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Palavras: 3353
Acessos: 7012   |  Postado em: 00/00/0000

Primeiro Dia

Lara tinha colocado o alarme para despertar as sete, mas acordou sozinha as cinco e depois não conseguiu mais dormir. Inexplicavelmente estava ansiosa para a chegada de Fernanda, seria o primeiro dia de trabalho da investigadora, mas a loira podia jurar que era o seu, se sentia tão nervosa quanto na primeira vez que tocou em uma boate e dizia a si mentalmente que aquela reação era por causa das coisas que Erik lhe disse na noite anterior. 

 

Fernanda chegaria as oito, e naquele dia Lara tinha pedido para todos empregados estarem presentes, mesmo os que não trabalham todos os dias em sua casa. Iria apresentar todos a investigadora.   

 

A morena foi pontual. As 8:00 a guarita da entrada do condômino anunciou sua chegada, como dessa vez não estava acompanhada de Erik e seu motorista, Lara então esperou a morena na rua em frente a sua casa,  para lhe mostrar o caminho da garagem. Para surpresa da loira uma moto aprilia rsv4 preta parou na sua frente, e ela pode jurar que tudo o que aconteceu em sequência foi em câmera lenta. Fernanda tirou o capacete ajeitou rapidamente o cabelo e olhou para Lara.

 

- Bom dia senhorita Lara. Onde posso estacionar?

- Bo Bom dia – disse ainda caguejando depois de ficar alguns bons segundos literalmente de queixo caído – Eu é… eu vou te mostrar, me segue aqui.

Lara a levou até a garagem, que ficava no subsolo da casa, tentando disfarçar as olhadas que dava para a investigadora toda de preto com a bunda empinada pro alto na moto.

“Essa mulher aqui em casa é um atentado a minha sanidade mental, senhor!”

 

Esperou ela descer da moto para começar a lhe mostra a casa.

- Bom Fernanda como já estamos no sub solo vou começar te mostrando onde você vai ficar – e começou a andar – Aqui embaixo fica a garagem, lavanderia, casa das maquinas e uma pequena residência de empregados – abriu a porta – E é aqui que você vai fica, tem 2 dormitórios, uma cozinha e um banheiro... mais raramente os empregados dormem aqui em casa, logo sempre vai ter bastante privacidade para você trabalhar. Eu acho aqui meio frio e sem graça – fez um careta e deu de ombros – Ai pedi pra Conca colocar umas cores e flores, e uma cafeteira também, espero que seja do seu agrado e o suficiente pro seu trabalho.   

- Isso é mais que o necessário para trabalhar. – deu um sorriso breve agradecendo a gentileza – Posso deixar minha mochila aqui? – apontou para mesa.

- Lógico! – prosseguiu – Bem... vovô disse que você não costuma descansar quando faz uma investigação, mas não quero que se mate de trabalhar  assim... que tal definirmos horários? Mas também te deixo livre pra ficar mais tempo ou menos tempo do que definirmos, podendo dormir aqui se quiser ou nem vir para cá também. 

- Por mim tudo bem, mas fique ciente que se for necessário passarei 24h aqui trabalhando.

- Tudo bem moça que não dorme – riu da própria piada, mas logo parou quando viu que não foi acompanhada – É... proponho de 8:00 as 18:00 de segunda a sexta, mas fica a sua escolha outros horários também. Vou te entregar a chave da casa para vir quando quiser.

- Ok.

- Agora vamos subir quero apresentar os empregados e o resto da casa.

 

Todos aguardavam na sala de multimídia que ficava no primeiro andar da casa, logo a cima do subsolo. A loira prontamente começou as apresentações.

