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Palavras: 3707
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Dia D

Fernanda nada respondeu. Saiu apresada em sua moto. 

 

Lara passou o resto do dia irritada, sabia que a investigadora era uma boa profissional e gostava de estar na presença dela, porém não iria tolerar aquele tipo de intromissão. Ligou para Andy, precisava desabafar, mas para sua surpresa seu amigo não concordou com sua atitude.

- Ai Lala ela tem experiência nessas coisas... para achar que o cara pode agir é porque existe essa possibilidade... não estou dizendo que você tinha que concordar e nem que ela fez certo em ligar para seu avô, mas demitir? Não foi demais não? Tipo que agora você vai ter que chamar outra pessoa e começar do zero querida.

- Ela não tinha esse direito Anderson, prefiro começar do zero então. Que saco... parece que tudo dá errado junto, tipo a gravadora me fazendo trabalhar com o Jorge, mais ameaças, Fernanda me irritando... estou em um clima péssimo e amanhã ainda tenho que ir em São Paulo e de noite sair com o Dani.

- Daniel Bach? O modelinho? Ele não tava na Europa?

- Foram só 3 semanas, volta hoje a noite, tínhamos feito uma reservar no DONA a quase 2 meses para quando ele voltasse.  Não vou ser a melhor companhia do mundo, mas preciso me distrai e também estou com saudades.

 

A segurança por sua vez também tinha ficado irritada “Como pode ser tão irresponsável?” pensava a todo o momento enquanto corria em volta do Maracanã com seu cachorro Hulk, ele foi o eleito para escutar seus resmungos e insatisfações.  No final do dia deitada na cama decidiu que não envolveria mais Erik na historia e daria um tempo pra Lara antes de ir atrás dela para conversarem sobre detalhes da demissão e devolver as chaves. 

 

No dia seguinte Fernanda passou o dia todo na clinica para se distrair, mas se manteve angustiada todo o tempo, realmente estava preocupada e queria ter noticias da produtora, por fim apelou para redes sociais, viu que a loira tinha ido para São Paulo mas já estava de volta ao Rio. Por volta das 19:30 viu uma selfie de Lara maquiada e achou que finalmente tinha ido para o tal jantar, decidiu ir na casa dela pegar seu notebook, já que no calor do bate boca tinha esquecido ele lá.

 

Foi de carro, pois por fim decidiu que levaria tudo em sua sala de uma só vez, estacionou na rua e seguiu para entrada principal da casa, viu as luzes da sala acessas e deduziu ser Paula com Bernardo, o que se confirmou assim que a baba abriu a porta.

- Oi Paula. Oi moleque – disse sorrindo.

Bê deu um gritinho e saiu correndo em direção a morena, se abraçando em suas pernas, que logo depois foram substituídos pelos braços. Fernanda ria com o menino fazendo festa em seu colo, não podia negar que adorava o pequeno.

- Ele perguntou de você no almoço – disse Paula enquanto entravam na sala.

- Hum – respondeu meio desanimada.

Sabia que não veria mais o menino e que ele perguntaria por ela mais algumas poucas vezes até se esquecer, sentiu um pouco de inveja de Bernardo, queria ela também se esquecer das pessoas tão facilmente como uma criança.

-  Qué binca Fê? – disse o pequeno entretido passando os dedinhos no cordão que a investigadora usava.

 

Antes que Fernanda pudesse responder escutou saltos subindo as escada, sentiu seu corpo tremer e teve que segurar Bernardo mais apertado em seus braços para ter certeza que o menino não caísse deles, que se tornaram moles como gelatina com a visão a sua frente.

Lara está extremamente linda, vestia um vestido preto de mangas longas, com um decote generoso, acima do joelho e que marcava todo seu corpo esguio. Jóias com alguma pedra preciosa que combinavam com seus olhos azuis e o cabelo loiro platinado impecavelmente jogado para trás de uma forma elegante. Fernanda sabia a muitos anos que a produtora era uma mulher lindíssima, mas era como olha-la pela primeira vez, não deve como esconder a admiração, sua boca encontrava-se levemente aberta e seus olhos brilhando, mas seus devaneios logo foram embora com a chegada da voz séria em seus ouvidos.

- Paula suba com Bernardo.

A babá prontamente pegou o menino do colo da morena e subiu.

- O que está fazendo aqui? Achei que tinha sido clara… não está pretende me seguir ou me impedir de sair…

- Lógico que não - revirou os olhos - Vim buscar meu notebook e outras coisas, achei que não estivesse em casa.

- Hum… Fernanda espero que possamos resolver essa demissão entre nós duas, ainda essa semana, e apenas entre nós duas.

