Under the influence of love por Silvana Januario


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Notas da história:

A boa filha a casa torna!!!

 

Olha só quem voltou com tudo?

 

Pois então, saudades de todes vocês! Voltei (pra ficar) e tô repostando esta história fofinha pra vocês matarem a saudade.

 

Ela está com capa nova, repaginada...

 

Espero que gostem mesmo.

 

Postagens duas vezes na semana e a história já está pronta e editada. Ou seja, não correm o risco de "ficarem na mão".

 

História postada também no Wattpad e Spirit Fanfics.

 

Apreciem a leitura sem moderação e nos vemos ás quartas e domingos!

 

Ah! Mais uma manhã de Sol, pássaros cantando e eu atrasada para o trabalho. Essa minha mania de dormir tarde "navegando" na internet ainda irá me custar caro. E, justo hoje, que eu tenho que ficar com a pele lindíssima e providenciar uma roupa daquelas. Estou um trapo! É que hoje completo 3 anos de namoro e pretendo fazer uma surpresa para minha amada. Já pensei em tudo: comprarei flores e irei surpreendê-la em casa, depois a levarei para jantar e terminaremos essa noite em um quarto de motel; o mais luxuoso.

 

Bom... Tenho que falar de mim. Não é?

 

Pois então... Meu nome é Diana Moretti, mas podem me chamar de Didi. Tenho 25 anos e sou formada em Turismo. Tom de pele bem branca, cabelos negros e um pouco abaixo dos ombros. Trabalho numa das filiais de uma agência de viagens situada no shopping Bourbon, aqui mesmo na zona oeste de São Paulo. Namoro há 3 anos com a Mônica. Uma mulher encantadora. Dona de belos olhos azuis, pele bronzeada... Ah! Suspiro só de pensar nela. E ela é mais velha do que eu. Fez 40 anos no mês passado. Nasci em uma cidade do interior chamada Anchieta, onde meu pai reside até hoje. Minha mãe fugiu com um cara que lhe prometeu "mundos e fundos" e nunca mais soube dela.

 

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Após 25 minutos de caminhada, chego ao meu trabalho. Todo mundo sabe que o shopping geralmente abre às 10:00 horas. Excepcionalmente hoje, meu supervisor "querido" marcou uma reunião geral com a matriz e as três filiais que a agência possui. Solicitado pelos donos da agência que são dois rapazes muito simpáticos. Algo me dizia que boa coisa não é.

- Creio que não está faltando ninguém. Podemos iniciar a reunião. - Disse Roger, o supervisor.

- Pessoal, desculpem o atraso. Trânsito. - Eu disse tentando justificar o injustificável.

- Diana, querida. Todos nós sabemos que você vem trabalhar a pé. Não venha com essa desculpa. - E já começou a implicância comigo.

- Olha, Roger. Eu só não te dou uma resposta à altura...

- Porque sou seu chefe e eu quero começar a reunião. - Disse com a voz firme, mas sem gritar.

- Pode iniciar, então. - Disse entre dentes.

- O que eu tenho a dizer é grave. Infelizmente, vocês serão dispensados.

 

O quê? Como assim? Foram exatamente estas perguntas que ecoaram em minha mente no momento exato que ele disse a palavrinha mágica: "dispensados". O pior foi o tumulto que se formou naquela sala que era dividida em três partes. E ele prosseguiu:

- Os nossos patrões irão chegar em instantes, pois estão vindo da filial da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Não sei explicar os motivos da dispensa, mas parece que a coisa é grave. Enquanto aguardamos a chegada deles, pedi para que chegassem cedo para desocuparem a sala pegando nossos pertences pessoais.

- Pera aí! Mas e os pagamentos? Como fica? - Shirley, que tem uns 5 filhos para criar, fez a pergunta crucial enquanto eu permanecia em inércia total, mas com ouvidos atentos.

- Os pagamentos serão feitos até o final da semana. Assim como a parcela do 13º salário.

- E você não será dispensado? - Perguntou Álvaro que seria efetivado no emprego hoje.

- Sabe como é! Por eu ser amicíssimo de Pedro e Henrique, eles irão conseguir um emprego para mim em outra agência. - Gabou-se de sua "amizade". - Mais alguma pergunta? - Ele se achava o suprassumo do Turismo, mas era amador, puxa-saco e sei lá mais o que.

