Escrito na gazeta por caribu


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Lia deixou uma página do Word aberta na tela, em branco, o cursor do mouse piscando junto com seu coração, e solenemente fingiu estar ocupada. Mesmo com a música desligada, os fones ainda estavam presos no ouvido e ela manteve o canto do olho atento aos movimentos de Isa, que sentava na cadeira ao seu lado, à mesa um dia ocupada pelo jornalista mais chato que Lia já conheceu (povo que mexe com política é sempre um pouco petulante). O perfume da mulher chegava até ela, sem querer. Era doce, agradável.

Isa parecia um pouco perdida, aquele ar típico de quem chega ao trabalho novo, em seu primeiro dia. Ligou o computador, tamborilando os dedos na mesa enquanto a máquina iniciava. Tirou da bolsa um celular, um estojo amarelo e um bloco de notas, que ao ser apoiado em cima da mesa derrubou a caneta que estava junto, de unicórnio – usando um chapeuzinho, o chifre saindo por um buraco.

Ela se abaixou para pegar junto com Lia, afinal a caneta estava perto do seu pé, e o movimento quase as fez bater as cabeças (aquelas cenas bem clichê de filme de Sessão da Tarde). Lia ficou sem graça e levantou, voltando-se rápida em direção à sua tela, ainda em branco, e ficou com os olhos fixos ali, como se lesse algo. Aquilo fez Isa rir.

 

- Isabela, você pode guardar sua bolsa ali no armário – Tomás dizia, de sua mesa, sentado ali como se também estivesse trabalhando.

- Aham – Isa responde, mas colocou a bolsa em cima da CPU do computador, e deu uma piscadinha para Lia, quando ela a encarou. Mas foi o único gesto que a mulher fez, ou o único que Lia reparou porque sua barriga roncou naquele momento e ela viu que já era hora do almoço. Por isso desligou o computador e se levantou, virando a cadeira para o lado oposto em que Isa estava. Saiu da sala no instante em que Natasha entrava na redação.

 

Lia almoçou sozinha, como fazia todos os dias, os olhos presos no celular. Comeu usando fone de ouvido, assistindo um episódio da série que vinha acompanhando – via várias ao mesmo tempo, mas aquela era exclusiva do trabalho (se chamava The Office). Lavou o pote da marmita e se serviu com um generoso pedaço de bolo de milho, que seguia intacto até ali. Apoiou num guardanapo, em cima do copo de plástico com café, e equilibrou tudo em uma das mãos, enquanto escovava os dentes.

                Ainda estava com tempo, tinha uma hora para almoçar e descansar, mas se alimentava sempre em menos de 15 minutos. Fazia questão de comer rápido para ter tempo de sentar um pouco numa pracinha localizada perto do jornal. Achava importante ter um momento para respirar o ar puro, e não só aquele ar viciado e condicionado que ficava circulando pela Gazeta.

                Antes de sair, deixou na recepção sua sobremesa e o café, e deu uma passadinha na redação para pegar seu livro novo. Ele seria uma companhia perfeita durante os 43 minutos que restavam de seu descanso. Assim que abriu a porta de correr, flagrou Natasha e Isa no meio de uma conversa. Reparou que a menina nova estava folheando o seu livro novo! Sentada em cima de sua mesa!

                Inicialmente, Lia não teve exatamente uma reação. Só ficou parada ali, a mão presa na maçaneta, o pé fincado no porcelanato, impassível. Que ousada! E folgada! Muito abusada!

 

- Ops, desculpe, sentei na sua mesa – Isa fala, um meio sorriso que parecia contradizer suas palavras, pois se manteve na mesma posição, os pés ainda balançando.

- Tudo bem – Lia resmunga, avançando em direção ao lugar em que trabalhava, dando uma rápida olhada para o livro, ainda nas mãos da mulher.

- Ah! – ela sorria mais abertamente agora – Seu livro! Achei legal, parece bom – Isa comenta, e Lia não soube o que responder. O que falar?, não tinha lido ainda!

 

                Virou as costas ao pegar o livro e saiu sem dizer nada. Quando fechou a porta teve a impressão de que as duas estavam rindo. Ótimo, perfeito. Tudo o que precisava mesmo era de uma segunda Natasha no seu tóxico ambiente de trabalho!

