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Antes Que o Sol Se Ponha por Ka_fornari

Ver comentários: 4

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Palavras: 3250
Acessos: 2445   |  Postado em: 26/02/2018

Sim Theodora! Sim!

 

A tarde havia apenas começado e o ateliê estava impecável! Theodora estava concentrada em sua escultura de vidro, não sabia bem o que iria surgir nela, mas continuava a criar com entusiasmo. Desviou seus olhos quando viu o menino entrando ao som de “I Want Break Free” do Queen, que Pablo fez questão de colocar a todo “vapor” no rádio! Theo ria da forma como ele interpretava a música e não se conteve... Largou sua escultura e foi mostrar como uma verdadeira artista faz!

 Ter Pablo junto de si foi uma das melhores coisas que aconteceu na vida de Theodora. Eles eram bons juntos, na verdade, mais que bons! Nada conseguia explicar aquela relação dos dois... Completavam-se, onde seria o mais difícil de conseguir, na idade. A inocência do menino era o que, talvez, mantinha sua alma esperançosa.

            - Pablits! – Sorriu ao ver a cara fechada que ele fez.

            - Vai começar Dorinha? – Sorriu sugestivo para a moça.

            - Nossa... Você já foi mais legal sabia! – Bagunçou o cabelo do menino.

            - Como se você não me amasse exatamente como sou! Até parece!

            - Vai, conta logo o que está te deixando com essa cara. – Theo notou como ele pareceu ficar triste.

            - É que a mamãe ganhou uma promoção na empresa.

            - Mas isso é motivo pra ficar com cara de enterro? Você deveria estar feliz, não? – Ter os olhos azuis de Theo lhe averiguando era inquietante.

            - Sim Theo, é maravilhoso! Se não fosse pelo fato dela ter sido promovida para ser gerente em uma filial na América Central! – Sentou-se de cabeça baixa e Theodora sentiu seu coração entristecer gradativamente.

            - Mas e seu pai? Você pode ficar com ele, ou não?

            - Meu pai está morando em Washington... É quase a mesma coisa! E além do mais, a mulher dele está grávida de gêmeos, sem contar que ela não me suporta... – Theo viu às lágrimas dele escorrerem após concluir a frase, instintivamente, o abraçou.

- Ei, calma... Nós vamos pensar em algo, Pablo. Mas por favor, não fique assim... – Quando deu por conta, também chorava abraçada a ele.

- Eu pensei em algo, mas não sei se você topará...

- E o que surgiu nessa cabecinha ai? – Às lágrimas deram lugar a um lindo sorriso.

- Você podia pedir a minha tutela. – Theo arregalou os olhos. – Ai eu poderia continuar aqui, com você, meus amigos e esse ateliê maravilhoso que só fica em ordem quando eu estou aqui! – O silêncio de Theo era perturbador.

- Pablo... Olha... – Não sabia o que responder. Ela não se sentia apta a cuidar de um pré-adolescente, na verdade, não tinha certeza que saberia cuidar de alguém, além de si.

- Vai Theo, diz que sim! – Ele sorria carinhosamente.

- Isso é loucura, Pablo! Seus pais não vão deixar... – Foi interrompida.

- Já conversei com minha mãe. Pra falar a verdade, partiu dela a ideia de me deixar morando aqui, se eu quisesse. Mas eu não estou nem um pouco a fim de morar com a mãe do meu pai! Ai ela sugeriu você... – Theodora sentiu-se acuada, temia que não fosse capaz de prover pelo jovem.

- Pablo você me conhece há algum tempo... Sabe que nunca cuidei de alguém! Sabe... Eu nunca tive que me importar com outras pessoas, além do Olavo e da Isadora. E todo esse mundo funcionou muito bem para mim, até agora! O que você espera de mim? Ou melhor... Que eu seja a sua mãe, enquanto você estiver aqui?

Às lágrimas de Pablo voltaram aos seus olhos. Ele a amava demais, para viver longe dela. E ela o amava da mesma forma, mas a diferença era: Tinha medo! Medo de amar e ser amada, por Pablo, por Elly... Por Cecília! Medo de amar e um dia ter esse amor arrancado de seu peito. Ajoelhou-se na frente dele e com carinho limpou suas lágrimas.

- Pablo me escuta com atenção... Eu nunca tive uma mãe. Eu nunca soube o que é ser uma mãe... Eu tive amor somente de duas pessoas, fora isso ninguém mais. Eu fui abandonada, Pablo, deixada em um lugar qualquer para morrer, ou se desse sorte sobreviver. Cresci sozinha, me virei sozinha e aprontei muito, mesmo depois de ter encontrado um ser tão maravilhoso como o Olavo. Se não fosse ele, provavelmente eu já estaria presa em algum lugar... – Agora era Pablo que retribuía o gesto.

