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I'm in Love With my Boss por Sweet Words

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Palavras: 5444
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Confusa

 

 

 

 

- Me conte tudo, não me esconda nada!

Camila e Denis tomavam café naquela manhã de sábado, sentados em uma pequena mesa de um Café da cidade, à beira da grande janela de vidro do segundo andar daquele lugar aconchegante. O loiro estava curiosíssimo para saber os mínimos detalhes da noite anterior de sua amiga.

- Você é uma bicha muito curiosa! – Camila corou enquanto tomava um pouco do líquido preto em sua xícara.

- Como eu não seria com um acontecimento desses?! Minha melhor amiga, supostamente hétero, tem sua primeira experiência homossexual com sua chefe, que é ninguém menos que Evellyn Campbell! Eu estou morto de curiosidade!

- Denis! – a loira o repreendeu – Fala baixo! Ta cheio de gente aqui, imagina se alguém escuta que eu fiquei com minha chefe, que é ninguém menos que Evellyn Campbell!

- Exatamente! Você ta me deixando aflito. Fala logo antes que eu sem querer fale mais alto do que deva.

- Nem pense nisso! – ela o fitou.

- Estou brincando, sua boba. Agora pare de me enrolar e conte logo!

- Contar o que, Denis? Não há o que contar. Você sabe muito bem o que acontece quando duas pessoas... Bem, quando elas trans*m.

- Sim, eu sei. Mas eu quero saber como foi. O que você achou da experiência? Pelo visto deve ter sido muito boa porque a sua cara não nega.

- Que cara?

- Essa cara aí de quem foi bem comida. – Denis gargalhou.

- Denis! – Camila ruborizou.

- Aquela bandida tem cara de quem faz bem mesmo.

Camila sorriu sem jeito lembrando-se da perícia de Evellyn sobre seu corpo.

- E esse sorriso bobo aí? Gente, essa mulher é poderosa mesmo, hein! Eu nunca te vi assim depois de uma noite com nenhum homem.

- É... digamos que ela sabe bem o que faz. – Camila sorriu sem jeito.

- Minha melhor amiga é gay também! – Denis disse mais alto do que deveria – Não acredito nisso!

- Cala a boca, Denis! Céus!

- Ok, ok. Me desculpe. – ele disse fazendo sinal de rendição – Eu me empolguei. Nós dois gays, olha que legal! Minha melhor amiga agora pode compartilhar comigo.

- O que? Ta louco, Baby D?! Eu não... Eu não sou gay. – disse com certo nervosismo – Foi só uma experiência.

- Ta, mas o que você vai fazer agora? Dizer a ela que foi uma ótima trans*, que ela faz muito gostoso, mas que sua praia é outra?

- Eu não sei. Eu... To confusa. – a loira passou a mão pela nuca, apertando seu pescoço tensionado – Não sei nem como vou encarar ela no trabalho.

- E vocês não se falaram ainda? Ela não te ligou? Nem uma mensagem?

- Ainda não.

- Nossa, que grosseria! Ela não sabe que deve ser gentil com uma mulher depois que você trans* com ela?!

Camila mal teve tempo de assimilar o que Denis tinha dito. Seu celular começou a tocar em cima da mesa.

- Eu retiro o que eu disse! – Denis disse tapando a boca com as mãos ao ver o nome na tela do celular da amiga.

- Ai meu Deus! E agora? É ela. – Camila soltou com nervosismo.

- Agora você atende, oras.

- Eu não posso atender. Eu não sei o que vou dizer!

- Atende logo, Camila! Quem vai dizer é ela.

- Não, Baby D!

- Me dá isso aqui! – Denis pegou o celular que tocava insistentemente em cima da mesa e atendeu – Olá, senhorita Campbell! Bom dia, como vai?

- Olá. A Camila está, por favor?

- Sim, ela está aqui sim. – disse olhando malicioso para a amiga.

Camila corou com os olhos arregalados, fazendo sinais negativos com as mãos.

- Aqui é o Denis, o AMIGO dela. Só um minuto que vou passar pra ela.

- Obrigada, Denis.

Camila sentia seu coração palpitar em descompasso ao pegar o celular das mãos do amigo, que a observava com um sorriso maldoso nos lábios.

