Escrito na gazeta por caribu


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                Lia não se preocupou com a escolha das palavras mais bonitas, ou com o fato de ter colocado uma onomatopeia no jornal; apenas seguiu, num primeiro momento, o que seu coração ditou e escreveu o que brotou de sua alma. Só mudaria algo nos seus dias se assumisse mesmo as rédeas na sua vida, então partiria dali. Parecia um bom começo, assim, no calor da emoção. E Isa sorriu para ela, como se fosse mesmo um bom ponto de partida, a mão dela apoiada no ombro de Lia, os dedos apertando de leve, a encorajando.

Sinceramente acreditava que o horóscopo era menosprezado por leitores que estavam por ali na verdade em busca das tirinhas, da programação da TV para a próxima semana, dos jogos de passatempo (o sucesso era o Jogo de 7 erros, da página 04). Os conteúdos astrológicos, ela sabia (afinal, vinha copiando previsões antigas há meses), eram sempre a mesma coisa, não importava a data, e ninguém nunca tinha dito um A (ou Z) daquilo. Nunca na história da Gazeta! Possivelmente os signos vencidos até sofriam algum tipo de escárnio do restante do conteúdo (cultural e de todo o jornal, preenchido pela informação de verdade: as matérias com prazo de validade). Lia sempre ria quando imaginava essa cena.

Mas no fim, sabia que nem mesmo as reportagens especiais tinham vez num mundo em que “jornal de hoje embrulha o peixe amanhã”, só que entre acreditar que ninguém leria, e usar aquele espaço para realizar grandes feitos, havia uma distância de várias páginas. Tudo mudava de perspectiva quando ela era a leitora que aquelas palavras visavam. Imaginou de repente um alvo no meio do peito, projetado dali da tela quase em branco, piscando com o cursor do mouse. Mas, longe de ser vítima, se sentia uma franca atiradora, debruçada na beirada da sua mesa, ajustando a mira nela mesma, a metralhadora de possibilidades com os cartuchos carregados.

Ficou pensando qual seria o primeiro pedido que faria, naquele “mundo mágico que podia ser aberto com o horóscopo” – palavras de Isa (tinha dias que a brisa parecia que batia mais forte). Enquanto Lia pensava, a mente longe, Isa escreveu num post-it amarelo, com sua caneta de unicórnio, “vá enfrente”, sem a vírgula de propósito, o jogo de palavras quase derretendo Lia (a amoleceu um pouquinho). O bilhetinho ficou pendurado na parte de baixo da moldura do monitor, balançando com alguma corrente de ar do ar-condicionado.

                Isa era maluca, tinha umas ideias que não condiziam com a realidade. Não com a realidade de Lia, pelo menos, acostumada a ver o mundo talvez de uma forma séria demais. A vida era realmente diferente, ou a maneira de encará-la é que fazia toda a diferença? Lia não sabia, mas ouvia o que Isa dizia. E ela falava com simplicidade: assuma a porra da sua vida e se leve para onde quer. Não está bom? Muda! E Lia decidiu mudar o disco repetido que tocava “seria bom se fosse tão fácil”, e simplesmente fingiu que era. Plim!

                Era uma mulher prática, então quando minimamente considerou a possibilidade de aquilo ser possível (mudar sua vida, assumir as rédeas, criar coisas boas, plim e o escambau – que envolvia Isa, é claro!), a primeira coisa que pensou em fazer foi uma lista. Tinha que organizar aquilo, imagina só encontrar com o gênio da lâmpada mágica no meio da rua, no meio da tarde, e não saber o que pedir? E por não estar limitada a três desejos, apenas, aquilo era o tipo de coisa que precisava ser planejado. O primeiro pedido, ao menos!

                Colocou os fones no final do ouvido, ouviu quase no fundo da alma o sonzinho do aparato eletrônico ligando, todo o som exterior sendo automática e severamente vedado, só a respiração dela mais audível, que sempre parecia ruidosa quando se fechava do mundo com aquele fone (“o fone do trabalho”, não saía da Gazeta por nada).

