Escrito na gazeta por caribu


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Lia acorda, ainda um pouco longe de despertar. Abriu os olhos, mas um deles permaneceu grudado sem querer, deixando evidente que ela estava ainda com bastante sono. Como a vista estava turva, e o quarto ainda um pouco escuro, apesar de a televisão estar ligada, tateou na lateral da cama em busca dos seus óculos, e o que encontrou foi a parede gelada. Se assustou, sentou rápido e viu que tinha dormido ao contrário, nos pés da cama, o travesseiro sozinho lá na cabeceira.

Ela puxa o celular, mas não olha as horas. Se distraiu porque, ao acender, o visor do aparelho iluminou as roupas penduradas na poltrona logo ali (as roupas que usava na noite anterior). Deu uma breve olhada para baixo e viu que estava só de top, achou a camiseta no chão, no meio do quarto. Coçou a cabeça e bocejou, a mente ainda voltando do mundo dos sonhos.

Não se recordava de como tinha ido parar na cama, ou de quando trocou de roupa, e fez uma breve retrospectiva desde a sua última lembrança. Os olhos se arregalaram de repente quando se lembrou: da noite anterior, ainda que apenas alguns flashs, a princípio, e especialmente de Isa.

Ela tinha ido embora? Será que ainda estava por ali?

Levantou da cama num pulo, quase tropeçando em Pamonha, só então reparando que usava a calça xadrez de pijama, sua favorita, que ela não usava há muito tempo porque tinha medo de estragá-la; já era muito velhinha, o tecido todo puído na barra.

A sala estava vazia, só Curau por ali, perto da janela, vendo os vizinhos, a vassoura ainda no canto, onde Isa tinha deixado. Lia contou sete latas de cerveja no chão, a garrafa de vinho vazia em cima da mesa com a taça do lado, a borda marcada pela boca de Isa. Lia percebeu que o céu fora da janela já estava bem claro, mas isso não a fez querer ver que horas eram, ainda.

Tinha beijado Isa. Sim! Lembrava disso! Foi sua iniciativa, a puxando para beijá-la, lembrava do cabelo dela enroscado na mão, a palma abrigando toda a nuca, o calor que vinha dali, liberando mais do cheiro dela. Lia tinha sido audaciosa! Quase atrevida, considerando que instantes antes se perguntava se a outra estaria mesmo na dela! Lembrou que Isa tinha um ritmo próprio durante o beijo, que acelerava e acalmava, assim como a respiração de Lia – que, no caso, só ficava cada vez mais rápida perto dela. Isa acariciava seu rosto durante o beijo, a mão sempre segurando sua face, eventualmente fazendo carinho na sua cabeça, na direção contrária ao crescimento dos fios.  

Lembrava de rir muito também, mas do quê? Puxou na memória, mas sem sucesso, porque riu de várias coisas, e os músculos da barriga doloridos eram uma prova de que não tinha sido um surto. Ou tinha, e dos mais engraçados que ela já tinha vivido. A risada de Isa veio à sua mente; o sorriso que a antecedia, e o outro, que morria quando ela parava de rir. Isa sorria com os olhos também, os cantinhos puxados, ainda mais miúdos quando ela fazia uso do vaporizador por mais tempo. Dizia rindo que não estava louca, mas parecia. Ou Lia é que estava e isso deturpava tudo o que via durante a noite. Riu, agora já sem saber exatamente de quê.

Lembrou de ter comido, e a impressão era a de ter comido tudo. Viu na pia da cozinha vestígios de pão de forma, um potinho de geleia de morango vazio, uma embalagem de batata chips pela metade e chocolate granulado. Espantou a lembrança dela comendo tudo aquilo junto, um grande sanduíche recheado com larica.

Conhecia o conceito; já tinha ouvido que maconha dava fome depois, mas “larica” não era bem o sinônimo de “fome”. Isa tinha tido mais vontade de sentir a comida passando pelo esôfago do que chegando ao estômago. Tudo com o gosto bastante apurado; comeu até o purê de batata que estava na geladeira, com salgadinho e cerveja.