- Theo... Esse é o problema. Você não está mais sozinha! Não precisa mais se virar sozinha... Nem chorar sozinha... Nem pintar sozinha... Nem se aventurar sozinha... Nem mesmo dormir sozinha. – Theo entendeu a referencia, afinal Pablo adorava a Cecília. – Existem outras pessoas em sua vida, que lhe amam tanto ou mais, do que as que estão! Olha pra mim... Olha tudo que já fez por mim! Se isso não é amor, se isso não é se importar... Eu não sei o que é! – Theo o abraçou fortemente.

- Pablo eu... Prometo que vou pensar, ok? – Ele sorriu lindamente, pois sentiu que suas palavras surtiram algum efeito na moça.

- Ok! Agora vou ao estoque, buscar alguns materiais que estão em falta. Se não sou eu por aqui, isso logo-logo vai à valência! – Saiu dando risada e deixando o ambiente mais leve.

- Mas eu tenho dois bobões na minha vida! – Sentiu-se feliz ao fazer aquela comparação entre Pablo e Olavo. – Talvez não seja uma ideia tão louca assim! Sorriu.

 

- Em que ideia louca está pensando Theodora?

Theo virou-se para confirmar a voz que lhe chamou a atenção. Já fazia mais de duas semanas que não se viam. Quando Cecília chegou naquele estado na casa de seu pai, a vontade da loira era ir atrás de Isadora e tirar satisfações, no entanto sabia não possuir este direito sobre a ruiva. Mas mesmo assim, não quis encontrar  a Isadora tão cedo.

- Em algo que Pablo me pediu. – Encarou-a.

- Ah sim, já tinha me esquecido do seu mascote. – Falou debochada. Apertando um maço de folhas, que possuía em sua mão. – Sabe o que são essas folhas? – Atirou na cara de Theo.

A loira não gostou nada da forma como Isa se referiu ao menino e segurou os papeis num reflexo, antes que chegassem ao chão. Olhou-os com atenção e sentiu um frio percorrer sua espinha.

- Isso é...

- Isso mesmo! O pedido de divórcio da minha adorável esposa! – A raiva estava nítida em cada palavra.

- E o que tenho haver com isso, Isa? – Theo continuava a encarar a amiga, nunca viu Isadora naquele estado, e isso a assustava.

- Como o que? Tá de brincadeira com a minha cara, Theodora! Você deve estar muito feliz sabendo que terá uma foda gostosa com a minha “ex-mulher”! – Theo não gostou nada do que ouviu.

- Cala a boca Isadora! – Falou séria.

- Que foi? Fala logo onde você vai soltar ela depois que foder, pois já estarei em prontidão para consola-la! – Isa estava nitidamente alterada e Theo tentava manter o pouco de calma que ainda possuía.

- Já mandei você calar a droga dessa boca! – Theo sentiu nojo do jeito que Isa falava dela. – Você acha que sou algum tipo de animal, Isadora?

- Como se você nunca tivesse feito isso, com todas! Theodora!

Nesse momento a loira questionou-se sobre aquela amizade.

- Pois bem... Eu não pretendo foder a sua “ex-esposa”. – Isa viu sinceridade nas palavras dela. – Eu quero é ama-la, quero fazer amor com ela, quero cuidar dela... Como nunca fiz com qualquer pessoa que fosse! Tá feliz Isadora? Era isso que queria ouvir? Que eu a amo? Pois ai está, eu amo a Cecília, ela desperta em mim o que ao longo desses 27 anos, mulher alguma despertou! – Theo sentiu um peso deixar seu corpo, não queria falar daquele jeito com Isadora, mas não podia deixa-la falar o que bem entendesse.

- Amor? Você nunca amou ninguém! Nunca! Você não pode amar ela! Theodora! Não pode. – Começou a andar agitada entre as mesas do ateliê, enquanto Theo a observava.

- Por que eu não posso Isadora?

- Porque eu sou a única mulher em sua vida! Você me disse isso, lembra? Quando trans*mos aquela noite, na véspera de entrarmos para a faculdade!

O transtorno de Isa era notável. Theo não entendia o que se passava com ela.

- Do que está falando, Isa? Naquela noite estávamos completamente bêbadas... Mal me lembro do que eu fiz!