- O-oi... Bom dia, Evellyn. – Camila disse gaguejando.

- Bom dia, Camila. Tudo bem?

- Sim, estou bem. E você?

- Estou ótima! – sentia-se certa animação na voz da morena – Então... é... Eu só liguei para saber se estava bem.

- Oh... Sim, eu estou bem, senhorita.

- Humm... Você está com seu amigo, né? Estou atrapalhando? Talvez não seja uma boa hora...

- Não, imagina. Pode falar. – Camila olhava confusa para Denis, que quase saltitava na cadeira de curiosidade.

- Bom, na verdade eu queria saber se você gostaria de sair para jantar hoje?

- Jantar? Hoje?

Denis bateu palminhas levemente e fez sinal positivo para a amiga.

- Sim, se você não tiver nenhum outro compromisso, é claro.

- É que... eu já tinha marcado com o Denis, de sair com ele. Então não vai dar, senhorita, me desculpe.

O loiro fez uma careta e balançou a cabeça em negação.

- Ah, sim. Tudo bem, eu entendo. Deixemos para outra oportunidade então.

- É... Quem sabe outro dia.

- Então... Tenha um bom dia, Camila.

- Obrigada, a senhorita também. – disse finalizando a ligação.

- O que foi isso aqui agora? Por que não aceitou jantar com ela, Camila? – Denis questionava indignado.

- Denis, você não vê a situação? Eu não posso criar uma relação de intimidade com a minha chefe!

- Mais intimidade que vocês já tiveram? Eu acho um pouco difícil, meu bem. – disse com ironia.

- Baby D, presta atenção, eu não posso levar isso adiante. Eu não devia nem ter deixado que aquilo acontecesse. Ela é a minha chefe, o que as pessoas na empresa iriam pensar se soubessem que eu estou saindo com ela? Céus! Não quero nem pensar! E além do mais eu... eu não sou gay.

- Ah, é claro! Mas você não pensou nisso quando estava gem*ndo o nome dela enquanto ela te pegava de jeito. – Denis gargalhou.

- Eu não... – Camila corou novamente fechando a expressão em seu rosto – Não... Gemi o nome dela, Denis! Mas agora já aconteceu e não vai acontecer de novo.

- Ah, não?

- Não! Eu não posso deixar isso ir adiante. Seria loucura.

- Ok... Você só precisa explicar isso pros seus hormônios que saltitam de alegria quando você ta perto dela. – o loiro provocou gargalhando novamente.

- Vai se ferrar, Denis! – Camila levantou-se saindo exasperada.

 

***

 

Estava sentada na poltrona de couro de seu escritório em sua casa. Uma pilha de papéis, relatórios e contratos, estava sobre a mesa. Evellyn tentava se concentrar em analisar tudo aquilo, mas seus pensamentos divagavam na noite anterior, mais especificamente na mulher com quem esteve. Corria a caneta em sua mão pelos seus lábios, enquanto sorria em seus devaneios.

“Que beijo é aquele! Aquele corpo, o cheiro. Como ela tem um cheiro bom! Toda linda. Toda... gostosa. Ah, Camila... Como você é gostosa!”

Estava difícil se concentrar em seu trabalho com toda aquela tensão que seus pensamentos lhe provocavam.

“Eu preciso mais dessa mulher. Muito mais!”

Pegou seu celular à sua frente e correu a agenda até o nome de Camila. Olhou hesitante na dúvida se ligava ou não. Tomou coragem e discou para chamar. Demorou, mas enfim atendeu.

– Olá, senhorita Campbell! Bom dia, como vai?

“Que voz é essa?” – pensou.

- Olá. A Camila está, por favor?

- Sim, ela está aqui sim.

“Quem é que atendeu esse telefone?” – tentava imaginar quem poderia ser.

- Aqui é o Denis, o AMIGO dela. Só um minuto que vou passar pra ela.

“Ah... o amigo.”

- Obrigada, Denis.

- O-oi... Bom dia, Evellyn.

- Bom dia, Camila. Tudo bem?

- Sim, estou bem. E você?

- Estou ótima! Então... é... Eu só liguei para saber se estava bem.

- Oh... Sim, eu estou bem, senhorita.

- É... Você está com seu amigo, né? Estou atrapalhando? Talvez não seja uma boa hora...