Então lembrou do vaporizador, da cosquinha que ele fazia na garganta quando ela “tragava”, e levou a mão ao pescoço. Lembrou da boca de Isa no aparato, o biquinho que ela fazia, seus lábios tocando a peça, depois roçando na sua própria boca. Isa tinha um gosto melhor que o cheiro. Se beijaram no sofá, mas também sentadas no tapete, na beirada do fogão, debruçadas na janela do quarto, perto da cama. Lia lembrava de ir em sua direção para beijá-la e ela vinha ao seu encontro, sem nenhum tipo de resistência, os lábios já entreabertos, com a pontinha da língua aparecendo, a recepcionando, os braços sempre rodeando seu corpo, ora pela cintura, ora pelo pescoço.

E Lia a abraçava também, a puxava para perto, o mais próximo que conseguia, pressionando os dois corpos. A beijava com um braço na sua cintura e outro acariciando a perna; uma mão na nuca e a outra nas costas de Isa. Em dado momento, a alisou por debaixo da roupa, sentindo o vão do meio de suas costas entrecortado pelo sutiã. Lembrou que abriu o fecho, porque a peça estava estragando o tráfego de sua mão.

Lia cheirou o sutiã!, Isa sendo a expectadora da cena.

Ficou um tempo encostada no batente da porta, lembrando do que podia, fazendo cachinhos imaginários no cabelo, rindo um pouco envergonhada, apesar de estar sozinha e ninguém acessar aquilo que passava pela sua cabeça naquele instante. Parou a mão no ar porque lembrou que as duas tinham conversado. Sim, e não tinha sido pouco.

Voltou a olhar para baixo, para a calça de pijama. Lembrava agora de tê-la vestido, foi durante uma das conversas. Lia revelou para Isa o apego que tinha pela calça, contou de quando tinha ganhado da mãe, num natal, no ano em que seu pai morreu. Isa a ajudou a se trocar, sempre perguntando as coisas, a incentivando a falar mais. Lia tinha uma expressão incrédula no rosto porque se tocou de que aquilo aconteceu já perto do fim.

Foi depois dos beijos, das conversas, da larica, da segunda vaporizada. Lembrava de Isa insistindo para ela ir dormir, pois tinha trabalho no dia seguinte.

A breve menção ao jornal a fez correr para o quarto. Pegou o celular: 9h27! Soltou um palavrão e correu até o banheiro, ligou o chuveiro e voltou correndo para o quarto, Mingau a encarando da entrada, um pouco desconfiado. Separou uma roupa e mandou uma mensagem para Lucia. Mentiu dizendo que tinha acordado se sentindo meio mal (o que era um pouco verdade), mas que em breve estaria por lá. A mulher respondeu com uma mensagem pronta de “bom dia”, dessas com ilustração de casinha, seguido de um “ok, benzinha”.

No banho, Lorde cantou alto através da caixinha de som, equilibrada no esquadria do box, Royals, e Lia acompanhou, cantando fino (gritando, até). Se sentiu ousada, rebolando sexy debaixo do chuveiro morno, os braços para cima, balançando no ritmo da canção. Atrás de seus olhos fechados, a espuma de xampu lambendo seu corpo esguio desde o alto da cabeça até os pés, o que Lia via era o semblante de Isa gravado na sua mente, e girava para ela, dançando no box, se exibindo no seu show molhado e particular.

Se lavou com gosto, um dos poucos banhos em que prestou atenção aos movimentos feitos. Nem parecia que tinha acordado atrasada! A cabeça estava longe, mas também estava ali.

Isa tinha a pele macia. Do rosto, do pescoço, do colo... da barriga também? Não lembrava se tinha sentido de perto aquela parte encoberta também; talvez, talvez só na imaginação.

Sua memória agora parecia quase um queijo suíço, cheio de buracos que ela certamente se esforçaria para preencher, ao longo do dia. Se esforçou para lembrar de algo, qualquer lembrança que conseguisse resgatar.

O sutiã que Isa usava tinha bojo, era bordado, preto, com detalhes em alto relevo. Depois que Lia desabotoou atrás, diante de (pequenos) protestos (Isa na verdade ria enquanto fingia que não queria aquilo também), ela tirou as alças pelos braços, um gesto comum e ao mesmo tempo muito sexy! Lia cheirou o sutiã profundamente, na emenda, na costura da frente. Cheiro de Isa (de perfume e da pele dela).

Ao ficar sem a peça, os mamilos endureceram, se mostrando eretos para Lia através do tecido da camisa listrada. Isa não os escondeu; ao contrário, deu uma reclinada para trás, como que para mostrar para ela, orgulhosa daquela parte de seu corpo em evidência. E agora Lia se lembrava de passar as mãos neles, primeiro em concha, depois as pontas dos dedos (acariciando, apertando de levinho), deixando-os ainda mais intumescidos, mas sempre por cima da roupa, o tempo todo se lembrava da barreira imposta pelo tecido.