- Ai é que está! Você estava completamente bêbada... Eu ainda não! Era minha chance de ter você só pra mim... De te mostrar que eu era a única na sua vida. Foi a melhor noite da minha vida Theo... A melhor... – Tentou se aproximar da loira, mas Theodora não deixava que ela chegasse perto.

- Você se ouviu Isadora? Você se aproveitou... Foi isso? – Não estava acreditando.

 - Sim Theodora! Sim! Aproveitei de sua bebedeira e não me arrependo! Eu te amava, eu te queria... Mas você sempre com esse papinho de melhores amigas. Melhores amigas o caralh*! Eu era uma mulher que queria ser amada por você! Era tão difícil assim me amar? Fala!

- Isa... Você sabe que nunca me senti apaixonada...

- Sim! Nunca se apaixonou por ninguém, oh discurso chato. Mas tá ai agora, se dizendo “apaixonadinha” pela Cecília, ou estou enganada? – Theodora não conseguia responder, eram tantas coisas...

- Você não tem esse direito Isadora.

- Mas você tem, pois esteve por sete anos longe e quando volta, resolve que está apaixonada pela minha mulher... O que você quer Theodora? Que eu simplesmente a deixe pra você!

- Você não tem que deixar nada! A vida é dela, Isadora, assim como a minha não te pertence!

- Fica longe dela, Theo. Você me deve isso! Eu fui à única que lhe deu amor, nessa vida... – Temia perder Theo para sempre...

- Você está louca, Isadora! – Lembrou-se das palavras de Pablo, e aquilo pareceu aquecer seu coração. – Eu não te devo nada! – E foi nesse grito que Pablo saiu correndo do estoque, indo em direção ao ateliê. – Eu te amei da única forma que eu podia, como minha amiga! Te dei meu amor, porque você era minha amiga! Não te devo droga nenhuma! Te amei do jeito mais sincero, sem esperar nada em troca!

- Mas não era o que eu queria! – Falou pegando na mão a escultura em vidro, que Theo estava criando.

- Você precisa de ajuda Isadora... Esse sentimento que você diz sentir não é normal. Olha podemos conversar com meu pai...

- Seu pai? Até onde eu sei, você foi abandonada. Não tem pai, mãe, irmãos ou algo do gênero. – Apertou forte a escultura.

- Você definitivamente não está bem... – Falou uma Theodora totalmente decepcionada e já cansada daquela discussão.

- Só me fala que você irá se afastar dela, e tudo ficará bem de novo, Theo. Iremos assistir aos jogos de vôlei, pegar aquelas sessões sem graça no cinema e vamos dançar muito nas festas! Vai ser tudo como era antes de você ir embora! – O sorriso nervoso de Isa, era de entristecer a alma!

- Desculpa – olhou no fundo dos olhos da amiga – mas eu não pretendo me afastar da Cecília, do Pablo ou de qualquer outra pessoa que me faça feliz... – Sentiu naquele instante que já tinha uma resposta para o menino.

- Não me importo com os outros! Se você não se afastar dela... Eu não respondo por mim! – O ódio já havia cegado a médica.

- Eu a amo, Isadora... – Deu um passo em direção à amiga.

- Cala a boca!

- Eu amo a Cecília...

- Cala essa maldita boca! – Em um acesso de raiva, Isadora jogou a escultura contra o rosto de Theo... Que apenas viu o rosto da amiga desaparecer gradativamente.

 

Os poucos segundos entre o arremesso de Isadora e a caída de Theo, foi o suficiente para a médica arrepender-se.

 

Pablo acompanhou tudo do lado de fora, pela enorme parede de vidro. Correu até conseguir tocar na loira, que não respondia aos seus estímulos.

- Theo! Theo... Por favor, fala comigo... Sou eu o Pablits! Isa liga pra uma ambulância! Liga logo! – Em meio às suplicas de lágrimas do garoto, Isa finalmente conseguiu se mexer.

Quando terminou o telefonema, olhou ao redor, o chão era puro caco de vidro... E o rosto de Theo banhado em sangue.

- O que eu fiz...

- Faz algo, Isadora!

- Ah...

- Você é médica!

O olhar determinado do menino despertou os instintos da médica. Que realizou os primeiros socorros, antes da ambulância chegar.

Nada, nem ninguém, conseguiram tirar Pablo do lado de Theodora. Quando a ambulância chegou ao ateliê, foi o primeiro a pular dentro. Seguindo com eles para o Hospital Central de Coronado.

Isadora juntou os papeis do divórcio... Fechou os olhos e por um instante reviveu o momento em que os recebeu... Depois da discussão com Theo... E o que fez no final! Ficou com medo de si, temeu pela amiga... Chorou silenciosamente. É possível arrepender-se no mesmo instante em que jogou a escultura? Sim... É possível!

