pense em falar nada! – Ela se calou. Paty veio até mim e segurou meu rosto entre suas mãos. - Como eu aguento isso!

- Calma meu amor... – pediu – Respira! Pensa nos bebês! – Disse. Respirei fundo fechando meus olhos e os abri devagar encontrando aquele mar azul que me dava paz. Seus olhos sempre me davam a calma que eu precisava.

- Eu ouvi bebês? – Flávia falou alto e Paty saiu de minha frente ficando ao meu lado e sorriu para nossa amiga.

- Nós vamos ter gêmeos! – Disse a frase com tranquilidade para que todos ouvissem bem. O silencio voltou a reinar por uns segundos até que Flavia, como sempre, o quebrou.

- Ahhhhh que tudo! Gêmeos! – disse correndo até mim e abraçando-me. Abracei minha amiga de volta, sorrindo. Depois disso tudo que se ouvia eram risos e comemorações. Meus pais vieram nos parabenizar. Minha mãe chorava de felicidade e Júlia estava animada com a ideia de ser tia de gêmeos.  

- Mamãe – senti um puxão leve no meu vestido e olhei para aquele serzinho. Abaixei-me e peguei-a no colo - O que é ge... gemos? – perguntou e Paty explicou a ela.

- Filha, gêmeos é quando a mulher tem dois bebezinhos juntos na barriga dela, e não só um, entendeu?

- A minha mamãe tem doisi nenê aqui dento? – Apontou minha barriga.

- Sim filha! Você vai ganhar dois irmãozinhos!

- Doisi assim? – Disse mostrando os dedinhos.

- Isso! – Respondi.

- Calamba! – Ela disse e todos acabaram rindo dela.

Depois de contarmos a novidade tudo que se falava ali eram especulações sobre os bebês, se seriam meninas, meninos ou até um casalzinho. Paty e eu tínhamos o cuidado de sempre manter Valentina perto de nós para que em nenhum momento ela se sentisse deixada de lado. Minha esposa, que já era cuidadosa comigo, ficou ainda mais depois da gravidez. Paty passou a controlar tudo que se referia a minha saúde e a dos nossos pequenos. A comida, a quantidade de agua que eu bebia, se eu fazia esforço demais, se eu tomava sol de manhã pra estimular a vitamina D, e por ai vai uma lista enorme de coisas que ela cuidava.

Ela também me acompanhava em todas as consultas. Fazia questão de estar ali, segurando minha mão, sempre presente, e é claro que eu amava essa parte. Paty e eu fazíamos questão de conversar com os bebês todos os dias, geralmente antes de dormir, nos deitávamos e dizíamos a eles o quanto os amávamos, e o quanto a chegada deles completaria nossa vida.

Quinze dias se passaram e as coisas continuavam normais. Meus exames estavam estáveis, os bebês estavam crescendo, e eu já estava no terceiro mês de gestação. É claro que nem tudo era perfeito. A partir daí meu corpo começou a sentir os famosos sintomas da gravidez, ou seja, eu estava mais cansada que o habitual e todas as manhãs eu acordava com o meu companheiro inseparável, o Sr. enjoo matinal. Isso na melhor das hipóteses. Quando meu aguçado olfato insistia em trabalhar junto com ele ai é que eu sentia os desprazeres de estar grávida. Paty dizia que eram os cabelinhos dos bebês que me deixavam enjoada. Eu não fazia ideia de onde ela tirava isso, mas eu me divertia imaginando.

 Uma ligeira barriguinha já se formava em meu corpo e todos os dias de manhã eu parava em frente ao espelho para me ver.

- Você está linda amor! – Paty me abraçou pelas costas.

- Espelho espelho meu... existe grávida mais linda do que eu? – disse fazendo graça e ela gargalhou.

- Amor eu juro que se esse espelho responder eu saio correndo daqui – ela disse.

- Eu corro junto com você amor! – Respondi virando-me para ela e beijando-a.

- Eu te amo minha vida! – ela disse.

- Eu te amo minha atrasadinha! – disse olhando o relógio atrás dela e constatando que ela estava atrasada para o trabalho.

