Duas faces por ROBERSIM
Capítulo 23
Quando paramos de falar, corri pra preparar o que havia prometido. Depois de quase uma hora já estava preocupada, achando que Carol havia se arrependido, quando escuto o interfone tocar.
-Vanessa tem uma moça e uma criança aqui em baixo querendo subir-era o porteiro, ele a principio vivia me chamando de dona, até que o obriguei me chamar pelo nome- posso permitir sua subida.
-pode sim, Obrigada.
Abro a porta esperando as duas na entrada , quando o elevador abre a primeira pessoa que vejo é uma criança linda , sorridente, naquele momento soube estar perdida por mãe e filha.
Logo atrás Carol saia também sorrindo, ela estava linda em um short jeans e uma blusa de alça, no pés usava uma rasteirinha era como se tivesse saído pra passear em uma praça , estavam a vontade com aqueles trajes.
-valeria espera, pare de correr!- a menina para olhando pra mãe que vinha logo atrás, Carol já havia me mostrado fotos suas, mas ela era ainda mais bonita, a cor dos cabelos eram os mesma da mãe.
-Oi, tu que é a tia Vanessa? – a criança me olhava em dúvida, seus olhos brilhavam pela curiosidade- mamãe disse que viemos visitar a senhora- ela falava sem parar, nem esperava por minha confiarão a sua pergunta.
-Oi Valéria, sou Vanessa! Você e muito linda sabia- me agacho pra ficar de sua altura, olhando em seus olhos- que olhos lindos você tem- seus olhos eram de um azul parecido com os meus.
-todo mundo diz isso, mas não sei pra quem puxei nem a mamãe, nem o papai tem os olhos dessa cor- ela fica seria me olhando com uma interrogação no olhar- teu olho e da cor do meu você é irmã da mamãe?
-valéria já te falei que não tenho irmãos!
-eu sei mãe!- ela mexia as mãozinhas como se fosse óbvio o que escutará- achei que a senhora tivesse descoberto alguma irmã, como descobri que tenho um irmãozinho – olho pra Carol sem entender, a criança parecia ter uma maturidade rara pra sua idade.
-E que o Fábio, meu ex marido , descobriu recentemente que tem um filho de 10 anos, e valeria não para de falar nisso. Esta louca pra conhecer o irmão.
-mais eu queria ser a mais velha, pra poder mandar nele – valéria falava com pesar ela era uma graça, Carol deveria ter muito orgulho da filha.
-isso não tem diferença valeria, eu tenho uma irmã mais nova e eu não mando nela!
-verdade tia!- a criança falava empolgada com a descoberta.
-e verdade, tudo bem que ela é somenos poucos minutos mais nova.
-não entendi tia- a criança estava confusa.
-e que somos gêmeas. Agora vamos entrar que tem uma vasilha cheia de pipoca esperando uma senhorita- a olho sorrindo. Entramos no apartamento e Carol exclama:
-Oba!
- Vanessa não precisava tudo isso!- Carol falava da vasilha de pipoca em cima da mesa de centro, do bolo de chocolate e outras comidas que havia comprado pra esperar as duas.
-não sabia o que comprar – baixo meus olhos como se lamentando.
-precisava sim mãe, adoro bolo de chocolate.
-você gosta de tudo que é guloseima. Trouxe um desenho pra assistirmos, imaginei que não teria nenhum.
-imaginou certo! Va colocando o desenho- aponto para o aparelho ao lado da televisão- vou buscar refrigerante pra acompanhar o bolo... Isso é, se ela puder tomar , nem perguntei se podia, mas também tem suco.
-pode ser refrigerante, apesar de não gostar que beba muito , hoje vou abrir uma exceção.
Enquanto ia em direção à cozinha e escutava as vozes de mãe e filha decidindo qual o primeiro desenho iam ver, pensava como minha vida naqueles dias havia dado uma guinada, se me falassem algumas semanas que estaria em companhia de Carol e sua filha e por cima assistindo a um desenho, em sua casa jamais acreditaria.
...
P/CAROL
Observava Vanessa e minha filha rindo por coisas bobas que passava no desenho. Não sei como tive coragem de praticamente nos convidar pra ir a sua casa, o certo é que enquanto assistia com valeria em minha casa uma vontade louca de dividir aquele momento com Vanessa me surpreendeu.
Apesar de estar com Katia a algum tempo, aquele tipo de intimidade jamais tivemos e pra ser sincera comigo, jamais senti aquela vontade como senti hoje com Vanessa, era como se quisesse que minha filha fizesse parte de sua vida.
Ao saber que íamos visitar uma amiga, Valéria ficou toda empolgada, ainda mais que nunca havia ouvido falar no nome de Vanessa. As duas sentiram empatia logo que se conheceram, minha filha naquele momento estava deitada no tapete da sala com a cabeça na coxa de sua mais nova tia.
-acho que tem gente que foi vencida pelo sono- olho meu relógio de pulso e me espanto com o adiantar das horas- não é pra menos, já passou e muito de seu horário de dormir.
