Amor e fúria por C Rocha


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Notas da história:

 

Texto Em Homenagem a Michele Silva,

Que Colaborou e Me Incentivou a Continuar Escrevendo.

 

                AVISO: O Texto Contém Cenas de Violência.

 

                              C.ROCHA

 

 

O título original desse meu texto, é Bio-Hazard Risco Biológico. Mas para postar no site Lettera, eu adotei o título provisório Amor e Fúria.

 

AMOR E FÚRIA

Primeiro Capítulo

 

QUEM É VOCÊ?

 

A cidade onde Linda havia nascido, era muito famosa entre os turistas, por suas praias de águas tranquilas para relaxar. E, para as pessoas mais ousadas, ela era famosa por suas montanhas cheias de trilhas, prontas para serem exploradas. Para os amantes de atividades ao ar livre, e principalmente para os nativos, era considerada um lugar único e incomparável.

Foi lá que Linda havia conhecido e em pouco tempo, tinha se casado com o senhor Arthur Sampaio, se estabelecendo de vez na cidade, até o dia de sua morte. Dessa união, eles tiveram dois filhos; Jéssica, a mais velha e Joe, o mais novo. No ponto de vista do casal, aquela cidade era o lugar ideal para se viver, e para criar os seus filhos.

Aos doze anos, Jéssica havia perdido o pai que tinha morrido misteriosamente, durante uma visita de rotina na Ilha Rochosa. A ilha fica localizada a uns seis ou sete quilômetros de distância da cidade, e o único meio de transporte para se chegar lá, é através de uma balsa que sai diariamente as sete da manhã do cais da cidade e retorna por volta das dezessete horas da tarde, das docas. Fora esse meio de transporte, só os pescadores nativos da ilha e os militares, eram autorizados a navegar nas águas ao redor dela.

— Que susto! — Evelyn exclamou com a mão no peito, após deixar o copo cheio d'água cair no chão. Ela havia entrado distraída na cozinha semiescura, e não tinha percebido que não estava sozinha.

Jéssica olhou para a estranha que tinha entrado na cozinha do apartamento muito à vontade, usando uma enorme camiseta aberta na frente, que deixava a mostra um biquíni de praia.

— Quem é você? — A ruiva perguntou, sem interesse na resposta. No mínimo, devia ser uma "amiguinha" do seu irmão. — E o que você está fazendo no meu apartamento? — A morena percebeu que a ruiva era a irmã de Joe.

— Então... você deve ser a Jéssica a irmã do Joe, não é? Prazer, eu sou a Evelyn Pacheco. — Respondeu nervosa, enquanto se abaixava para arrumar a bagunça que tinha feito. — Ai! Droga! — Ela havia acabado de machucar o seu dedo, num caco de vidro quebrado. — Você poderia acender a luz, por favor? — A morena pediu, enquanto sentia o seu dedo sangrar. Jéssica ficou em silêncio e levou alguns segundos, antes de se levantar da cadeira e acender a lâmpada. Com o ambiente iluminado, ela olhou para a garota e percebeu que o corte havia sido feio.

— Você não foi muito esperta, fazendo isso no escuro. — Jéssica falou, antes de se virar e sair do local deixando Evelyn sozinha com a sua bagunça, e com a mão machucada.

— Idiota! — Evelyn resmungou, chateada com a ruiva. Ela já tinha ouvido falar da simpatia da dona do apartamento, mas não havia imaginado que a garota fosse assim, tão... tão imbecil!

A morena continuou juntando os cacos de vidro, enquanto mantinha a mão machucada, imóvel junto ao peito. Ela ainda estava abaixada, quando percebeu que a ruiva havia voltado para a cozinha. Evelyn olhou para cima, e viu que Jéssica estava com uma pequena caixa na mão. A ruiva andou com cuidado e colocou o objeto em cima da mesa, depois sentou na cadeira que havia ocupado antes.

— Deixa para fazer isso depois. Vamos cuidar desse corte primeiro. — A morena ficou espantada com a atitude da ruiva, mas a "Evelyn orgulhosa" respondeu:

— Não precisa! Foi só um corte superficial.

— Mesmo assim, vamos cuidar desse corte, antes que você acabe desmaiando. — Brincou sem sorrir.