Lia colocou a playlist no modo aleatório (porque aquela era a única exceção em sua vida; com as músicas, era vida loka, achava que “Aleatório” era o nome do DJ daquelas várias horas de playlists organizadas por gênero. Mas tinha uma que era a que reunia tudo, chamada “Surubão Musical” (Tiago renomeou uma vez, e ela nunca mudou). Ali tinha de tudo (do que ela gostava, claro, pois não era louca de se colocar em risco de ser surpreendida sem querer por algo que não gostasse de ouvir!).

                Quando começou uma lista de pedidos, que se iniciou com tópicos em bullets, que ela ia colocando em ordem alfabética conforme dava enter, e depois virou texto corrido, Lia era a própria Alicia Keys tocando piano em Empire State of Mind, mas sua música era com palavras (que só ela lia, que só interessavam a ela), os dedos deslizando pelo teclado como uma pianista de verdade. E as palavras vinham fáceis, e ela nem se dava ao trabalho de olhar para a tela, pois sabia que aquilo tudo também era movido por alguma força que Lia ao mesmo tempo reconhecia e desconhecia (só que tinha mais moral que o DJ Aleatório), e que funcionava: a música certa, sentada na frente do computador na hora certa, e a inspiração vinha. Tinha escrito milhares de palavras daquele jeito. Embalada na força musical da inspiração.

Eventualmente algumas palavras ficavam sublinhadas de vermelho na tela em branco à sua frente, que ia sendo preenchida por palavrinhas, quase formiguinhas, vistas a distância. E ela fingia que era rebelde com os erros, mas só de mentirinha, porque se deixava escrever até o fim da faixa, embalada pela música, pelo ritmo de seus dedos, e na troca de música voltava ajeitando, o único momento em que permitia que o corretor do próprio Word corrigisse suas palavras (ela o achava meio burro), os cliques no mouse em cima dos erros, só aceitando, complementando o som, como se fosse outro tipo de percussão daquele belo e funcional instrumento da escrita.

O som entrava de um jeito que sincronizava mesmo tudo, ajustava tudo, e Lia fluía com o que era despejado em seus ouvidos, com o que brotava da ponta de seus dedos. Já tinha acontecido de ela se distrair muito, e até dançou enquanto criava (sem querer, porque quando reparava que estava dançando, parava)! As pernas em passos apoiados no apoio da cadeira de rodinhas, as mãos dando soquinhos no ar na parte alta da música, quando todos os instrumentos tocam juntos. Às vezes, as mãos só se erguiam à frente do peito, lentas, como se manipulando a energia que se criava entre ela e o computador.

E se a liberdade criativa não fosse tolhida por nada, ela nem se lembrava onde estava, nem que tinha mais gente ali. Acreditava que era invisível nessas horas. Era em tantas outras! Mas nesses momentos de inspiração alada ninguém a via; ela só cavalgava para longe, tudo deixava de existir; na verdade, até mesmo ela, porque as palavras vinham como se ela fosse só a digitadora, como se outra pessoa realmente assumisse o controle do texto. Tinha uma teoria de que nessas horas seu “eu superior” se manifestava; era como se a sua verdadeira essência fosse colocada para fora da jaula que Lia mantinha trancada a sete chaves.

De jornalista virava escritora, pianista, performista, artista das palavras. Por isso o seu trabalho preferido na Gazeta era responder às cartas dos leitores, que ninguém mais naquela redação (ou no jornal inteiro) se dava ao trabalho de olhar e, principalmente, responder.

Ela adorava! E era quando ninguém enchia as suas paciências, porque não queriam fazer aquilo, porque ela fazia bem e porque mesmo parecendo uma maluca se chacoalhando na cadeira enquanto escrevia ouvindo música, tinha um bom resultado. “Time que está ganhando não se mexe”, como diria Luís. E Lia marcava golaços respondendo às cartas ouvindo música no volume máximo.

Nessas horas ela se travestia de Gazeta e era mesmo uma personalidade quem respondia às cartas, que eram o verdadeiro sucesso de audiência no jornal, muito mais que os acidentes que, porém, eram os que mais atraíam a venda. Mas só porque as fotos eram sempre bastante apelativas, e infelizmente os moradores de Passarinhal gostavam ver sangue na capa. Aquilo, inclusive, era um dos poucos trabalhos que Tomás gostava de ter: intervir assim no fechamento, escolhendo qual foto ilustraria a capa, e depois se gabava por aí de ser o editor do jornal. Era uma droga, mas as semanas seguintes a esse tipo de publicação eram ainda piores, porque ele ficava feliz. Aí, dá-lhe fone de ouvido enfiado até além das tampas. Tomás feliz era sempre sinônimo de histórias que Lia não queria saber. Então ouvir música no talo era a desculpa perfeita para não ouvir Tomás, e também para fazer aquele trabalho.

