Escrito na gazeta por caribu


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Lia estava há alguns minutos parada diante do espelho, observando e analisando o que via no reflexo: sua roupa, o cabelo, aquela cara deslavada. Não estava nadinha satisfeita com o que via, definitivamente. No rádio, Cidade Negra entoava “Sábado à noite”, e Lia cantava baixinho, fazendo coro com Lulu Santos. Quando Tiago entrou no quarto, a amiga estava com os braços para o alto, como se dançasse, mas tinha o semblante absurdamente sério.

 

- Sua cara super condiz com a música, com a empolgação de sábado. Só que não! – ele satiriza – Qual o problema?

- Não sei – Lia desaba na cama. Primeiro sentou, mas quando Tiago se aproxima ela se deixa cair para trás, levando as mãos ao rosto – Não sei se quero sair, eu acho.

- Ah, Lia! Não começa! Você disse isso semana passada, e na anterior!

- Ah, amigo – Lia resmunga, parecendo um miado – Não gosto muito de sair, nem tenho roupa para essas coisas...

- Mas, amada, se você não sair de casa, nunca vai encontrar uma namorada! Você é muito nova para ser tão velha, Lia – Tiago se levanta e vai até o guarda-roupa da menina. Mexeu em algumas roupas penduradas e suspirou, depois de não encontrar nada de bom ali. Foi até sua mochila, em cima da poltrona, no canto – Toma, experimenta isso – ele entrega para ela uma camiseta, verde-limão. O tecido parecia brilhar, mesmo longe da luz neon.

- Até parece, Ti – mas pelo menos, Lia estava sorrindo – Vou chegar na balada parecendo um vagalume, aham...

- Tá, essa, então – ele joga outra camiseta para ela, e por pouco não acerta o seu rosto. Pelo menos aquela era preta, e Lia desdobrou para ver, satisfeita por não ter nenhuma estampa – Mas essa calça não está boa, nem vai combinar. Põe essa – ele entrega outra peça para a amiga.

- Será, amigo? Eu usava essa calça para ir para a faculdade – Lia parecia indecisa, mas já vestia a camiseta de Tiago. Era mais justa que as suas blusas, e mais cavada do que estava acostumada, mas julgou melhor do que a que vestia antes. Tinha os seios bem pequenos, e olhou para baixo, checando se podia sair sem sutiã ou top por baixo. Podia.

- Por isso mesmo, por ser velha, a calça já está laceada. Experimenta, se ficar ruim a gente pensa em outra opção – ele insiste, porque ela permanecia estatelada no meio do quarto, só de camiseta e calcinha – Amiga! – Tiago chama, apontando para a calça em sua mão – Experimenta, Lia.

 

                Tiago era bastante paciente e a amava – só por isso insistia com Lia, sempre a chamando para as festas, as baladas, os eventos, as festinhas. Agora mantinha na testa aquela ruga de preocupação porque já tinha acontecido de eles se arrumarem e, bem na hora de sair, Lia desistir. Sempre tinha algo, sua autoestima era baixa e seu guarda-roupa, pobre. Mas ela também nunca queria sair para comprar roupas, era difícil. Haja amor!  

                Agora ele amenizava um pouco da expressão, vendo o modelito que tinha escolhido, na amiga. A calça era larga, o cós bem baixo, e a camiseta deixava a parte de baixo da barriga de fora. A beiradinha da cueca que ela usava estava aparente, mas de um jeito sexy e por isso Tiago não disse nada. Sobre aquilo, pelo menos.

 

- Perfeito! Coloca aquele seu tênis novo – ele aponta para o all star azul marinho, embaixo da cama – E esse cabelo hein, mona?

- Que tem? – Lia tira o lacinho que prendia o cabelo para trás, mas volta a amarrar o rabo de cavalo.

- Podia renovar, vive com ele preso... – Tiago vira os olhos, sua frase saiu mole, a voz meio empastada.

- Não tenho coragem de cortar.

- E nem de soltar – o amigo rebate.

 

                Lia não diz nada, pois naquela noite, Tiago não passaria frio: estava coberto de razão. Ela tinha vontade de cortar o cabelo, mas faltava mesmo coragem. Era meio traumatizada, na infância, na escola, as crianças a perguntavam se ela era menino ou menina e aquilo a deixava triste, quase desolada. De certa forma, não cortava o cabelo porque tinha receio de que essas inconveniências voltassem a acontecer. Era um medo de sofrer homofobia, mas ela ainda não conseguia colocar nesses termos.

