Duas faces por ROBERSIM
Capítulo 6
Mal estacionei em frente a sua casa a vejo sair, quase que não consigo deixar de admira – lá , ela usava uma calça de um tecido mole, preso em um fio, a calça deixava a imaginação de como seria suas formas , seu bumbum arrebitado se destacava na vestimenta, um salto preto fechado e uma blusa solta e grande que ultrapassava a calça tipo sobretudo , por dentro uma blusa soltinho contornando seus seios à deixando ainda mais desejável.
-vamos- sai de divagação, ao escutar sua voz, o caminho do restaurante quase nos trocamos ideia. Estaciono e já estava descendo do carro quando ela me para.
-me fale a coisa- a olho esperando que continuasse – porque não falou comigo hoje de manhã quando nos encontramos no centro- meu coração dispara só ouvir suas palavras – por que saiu como se estivesse fugindo, como se tivesse visto um fantasma.
Fiquei totalmente sem ação, com certeza encontrou com Vanessa, mas porque ela agiu assim, e porque não me falou? Já nos confundiram por diversas vezes, mas ela sempre conseguia se sair, sem que desconfiassem. Já estava cansada daquilo, por mim já teria levado minha irmã nos lugares que frequentava, mas meu pai insistia em dizer que não estava ainda preparada.
-me desculpe, e que estava com muita pressa- invento. Só esperava que acreditasse que realmente era eu, que havia encontrado- você sabe que passei o dia todo na loja do centro resolvendo algumas questões que surgiram, sai cedo do escritório e pretendia voltar antes do meio dia, só que não consegui resolver tudo.
-tudo bem, agora me diga o que aconteceu?- foi um alívio àquela mudança de assunto, minha cabeça ainda se perguntava o porquê Vanessa não me falou que alguém havia nos confundido, com certeza me ligo pra falar, mas porque não falou?
...
Sair de casa logo após a portaria do condômino que meus pais moravam , avisar que Diana estava me aguardando, fiquei sem ação ao vê-la tão linda, aquela mulher tinha um charme, um chama, que fazia com que minha atenção se concentrasse sempre em si, quando estávamos juntas. Nenhuma mulher havia me chamado tanta atenção, já havia conhecido muitas mulheres lindas por onde viajava, mas esse sentimento, essa falta de ar que me acometia sempre que estávamos juntas, era novidade!
Antes de sair tinha conversado com meus pais, O Modo Como eles falavam da sócia, principalmente meu pai, era como se ficassem com medo de eu cair nas graças de Diana, com toda certeza já tinham visto com muitas mulheres, e estavam com receio que fosse a próxima.
-preste atenção em tudo que ela falar, ela é muito esperta pra negociar, mas somente nos negócios, ela sabe usar seu charme pra outras coisas quando quer- meu pai falava como se tivesse 7 anos, quando começou a me preparar, pro que a vida me reservava.
-não se preocupe pai, não tenho, mas 7 anos, sei como agir nessas situações.
-seu pai esta com medo que caia na lábia de Diana- minha mãe ria do jeito protetor de meu pai- mas já disse a ele que sabe se cuidar e que quem tem que tomar cuidado e Diana, pra não se apaixonar por você.
Meu coração correu em disparada. Achava que tal possibilidade era improvável, principalmente por ela ter deixado claro, não com palavras , que me achava uma riquinha mimada.
-ela já chegou, não quero que fique me esperando, amanhã conversamos sobre o jantar.
Dei um beijo em cada um e fui ao encontro de minha sócia.
Quando pergunto sobre o episódio que aconteceu pela manha, ela deu uma desculpa esfarrapada, por mais que estivesse apressada não era motivo pra sumir sem ao menos, me cumprimentar. “Será que estava esperando alguém, e se afastou pra eu saber quem é?”
Enquanto ela explicava o que havia sucedido na loja do centro, meu olhar se perdia em sua boca, seu batom vermelho destacava o contorno daqueles lábios. Lábios esses que eram uma tentação.
-Está me ouvindo?- ela tinha uma sobrancelha arqueada, analisando meu jeito distraído enquanto a observava.
-claro que estou! Quer dizer que esse jantar vai ser para mostrar a eles, que apesar de estarmos interessado em suas mercadorias, consideramos o preço abusivo e que existe outro grupo querendo fazer negócio conosco- tentava falar o que me lembrava, antes de me perder em sua beleza.
-isso mesmo, mas não quero de nenhuma forma, que percebam que nosso maior alvo e eles.
Por isso que meu pai a elogiava em sua forma de negociar, ela blefava com seus negociantes e acabava conseguinte seu propósito, valores reduzidos de mercadorias no ato da negociação.
-tudo bem!
