Escrito na gazeta por caribu


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                Lia passou o resto do domingo dividida entre a incredulidade e o espanto (aquele positivo, que te deixa até com um pouco com asma). Ficou um tempo debruçada na janela do quarto, olhando para o céu, para a chuva, para o chão molhado lá embaixo. Tinha hora que não olhava para nada, especificamente. Se distraiu e se perdeu, dentro de sua mente, que vagava como a água que caía, incentivada pelo vento.

                Ficou um tempo refletindo aquilo tudo. Sobre a chuva, o horóscopo, Isa, um assunto emendando no outro, num ciclo que recomeçava com Isa, se emendava com o horóscopo, voltava para a chuva. Era inevitável não pensar que Isa tinha sempre uma postura muito firme, mas parecia só uma menina agitada perto de Amélie, a francesa. Ela nem precisava ter dito que o que as duas tinham era algo complicado; era tão óbvio!

Aquela enxurrada toda de pensamentos só deu uma acalmada quando seu celular tocando a trouxe de volta, e viu na tela que Tiago tinha mandado um milhão de mensagens.

 

- Viado! – ele exclama, assim que vê a cara da amiga estampada no seu celular. A chamada de vídeo deu uma travada, e quando se normalizou ele repetiu o que tinha dito – Viado! Onde a senhora estava? Te mandei milhares de mensagens.

- Oi, Ti. Estava distraída, vendo a chuva.

- Sério que está chovendo em Passarinhal? Que inferno, aqui continua uma secura que dói! Que cara é essa?, o que foi?

- Nada, bicha. Eu estava dormindo – Lia desconversa, sentando no sofá, Pamonha se aninhando no colo dela – E você? Como estão as coisas por aí?

- Estão bem – ele responde, de uma maneira meio incerta – Você estava chorando, Lia? O que aconteceu?

 

                Lia vira os olhos e dá um suspiro, segurando o choro, que vinha. O amigo a conhecia, ela nem teria como mentir mesmo para ele. Já não teria se fosse uma ligação normal, que dirá de vídeo, ele ali na palma da sua mão, a encarando com uma sobrancelha arqueada.

 

- Lembra quando a gente era criança e você queria beber suquinho gummy? – Lia pergunta, se referindo à poção mágica que fazia os Ursinhos Carinhosos pularem mais alto no desenho.

- Sim...? – Tiago permanecia com a cara de interrogação, tentando entender onde aquela história chegaria. Era sempre uma surpresa, em se tratando das histórias de Lia – Só que o meu suquinho seria ainda mais mágico, e eu teria vários outros poderes. Que tem?

- Enchi a cara esses dias – Lia responde, e sua frase soou divertida, à princípio. Tiago só não riu porque Lia estava chorando – Sou muito tonta, nossa, essa altura da vida e eu acreditando em magia.

- Às vezes a magia nos faz ir de um ponto para o outro. A vida fica chata sem um pouco de fantasia – Tiago tentava consolar, mas suas palavras soaram bobas – Digo, é uma corda que nos agarramos às vezes, para a vida não nos afogar.

- É, amigo. Me afoguei mesmo assim. Empurrada pela porra da corda. Sabe a Isa? – ela pergunta, e Tiago pisca algumas vezes, rapidamente. Não estava esperando aquela reviravolta na conversa, e tentou buscar na cabeça a quem ela se referia. Lia continua falando, mesmo sem ele responder – Ela está trabalhando na Gazeta. Voltou de uma viagem pela América Latina para me incentivar a correr pelo mundo. No caso, dela.

- Você se envolveu com ela? – Tiago se lembrou de quem a amiga falava. Tinha conhecido Isa numa festa alguns anos atrás, ele tinha uma marca no braço, daquele dia; tinha se queimado, e queimado a menina na sequência. Lembrou que os dois riram tanto daquilo, tanto!

- Não. Quer dizer... – Lia começa a responder, mas Tiago a interrompe.

- Amiga, a Isa não é para você. Desculpa, não por você! Por ela, é claro! Ela é louca, não se envolve com ninguém, zero comprometimento. Quando a conheci ela estava em um relacionamento aberto, a namorada dela saía com um cara uó. Um rolo. E fora que cada hora ela está num lugar, parece uma nômade.

- É, e ainda tem uma ex que parece uma gigante... – Lia resmunga.

- A Amélie está no Brasil?

- Você a conhece? – ela se espanta. Ficou surpresa de verdade!