- Não, imagina. Pode falar.

- Bom, na verdade eu queria saber se você gostaria de sair para jantar hoje? – Evellyn apertava o botão de sua caneta fazendo cliques insistentemente em nervosismo.

- Jantar? Hoje?

- Sim, se você não tiver nenhum outro compromisso, é claro.

- É que... eu já tinha marcado com o Denis, de sair com ele. Então não vai dar, senhorita, me desculpe.

- Ah, sim. Tudo bem, eu entendo. Deixemos para outra oportunidade então.

- É... Quem sabe outro dia.

- Então... Tenha um bom dia, Camila.

- Obrigada, a senhorita também.

“Ela estava estranha, parecia nervosa. – Evellyn pensava – Será que ela tem algo com esse Denis? Não, não poderia ser. Ele é gay, ela mesma disse. Mas é bem másculo. Quer dizer, ele tem seus deslizes de feminilidade, mas é muito bonito. Talvez fosse bissexual. Será?”

A morena estava confusa.

“Ela não quis sair comigo. Será que se arrependeu? Não, claro que não. Eu tratei de ser o mais gentil possível e modéstia à parte eu faço muito bem o que faço. – sorriu maliciosa – Não querendo me gabar, mas muitas mulheres dariam tudo para estar comigo. Bom, eu não sou de se jogar fora. Presunçosa... Foi isso que ela disse pouco antes de me agarrar. Talvez eu seja um pouco. Apenas reconheço minhas qualidades, oras.

- Céus! – soltou um suspiro.

“O que eu estou pensando? Ela é minha funcionária. Isso não deveria acontecer, não poderia. Talvez ela esteja certa em não querer sair comigo, o que iriam pensar? Que eu estou me aproveitando da minha posição de chefe para ter algo com minha assistente. Não! Por Deus, não! Eu não faria isso. Aconteceu, só... aconteceu.”

 

***

 

- Bom, já que você disse que tinha um compromisso comigo hoje, então faça disso uma verdade e vamos sair mais tarde.

Denis dizia jogado no sofá da casa de Camila ao lado da loira.

- Sair? Não, Denis. Eu não to no clima pra sair. E além do mais tenho muitos relatórios para analisar. Tenho que voltar ao meu normal, esses últimos dias da minha vida estão emocionantes demais pro meu gosto.

- A velha caquética voltou! – Denis disse com desgosto – Camila, hoje é sábado, não é dia de trabalhar. E eu sei que você não quer ficar em casa sozinha, pensando em certos acontecimentos...

Camila o fitou com os olhos semicerrados.

- Eu vou ficar em casa trabalhando! Vou ter muito com o que me ocupar.

- Ah, mas uma hora ou outra virão flashes em sua mente, de como aquela morena dos olhos verdes te olha, te deseja, como ela toca em seu corpo, o jeito que ela te agarrou com desejo, te deixou de pernas bambas de tesão...

- Denis, pára! – Camila jogou uma almofada acertando o amigo.

- Oh, Evellyn, meu amor! – Denis imitava a amiga com uma voz fina entre gemidos – Assim! Oh, você faz tão gostoso como nenhum homem nunca fez!

- Cala a boca, seu... – Camila avançou sobre o loiro pulando em cima dele e começou a estapeá-lo com força – Seu pervertido!

- Oh, Evellyn! – Denis continuou com as provocações enquanto tentava se desvencilhar dos tapas que levava.

- Denis, você não vale nada! – a loira caiu para o lado apoiando-se no sofá.

- Mas você me ama mesmo assim que eu sei. – disse rindo convencido.

- Infelizmente a gente não tem poder sobre o que sente por outras pessoas, não é?!

- Assim como você não tem poder sobre o que sente pela sua chefinha. Você não consegue controlar esse desejo que explode aí dentro só de se imaginar na cama dela.

- O que? Eu não... Eu nunca me imaginei na cama dela!

- Mas agora vai se imaginar. – disse gargalhando.

- Você é um poço de perversão, Denis! – a loira disse se levantando e indo em direção à cozinha.