 

- Você é uma mulher adulta agora – Tiago fala, como se lesse seus pensamentos. Estava distraído, mexendo no celular – É jornalista, formada!, arranjou um emprego pica, daqui a pouco se muda para a sua própria casa... Não se limite pela opinião dos outros! Pau no cu da sociedade!

- Pau no... – ela não consegue terminar, porque estava rindo.

- Sério, Lia. Se quiser eu arranjo uma tesoura, uma maquininha, e em um-dois te dou um novo visual.

- E desde quando você é barbeiro, Ti? – Lia volta a se olhar no espelho grande, levantando o ombro porque aquele visual parecia bom. Olhou para o alto da cabeça, o cabelo preso.

- Não sou barbeiro, mas cortei o cabelo do Carlinhos, ficou bom.

- Só na segunda semana...

- Ficou bom! – ele insiste, mas riu. Realmente, nos primeiros dias, o corte ficou desastroso. Mas Tiago tinha visto vários vídeos depois daquilo, sentia que estava muito mais apto – Façamos uma aposta. Eu corto o seu cabelo e, se ficar bom, vamos juntos para a balada. Se ficar uma bosta, você se esconde por uma semana dentro de casa.

- Eu trabalho na segunda! – ela responde, rindo – Arranjei o emprego não faz nem uma semana, como vou chegar lá com cabelo curto?

- Assim! De cabelo curto! – Tiago também estava rindo. Se levantou e soltou o cabelo da amiga, sem cerimônia. Ficou afofando com a mão, a boca fazendo várias caretas – Já está empregada, não vão te mandar embora por causa de um cabelo... E você mesmo disse que eles propuseram de você ficar só na redação, treinando, e só daqui um tempo começar a ir para a rua. Até lá o cabelo cresce.

- Onde você arrumaria uma maquininha?

- O problema é esse? Sério? – ele se apressa e pega o celular em cima da cama. Mandou a mesma mensagem para três contatos diferentes.

- Já pensou, Ti? – Lia sorria, segurando o cabelo de um jeito que parecia já estar curto.

- Já, amiga! Sempre que te olho!

 

                Lia ri. Achava a sinceridade de Tiago às vezes um pouco dolorosa, mas ele pelo menos a fazia rir. E a ensejava a mudar. E a sair!

 

- Olha, seu horóscopo diz que cortar o cabelo é propício hoje – Tiago comenta, a atenção toda no celular. Só por isso não viu Lia virar os olhos – “Dia bom para arriscar, se aventurar. Ouse! Cor: azul”.

- Minha camiseta é preta – ela debocha.

- Seu tênis é azul – ele responde, no mesmo instante, sem olhar para ela. Continuou lendo – “Sagitário: Hoje você pode conhecer alguém especial, prepare-se! Cor: verde”.

- Que besteira – Lia fala, balançando a cabeça e dando um suspiro. Quem acreditava naquelas coisas?

- Achei! “Alguém especial”... Na balada? Até parece, lá eu sou puta – ele complementa, mas tirou a blusa e vestiu a verde, oferecida para a amiga instantes antes. Ao levantar para se ver, o celular vibrou.

- Cancelaram o rolê? – ela pergunta, na esperança sincera de que fosse aquilo, quando o viu sorrir, lendo a mensagem.

- Não. Consegui a maquininha.

 

                Primeiro Tiago cortou o excesso de cabelo com a tesoura que Lia usava para customizar suas camisetas. Ela viu aquela mecha enorme cair no chão, e depois outra, e mais uma, o coração contraído em dúvida, acelerado enquanto ela se perguntava se tinha tomado uma boa decisão. Estava sentada num banquinho no meio do quarto, Tiago dando voltas, aquele som de tesoura estalando perto demais dos ouvidos dela.

                Pior que isso foi o som da maquininha, e todos os milhares de cabelinhos que caíram no seu colo, no seu pé, grudaram no pescoço. Em dado momento, gritou internamente “chega!”, e foi bem na hora que ele anunciou que tinha acabado.