- Eu tenho uma. - Disse com a voz firme. - Vai rolar carta de recomendação, pelo menos? Já que todo mundo aqui depende de um bom emprego pra se manter e eu me incluo nessa.

- Olha, Didi... - Ele dizia chegando bem perto de mim e sussurrou só para que eu escutasse. - Posso te recomendar para vários lugares, basta você visitar meu apartamento hoje ou amanhã.

 

Ah! Meu amor. Se tem uma coisa que eu ODEIO é homem me cantando desse jeito, principalmente sabendo que sou lésbica. Quem ele pensa que é?

 

- Roger, sabe quando eu visitarei seu apartamento?

- Não. Mas se não der hoje ou amanhã, eu abro uma exceção para outro dia. Tenho certeza que não irá se arrepender.

- Nunca! - Falei mais baixo ainda e ainda completei. - Se, por ventura, eu ensandecer e decidir me deitar com um homem, não será você.

- As mulheres dão a vida por uma noite comigo.

- A vida delas não vale tanto, já que elas se submetem a dormir contigo.

E saí dali, deixando-o sozinho.

 

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Pegar as minhas coisas estava se tornando uma tarefa árdua. Meu cantinho era o mais organizado, com fotos do meu pai, minhas, de Mônica...

Eu olhava cada cantinho com pesar. Saber que dentro de minutos ou horas, sairei dali e não pisarei mais é duro. E olha que eu trabalhava ali nem tinha 2 anos completos. Mas... Ossos do ofício.

Um novo burburinho surgiu quando Henrique chegou. Ele é o dono da agência e é ele que dirá o que de fato aconteceu. Deve ser algo bem grave, pois o cara é riquíssimo. É só procurar por Henrique Cerqueira na internet que tem de tudo: fotos em colunas sociais, caderno de turismo e várias outras coisas. Fui até onde o barulho estava rolando e ele estava com cara de pouquíssimos amigos.

- Estão todos aqui? - Ele perguntou.

Acho que ele deve realmente estar atordoado com tudo o que está acontecendo, pois conhece todos os funcionários ali e ele nunca fez essa pergunta.

- Sim, estão. Fiz questão de comunicá-los e pedir que chegassem antes e começassem a desocupar as salas. - Disse Roger, o mala.

- Bom...  - Henrique pigarreou. - Infelizmente estou sendo obrigado a fechar todas as agências. Não se preocupem, pois todos terão seus pagamentos conforme a lei e o 13º também.

- Desculpe perguntar, mas o que aconteceu? - Marcela perguntou com aquela cara de repórter de coluna de fofoca.

- Fui roubado e estou quebrado. Confesso que fui muito bobo e acreditei no amor. Pedro e eu tínhamos uma conta conjunta pessoal e jurídica. Ele raspou tudo do banco e me deixou com dívidas enormes a pagar.

- Mas você é bem tolo, hein? Ops! Desculpe. - Shirley se manifestando.

- Não tem problema. Você só disse a verdade. - Disse Henrique, vermelho de vergonha.

- Mesmo que ele seja podre de rico ou pobretão, não faça essas coisas em conjunto. - Ratificou Shirley.

- Eu aprendi a lição da pior maneira possível. Eu estou sendo processado por dois empresários que fecharam pacote conosco, pagaram e não usufruíram da viagem. Meu nome está sujo na praça em todos os sentidos. Estou fechando as agências, vendendo os espaços para pagar vocês, por isso o prazo de até o final de semana para o pagamento.

- Mas você vem de uma família abastada. Por que não pede ajuda a eles? - Perguntei tentando ajudar.

- Meus pais praticamente me deserdaram depois que souberam minha sexualidade. Não tenho como entrar na justiça para reaver meus direitos, pois teria que estar armado até os dentes para ir contra meu pai. E só consegui os espaços para montar as agências com empréstimos bancários que não foram pagos integralmente.

- Ou seja, você se ferrou. Literalmente. - Roger deixando a máscara cair.

 

Cara, deu pena ver o Henrique daquele jeito. O pior é que ele falava do Pedro com pesar e não com raiva. Eu no lugar dele, estaria com sangue nos olhos e já movendo Céus e Terra atrás do canalha. Mas ele tem bom coração e a desgraça do Roger já começou a tripudiar dele.