                Lia ficou zangada, e saiu do jornal frustrada, nem ouvindo Lucia chamá-la (tinha esquecido ali no balcão o copo com café). Foi direto para o banco que costumava sentar na pracinha, duas ruas acima, e só quando sentiu o cimento embaixo do corpo é que percebeu que tinha esquecido os óculos escuros. Por causa disso ficou quase 40 minutos sentada ali, o cenho franzido, a testa enrugada, obrigada a lidar com seus pensamentos, porque não tinha nem uma musiquinha para distrair, nem o celular se lembrou de trazer; ficou lá na recepção, junto com o bolo.

                Não abriu o livro, que ficou o tempo inteiro no seu colo, se movimentando conforme ela mudava de posição, inquieta. Não fazia direito nem uma hora cheia que a menina tinha chegado e já estava causando, provocando nela reações indesejáveis. Ficou lembrando de quando Natasha chegou, cinco anos atrás. Pelo menos ela tinha disfarçado, e na primeira semana não mostrou que era uma sebosa, se fingiu de boazinha. Essa outra, nem isso.

                Apesar de achar que os ossos do seu ofício eram duros de roer, entretanto, Lia se convenceu de que ainda assim tratava-se de algo bom. A chegada daquela jornalista finalmente traria de volta um pouco de sua paz, em falta desde o infarto de Coronel. E era uma mulher, sempre bem-vinda àquela redação machista por conta da influência de Tomás (e Alexandre, que era outro cretino).

 

- Benzinha, tome o seu bolo – Lucia entrega para ela o guardanapo, agora dentro de um potinho com tampa, junto do celular esquecido, assim que Lia volta para o jornal – Eu comi um pedacinho depois do almoço, uma delícia como sempre!

- Grata, benzinha. Desculpe, esqueci o café aí – Lia faz uma careta e empurra o óculos, que estava escorregando. Deu uma breve olhada no celular para constatar o que já sabia: nenhuma mensagem ou ligação. O aparelho destravou com a identificação facial, mas ela o enfiou no bolso de trás da calça, com a tela acesa.

- Tudo bem. Eu joguei fora porque você sabe como é o senhor Sérgio – ela diminui o tom no final da frase, e faz um biquinho, antes de sorrir, dando uma breve olhada para a porta que dava acesso ao corredor – Ele acha que junta formiga – complementa, cochichando.

- Trouxa – Lia resmunga, audível só para ela.

 

                Se despediu com um aceno de cabeça e algo que parecia um sorriso, mas eram apenas seus lábios cerrados com força. Decidiu ir para a redação com o bolo, um pouco apreensiva de entrar ali com comida na mão àquela hora, o dono do jornal era um asqueroso que não permitia que ninguém comesse nada no local. Mas Lia burlava o sistema. Às vezes com o cu na mão, mas burlava, com seus lanchinhos e infinitos cafezinhos ao longo do dia (os copos usados iam se acumulando dentro da gaveta, e todo fim de dia ela os enfiava na mochila, dentro de uma sacolinha, para não sujar tudo lá dentro de açúcar velho. Depois jogava fora no lixo de casa).

                Antes buscou na copa um copo com café, cheio quase até a borda. Encontrou a redação em silêncio, e só não estava vazia porque Isa estava lá, parecendo entediada na frente do computador, nada específico sendo mostrado em sua tela. Era seu primeiro dia e ela já tinha o ar de marasmo comum daquela redação.

 

- Isso é bolo? – ela pergunta, logo que Lia se senta, virando a cadeira para ela. Estava com as pernas cruzadas, usava um sapato com salto e tinha um adorno no tornozelo. Lia desviou o olhar quando ela olhou.

- É, quer? – ela empurra o potinho para a mesa de Isa – Mas não come aqui, os caras não gostam de nada de comida ou bebida na redação.

- O Tomás? – Isa pergunta, olhando para o café dela, que fumegava.

- O Sérgio, o dono – Lia responde, ao mesmo tempo que ela. Empurrou o copo para trás do monitor.

- Ah – Isa ergueu as sobrancelhas, passando a língua pela boca – Ele não está aqui. O Tomas disse que está viajando – ela repete o nome do editor, com a entonação sem o acento. Lia riu, pela primeira vez sua risada se fazendo ouvir, e Isa se surpreendeu – Então, além de você e da Barbie da Cultura – ela se referia à Natasha, fez um gesto apontando para a mesa dela – Tomas e o que tem cara de punheteiro... Qual o nome?