- Essa senhorinha linda, cheirosa e simpática – disse apertando a mulher a sua frente que morria de rir – é a Dona Conca, a melhor cozinheira do Rio de Janeiro e quem deixa essa casa em ordem – apontou para o lado – Essa é Marlene que uma vez por semana tá aqui em casa ajudando a Conca com limpeza... Seu Joca, que cuida dos jardins de quase todas as casas desse condomínio – piscou para o senhor – Duarte que na verdade é um dos motoristas do vovô, mas sempre está por aqui levando o Bernardo pra escolinha quando eu não posso... E por último, mas definitivamente não menos importante, minha querida Paula babá do Bê e muitas vezes a minha também – brincou apertando a jovem senhora de 50 anos – Que tanto me socorre nos dias em que trabalho a noite... E gente essa é Fernanda, ela vai trabalhar aqui em casa por um tempo, está investigando algumas coisas para mim – sorriu para os empregados. Lara não falava para ninguém sobre as ameaças que sofria, no caso Conca e Paula para não deixa-las preocupadas e do restante pra não correr o risco de vazar na mídia.

 

Todos se cumprimentaram e as duas seguiram para o resto da casa. Lara mostrou todos os cômodos. Os quartos que ficavam no segundo andar, e terminaram no terceiro andar, onde ficava a sala de estar, cozinha e sala de jantar em uma ambiente em estilo aberto. Foram para pequena varanda que dava de frente pro mar e sua agradável brisa.  

- É uma bela casa, bem grande – Fernanda comentou.

- Grande até demais – Lara acrescentou – do tamanho do ego do meu ex marido, ele colocou  no meu nome e acabei continuando aqui depois que terminamos, mas acho ela fria demais é quase insuportável no inverno... é linda mas não parece um lar. Até pensei em comprar um apê  menor... mas ai comecei a receber as cartas e o senhor Erik sabe tudo me convenceu a ficar aqui por ser mais seguro.

- Ele parece sempre te convencer…

 

Fernanda foi interrompida por uma vozinha fina que vinha de perto da grande porta de vidro.

- Moo?! 

O pequeno Bernardo chamava por Lara meio desconfiado, com a presença de uma desconhecida, segurando seu coelhinho de pelúcia contra o peito.

- Oi meu amor, vem cá vem. 

 

O menino de cabelo castanho claro e olhos azuis entrou na varanda meio devagar e vacilante acompanhado de duas bolas de pelo preto que miavam. A investigadora viu aquela cena com um sorriso no rosto, não sabia dizer qual dos 3 era o mais fofo. Lara pegou Bernardo no colo enquanto Romeu se enroscava em sua perna e Julieta nas de Fernanda.

- Pronto agora você conhece todos moradores dessa casa, esse é meu filho Bernardo e essas coisas gostosas e ordinárias são Romeu e Julieta – sorriu e olhou para o pequeno em seus braços – Diz oi pra tia filho?!

- Oiii – disse ainda com vergonha.

- Oi lindão, você é uma graça sabia? – passou a mão em seu cabelo e depois olhou para baixo pra gata que parecia também querer sua atenção – Você também é um graça – pegou Julieta no colo.

- Olha que gata safada... mal te conhece e já vai no colo, comigo só quanto quer comida, fora isso essa quenga só falta me matar – riu – Você gosta de bichinhos?

- Amo – Fernanda abriu um sorriso tão largo e a loira se sentiu uma retardada, só soube sorrir junto – Eu sou protetora animal – falou orgulhosa e sorridente – Essas coisinhas de quatro patas são minha vida.

- Nossa que bacana, mas você tem algum?

- 5 gatos e 3 cachorros.

- Meu Deus Fernanda e eu achando que 2 gatinhos era muito – riram juntas – Bom... eu tenho que dar café pra esse garoto aqui, você quer tomar também?

- Não obrigada... na verdade eu queria ter fazer umas perguntas, pedidos e também ver as cartas.

- Lógico, vou dar alguma coisa pra ele comer e te encontro lá embaixo.

 

Depois de dar café da manha para seu pequeno, Lara seguiu para o cômodo que agora era de Fernanda, viu a morena em pé apoiada na mesa olhando para tela de seu computador concentrada e ficou ali parada na porta olhando aquela cena, era a primeira vez que via a investigadora sem casaco e aproveitou para olhar cada novo detalhe, os braços definidos sem deixar de serem femininos, a cor morena era natura mas o brilho bronzeado indicava que como típica carioca ela curtia praia, o cabelo enrolado em um coque deixava a mostra alguns piercings na orelha e um pescoço esguio.