Entramos lado a lado no restaurante, era num bairro nobre de São Paulo e muito bem frequentado. Falamos com o Matri que nos levou até a mesa reservada, Onde já se encontravam nossos convidados. Havia dois homens de portes distintos acerca de 50 anos ou mais, e uma mulher muito bonita branca de cabelos ruivos e algumas pintas no rosto lhe dando a parecia de menina, ela deveria ter acima de trinta anos, vestida elegantemente. Desde que Diana me apresenta para o grupo percebo o olhar de Predadora em cima dela, a moça não fazia questão de esconder que já havia se encantado com minha sócia, notei que não era à primeira vez que se encontravam, pois durante o jantar a tal mulher fez questão de relembrar a última vez que estiveram juntas , em uma boate com alguns amigos em comum.so estranhei a cara de espanto de Diana quando Priscila discorda sobre a tal última vez, relembra minha sócia que tinha sido em um almoço no shopping Onde teriam se encontrado casualmente.
-é verdade Priscila me desculpe o esquecimento.
-não irei desculpar sua falta de memória, afinal passamos a tarde juntas aquele dia.
Diana rir, mas um riso encabulado como se realmente não se lembrasse de tal fato.
-é verdade, agora me lembro!
“Com certeza tinham passado à tarde em um quarto de hotel” , essa mulher era exatamente como imaginei, deveria colecionar mulheres, pra em seguida tira-las de sua vida. Deveria ser achar irresistível!
Por todo o jantar Priscila tentava puxar a conversa com Diana pra um nível pessoal, mas minha sócia desconversava.
A garota era filha de Ricardo, ele é seu sócio sentado a mesa, era donos de uma empresa de jogos eletrônicos, jogos esses que tinha uma saída absurda em nossas lojas segundo Diana havia me contado, Já tínhamos parceria há anos. eles negociavam diretamente com meu pai, mas desde que senhor Hidelgardo entrou de sócio, ela que passou a acompanhar todo aquele processo de negociação, e manteve pelo dois anos o mesmo valor que meu pai negociava, agora os sócios queriam aumento devido a demanda dos últimos anos. Diana sabia que teria aumento, mas queria negociar um valor abaixo do mercado, bom ela ia tentar!
-Ricardo, sei que a demanda aumentou consideravelmente nos últimos anos- ela falava calmamente, eu me matinha calada a observando- mas você tem que levar em conta que o mercado expandiu muito esses anos, e que outros fornecedores tem nos procurado com propostas mais em conta.
O Senhor parecia refletir Estava mais que claro que não queria perder aquela parceria.
-minha sugestão é que ao invés de 7% em cima do percentual que esta nos propondo, Quero te propor 4%, Mais Aumentaria Meus Pedidos Com Sua Empresa.
E lógico que ele ia aceitar nossos pedidos mensais já era bem considerável, com o aumento ele ganharia o dobro e nos não perderíamos, pois os produtos eram de boa qualidade e tinha saída no mercado.
- Tudo bem Diana, fechamos o negocio- ela sorri, aquela mulher sabia usar as palavras, até eu, que havia acabado de chegar , entendi seu jogo- amanhã passarei em seu escritório para assinar o novo contrato.
- se acaso não estiver, pode procurar por Jessica, o senhor Akira a deixou como responsável a meu lado.
Não sei explicar, mas me senti importante naquele momento, principalmente porque a tal Priscila me olhava, com olhar desafiador.
-Diana, vamos sair depois daqui, ir a uma balada.
-desculpa Priscila, mas terei que levar Jessica em casa.
-não se preocupe posso pegar um taxi.
-Ela pode pegar um táxi!-a garota repete.
-jamais a deixaria ir de táxi, seu pai jamais me perdoaria se acontecesse algo a você, nem eu mesma me perdoaria.
Não quis demonstrar mais aquela preocupação fez bem a meu ego. Principalmente porque a ruiva me fitava com ódio.
Despedi-me do grupo ainda com a ruiva tentando convencer Diana a saírem pra alguma balada, realmente ela não parecia estar com a mínima disposição pra acompanha – lá.
Já no carro a caminho de casa ela me surpreende.
-você quer tomar alguma coisa, um Drink antes de ir pra casa- ela não me olhava, estava concentrada na direção. A olho observando seus traços, suas mãos seguravam firmes no volante- só se você quiser!
-Podemos parar pra um último Drink , ainda está cedo.
Seu sorriso se faz presente, mostrando seus dentes brancos e o costumeiro furinho no rosto.
Entramos em um plug ,se localizava no caminho do condomínio que meus pais moravam, não sei explicar porque aceitei , mas o certo era que não queria ainda deixar sua companhia, aquela mulher a minha frente, ao mesmo tempo que me irritava, me intrigava. tinha alguma coisa nela que não sabia definir.
-você pretende ficar morando com seus pais?
-não, essa semana irei atrás de apartamento pra alugar ou comprar, dependendo do valor do imóvel.