                Lia foi para a frente do espelho e passou a mão pela cabeça, os cotoquinhos de cabelo fazendo cosquinha na mão. Sentia a própria careca, o courinho! Nunca tinha se visto com o cabelo tão curto, e achou até que parecia outra pessoa. Deu um abraço no amigo antes de ir para o chuveiro, porque já começava a se coçar, e ele entendeu que ela tinha gostado.

                Tomou banho animada, esfregando bem os ombros para tirar os excessos de cabelo, a pele ficando até um pouco vermelha. Achou estranho não precisar se pentear ao final, e nem se preocupar em ver como estava o cabelo; sabia que estava bom.

                Foi para o quarto e vestiu a roupa que estava em cima da cama. Dali ouvia Tiago conversando animado com sua mãe, na cozinha. Ou era quase uma conversa. Ele só falava, a mãe só ria, de vez em quando dizendo algo como “ai, menino, de onde você tira essas coisas?”. Lia riu, mesmo sem saber do que ele contava.

                Meia hora depois, ela e Tiago entravam no carro de algum desconhecido, acompanhado por outros dois gays no banco de trás, e as bichas foram de Passarinhal a São Paulo numa conversa super animada, entremeada por músicas que ficavam repentinamente mais altas, em algumas eles dando assobios, sincronizados. Ela não interagiu, mas ninguém se importou com a sapatão que passou a viagem inteira se olhando no reflexo do vidro do carro.

                Estava se achando muito gata! Toda hora passava a mão na cabeça, sempre mordendo o lábio sem querer. Se sentia empoderada! Secretamente, torcia para ter a sorte de beijar alguém naquela noite, ficou pensando nisso enquanto batia o pé, no ritmo da música eletrônica.

                Chegaram em São Paulo e Lia se distraiu, admirando o cenário da Marginal, tudo tão diferente de sua cidade, aquelas luzes todas, o movimento. Ficou olhando os motoristas dos outros carros. Era tarde, por que não estavam em casa? Para onde estariam indo?

                Depois, se dispersou com o cenário bonito da Avenida Paulista: o Masp, o Parque Trianon, o famoso prédio da Gazeta, com sua antena enorme, piscando lá em cima. Viu várias pessoas na calçada, indo de lá para cá, com seus penteados diferentes, suas roupas esquisitas; skatistas, ciclistas – todo mundo junto e misturado.

Desceram pela Rua Augusta e Lia teve a impressão de terem atravessado algum portal. Parecia um mundo à parte! A maioria das pessoas era jovem, quase todos homossexuais, vários barzinhos lotados, o falatório animado entrando no carro conforme diminuíam a velocidade, à procura de um estacionamento.

Lia viu mulheres lindíssimas, que o amigo de Tiago revelou serem mulheres trans. Belíssimas! Pareciam modelos, e desfilavam como numa passarela!

                De vez em quando, Tiago dava uma viradinha para trás, olhava para ela, piscava e sorria. Achou a amiga linda, mais leve. Estava contente, pois Lia finalmente saía um pouco de casa. Ela precisava e merecia se distrair, extravasar, beijar na boca – e ele faria tudo para que isso acontecesse!

Infelizmente, porém, apesar de seus planos, suas melhores intenções e suas metas sinceras, os dois se perderam assim que entraram na balada.   

                Lia se viu sozinha logo no começo da noite, perdida num local desconhecido. A música era alta, o lugar extremamente escuro e apinhado, abafado, até, e onde havia sofá só tinha gente se pegando. Quase 90% da balada era homem. Gay, mas homem, e eles usavam umas camisetinhas parecidas com a de Lia, só que florescentes, mais justas.

Muitos musculosos pegando outros musculosos, os barbados se beijando, tinha careca, cabeludo, tatuado, todos bastante frenéticos com a música que fazia os graves ecoarem na caixa do seu peito (e todos gritavam, dependendo de qual era a próxima música a tocar).

                As poucas mulheres que viu na pista estavam se beijando entre elas – e entre eles, pois algumas beijavam também os caras, que beijavam outros, uma pegação muito louca. Lia não era puritana, mas se chocava um pouco com aquilo. Ainda assim, não desviava os olhos. Era um deleite assistir!

