Capítulo 1

Andarilha

de Andarilha, por Nay Rosario

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Deixando sua cama vazia 
Pela estrada sigo 
Adiante, sozinha.

Às vezes a lembrança me visita 
E relembro a nossa noite de amor 
Inesquecível momento 
Guardado em mim pelo tempo.

Sei o meu sentimento 
Não posso doar-lhe meu amor 
Hoje nem ficar contigo, consigo 
Sou andarilha, uma cigana. 
Sem morada e destino.

Meus sentimentos 
Ainda são os mesmos 
Andarilha a vagar 
Ao encontro do amor.

A procura de um lugar 
No qual ei de montar 
Um acampamento...

 

Ei de encontrar o meu norte 
Chegarei ao fim da minha estrada 
E lá enfim construir uma morada 
Onde eternamente ficarei enraizada 
Vivenciando um lindo amor.

Fim do capítulo

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Conversa

Comentários

2
R

rhina

22/06/2016 às 23:19

Olá. 

Suas poesias relatam muito amor. 

Mas ao mesmo tempo és enigmático. 

Deixa tudo as claras mas não clareia de modo definitivo as coisas. 

Ah! Senhora poetisa. Que com suas palavras embeleza meus dias 

Não me tire a euforia de a ti surpreender. 

Mas acho que fica cada vez mais difícil 

Pois poeta não sou. De amor não sei falar. 

Existe tantas dúvidas em meu coração que. Nem consigo enumerar. 

Então dona poeta pelas belezas que escreve parabéns. 

Beijos. 



Resposta do autor:

Bela e doce és tu, linda moça que com bons olhos e o puro coração le meus escritos. Pequenos poemas que sairam de tão magoado coração.  Em noites frias onde cicatrizes ainda escorriam suas lamúrias. São apenas transcrições de um tempo que se foi. Poeta também não sou. Sou aquela que dá voz e vez ao que esconde o coração.  

M

MCTA

16/09/2015 às 16:11

Seus poemas são sempre lindos! Se no peito dessa cigana ainda existe amor, um dia ela há de poder vivê-lo com quem lhe despertou tal sentimento. O amor verdadeiro entre dois corações ainda que demore vidas, sempre encontra uma maneira de poder ser vivido plenamente. Seu poema mecheu comigo, todos temos que as vezes nos tornarmos andarilhas por um tempo. 



Resposta do autor:

Obrigada. No peito dessa cigana coube muitas paixões, mas ela sentiu a necessidade de devotar o amor que lhe é guardado e por alguém se deixar ser amada. O amor verdadeiro transcende vidas e por mais que o tentem impedi-lo de concretizar-se ele sempre o fará. Somos andarilhos.

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