- De nome, sim. Das histórias que a Isa contou – Tiago complementa – Elas têm uma relação complicada.

- É, parece que sim – Lia deixa a cabeça tombar para trás, no sofá.

- Mas foi a Isa quem terminou o namoro delas. A Amélie queria um relacionamento monogâmico, e a Isa não topou. Ela é mais velha, tem outra cabeça. Esse povo que é de uma geração diferente da nossa não aceita muita coisa que é natural.

- Mesmo assim estão juntas. Pelo menos nessa passagem dela pelo Brasil.

- Sei – Tiago tinha o olhar um pouco perdido, pensando em tudo aquilo. Nunca imaginaria Lia e Isa juntas, elas eram completamente opostas! Nem combinavam: Isa era leonina, e Lia, pisciana – A Amélie é o ponto fraco da Isa, amiga – ele finalmente diz – Ela realmente não é para você. Te amo – acrescenta, porque pareceu estar sendo rude com a amiga.

- Eu também, Ti. Sinto a sua falta. Era bom quando você morava por aqui.

- Era bom porque era perto de você. Só. Sempre quis sair de Passarinhal. Você podia se mudar para cá, Lia! São Paulo tem ótimos empregos, mil lugares para a gente ir e você conhecer gente legal. Gente da sua vibe. Nerds como tu – Tiago sorriu ao vê-la sorrindo.

- É, quem sabe um dia – Lia responde, mas Tiago nem levava mais à sério aquele tipo de declaração. A amiga era resistente a mudanças.

- Agora, viado, segura essa bomba. Segura essa mandíbula porque vou fazer a senhora ficar de queixo caído. Preparada? Tá. Lembrei de você esses dias – Tiago muda o tom, e a postura, cruzando as pernas, o joelho aparecendo na câmera – Estava aqui em casa entediada, me troquei e fui lá no Senhora Lucífera. De Uber Black, porque não sou obrigada. Ai, eu sei, falei que não voltaria lá, mas eu sou uma vadia – Tiago faz um gesto, dando um tapa em sua própria bunda.

- “Me puna” – Lia estava rindo, imitando a voz e a entonação do amigo.

- Assim, desse jeitinho – ele também estava rindo. Falava essas coisas e nem se ruborizava.

- Aí você estava num clube de sadomasoquismo e se lembrou de mim.

- Sim! – Tiago dá uma gargalhada, aquela risada que sempre fazia Lia rir também, sem querer. Bateu palmas no final, três vezes – Cheguei lá, tudo normal: escuro, chicotes, máscaras – ele vai falando, mexendo com a mão no ar para as “banalidades” que ia contando – E aí percebi que tinha ido lá bem em dia de apresentação. Sabe o que é? É quando exibem as mona no palco – Tiago responde rápido, antes que Lia falasse – Os sub. Submissos! – ele complementa, porque a amiga franziu as sobrancelhas – Que pode ser homem ou mulher, mas naquele dia tinha mais mulher. Mas aí, ok, eu só tinha ido para beber mesmo, não estava envolvido, meu cu, fiquei lá vendo as racha ficar de bunda vermelha quando chega ele. Um deus grego, todo malhado, barriga tanquinho, peito peludo. Uma delícia. Mascarado, usando só uma tanguinha que só deixava o... – Tiago para de falar, vendo que Lia começava uma careta – Enfim. Aí começou a sessão dele. Amiga...!

 

                Tiago para de falar e começa a rir. Muito! Tentou continuar e não conseguiu. Lia esperou, e riu também, sem saber de quê.

 

- Amiga, você não acredita quem eu vi naquele palco! – Tiago enfim fala, e Lia só levanta as mãos. Podia ser tanta gente! – O “Fogo no rabo”. Eu juro por Deus, Lisandra! – ele continua, única vez na vida a chamando pelo seu verdadeiro nome.

- Impossível. Cala a boca, Tiago. Impossível! – Lia repete, mas estava rindo – Mentira, Ti!

- Eu quero que o meu pau caia agora se eu estiver mentindo! – Tiago falava de uma maneira meio extasiada – Eu levantei quando vi, lá do bar, onde eu estava, aquela tatuagem tão peculiar! Quem mais teria um isqueiro vermelho tatuado na bunda? Na banda direita?

- Com foguinho! – Lia fala, e Tiago dizia a mesma coisa, ao mesmo tempo, e os dois riram – Mano... – ela diz, porque não sabia mais o que dizer. Ou pensar.