- Baby C, por favor! – caminhou atrás dela – Eu já fui um enrustido na minha vida, por um curto período, mas fui. Eu sei muito bem como é difícil aceitar o que você sente. Como é difícil lidar com essa sensação de que há algo de errado com você, mas acredite, não há. Isso não deveria ser um tabu, as pessoas amam, gostam, se apaixonam, sentem desejo, tesão por outras pessoas, é perfeitamente normal e isso independe de sexualidade. Nós sentimos, qualquer sentimento que for, por pessoas. Seres humanos. Sentir é uma qualidade do ser humano e infelizmente, ou felizmente, não temos controle sobre isso. Você pode se apaixonar, amar, odiar, sentir tesão ou qualquer outro sentimento por qualquer pessoa. Isso não deveria ser estranho. E não é. As pessoas que têm a mania de querer impor e ditar regras sobre tudo, até sobre o que não têm controle.

Camila o observava com atenção. Estava recostada sobre a pia da cozinha com um copo d’água na mão. Absorveu aquelas palavras e acolheu aquela idéia dentro de si. Ficou pensativa por alguns segundos até ser despertada pelo amigo.

- Hey! Ta pensando em como ela faz gostoso? – Denis disse irônico.

- Não! Idiota. – Camila sorriu virando-se para lavar seu copo.

- E tava pensando em que então? Na morte da bezerra que não era.

- Denis, não é tão simples assim. – disse voltando-se para o amigo novamente – Eu não sei como lidar com isso, é um sentimento novo pra mim, mas não é só isso. Eu me sinto muito atraída por ela sim, ela mexe comigo de um jeito que eu nunca senti. Mas eu não sei se há algo mais que isso. Eu não posso simplesmente ficar trans*ndo com ela e depois enjoar da brincadeira e largar de lado. Se ela fosse outra pessoa, alguma conhecida, sei lá, poderia até manter essa idéia de sex* casual e depois ver o que rola, mas ela é minha chefe. Eu trabalho diretamente com ela, a vejo 5 dias por semana, praticamente todo o tempo passo ao lado dela. Eu não posso pagar pra ver. E se for só sex*? Se isso for só desejo? E se alguém descobre que eu to trans*ndo com minha chefe? Não quero nem imaginar!

- Pára de se importar com o que os outros vão pensar! Viva sua vida, ninguém tem nada a ver com ela. Você é uma mulher jovem, de 25 anos, solteira, vacinada, paga suas contas e é uma deusa da beleza. Camila, você ta deixando sua vida passar por medo do que os outros vão pensar?!

- Não é isso, Denis! É que... eu não quero passar a vida toda sendo empregada de alguém. Quero ter meu próprio escritório, quero fazer minha carreira, mas pra isso eu preciso trabalhar muito antes. Juntar tudo o que eu preciso pra conseguir. Eu adoro trabalhar lá, a empresa é ótima, meu salário é razoavelmente bom, tenho benefícios e tenho certa autonomia para ajudar nos assuntos importantes da empresa. Isso me dá muita experiência. Se eu sair de lá vai ser difícil encontrar outro lugar assim e vai ser mais difícil ainda eu conseguir montar meu escritório.

- Minha santa! Camila, e o que tem haver você se relacionar com Evellyn e não conseguir manter sua carreira?

- Denis, você não vê? Ela não é só a minha chefe, ela é dona da empresa! Ela é a Presidente de uma organização milionária! O sobrenome dela é renomado. Qualquer deslize meu e ela pode acabar com minha carreira. Me demitir e fazer com que eu não consiga outro emprego nem em um boteco de esquina da cidade, quiçá do país! Se envolver em uma relação pessoal com alguém que você trabalhe já não é uma situação muito confortável, imagina essa pessoa sendo sua chefe, pior, imagina ela sendo Evellyn Campbell!

- Mas você acha que ela seria capaz de acabar com a sua carreira por esses motivos? Se você decepcionasse ela, amorosamente falando, ela seria capaz de se vingar de você dessa forma?

- Eu não sei, Baby D. Ela sempre foi muito correta, sempre muito profissional, eu já tive motivos de sobra para confiar em sua índole, mas eu não sei como ela é na vida pessoal. Não sei se ela seria rancorosa a esse ponto.

- Ta! Mas isso tudo, supondo que ela esteja apaixonada por você. E se ela não estiver? E se ela também quiser só sex* casual?

- Eu não quero pagar pra ver. E nem vou.