Pablo estava deveras irritado, pois o deixaram na sala de espera! Olavo já estava a caminho. No entanto, foi Cecília que sem saber, chegou primeiro.

- Pablo? O que está fazendo aqui aconteceu alguma coisa? – Os olhos do menino se encheram de lágrimas. – Cadê a Theo? – Perguntou sentindo o ar deixar seus pulmões, mas Pablo não conseguiu falar, caiu em um choro compulsivo.

Cecília o abraçou, sentando-se com ele.

Avistou uma Isadora com o olhar perdido e uma vermelhidão em torno dos olhos. Largou o menino delicadamente e correu em sua direção. Cecília não sabia como, mas tinha certeza, seus instintos gritavam dentro de si.

- O que você fez Isadora! – Ficou a centímetros do rosto dela.

- Eu não tive a intenção... Não quis machuca-la, Cecília...

- Meu Deus... O que você fez? Isadora! – Tinha vontade de esganar a mulher em sua frente.

- Em um momento de raiva... Eu... – Olhou nos olhos de Cecília, mas não encontrou sua redenção, apenas mais culpa. – Eu joguei uma escultura de vidro nela... – Não tinha como se sentir pior.

- Você fez o que?! – Gritou dentro do Hospital e nesse momento, Olavo apareceu e segurou a ex-aluna. – Em que parte Isadora? –Falou mais calma.

- No rosto... – Cecília parou de tentar sair dos braços de Olavo.

- Mas ela chegou acordada, não chegou? – Perguntou em um sussurro. Isa apenas balançou a cabeça negativamente.

- Eu vou matar você, Isadora! Como você foi capaz de fazer isso? A Theo não tem culpa do nosso casamento ter acabado, ele já estava afundando a muito tempo!

- Eu sei... Eu... – Não havia o que falar, não mais.

- Calma Cecília. Ela vai ficar bem! – Olavo pôs um fim naquela discussão. – Eu já falei com os médicos, ela tá em uma cirurgia para remover um dos pedaços de vidro, que se alojou acima da sobrancelha. E todos os exames já constataram que não há nenhum risco. Então fique calma... Ela vai sair dessa no máximo com uma cicatriz. – Sorriu carinhoso, mas a preocupação não abandonava seus olhos.

A ruiva ficou mais calma, porém a angustia não saia de seu ser. Queria estar com ela... Tinha que estar. Avistou quando Isadora sentou-se em uma das poltronas mais afastadas. Surpreendeu-se ao notar que Pablo sentou ao lado dela.

 

- Ela te ama... – Foi o que o menino disse.

- Eu sei... – E às lágrimas brotaram calmamente, lavando seu rosto.

- Então, por quê? – O menino só queria entender esses seres tão problemáticos que possuíam mais de um metro e meio.

- Eu não sei! – Exclamou mais para si. – Eu só queria que ela tivesse me amado... Mas depois, não suportei o fato dela se apaixonar por outra. Eu sempre estive lá para ela... Eu fui egoísta! Sei disso...

- Então não era sobre você e a Cecília, era sobre esse amor que você guarda no peito! – Falou delicadamente.

- Nossa... Theodora deve ter muito orgulho de você! Sabe... Ela era exatamente assim, quando tinha sua idade. Questionava tudo e todos, mas sempre tinha as palavras exatas. – Respirou fundo. – Sim Pablo, não foi por causa de Cecília que fui lá, foi por esse sentimento idiota, por achar que ela nunca amaria alguém que não fosse eu. – Às lágrimas não davam trégua.

- Depois de ter posto tudo isso pra fora... Você se sente melhor?

Isadora paralisou sobre aquele olhar inquisitivo! Via Theo através deles.

- Sim... – Como iria olhar para sua amiga, depois disso tudo?

- Ela não te odeia. – Tocou a mão da morena, sorrindo delicadamente, e voltando para o lado de Ceci e Olavo, que observavam os dois atentamente. 

Cecília o pegou no colo, abraçando-o.

- E Theodora achando que não saberia ser mãe... Você tem mais dela, do que ela imagina! – Olavo falou carinhosamente para o menino.

 

§

 

Na casa dos Jones, uma linda ruiva se arrumava. Estava saindo quando observou sua mãe com um livro nas mãos. Não ia perder a oportunidade de bater um papinho!

