Escrito na gazeta por caribu


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A cidade de Passarinhal está localizada a menos de cem quilômetros da capital do Estado, São Paulo. Tem uma população estimada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 55.300 moradores (a última contagem foi na metade de 2021), e sua economia é movimentada basicamente pelo comércio local, uma vez que não há indústrias instaladas no seu território.

Até os anos 1980, quando o Brasil enfrentava o último período de ditadura militar, Passarinhal era apenas um local pacato, quase sem crimes e sempre distante dos olhos e do interesse da mídia nacional. Era, por isso mesmo, um lugar perfeito para se esconder, e não à toa nessa época a cidade virou reduto de generais e demais membros do alto escalão, envolvidos com o governo militar (ou seja, pessoas más e de moral completamente duvidosa). Muitos chegaram fugidos dos tribunais, criados especialmente para julgá-los pelos crimes cometidos nos anos de repressão. A maioria mudou de nome, ou passou a se apresentar por apelidos, para de alguma forma minimizar seu currículo e seu passado sangrento. Na linha do tempo, essa migração só terminou em 1987.

O primeiro mandato de Pietro Godilho, do PMC (Partido Moralista Cristão), se deu nessa época, e durante a sua gestão a cidade viu o desenvolvimento finalmente se instalar, e o progresso se deu com muitas obras públicas, há tempos cobradas pelos passarinhenses, que transformaram a cidade quase num grande canteiro de obras. Para se ter uma ideia, o município foi um dos últimos do interior paulista a ter esgoto tratado e água encanada em todos as residências e o prefeito era associado a esses feitos até hoje, mesmo já tendo morrido há alguns anos; mesmo só tendo feito o mínimo, o básico; e mesmo não tendo realizado nenhum outro grande feito nos demais cinco mandatos que assumiu como gestor da cidade.

As melhorias poderiam facilmente ter despertado o interesse de empresas, fábricas, indústrias e até mesmo de novos moradores, mas Passarinhal era bem administrada, inclusive no sentido de permitir (ou não) a vinda dessa gente de fora. No caso, eles não queriam.

 Pietro Godilho exerceu seus mandatos com o apoio dessa gente, que na verdade era quem mandava de verdade na cidade, e que passou a se revezar nos cargos da Câmara de Vereadores. Virou tipo uma máfia, e foi assim que Godilho elegeu um sucessor, e mais tarde voltou a assumir o Executivo oficialmente, na metade dos anos 90.

Quando o país já vivia seus primeiros anos de democracia, mas ainda estava afogado nos problemas econômicos, com moedas que perdiam o valor diariamente e uma inflação que chegava nas alturas, Passarinhal se manteve estável, em partes, graças à sua política. Parecia, às vezes, que a cidade até vivia sob uma redoma, porque as questões que eram manchetes nos jornais e assunto nos programas dominicais noturnos nunca eram tratados pela imprensa da cidade. Ao contrário; os jornais sempre diziam que ali era um “lugar protegido por Deus” (era o slogan da Prefeitura), que os poupava dos desafios e das intempéries que os demais brasileiros enfrentavam na ocasião.

Mas a questão era política, não divina ou religiosa (por mais que Godilho e companhia enfiassem esse tema em todas as discussões, a começar pela sigla do partido – mas ironicamente, no discurso, se dizia laico) ou, melhor dizendo, a questão era estritamente de poder. E Pietro Godilho soube reconhecer quem tinha esse poder, e seguiu a cartilha desses caras, e assim se manteve por anos na direção da cidade, envolvido nas decisões até quando não estava ocupando a cadeira de prefeito. E de maneira completamente distinta, também houve casos em que as decisões não partiram dele, apesar de ele ter assinado aos Decretos, às Leis e demais dispositivos que eram alterados ao bel-prazer dos poderosos.

Eram dez, 15 homens brancos, héteros, que se agruparam de maneira ardilosa e com um objetivo em comum: todos queriam se beneficiar de alguma forma, e isso envolvia grana e sexo. Para definir “os rumos da cidade” (era como eles chamavam), marcavam reuniões bimestrais, que antecediam noitadas inteiras que iam madrugada adentro, com acompanhantes de luxo só para atendê-los.

Para que todos os acordos minimamente dessem certo, Godilho começou comprando a imprensa. Comprou os dois jornais, literalmente, e colocou na direção pessoas que eram da sua confiança: Alfredo Nunes Neto, nA Folha, e Sérgio Alcântara Jorge, na Gazeta. Ele sabia que era mais fácil fazer seus esquemas quando não há cobrança da imprensa e, principalmente, da população.

