Escrito na gazeta por caribu


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                Lia não tinha, exatamente, planejado aquilo tudo. Robertinha, o encontro, o beijo... um evento inesperado agitando seu meio de semana e também o estômago (sentia a barriga dando voltas, sempre que pensava na noite passada). Não ficaram juntas até muito tarde, perto das onze ela foi embora, alegou que acordava cedo no dia seguinte. Robertinha trabalhava como arte-educadora, e dava aula na escola municipal alguns dias da semana, ora de manhã, ora à tarde.

                Metade do tempo conversaram amenidades. Na outra metade, se beijaram. Foi quase meia hora se despedindo, na porta, Robertinha com o corpo inteiro já no corredor – o elevador subiu e desceu uma par de vezes. A principal diferença com o encontro que teve com Isa foi o fato de que este ela se lembrava de tudo no final – e também no dia seguinte, quando acordou no horário e sem ressaca.

Pensando melhor, talvez até tivesse planejado tudo isso. Deu uma risadinha se lembrando do que escreveu no seu horóscopo – a esta altura já não duvidava mais do poder daquilo. Era fato que o que escrevia, acontecia. E aquela previsão (ter o poder de conquistar quem ela quisesse) seria a que iria para prensa (para ficar mais forte, tipo a chuva!), com o restante do jornal – desde, é claro, que os colegas colaborassem, trazendo para a Gazeta as pautas já trabalhadas, e até sexta entregassem as matérias produzidas, as reportagens decupadas, escritas e devidamente editadas. A ideia era que tudo o que foi  distribuído na reunião de pauta, dois dias antes, fosse feito. E ainda tinha ainda aquele furo de reportagem: o tráfico de drogas feito de dentro do bueiro. Novidade em Passarinhal!

Quando chegou ao trabalho na quarta, mais cedo que de costume, Lia já tinha desenhado mais ou menos na cabeça como seria a capa. Estava animada! Aquela seria a sua primeira edição 100% como editora, de verdade. Seu nome estaria até no Expediente!

E ela ia, já logo de estreia, fazer A Folha comer poeira com aquela bomba do tráfico! Que delícia, era muito satisfatório começar o dia assim (e depois de ter ido dormir se sentindo tão bem! Robertinha, afinal, apareceu como um presente do destino. Plim!).

 

- Caiu da cama? – Lia pergunta, estranhando ao ver Isa já tão cedo no jornal. Trazia em uma das mãos um copo térmico do Darth Vader, com café. O relógio pendurado perto do ar-condicionado marcava 6h55 – Não vi seu carro lá fora. Bom dia.

- Oi, bom dia – Isa levanta para cumprimentá-la. Deu um beijinho no rosto dela e um abraço breve, como sempre, Lia fechando os olhos com o perfume, como sempre (rotina, não dá para fugir). A redação estava vazia, e o sol já começava a bater no chão, perto da mesa de Tomás – Eu vim à pé. Tinha combinado de caminhar com a moça do e-mail de ontem, ela entra cedo no trabalho – Isa vê Lia virar os olhos, desinteressada, e inclina levemente o queixo em sua direção, um pouco afrontosa. Quando falou, uma sobrancelha estava erguida – E o seu encontro ontem, foi bom?

- Não foi um encontro – Lia mente, e ao lembrar do beijo, o rosto cora.

- Aham – Isa responde, do jeito mais irônico que conseguiu, cerrando um pouco os olhos – Cheguei cedo porque tenho bastante coisa para fazer, quis dar uma adiantada. E você disse que tinha mais coisa para me passar. Manda.

- Desistiu da investigação dos imóveis? – Lia pergunta, enquanto ligava o computador, tomando um golinho de café.

- Jamais! Nós vamos nisso até o fim. Mas antes temos que fechar sua primeira edição, né. Deadline está logo aí. Prioridades.