- Se você se garante que vai conseguir segurar esse desejo, tudo bem... – Denis disse sorrindo levantando seus braços em rendição.

Camila o fitou com desdém e partiu em direção à sala novamente, sendo seguida pelo amigo que sentou ao seu lado enquanto ela ligava a TV. Assim que se sentou, Denis ouviu o toque de uma mensagem recebida em seu celular.

- Humm... Acabei de receber uma mensagem. Estão me convidando para uma festa de aniversário de um amigo do meu amigo.

- Nossa, a festa é do amigo do seu amigo e estão te convidando?

- Você não entenderia essas coisas. Você nunca sai de casa, não é? – disse com ironia.

- Ha-ha-ha. – a loira sorriu tediosa.

- Vamos Camila?! É uma festa simples, só uma reunião na casa do meu amigo.

- Mas eu nem conheço seu amigo e nem o aniversariante, Denis.

- Eu também não conheço. Mas podemos conhecer! Deixe de ser tão introvertida.

Camila revirou os olhos enquanto passava os canais com o controle da TV.

- Opa, opa... O que temos aqui... – Denis disse aproximando seu celular dos olhos.

- O que? – Camila soou curiosa – O que foi, Denis?

- Oh my God! – o loiro colocou uma das mãos sobre a boca.

- Fala logo, Baby D! Ta me deixando curiosa.

- Me mandaram umas fotos aqui, da balada de sábado passado.

- Que fotos? Ai meu Deus! Eu estou nessas fotos? To pagando algum mico?

- Não, você não.

- Quem, Denis? Fala logo, ta me deixando aflita!

- Veja você mesma.

Denis entregou o celular para a loira que olhava com curiosidade até perceber quem estava nas fotos. Passou as fotos que Denis havia recebido, olhando incrédula.

- É a Evellyn.

- Exatamente! A vadia bem de chamego com a DJ que tocou na festa naquele dia.

- Não pode ser, Denis. Quem te mandou essas fotos?

- Uma amiga minha que trabalhou na produção da festa no dia. Eu pedi ela pra mandar fotos do evento e ela capturou esses momentos.

Camila permanecia calada.

- Eu vou investigar isso. Espera só um minuto.

- O que você vai fazer, Denis?

- Vou perguntar se ela reparou na movimentação da Evellyn e dessa DJ durante e depois da festa.

- Denis, não! Vai dar motivos pra ficarem falando da vida dela. Evellyn é bem discreta quando se trata da vida pessoal.

- Ah, faça-me o favor, Camila! – disse enquanto digitava freneticamente em seu celular – Se ela tivesse preocupada com discrição não estaria nesse chamego todo com essa DJ.

- É... – a loira assentiu.

- Humm... – o loiro analisava as mensagens que recebia – Sei... Sei...

- O que ela disse?

- Ela me disse que a DJ fez uma reserva VIP em nome de Evellyn. Ela estava na lista de convidados pessoais dela. Disse que assim que a DJ chegou ela foi logo falar com a Evellyn, segundo essa minha informante, foram cumprimentos bem... íntimos.

- Íntimos como?

- Íntimos com direito a conversas ao pé do ouvido e selinhos cheios de malícia.

Camila arqueou uma sobrancelha surpresa.

- Pois é, minha amiga. Eu disse a você que essas festas da alta sociedade conhecem a fama da milionária Evellyn Campbell.

- Ta, mas e daí. Elas se conhecem, são amigas, se tratam com intimidade. O que tem demais nisso?

- Nisso eu não sei, agora nisso que eu acabei de receber...

- O que?

- Bom, essa minha amiga ta me dizendo aqui que elas saíram juntas depois que a DJ terminou de tocar. Disse que Evellyn tava no bar da área VIP enchendo a cara, não parecia estar muito bem. Aí a DJ chegou, elas conversaram um pouco e saíram juntas cheias de sorrisos.

Camila soltou um sorriso amarelo.

- Eu não tenho nada a ver com a vida dela. Ela é solteira e desimpedida, pode sair com quem quiser e quando bem entender.

- Isso, é... – Denis assentiu – Mas se depois de beijar você ela foi pra cama com outra e depois transou com você... Coisa séria ela não ta querendo, Baby C.