- Alexandre – Lia responde, rindo de novo, colocando a mão em cima da boca.

- Isso. Que faz a diagramação, né? – ela abre o potinho e pega um pedaço de bolo, usando três dedos. Enfia na boca e continua, antes de engolir – Quem é que falta? Nossa, que delícia esse bolo, amei!

- O Luís, do Esportes – Lia aponta com a cabeça para a mesa do colega. Não desviou o olhar de Isa, que continuava comendo, a cada mordida dando um gemido – E tem o Papagaio, o fotógrafo. Ele se chama Pedro Arara. Aí tem a Lucia, na recepção. Lucia, não “Lúcia” – ela achava aquele detalhe importante; era o nome da mulher! – Tem também a Cida, que faz a faxina, três vezes na semana, o Souza, que entrega os jornais toda madrugada de sexta para sábado, e recolhe toda terça, o Zé das Flores, que cuida do jardim lá na frente e lá em cima (o nome dele é Silvio), o Levanto, que é o segurança (se chama Caio, ele está sempre ali fora, na calçada) e o Gustavo, o motoboy.

- Perfeito, Lia. Ótimo relato. Não esperava menos de uma jornalista – Isa responde, passando a ponta do indicador no fundo do pote, colhendo as migalhas de bolo remanescentes, lambendo o dedo em seguida – Os apelidos foi você quem criou? Tem um jardim lá em cima?

- Não te levaram para conhecer o jornal? – Lia estava virando os olhos. Se lembrou de como foi horrível começar a trabalhar ali, uma semana até finalmente descobrir onde ficava o banheiro.

- Não, faz as honras! – Isa parecia empolgada, fechou o potinho vazio e entregou para ela. Viu Lia vacilar, dando uma olhada para o relógio, bem discreta – Rapidinho, por favor. Depois eu deixo você trabalhar, prometo.

- Tá, vai – Lia levanta, dando antes uma ajeitada nos óculos. Notou Isa olhando para a estampa de sua camiseta e começou a andar, embaraçada por estar sendo analisada.

- Mas quero um tour completo, com as histórias – Isa estava novamente sorrindo, ajeitando os cabelos com uma das mãos, jogando a franja longa para o outro lado da cabeça. Continuou quando viu que Lia parecia confusa – Você é uma das mais antigas daqui, vai, conhece as histórias!  

- Tá – Lia levanta os ombros – Mas quem te falou que sou uma das mais antigas?

- Eu tenho minhas fontes, também sou uma ótima jornalista – Isa dá uma piscadinha para ela, e se adianta um passo em direção à porta – Mais antigo que você só o “seu Punheta”. E Tomas, que não conta, porque é sobrinho do homem.

 

                Lia riu novamente, e ficou um tempo parada, observando Isa. Ela parecia legal, afinal. E era muito bonita, de perto dava para ver que seu cabelo tinha vestígios de tinta, por isso era quase impossível definir a cor. Parecia meio roxo, meio rosa. Meio ruivo, meio loiro.

                Sua roupa era social, dos pés à camisa, passando pela calça, apertada na bunda, com bolsinhos na frente, onde ela enfiou as mãos, sorrindo, parecendo gostar de ser observada. Tinha um colar de ouro descendo entre os seios que balançava, na lateral do pescoço, em cima de alguma veia.

 

- Bom, você foi contratada para ocupar o lugar do Coronel, um jornalista das antigas que cobria Política na Gazeta desde antes da urna eletrônica – Lia começa, desviando os olhos da mulher, apontando para a mesa dela – Talvez você tenha dificuldades no começo, o Coronel era bastante conhecido no meio. E influente.

- Não acho que vá ser um problema – Isa parecia sincera. Colocou na boca uma caneta, preta, e pareceu sugar, embora com bastante suavidade. Lia contraiu as sobrancelhas, curiosa.

- Claro – saíram juntas da redação e Lia apontou para a esquerda, depois de passarem pela porta da recepção, que ficava à direita no corredor – Aqui ficam os banheiros. Aqui é a sala do seu Sérgio – passaram por uma porta fechada, ela apontou primeiro para a porta da direita, depois para a da esquerda – Aqui é o Financeiro e o RH. Quem cuida das duas áreas é a mesma pessoa, o Marcos, um carioca gente boa. Esqueci de falar dele, né? Desculpe, Marcos – Lia fala, como se o homem estivesse ali – A gente só lembra dele quando dá algum problema no salário, ou no pagamento das horas extras. O nome dele é ótimo para quem tem sotaque de carioca, quando conhecê-lo, finge que não sabe e pergunta!