 

 

Aquela parte do corpo especial lhe fez salivar, teve breves pensamentos nada inocentes onde sua boca terminava em cima daquele pescoço. Decidiu que era melhor deixar-se ser vista antes que fosse pega no flagra. Bateu levemente no vidro da porta.

 

- Oi… voltei. Trouxe as cartas – estende-lhe a mão com elas. 

- Ótimo – Fernanda colocou-as perto de seu computador e caderno de anotações –  Posso começar com as perguntas e pedidos?

- Claro.

- Sente-se, por favor, que isso pode demorar um pouquinho – Fernanda puxou uma cadeira para Lara se sentar e sentou-se do outro lado – Bom primeiro os pedidos. Vou precisar de uma multifuncional e internet.

- Posso trazer a do escritório para cá e já lhe passo a senha do wifi.

- Tudo bem, bom senhorita Lara …

- Por favor né, só Lara – disse interrompendo e sorrindo.

- Ok … Lara, antes de dar uma olhada nas cartas gostaria  de saber seu ponto de vista sobre isso tudo, quanto elas começaram e se você suspeita de alguém. 

- Nenhum nome fixo, só acho que deve ser um maluco obcecado talvez um fã que virou hater, pois essa criatura parece me odiar na mesma proporção que me conhece – a investigadora anotava enquanto ela falava – Elas começaram a 5 meses, em novembro do ano passado, bom eu já tinha recebido algumas coisas estranhas desde que comecei a fazer sucesso, mas nada comparado a isso... É tão carregada de ódio e raiva.  Me descrevem de uma forma  horrível, e a cada carta parece que o ódio aumenta. Em todas cartas tem algo do tipo “eu vou de destruir” ou “eu vou acabar com você” acabei entrando em contato com a policia por precaução, mas vovô me convenceu a te chamar pois a ultima carta foi usada a palavra sangrar e também pela primeira vez falou o sobre meu filho... Apesar de achar que é apenas um bostinha sem capacidade pra me fazer mal, quero acabar com essa palhaçada logo.

- Onde você recebe as cartas?

- No meu trabalho ou na minha caixa postal, mas já recebi uma aqui.

- Já entregaram algo além de uma carta?

- Um relógio… mês passado no meu aniversario. Ele estava junto dos presentes que os fãs deixaram na caixa postal, percebi que era desse maluco pois veio com um cartãozinho escrito “parabéns nojentinha” ele me chama assim, e depois a policia confirmou a mesma caligrafia. 

- Quantas pessoas sabem que você está sendo ameaçada?

- Meu avô, meu empresário William e meu amigo Tayson. Tento ao máximo esconder isso, séria um desastre se vazasse na mídia, minha cabeça anda uma loucura... tudo que eu preciso é demais um escândalo  envolvendo meu nome e entrevistas com esse assunto em pauta.

 

Fernanda logo lembrou que nos últimos 2 anos Lara viveu metida em polêmicas, a separação do casal perfeito, os escândalos envolvendo o ex marido, apontada como pivô de separação de um  famoso cantor, por ultimo as fotos dos beijos com Lívia Andrade e sua sexualidade virando capa de revista.

- Está sendo uma tortura segura isso dentro de mim – a produtora continuou e sentiu seus olhos marejarem – Não poder desabafar com meus amigos e principalmente nas redes sociais com meus fãs, mas é assim – respirou fundo e deixou uma lágrima cair – É assim que tem que ser, não posso e não vou dar ibope para esse doente psicopata. Por isso que não quero ser vista com uma segurança entende? Só quando eu achar que for de extrema importância ou me sentir ameaçada.

- Compreendo, vou fazer o possível para achar essa pessoa rapidamente e não precisarmos te expor de forma alguma. Ok?

Fernanda segura as mãos de Lara que estavam tremendo sobre a mesa e olha em seus olhos  como se procurasse passar algum conforto. Tal gesto surtiu efeito e o coração da loira pareceu ter se acalmado instantaneamente com aquele contato. 