- Com certeza não. Mas isso não faz diferença porque eu não tinha a menor intenção de seguir em frente com essa loucura. É até melhor que ela tenha um caso com outra porque eu não quero ela atrás de mim.

- Que bom que não quer... – Denis disse prendendo um sorriso.

- Mas e essa festa aí? Vai rolar ou não?

Denis a fitou surpreso.

- Mas é claro que vai! – disse animado.

 

***

 

- Mon amour, eu cheguei ontem a New York, hoje é o meu aniversário e você não vem me ver?

- Jean, eu não posso sair hoje. Tenho muito trabalho. – Evellyn dizia sentada em sua poltrona no seu escritório.

- Não posso acreditar que Evellyn Campbell está recusando uma festa num sábado para ficar trabalhando.

- Pois é, meu amigo. As coisas mudaram.

- Não, eu não aceito! Você irá me ver nem que eu tenha que ir te buscar. Não será nada demais, só uma reunião na casa de um amigo meu. Ele fez questão de me presentear com uma reunião com meus amigos, faz tanto tempo que não os vejo. Por favor, Eve! Vamos?!

A morena suspirou fundo.

- Tudo bem, tudo bem. Eu irei. Mas só porque é seu aniversário!

- Eu sabia que você não negaria um pedido do seu amigo mais que especial!

- Não fique convencido. Eu não poderei me demorar. Passarei para te dar um beijo e voltarei para os meus relatórios. Tudo bem?

- Isso a gente vê quando você chegar lá... – ouviu-se uma risada do outro lado da linha.

- Ta ok. Agora me deixe adiantar o que estou fazendo para poder ir à sua festa.

- Ótimo. Te vejo mais tarde. Te enviarei o endereço do meu amigo por mensagem.

- Tudo bem. Até lá.

- Até!

Evellyn não estava nem um pouco animada para ir àquela festa. Não que não gostasse do seu amigo, mas queria resolver o problema na empresa o mais rápido possível. E o fato dele ainda tentar investir nela a incomodava. Tiveram um breve romance na adolescência e viajaram juntos muitas vezes. A amizade entre seus pais facilitava esse convívio. Parece que ela havia deixado o passado pra trás e ele não. Mas realmente ela sabia que a única que a deixaria animada o suficiente para sair de casa não queria a sua companhia.

- Até que vai ser bom eu me distrair um pouco. Preciso tirar Camila da minha cabeça! – disse a si mesma.

 

***

 

- Anda, Camila! Que demora é essa? – Denis foi até o quarto apressar a amiga que se arrumava na frente do grande espelho ao lado de sua cama.

- Calma, Baby D! Já que vou sair, não posso sair de qualquer jeito. – a loira retrucou.

- Baby C, meu bem, você até vestida de mendiga ficaria linda! Não entendo como você não repara na beleza que tem. Seus olhos, sua boca bem desenhada, seu corpo escultural, seus cabelos sedosos! Quantas pessoas devem suspirar por você por onde passa.

- Não exagera, Denis. – disse enquanto retocava o batom vermelho em seus lábios.

- Eu não estou exagerando, querida. É a realidade!

Camila revirou os olhos e sorriu.

- Ok, já estou pronta. Vamos? – disse virando-se para o amigo.

- Você está linda! Perfeita. Deslumbrante! Na minha versão mulher eu queria ser igual a você. – disse pegando a amiga pelas mãos e a rodopiando.

- Eu pensei que queria ser igual à minha chefe. – a loira disse com desdém.

- Ela seria minha versão morena. Você seria a loira. Imagina só, se vocês pudessem ter filhos! Nasceriam deuses de vocês duas. – disse gargalhando.

Camila o fitou com os olhos semicerrados.

- Mas nem se isso fosse possível! Até porque não vai acontecer mais nada entre nós.

- É, se ela pudesse fazer filhos aposto que teriam muitos dela espalhados por aí. Biscate!

- Chega desse assunto, Denis. Vamos logo pra essa festa que eu preciso me distrair.

- Ok! – disse encaminhando-se com o braço dado à amiga – É só falar nela que você fica toda nervosinha. É muito tesão envolvido, minha genteee!

- Cala a boca, Denis! – Camila sorriu e o estapeou.

 

***

 

- Evellyn Campbell, eu não acredito!