- Droga! – disse me beijando outra vez e saindo. – Você leva a Vavá pra escola?

- Claro amor! – Respondi.

Segui até o quarto da pequena e sentei-me na beirada da cama. Valentina ainda dormia e acorda-la assim era sempre a pior parte, pois eu morria de dó de ter que tira-la tão cedo da caminha. Ela ainda estava em fase de adaptação, já que no ano passado ela estudava no período da tarde. Eu estava pensando seriamente em ter uma conversa com Paty sobre isso, sobre mudarmos a pequena para a tarde novamente e, então quando estivesse maior, ai sim a colocaríamos para estudar de manhã.

- Filha... – chamei-a baixinho. Ela remexeu-se na cama e puxou o cobertor para cima da cabecinha. – Filha acorda! Tá na hora da escolinha! – Disse retirando o cobertor dela. Olhei para suas perninhas e vi algumas bolinhas vermelhas espalhadas. O lençol da cama estava molhado. Coloquei minha mão em seu corpinho para pega-la no colo e senti seu corpo mais quente que o habitual. Deitei-a novamente e fui até a cômoda pegar o termômetro. Liguei-o e algum tempo depois ele apitou indicando que já podia ser retirado. Valentina estava com 37.9 graus de febre.

Não pensei duas vezes e liguei para a sua pediatra. Ela pediu que eu a levasse até o consultório para examina-la. Troquei minha pequena e saímos de casa. Assim que chegamos a Dra. Tamara nos atendeu e constatou o que eu já suspeitava, Vavá estava com catapora. Como eu já tinha pegado catapora quando era criança não me preocupei com isso. Seria muito perigoso para os bebes se eu nunca tivesse contraído a doença. Após as recomendações voltamos para casa.

Enchi a banheira para dar um banho nela e ajudar a abaixar sua temperatura mais rápido. Quando a agua estava pronta retirei sua roupinha e banhei-a devagar. Enxuguei-a e voltei a deita-la na cama. Fui até a caixinha de primeiro socorros no banheiro e pinguei remédio numa colherzinha. Levei até ela e a fiz tomar, mesmo que a contragosto. Ela voltou a dormir em seguida e eu deitei-me ao seu lado e fiquei ali a observa-la. Meia hora depois medi novamente sua temperatura e já estava normal. Respirei aliviada. Enviei uma mensagem a Paty lhe contando do ocorrido e dizendo para que não se preocupasse, pois Vavá estava melhorando.

Passei o dia todo perto dela. Fiz nosso almoço e a fiz beber muito liquido para se hidratar. Quando Paty chegou em casa, já no fim do dia, nos encontrou sentadas no sofá assistindo Eu, a patroa e as crianças. Nós duas nos divertíamos com aquela família.

- Oi amor! – disse me dando um selinho. Sentou-se ao lado da pequena – Oi minha princesinha. Você ficou dodói foi? – disse colocando-a em seu colo.

- Uhum – respondeu balançando a cabecinha – Agola eu já to dodói não! – disse trocando a ordem das palavras. – Mas ta coçando muto isso!

- Eu sei que coça meu amor... a mamãe coça pra você tá – disse passando a mão de leve sobre as bolinhas para aliviar a coceira. Logo isso passa – abraçou-a apertado. – A mamãe ficou muito preocupada com você! Eu te amo muitãooooo! – disse beijando-a.

- Ei e eu? – disse de fora.

- Acho que a mamãe ta com ciúmes Vavá – Paty disse e cochichou algo em seu ouvido. Ela levantou os olhinhos e se jogou em meu colo.

- Eu te amo muto muto muto mamãe Ana! – disse segurando meu rosto com as mãozinhas.

- Ai meu Deus... eu vou morder esse anjinho lindo! – disse mordendo-a com cuidado e fazendo-a gargalhar. Ficamos ali, nós três, ou melhor, nós cinco, rindo e assistindo televisão até que Paty foi preparar o nosso jantar. Valentina teve que se ausentar da escola por uns dias.