Lia tinha uma pasta, dessas que têm folhas de plástico, que originalmente sua mãe guardava papéis de carta (e por algum motivo achou que seria um tesouro a repassar para sua filha. E o fez. E Lia tinha até hoje porque, ué, ia fazer o quê? Jogar fora jamais foi algo que passou pela sua cabeça. Mas a pasta...). A pasta era perfeita para guardar recortes de jornal, a segunda página, onde eram exibidas aquelas correspondências. E Lia tomava o cuidado de guardar de um jeito para não ficar com orelha, sem amassar. Eram suas relíquias. Se sentia vista ali, embora fosse a Gazeta a responsável por gerar aquele feedback sempre tão positivo.

Tinha noites que Lia se sentia meio triste (sempre há os dias ruins), aí ela aproveitava aquele que era um gatilho para descarregar outras frustrações, e sempre que chorava era a partir daquele ponto. Se sentia boba, sendo amada na figura de um jornal. Chorava horrores, por várias coisas, com a pasta de capa preta que nem fechava no colo, recheada de páginas preenchidas de textos dela.

A Gazeta tinha um concorrente, outro jornal, que circulava duas vezes na semana. Tudo bem que na terça-feira saía basicamente só edição de release, aquelas informações institucionais baba-ovo da Prefeitura, da Câmara, da galerinha que tinha o comando nas mãos, e classificados. Os classificados eram o trunfo dA Folha, que por conta daquela tiragem extra, tinha mais glamour em Passarinhal.

Em suma, Gazeta e A Folha eram iguaizinhas: chupins de verba pública, faziam às vezes um jornalismo de mentirinha. Se é que podia ser chamado de jornalismo! Mas ainda assim A Folha se dizia com mais credibilidade, rodava mais vezes na prensa, tinha privilégios até com a gráfica, nos pontos de venda ficava sempre com mais destaque que os jornais da Gazeta. Os jornalistas voltavam das coletivas de imprensa sempre bufando, rolava sempre uma troca de farpas entre os repórteres na antessala da sala de imprensa, brigavam cada vez que se viam. Os dA Folha eram uns metidos arrogantes – piores que os da Gazeta, extremamente arrogantes e metidos. E o curioso é que a população de certa forma até incentivava essa rixa, os moradores se dividiam meio que time de um, time de outro. Que nem futebol.

Mas a Gazeta tinha um diferencial. A Gazeta não era só um jornal periódico, um aglomerado de folhas que sujavam os dedos, que reproduzia (como A Folha) apenas o que os políticos queriam que fosse publicado (Passarinhal às vezes parecia aqueles céus dos Testemunhas de Jeová!). A Gazeta era quase uma mãe, ali, na Carta do Leitor, preocupada com os passarinhenses, seus filhos. Chamava o espaço dos leitores de “ninho”, e os acolhia. Publicava somente alguns trechos do que recebia, e suas respostas (que era o que todos esperavam, e depois ficavam comentando até a edição seguinte), mas Lia sempre guardava as cartas gigantescas que muitas vezes chegava. As pessoas se confundiam com a encenação, que era mesmo bem-feita, e muitos confessavam intimidades para ela. Ou para o ninho da Gazeta.

Mesmo as cartas que não eram publicadas (a maioria não era; eram muitas cartas toda semana, muitos e-mails, precisaria de uma edição inteira só para isso), todas sempre recebiam uma resposta da Gazeta. Lia decidiu fazer uma pós-graduação a distância em Psicanálise por isso. Virou terapeuta! Meio que. Foi estudar porque começou a ficar pesado, mas não era algo que ela queria parar de fazer, só por isso.

