One more night por kasvattaja Forty-Nine


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Capítulo X

 

Deixar Você Saber Como Me Sinto!

 

Manacá-Da-Serra, São Paulo – Brasil.

Jacarandá Inn, Madrugada De Sábado.

Setembro 05, 2015.

 

Rita

 

Mal saímos do elevador e já estávamos abraçadas e aos beijos pelo corredor que levava até ao quarto de Michelle. O caminho foi feito por entre beijos, carícias e mãos afobadas que percorriam os corpos de cada uma, enquanto nossos passos e pernas trocadas tentavam chegar até a porta do seu apartamento. A cada passo conseguido, tínhamos nossos corpos pressionados na parede do corredor. Sorríamos como adolescentes; o mundo, naquele momento, era somente nosso e de mais ninguém. Existíamos somente nós duas no universo, somente nós duas.

Eu e ela, ela e eu.

Chegamos até à porta do apartamento dela e, enquanto ela tentava achar as chaves nos bolsos de seu short, eu prensava seu corpo contra o meu, abraçando-a forte, mordendo seu ombro, beijando sua nuca. Até que enfim ela conseguiu e destrancou a porta. Entramos e logo ela fechou-a, trancando-a novamente. Estava alucinada com seu corpo, sentindo suas curvas, arranhando suas costas, beijando-a com avidez. Não sei se essa será a primeira ou última noite que terei com ela, mas ainda que seja a única, faríamos ser inesquecível.

Michelle cheirava a flores montanhesas que era o aroma que eu sentia agora dentro do seu quarto, cheiro que entrava pelas janelas abertas do apartamento trazendo a brisa que descia dos montes que rodeavam o hotel; ela cheirara a paixão, cheirava a mulher. Enquanto minha mente perdia-se por entre esses devaneios, ela mordia minha orelha, apertava minha bunda, fazendo meu sexo latejar. Meu coração chacoalhava doido em meu peito, minha calcinha umedecia. Voltei a beijá-la. Estávamos encostadas na porta, ainda. Eu beijava-a com urgência, fome. Não me controlava mais. Tomava seus seios em minhas mãos, mesmo por cima de sua camiseta.

Não achei que tivesse essa ousadia.

— Você não tem ideia do quanto esperei por esse dia.

— Não quero pressa, Michelle.

— Não teremos. — Ela sussurra passando seus braços em torno de minha cintura, apertando nossos corpos, sua perna entre as minhas, roçando em meu sexo. — Em minha mente, em meus sonhos e devaneios, sempre soube que esse dia chegaria. — Ela beija meu rosto, mordisca meu queixo, meus lábios.

— Hoje está sendo a melhor noite da minha vida.

— Não será só a melhor, mas a mais incrível de todas, garanto.

— Convencida. — Rebato deslizando minha mão pelo seu braço tatuado, passando pelo seu quadril até chegar a sua coxa, apertando-a. Saio de sua coxa e subo até seu quadril de novo, enroscando meu dedo no cós de seu short. Com o outro braço livre enlacei sua cintura, apertando-a. Michelle arfa ao sentir meus dedos tocarem em sua pele desnuda, mesmo que suavemente, unhando-a.

— Sei que sou. — Afirma dando um dos mais belos sorrisos que já tinha visto em toda a minha vida.

Eu estava encantada, fascinada.

Tombei meu pescoço oferecendo-o todo ele a ela que não demorou a enchê-lo de beijos e lambidinhas. Deixei sua cintura e fui até sua bunda, apertando-a com minhas mãos, sentindo o quando durinha era ela. Demorei-me um pouco nela massageando aqueles dois montes gostosos. Eu mais apreciava que tocava. Estava deliciando-me em tê-la em meus braços. Senti-la entregando-se daquela maneira fazia sentir-me poderosa, forte.

Sem medos.

— Espere. — Ela solta-se de mim e caminha até uma pequena escrivaninha onde esta seu notebook, que ela deve ter pegado de volta depois que voltamos do almoço. Não faço ideia quando. Depois de ligar o equipamento e mexer em algo — ou procurar —, uma música suave começou a tocar... ''One More Night'', do Phil Collins... — Dança, comigo?