                Não dançou porque não era de dançar, era muito dura, nota 10 em malemolência, e ficou horas com a mesma garrafinha de cerveja porque a fila do bar era insana, tinha ficado bem uma meia hora ali, só para conseguir chegar perto do balcão (e quando chegou, foi outra luta até ser atendida). Cada cerveja custava R$ 12! Doze conto uma breja!, ela ficaria só naquela mesmo.

                Em dado momento foi até o banheiro, outra experiência única e antropológica numa balada LGBT (que na época Lia chamava de “GLS”, simplesmente). Homens e mulheres (viu uma, além dela) dividindo o mesmo espaço (com cabines e mictórios) e drag queens enormes, usando perucas incríveis e maquiagens fantásticas, maiores ainda em cima de saltos que ela jamais conseguiria andar com tanta desenvoltura! E os caras se pegando, também ali. E no dark room, que ela descobriu sem querer, quando foi ver o que era aquele lugar que as pessoas só entravam, mas não saíam.

                Lia saiu. Horrorizada. Ali o sexo era explícito, quase uma suruba!

                Por sorte, encontrou um espacinho aberto, cheio de bancos, gente e cinzeiro: o fumódromo. Ali tinha mais sapatão que viado, e ela sentou perto de duas meninas, numa poltrona que encontrou e que, por sorte, estava vazia. Foi a primeira vez que sentou, em horas. Cruzou as pernas e apoiou a cerveja quase terminada em cima do pé, o suor da garrafa molhando o tecido do tênis. Ela nem fodendo se levantaria dali!

                Se entreteve com as pessoas ao redor, ouvindo alguns trechos de conversa, se distraindo com outros, internos. Só iria embora quando a balada fechasse, ela sabia, quando a música cessasse e as luzes se acendessem e aquilo era o que mais a desanimava de sair. Agora mesmo, se pudesse, já estaria bem deitadinha na sua caminha.

                Passou a mão no topo da cabeça, ainda desacostumada com a sensação (na hora do banho, encheu a mão de xampu, esquecida de que uma gotinha teria bastado). Parou com o movimento quando reparou que estava há vários minutos encostando a palma da mão de levinho na careca, e uma menina sorria para ela.

 

- É uma delícia quando corta, né? – ela pergunta, se aproximando. Sentou no chão, ao lado de onde Lia estava, num banquinho que ela nem tinha visto – A primeira vez que eu raspei a cabeça, passei uma semana criando novos tiques – ela complementa, e faz um movimento com a mão, ilustrando o que dizia.

- Eu nunca tinha raspado – Lia revela, apreciando o black power da garota – Faz tempo que raspou? Achei seu cabelo lindo!

- Obrigada, lindona – ela encosta sua cerveja na garrafinha de Lia, agora vazia – Faz tempo, sim, eu era adolescente. Você ficou linda! – ela vê Lia sorrir, o rosto ficando levemente corado – Quer dizer, não sei como era antes, mas está ótima agora.

- Grata, gostei bastante também. Me senti ousada – ela diz, mais baixinho, as bochechas ficando vermelhas novamente.

- Ei, você vai ficar por aqui? Vou ali buscar uma bebida. Você quer alguma coisa? – a menina pergunta, jogando a garrafa no lixo, depois de beber quase meia cerveja, em um só gole.

- Não, agradeço – Lia responde e a vê se afastar, se esgueirando entre as pessoas, depois de um breve gesto com a cabeça.

 

                Sorriu diante da expectativa. Pensou em várias maneiras de beijá-la quando ela voltasse, como poderia investir para conseguir algo com aquela deusa do Ébano (que estava dando bola para ela!). Ficou contente quando a garota voltou, com duas cervejas na mão. Entregou uma para Lia, sentando onde estava acomodada, minutos atrás, e brindaram antes de beber.

                Lia estava na metade do primeiro gole quando viu uma mulher se aproximar dali, os olhos fixos na sua companhia. Era careca como ela, cheia de atitude (percebeu isso apenas pela maneira como a garota andava). No meio do pátio até deu uma paradinha e dançou de um jeito provocante, levantando os braços, se exibindo.

A moça do black power aplaudiu; Lia também teria aplaudido, era uma cena linda mesmo, mas só ficou sem reação. A mulher voltou a caminhar, agora sorrindo, o corpo se movimentando como se dançasse algum som num ritmo diferente, mais lento, e se abaixou na frente de Lia, sem nenhuma cerimônia, sem dizer nada, quase se apoiando em sua poltrona, a cabeça indo para perto do seu joelho.

