A aluna nova
Marcio ficou no escritório trabalhando enquanto eu estava na cozinha, conversando com a clara.
Enquanto ela batia os ovos pra preparar um bolo pra suposta reunião com os fornecedores, dei uma pequena olhadinha pra minha empregada, ela estava de costas conforme ela ia batendo os ovos concentrada seu bumbum balançava comecei a analisar aquela bundinha redonda grande.
-Era só o que me faltava disse alto
-Senhora! Não quer mais que eu faça o bolo
-Não, não e isso clara pode continuar eu .. só estava pensando alto.
-Tudo bem então.
Ela voltou a fazer seu trabalho balancei a cabeça negando tudo aquilo, peguei meu livro que estava em cima da mesinha abri a porta e me sentei na varanda pra apreciar aquele fim de tarde.
-Muito ocupada ?
Ao ouvir a voz da Cecília meu corpo todo deu sinal de vida, ergui meus olhos fitando aqueles verdes chamativos.
Me lembrei da forma grosseira e hostil e de suas palavras, que atingiram o meu coração.
-Não muito, o que deseja Cecília minha voz soava calma mas por dentro eu estava querendo expulsa-la da minha varanda.
-Eu so vim aqui pra saber se você continuará a me dar aulas ?
Pensei que ela fosse me pedir desculpas isso só ficou mesmo na minha imaginação.
-Como você deixou bem claro no clube eu sou apenas a sua professora, não se preocupe amanha estarei no mesmo horária pronta pra te ensinar. ( Bons Modos )
-Como minha professora eu peço que você aceite o seu pagamento.
Eu deveria estar pagando pelos meus pecados hoje mesmo, eu não queria o dinheiro da Cecília eu.. fechei meus olhos por uns instantes respirei fundo quando abro fito aquela menina ainda parada me olhando curiosa esperando por uma resposta.
-Eu aceito! Minha voz saiu baixa
-Tenha uma Boa noite Amanda
Assim Cecília partiu e eu pude me recostar novamente na cadeira.
Liguei pro meu pai do clube indagando que eu tinha uma professora particular e que a minha mãe não sabia, que se ele pudesse me mandar um dinheiro pelo correio eu ficaria feliz.
Durante todo o trajeto ate em casa eu pensava na Amanda e em quanto eu tinha sido uma idiota, mais isso era pro seu bem ela e uma mulher casada bem sucedida linda inteligente gentil doce.
Olhei pra sua entrada e la estava ela usando um short curto e uma blusinha de manga seus cabelos estavam soltos formando uma cascata caindo pelos ombros, me aproximei devagar assim comecei nosso dialogo quando ela me olhou senti meu coração quase parar , eu vi magoa naquelas avelãs eu precisava deixar bem claro qual era o seu papel em minha vida.
Após proferir aquelas palavras ela fechou os olhos pensei que ela estivesse passando mal, tentei me aproximar mas hesitei quando ela os abriu me respondeu da forma mais centrada e educada porem baixo.
-Eu aceito!
Estava deitada olhando pro teto pensando nos momentos bons em que Amanda me proporcionou, mas aquilo não poderia mais acontecer.
Aquela noite umas lagrimas rolaram de minha face molhando o travesseiro, eu me odiava odiava o meu corpo e principalmente odiava fazer a Amanda sofrer.
Estava tomando café quando clara me amostrou o bolo pronto e confeitado.
-Estar muito bonito disse desanimada
-A senhora não gosta desses eventos ? disse clara se servindo um pouco de café.
-As vezes não, preciso ir estou atrasada coloquei a xícara na bancada.
Entrei no carro antes eu esperava por algum sinal da Cecília, agora eu arranco com o carro não me importando com o barulho.
Acordei atrasada eu não tinha bicicleta e minha mãe não me levava, me arrumei rápido e nem tomei café da manha, sai correndo se fosse esperar o ônibus ia demorar muito depois de alguns minutos eu estava na escola entrei na sala afobada e todos me olharam, inclusive a professora de química pedi licença e fui pro meu lugar.
-Por que tanta pressa aqui não tem bacon disse uma menina nojenta
-E muito menos milho.
Uma garota loirinha baixinha me olhava docemente e sorriu.
Eu continuei andando e sentei-me atrás da mesma, peguei meu caderno e comecei anotar a matéria.
Estava distraída quando ela se vira me encarando.
-Qual o teu nome ?
-Cecília e o seu ?
-Lara prazer disse ela estendendo a mão
-Muito prazer apertei sua mão ela sorriu.
-Me diz como você aguenta essas pessoas? Disse sussurrando
- Eu acabei me acostumando
-Você e linda
Quando ela disse aquelas palavras eu fiquei espantada e surpresa.
-Como ?
-Você e linda
-Não eu não sou disse baixo
-E sim, a prova disso e que estar ruborizada.
-Você me deixa sem graça.
-Então se acostume por que a partir de hoje eu vou te chamar assim de Linda.
-Você não e nem maluca
-Quer apostar
-Cecilia e Lara o papo deve estar muito bom ai atrás, aprestem atenção na aula.
Após aquela bronca Lara ficou na sua porem não demorou muito pra mim receber um de seus bilhetes.
Abri o primeiro e comecei a ler.
Ei linda gostaria de lanchar comigo na hora do intervalo ?
Por mim tudo bem.
Na hora do intervalo Lara tinha trago Danone banana e sanduíches com suco, ela não se importou em dividir comigo.
-E nova no bairro ? abri um Danone
-Sim! cheguei ontem de ontem
-Minha mãe estava naquele evento chato do clube, Lara revirou os olhos.
-Eu estava la, eles estavam fazendo uma divulgação e amostrando as novas aparelhagem.
-Eu to ligada esses donos de academia só sabem faturar em cima das pessoas.
-Não precisa ficar acanhada, eu sei que eles gostam de faturar em cima de pessoas gordas com eu.
Lara voltou sua atenção pra mim deixando o sanduíche de lado, seus olhos são cor de mel seu físico e mediano.
-O peso das pessoas não me interessa o importante e a beleza que existe dentro delas.
Acabei sorrindo conhecer a Lara estava sendo uma das melhores coisas do meu dia.
O sinal tocou e fomos pra sala Lara e uma roqueira bem despojada , não estava nem ai pras pessoas daquele colégio sua personalidade rebelde chamava a atenção das pessoas, se aquele já era o primeiro dia imagino o restante do ano.
Fim do capítulo
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