- Isso, boa – Lia comenta, parecendo um pouco alheia ao que ouvia, clicando em várias pastinhas, até chegar na foto que queria – Olha.

- Tem gente ali? – Isa pergunta, se aproximando.

- Sim, isso é lá na Vila das Flores, estão traficando – a imagem de alguém dentro do bueiro preenchia toda a tela – O Luís tirou ontem, fala com ele, e se der, vai com ele até lá para dar uma olhada. Pode ser perigoso, Isa! – Lia complementa, porque Isa virou os olhos.

- E desde quando eu preciso de segurança para fazer o meu trabalho, Lia? – Isa pergunta, se levantando como se estivesse ofendida – Não preciso de babá também. Macho ainda, aff, até parece.

- Eu não disse que precisa. E você sabe que o Luís é gay – Lia abaixa um pouco a voz, sua cara revelando o óbvio – Mas, Isa, a questão é que eu pediria para a Natasha escrever sobre isso, é a área dela, afinal, mas não seria uma boa ideia justamente porque acho perigoso.

- Já tem matéria minha na pastinha, na rede. Pode ler – Isa fala e sai.

 

                Lia só balança a cabeça, e dá um suspiro, impaciente. Isa era muito birrenta às vezes, parecia essas crianças que são muito mimadas pelos pais. Mas era uma mulher adulta, e além de saber bem o que fazia, não parecia estar com medo de algo e, além disso, não seria Lia quem iria ensiná-la a fazer o seu trabalho. Mas, ainda assim, torceu para que corresse tudo bem, e ela voltasse bem, e a salvo.

                Viu alguns arquivos de Isa na rede, e após selecionar e dar enter, e ver as janelinhas pipocarem, uma a uma, até travando um pouco a máquina, abriu o tocador de música e deu play. Esperou uns segundos até o sistema se estabilizar, na torcida para vir algo animado, precisava de agitação para embalar e ela terminar mais rápido. Sorriu quando tocou System of a down, Toxicity. Foi usando as teclinhas para ir descendo no texto, a boca mexendo conforme lia, a perna chacoalhando no ritmo da música, que estava tão alta que ela nem ouviu um movimento no corredor, perto da porta da recepção.

                Ao terminar o primeiro arquivo viu que o café tinha acabado, e torceu para que Isa tivesse feito, ao chegar (ou antes de sair).

 

 - Ué – Lia diz, ao encontrar Isa na copa – Você já voltou? Isa, você não saiu? – ela pergunta de novo, porque foi o que pareceu.

- Lia, olha o que eu achei – ela mostra um pedaço de papel dobrado em cima da mesa. Parecia acelerada, como nos dias de Amélie, mas o vaporizador estava na boca.

- Isa... – Lia começa, mas nem sabia exatamente o que dizer. Estava um pouco irritada, Isa parecia que estava a testando, só porque ela queria que a edição fechasse no prazo. Mas sabia que não era isso; Isa só estava, sei lá, agitada.

- Encontrei o Sérgio, assim que saí da redação – Isa justifica, depois que Lia finalmente para de fazer cara de brava – Achei estranho, essa hora, super cedo e ele aqui? Você disse que ele só chega depois do almoço! E ainda com uma cara de quem estava aprontando e foi pego no pulo!

- O Sérgio aqui? – Lia enruga a testa – Encontrou com ele onde? Aqui na cozinha?

- Não, no corredor. Ele já estava indo embora e, não sei. Algo me disse que não saiu da sala dele, não ouvi a porta fechar. E sabe quando você sente uma coisa estranha? Senti. Um feeling – Isa dá uma piscadinha – Aí fui lá em cima, no jardim secreto, ver se tinha algo, vasculhei tudo e achei isso embaixo do banco. Deve ter caído do bolso dele, e ele nem viu. Olha – ela empurra o papel e Lia abre para ler. Tinha um endereço anotado – Fica aqui perto, né?