-Akira me falou que foi para o Japão porque sofreu um sequestro há anos atrás!
Era estranho falar daquele assunto com ela, já que minha impressão a seu respeito era de estar diante de minha sequestradora, mas não ia comentar aquele fato, já que estava mais que claro não se tratar da mesma pessoa.
-verdade, aconteceu há uns 12 anos atrás. Mas não gosto de falar no assunto, demorei muito a superar esse trauma.
Ela tomava um Martini enquanto eu falava, Diana me olhava ch*pando o mini canudo que estava em seu copo. Aquela cena aqueceu meu corpo, ver aquele tamanho de mulher ch*pando sensualmente aquele pedaço de plástico me fez imaginar coisas.
-Amanhã irei direto pra loja do centro, você recebe Ricardo quando for levar o novo contrato?
-apesar de querer acompanhar de perto tudo que se relacionam as lojas, vou aguarda- lo no escritório.
-ele prometeu ir cedo ao escritório, a tarde pode me acompanhar, terei que passar em outras lojas antes de retornar ao escritório para fazer um balanço de tudo que está acontecendo.
-eu agradeço sua disponibilidade em me ajudar e me integrar com tudo relacionado, não só a loja, como em nosso financeiro também.
....
Fiquei totalmente sem jeito com que Priscila falou, havia esquecido que Vanessa a encontrou por acaso no shopping e de lá ficaram a tarde em um hotel, quando ela me contou não consegui segurar meu riso , ela era muito safada contando o que aprontou com a filha de um de nossos fornecedores, mas jamais que Priscila comentaria o fato em um jantar de negócio, e ainda por cima, com a filha de meu sócio presente.
Nossa parada para um Drink foi a forma de me desculpar com Jessica, mas pro meu alívio não comentou sobre o ocorrido. Apesar de saber de sua opinião sobre minha pessoa, eu gostava de te – lá por perto, ela era de opinião, uma mulher decidida, diferente daquelas que estava costumava a tratar , que só faltavam dizer Amem, com tudo que eu falava.
Enquanto conversávamos tentei olhar o mais discretamente possível pra ela, analisava tudo nela, seus gestos, sua fala , o sorriso de canto cada vez que comentava algo que achava engraçado, por mais que não risse abertamente.
-acho melhor irmos, meu pai já deve estar se perguntando onde nos metemos-outra vez o sorriso de canto boca. Ela era linda, com temperamento forte, mais linda.
-vamos sim- Akira deveria estar se perguntando onde eu havia me metido com sua filhinha, se ele soubesse o que se passava por minha cabeça, teria um ataque. Aquele pensamento me fez rir.
Pra minha sorte, achou que meu riso era em resposta ao que falará. A vejo tirar o celular da bolsa, o aparelho vibrava insistentemente.
-me de licença!- respondo com gesto de cabeça- oi amor, só vi agora sua ligação- era o tal do namorado dela, meu humor não foi mais o mesmo. Ela falava toda carinhosa com ele – não estou em casa, estava em um juntar de negócios por isso não ouvi o celular.
Seu namorado falava do outro lado, deveria estar chateado, pois ela revirava os olhos a cada palavra escutada.
-depois conversaremos, já estou indo pra casa quando chegar te ligo- sem falar mais nada desliga o celular sem se despedi.
-me desculpe, vamos?
Durante o curto caminho até sua casa, quase não conversamos, ela parecia chateada, com certeza seu namorado havia brigado por não ter atendido.
-está tudo bem?-pergunto quando estaciono na frente da casa de seus pais.
-Está sim! Obrigada pelo Drink, nos vemos amanha na empresa.
Nossos rostos se aproximam para uma despedida tradicional, mas acabamos tomando o mesmo caminho, minha boca ao invés de encontrar seu rosto, descansa perto de sua boca, me causando uma sensação de louco prazer. Minha boca fica naquele lugar até que ela se afasta me olhando de um modo que não consegui decifrar.
Fim do capítulo
boa tarde meninas!
mais um capitulo postado, espero que gostem.
bjss
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Fernandaaa
Em: 27/11/2017
Estou gostando cada vez MENOS dessa Vanessa.
Quero logo nosso casal DIESSICA!!!!
Tem cap hj?
Bjss
Resposta do autor:
Boa tarde linda!
Estou terminando o capítulo, amanhã posto.
Em relação à Vanessa , ela não vai ser rival da irmã, mas irem acontecer situações cômicas devidoo a semelhança das duas.
Bjss
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patty-321
Em: 25/11/2017
Hhum. Pelo menos não brigaram dessa vez. O jantar foi tranquilo e a louca pensando q ficou com a Diana é foi a Vanessa. Confusão. A atração entre elas tá bem evidente. Bom fds. Bjs
Resposta do autor:
Boa tarde linda!
Kkkk a intensao e essa, causar muita confusão com a semelhança das duas .
Bjss
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