O grande problema da ambição desenfreada, que era o que movia esses caras, é que eles nunca estavam satisfeitos. Queriam mais dinheiro, mais benefícios, mais mulheres. E para financiar isso tudo, o segundo passo foi definir quais seriam as fontes de riqueza para abastecer esse desejo em comum. Foi quando Passarinhal passou a recapear o asfalto de todos os bairros, já bem desgastado, por um material de baixa qualidade, superfaturado. Foi a segunda vez que a cidade virou um canteirão de obras, mas desta vez ninguém sentiu nenhum retorno, e a pressão popular deu os primeiros indícios de insatisfação. Então a Prefeitura investiu pesado em publicidade, via imprensa (as propagandas eram matérias jornalísticas, enaltecendo o Executivo e o Legislativo), e os poderosos concordaram entre eles que o dinheiro teria que vir por outros meios, mais discretos, que não inflamassem tanto a população (era preciso que todos sempre se mantivessem no cabresto).

Assim surgiu o “negócio gráfico”. Foi quando Arturzinho Cunha, dono da Gráfica Rápida, mudou de vida e virou um dos poderosos: ele entrou no esquema.

Basicamente, o que faziam era fingir que imprimiam materiais publicitários, mas eram sempre papel em branco, que eles fingiam de conta que rodava na prensa, mas que nem se davam ao trabalho de desembrulhar. Aí toda vez que queriam mais dinheiro, ou uma festinha diferenciada, levavam dez milhões de folhas de papel em branco de um lado para o outro – ora nA Folha, ora na Gazeta, e tinha vezes que o material ficava todo parado na gráfica, mesmo.

Aí o problema que surgiu foi que os encontros começaram a levantar suspeitas. E nunca havia um local reservado para os eventos sexuais que eles tinham em mente, e era preciso que fosse reservado também porque ali é que eles fechavam os acordos, faziam os ajustes, estabeleciam todos os esquemas. O futuro da cidade era decidido por homens com o pau de fora.

A ideia de usar imóveis fechados partiu de Pietro Godilho – tido por seus pares como um “visionário” (o “negócio gráfico” inclusive foi ideia dele). Com o seu aval, a Prefeitura passou a comprar casas vazias na cidade, a maioria abandonada (as aquisições foram superfaturadas, é claro. Cada imóvel tinha lá sua porcentagem de comissão para cada um dos poderosos), e a reformá-las – criaram entre eles uma espécie de “cooperativa” que reunia três empreiteiras, sendo que duas eram só de fachada (eram empresas fantasmas).

As reuniões, que perto dos anos 2000 passaram a ser mensais, e a acontecer exclusivamente nesses locais, antes que os tapumes da obra fossem tirados, quando a entrada de serviço muitas vezes se dava por outras ruas, outras vias. Eram encontros à noite, se iniciavam sempre à uma da manhã, pontualmente, quando Passarinhal dormia tranquila e a cidade estava mergulhada no silêncio da noite.

Depois os imóveis eram esquecidos, e os poderosos tinham um cronograma, uma planilha, para nunca repetirem de endereço no período mínimo de dez anos.

Por ser uma cidade com a média de idade da população já mais avançada, o que mais tinha em Passarinhal era imóvel vazio e desocupado. E aí conforme iam morrendo, os moradores mais novos que iam de certa forma assumindo os encargos da cidade já eram acostumados com aquele clima de que nenhuma mudança extrema jamais abalaria a vida tranquila da cidade. E poucos eram os que de fato queriam mudar alguma coisa – prova disso era que a oposição nunca tinha chance no pleito municipal.

E tudo seguia bem, até Isa e Lia. A primeira voltou à cidade com ideias “revolucionárias”, e a segunda as acatou (inclusive à própria Isa). E agora, juntas, estavam prestes a desvendar todo o esquema sórdido que havia por trás dos bastidores da cidade, e acabar com os poderosos que há anos mantinham Passarinhal desnutrida, com os infinitos desvios de verba pública.

E o mistério só seria mesmo desvendado com as duas juntas, uma vez que, sozinhas, eram incompletas para aquela resolução. Isa tinha até que boas intenções, mas lhe faltava o embasamento que Lia possuía; já Lia tinha ótimas teorias na cabeça, mas lhe faltava o ímpeto, a iniciativa de ir atrás, o que Isa tinha de sobra.