— Exagerada...

— Agora é sério. Vá lavar a mão, e venha sentar aqui! — Dessa vez, Jéssica foi mais ríspida, porque estava muito cansada. Evelyn se levantou jogando os cacos de vidro em uma latinha vazia, e foi lavar a mão contrariada.

— Pensa que manda em mim... — Murmurou distraída. A água fez o corte doer, e Evelyn praguejou baixinho enquanto o-b-e-d-e-c-i-a.

— Eu ouvi isso! E só para constar, eu também ouvi você me chamar de "idiota". — A ruiva comentou indiferente. Evelyn parou de lavar a mão e fechou os olhos, fazendo uma careta que Jéssica não podia ver.

— Desculpe! Eu não sou assim. Deve ser a tensão do momento. — A morena disparou arrependida.

— Claro. Sente-se aqui. — A ruiva tocou com a mão na cadeira que tinha ajeitado perto dela. — Você vai querer a minha ajuda, ou não? — Jéssica ficou olhando enquanto Evelyn se virava e andava com passos indecisos em sua direção.

Com o rosto pálido, ela se aproximou e sentou na cadeira de frente para ruiva de olhos azuis, que ficou incomodada com a camiseta aberta da morena. Inquieta, ela começou a retirar o material que usaria no machucado.

Depois com uma delicadeza precisa, Jéssica começou a cuidar do pequeno corte na base de seu dedo. A morena estremeceu levemente, quando a ruiva passou um chumaço de algodão molhado de antisséptico.

Evelyn havia passado a tarde nadando na piscina do condomínio, e depois ficou sentada na cadeira de sol, até anoitecer. Ela gostava de nadar para relaxar os seus músculos tensos do trabalho, que às vezes, era estressante demais.

Quando tinha percebido que já era tarde, ela juntou as suas coisas e caminhou para dentro do prédio. Enquanto subia as escadas, ela tinha recebido uma ligação de Joe, dizendo que não iria dormir em casa naquela noite.

Quando entrou no apartamento, foi direto para a cozinha tomar um copo d'água e não se deu ao trabalho de acender a luz, pois a cozinha estava parcialmente iluminada com a claridade que vinha da rua, através da janela aberta.

Ela havia pegado um copo em cima da pia, andou até a geladeira e abriu a porta para pegar a jarra d'água gelada. Fez tudo isso, e ignorou completamente a presença da irmã de Joe, que estava sentada na parte mais escura do ambiente. Só agora, ela percebia que tinha corrido um risco enorme. E se no lugar da ruiva, fosse um bandido?

— Me desculpe, por essa situação embaraçosa! Eu pensei que estava sozinha quando entrei no apartamento. — A morena tentou explicar. Mas, fingindo desinteresse, Jéssica a ignorou e desconversou.

— Entendo. Mas, agora vou perguntar de novo... o que você está fazendo no meu apartamento? — Ela desviou o seu olhar do dedo machucado e olhou direto nos olhos... (que cor era aquela?) da morena.

— Eu pensei, que você já soubesse do aluguel... — Comentou inocente.

— Que aluguel...? — Jéssica perguntou distraída.

— Estou morando aqui. O seu irmão me arrendou o apartamento para os finais de semana. — Evelyn respondeu, enquanto a encarava de volta.

— Ele fez o quê?! — Jéssica quase gritou surpresa.


Notas finais:

Não deixem de comentar!


Vou adorar responder à todos os comentários!


C.ROCHA



Comentários


Nome: Marta Andrade dos Santos (Assinado) · Data: 28/11/2021 01:20 · Para: Quem é você?

Com certeza é o cara da praia.



Resposta do autor:

Fico aliviada!

 



Nome: Michelle Silva (Assinado) · Data: 03/11/2021 19:45 · Para: Quem é você?

Oi Querida, Parabéns pela historia

adorei o Capitulo 

fico aqui pensando com os meus neurônios

sera que elas vão morrer

 ai ai ai ai 

assim nao vale

por favor nao mata meu casal fofucho



Resposta do autor:

Será?

Acho que te passei spoilers demais, Michele!

Obrigada por comentar!

Bjs!

C.ROCHA 



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