 

                Passaram por uma área fechada, com um portão no fundo, sem janelas. Lia acendeu as luzes e explicou que ali ficavam os jornais (novos e antigos), e disse que o espaço armazenava outros materiais publicitários que eram negócios de Sérgio, mas não especificou quais.

Isa reparou que ela deu um suspiro profundo antes de apagar a luz, como se gostasse daquele cheiro de papel, e fez o mesmo gesto quando passaram pela copa – um espaço pequenininho com fogão, geladeira e micro-ondas, com uma mesa e duas cadeiras no canto.

                No fundo da cozinha tinha uma escadinha, que à princípio Isa nem reparou. Subiram juntas, com Lia na frente, tendo mais facilidade por estar de tênis. A escada era escura e apertada, em formato caracol. Lá em cima havia um espaço aberto com bancos e várias plantas ao redor. No meio, uma mesa de ferro fundido e um cinzeiro em cima, com vestígios de charuto.

 

- Aqui é o jardim secreto do seu Sérgio – Lia explica, sentando em um dos bancos, na sombra – Eu não viria aqui se ele estivesse no jornal, mas se ele está viajando, então não tem problema.

- Ele não gosta que venham aqui? – Isa sentou também, levando novamente a caneta aos lábios. Apoiou as pernas na mesinha.

- Não sei, a gente nunca se encontrou aqui para eu saber – Lia responde, e ergue as sobrancelhas quando a outra começa a rir.

- Você é ótima, adorei o seu senso de humor.

- Mas... – Lia se cala, porque não soube o que falar. Não era piada!

- É sério que trabalha aqui há quase dez anos? – Isa puxou papo, depois de alguns instantes de silêncio, apenas o canto de um bem-te-vi preenchendo os ouvidos das duas.

- Vai fazer oito anos no mês que vem, sim – Lia levanta os ombros, apoiando também as pernas na mesinha. Tomou o cuidado de deixar de um jeito que a outra não visse o buraco na sola – Eu gosto daqui.

- Deve gostar mesmo, oito anos... – Isa estava rindo, colocou a caneta na boca uma última vez, antes de guardá-la no bolso.

 - E você? O que veio fazer num lugar como a Gazeta? – Lia retruca, e depois ficou pensando se tinha sido rude.

- Não sei, me restabelecer, eu acho – ela coloca o braço no encosto do banco, virando-se na direção de Lia. O cabelo deu uma caída na frente do rosto e ela tirou com a mão. Lia reparou nas pulseiras em seu braço, mais uma vez – Meus pais moram aqui, em Passarinhal. Eu estive viajando, agora voltei. Me pareceu um bom lugar para dar uma descansada, antes de recomeçar. Preciso de grana.

- Legal, onde você estava? – Lia quis saber, sem querer reparando em todos os detalhes da mulher à sua frente: a maneira como sua boca mexia quando ela falava, as microexpressões nas sobrancelhas e nos olhos, dependendo do que dizia, uma pintinha solitária na bochecha.

- Em vários lugares. Fiz um mochilão pela América do Sul nos últimos anos, escrevi um livro-reportagem sobre a política latino-americana num recorte espacial que englobou todas as ditaduras, começando pelo Brasil, em 1964, depois se espalhando, como uma onda bizarra, pela Bolívia, no mesmo ano, Argentina, em 66, Chile e por último Uruguai, em 1973.

- Uau – Lia estava surpresa, e ficou mais ainda quando a viu levantar os ombros, como se aquilo não fosse grande coisa – Agora entendi como conseguiu o emprego na Gazeta!

- Meu pai é amigo do Sérgio – ela responde, no mesmo tom de voz, parecendo até um pouco desanimada. Voltou a puxar a caneta do bolso e levou à boca – Assim que eu voltei os dois se falaram, não foi difícil. Meu pai é amigo do Coronel, também.

- Ah – Lia desvia o olhar, contraindo os lábios, pensativa.

- Pois é – mas Isa agora estava sorrindo – Mas me conta, Lia. O que tem de bom para fazer em Passarinhal? Saí daqui há tanto tempo, e na época não tinha nada.

- Ah, não mudou muito – Lia ri, sem graça porque não conhecia nenhuma opção, para ser sincera – Tem uns barzinhos...