- Fica, é a rua de cima do hospital – Lia estava mordendo o lábio inferior. Tentava lembrar se lá havia algum imóvel suspeito. Havia.

- O que você acha? – Isa pergunta, mexendo no cabelo, ansiosa. Lia parecia mexer com a cabeça, meio que concordando.

- Acho que você precisa ir logo na Vila das Flores, ou vamos perder o furo. Vai, Isa, me ajuda, poxa. Nossa prioridade é o jornal, lembra? Quero você de olho no tráfico – Lia faz um movimento e suja a lente dos óculos sem querer. Tirou para limpar – Vai! – Isa estava sorrindo.

- Eu vou! – Isa retruca, fazendo um muxoxo – Já estou indo, olha.

- Muito engraçadinha – Lia resmunga, a vendo sair da copa – Isa? – ela chama, e Isa volta, após dois segundos – Você vai nesse endereço, né?

- Vou bem rápida, consigo fazer as duas coisas. Endereço e drogas. E ainda chego a tempo para a sessão da Câmara. Confia! – Isa manda um beijinho para ela, e puxa o celular do bolso assim que se vira, digitando uma mensagem antes de chegar na porta da recepção. Lia ouviu o sonzinho das teclas sendo digitadas, seguido do som do envio de três.

 

                Encheu um copo de café e sentou para mandar uma mensagem para Robertinha. Sabia que ela estava no trabalho, e que só leria mais tarde, mas achou que seria fofo mandar algo, um “bom dia”, um emoji, qualquer coisa. Mostrar que estava, sei lá, pensando nela, que tinha gostado da noite passada. Assim que destravou o celular viu que tinha uma mensagem dela, de 6h57, e Lia sorriu antes de ler. Viu uma figurinha no topo da conversa que teria sido sua opção também.

Havia uma mensagem de Isa também, duas, e foi a que leu primeiro. Dizia: “Não queria falar nada, mas você fica linda como editora”. Lia sentiu as bochechas (que estavam levantadas, sorrindo) corarem (até ardeu!). A segunda mensagem complementava a anterior: “E fica linda quando fica com o rosto coradinho”.

“Caralho, Isa” foi tudo o que Lia conseguiu pensar. Parecia que a mulher tinha surgido na sua vida para enlouquecê-la, não é possível! Quantas emoções! E num espaço de tempo tão curto!

                Ficou um tempo olhando para a parede à sua frente, o olhar perdido. Aí lembrou de ler a mensagem de Robertinha, que dizia: “Conhecer você foi mil vezes melhor do que trombar com a Xuxa”. Lia riu. E depois riu de novo. A figurinha era um cachorro sorrindo.

                Assumir as rédeas da própria vida era mesmo positivo, afinal.

 

- Nossa, que carinha boa! – Lucia diz, vendo Lia sentada no canto – Bom dia, benzinha!

- Oi, benzinha! Bom dia! Pois é, parece até que vi o passarinho, né – Lia brinca, e bem na hora um bem-te-vi cantou lá fora – Ó! – ela levanta um dedo, divertida – Viu só?

- Gosto de te ver assim, Lia. Você sempre só trabalha, merece se divertir, se distrair com outras coisas. Com meninas – ela acrescenta, querendo ser friendly, dando uma piscadinha.

 

                Lia não disse nada, porque era assim mesmo: “meninas”, no plural. Quem diria, dona Lia! Começou o ano sem calcinha e mesmo assim estava com sorte em vários setores distintos (amor, dinheiro...).  

                Quando voltou para a redação, aproveitou que a sala ainda estava vazia e abriu o mapa da cidade em tela cheia. Viu um círculo no endereço que Isa pegou no papel. Aquele era um casarão antigo, a reforma demorou meses até terminar (foi quase um ano). Lia acompanhou porque ficava no caminho da padaria que ela gosta. Em umas duas ocasiões ainda ficou parada lá na frente, os tapumes escondendo a movimentação lá dentro, pensando que caralhos estariam fazendo ali. Seu pensamento, como em outros momentos, em outros pontos da cidade, na última década, era sempre o mesmo: “lavagem de dinheiro issaê”. 