Nossos dias eram praticamente assim. Paty ia trabalhar, eu levava Valentina pra escola de manhã e aproveitava para trabalhar em alguns projetos meus nesse meio tempo, e na parte da tarde eu me dedicava a pequena. Fazíamos a lição de casa, brincávamos juntas e esperávamos Paty para completar nossa felicidade. Os finais de semana eram divididos entre a casa dois meus pais, a casa da mãe de Paty e às vezes o apartamento de Júlia ou Flávia.

Os dias passavam rápido. Valentina completou 5 aninhos a festa dessa vez teve como tema as princesas Disney. O Carnaval também passou e nossos filhotinhos cresciam mais e mais. Quando me dei conta do tempo já estávamos começando o mês de março e eu entrava no quarto mês de gestação. Meu corpo mudava mais a cada a cada dia, a cada semana. E foi a partir do quinto mês de gestação que as coisas começaram a mudar, logo que recebemos uma notícia não muito agradável.

- Como você está se sentindo Ana Cecília? – Dra. Elisa perguntou-me no consultório.

- Estou mais cansada hoje Dra. É normal tanta fadiga assim? Parece que eu escalei o Monte Everest.

- A gravidez costuma causar bastante sono... Mas não é normal um cansaço excessivo. E os inchaços? Diminuíram? – Perguntou-me.

- Meus pés ainda continuam bem inchados. – respondi.

- Vou avaliar você – disse levantando-se da mesa e se dirigindo até a maca em seu consultório. – Deite-se aqui, por favor! – Fiz o que ela pediu e deitei-me. Ela levantou levemente minha blusa e iniciou o exame de ultrassom. Ela se mantinha séria o tempo todo, anotando os dados do que ela via na tela. Paty e eu estávamos apreensivas. Depois que terminou ela limpou o gel sobre minha barriga e pediu que eu e Paty retornássemos a nos sentar.

- Está tudo bem com os bebês? – Patrícia foi a primeira a perguntar.

- Com os bebês está tudo ótimo. Minha preocupação está mais com você no momento Ana. Você tem tido um aumento continuo da sua pressão sanguínea. Como sua obstetra isso me preocupa bastante.

- E isso pode causar algum mal para os bebês? – Perguntei colocando minha mão sobre a barriga.

- É difícil prever. Por isso vamos ter um acompanhamento mais restrito da sua gestação. A partir de hoje você precisará ter um controle diário da sua pressão arterial. Para isso você pode usar esses medidores automáticos mesmo, não precisa ter que ir ao médico todo dia ok? – Disse e eu confirmei – Vou te indicar um que eu costumo recomendar nesses casos. Ele é muito bom. Também vou pedir para que você faça exames de urina a cada 15 dias para controlarmos a presença de proteínas nela.

- Dra., se a minha pressão continuar a subir e essas proteínas aumentarem o que pode acontecer? – Perguntei.

- Bom Ana... nós chamamos seu estado de pré-eclâmpsia. A pré-eclâmpsia pode afetar tanto os seus órgãos, como o fígado e outros, como também pode afetar os bebês, impedindo o crescimento deles. Por isso vou te acompanhar com mais precisão. Em geral, ela costuma afetar mais diretamente a mãe do que as crianças. Se com o acompanhamento eu perceber que a situação está piorando, então teremos que internar você. Meu principal objetivo aqui é impedir que ela evolua para uma eclampsia. Sendo bem sincera com vocês, na pior das hipóteses, teremos que fazer um cesariana de emergência.

- Cesária? – disse preocupada – Eles ainda são muito pequenos pra uma cesariana.  

- Calma Ana! Não estou dizendo agora e nem que será preciso ok? – Balancei a cabeça confirmando. – Essa é apenas uma hipótese. Muitas mulheres que desenvolvem a pré-eclâmpsia conseguem levar a gravidez até o final com acompanhamento adequado. Só usaremos isso se for estritamente necessário e para não colocarmos sua vida em risco.

- Eu não preocupo com a minha vida! A minha prioridade são eles! – Eu disse.