- Olá mamãe do meu coração! – Roselly não desviou os olhos da leitura. – Vejo que as sessões com a maravilha dos olhos azuis tá dando resultados, já está até lendo! Mas deixa eu te contar uma coisinha... Sabe a Isa? Bom parece que ela deu uma leve surtada! E deixou a “Theodorinha” na cama do hospital, parece que ela tá fazendo uma cirurgia.

Roselly ergueu os olhos e fixou-os nos de Rebeca, que se sentiu um pouco incomodada com aquilo. Fazia anos que sua mãe não lhe olhava.

- Fica tranquila dona Roselly! Sua amiguinha está bem, não foi nada trágico, não! O engraçado nisso, é que as pessoas esperariam uma atitude dessas vindo de mim, né mamãe, e olha quem roubou a cena! Ai, ai... Tenho que me superar agora, imagina eu sendo uma coadjuvante da coadjuvante que a Isa já é! Comigo não! Então mamãe vou lá roubar a cena... Deseje-me sorte! – Deu uma piscadinha divertida.

Roselly observou sua filha, mais velha, sair pela porta. Em um ímpeto levantou-se agitada, começando a andar em círculos. Carmem, que escutou uma movimentação na sala, foi ao seu encontro.

Tentou acalmar a bela mulher, mas não adiantou muito. Lembrou-se do que a arteterapeuta falou e logo pegou as coisas de pintura da ruiva. Mas também não adiantou... “O que mais a Theodora falou?”, pensava consigo. Lembrou-se de algo, mas não sabia se funcionaria. Delicadamente pegou a mão da mulher e colocou em seu pescoço, teve a atenção de Roselly para si. A enfermeira pediu calmamente para a mulher falar o que ela queria, seria uma tentativa inútil, mas tinha que tentar.

- Dora...

Carmem surpreendeu-se, todos ali sabiam o que significava aquela palavra. Mas em seguida vieram outras...

- Lia... Liga pra Lia...

Assustada, a mulher consentiu, correndo em direção ao telefone.

 

 

 

 

 

Fim do capítulo

Notas finais:

Assim que der responderei todos os comentário...

Obrigada pelo carinho de sempre!!

Só pra constar, já tenho o Xi e o Xii prontos, então... Não vamos destribuir ódio gratuito, neh gent... heheh

Bjaooo e até mais.

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Comentários para 11 - Sim Theodora! Sim!:
Silvia Moura
Silvia Moura

Em: 26/02/2018

Querida autora; lagrimas mansas e mornas molham minha face, meu busto, você me deixou assim, que cena incrivel descrevestes, a fala do Pablo com a Theo e todo o contexto que veio depois me arrepiou, tanta maturidade e atitude, assim, fiquei molinha, toda chorona, mas amando cada capitulo, você me enbevece, parabéns e muitissimo obrigada por alegrar minhas tardes e noites... um beijoooo enorme, fica com Deus.


Resposta do autor:

Silvia,vc me deixou sem palavras... Mesmo sem te conhecer, visualizei cada palavra que escreveu!!!

Obrigada por compartilhar suas emoções... S2

Bjaoo Silvia!!

Responder

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preguicella
preguicella

Em: 26/02/2018

Um medo de ataque da Isa deixar sequelas em Theo! Muito medo!

Tipo assim, tá fazendo propaganda dos capítulos XI e XII, acho justo compartilhar pelo menos mais um com a gente e nos tirar desse sofrimento sem saber o que vai acontecer com Theo! ;)

Bjãooo


Resposta do autor:

A propaganda é a alma do negócio.... kkkkkkkkk.

Prometo fazer o meu melhor..... :D

Bjaoo Preguicella

0/

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sonhadora
sonhadora

Em: 26/02/2018

Nossa eu tenho uma definicão melhor para o amor, esse que a Isa tem nem chega perto da minha...

Esperando ansiosa pelos proximos ...

Beijos.


Resposta do autor:

Oi Sonhadora

Isa se rebelou pro amor, kkkkkkkkkkk.

Espero que os próximos te deixe ainda mais ansiosa!!

ehheh

Bjaoo

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Mille
Mille

Em: 26/02/2018

Olá Ka

Isa surtou eu acho que agora ela poderia ser sincera e conversar com a Cecília sobre a irmã. Rebeca é muito cara de pau querendo demostrar aflição onde não existe. Doida para a máscara dela ser retirada e terá o dedo da Isa. 

Muito emocionante a conversa do Pablo e Theo amei.

Bjus e até o próximo capítulo 


Resposta do autor:

Oii

Isa teve um ataque de fúria... auhsuahsuaau. Vamos ver até onde a Beca censegue chegar...

Bjaoo Mille

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