- Ok!

- Vai dar tudo certo, eu lhe dou minha palavra.

 

A conversa terminou, mas o toque das mãos  e troca de olhares não, ficaram ali por  alguns segundos até a investigadora se dar conta de como as duas estavam. 

- Enfim… essa eram as perguntas que queria fazer, vou dar uma analisada nas cartas agora – disse se levantando.

- Claro, eu vou deixar você trabalhando – respondeu meio apresada percebendo a reação da morena – daqui a pouco vou deixar Bernardo na escolinha e vou para produtora, talvez só volte após as 18:00… então até manhã e se precisar de alguma coisa é só pedir a Conca.

- Até – balançou levemente a cabeça em aceno pra loira que logo depois saiu do cômodo.

 

Algumas horas depois Conca avisou a Fernanda que o almoço estava pronto, a investigadora lhe agradeceu, mas  informou que tinha  trago marmita e ficaria lá embaixo comendo enquanto trabalhava.  A morena não comia carne vermelha e tinha uma dieta controlada, acabava preferindo levar sua própria comida para evitar qualquer tipo de situação com as pessoas que contratavam seus serviços. 

 

Ficou ali comendo e trabalhando, analisava as cartas com atenção e tentava seguir uma linha de raciocínio.   Eram 5 no total, uma por mês, e mais o relógio com um bilhete que Lara recebeu no aniversário. A primeira carta não existia mais, a loira tinha jogado fora depois de ler, mas fez uma transcrição resumida do que lembrava para policia após receber a pior carta, a terceira, e decidir procurar ajuda. A terceira carta era um misto de baixaria sexuais com ameaças e segundo o anônimo naquele ano ela rezaria para morrer, pois “o inferno será mais doce que sua vida”. A última carta falava em sangue e sofrimento, além de tocar no nome de Bernardo, foi o que fez Lara decidir que era hora de serviços particulares também.

 

A investigadora passou ali horas lendo e relendo, estudando a caligrafia e o palavreado, tudo era  pista. Já se passava das 18 quando decidiu parar. Subiu e percebeu que não havia ninguém em casa, Conca já tinha ido embora e a dona da casa ainda não tinha chegado, por fim decidiu espera pela produtora no jardim no deck da piscina que ficava no primeiro andar, perto da descida para garagem.  

- Olha só… então eu estou sendo seguida? – Fernanda olhava para baixo sorrindo, os gatinhos decidiram seguir ela quando passou pela sala – Querem ir lá pra fora comigo? – escutou uns miados diferentes – Acho que isso é um sim.

 

Uma hora se passou até a chegada de Lara, estava com Bernardo no colo, Paula ao seu lado enquanto Duarte esperava no carro, a loira se surpreendeu com a investigadora no deck.

 

- Mulher … você  é investigadora ou a Branca de Neve? Esses gatos não vão com quase ninguém e já tão ai no seu colo?

- Acho que é um dom – sorriu e colocou os gatos no chão – Enfim… decidi esperar porque precisava te pedir algumas listas e te mostrar algumas coisas.

- Tudo bem. Paula pode subir com o Bernardo e separar as roupinhas dele?

- Claro, vem pequeno. – Paula pego-o no colo.

- Xá vai mamãe?

- Ainda não meu amor, daqui a pouco, mas antes vou te encher de beijinhos – disse enquanto dava beijinhos de esquimó no filho.

- Tá baum.

Paula levou o menino para cima, enquanto as duas seguiram para o subsolo. Lá a morena foi direta.

 

- Quero que você faça uma lista com os nomes das 50 pessoas mais próximas de você e todas as pessoas com quem se envolveu desde que se separou!

- E porque eu faria uma coisa dessas? – disse levantando uma das sobrancelhas e cruzando os braços. 

Lara até então tinha se mostrado educada, divertida e prestativa com a investigadora, mas no primeiro sinal que teria sua vida pessoal invadida colocou certa rebeldia a amostra. Fernanda percebeu o desconforto e tratou de explicar a importância.