- Hum – Isa fazia uma careta.

- Tem uma baladinha no centro, tipo discoteca...

- Ah – Isa agora fazia um som com a garganta, a careta intensificada, parecendo estar enojada – Não gosto desses rolê de TOPzeiro – Lia riu com o comentário – Nada LGBT? Um cantinho sapatão com música ao vivo, quem sabe?

- Ah! – agora Lia tinha entendido a qual programa ela se referia – Ah! – repetiu, desta vez surpresa com o fato de Isa não ser hétero, as sobrancelhas arqueadas. Levou alguns segundos, processando a informação – Não sei – disse, finalmente.

- Ué – Isa parecia surpresa, levantando as sobrancelhas, mas sorrindo.

- Não sou muito de sair – ela se justifica, pigarreando.

- Sei – a mulher parecia um pouco decepcionada.

- Mas a gente pode, sei lá, fazer algo, se você quiser. Lá em casa,  tomar alguma coisa, uma cerveja. Conversar.

- Pode ser vinho? Eu levo! – Isa se apressa em dizer, sorrindo novamente, parecendo empolgada pela primeira vez – Você tem alguma preferência? Eu gosto de caberbet sauvignon, carménère, mas abro uma exceção para o malbec, gosto médio do rosé...

- Não sei, acho que não sei beber vinho – Lia coçava a cabeça, um pouco envergonhada – Nas vezes em que bebi eram vinho, sei lá, tinto.

- Sei. Vou escolher um especial para a gente, então. Na sexta? Umas sete?

- Sexta é fechamento do jornal. A gente nunca sai antes das oito – Lia sorria, apesar do que dizia – Mas sempre rola pizza, o Tomás compra e manda entregar, quando vai até muito tarde.

- Hoje, então. E sexta de novo, se a gente sair antes das sete – Isa dá uma piscadinha e se levanta – Vamos trabalhar?

 

 

                Quando voltaram para a redação e Lia pôs o fone, desta vez mais baixo, o que tocou foi Daniela Mercury, “Duas leoas”.

 

Notas finais:

 

Música do capítulo:

 

Daniela Mercury – Duas leoas (https://www.youtube.com/watch?v=AYO_o5g9iqg)

 



Comentários


Nome: Anna Hart (Assinado) · Data: 28/09/2021 19:15 · Para: Capítulo 3 – As opostas Lia e Isa

Antes de tudo: The Office <3 Steve Carell <3 (percebe-se que a Lia gosta de cultura antiga, mas não vou julga-la porque assino os streamings só para assistir coisas como “Um Maluco no Pedaço” “Friends” “Gilmore Girls” “The OC” “Dawson's Creek...” por aí já dá para perceber, né? Nem vou falar das playlists musicais).

Não sei como Lia conseguiu sair no calor para ficar sentada numa pracinha de banco de concreto. Não sei mesmo, eu odeio o calor do verão, aqui no Rio parece que a gente está marinando no forno. No entanto, sendo contraditória a mim mesma, tenho muito mais disposição para fazer as coisas do que quando está frio ou chovendo.

Agora falando da Isa, ainda não simpatizei com ela. Achei ela um pouco abusada. Não é bem esse o termo, mas não estou lembrando de outro melhor. Sentar na mesa da Lia? Pegar seu LIVRO (!!!)? – todo leitor sabe que não deve simplesmente mexer no livro dos outros assim. Comer todo o bolo? Ahahaha Ela também se encaixa naquela falácia de meritocracia. Você conhece as pessoas certas, mérito seu!

Acho que a Lia está carente, tadinha, então não está conseguindo perceber que a Isa não é flor que se cheire. Tudo bem que foi a Lia quem sugeriu que fizessem alguma coisa na casa dela, mas o bom senso sugere que seja também ela que marque o dia. Na verdade, estou sendo implicante demais com a Isa porque não gostei dela (até agora), já que tenho personagens tão ousadas e atrevidas quanto ela.

 

P.S.: Estudei muuuiito sobre as ditaduras na AL. Recomendo o livro “A Doutrina do Choque, de Naomi Klein” caso ainda não tenha lido. Acho que tem um documentário no youtube também.

- olha o comentário enorme aí :)



Resposta do autor:

 

Satisfação em relê-la, e em comentário grande <3 <3 

Lia é tipo hipster rs Música velha, programa velho rs

Acho que o The Office combina com a camiseta do Orkut que ela tava usando, e com as músicas que tocam no aleatório da playlist dela.