As pessoas carregam muitos dramas, que no mundo delas são sempre muito grandes e pesados, e quem morava em Passarinhal encontrou um canal para extravasar parte de seus pesos e amarguras: o ninho da Gazeta. E Lia foi se especializar porque começou a ser frequente ter crise de choro antes de dormir, lembrando de histórias de pessoas que nem conhecia. Ou conhecia; eram as pessoas que ela encontrava no caminho para o trabalho, que via na fila do mercado, que passavam nos carros enquanto ela ficava encostada no vidro da Gazeta, só os vendo passar. Eles sem saber quem ela era; ela invisível para eles, atrás do insulfilm da vidraça.

E quando chegava o momento de selecionar os trechos a serem publicados, geralmente às quartas-feiras, e especialmente quando chegava a hora de responder, Lia sentia que quase incorporava, escrevendo, mas tomando todo o cuidado nas palavras, porque ela sabia do todo, não só daquele singelo recorte que acabava sendo publicado. Não que fosse alguma Chica Xavier da era eletrônica, que fluía suas comunicações por um teclado, em vez de lápis e papel; mas definitivamente não era ela, Lia, quem respondia aquilo. Era alguém externo a ela, mas também não necessariamente alguém no patamar de uma divindade. Talvez fosse algo mais perto do seu alter ego, numa versão empática; uma Lia desprendida dela mesma, que não se importava com nada a não ser transmitir uma palavra de consolo para alguém que sentia alguma dor. Qualquer que fosse.

Aí calçava seus fones de ouvido, e Coronel sempre fazia alguma piada nessa hora (mas Lia aprendeu a bloquear – as palavras que vinham da mesa ao lado, e o cheiro de cachimbo que o acompanhava). Mas talvez nessas horas ele até tivesse razão, porque ela ia mesmo para outro mundo. Não pensava em nada, só escrevia. O que vinha, o que se escrevia quase sozinho, mas que ela sentia o tempo todo, na ponta dos dedos, na textura do teclado, quase no som em alto relevo de cada uma das letras que iam sendo digitadas, numa sequência que ela não entendia, mas se emocionava, e o resultado eram obras-primas. Era como sua mãe chamava (ela era assinante da Gazeta). Lia só parava quando algo muito grandioso acontecia.

Tinha uma história clássica nesse sentido (estava lá, na lista das melhores do jornal, que ela um dia repassaria, como sua mãe repassou seus papéis de carta amarelados). Envolvia Natasha. Talvez não fosse das piores que presenciou no trabalho, mas era a mais marcante envolvendo a colega, que tinha chegado há poucos meses, cinco talvez. E aí aconteceu de um “grande anunciante” convidar a imprensa de Passarinhal para a inauguração de sua filial: um posto de gasolina.

Natasha se recusou. Primeiro, sozinha. Falou em voz alta algo como “ah, cês tão me zoando” (desse jeito), no computador o convite estampado, em Comic Sans – a fonte odiada por pessoas que mexem com designer, com palavras. Por Natasha, com certeza, porque ela continuou falando, a redação toda ouvindo, mas ninguém em especial sendo seu ouvinte específico. “Inauguração de posto? Nem fodendo que eu vou”. E continuou: “Tomás!”.

Tomás nessa época tinha um cavanhaque idiota, ficava o dia passando a mão na barba, parecia que treinava na Gazeta seus olhares sedutores. Mas no primeiro comentário de Natasha ele já abaixou os olhos. Tinha recebido o e-mail também (e tinha até gostado do jeito que foi feito; achou criativo).

Mas Tomás nunca foi de ter opinião formada, e provavelmente só ficava contando as vantagens que supostamente levava, em seus encontros amorosos (amorosos?), porque na realidade era um frouxo; prova disso é que não olhava ninguém nos olhos nessas horas (só Alexandre, e só quando estavam sozinhos, depois).

Natasha era rebelde no começo, se levantou e foi até a mesa do editor. Mas se levantou fazendo barulho, o teclado pulou na mesa, o mouse caiu no chão, chutou o lixinho (mas talvez isso tenha sido sem querer). Coronel até parou o que estava fazendo (jogava paciência no computador), virou para trás meio que esperando uma reação de Tomás. Ele sempre esperava. Tomás nunca reagia. Foi zero surpresa quando Coronel infartou, não foi à toa, o homem era super nervoso!.