Foi graças à coragem de Isa que Lia aceitou acompanhá-la no endereço anotado naquele papel, esquecido no jardim do dono do jornal. Isa já tinha ido até lá sozinha dois dias antes, mas quis ajuda no retorno porque, com a meta de descobrir o máximo de informação que fosse possível daquele lugar, decidiu esconder uma câmera na casa.

Sentia que era seu dever, como jornalista, como cidadã de Passarinhal, e especialmente como parceira de Mauro P. Castro, o delegado da Polícia Federal, que era também o seu pai.

Por isso que, na noite de sexta-feira, depois que o jornal foi fechado (enviado para a gráfica pontualmente às 19h15), nem Isa e nem Lia se encontraram com Robertinha. Estavam juntas em missão.

Isa e Lia tinham um encontro, profissional, na Rua Proclamação da República, número 15, e estavam empolgadas demais com aquilo tudo – tanto que só falavam disso, desde cedo. Lia nem parecia mais tão entusiasmada com a sua primeira edição como editora, porque aquela notícia que estavam buscando tinha o potencial de ser manchete por meses, por anos! Muito melhor que tráfico!

Foram juntas até o local, na sexta, Isa dirigindo como sempre devagar (no rádio tocava Maria Bethânia, Reconvexo). Estacionaram perto da praça do Correio e seguiram o resto do trajeto a pé. Entraram no imóvel pela Rua da Independência, alguns metros antes do hospital. Nos fundos do imóvel havia uma passagem, estreita, coberta por um plástico branco meio fosco. Isa foi a primeira a entrar.

A impressão de reforma era só externa, e ela se assustou com a diferença na arrumação, assim que passaram em frente à primeira janela – tanto que até impediu com a mão que Lia avançasse; teve a impressão de haver gente pelo local, pois alguém tinha arrumado tudo, e trazido objetos que não constavam antes. A primeira porta era de madeira, e estava só encostada. Desta vez, a primeira a entrar foi Lia.

Quando esteve ali, na quarta-feira de manhã, Isa encontrou os cômodos todos vazios, e agora na primeira sala, a mais espaçosa da casa, algumas cadeiras estavam dispostas lado a lado e no canto havia uma mesa, com copos e taças. Parecia o preparativo de alguma festa, ou uma reunião mais informal, porque em volta das paredes havia diversos jogos de sofá e as jornalistas repararam que em dois quartos, no andar de cima, havia colchões, embalados no plástico.

Graças a essa incursão, no dia seguinte elas puderam acompanhar a chegada dos primeiros convidados daquele evento secreto, na madrugada de sábado para domingo. Lia estava nervosa e Isa, extasiada. Era como se tivessem vivido para aquilo, a tensão e a ansiedade dando nó na boca do estômago.

Foram horas esperando, mas conseguiam ter uma visão privilegiada, espiavam da curvinha da entrada do corredor. Em silêncio e um pouco aflitas, acompanharam juntas a chegada do primeiro “convidado”. Lia o identificou como Magno Antunes, responsável pela Guarda Municipal e Isa reconheceu Dr. Castanhedo, o presidente da Câmara, que chegou depois, junto com Júlio Alcova, o atual prefeito. Sérgio chegou logo depois, acompanhado por Alfredo, dA Folha.

Nessa hora Lia até deu um suspiro, e sentiu a mão de Isa sobre a sua. Ela ficou pensando em todas as intrigas geradas pelos jornalistas da cidade à toa, pois lá estavam os donos dos jornais concorrentes, amiguinhos. Ambos envolvidos em coisas que elas nem sabiam ainda.

Mais convidados chegaram, todos homens, com altos cargos ou grandes responsabilidades na cidade. Mas aí as últimas a chegarem foram mulheres; meninas, na verdade. Desta vez quem suspirou foi Isa, porque se revoltou. Eram menores de idade, e nesses casos ela sempre ficava chateada quando acertava um palpite.

As duas viram cerca de 20 meninas, parecendo assustadas, serem direcionadas para um dos quartos que tinham visitado na noite anterior, e Lia sentiu o estômago se retorcer quando lembrou dos colchões ensacados. Aí passou a sentir mais daquilo que invadia Isa, aquela sede de justiça, de colocar aqueles putos todos na cadeia. E a noite nem tinha começado.

 

- Senhores, vamos dar início às nossas discussões dessa noite – Castanhedo fala, e o murmurinho cessa no mesmo momento. Doze cadeiras foram ocupadas por engravatados, sentados meio que numa roda, sem mesa entre eles – Estamos acompanhados aqui do Dr. Júlio Alcova... e Júlio, acho que você pode dar início, né?

