Qual o seu nome mocinha ?
Ao ouvir isso ela ficou constrangida eu tentei segurar o meu sorriso, depois de alguns minutos ela disse.
-Então nos vamos fazer esses exames disse apertando o meu ombro um dos homens a gritou dizendo que tinham acabado de descarregar tudo. Ela pediu licença nos deixando sozinhas ai sim eu acabei sorrindo.
-Qual o seu nome mocinha?
Olhei pra mesma ela estava sorrindo aqueles dentes branquinhos perfeitos nossa.
-Cecília Morales disse sem jeito
-Prazer
Olhei pro seu jardim é um objeto me chamou a atenção.
-Aquilo é um foicinhão
-É sim bem observadora você sorriu
-Que medo parece que estou no filme da colheita maldita
Acabamos rindo ela ajeitava o macacão enquanto olhava o caminhão da mudança ir embora.
-Eu preciso entrar agora sabe antes que a minha mãe apareça
-A claro eu preciso terminar algumas coisas também, diz pra sua mãe que eu não quis sabe ser grossa com ela, é que ela.
-Pode deixar eu digo sim acabei sorrindo timidamente
-Tchau Amanda
-Tchau Cecília
Entrei me encostando na porta logo dei de cara com a minha mãe me olhando.
-Posso saber o porquê de tanto papo com a vizinha
-Ela só estava conversando comigo
-Perdendo o tempo dela com certeza olha pra você toda desajeitada sem graça nenhuma roupa cai bem eu tento fazer você entrar numa academia pra perder isso é você se nega.
-Mais mãe eu já tentei varias vezes
-É mas desistiu escuta aqui Cecília eu estou te dando uma última chance, ela mora ao nosso lado com certeza ela será um ótimo exemplo pra você não me decepcione mais.
Assim minha mãe foi em direção à cozinha é eu fui pro meu suposto quarto, a casa era enorme tinha quatro quartos sendo dois com suíte, demorei um pouco pra encontrar minhas malas elas estavam jogadas no chão no ultimo quarto, olhei ao redor tinha um banheiro é uma pequena varanda a onde eu podia por uma mesa é cadeiras, estava distraída que não vi Amanda andando em direção ao jardim, minha janela dava pra um quarto com varanda é o seu jardim.
Ela estava terminando de plantar algumas orquídeas é girassóis seu macacão estava sujo de terra o sol já não estava mais tão forte, ela tirou uma toa linha rosa de dentro do bolso é secou as gotículas de suor que desciam de seu rosto.
Ela não podia me ver dali então fiquei mais um pouco admirando sua beleza, mesmo sabendo que eu não era a única.
Ela deve ser casada é ter filhos é eu aqui a olhando como se fosse uma das pinturas de van gogh.
Escutei um gemido de dor da mesma voltei minha atenção é olhei atentamente pro seu dedo, que agora estava com um filete de sangue escorrendo manchando o macacão, olhei a porta sendo aberta é uma moça veio correndo preocupada com a mesma que agora entrava correndo de novo.
Amanda foi até uma biquinha é molhou o dedo fechou os olhos é apertou os dentes. Eu estava tão concentrada em olhá-la era evidente a minha preocupação.
-Cecília
-Ai mãe que susto coloquei a mao no peito
-Seja la o que estiver fazendo desça é se vire na cozinha eu vou sair
-Estar bem
Quando voltei minha atenção pra olhá-la ela já não estava mais.
Fui pro banheiro tomar um banho troquei de roupa é fui preparar algo pra comer infelizmente só tinha miojo requeijão light é um pacote de suco.
Eu sentia o cheiro de comida fresquinha vindo da casa da Amanda enquanto o que eu tinha nem um cachorro iria querer.
Estava colocando a panela no fogão quando escutei a campainha tocar, achei estranho pois havia apenas algumas horas que nos mudamos, olhei com cuidado pelo olho mágico é me deparei com Amanda, acabei sorrindo é abri a porta toda feliz.
-Oi de novo ela tinha trocado de roupa agora estava usando um short que realçava suas coxas é uma blusa rosa.
-Oie entra dei passagem pra mesma passar ela exalava um cheiro de hidratante.
-Vejo que cheguei numa hora boa
Ela olhava pra panela fervendo fiquei sem jeito fui até o fogão é o apaguei.
-Na verdade não disse abaixando a cabeça
-Nada disso ela tocou em meu queixo o levantando pra eu fitar aqueles avelãs .
-Nunca abaixe sua cabeça pra ninguém, ainda mais pra mim.
Meu coração acelerou de repente eu estava mesmo ouvindo aquilo, por mais que fosse uma frase simples pra mim significava muita coisa.
-Eu vim aqui pra pedir desculpas pra sua mãe, ela estar ai
-Não! peguei o miojo é coloquei na água
-Ela deve ter ido na sua academia disse enquanto o mexia com o garfo
-O que estar fazendo ? Sua voz é tão doce é suave
-Meu almoço não ousava olhá-la
-Nada disso ela tocou em minha mao fazendo eu parar de mexer a panela. Aquele já era o segundo toque no mesmo dia é no mesmo lugar.
A olhei agora ela sorria tirando o garfo da minha mao, o depositando dentro da pia.
-Isso não é justo afinal miojo nem é comida.
Pronto já vai ela falar esses lances de colesterol é gorduras saturadas pensei
-Eu preciso mesmo comer disse pegando outro garfo mais ela me impediu mais uma vez agora se colocando na minha frente.
-Sim precisa
-Venha me fazer companhia almoça comigo ?
Fim do capítulo
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