Tomás continuou com olho baixo, resmungou algo que Natasha não entendeu (ele disse “tem que ir, é trabalho”. Lia ouviu, e estava do outro lado da sala, e de costas!), o que a fez ir para cima dele, que ficou sentado, acuado por uma mulher de 1,66m. Natasha com as mãozinhas na cintura, uma cena! Foi uma das vezes que Lia virou a cadeira para assistir. Precisava! Depois o assunto rendia por semanas, e a galera distorcia tudo. E ela era testemunha ocular dos fatos, e tinha boa memória. Era uma boa jornalista! Seu olhar era apurado, e nessas horas sabia sempre para onde e quem olhar. Depois contava uma narrativa que durava horas para um Tiago incrédulo, do outro lado do telefone. Este era um dos poucos momentos que ele se calava, 100%; amava a narrativa de Lia, tudo para ela virava história, e quando eram de fato, ela até se empolgava, fazia vozes para identificar quem estava falando o quê. Era ótimo!

Aí Tomás levantou, disse que ela tinha que ir, ela disse que aquilo não era trabalho para ela, e quis empurrar para Lia! (que só foi poupada porque estaria na fase de revisar os textos). O “evento” seria numa quinta-feira, dia cheio para a revisora.

Aí Natasha saiu da redação e bateu a porta de correr. Forte. A porta era de vidro, quebrou, é claro, fez um barulhão!, e Coronel já se levantou, ele também fazendo barulho no gesto (mas só porque era velho, e seus movimentos contidos deixavam sua mesa toda bamba, fazia barulho para todos os cliques do joguinho). Ficou gritando com Tomás, que aí começou a gritar com Natasha, que a essa hora já tinha batido também a porta da recepção, a porta da frente, gritado com Caio na calçada e pegado o carro do jornal. Saiu cantando pneu. Por causa de um posto de gasolina, sim, mas que era muito mais que isso, Lia entendia.

Aí foi aquele fuzuê, a menina ficou horas (!) desaparecida com o carro envelopado da Gazeta, não atendia o celular, não visualizava as mensagens. Voltou só na quinta, no fim do dia. Lia a viu quando foi pegar um café (e quase foi flagrada por Sérgio no corredor, indo para a redação com o copo plástico cheio até a borda). Natasha estava toda arrumada e produzida, ficou um tempão na sala do dono do jornal. Saiu de lá direto para a inauguração do posto.

 

- E essa lista? Sai ou não sai? – Isa pergunta e só então Lia percebe que a redação já estava vazia, só as duas ali, testemunhadas pelas lâmpadas brancas do teto.

- Saiu. A primeira versão – Lia parecia cansada, os olhos meio murchinhos, mas sorria.

- Perfeito. Qual o primeiro pedido da sua fonte de desejos?

- Pedi uma coisa para todo mundo. Achei justo não ser egoísta, de partida – ela responde, e Isa se aproxima da tela para ler:

 

PEIXES

Prepare-se para novas e bem-vindas aventuras.
O mar está para peixes, não se esqueça de levar o guarda-chuva!

 

 

 

 

Notas finais:

 

Música do capítulo:

 

Alicia Keys, Empire state of mind (https://www.youtube.com/watch?v=1TC02VaB1Rw)

 



Comentários


Nome: Anna Hart (Assinado) · Data: 07/10/2021 04:00 · Para: Capítulo 11 – A inspiração

Oi!

Gostei do capítulo, é mais um aprofundamento da personagem, acho que eles são importantes na construção da estória, pra gente conhecer melhor como os persogens são e por que são assim.

Não vou comentar sobre Lia ser de Virgem, mas essa coisa de lista - como você mesma mencionou anteriormente - é muito de Virgem! Se deixar, faço lista até do que vou pôr na lista ahahha. Tem muitos outros elementos da personalidade dela com os quais me identifico também, mas, de repente, são apenas elementos inerentemente humanos e não, necessariamente, astrológicos.

Lia muito fofinha pensando nos outros - espero que tenham sido coisas boas - porque como disse o grande filósofo. "A vingança nunca é plena, mata a alma e a envenena".

 

Beijos!