Amo Friends rs Tenho o box com os DVDs de todas as temporadas. Não tenho mais tocador de DVD, mas os disquinhos seguem lá, intactos rs

Quando a Lia vai sentar no banco de cimento da pracinha, estava sol e calor, mas ainda assim "sol e calor" do inverno. Ela pragueja o aquecimento global, que a faz suar, mas ainda assim não se assemelha ao calor do verão (e menos ainda ao calor do Rio, que parece um inferno rs).

Obs.: Eu no calor não presto, não. Agora me manda uma frente fria pra vc ver rs

 

Isa é polêmica. E ilustra bem esse papo de meritocracia mesmo (só faltou ela dizer "se trabalho aqui é por causa do meu pai, pq EU MERECI!"rs). Mas dá a entender que ela não curte mto, apesar de se beneficiar.

Mas ela é folgada, pacarai, senta na mesa da mina e mexe nas coisas dela... isso do livro eu fiz de propósito, pq sei que irrita rsrsrs

O bolo eu acho que a Lia até gostou que ela tenha comido rs Mas foi abuso tb, comer tudo rs 

Lia é carente e ingênua. Mas Isa é diferente, talvez por isso a cativou.

 

P.S.: eu estudei um material do Noam Chomsky, e vou fazer um curso dele no mês que vem. Muito foda! 

Me assusta pq estamos perigando viver tudo de novo...

 

Beijos! Boa leitura!

 



Nome: NovaAqui (Assinado) · Data: 19/09/2021 23:11 · Para: Capítulo 3 – As opostas Lia e Isa

Haha

Aqui tem cigarra e tem também as sabiás. Clareou, elas começam a cantar. Só que elas cantam quase que o dia todo(pelo menos as daqui kkkk) e as cigarras quando cantam eu amo! Amo verão! Calor! kkkkk 

Ah! Aqui quando amanhece tem um cachorro que começa a latir muito. Não sei se eles colocam ele em alguma área externa e por isso ele começa a latir ou se ele é estressado e late do nada

Tem um cidadão em situação de rua que passa aqui e grita boa noite/bom dia/olá qualquer hora do dia, da noite ou da madrugada kkkk você já teria escrito uma crônica. De sexta para sábado ele passou às três horas da madrugada gritando olá/boa noite kkkk eu acordei e quase gritei da janela:"boa noite é o carvalho kkkk", mas lembro que ele passa por uma situação difícil e deixo para lá. Ah! Tem sempre alguém que responde quando ele grita kkkk

Eu vi muita gente sem máscara também, mas são a minoria. Tem muita aglomeração principalmente nos botecos. Muita gente bebendo aí já era distanciamento. Nesses lugares não vamos, né?

Boa escrita para você

E torço para que entre muito muito trabalho mesmo.

Abraços

 



Resposta do autor:

 

Que delícia acordar com som de passarinho, amo!

Essa história da Gazeta se passa numa cidade fictícia chamada Passarinhal rsrs 

Os seus comentários são às vezes quase crônica! Começa a escrever! 

*-* 

Beijos!



Nome: NovaAqui (Assinado) · Data: 19/09/2021 22:07 · Para: Capítulo 3 – As opostas Lia e Isa

Pobre cã! Daqui a pouco ela pega a coleira e se leva para passar kkkkk

Santa vizinha a sua! Aqui  vejo meus vizinhos na portaria e garagem. Algumas vezes vejo  a que leva os dois peludos para passear e a vizinha que mora no meu andar e os gatos dela saem para dar uma voltinha no corredor quando ela chega. A escada tem porta não há risco deles fugirem. Os meus também dão essa voltinha no corredor, mas qualquer barulho eles correm para dentro rsrs

Então teremos capítulos quase que diariamente esta semana? Uhuuuuuu e ainda teremos as Bias ( caveira dançante de felicidade - https://tenor.com/view/skull-dancing-moves-grooves-gif-17723441) kkkk

Ansiosa para os encontros delas. Será que elas vão se pegar? Colocar as aranhas para se conhecerem? kkkkkk

Bom final de domingo e boa semana

Abraços

 

 

 



Resposta do autor:

 

hahaha

Um comentário com gif, adorei! Achei tendência!

Saímos para andar. Muito calor, sai fora, voltamos com a língua para fora. Muita gente sem máscara correndo pelo caminho tb, uó!