                Ainda tinha 1h30 até que os colegas chegassem, e fez seu trabalho de investigação com o som desligado, para não correr o risco de ser surpreendida por ninguém – inclusive Sérgio, que poderia voltar para o jornal a qualquer momento. Começou com o site da Prefeitura, revirando todas as abas que já conhecia, e acessava quando precisava de informações específicas. Não eram fáceis de se localizar, mas Lia conhecia os caminhos. Se frustrou porque, uma hora depois, não encontrou nada além dos registros de posse (que salvou numa pasta).

Deu uma olhadinha rápida no relógio do monitor e acessou o Portal da Transparência. Ali certamente encontraria alguma pista, e acreditou que seria até uma pesquisa rápida, o site é bem intuitivo. Nada também. E aí Lia precisou cessar as buscas, pois Natasha chegou.

 

- Lia, posso deixar aquela matéria do curso de educação alimentar para a próxima semana? – Natasha pergunta, e não espera Lia responder – Dá tempo, por favor, eu não vou conseguir entregar essa semana, estou cheia de coisa – ela falava como se estivesse miando.

- Mas por que não vai dar tempo? É uma passada de mão no telefone e você entrevista a mulher que está organizando as turmas. Dá, sim. Vai, Natasha, muito cedo ainda. Hoje é quarta-feira!

- Ai, que saco – Natasha senta na cadeira e parece derreter, o cabelo loiro caindo atrás do encosto.

- Mas já? – Luís pergunta, virando os olhos ao ver Natasha reclamando ali na porta – Bom dia. Lia, tudo certo lá, viu, o esquema do bueiro. Marquei com a Isa às 11h.

- Ah, que bom! – Lia ficou feliz. Isa seguiu seu conselho! – Será que a gente consegue chegar antes do pessoal dA Folha?

- Acho, sim. Ainda é novidade, duvido que aqueles tapados saibam.

 

Lia faz um gesto com a cabeça, concordando. Não desmerecendo os coleguinhas, mas os jornalistas da Gazeta eram muito mais astutos que os da concorrência. E falando em astúcia, ter a comprovação de que Isa era sensata a fez querer responder à sua mensagem. Escreveu: “Meu rosto nem corou”, sentindo até as orelhas ficarem vermelhas. “Volta viva do bueiro, se divirta com o Luís”.

                Ela se distraiu com o trabalho, tinha uma lista enorme com afazeres tidos como obrigatórios, além dos trabalhos que já eram sua atribuição normal. Tomas jamais daria conta de tudo aquilo!

                Perto da hora do almoço, ligou para Robertinha. Só então lembrou que visualizou sua mensagem, riu e não respondeu. Avoada! Esperou ficar sozinha, para ter privacidade, e Alexandre não se demorou a sair, depois de Natasha.

 

- Nossa, você nunca vai poder ver como foi que eu salvei o seu contato no meu celular – Robertinha atendeu rindo – Bom dia, dona da porra toda! – ela complementa, falando mais baixo. Ao fundo, Isa ouviu aquela arruaça típica de escola, com crianças gritando.

- Bom dia, mulher linda! Da boca doce – Lia complementou, porque achou que cabia – Me desculpe, vi sua mensagem mais cedo, ri, e não respondi. Me distraí com o trabalho.

- Tudo bem, não imaginei que responderia. Sabia que estava ocupada com as coisas aí, só quis mandar um “bom dia”, uma figurinha. Te falar que adorei ontem – Robertinha estava rindo.

- Eu adorei também. Foi muito divertido, adorei te conhecer.

- Sim, e escuta – Robertinha pareceu se mexer, porque o som ambiente mudou de direção – Hoje eu estou enrolada, mas será que amanhã a gente pode fazer alguma coisa? Pode ser na minha casa.