Vanessa pega seu celular e também se espanta:
-nossa já é muito tarde!
-verdade, precisamos ir embora ainda bem que estou de carro, geralmente fica com a Katia devido seus plantões, mas hoje preferiu ir de ônibus.
-o carro e dela?- percebo seu desagrado com que ouvirá.
-não, é meu, mas raramente uso. Ela ia comprar um, mas ofereci o meu pra se locomover até o trabalho- não entendia necessidade de explicar-lhe- acho melhor irmos, Valéria vai ter Dificuldade em acordar cedo amanhã.
-porque não dormem aqui? Tenho um quarto de hóspedes, a cama e de casal e vocês podem dormir lá!-ela parecia sem jeito com a proposta – me desculpe só achei que seria uma boa ideia!
-seria sim se tivesse trazido roupas pra trocarmos...
-você pode usar a minha, vai ficar um pouco grande, mas vai servir- olha pra Valéria dormindo em suas pernas – ela pode usar uma blusa, vai cobri-la toda ela- seu sorriso era lindo, parecia o de uma criança travessa.
-tenho que acordar cedo amanhã, terei que passar em casa antes de ir trabalhar, enquanto a Valéria posso deixa-lá dormindo amanhã.
Ela levanta trazendo minha filha em seu colo, a criança parecia minúscula em seus braços.
-venha- a sigo olhando discretamente os outros cômodos da casa, já no quarto coloca a pequena na cama antes de virar-se pra mim- se quiser tomar um banho fique a vontade, tem toalhas e escova de dente nova no armário do banheiro- aponta pra porta indicada-vou pegar uma roupa pra vocês.
A espero voltar antes de tomar banho aproveito e tiro a roupa de Valéria, pra que ficasse a vontade.
-estão aqui as roupas, meu quarto e na porta a frente se precisar de algo e só chamar- se despede com um beijo no meu rosto, um beijo mais demorado que o normal, Beijo esse que fez meu coração disparar e surgirem lembranças de nosso passado.
Dormi pouco aquela noite, a toda hora imaginando Vanessa no quarto à frente, meu corpo agia como se aqueles anos que passamos afastadas, jamais tivesse existido, parecia querer provar outra vez de seus carinhos, carinhos que deveriam ter se tornado mas ousados com o passar dos anos.
Deveria estar sonhando, ao longe escutava uma voz me chamando, a pessoa afagava meus cabelos com carinho na intenção que acordasse.
-acorda preguiçosa, esqueceu que tem que trabalhar!- quando meu cérebro percebe de quem se tratava me desperto como que automaticamente, só faltei dar um pulo da cama.
-Vanessa, que horas são?
-hora de acordar, se arrume e venha tomar café-ela já estava vestida pra sair.
-vou acordar a Valéria!
-a deixa dormindo, assim que sairmos a levo até o carro. Agora se apresse pra provar o café que fiz exclusivamente pra senhorita.
Como sentia falta de seu bom humor matinal, era sempre assim quando acordávamos juntas.
Quando chego à cozinha vejo o café da manhã reforçado que fizera, deveria ter acordado cedo pra fazer tudo aquilo.
-que horas acordou pra ter cozinhado tudo isso.
Na mesa tinha pão, iogurte, bolo, ovos com Bacon, suco etc..
-não exagera, a maioria das coisas comprei na padaria.
Foi uma delícia tomarmos café junta, conversamos sobre coisas que jamais expus com ninguém, era como se somente ela me entendesse.
Quando cheguei ao escritório, antes de chegar a sala de Jessica, Suzana vem ao meu encontro, pensei querer terminar o assunto do dia anterior.
-Carol, Diana quer falar com você, pediu que vá vê-la antes de começar o trabalho .
-Obrigada Suzana!- ela nem sorrir com certeza ainda achava eu ter algum romance escondido com sua chefa.
...
Naquela noite que passei com Diana, conheci um lado seu que jamais imaginária ter, um lado romântico, carinhoso, cuidador . No momento que cheguei a seu apartamento percebi, ela me esperava somente de roupão, e assim que me ver, me beija como se não nos víssemos a dias.
-saudade de sentir seus lábios- ela me beijava delicadamente, provando meus lábios de maneira gentil, me causando um bem estar fora do comum – vem!
O quarto estava meio às escuras, algumas velas aromáticas espalhadas por todo ambiente.
-você está romântica! -brinco, na verdade aquilo me pegou de surpresa e não sabia como agir.
-você ainda não viu nada... Vem!
No banheiro a banheira cheia, com sais pronto para um banho relaxante, sem que esperasse, desce o nó que segurava meu vestido, fazendo com que esse, deslizasse em meu corpo. Sua expressão era de puro deleito a me ver somente de calcinha.
-você é linda- seu a dedos faziam o caminho pelo meu corpo, apesar da delicadeza do ato me arrepiei toda com seu gesto.
Suspirei mas alto quando ela abre o roupão, completamente despida. Sua pele lisa totalmente exposta pra mim.