Saudade dos invernos que faziam frio!

(isso me faz sempre pensar numa história que em breve vou ter que escrever, pq essas cigarras cantando em setembro estão me enloquecendo! Aguarde!)

 

Sim, teremos capítulos quase diários, até quarta-feira, pelo menos, tá garantido. Vamos ver como fica a semana, com os trabalhos que preciso tb que entrem rs Mas se não entrarem, caribu dará expediente, e aí garante mais alguns!

Amor Incondicional tá na fila, vamos ver se largo esse pra escrever o outro rsrs

Ótima semana pra vcs aí!

Beijos!



Nome: NovaAqui (Assinado) · Data: 19/09/2021 19:15 · Para: Capítulo 3 – As opostas Lia e Isa

É verdade.

Não é verdade. São verdades:

A primeira foi que errei o nome da Lia. Chamei de Bia. Duas vezes? Acho que é saudades delas kkkkk sem pressão, Cari!

A segunda foi que a dona da quem convidou Isa. Confundi aqui.

Hoje levamos a cria para um centro cultural. Ver gente. Andar no sol. Tudo com cuidado: máscara, distanciamento, álcool (não o que pode beber KKK). Às vezes é preciso sair para fazer alguma coisa cm cuidado. Está tenso!

 

 



Resposta do autor:

 

É saudade, total, eu tb estou! S2

Uma hora dessas e já estaria no fim da história, se estivesse trabalhando nela rs

Mas no meio do caminho havia Escrito na Gazeta! Havia Escrito na Gazeta no meio do caminho rs

Há quatro dias que não faço mais nada desta minha vida a não ser escrever, e escrever, e escrevo mais um pouco antes de ler o que escrevi, e depois que leio, escrevo mais (só essa história, estou de verdade presa nela!). A cã já nem lembra mais o cheiro da rua (desde a metade da semana passada sem colocarmos os focinhos para fora).

Tenho comido pq a vizinha é preocupada, e me lembra de comer. Nesse ritmo, termino ainda este mês!

Beijos, vou escrever mais!

 

P.S.: que delícia sair e dar uma volta! No Rio, ainda! Aproveitem! 

Tem que sair msm, ainda mais com criança. Uma voltinha com os cuidados não mata!

Tá tenso msm, mas ainda bem que temos pelo menos algumas histórias para espairecermos, né? Eu nem penso mais nos meus boletos rsrs



Nome: NovaAqui (Assinado) · Data: 19/09/2021 18:34 · Para: Capítulo 3 – As opostas Lia e Isa

Isa foi bem rápida! Já convidou Bia para dois encontros na casa de Bia kkkkk

Isa se  convidou a si mesma kkkk cara de pau. Será que vai rolar química? Ou vai ser só amizade?

Autora adorei o capítulo! Os apelidos são ótimos e Isa também gosta de apelido kkkk

Abraços



Resposta do autor:

 

Hahaha 

É que quem não chora, não mama! Isa é cheia das iniciativas, apesar de o convite ter partido da Lia! 

Eu não sei vc, mas sinto a química delas daqui rs 

Só não sei se esse encontro está reservado para elas.

Fiquemos de olho nos horóscopos rsrs 

Que bom que gostou do capítulo! Amanhã tem mais <3 

Beijos! 

P.S.: Oh, leitora, tá com saudade das Bias, até trocou os nomes rsrsrs

Ato falho <3 

Nesta semana tem Amor Incondicional tb! :*



Nome: cris05 (Assinado) · Data: 19/09/2021 17:09 · Para: Capítulo 3 – As opostas Lia e Isa

Caraca, Lia e Isa são muito opostas mesmo! Já vi que isso vai render grandes emoções, afinal, os opostos se atraem. Será? 

caribu, obrigada pelos votos de melhora da sinusite. Cícera (Cici para os intimos) me sugeriu uns chazinhos que ajudaram bastante. Além de muita nebulização e até um "delicioso" alho, bem mastigado, com mel e limão. 

Beijos e uma excelente semana!



Resposta do autor:

 

Elas são opostas! <3

Mas a história delas está escrita nas estrelas!

Ou melhor:

Está escrita na Gazeta!rsrs

Espero que esteja melhor! Cici estima melhoras, eu tb, e caribu!rs

Beijos, ótimo domingo, aproveite sua semana!

 



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