- Super gay, viadaço, não tenho dúvida – Tiago responde, antes que Lia perguntasse se ele tinha alguma dúvida quanto à sexualidade do rapaz no palco. Ela ia perguntar! – É gay, confia, não tenho dúvida! – ele repete, mas agora sério, mordendo a boca, balançando a cabeça, e pareceu até que começava a dançar – Segura essa bomba!

- Nossa, mas isso muda tanto tanta coisa! – foi tudo o que Lia conseguiu dizer.

 

                Certa vez aconteceu na redação de Coronel achar engraçado esconder os fones de Lia. O velho tinha uma noção meio torta sobre “brincadeiras” (alegou ser uma). Lia teve que ficar um dia inteirinho absorvendo as conversas tóxicas da redação. Ou melhor, de Tomás e Alexandre. Aqueles dois quando se juntam é radioatividade pura!

                Por causa do bullying, Lia foi castigada na Gazeta, obrigada a ouvir especificamente a história daquele dia, que Tomás contou rindo, o que a fez se questionar a respeito dos seus conceitos de “amizade” e “engraçado”. Envolvia uma bebedeira com os amigos e uma aposta.

 

- Aí, beleza – Tiago continua. Havia mais? – Fui lá perto do palco, para ver de perto, desacreditei, óbvio, pensei até em te ligar, mas celular é proibido lá dentro, justamente porque muita gente que frequenta não quer que as pessoas saibam. A sociedade – ele diz, fazendo um biquinho, imitando uma gay de um vídeo que tinha virado meme – Mas senti que era uma oportunidade tão perfeita! Fiz por você, amiga!

- Tiago... – Lia fala, mas não completa a frase. Só colocou a mão na frente da boca e fechou os olhos.

- Amiga, eu gritei o nome dele! – Tiago fala. Agora sim, ele estava dançando, alguma musiquinha que só ele ouvia; o som do triunfo, decerto – Aham, gritei o nome do boy lixo no meio da buatchy – ele volta a fazer biquinho, remexendo o tronco e os braços, na dancinha.

- Amigo! – Lia mantinha a mão na boca. Agora as duas.

- Primeiro só um “aê, fogo no rabo” – Tiago faz uma voz grossa – Depois enchi meus pulmões de ar, inspirando o perfume do clube, aquele cheiro de vela queimando pele, delicioso – ele coloca uma mão em concha ao lado da boca como se fosse chamar alguém, ilustrando a maneira que tinha falado, ainda com a voz super grossa – “Tomás”!

 

                Lia não conseguiu falar nada, porque agora foi a vez de ela bater palmas. Nunca poderia imaginar uma história como aquela! Como assim Tomás era gay e frequentava clube de sadomasoquismo? Como escravo!, não era nem mestre, aquele bosta!

 

- Me vinguei por você – Tiago fala – De nada.

- Nossa, nem sei o que dizer! Que história maravilhosa! Me salvou da fossa!

- Nada como tirar um enrustido homofóbico do armário.

- Que satisfação! – Lia sorri, e depois morde o lábio.

- Muita! Tá achando que é bagunça?

 

                Lia foi dormir ainda rindo daquilo. No dia seguinte, quando o despertador tocou, desligou e tocou de novo, e a TV ligou, aquilo voltou à sua mente, e Lia riu de novo. Ainda incrédula, mas riu, com gosto! Que reviravolta, minhas amigas!

Durante o café ficou lembrando de Tiago contando que depois de ouvir seu nome, Tomás desceu do palco e ele não o viu mais. Também porque o amigo foi meio que “convidado a se retirar” do clube; era proibido falar o nome de algum frequentador, caso se reconhecesse alguém. Mas Tiago afirmou que era um preço justo, pagava sorrindo (falou que faria de novo!) e disse que arranjaria outro lugar para uma cervejinha à noite num domingo.

Quando trancou a porta de casa e pegou o celular para ver qual seria a trilha sonora da caminhada até o jornal, Ellie Goulding cantou Burn. Achou propício, Dj Ale(atório) sabia ser engraçadinho. Queima!

Era inevitável não pensar na bizarrice daquilo tudo. Tomás, gay. Já pensou? Lia jamais teria imaginado nada isso, o editor vivia contando vantagem, menosprezando as mulheres daquele jeito tão nojento, como se todas fossem apenas meros objetos... No fim, quem era brinquedinho era ele. Babado!