Assim que a morena pôs os pés na casa onde acontecia a festa ela foi recebida de braços abertos por seu amigo.

- Jean Pierre Salutto!

- Você está mais linda do que nunca! – o rapaz alto de cabelos negros e barba por fazer a acolheu em um abraço.

- Bondade sua. – a moça sorriu retribuindo o abraço.

- Há quanto tempo não nos vemos? – disse soltando a morena e segurando suas mãos enquanto a fitava com brilho nos olhos.

- Não sei. Talvez 2 ou 3 anos?

- Para mim parece uma eternidade.

O jovem galante e educado acompanhou Evellyn para apresentar-lhe algumas pessoas e servir-lhe bebidas. A casa não estava tão cheia, mas muitos conhecidos dos dois estavam ali.

 

- Denis, eu pensei que você tinha me dito que era só uma reunião com poucos amigos. – Camila ralhou enquanto entravam pelos enormes portões da casa – Olha só essa casa, aliás, essa mansão!

- Mas é só uma reunião, Baby. É que esse meu amigo conhece muita gente da alta, sabe? – disse o loiro enquanto procurava um lugar para estacionar.

- Ele ‘É’ da alta, você quis dizer.

- Também. Mas ele é muito simples, relaxa. Ele adora reunir os amigos, fazer umas festinhas bacanas pras pessoas que ele gosta de ter por perto. Não é daqueles que só faz por aparência e só chama quem ta nos trending topics do momento. Achei uma vaga, glórias!

- Ok... – Camila disse admirando os jardins da mansão iluminada.

- De onde você conhece tanta gente... importante, Denis? – a loira questionou enquanto se encaminhavam para a porta de entrada.

- Meu bem, por aquele hospital passam muitas pessoas importantes. Se esqueceu que eu trabalho na clínica de fisioterapia e ortopedia mais renomada da cidade?!

- Ás vezes eu me esqueço disso. Você fora do jaleco parece outra pessoa, Baby D. – a jovem disse aos risos.

- Muito engraçada, Camila! – o loiro disse agarrando em seu braço assim que adentraram a porta.

- Nossa! – Camila soltou, admirando o lugar.

- Quando eu vim aqui a primeira vez fiz a mesma cara. – disse sorrindo – Não é para menos, a casa de um arquiteto que é casado com uma decoradora de interiores tem que ser no mínimo fantástica!

- Dr. Dawson!

Um homem negro de meia idade, muito elegante e de bela aparência surgiu em sua frente.

- Senhor Benett! – o loiro aproximou-se e o acolheu em um abraço.

- Por favor, Denis, apenas Arnold! – o homem disse soltando-se do rapaz.

- Sim, senhor! – disse sorrindo.

- E quem é esta bela jovem com você? – disse se reportando para Camila – Não me diga que trocou de time? Se sim, lhe digo que foi por uma ótima causa.

- Oh, não. Imagine! Eu continuo com os mesmos gostos de sempre. – Denis gargalhou enquanto Camila corava diante daquela situação embaraçosa – Essa é uma amiga, minha melhor amiga, para ser mais preciso.

- Muito prazer, senhor Benett. Eu sou Camila, Camila Clarke. – disse estendendo a mão.

- Muito prazer, senhorita Clarke. Pode me chamar de Arnold. Se você é a melhor amiga do Denis, é minha amiga também. Sinta-se em casa.

- Muito obrigada, senhor, digo, Arnold.

- Brigitte! – o homem virou-se para uma mulher muito elegante que passava ao lado – Olha quem está aqui.

A mulher logo foi até eles com um sorriso largo no rosto.

- Denis, meu querido! – abraçou o rapaz com afeto – Como você está? Há quanto tempo não o vejo.

- Eu estou bem, senhora Benett. E a senhora como vai? Tudo no lugar? – disse com bom humor.

- Oh, sim. Está tudo em perfeito estado. – a mulher sorriu.

- Esta aqui é a Camila, uma amiga minha.

- Olá, senhora. Muito prazer. – a loira estendeu a mão para a mulher a sua frente.

- Meu Deus! Que linda! Muito prazer. – Não me diga que... Vocês dois...?

- Oh, não, Brigitte. – Arnold disse aos risos – Eu pensei o mesmo, mas ele me garantiu que são melhores amigos.