 

- Se fosse um homem de verdade, já teria encontrado o cara e feito o que tem que ser feito. Mas como é "baitola", vai deixar por isso mesmo e arcar com as consequências sozinho.

- Como você é baixo! Até cinco minutos atrás estava beijando o chão que ele pisava. - Apontei para Henrique e continuei. - Ontem estava com o cú na mão, com medo de perder o emprego e estava mais bajulador do que nunca. E hoje, como já perdera o emprego mesmo, soltou as garrinhas de fora. É por isso que ninguém gosta de você aqui. Só suportamos você por ser nosso supervisor.

- Cala a sua boca, seu sapatão!

- Engraçado. Pouco mais de 10 minutos atrás, você propôs á esta "sapatão" aqui que fosse ao seu apartamento, seu idiota. E vem me fazer calar a boca, já aproveito e mostro meus novos golpes de Muay Thai.

- Vai me pagar por isso. - Falou me ameaçando e eu fiz cara de paisagem pra ele.

- Gente! Vamos focar aqui que é mais importante do que vida pessoal. - Disse Álvaro. - A minha situação? Eu seria efetivado hoje.

- Sim, mas como não foi nada assinado pagarei conforme a lei. - Disse Henrique.

- Bom, acho que já acabou aqui, né? Podemos ir embora? - Perguntou Roger.

- Todos podem ir. Muito obrigado pelo empenho de vocês e, caso o pagamento não saia até o final de semana, o mais tardar será na semana que vem. Eu entrarei em contato via e-mail com todos confirmando. - Todos foram saindo e eu aproveitei para alfinetar Roger uma última vez:

- E aquela indicação dos seus "amigos" Pedro e Henrique?

- O Henrique é um fracassado! Eu vou atrás do Pedro, isso sim. É lá que me darei bem.

 

Esse aí vai se dar mal e eu assistirei de camarote, comendo pipoca, rindo e aplaudindo no final. Odeio gente ambiciosa a esse ponto. E eu aposto o meu dedinho do pé, que ele é capaz de ter um caso com Pedro para conseguir o que quer.

 

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Tive que pegar um táxi para ir pra minha casa, já que eu estava com duas caixas e eu não iria andando nem que me pagassem. Quando cheguei, estranhei o carro de minha amada ali, mas logo pensei que ela estaria preparando uma surpresa para o nosso dia. Resolvi entrar do mesmo jeito, tendo a certeza que a surpresa estaria no quarto.

Deixei as coisas na sala e corri atrás dela, presumindo que ela estaria na cozinha. Lá ela não estava e nem no banheiro do corredor. Comecei a escutar sons estranhos. Voltei à cozinha para pegar uma faca de cortar carne. Se fosse um ladrão, eu estaria preparada.

Fui, sorrateiramente, andando pelo corredor até chegar à porta do quarto, onde conseguia ouvir claramente aqueles sons e eu começava a me desesperar imaginando algo horrível. Abri a porta de uma vez e dei de cara com a pior coisa que poderia ver: Mônica entre as pernas de uma mulher e está gemendo horrores.

Quando elas se deram conta do flagrante e me olharam, soltei a faca no automático e as lágrimas surgiram do mesmo modo. Eu não conseguia acreditar no que havia presenciado. Justo no nosso dia.

 

Notas finais:

Espero que tenham gostado.

 

Até quarta-feira!



Comentários


Nome: Marta Andrade dos Santos (Assinado) · Data: 11/10/2021 20:33 · Para: Capítulo 1 – Desgraça Pouca é Bobagem.

Vixe !



Resposta do autor:

E não é?


Será que a tendência é piorar?



Nome: Mille (Assinado) · Data: 11/10/2021 12:57 · Para: Capítulo 1 – Desgraça Pouca é Bobagem.

Já amei o início. 

Bjus e até o próximo capítulo 



Resposta do autor:

Obrigada Mille!


Me deixa muito feliz em saber.


Beijos e até quarta!



Nome: NovaAqui (Assinado) · Data: 11/10/2021 10:41 · Para: Capítulo 1 – Desgraça Pouca é Bobagem.

Eita!

Desgraça pouca é bobagem

Aguardarei o próximo ansiosamente

Abraços



Resposta do autor:

Olá!

Espero que esteja bem.


Sim! A coisa não começou nada bem pra nossa protagonista e vai saber se a tendência não é piorar.


Nos vemos na quarta!



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