- Se está se referindo a Erik, não se preocupe ele não saberá pela minha boca, não tenho mais motivos para me preocupar e entrar em contado com ele... enfim com licença preciso pegar minha coisas e ir. 

 

Fernanda fez uma limpa em sua sala, pegou seu notebook e todas suas anotações, fotos e informações espalhadas pelo cômodo. Levou tudo para o carro e saiu. Voltou para casa mentalmente cansada, ficou longos minutos na banheira tentando, em vão, relaxar. Gostaria de não importar mais e nem de se preocupar, Lara não era a primeira cliente que a demitia mesmo correndo riscos, mas o problema era que Lara não era só mais uma cliente.  Lembrou-se de quando eram mais novas e do que sentia todas as vezes que via, mesmo que de longe, a baixinha de cabelos claros e olhos da cor do mar, sorrindo largo com suas covinhas a mostra. Respirou fundo. Mergulhou na banheira e fico submersa o máximo de tempo de conseguiu, como se isso fosse capaz de afastar seus pensamentos.

 

Depois do banho, jantou com sua família e logo em seguida voltou ao quarto, ficou alguns minutos apenas fazendo carinho e recebendo lambidas de seus 3 cachorros. Abriu o notebook, voltaria a trabalhar integralmente na clinica e começava a planejar um grande evento de adoção para daqui alguns meses. Quando abriu seu e-mail percebeu que tinham enviado as fotos do relógio. Sua curiosidade foi maior, olhou o e-mail e logo se levantou para procurar algo em seu caderno de anotações, o que escreveu ontem confirmava o que sua memória já tinha percebido assim que olhou para foto, era o mesmo horário nos dois relógios, ambos quebrados, ambos marcando 4:30.

Ficou deitada olhando pro teto tentando entender o porquê do horário, riu sozinha quando pensou “Se fosse 4:20 seria uma piada pronta”, sua risada foi cortada por um barulho vindo do computador indicando que um  novo e-mail  havia chegado. Fernanda se manteve deitada, apenas puxando o notebook para perto, mas assim que viu de quem era o e-mail se sentou na cama.

- Lara?  – Franziu o cenho.

O e-mail não tinha assunto, mas indicava ter um arquivo em anexo. Abriu. Uma linha de 6 fotos em miniatura apareceram. Clicou. Suas mãos tremeram e sua cabeça parecia querer explodir.  As fotos aparentemente tiradas do outro lado da rua mostravam Lara, com o vestido preto que a segurança havia visto horas antes, andando e entrando em algum lugar acompanhada de Daniel.  Fernanda disse para si mesma horrorizada.

- Não é 4:30... é 30 do 4. É hoje! – se levantou na cama – Droga, droga, droga, mais que inferno.

 

Fernanda se pois a andar de um lado para o outro dentro do quarto sendo seguida pelos olhos de 3 cachorros confusos com a situação. Respirou fundo, aquela não era hora de desespero e sim de ação. Ligou para Lara enquanto procurava uma roupa. 6 toques e caixa postal. 6 toques e caixa postal. 3 toques e ligação detonada. 1 toque e

- Qual o seu problema? Não deu para perceber que não estou podendo atender?

- Graças a Deus. Lara onde você está?

- Você deve ter amnésia, só pode, Fernanda eu não lhe devo satisfações.

Depois disso nem mais toques eram ouvidos, a DJ tinha desligado o celular.

- Argh … sua… irresponsável desgraçada – a segurança bufava.

 

Pensou em ligar para Erik mas não seria prudente deixar o senhor nervoso, em seguida lembrou de Anderson, procurou seu número e telefonou.

- Alô. 

- Anderson? É Fernanda Maciel, investigadora, ou melhor ex investigadora da Lara…

- IIII lá vem bomba – interrompeu a morena – escuta aqui fofa se você  já for começar com ameaças de biografia e soltar fofocas pra sites EU TE PROCESSO …

- Quer calar a boca e me escutar – o homem parece ter ficado mudo do outro lado – Ótimo. Não tenho tempo para explicar, só preciso saber em que restaurante a Lara está, acho que vão atacar ela hoje.