Resposta do autor:

 

Esse capítulo é um dos meus preferidos! Se em dez eu ainda não tinha me conectado com a personagem, certamente neste o fiz! <3

E é bom que ele serve de quebra de ritmo pro próximo, que não é tão engraçadinho qto os demais (pq a vida não é o tempo todo ririri né rs)

Acho que já mencionei que minha frustração astrológica é não ter Virgem no meu mapa. Sou toda trabalhada em Sagitário, mas me identifico como virginiana rs

Tb faço lista de lista rsrs E planilhas?, nossa, amo, tenho várias, pra tudo!

Mas sou metódica e organizada por causa da minha personalidade, não dos astros. Mema coisa com a Lia, ao que parece rs

Lia é fofinha msm! Gosto que seja altruísta! E amo que o diferencial entre os jornais de Passarinhal seja as cartas do leitores, que ela responde (ou seja, ela é o diferencial da Gazeta)

Beijos!



Nome: cris05 (Assinado) · Data: 26/09/2021 22:49 · Para: Capítulo 11 – A inspiração

Eu gostava do jogo dos 7 erros e do horóscopo. E das fofocas também, não vou mentir.

Rapaz,  Natasha criou um fuzuê danado mesmo! Dei um pulinho aqui só imaginando o barulho. Coronel deve ter ficado boladão mesmo.

P.S Às vezes eu acho que a Lia é sagitário, com ascendente em sagitário, sol em sagitário e lua em peixes (assim como eu rsrs). Dá uma conferida aí, caribu. 

P.S Alicia Keys é bom demais!

Beijos!



Resposta do autor:

 

Amiga, somos gêmeas de signo!!rs Eu tb sou sagita com ascendente sagita (mas minha lua caga, em aquário rs).

Bom, oq me passaram (a caribu rs) foi que Lia é peixes com capricórnio, Isa é leão com escorpião. Tomás, gêmeos com libra; Sérgio, áries com aquário; Natasha, Libra com gêmeos; Luís, touro com virgem. 

Quase falei signo e ascendente de uma pessoinha que vc não conhece ainda rs Me contive, mas deixo aqui esse comentário rs Spoiler e incentivo para a leitura continuar rsrs

Não consigo ver a Lia sagitariana, mas a Isa sim rs

Natasha causou, mas deve ter feito algum esquema bom, pq ficou, né rs E a Lia diz que Luís e Papagaio tb causaram qdo chegaram, provavelmente têm os esquemas com o Sérgio tb.

Eu gosto que o Coronel apareça nesse capítulo, pq mostra como ele era imbecil rs Há mais uma "aparição" dele que reforça isso. 

 

P.S.: Alicia Keys cantando aqui (de novo, tá no replay rs)

Beijos!

Até amanhã! 

 

Aperta os cintos! Lá vem emoção rsrs

Tem que ter né rsrsrsrsrsrsrsrsrsrs



Nome: NovaAqui (Assinado) · Data: 26/09/2021 21:08 · Para: Capítulo 11 – A inspiração

Você está uma máquina de produzir capítulos kkkkk entrei no ovo, saí,    tô chocada kkkkk não estou reclamando não! Estou é feliz! Um livro fresquinho e on line! Que tudo!

Aqui é assim! Você ouve o tiro, processa e fala: "foi lá no morro tal! Bem longe!" kkkkkk eu ainda me assusto, mas tento não demonstrar por causa da criança. Tento passar segurança, porém tô toda cagada rsrsrs

Além dos balões, tem o dia dos Santos. Seis horas da manhã começam as homenagens! Mais é muito, muitos fogos! Acordam todos! Os gatos só faltam os olhos saírem da cara! Eles ficam assustadíssimos. Eu tenho que falar: "vai passar! É homenagem ao santo/santa tal!" rsrs

Outro trauma aqui são as motos estalando! Cara! Isso não é de Deus não! Esses filhos de uma égua aproveitam o retão aqui da rua e estalam as motocas!  PQP

 

 

 

 

 

 



Resposta do autor:

 

hahaha

Meu drama é ser vizinha de um estádio. Tem fogos quando tem jogo, quando ganha, quando perde (os rivais soltam).