- Hum, eu vou ver, acho que tenho trabalho até tarde amanhã – Lia responde, meio fugindo do convite – Posso confirmar depois?

- Claro, mas já estou esperando – Robertinha ri no final da frase.

 

Lia estava com a cabeça longe, e teria almoçado na frente do computador, se pudesse – se Sérgio não proibisse. Teria adiantado bastante (seu trabalho e principalmente a pesquisa).

Por algum motivo, toda a documentação que deveria estar anexada ao que localizou (papéis de compra e venda, e até as licitações para as reformas) não estava disponível. Nem nada relacionado à finalidade dos imóveis, e para que fim ocorriam as reformas.

 Na sua cabeça aparecia um painel em neon que piscava: “lavagem de dinheiro”. Mas precisava de alguma forma conseguir provar isso! O problema era: como?

Em dois momentos ao longo do dia, Sérgio visitou a redação. Na segunda vez, ficou insistindo para que Lia sentasse na mesa de Tomás, mas ela declinou. Alegou que daria muito trabalho, teria que trocar os computadores, gastaria minutos preciosos fazendo isso (e depois trocando de volta, quando Tomás eventualmente voltasse). Muito esforço para uma interina, mas ela não disse isso. Na verdade, Lia queria era poupar tempo para agilizar o máximo que pudesse do que tinha para fazer.

Como era dia de sessão na Câmara, não esperou Isa de volta antes das seis. E de fato só voltaram a se ver perto das oito da noite. Quando chegou à redação, Isa encontrou uma Lia com cara de cansada, mas sorriu quando a viu.

 

- Estava pensando em você – Lia fala, assim que ela senta ao seu lado. Viu Isa dar um sorriso meio sacana e balançou a cabeça, mas estava rindo – Você só pensa nisso?

- O quê? – Isa pergunta, ainda com o sorriso de canto de boca – Não falei nada.

- Mas pensou!

 

                Elas se olham de uma maneira um pouco mais demorada, ainda sorrindo (inclusive com os olhos). Lia foi quem desviou o olhar.

 

- Me perguntava se você estaria viva.

- Lia, você me subestima demais – Isa reclama – Eu não sou nenhuma menina com medo das coisas, do mundo.

- Eu sei – Lia se cala; talvez ela fosse.

- E nem você! – Isa complementa, plugando um pendrive na CPU, como se a ouvisse – Deu tudo certo no bueiro, até o Papagaio foi lá. Ele tirou umas fotos foda! Você vai amar!

- Que bom! Quero isso estampado na capa! – Lia dá um sorriso, que logo se esvai – Por aqui não tive muita sorte nas minhas buscas. A documentação está toda incompleta, tudo esquisito, cheio de buraco.

- Eu fui lá no casarão.

- Como assim, “lá”? Entrou? – Lia questiona.

- Sim, tirei umas fotos, mas amanhã te mostro. Só vim baixar o material, preciso sair, tenho um compromisso.

- Vai sair? – Lia pergunta, e logo se arrepende. Não era da sua conta!

- Sim, vou beber um vinho com a minha nova amiga – Isa responde, mas falou de um jeito como se quisesse mesmo provocar ciúmes – Mas amanhã estou livre, se quiser podemos fazer algo.

- Não, amanhã estarei ainda em busca de alguma informação desse quebra-cabeça. Quando encano numa coisa, não paro até conseguir.

- Está certinha – Isa responde, bocejando. Lia ficou pensando que beleza de encontro ela teria, mas se conteve. Não lhe desejava nenhum mal, afinal. Antes de dizer mais alguma coisa, o celular vibra em cima da mesa, e seu rosto iluminou ao ler.

- Sua amiguinha? – Lia pergunta, mas só para cutucar.

- Não, muito melhor! É minha fonte na Polícia Federal. Passarinhal está sendo investigada, mas tudo corre sob segredo de justiça. A própria PF tirou do ar várias coisas, para preservar.