- Ai minha nossa senhora dos empresários. Ela tá no DONA menina, ali no Leblon quase chegando na Lagoa…

 

Não esperou Andy continuar, sabia onde era. Tirou o blusão que vestia e colocou uma calça jeans justa e uma blusa branca de seda, pegou alguns cordões e brincos mais arrumados, a única bolsa de grife que tinha, um salto alto vermelho e um blazer preto, sabia que se quisesse ter uma possibilidade de entrar ali tinha que no mínimo estar bem vestida, só não tinha tempo para se maquiar. Foi o mais rápido que pode, a distancia que era de cerca de 20 minutos foi feita em 15. No caminho foi pensando em como entraria, sabia que restaurantes como esses só com reservar, mas também sabia que a maioria não pedia o nome das pessoas na mesa e normalmente de uma mesa acomodava até 4 pessoas. Era tudo uma questão de passar confiança. Deixou a moto em uma rua próxima, deu graças a Deus de ter rímel e batom na bolsa, ajeitou o cabelo como pode e caminhou com segurança até a entrada do restaurante. Optou por falar o nome de Daniel.

- Boa noite senhorita.

- Boa noite – sorriu – reserva em nome de Daniel Bach.

O homem olhou para lista por alguns minutos deixando Fernanda apreensiva, até sorrir de volta falando.

- Segundo andar, sexta mesa a sua direita. 

- Obrigada.

 

Fernanda chegou ao segundo andar e logo avistou Daniel, Lara estava de frente para ele e de costas para onde a segurança entrava, logo não viu ela se aproximar.

- Boa Noite – disse Fernanda se sentando.

Lara ficou boquiaberta e Daniel sem entender nada.

- Isso não pode estar acontecendo.

- Você desligou na minha cara e eu precisava conversar com você urgentemente... e a sós – olhou de rabo de olho para Daniel.

- Lara o que é isso? Não vai me dizer que é uma ex ciumenta?

- EX? – falaram, quase gritaram, juntas.

- Atual? – franziu o cenho.

- Daniel… nem tenta entender, vai ser melhor para você, espera só um segundinho – disse com um sorriso amarelo, levantando-se e pegando sua bolsa – E você Fernanda vem aqui agora.

 

A loira seguiu até uma parte aberta no segundo andar totalmente enfurecida e assim que parou de andar, abriu a bolsa, pegou um cigarro e se pois a fumar.

- Você é retardada? 

- Apenas me escuta ok?! Se tivesse me escutado ao telefone eu não precisaria ter feito isso, eu não sou criança querendo diversão Lara, se fiz o que fiz é porque um motivo sério existe.

Lara respirou fundo, tragou e soltou a fumaça com força.

- Então fale …

- Os relógios quebrados marcam a mesma hora Lara, mas na verdade não é uma hora, é uma data, marca o dia de hoje, acho que quem seja que está te mandando essas ameaças… vai agir hoje.

- Não pode ser apenas coincidência? – a loirinha disse em um tom de voz baixo, tentou ser cética mas a verdade é que estava assustada.

- Não – disse se aproximando da produtora – Não é só isso… me mandaram um e-mail com fotos de você entrando nesse restaurante ainda agora, Lara ele foi enviado pelo seu e-mail… a pessoa hackeou sua conta.

Lara sentia vontade de chorar, suas pernas ficaram fracas e se sentou no banco. Abaixou a cabeça e respirou fundo contendo as lagrimas. 

- E agora?

- Vou te levar em segurança para casa. Temos que ir embora, entende?

- Uhum – resmungou baixinho – mas o que falo para Daniel? 

- Qualquer coisa Lara – revirou os olhos – só precisamos ir.

- Tudo bem – levantou – você veio de moto? Porque eu vim no carro do Dani.

- Droga, deveria ter imaginado isso – pensou um pouquinho – nós vamos precisar do carro dele, é mais seguro que voltar de moto.

- Ai meu Deus que manca que estou dando com ele, pior que o carro dele só tem dois lugares, o coitado vai ter que voltar de táxi. Eu… eu vou na frente falar com ele, quando estivermos indo te chamo.

 

Lara não mentiu, não tinha como inventar uma historia plausível, disse a verdade. Daniel fico preocupada e queria ir junto mas sabia que ela estaria mais segura com um profissional. A loira chamou Fernanda e os 3 caminharam para o primeiro andar. Esperavam o manobrista chegar com o carro no lounge, a segurança está levemente incomoda com Daniel abraçado a Lara, fazendo carinho em suas costas e lhe dizendo que tudo ficaria bem, o incomodo passou de leve para extremo no momento que os dois juntaram os lábios. Fernanda se direcionou até a porta e aproveitou para dar uma olhada em qualquer movimento estranho na rua. Era uma rua movimentada, com outros restaurantes em frente e dois bares com muito jovens na esquina, parecia não ter perigo. O carro chegou e logo os dois saíram de dentro do restaurante.

- Belo carro – disse Fernanda ao modelo, dono de um Corvette vermelho antigo completamente restaurado. 