Foi o caminho inteiro pensando nisso, às vezes rindo sozinha, sem querer. Ficou tão distraída que se esqueceu de que era segunda, e não comprou bolo de milho. Manteve o guarda-chuva aberto o trajeto inteiro, porque ainda chovia. Uma garoa fininha, mas persistente, que deixava o ar gelado, até um pouco difícil para respirar.

Quando estava chegando perto do jornal viu o carro de Isa estacionando. Acelerou o passo para não se cruzarem, mas ao entrar na recepção ficou parada perto do vidro, só olhando aquele desembarque. Ela estava acompanhada de Amélie, que neste momento deixava o banco do passageiro e pegava a chave do carro da mão de Isa, na frente do automóvel.

 

- Ela nem parece, né? – Lucia pergunta, às suas costas, Lia até esquecida de que a mulher estava ali, e via a mesma cena que ela: Isa e Amélie, trocando um beijo e um rápido abraço.

- É, quer dizer... – Lia nem sabia o que falar. Ficou pensando que o gesto nem era nada demais, muito parecido com os cumprimentos que ela tinha com Isa. A diferença é que, lá fora, Isa beijava a boca da mulher. Mais uma vez. Um selinho, apenas, mas...

- Não, não é isso, não tenho nenhum problema com homossexuais – a mulher se apressa em dizer, fazendo uma interpretação errada do silêncio de Lia, parada ali no meio da recepção – Imagina, adoro lésbicas! – Lucia dá um sorrisinho.

 

                Lia riu, porque a frase saiu engraçada. Lucia era uma mulher de quase 60 anos, 40 deles casada com o mesmo marido. Sempre foi muito gentil com Lia, a tratava até como uma filha, sempre preocupada, perguntando se ela comia (a achava muito magrinha). Lia deu uma piscadinha para ela e foi para a copa, antes que Isa entrasse.

                Encheu o copo com café. De plástico, foda-se. Caminhou devagar até a redação, para não derramar o líquido no carpete pelo caminho, e esbarrou com Isa na porta da recepção. As duas quase trombaram.

 

- Oi, bom dia – Isa cumprimenta, os olhos descendo rápido até a mão de Lia e logo desviando, voltando a subir para o seu rosto. Seus gestos pareciam acelerados, como o olhar – Tudo bem, Lia?

 

                Lia só dá uma balançadinha de cabeça, os lábios cerrados. O que ela queria ouvir? “Tudo ótimo”?. A conversa com Tiago voltou à memória, e ela quase reconsiderou a resposta. Mas não, para Isa não ia ter nem meio sorriso. Nem meia palavra.

 

- Escuta, sobre ontem – Isa diz, antes que Lia abrisse a porta da redação e entrasse na sala. Pareceu que ela ia segurar o braço de Lia, mas parou o movimento na metade do caminho.

- Deixa para lá, Isa. Nos encontramos por acaso no meio da chuva, já passou – Lia responde, impaciente, seu rosto mostrando que aquele assunto a aborrecia.

- Não foi “por acaso”! – Isa responde, um pouco surpresa por ver que ela pensava assim – Eu fiquei te esperando, sabia que ia na sua mãe.

- Como... – Lia ia perguntar algo, mas desistiu. Lembrou do porre.

- Você me falou. Todo domingo busca as comidinhas que sua mãe faz para você comer durante a semana – Isa responde mesmo assim, as duas paradas ali no corredor, só um passo as separando. Viu Lia revirar os olhos, o desgosto estampado no gesto – Enfim, eu só queria dizer...

- Acabei de ver vocês duas lá fora – Lia diz, mesmo se ordenando ficar de boca fechada. Continuou falando porque viu que Isa se calou, a cara um pouco surpresa – Pois é.

- Não é nada demais – Isa afirma, mas Lia já abria a porta de correr.

 

                Caminharam juntas para o mesmo lado da redação, cada uma sentando em sua cadeira. Lia ligou o computador e acessou a agenda. Viu que Luís e Natasha estavam atrasados, mas estariam no jornal para a reunião de pauta.

                Pegou seu caderno e já puxou a cadeira em direção à mesa de Tomás. Agora que tinham mais gente, não dava para fazer a reunião de pauta com todo mundo ali juntinho, perto da mesa dela; aproveitaria que havia, ali mesmo na redação, um espaço para isso.

                Natasha foi a primeira a chegar. Luís abriu a porta quando o café de Lia estava pela metade. Ao terminar, ela jogou o copo no lixo (em vez de guardar na gaveta, como tinha costume), e Isa levantou uma sobrancelha, discreta, sentada na ponta da mesa comprida.