''Mais uma noite, mais uma noite

Venho tentando há muito tempo deixar você saber

Deixar você saber como me sinto

E se eu tropeçar ou se eu cair, apenas me ajude a levantar

Para que eu possa fazer você ver

 

Por favor, me dê mais uma noite, me dê mais uma noite

Mais uma noite, pois não posso esperar para sempre

Dê-me apenas mais uma noite, oh somente mais uma noite

Oh mais uma noite, porque eu não posso esperar para sempre''

Sem hesitar, aceitei sua mão, aproximando-me mais dela. Estávamos frente a frente, olhos nos olhos.

— Danço. — Aceitei enleando seu pescoço com meus braços, beijando-a ternamente.

Ficamos naquele bailar lento trocando carinhos, beijos, carícias.

Michelle tirou sua mão de minha cintura, colocou-a em meu braço e subiu por ele até chegar ao meu ombro, puxando a alça do meu vestido, desnudando-o por completo, deixando a alça cair do lado do braço, e mordeu-o deixando-me toda arrepiada. Sua boca sobe agora pelo meu pescoço, marcando-o com um rasto de beijos até chegar a minha boca. Ataco — literalmente — sua boca deliciosa, beijando-a, sugando seus deliciosos lábios, enquanto minhas mãos percorrem suas costas, arranhando-as.

Nunca achei que poderia experimentar tanto tesão por alguém, mas estou completamente louca para sentir Michelle. Sua mão segura firme minha nuca, puxando levemente meus cabelos. Nesse momento, sinto minhas pernas tocarem a borda da cama, onde acabamos chegamos seguindo o ritmo da canção...

''Estou sentado aqui há muito tempo

Desperdiçando tempo, apenas olhando para o telefone

E eu estava pensando se deveria te ligar

Então eu pensei... talvez você não esteja sozinha

 

Por favor me dê mais uma noite, me dê somente mais uma noite

Oh mais uma noite, porque eu não posso esperar para sempre

Por favor me dê mais uma noite, ooh somente mais uma noite

Oh mais uma noite, porque eu não posso esperar para sempre

Me dê mais uma noite, me dê somente mais uma noite

Ooh mais uma noite, porque eu não posso esperar para sempre''

Caímos juntas na cama, ela por cima de mim. ''

— Você é linda, perfeita! — Afirmo, sincera.

— Perfeita é você — beijou-me —, meu amor — beijou-me mais uma vez —, minha vida. — A cada frase dita, cada beijo dado, eu cravava minhas unhas em suas costas, marcando-a. — Espere!

Michelle levanta-se e vai até sua mochila e — depois de mexer e remexer dentro dela — pega algo e volta para a cama, mãos atrás das costas, como se estivesse escondendo algo.

Eu observava a cena curiosa, deitada na cama, cotovelos apoiando meu corpo.

— O que é que você está escondendo, hein? — Falo, sentando-me.

— Não quero esperar mais — disse ela subindo na cama abrindo as pernas, sentando-se em meu colo e encaixando-se na minha cintura, as mãos ainda escondidas. —, então acho que esse é o melhor momento: aceita ser minha namorada? — E mostra — entre suas mãos espalmadas e juntas — uma caixinha de veludo, vermelha. Pego a caixinha de suas mãos e abro-a.

''Como um rio para o mar

Eu estarei sempre com você

E se você se for

Eu irei te seguir

 

Me dê mais uma noite, me dê apenas mais uma noite

Oh mais uma noite, porque eu não posso esperar para sempre

Eu sei que jamais existirá uma época que você sentirá o mesmo

E eu sei que são apenas palavras

Mas se você mudar de ideia, sabe que eu sempre estarei aqui

E talvez nós dois possamos aprender''

Eu estava arrebatada, meus olhos úmidos.

— Quando foi que você comprou? — Disse com voz embargada. Ela dá de ombros, sorrindo lindamente. — Michelle, são lindas. — Digo pegando uma das alianças prateada e colocando-a em seu dedo anelar da mão direita.