- Como você pode saber disso? Digo, se fosse mesmo verdade isso já teria vazado, os poderosos da cidade já saberiam e todo mundo só estaria falando disso.

- Por isso se chama “segredo de justiça” – Isa sorri, e boceja de novo.

- E como pode sua fonte dizer isso? – Lia insiste.

- É uma ótima fonte, Lia.

 

Notas finais:

 

Música do capítulo:

System of a down, Toxicity (https://www.youtube.com/watch?v=iywaBOMvYLI)



Comentários


Nome: Anna Hart (Assinado) · Data: 02/11/2021 19:26 · Para: Capítulo 17 – A suspeita

Oi!

 

Humm... é só o que vou comentar, porque já deixei minha opinião sobre o que penso disso, expressa no capítulo anterior rsrrs.

 

Beijos!



Resposta do autor:

 

rsrs

Grata de novo pela companhia nesses capítulos!

Que venham mais, daqui e daí, pra gente se perder mais um pouco nesse País das Maravilhas do mundo literário sapatônico!

Seguimos!

Beijos!

 



Nome: cris05 (Assinado) · Data: 02/10/2021 19:33 · Para: Capítulo 17 – A suspeita

Menina, é verdade. A Lia ouviu o som de três mensagens enviadas por Isa. Eu não tinha atentado pra isso. Tu quer me matar de curiosidade né?

Na minha cabeça Robertinha salvou como "Dona da porra toda"

Beijos!



Resposta do autor:

 

Pô, mas "dona da porra toda" é bem melhor que "Dona Gazeta" rsrs 

Demoro, fecho contigo!rs 

Quero te matar de curiosidade, simmm rsrsrs 

Até terça a gente mata essa história! 

Beijos!



Nome: cris05 (Assinado) · Data: 02/10/2021 18:45 · Para: Capítulo 17 – A suspeita

É eita atrás de vixe!

Lia ficou empolgada com o encontro com Robertinha, mas leu primeiro a mensagem de Isa 

Isa é terrível, deixa a Lia de cabelo em pé,  mas ela goxxxxxta rs

Como será que a Robertinha gravou o contato da Lia no celular, hein? Safadinha essa Robertinha

 

P.S 1 Nunca mais vou usar calcinha na virada de ano rsrs

P.S 2 Que capa linda!

Beijos!



Resposta do autor:

 

hahahaha

É eita atrás de vixe, e vixe atrás de eita rsrs

Ótima observação! Lia se empolga com uma, mas prioriza a outra.

Outro detalhe: Isa mandou três msgs, mas a Lia só recebeu duas. Vc reparou?rs

A Lia goxxxxxxta msm rsrsrsrsrsrs E a Isa, idem rs

Robertinha safadinha! Até rima e combina!

Não vai ser dito como ela salvou rsrs Gosto de dar meia-informação, às vezes rs

Na minha cabeça, ela salvou como "Dona Gazeta", e na sua?rsrs

P.S.1: Abaixo as calcinhas! Queimem os sutiãs!

P.S.2: atualizou, eeeeeeeeeeeeee!!!

 

Beijos!



Nome: NovaAqui (Assinado) · Data: 02/10/2021 15:32 · Para: Capítulo 17 – A suspeita

Será que tanto Lia quando Isa estão se encontrando com a mesma "amiguinha"?

Vamos ver quem do jornal vai estar envolvido nas falcatruas da prefeitura.

Adorei o capítulo cedo, mas estava tão enrolada que só agora consegui ler



Resposta do autor:

 

Seria mta coincidência as duas pegarem a msm, né rs

Mas eu gosto da ideia!

Qto às falcatruas, eu quero que o pau do Tiago caia se não for o dono do jornal rsrs

 

Postei cedo pq sou mto ansiosa rs Quero que vcs vejam logo oq vai rolar!rs

Beijos, bom fds!

 



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