- Você está levando para casa minhas duas joias favoritas, cuidado – disse entregando a chaves na mão da segurança.

- Pode deixar – disse com meio sorriso mas por dentro enjoada com a cantada do projeto de galã.

 

Lara se despedia de Daniel e Fernanda se preparava para dar a volta no carro e entrar quando viu uma moto vindo em alta velocidade na contra mão. Só teve tempo de voltar para calçada e se aproximar de Lara, quando escutou a moto freando já estava com o corpo colado ao dela, e no primeiro barulho de tiro se jogou ao chão junto com a loirinha colocando seu corpo sobre o dela. Mais alguns tiros e a moto se foi.

Sentiu sua perna doer, levantou o tronco do chão ainda atordoada, olhou em volta, vidros da porta espalhados pelo chão, algumas marcas de tiro na calçada, Daniel gem*ndo de dor enquanto leva a mão ao pé, sua calça levemente rasgada na altura da panturrilha e Lara desacordada no chão.

Fernanda percebeu uma pequena poça de sangue se formando no chão perto da cabeça de Lara, virou a mulher desacordada para si tentando achar o motivo do sangue, suspirou aliviada ao perceber que o sangue, e provavelmente o desmaio também, era causado por um pequeno corte no supercílio.

Pessoas chegaram perto, algumas tentando ajudar e outras apenas curiosas, informaram que já tinha ligado para emergência. Não demorou muito e o atendimento chegou, levaram os 3 para o hospital. Fernanda decidiu ligar para Anderson enquanto estava na ambulância, tentou acalmar o homem como pode e informou o endereço do hospital para qual estavam sendo levados.

 

A segurança tinha levado um tiro de raspão na panturrilha, não tão profundo para levar pontos mas com certeza ganharia uma nova cicatriz,  "ossos do ofício" pensou enquanto olhava no espelho a perna enfaixada, antes de se encaminhar para o quarto da produtora. 

- Com licença – entrou no quarto e viu Andy em pé do lado da cama fazendo carinho na mão de uma loirinha chorosa com um curativo acima do olho direito – Que bom que acordou!

Lara olhou para segurança e tentou sorrir mas seus olhos logo perceberam a perna enfaixada e um pouco de sangue em sua blusa branca.

- Ai meu Deus, você está machucada! – ameaçou chorar e Andy apertou levemente sua mão.

- Ei, calma – tentou em vão tranquiliza-la – Nem foi nada demais, pegou de raspão…

- Um tiro de raspão… UM TIRO FERNANDA – disse triste e com a voz embargada  – primeiro o Daniel, agora você… tô me sentindo péssima.

- Relaxa Lara, afinal esse é minha profissão. Uma cicatriz a mais ou a menos não vai fazer diferença, o importante é que na medida do possível você está bem – disse em meio sorriso, e foi acompanhada por outro tímido de uma loirinha ainda chateada.

- Obrigada Fernanda, de verdade, você não tinha mais a obrigação de fazer nada… e mesmo assim fez.

- Imagina. Eu faria… você sabe… você sabe que sim.

- Acho que você é meu anjo da guarda 0800 – sorriu largo e escutou a risada da segurança.

 

Anderson, que ainda não tinha aberto a boca, ficou pensativo com aquela cena “tem alguma coisa ai, há se tem”. Ainda não tinha visto a investigadora pessoalmente, também não perguntava muito sobre ela e Lara falava em seu nome poucas vezes, tinha idealizado em sua cabeça uma troglodita alta, forte, com aparência masculina e velha, quase caiu para trás quando se tocou que o mulherão que entrou no quarto era a tal investigadora.

- Então você é a esquentadinha que me mandou calar a boca hoje? Já amei! Eficiente que só, tá contratada de novo menina se não eu mesmo rasgo o outro supercílio da minha diva tatuada.

- Acho que sou eu mesma – riu meio sem graça

- Anderson não me mata de vergonha, que eu não tô podendo – riram.

- Bom... qualquer coisa estarei lá fora.

Depois que a segurança saiu o Andy não se segurou mais.

- Desembucha Lara – disse cutucando a cintura da loira que dava pequenos pulinhos na cama.

- Desembucha o que criatura? – tentava conter as mãos do amigo que faziam cócegas – Anderson você quer parar?

- Então fala… qual é de vocês duas?

- Como assim? Ela trabalha para mim não tá vendo?

- Escuta aqui barbie do Paraguai você pode enganar meio mundo com essa carinha linda mas a mim não. A investigadora que eu achava ser a Fiona do Sherk tá mais para Mulher Maravilha, e se eu bem te conheço você deve estar de olho, CONFESSA LARA!