- Não! – Paty interrompeu-me – Sua vida é a prioridade aqui amor!

- Paty... – tentei explicar, mas ela nem me deixou falar.

- Nem pensar Ana Cecília! – foi terminantemente direta.

- Não vamos pensar nisso agora ok! – Dra. Elisa disse chamando nossa atenção. – No momento o mais importante é começarmos a te monitorar. Amanhã mesmo eu quero faça um exame de urina e retorne aqui no mesmo dia. Vou pedir o exame em caráter de urgência e agendar seu retorno com minha assistente ok? – concordei com a cabeça - Ana é muito importante que você faça o controle diário da sua pressão, quero que você meça ela pelo menos três vezes ao dia. Se por acaso ela ultrapassar o limite de 140/90 ou se tiver dores de cabeça, enjoos, dores no alto da barriga ou vômitos quero que vá imediatamente ao hospital e peça para me ligarem ok? – Concordei com ela e saímos de lá. Paty estava calada e não havia dito uma palavra sequer durante o caminho de volta. Assim que entramos em casa ela seguiu direto para o banheiro e trancou-se lá.

- Amor! – Chamei batendo na porta – abre pra mim! Vamos conversar! – Ela não respondeu. – Paty abre a porta, por favor! – Eu sabia que ela não sairia dali tão facilmente. Ela estava chateada pelo meu comentário na clínica e isso a deixava possessa de raiva. Eu precisaria de um milagre para ela sair dali. – Vocês podiam ajudar a mamãe né?! – Disse acariciando minha barriga. Encostei minha cabeça na porta e fiquei ali. Alguns segundos depois, senti um movimento vindo de dentro da minha barriga. Era suave mais dava pra sentir minha barriga se movendo.

- Ai meu Deus! – disse alto e colocando a mão sobre o local. Paty abriu a porta correndo ao ouvir minhas palavras.

- O que foi? – disse vindo até mim – o que está sentindo amor? – disse com preocupação.

- Acho que eles se mexeram – eu disse buscando seus olhos e sorrindo. – A primeira mexidinha deles. – Peguei sua mão e levei onde estava a minha. Mas nada deles mexerem-se outra vez.

- Tem certeza? Você pode ter confundido... Está bem mesmo?

- Shiii... – disse colocando meu dedo indicador sobre seus lábios – Deu certo meus amores... a mamãe está aqui com a gente agora! – eu disse acariciando a barriga outra vez. Eles voltaram a mexer, dessa vez mais forte.

- Sentiu? – perguntei olhando-a.

- Uhum – confirmou enchendo os olhos de lágrimas. Encostei minha testa na dela e levei minha mão até seu rosto acariciando-o. Uma lagrima solitária escorreu e eu a sequei. Puxei Paty para os meus braços e ela encaixou sua cabeça em pescoço. Senti outras lágrimas tocarem minha pele quando seu choro ganhou mais força.

- Vamos conversar – pedi afastando-a e limpando seu rosto.

- Você não pode querer tomar essas decisões assim, sem antes saber minha opinião a respeito amor – ela disse olhando-me nos olhos. Suas lágrimas ainda desciam teimosamente.

- Eu sei! – Concordei sabendo que ela tinha razão. – Desculpa...  Eu acabei deixando meu instinto protetor falar mais alto naquela hora. E fui muito egoísta em não pensar em você e na Vavá. É que depois de todos esses meses com eles aqui, os sentindo crescer dentro de mim, pareceu a única decisão a ser tomada entende? – ela segurou minhas mãos entrelaçando nossos dedos.

- Eu entendo... – disse com os olhos vermelhos pelas lagrimas – eu sei muito bem como é sentir isso Ana... acredite em mim eu daria minha vida pela Vavá sem hesitar. E sei que você faria o mesmo pelos nossos pequenos. Eu também os amo muito Cecília – disse tocando minha barriga. – Eu tenho acompanhado tudo com você. Cada centímetro que eles crescem, cada emoção que eles nos despertam. Não duvide que os amo tanto quanto amo a Valentina.