As mulheres se beijaram, um beijo intenso, molhado, que Lia teve que acompanhar de camarote, porque estavam as duas em cima dela. Abaixou o olhar, sem graça, e viu o pingente da intrusa (um mouse de computador), balançando conforme ela se movimentava (e gemia, no meio do beijo), a correntinha brilhando, refletindo de maneira dourada as cores do globo de luz.

Quando levantou o olhar, suspirou aliviada ao ver Tiago, no fundo, acenando para ela. Fazia um tempão que estava procurando Lia, um dos colegas tinha passado mal, iam embora mais cedo por isso. Ela se levantou e nem olhou para trás; virou as costas para as duas, que continuavam se beijando, com vontade.

 

- Achei que era um beijo a três – Tiago comenta no ouvido dela, antes de segurar em sua mão para saírem juntos. Atravessaram o salão lotado, levando alguns minutos até a porta.

- Poderia ter sido um beijo a três, se eu fosse mais ousada! – Lia gritou para ele, no meio do caminho.

- Isso porque o seu horóscopo foi explícito: “ouse”!

- Horóscopo... – Lia resmunga, com um muxoxo, quando chegaram na calçada. A cabeça estava um pouco zureta, agora longe daquele som tão alto.

 

                Voltou para casa pensando nas duas mulheres se beijando.

 

 

Notas finais:

 

Música do capítulo:

 

Cidade Negra, Sábado à noite (https://www.youtube.com/watch?v=sr5EFCUSZDU)

 



Comentários


Nome: Anna Hart (Assinado) · Data: 29/09/2021 07:18 · Para: Capítulo 5 – O flashback

Oi!

Vamos por tópicos de novo ahahah 

1 - "Todo mundo espera alguma coisa, de um sábado à noite 

        Bem no fundo todo mundo quer zuar 

        Todo mundo sonha em ter, uma vida boa 

        Sábado à noite tudo pode mudar" (está na minha playlist ahaha)

 

2 - Li, recentemente, um artigo que mostrava como o verde-limão/neon é a "cor dos vilões" da Disney ahahah (sim, eu leio esse tipo de coisa também)

 

3 - Nunca nem soube como é não precisar usar sutiã! Ahahaha 

 

4 - Você tem certeza que Lia não é de Virgem? Cada vez me identifico mais com ela e nesse episódio da balada, quase sufoquei só de imaginar o lugar apinhado de gente urghh (sou de Virgem com ascendente em Escorpião)

 

5 - Perdi essa parte que as colegas estão comentando sobre "quem o Tiago conhece"... Deve ser a hora, a mente já vai parando. Mas apostaria no Luiz, talvez. (É Luiz, né? O moço dos esportes?)

 

Por hoje é só isso.

Quando ler mais, volto aqui para comentar.

 

Beijos!

 

 

 

 

 

 

 



Resposta do autor:

 

Vc sendo virginiana, não me espanta gostar de listas, tópicos!

De verdade, me identifico mto, e fico #xateada por não ter nada de Virgem no meu mapa rsrs

Eu sou toda metódica rs

 

1. Qdo eu era novinha, jurava que era hétera pq achava o Toni Garrido lindo!rsrsrs

 

2. Informação ótima para compor personagens! Vou usar melhor isso, na próxima rs

 

3. Sutiã é mais instrumento de tortura que muitos instrumentos de tortura. Na quarentena eu aboli o meu, não pretendo voltar a usá-lo depois. As pessoas olham? Olham. Chama a atenção? Sim, às vezes. Me importo? Só um pouquinho rsrsrsrs 

 

4. Agora com essa história de pandemia eu fico agoniada em pensar em lugar cheio, e antes ficava, msm sem a existência de um vírus mortal entre nós rs Baladas me torturam quase tanto quanto sutiã rs

 

5. Pensei em fazer Tiago conhecer Luís, mas seria muito óbvio. A resposta está no capítulo 13, que inclusive postei ontem rs

 

Nos falamos mais no próximo comentário?leitura!

Beijos!



Nome: NovaAqui (Assinado) · Data: 22/09/2021 12:21 · Para: Capítulo 5 – O flashback

Adorei a nova modelagem da capa. Peixinhos!