                Terminaram a reunião em 40 minutos. Lia distribuiu algumas pautas entre os três, e Isa foi a única a não reclamar das tarefas impostas (só acenou, concordando). Lia no fundo até torceu para que ela reclamasse, assim como os dois colegas, que protestavam contra tudo o tempo todo (ambos queriam sempre escrever só os assuntos que gostavam mais, mas havia outros, importantes, que tinham que ser noticiados também, o que se pode fazer?). Teria respondido Isa, se ela tivesse dito um “a” que fosse.

                Mulher machucada é foda.

                Ao voltar para sua mesa, abriu o arquivo do primeiro trabalho do dia. Ela também tinha coisas chatíssimas para fazer, e ninguém a ouvia reclamar como Natasha e Luís! Pensava isso quando o arquivo do horóscopo abriu na tela, seguido de um “lá vamos nós”.

                Em 2005, a previsão para o seu signo era mais do mesmo. Mas num tom meio negativo. Lia detestava quando a mensagem não era otimista! Não que ligasse para o que estava escrito, mas...

 

PEIXES

Nem tudo o que parece, é.
Cuidado com mal-entendidos.

 

                Desta vez mudou o texto e nem se preocupou em pensar muito. Deixou o canal de comunicação aberto, e digitou uma nova previsão. O que veio, veio, e assim que veio, foi. Salvou sem ler.

                Já perto do almoço chegou na redação a informação de que Tomás tinha se afastado uns dias. Marcos veio avisar, parou ao lado da mesa de Lia, mas todos logo o cercaram. Era raro vê-lo na redação.

Marcos disse que Tomás pediu férias, alegou um problema pessoal, algo urgente. Lia depois ficou ouvindo os colegas conversarem sobre isso. Era estranho, Tomás nunca tinha tirado férias antes.

 

Notas finais:

Este capítulo é dedicado à Cris05, que sacou que Tomás era gay antes de mim! <3

 

 

Música do capítulo:

 

Ellie Goulding, Burn (https://www.youtube.com/watch?v=CGyEd0aKWZE)

 



Comentários


Nome: Anna Hart (Assinado) · Data: 02/11/2021 19:23 · Para: Capítulo 13 – Fogo no rabo

Oi!

 

 

Então o Tomás é uma bichona! Ahahha

A Isa ainda não está me descendo ¬¬

Indo para as cenas dos próximos capítulo...

O que será que a Lia escreveu no seu horóscopo, hein?

 

Beijos!

 

 



Resposta do autor:

 

 

rsrs

Fiquei com medo de soar ofensivo pras gay, mas acho que tudo bem rs

Beijos!

 

 



Nome: NovaAqui (Assinado) · Data: 29/09/2021 13:30 · Para: Capítulo 13 – Fogo no rabo

Bom dia!

Recebi sei e-mail! Fiquei muito feliz! Uhuuuuuu

Que fantástico!

Muito emocionada por você, que faz seu trabalho com tanto carinho e devoção! €;-) 0/

Que máximo!

Obrigada pelo carinho! S2

 



Resposta do autor:

 

Eeeeee!! 

Grata por chamar isso de trabalho! Significa mto pra mim! <3 

Eu que agradeço pelo carinho! 

Beijos, ótimo dia!



Nome: cris05 (Assinado) · Data: 29/09/2021 13:03 · Para: Capítulo 13 – Fogo no rabo

Tomás sumiu por estar com vergonha. Ótimo! Lia já pode assumir a edição do jornal 

Amélie vaza pra Argentina (ou para o raio que a parta)

Isa fica bem boiolinha por Lia, que pode fazer um pouquinho de doce antes de ceder rsrs

 

Beijos!

 

 

 



Resposta do autor:

 

Ótimo, perfeito. 

Se tudo correr assim, tudo bem. 

Tomara que a Lia tenha consciência na hora de manipular o horóscopo. 

Já pensou se ela traz uma pessoa de fora pra esse rolo??

Rsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrrs 

Beijos! 

 

P.S.: ontem te mandei uma msg, aqui pelo Lettera, mas acho que vc não recebeu!



Nome: cris05 (Assinado) · Data: 29/09/2021 05:18 · Para: Capítulo 13 – Fogo no rabo

Quando eu vi o nome do capítulo eu falei: já vi que vou rir muito! E não deu outra! Fiquei imaginando as caras e bocas de Tiago contando o bapho pra Lia rs.

Tiago arrasou! Amei! E eu queria ser uma mosquinha pra ver essa cena rs.