Meus olhos fixação em seus seios...minha perdição. Estavam rígidos, volumosos , uma vontade louca de toca-los , de tê-los em minha boca, contraiu minhas entranhas. Ela parecendo perceber minha ânsia, toma minhas mãos direcionando aqueles montes lindos e firmes.
Meu gemido ao toca-los me denunciava, minha vontade de suga-los, de mama-los até vê-la entregue em minhas mãos era grande.
-são seus!- se aproxima mais de meu corpo fazendo com que meu corpo, sinto seu volumes, mas que depressa baixo minha cabeça capturando seu seio com a boca, sugando com vontade sentindo seu arfar de prazer- ahhh que delicia- falava entre os gemidos. Involuntariamente minha mão desce alcançando seu sex*, ao toca-lo senti o quanto estava excitada, seu líquido escorrega por meus dedos me fazendo desejar bebe-la-ahhh me penetra, me faz goz*r pra você-ouvi aquele pedido foi demais pro meu autocontrole, meus dedos entram em seu sex* fortes alcançando todo seu prazer, mexendo, brincando. Apesar da posição, ela rebol*va pra alcançar seu limite e eu brincava em sua cavidade ora aprofundando mais, ora mexendo somente querendo faze-la gorar- ahhh isso meu amor, vou goz...-ela não consegue concluir, sinto meus dedos serem apertados, seu líquido fluir com mais força . Meu coração estava no mesmo compasso do seu. Nunca pensei em me satisfazer tanto, somente dando prazer.
Naquela noite mal dormimos, ficamos por horas nos amando , conhecendo nossos corpos com mais profundidade, descobri sentir prazer em lugares que jamais imaginária, ela me amava com uma delicadeza, mas sem perder sua pegada original, meu corpo clamava por ser saciado, fogo esse que somente ela podia apagar, descansamos nuas uma nos braços da outra, sensação nova, mas muito prazerosa.
Na manhã seguinte sai mais cedo, queria chegar à empresa bem antes que ela, não queria dar margem pra fofoca, pelo menos não naquele momento, que ainda tinha muita coisa a acertar , Marcos era uma delas , principalmente agora estar certo ele trabalhar conosco , não queria nenhum constrangimento tanto pra ele , quanto pra Diana.
Apesar do corpo dolorido pela noite de amor, minha vontade continuava a mesma , de ama-la muito mais. Vê-la nua ao acordar me encheu de vontade tê-la outra vez, uma vontade que me surpreendia , era como uma necessidade.
“Preciso sair da casa de meus pais, urgentemente” pensava seriamente já em meu escritório. Apesar de minha mãe saber desse envolvimento, não queria que meu pai a culpasse quando tudo vier a tona. Precisava viver aquele sentimento, pra ter certeza não me arrepender depois, era forte demais, intenso demais pra deixar de vive-lo. Ouço o vibrar de meu celular que naquele momento estava perdido em minha bolsa.
-Oi meu amor, dormiu bem?-sorri quando escuto aquela voz que tanto fiz gem*r na noite anterior.
-otimamente bem! A que devo a honra dessa ligação- brinco.
-quero conversar contigo sobre algo.
-do que se trata?
-com essa questão de André ir para o Japão, esquecemos algo muito importante
-o que foi?- não lembrava nada que havia ficado pendente.
-quem ocupará seu lugar na loja!
-e verdade, quem estaria apto pra cuidar da loja esses dias que sucederá a viagem de André!
-pensei em alguém, mas não sei se concordará-estranho seu reticência em falar-pensei em Carol.
-mas porque Carol!- como sempre acontecia fiquei na defensiva.
-e porque Carol e formada em gestão empresarial e já trabalhou coordenando equipes- ela tinha razão, esse foi um dos requisitos que exigi na gora da contratação.
-tudo bem, irei conversar com ela!
-deixa que converso amor tenho algumas exigências a fazer- aquele tratamento me desestabilizou completamente
-tudo bem peço pra ela falar com você.
-pedi que Suzana avise a ela assim que chegar- só de escutar o nome daquela mulher meu corpo reagia com raiva.
Mal nos despedimos meu celular toca novamente era Marcos , todos aqueles estava evitando fala-lhe mas acho que havia chegado o momento.
-Oi amor, esta evitando falar comigo, faz tempo que te ligo e não atende- bom já que ele tinha dado o primeiro passo, iria continuar.
-precisamos conversar Marcos!
Fim do capítulo
boa tarde meninas!
como expliquei estou tentando postar os dois capitulos semanais, mas as vezes fica complicado devido o trabalho.
espero de coracao que me compreendam.
bjss
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gabrielacng
Em: 27/01/2018
A gente etende, afinal, vc tem uma vida alem daqui.
Mas eu concordo que a história esteja parada, as unicas estão se relacionando é Diana e Jessica, e é muuito pouco
Resposta do autor:
Boa noite!
prometo tentar dar mais chama a historia.
bjss
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