- Claro, com prazer. Primeiramente, satisfação encontrá-los nessa noite de hoje, pretendo ser breve nos meus apontamentos – ele diz.

- Que nojentos – Lia cochicha, quando todos começam a rir, mas Isa a cutuca, e faz um gesto pedindo silêncio.

- Bom, como sabem, nesta semana fizemos a movimentação do negócio gráfico, desta vez para a Gazeta – Júlio aponta para Sérgio, sentado com Alfredo – A ideia é que em um mês a gente já consiga fazer outra movimentação, o pátio dA Folha está desobstruído, né, Alfredo? Legal, ótimo. Pelos cálculos já estabelecidos anteriormente, cada uma vai gerar 150 – ele fala apenas o número, mas Isa e Lia se entreolham, porque entendem que estavam falando de dinheiro – ... mil reais. E aí com aquela demanda do posto de saúde as arrecadações vão totalizar R$ 750 mil, só esse mês. É isso, né?

- É, eu alterei lá aquele pedido – quem falava era José Felipe Góes, que administrava o hospital da cidade – Coloquei que a carência é de dez leitos. O Ministério da Saúde sempre atende rápido.

- Dois? – pergunta Nicolau Pontes, da Secretaria Municipal de Obras.

- Dez – responde Augusto Filipéldi, vereador.

- Dez leitos – o médico José Felipe responde também – Especifiquei que eram de UTI, que aí valem 45, quase 50% a mais. Dá mixaria, uns R$ 30 mil de instalação, mais uns 30 conto de manutenção. Consigo chegar nisso, e posso inventar uma série de problemas técnicos.

- E nós temos também a escola, né? – questiona Castanhedo, que parecia seguir um roteiro, em alguma tela no celular, que deixava seus óculos com reflexo. Ele olhava os companheiros por cima da armação.

- Isso, temos a escola inclusiva – fala Tomiro Sakaguna, secretário municipal de educação. Lia levanta os ombros, quando Isa olha para ela, procurando alguma resposta – Vamos atender “alunos especiais” que valem quase R$ 2 mil a cabeça.

- Mas de onde vão vir esses alunos? – Magno pergunta, sua voz grave ecoando no ambiente quase vazio.

- É só no papel – Tomiro responde, junto com Júlio.

- É, a gente decidiu fazer isso aí no esquema do negócio da gráfica, porque senão cai naquele problema de quando começamos a fazer obra e a população começou a questionar – Castanhedo explica.

- Está tudo fora do sistema oficial, a gente nem digitaliza para não correr risco. E disso tudo há uma contabilidade à parte – o prefeito lembra, e Sérgio diz algo que não deu para entender. Todos riram.

- São R$ 60 mil que podem pingar, via governo federal, todo mês – Tomiro complementa – Só disso. Fora todo o resto que já pinga.

- E a rachadinha? – Augusto pergunta, quando os presentes começam a se movimentar nas cadeiras, dando a impressão de que a reunião acabou – Podemos manter?, estou fazendo uma piscina lá em casa.

- Não sei, vocês sabem o que penso disso – Castanhedo reverbera.

- O problema é que esse esquema está visado demais, depois que ganhou notoriedade Brasil afora com o presidente... – Alfredo lembra, e todos começaram a falar juntos (cada um defendendo o presidente de alguma forma), até que o prefeito volta a tomar a palavra.

- Senhores. Senhores, por favor – Júlio chama, e aguarda ter a atenção de todos – Vamos manter a ordem, por favor. O Luciano quer a palavra, pode falar, Luciano.

- Não, eu só queria dizer que se o presidente que é o presidente faz esquema de rachadinha e não cai, o que nos impede? – pergunta Luciano Kanlo, que também era vereador – Eu sou a favor de manter.

 

                Os membros daquele encontro começaram uma espécie de votação, e a maioria ganhou, sendo mantido, portanto, o esquema. Lia já não sabia pensar diante daquilo tudo, e ficou ainda mais perplexa quando a reunião acabou sem um encerramento oficial, ou algo que tenha dado a entender que os assuntos foram todos debatidos. E aí ficou mais sem reação ainda quando as meninas, agora fantasiadas, usando máscaras, entraram na sala, aplaudidas pelos machos.

 

- São menores de idade... – Lia resmunga, e sente a mão de Isa – Eu não aguento olhar para isso, desculpe – ela complementa, se virando.