- Ah, sim. Então seja muito bem vinda, Camila. Amiga do Denis é nossa amiga também.

- Muito obrigada, senhora Benett.

- Apenas Brigitte, sim?!

Todos sorriram.

- Bom, fiquem à vontade. – disse o Arnold – Se sirvam, bebam, a casa é de vocês.

- Obrigada, Arnold! Muito bom revê-los. – Denis disse antes que o casal saísse dali.

- Nossa! Eles te adoram mesmo, hein! – Camila disse enquanto caminhavam até o salão principal.

- Bom, digamos que eles são muito agradecidos. – o loiro pegou duas taças de champanhe do garçom que passava por ali, entregando uma à amiga.

- Agradecidos? – Camila disse enquanto bebericava o líquido da taça – Humm... isso aqui é muito bom!

- Champanhe francês, meu bem.

- Delicioso! Mas me diga, o que você fez para eles que seja tão digno de sua gratidão?

- Eu ajudei a senhora Benett a voltar a andar. – ele disse com certo orgulho e carinho nas palavras.

- O que? Como assim?

- Ela sofreu um acidente de carro há uns anos atrás. Teve uma lesão muito grave na coluna. As chances dela andar novamente eram mínimas. Os médicos não acreditavam nessa possibilidade, mas eu não desisti. Ver o sofrimento daquele casal, que na época tinham um filho pequeno, me cortava o coração. As sessões de fisioterapia foram indicadas apenas para o tratamento, não havia esperanças de que ela voltasse a andar. Então eu fui em busca de tratamentos mais específicos, busquei ajuda com amigos da área e fiz um tratamento intensivo com ela. No início não surtiu muito efeito, ela desanimou, pensou em desistir, mas eu a incentivei. Uns meses depois começou a dar resultado e hoje ela está perfeitamente normal. Claro que depois de algumas cirurgias e mais uns anos de fisioterapia intensa. Acho que eles são gratos porque eu não deixei ela desistir, sabe? Procurei saídas quando tudo parecia perdido.

- Nossa, Baby D! Que lindo! Por que você nunca me contou essa história?

- Porque eu não queria me gabar, sabe?

- Ridículo! Não se pode fazer um elogio.

O jovem riu.

- Não, é brincadeira. Mas eu me orgulho muito de ter ajudado pessoas tão boas. Eles são pessoas incríveis, Camila.

- Eu percebi. Nesse breve encontro já deu pra notar. Eles exalam uma paz, um afeto muito bom.

O loiro assentiu.

- Eu-não-acredito! – Denis disse pausadamente atônito.

- O que? O que foi, Baby D?

- Não pode ser! Minha santinha dos gays enrustidos!

- O que foi, Denis? Ta me assustando.

Denis puxou Camila pelo braço para um canto do enorme salão.

- Ai! Calma! O que foi? Quem é que você viu pra se esconder desse jeito?

- É ele! É ele, Baby C!

- Ele quem?

- Lembra do cara que eu falei que me deu os ingressos pra ir naquela festa e prometeu me encontrar lá, mas não foi?

- Sim, sei.

- Ele ta aqui!

- O que? Onde, me mostra! Quero saber quem é?

- Ele ta lá do outro lado. Mas eu acho que você não vai querer vê-lo não. – o loiro disse a encarando.

- E por que não? Eu nem o conheço. Ou conheço?

- Porque você não o conhece, mas a mulher que ta do lado dele sim. E muito bem.

- O que? – Camila arregalou os olhos temendo que fosse quem imaginava e rezando para não ser – Ah, não! Não me diga que...

- Sim, ela mesma! A Evellyn ta aqui e com meu bofe do lado. Vadia!

 

 

 

 

Fim do capítulo


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Comentários para 6 - Confusa:
Lea
Lea

Em: 27/12/2022

Essa festa vai ser boa!

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Loui138
Loui138

Em: 08/10/2017

Esse Denis é muito divertido,  amando a estória. 

Responder

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rhina
rhina

Em: 18/09/2016

 

Olá. 

Eita que os desencontros estão saindo melhor que os encontros. 

Camilla foge e sempre dá de cara com a Evelyn. 

Vai ser difícil se segurar. 

Até. 

Rhina

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