Lisandra tá bem de best friend, já em se tratando de love...

Puta merda, Isa! Também tô com ranço de você! Fico aqui shipando você e Lia e você me aparece novamente com a tal de Amélie.  Tá de sacanagem, né! Se liga, fia!

E essas férias de Tomás, hein? 

Caribu, fiquei toda boba (na verdade metida rs) por vc ter me dedicado o capítulo. Você é uma querida!

P.S Além da música do capítulo eu ouvi também Believe (Cher).

Beijos!



Resposta do autor:

 

hahaha

Eu sabia que vc ia rir! Te avisei!!

Fiquei só preocupada de soar homofóbica... fiquei com dó das gay, na real rs

Mas gente escrota tem com toda sexualidade, né rs Nada impede de Tomás ser escroto E gay rs

Lia, que se chama Lisandra (rs), tá bem de amigo msm. Se um dia eu fizer um spin off dessa história, vou começar escrevendo algo sobre o Tiago <3

A Isa dificulta a gente a gostar dela, né rs

Quem é essa Amélie na fila do pão???rs

E Tomás sumiu foi de vergonha rsrs

 

Amada, querida foi vc de me cantar essa bola!rs

Naquele dia que eu falei "adivinha só quem conhece quem" eu tava me referindo à Isa e ao Tiago, que se conhecem apesar de nunca ter sido dito nada disso.

Aí vc me solta um "é o Tomás?" e eu fiquei a noite inteira rindo, pensando nisso rs

Eu precisava fazer ele sumir na história, mas na ocasião ainda não sabia como ele sumiria.

Aí vem vc e pá!rs 

Grata, de novo!

Beijos!

 

P.S.: amo Cher!



Nome: NovaAqui (Assinado) · Data: 28/09/2021 20:53 · Para: Capítulo 13 – Fogo no rabo

Fogo no rabo kkkkkk adorei kkkk uma vez vi uma desses pegadinhas de TV e o comediante via um cara andando na rua e chamava o cara para participar e o comediante falava: " fogo no rabo! Vem participar da pegadinha!" Kkkk ele chamava o cara de fogo no rabo, pois o cara tinha uma bermuda com desenhos que pareciam labaredas  kkkk claro que vou colocar a imagem aqui kkkk

https://m.dafiti.com.br/Bermuda-Agua-Alkary-Fogo-Preta-e-Laranja-7092995.html

Tem que matar o mosquito e mostrar a raquete kkkk

O infartado fez uma péssima brincadeira, mas deu uma informação preciosa para Lisandra kkkkkk lógico que ela contou para Tiago e ele se vingou.

Com certeza ele ficou desnorteado quando seu nome foi gritado a plenos pulmões na buatchy e pediu férias kkkk adorei o que o Ti fez. Será que Tomás viu o Tiago?

Porra, Isa! Você está vacilando muito! Tô ficando com ranço de você! E não adianta o signo dizer: "nem tudo que parece, é..." Você tá foda! Carvalho, Isa!

Tem que aparecer uma coleguinha do Ti e dar uns pegas na Lia e a Isa ver. Uma festinha gay light em Passarinhal para a comunidade LGBTQIA+

Caribu! Você não está aliviando para Lia! Você alivia para Bianca, mas para Lia, que é gente boa, você coloca Maysa para tocar toda hora: "meu mundo caiu!" kkkkkk

Abraços

 



Resposta do autor:

 

hahahaha

Olha vc enfiando Bia em história de Isa e Lia hahaha

Eu alivio pra Lia simmmmmm!!

E vou trazer esse comentário de volta, no fim da história, pra vc ver que sempre falei sério rs

Mas é que... assim... pro que foi pensado, tinha que acontecer isso rs

 

Isa vacilona, geral pegando ranço...rs

Mas eu gosto dela!

E gosto do casal Lia + Isa <3 <3 

O problema é que a história não as ajuda rs E veja que falei no plural!

 

Eu amei a ação de Tiago, fado sensato!

Não sabemos se Tomás o viu, e nem se o conhecia! Pode ser que sim, pode ser que não rs

 

Pensei em fazer uma festa LGBT na cidade, mas 1 que não sei se Passarinhal suportaria um evento assim e 2 que não sei, caso tivesse, a Lia iria rs

 

Pra ela conhecer alguém tinha que ser tipo a Isa: caindo do céu rs

 

Adorei a raquete! Quer dizer, a bermuda!rs

 

Beijos, até amanhã!



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