— Então, isto quer dizer um ''sim''. — Declara Michelle pegando a outra aliança de dentro da caixinha e colocando-a no meu dedo, repetindo meu gesto.

— Sim, meu amor, sim! — Exclamo puxando-a para mim e beijando-a sofregamente.

Paramos o beijo por um momento e, em nossos olhos, víamos desejo e luxuria e amor e amor e amor. Em poucos segundos tiramos nossas roupas jogando-as pela cama, pelo chão, em qualquer um lugar, caindo ambas sobre a outra na cama, nuas. Nossos corpos estão quentes, cheios de desejos. Neste instante — não sei se podia dizer que eu estava tendo um déjà vu, ou não —, compreendi que sempre fomos uma da outra, independentemente de conhecermo-nos há um dia ou há 15 anos. Pela primeira vez na minha vida eu queria saber como era fazer amor, de verdade, e não sexo. Sentia no meu mais profundo íntimo que o que eu mais queria naquele momento era ser dela, pertencer a ela.

Eu estava trêmula, ansiosa por tudo o que iria acontecer, querendo que acontecesse.

— Está com medo?

— Medo, não, mas será como se fosse a primeira vez, então, um friozinho na barriga, sim.

— Não farei nada que você não queira, meu amor. — Ela diz, olhos nos olhos. Nossos corpos unidos mostravam que nossas peles estavam em brasas.

— Eu quero que você faça amor comigo. — Peço beijando-lhe demoradamente, nossas línguas entrelaçando-se, sedosas.

De minha boca Michelle foi descendo, passando pelo meu queixo, pescoço e parando em meus seios, dando atenção a eles, aos mamilos. Primeiro um, mordiscando, chupando, enquanto seus dedos cuidavam do outro, apertando, puxando. Então, ela mudou: aquele que ela apertava, começou a chupá-lo, a lambê-lo; o outro, agora ela puxava, beliscava. A cada chupão, a cada lambida, a cada estimulada eles ficavam mais intumescidos.

Eu, somente com aqueles estímulos, agarrava-me no lençol da cama, puxava-o, gemendo, arfando.

Ela abandonou meus seios — o que me fez suspirar — e principiou a descer pela minha barriga, parando em meu umbigo — devorando-o, enlouquecendo-me só de imaginar para onde ela estava indo — e continuou sua descida até parar entre minhas pernas. Eu, apoiada nos cotovelos, observava embevecida. Ela olhou-me e eu assenti, abrindo mais minhas pernas. Michelle, entendendo o recado, começou a deixar uma trilha de beijos nas minhas virilhas, pulando sempre minha vulva que eu já sentia toda molhada. Joguei minha cabeça para trás, louca de desejo para que ela chegasse logo ali, saciando-me.

Queria agarrar sua cabeça e obrigá-la a atacar logo meu sexo, pois não estava conseguindo controlar-me mais. Nesse instante, senti os lábios dela tocar minha vulva, beijando-a lascivamente para logo depois usar sua língua, lambendo-a de baixo para cima, e voltando pelo mesmo caminho, chupando-a com sua boca quente e molhadamente veludosa. Sem conseguir controlar-me mais comecei a rebolar em sua boca, deixa que ela aproveitou para sugar meus pequenos lábios e enfiar sua língua tesa em minha vagina.

Nunca imaginei que eu pudesse sentir o que estava sentindo agora.

Ergui minha cabeça, voltando a olhá-la. Vê-la ali por entre minhas pernas, minha vulva totalmente dentro de sua boca, fez com que eu mordesse involuntariamente meus lábios, cortando-os com certeza. Olhávamo-nos mutuamente, uma presa no olhar da outra. Tentando manter meus olhos abertos, suspirei alto ao sentir minha vulva sendo chupada e ao mesmo tempo lambida por Michelle.

Queria mais.

Voltei a jogar minha cabeça para trás quando ela sugou meu clitóris. Sentia-o durinho dentro de sua boca. A cada gemido e arfar meu, ela aumentava ou diminuía suas chupadas, suas lambidas. Eu rebolava em sua boca querendo mais.