- Mas que mania você tem de achar que respirou e eu já quero pegar…

- Tipo isso, e não se faz de desentendida porque mesmo de cama, depois de correr risco de vida eu vi você olhando pra bunda dela quando saiu.

Lara deu um sorriso cafajeste

- Não é minha culpa se ela é gostosa…

- Eu sabia! Sua cachorra – dava tapas no braço da amiga enquanto ela ria.

- Cara qualquer pessoa que enxerga notaria isso também, não significa que eu queira pegar ela ou algo do tipo.

- Sei… Acho bom mesmo Dona Juan, não recomendo você quebrar o coração da Mulher Maravilha ai, por hoje podemos julgar que ela é uma ótima profissional e não queremos ela se demitindo porque a patroa não segura pepeca na saia?! Certo Lara?!

- Certo Anderson – disse revirando os olhos.

- Ok...vou pegar um cafezinho pra mim.

Saiu do quarto, mas não chegou a fechar a porta, ficou com a mão na maçaneta, viu a segurança a alguns metros de distância falando no telefone, passando amãono cabelo, deu uma olhada na silhueta da moça e colocou a cabeça para dentro do quarto.

- Ok, ela é gostosa MUITO gostosa, gata também. Deu até vontade de ser hétero de novo…

- Babaca – tacou um travesseiro na direção da porta e fico rindo sozinha no quarto.

 

O relógio marcava 3 da manhã quando finalmente saíram do hospital. Os exames não apontavam nenhum problema em Lara e os médicos a liberaram, Daniel foi transferido para outro hospital, teria que passar por uma cirurgia no pé, a produtora se sentiu culpada quando soube da noticia, passaria lá no dia seguinte para falar com ele e pedir desculpas.

 

Enquanto Lara estava desacordada Anderson avisou a Erik do ocorrido, tentando ao máximo tranquilizar o senhor que estava em uma viagem no Paraná, mas de pouco adiantou, o avô da loira pegou o primeiro avião para Rio. Erik ligou para Fernanda antes de embarcar e assim que aterrissou soube que já estavam indo para casa e também se encaminhou para lá.

Quando chegaram em casa o carro do Senhor já estava estacionado.

- Ele vai comer meu fígado – murmurou para Andy e Fernanda.

- Com batata frita, meu bem – completou Andy.

 

Não deu outra o senhor ficou ainda mais nervoso vendo o curativo no rosto da neta. Chamou-a para o escritório, mas mesmo assim a voz firme pode ser ouvida pelos outros dois na sala ao lado.

- IRRESPONSÁVEL! Como você pode demitir Fernanda com ela falando que estava em risco Lara? Hem?

- Eu achei que era exagero farfar – disse em um fio de voz sentada no sofá.

- O seu achar causou essa droga na sua cara e outra na perna da Fernanda. E por sorte, POR SORTE! – respirou fundo – Lara você é nova e tem um filho para criar, não pode se dar ao luxo de correr riscos, quando você vai deixar de se tão inconsequente?

Lara deixou algumas lágrimas caírem e abraço os próprios braços, não demorou muito para o senhor sentar do seu lado.

- Kära, vem aqui – abraçou-a – vai ficar tudo bem, mas dessa vez vamos fazer de outro jeito.

 

Ficaram ali conversando por mais alguns minutos. Erik explicou para Lara como as coisas funcionariam dali para frente, Fernanda montaria uma equipe e a produtora passaria a ter segurança 24 horas por dia, assim como Bernardo, já tinha combinado os detalhes por telefone com a investigadora e estava apenas repassando para a neta, que naquela situação não tinha outra opção a não ser aceitar. 

 

 

Fim do capítulo


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Comentários para 10 - Dia D:
Lea
Lea

Em: 14/02/2022

Um tiro no pé do Daniel, é aquele tipo de ferimento só para disfarçar sobre quem é o verdadeiro culpado! ( Tudo é possível)

Responder

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Maria Flor
Maria Flor

Em: 12/09/2015

Sei que não devia, mas ri muito da conversa entre o Andy e a Lara, hahaha.

E qual a intenção do hater em mandar um email pra Fernanda? Queria tornar tudo mais interessante? Como ele sabia sobre ela? É um dos que sabem sobre a existência dela?

Sua história está cada vez melhor!!

Responder

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patty-321
patty-321

Em: 07/09/2015

A coisa piorou. Atentado. Q bom q a gostosa estava lá. Ui. Tb quero. Eita se a minha namorada ler isso. Fudeu. Kkk

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