E qdo eventualmente ganha (do time dos bombeiros, pq olha, os caras são ruim!!) fica a madrugada toda com gente passando na avenida buzinando pro estádio! Como se os jogadores morassem aqui!! 

Olha, tem horas que só uma escrita msm pra salvar rs

 

Agora vou escrever o derradeiro!

Beijos e até amanhã!



Nome: NovaAqui (Assinado) · Data: 26/09/2021 19:42 · Para: Capítulo 11 – A inspiração

Pica-Pau? kkkk

Nossa imaginação é muito fértil. E já pensamos logo em coisas ruins rsrs

Aqui perto tem uma comunidade e, vez ou outra, tem uns pipocos. Tem momentos que achamos que estão gastando munição, mas tem horas que sabemos que o bicho está pegando. É assustador

E quando estamos dormindo e acordamos com os balões? Começa a soltar os fogos e meu prédio parece que é rota. Sempre tem um pela área. Mesmo proibido, os imbecis soltam balões



Resposta do autor:

 

Imagine uma menina da cidade que se vê no Mato (Grosso). Pica-pau vira metralhadora, não tem jeito rs

Isso de pensar coisa ruim, sem querer, é um dos dramas da minha vida rs

 

Uma vez passei uns dias na casa de uma prima da minha mãe, qdo era criança (no Rio). Foi a primeira vez que ouvi tiro assim, de graça, e a primeira vez que confrontei com a normalidade dos cariocas para isso. Nem acordaram!!!

Balão de vez em quando vejo por aqui tb, mas numa frequência mais baixa que aí. Sempre acho que é sinal de alguma coisa (e é! De incêndio!!rs)

Soltar balão e fogo de artifício é coisa de gente doente, só acho.

 

Beijos!

 

P.S.: falta um capítulo e nossa história delicinha chega ao fim. Até a hora de dormir o livro está pronto <3



Nome: NovaAqui (Assinado) · Data: 26/09/2021 17:58 · Para: Capítulo 11 – A inspiração

Procurei no YouTube essa versão voz e piano e realmente ficou linda. 

Alicia tem uma voz linda



Resposta do autor:

 

Nossa, é demais!

E todo final eu danço, é incontrolável!

A voz dela é maravilhosa! <3

 

P.S.: vc falou que quando ouviu a porta quebrando achou que fosse tiro...rs Ia responder e esqueci.

Uma vez eu estava morando no Mato Grosso, estava lá em paz, no meio do mato com os amigos que fiz, e comecei a ouvir barulho de tiro, nossa! Que desespero! Minha cabeça já a mil, pensando "meu Deus do céu, Berg" rsrsrs

Era um pica-pau.



Nome: NovaAqui (Assinado) · Data: 26/09/2021 17:28 · Para: Capítulo 11 – A inspiração

O boa de Lia é que ela ouve Isa mesmo achando que a brisa bateu forte rsrs

Eu lia a sessão de cartas dos leitores. Achava divertido e fazia jogo dos 7 erros também kkkk

Também tenho uma play no notebook, mas o nome é simples: "muitas músicas'. E uma playlist que ouço quando vão aquelas amigas que têm o gosto parecido e a idade também. Muita MPB na voz delas, rock nacional e algumas músicas internacionais escolhidas a dedo para estar ali.

Imagino a cena da porta quebrada. Uma fez estava em uma loja e só ouvi o estrondo. Era uma porta de vidro quebrando. Meu coração saiu por todos os poros tamanho o susto kkkk cidade grande você logo acha que é tiro kkkkk

Abraços



Resposta do autor:

 

hahaha

Eu sempre gostei das palavras-cruzadas e das tirinhas E do horóscopo rsrsrsrs

A história do jornal é verídica rs Só a porta não quebrou, mas a cena, sim (inclusive motivada pela inauguração de um posto de gasolina rs). No fim, coitada, ela foi, mas sem os acordos que a Naasha possivelmente fechou.

 

Desde que escrevi esse capítulo que Alicia Keys canta nos meus ouvidos, no repeat (paro só para entrar no clima do outro capítulo, com outra música, mas aí entro, saio, e volto para ela). Na playlist do livro coloquei uma versão que é só ela e o piano, nossa, que delícia! Me embala, como à Lia!

 

Beijos!



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