Meu signo é peixes

Quem será que Ti conhece? 

Boa escrita

Abraços



Resposta do autor:

 

Cê viu que capa linda!

Pena que ficou estourada!

Recortei os peixinhos no paint! Imagine só a capa que eu poderia fazer com as ferramentas certas rsrsrs

Ontem fui até 2h da madruga escrevendo, terminei o capítulo 10, ufa. Até domingo vcs têm livro pra ler!

Hj acordei praguejando meu dia, pq preciso trabalhar rs Mas tô aqui correndo, para escrever pelo menos uns minutinhos.

Minha filha é de peixes tb! Ótimo signo, amo!

Na Lia, o que estraga é o ascendente (e ainda nem sabemos qual é a lua dela rsrsrs)

Tiago é sociável, conhece gente aqui e ali, segundo sua amiga Lia.

Quem sabe, né rsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrs

Beijos, até mais tarde!



Nome: cris05 (Assinado) · Data: 21/09/2021 22:14 · Para: Capítulo 5 – O flashback

Mulher, eu sou curiosa e ansiosa! Não põe essas pulgas atrás da minha orelha não rsrs.

Será que é o Tomás que o Tiago conhece? 

 

P.S Ainda sofrendo um pouquinho com a sinusite, mas vou melhorar. Obrigada por perguntar, querida.

Beijos!



Resposta do autor:

 

hahahaha

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Não vou responder. Nem caribu, que tá ocupada, escrevendo rs

 

Beijos! Que vc fique logo 100%! 



Nome: cris05 (Assinado) · Data: 21/09/2021 21:21 · Para: Capítulo 5 – O flashback

Acho que se o Tiago não tivesse chamado a Lia, rolaria um beijo triplo sim. E essa resposta só a caribu e a moça que digita sabem. 

Por falar no Tiago, ele é uma figura mesmo. Ri muito com a definição dele de na balada ser puta rs.

Será que a moça que chegou dançando e que usa um pingente de mouse, é revisora de textos? E se for, será que vão se reencontrar no jornal? Eu e minhas viagens rsrs.

Beijos!



Resposta do autor:

 

Eu gosto das suas perguntas pq às vezes vc canta umas bola bem certinhas, mas sempre ri na sequência rsrsrsrs

Das duas perguntas que vc fez, antes de dizer que está viajando, uma está certa!rs 

 

Olha que vc abriu agora uma nova possibilidade!! Será que se o Tiago não aparecesse a Lia teria se animado e entrado no beijo??

Boa, Cris! Isso nenhuma das duas do lado de cá tinha pensado rsrsrsrs

 

Amo esse Lettera, meu Deus, as minas enchem minha cabeça de novas possibilidades!! <3

 

Eu amei a definição de Tiaguito, e o fato de ele ter trocado de camiseta, msm achando tudo bobagem tb rs

E nem te conto quem é que conhece o Tiago!!

Quer dizer, vou contar, mas lá na frente rsrsrsrs

 

Beijos!

 

P.S.: a senhora melhorou da sinusite?



Nome: NovaAqui (Assinado) · Data: 21/09/2021 13:48 · Para: Capítulo 5 – O flashback

Tiago foi uma figura

Lia deve sofrer nas mãos dele. Já vi que ele adora horóscopo rsrs

Ela se preparando para beijar a menina e chegou a peguete da menina kkkkk elas queriam uma coleguinha para o beijo ser mais animado, contudo nossa protagonista não é chegada a suruba, eu acho! Cari pode mudar isso em um porre kkkkk

Olha! Eu vim aqui para falar do meu coador de pano, eis que tem um capítulo novo! Chocada! Me colore que eu tô bege kkkkk

Eu tenho um coador de pano pequeno. Aqueles que vêm com o suporte. Para fazer uma xícara de café. Já está gasto, porém não se parece com uma meia velha não kkkkkkk. O do jornal deveria estar muito ruim. Ontem eu estava escrevendo o comentário e minha amada esposa falando ao meu lado. Falando muito. Sim!  Ela fala muito. Muito mesmo kkkk eu já acostumei, mas tem horas que precisa pedir: " por favor, amor! Preciso ouvir o repórter!" kkkk claro que depois de uma década (quase duas) casada esse "por favor amor" sai entre dentes rsrsrs! Aí fiz um comentário pela metade. Eu  revisei os Bias, entretanto faltaram informações