- Pois é de extrema importância.  Você diz que a pessoa parece te conhecer como se te acompanha-se como fã e depois hater, porém para mim ele te conhece de verdade, pessoal, talvez até de convívio. Olhe – Fernanda andou até a mesa e apontou para Lara trechos da carta que comprovam sua teoria, ela tinha scaneado, dado zoom e agrupado em uma sequencia lógica várias partes – eu analisei a caligrafia, a pessoa é muito segura no que escreve sempre, resumindo a caligrafia e o palavreado dele mais a superficialidade em relação a sua vida que ele parece conhecer, mas não tanto... me levam a crer  que a pessoa está próxima de você, mas não a muito tempo... e já se relacionou sexualmente com você ou já tentou e não conseguiu. Obvio que caligrafia não é uma ciência correta, a pessoa pode tentar mudar... mas sempre deixa emoções passar.  

- Porque não um obcecado a anos?

- Pois ele usa coisas recentes para te atingir, seus relacionamentos... sua sexualidade.  Assim Erik entrou em contato comigo fiz uma breve pesquisa sobre sua vida e algumas perguntas a Erik, sejamos sinceras ele podia usar de outros assuntos mais antigos e familiares pra te atingir ou até mesmo sua separação que não é tão antiga assim... mas é extremamente superficial, ele prefere te atacar com coisas recentes... é algo recente, um ódio recente, entende?

- Sim – bufou – farei as listas... Hoje é quinta e eu sou residente em uma boate na Barra, quanto acabar de tocar vou direto para Manaus e só volto domingo. Bernardo vai ficar na casa da minha mãe, logo você não precisar vir amanhã e segunda te entrego as listas – Lara disse irritada.

- Tudo bem.

 

Bernardo acompanhado da babá apareceu no sub solo, acabanado com o clima pesado entre as duas mulheres.

- Xau moo – disse o menino sorridente alheio a qualquer problema.

- Vem aqui gorduchinho – pegou o pequeno no colo dando-lhe beijos.

- Ele parece tanto com você – pensou alto demais, e quando viu Lara lhe encarar pensativa, logo tentou sair daquela situação – Enfim eu vou guardar minhas coisas e vou indo.

- Eu vou levar eles no carro e te espero lá em cima na rua.

 

Lara colocou Bernardo no carro e fez uma breve reflexão da sua atitude a poucos minutos atrás, tinha ficado com raiva e destratado uma pessoa que seu coração dizia que podia confiar, se sentiu um pouco mal quando lembrou da conversa no dia anterior com Erik. Seus pensamentos foram interrompidos por Fernanda parando de moto do seu lado.

 

- Até segunda então – disse se preparando para por o capacete.

- Fernanda espera – aguardou a morena olhar para continuar – Você disse que o Bernardo parece comigo… você lembra quando… quando eu era da idade dele?

A investigadora respirou fundo, olhou para frente e ficou alguns breves segundos calada, como se tomasse coragem para responder.

- Sim.

- Vovô me contou que…

- Imagino – cortou apresada – Preciso ir Lara.

Colocou o capacete na cabeça mas antes que pudesse descê-lo por completo foi chamada novamente.

- Fernanda – deu alguns passos para frente até chegar suficientemente próxima ao corpo da outra mulher, deu-lhe um beijo rápido no rosto e encaminhou sua boca para perto do ouvido onde sussurrou – Obrigada.

 

Assim que Lara deu um passo para trás, Fernanda abaixou o capacete e saiu em disparada, deixando para trás uma produtora levemente extasiada com a pele macia que tinha acabado de encostar a boca e com o perfume, que passaria a lhe atormentar dali em diante. 

Fim do capítulo

Notas finais:

Moto



Sala e Varanda



 


Bernardo



 


Deck



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Comentários para 5 - Primeiro Dia:
Val Maria
Val Maria

Em: 07/04/2017

Você e perfeita no que faz. Autora parabens

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Maria Flor
Maria Flor

Em: 12/09/2015

Que casa e que moto. Ai, ai, hahahahaha.

Tou curiosa pelos mistérios da Fernanda, como falei no outro review!

Bjo!!

Responder

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