— Mais, Michelle, mais... — pedi soltando os lençóis e levando minhas mãos aos meus seios, apertando-os.

Ela deixa de chupar-me e leva sua língua até a entrada da minha vagina e começa a fazer círculos nela com sua língua, fazendo-me rebolar com mais intensidade ainda em seu rosto.

Não gemia mais, tinha certeza que urrava agora na cama.

Tentei segurar o mais que pude meu orgasmo, mas quando ela, chupando meu clitóris, colocou dois dedos dentro de minha vagina, não aguentei, gozei. Gozei muito. E gritei mais alto quando senti que Michelle tomava tudo para ela o que de mim saia. Ela bebia o meu gozo e eu com certeza desfaleci, pois somente fui perceber onde estava quando senti minha boca ser beijada por ela carinhosamente. Retribui o beijo, arranhando suas costas, marcando-a. Michelle em um giro calmo deitou-se de costas puxando-me sobre o seu corpo, e eu aninhei-me ali, o meu porto seguro.

Ficamos por um tempo em silêncio.

— Foi incrível, meu amor — disse enquanto acariciava seu braço, passando meus dedos por sua tatuagem, minha cabeça repousada em seu peito. — Nunca imaginei que eu podia sentir tudo isso, que tudo isso estava preso dentro de mim.

— Eu amo tanto você, Rita.

— Eu também amo você, Michelle — digo levantando minha cabeça de seu peito e encarando-a com ternura. — É sempre intenso assim? — Pergunto sorrindo.

— Às vezes mais, às vezes muito mais — diz com um sorriso de canto de boca, safada.

— Gratidão por fazer essa minha primeira noite com você tão especial.

— A primeira de muitas noites.

— Muitas, meu amor, muitas — disse dando um selinho demorando em seus lábios, voltando a repousar minha cabeça entre seus seios.

No quarto, além de nossas respirações compassadas, ouvíamos ainda a melodia que continuava a tocar...

''Me dê mais uma noite, me dê somente mais uma noite

Ooh mais uma noite, porque eu não posso esperar para sempre

Me dê mais uma noite, me dê somente mais uma noite

Ooh mais uma noite, porque eu não posso esperar para sempre'' [1]

Michelle ficou acariciando meus cabelos e em minha mente eu viajei para longe, muito longe com ela caminhando comigo, vivendo para sempre juntas, sempre mais uma noite a mais, eternamente juntas.

_________________________________________________________________________

[1] One More Night [Mais Uma Noite] - Phil Collins, ''No Jacket Required'' - 1985. Compositor: Philip David Charles 'Phil' Collins. Letra De One More Night © Sony/Atv Music Publishing (Australia) Pty Lim, Kmr Music Royalties Ii Scsp.

 

https://www.youtube.com/watch?v=eEVNv-7lkno

Notas finais:

That's All!

 

Aproveitem e comentem.

 

''Uma palavra grosseira, uma expressão bizarra, ensinou-me por vezes mais do que dez belas frases. ''

 

Denis Diderot,

Filósofo e Escritor Francês.



Comentários


Nome: Zizi (Assinado) · Data: 23/10/2021 10:41 · Para: Capítulo X - Deixar Você Saber Como Me Sinto!

Parabéns pelo conto! Fantástico, sublime e com muita paixão. Bela escrita (uma preocuapção que nem todo mundo tem). Parabéns!



Resposta do autor:

Olá, Zizi, muito bom dia!

 

Fico contentíssima que tenha gostado da história.

Sabe, gostaria de fazer textos mais longos e complexos, no entanto gosto de ser mais direta e sem muitas peripécias — assim como em ''Jasmine & Olga'' —, tanto assim que a historia de Michelle e Rita ocorre em pouco mais de dois dias.

Quem sabe um dia faça uma história mais longa.

Quanto à escrita, essa será sempre minha principal preocupação — além da trama e das personagens dos contos, é claro —, pois ajuda a ''emoldurar'' as histórias, acho.

Que você tenha um belo sábado!

 

É isso!



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