- Eu sei que ama! – respondi – Eu só... – ela cobriu minha boca com seus dedos interrompendo-me e olhou-me com profundidade.

- Eu quero esses dois na nossa vida amor... eu quero muito! Mas não quero nada disso se eu não tiver você comigo! Eu não estou disposta a abrir mão de você! – Tocou meu rosto - Sua vida é a coisa mais importante para mim! Eu nem saberia viver se perdesse você!

- Você não vai me perder! – Disse envolvendo-a em meus braços. Senti seu corpo voltar a tremer e sua voz saiu falha.

- Eu sei que isso parece egoísmo meu... mas se eu tiver que escolher entre você e os nossos filhos... eu escolherei você Cecília! Sempre será você. – disse chorando forte em meus braços - Nós podemos ter outros filhos depois, você ainda poderia engravidar novamente, ou eu poderia, ou poderíamos até adotar. Mas eu não quero nada disso se eu não tiver você ao meu lado amor! Eu não quero ficar sem você!

- Calma minha vida! – disse mantendo-a em meus braços – Vai dar tudo certo! Prometo! Não vou deixar você. E nem os nossos filhos! – completei. Levei Paty até nossa cama e deite-me ao seu lado. Permanecemos ali um longo tempo até que o choro dela cessou. Me dei conta de que precisávamos buscar Valentina no colégio e Paty me acompanhou e consequentemente, acabou faltando ao trabalho, passando o dia todo ali conosco. Compramos o tal do medidor de pressão e naquele mesmo dia eu comecei a monitora-la. No dia seguinte ela me acompanhou no exame de urina e a tarde foi comigo à clínica. A partir desse dia toda minha rotina foi alterada e Paty passou a me controlar ainda mais.  

Fim do capítulo


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Comentários para 1 - Capítulo 1 – Notícias boas e notícias ruins – Parte 1:
Andreia
Andreia

Em: 03/05/2020

Oi boa noite espero que esteja tudo bem sua história tá linda espero que volte para terminar e da final feliz p duas irmã 3 Julia continuem junta. Parabéns e  volte logo.

Responder

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KellyK
KellyK

Em: 07/08/2019

Olá, Procura-se uma autora. Volta por favor adoro essa estória, já faz 1 ano Prin. Volte please. 

Bjs 

Responder

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patty-321
patty-321

Em: 28/02/2018

A gravidez ta complicada. Toda gravidez tem riscos, de gêmeos os cuidados redobram. Espero que tudo dê certo pra elas.


Resposta do autor:

Oi Patty

É parece qure nosso casal vai ter momentos complicados... será que vai ser sério?

Bjus

Responder

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Ana Gil
Ana Gil

Em: 26/02/2018

Que bom que voltou ??‘???????‘???????‘???????‘???????‘?????


Resposta do autor:

Oi Ana

Obrigada pelo carinho

Bjus

Responder

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Fernandaaa
Fernandaaa

Em: 26/02/2018

Pq nao tem foto da Aninha na foto de capa?


Resposta do autor:

Oi Fer

Eu tinha pensado em colocar só os amores da Aninha... mas posso alterar a capa se vcs acaharem que fica mais legal!

É so me darem toque aqui que eu modifico

Bjusss

 

Responder

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NovaAqui
NovaAqui

Em: 26/02/2018

Bem vinda de volta

Adorei esse capítulo

Até o propróx

Abraços fraternos procês aí!


Resposta do autor:

Ola

Obrigada! ate o prox

Bjus

Responder

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Mille
Mille

Em: 26/02/2018

Oi Pri 

Adorei o início muito feliz pelo retorno deste lindo casal que agora terá gêmeos para alegrar ainda mais a família.

Julia e Flávia tem que amadurecer o relacionamento e parar com as brigas assim desgasta tudo.

Bjus e até o próximo capítulo 


Resposta do autor:

Oi Mille

Que bom que curtiu! Eu estava com sdds de postar pra vcs

Júlia e Flávia precisam mesmo amadurecer a relação... mas toda relação tem seus altos e baixos mesmo ne... 

Bjus e ate o prox

Responder

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