O meu coador está assim: https://www.google.com/amp/s/vejasp.abril.com.br/blog/arnaldo-lorencato/meu-cafe-puro-e-sem-acucar/amp/

Quando fomos à Parada, fomos ao Gay Caneca! O shopping parecia um mundo gay. Tinha mais viados, drag, sapatas do que héteros. Foi tudo de bom 

Adoramos São Paulo. Já colocamos a mochila nas costas e partiu Sampa. Final de semana cultural. Fomos a Bela Paulista, 25, Mercado Municipal, exposições. O que eu mais amei foi Museu de Língua Portuguesa. Estamos loucas para voltar agora que reabriu. E sempre que podemos vamos à Parada, a feira do Anhangabaú. 

Bom dia!

 

 

 



Resposta do autor:

 

rsrsrs Bom dia!

Falei que hoje postaria "mais cedo, um pouco" rs Acordei às 7h, já comecei a escrever (estou no capítulo 9), pensei "por que esperar essas leitoras lindas e maravilhosas acordarem, se posso fazê-las felizes, surpreendendo logo cedo?". Foi o que fiz rsrs

Amo seus comentários! A notificação de e-mail chega e eu já falo "eba!" rs

Tiago é aquele amigo gay que toda sapatão que se preza tem. Eu sempre me inspiro num amigo meu, viadíssimo, quando crio um personagem gay. Ele foi minha inspiração para o Tiago, já tinha sido antes para o Maurício, amigo de Bia Beatriz. Às vezes eu tô na bad e ele manda foto do trabalho dele (um canil lotado de filhotinhos), manda vídeo falando de qualquer coisa, e me salva, sempre <3

E nessa história de horóscopo, meu amigo é pisciano, sonhadora como a Lia, mas claro que Tiago é um sagitariano das festinhas!rsrs Uma puta de balada, nas palavras dele rs Certeza que esse ascendente é escorpião rsrs 

Sua observação sobre o beijo foi mto pertinente! Será que a menina estava sondando a Lia para um beijo mais animado, ou a terceira menina é que chegou de repente?  Sinceramente eu tinha pensado que ela só tinha chegado, se exibindo pra menina de black power, mas a sua versão faz mais sentido rsrs Talvez estivesse sondando msm!

Em qualquer que seja a versão, a que chegou dançando era cheia de atitude, e tinha um pingente igual ao que eu uso pendurado no pescoço rsrs Pera que esse detalhe é importante!

Agora, a pergunta que fica é: será mesmo que a Lia não é chegada em beijo a três, surubas em geral? Ela criou uma história pro colega reprimido! Não sei não, hein... rsrs Acho que só ficou tímida, mas tem vontade, sim rs

Aguardemos os próximos capítulos (eu já sei a resposta hahahaha)

Eu já tive coador de meia, quer dizer, de pano. No final fica nojento, não tem como rsrs Também só faço um cafezinho por dia, lindamente coado no meu copo térmico de unicórnio, e substituí meu coador de pano por coador de papel, que depois coloco na composteira (minhas minhocas são fritas de café rsrs).

Fala pra sua excelentíssima senhora esposa ler caribu, pô! Um assunto a mais pra ela falar rsrs

O shopping Frei Caneca é ninho de LGBTs msm, amo! São Paulo tem vários pontos maravilhosos. Sinto saudade dos barzinho na República, mas pra ser sincera, nos cinco anos que morei em São Paulo (pertinho do mercado municipal e da 25), eu bebia era em casa mesmo rs Altos porres em festinhas que fazíamos e que eu era sempre a primeira a dormir rs

Sou tipo a Lia, só que pinto o cabelo de colorido, em vez de raspar, mas fujo de rolê igual rsrs Ainda mais agora, que estou mais velha que a nobre personagem rsrs

Qdo vc voltar a SP, vai na Pinacoteca, é um sonho! E no Museu Catavento, sua menina vai amar! Recomendo tb o Centro Cultura Banco do Brasil, que fica bem no miolinho do centro, e o caminho até lá já é todo um passeio tb!

Agora, chega. Vou escrever porque a cena tá boa!

Beijos, até amanhã!

 



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