- Não precisamos olhar – Isa afirma, virando a tela do computador para o lado, antes verificando que os sinais captados pela microcâmera que ela instalou no casarão ainda estavam sendo registrados, e a imagem e o áudio permaneciam sendo salvos automaticamente.

 

                Lia enfiou as mãos no cabelo e manteve os braços para cima, pensando em tudo aquilo. Estava um pouco desolada com o que tinha ouvido, visto. Entendia porque era uma operação sigilosa: envolvia os poderosos da cidade em crimes de tráfico de influência, organização de quadrilha, desvio de verba pública, peculato, abuso de autoridade, prostituição infantil e outros que ela teria que escutar a gravação de novo para identificar melhor.

                Mas apesar de toda a revolta, sorriu brevemente, pensando que ela e Isa tinham ajudado a destruir uma enorme rede de corrupção em Passarinhal, entranhada há décadas na administração da cidade, como câncer.

                Olhou no relógio e viu que eram quase 3h45. Cogitou de se oferecer para levar Lia em casa, mas estava tarde, e sinceramente não seria de todo uma ideia ruim elas dormirem juntas naquela noite.

 

- Eu não sei se devo – Lia responde meio insegura, quando Isa propôs de ela ficar. Mas deu uma breve olhada para a cama dela.

- Por quê? Sua mãe não deixa você dormir fora? – Isa provoca.

- Minha mãe sempre insistia para eu sair, eu que não queria, nunca.

- Sim, me lembro que contou. Aquele dia, na sua casa – Isa comenta, e Lia a encara – Não precisamos fazer nada, Lia. Podemos só dormir juntinhas, na inocência. De amigas! Eu nem quero que a sua primeira vez seja assim, depois de assistir algo tão indigesto.

 

Notas finais:

 

Música do capítulo:

 

Maria Bethânia, Reconvexo (https://www.youtube.com/watch?v=YPO1iaetL2I)

 



Comentários


Nome: Marta Andrade dos Santos (Assinado) · Data: 06/10/2021 09:13 · Para: Capítulo 19 – Passarinhal

E assim e o Brasil e quanto os brasileiros dormem.



Resposta do autor:

 

Sim, infelizmente!

Triste realidade!

A gente podia ter um jeito de consertar isso, né?

Beijos!



Nome: cris05 (Assinado) · Data: 05/10/2021 00:25 · Para: Capítulo 19 – Passarinhal

Que podridão! Bando de filhos da [email protected]! A hora de vocês vai chegar seus canalhas, e vai ser amanhã! 

Lia e Isa estão de parabéns.  Só espero que não aconteça nada de ruim com elas. Oremos!

Own...Isa é muito fofa! Quer dormir juntinhas, na inocência. 

Beijos



Resposta do autor:

 

É, e revelando que sabe que a Lia é virgem rsrs 

Achei fofinhas 

Mas torci pra elas se pegarem! Propício,as duas juntinhas, faltaria só a Robertinha rsrs 

E a hora desses bandidos vai chegar! Essa é uma história de fantasia, e com final feliz! 

Beijos! Até amanhã! 



Nome: NovaAqui (Assinado) · Data: 04/10/2021 23:55 · Para: Capítulo 19 – Passarinhal

Nossa! Que nojo desses caras!  Eles vão se fuder! Essa é a melhor parte

Papai, Mauro P. Castro, vai ficar orgulhoso da filha e de sua futura namorada! Uhuu

Você fez uma descrição tão real de Passarinhal, só faltou o mapa rsrs

Confesso que esse capítulo foi pesado principalmente a parte da prostituição infantil! 

Aposto que seu whatsapp voltou a apitar aí kkkkk

Abraços

 



Resposta do autor:

 

Foi um capítulo pesado msm, mas tinha que dar o contexto 

Desde o início fala dos poderosos, mas de q? E os detalhes de Passarinhal foi pq eu tava inspirada no dia rs 

Agora vamos ver como tudo se desenrola e se conclui! 

Aí vc me diz oq achou de tudo como um todo! <3 

Beijos! 

 

O.S.: fiquei pensando no que escreveria sobre um dia de volta aos anos 90, e cheguei à conclusão de que vou te incentivar pra que vc escreva! 

Escreve crônica, querida! Vc vai ver que delicia que é! 

E libertador! 

Eu falo que voo, e voo msm! Vamos juntas! 

P.S.2: já coloquei o celular no mudo rsrs



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