Não conseguia lembrar se ela tinha se despido, mas lembrava de ter colocado a boca nos seios de Isa, porque se recordava do pano molhado em volta, quando se afastou, e da cara que Isa fazia. Uma das mais lindas de toda a noite.

Foi nessa hora que Lia lambeu a lateral do seu pescoço, mordiscou a nuca, saboreando Isa enquanto sentia seus braços se arrepiarem, os pelinhos todos levantados, inclusive os da perna. Só parou porque Isa disse algo nessa hora que desviou sua atenção, e foi quando Lia viu a tatuagem que ela tinha no tornozelo (uma navezinha alienígena, meio de lado, com raiozinhos saindo embaixo, como se abduzisse alguém). Ela contou a história do desenho, sua ida ao estúdio, mas Lia já não conseguia lembrar de tudo, só que doeu muito e que ela tinha tomado um porre na noite anterior. Foi quando Lia contou uma história embaraçosa do seu passado. Contou?

Oh, não! O que mais teria falado?

Lembrou de relance de algumas histórias que Isa tinha contado: uma de quando entrou na faculdade, outra sobre sua viagem, fez uma confissão sobre a infância dita em voz baixa... agora tudo enfiado no vale do esquecimento de sua mente. Lia, por sua vez, lembrava de contar algumas histórias da Gazeta, falou mal de Natasha e Tomás, e tinha contado aquela história que sempre contava, de quando recebeu troco errado no mercado uma vez.

Tomou café apressada, só metade da roupa vestida, os gatinhos protestando seu café em cima da máquina. Aquela era a primeira vez, na vida, que Lia se atrasava para o trabalho. Se sentia bem, mesmo assim, meio rebelde, mas seu coração estava acelerado demais para ela se demorar mais um minuto que fosse, e por isso foi para o jornal assim que terminou de se arrumar.

Antes de sair de casa teve uma longa conversa com seus familiares de raça indefinida, e também com Senhor Seco, enfiado de volta em seu vaso, naquela tristeza característica de quando se cai do alto de uma prateleira da estante, empurrado por um felino.

O sol lá fora já estava forte, o céu extremamente azul, naquele tom típico de quando não chove há muito tempo. Lia sentia até a boca um pouco rachada, o nariz soltando pelinha, por causa do tempo seco. Fez o trajeto distraída, olhando para o chão, Isa eventualmente voltando aos pensamentos.

Não a encontraria no trabalho hoje, pois ela tinha se demitido, com todas as letras. Não acatou Sérgio e cagou para Tomás. “Mulherão da porra”, Lia pensou, sorrindo sozinha. Beijaria sua boca agora, se pudesse! Gostosa demais, sai fora!

O pensamento, porém, a faz estancar por alguns segundos; parou, no meio da calçada, estatelada com aquilo que passava pela mente. Teria um bis daqueles beijos? Ou tinha sido um encontro de uma noite só?

Sua vontade mais sincera era avançar por aquelas águas, desbravando o máximo que pudesse de Isa, explorando todas as suas riquezas, suas costas e baías, seus vales e montes, mas infelizmente Lia tinha a vida ancorada firmemente na baixa autoestima, e seu senso crítico, cítrico, começou a convencê-la de que Isa era muita areia para o seu caminhãozinho. Mulher viajada, conhecia meio mundo, ia querer o que com ela?

Lia se sentiu uma bobona, uma caipira careta que ficava transtornada com uma vaporizadinha de nada, e Isa podia simplesmente ter quem ela bem quisesse, na hora que bem entendesse. Os pensamentos que a tinham inundado mais cedo agora não davam nem mostras, e Lia tinha no rosto a estampa da frustração quando chegou ao trabalho. Entrou no jornal distraída, sem reparar nos carros estacionados lá fora.

 

- Oi, benzinha! – Lucia a cumprimenta, assim que Lia entra na recepção, a vista ainda se acostumando com a mudança de luz e claridade – E aí, está melhorzinha?

- Bom dia, benzinha. Eu... – Lia responde, e momentaneamente se esquece do que tinha falado para a recepcionista, minutos atrás.

- Você disse que acordou e não estava se sentindo muito bem – Lucia a lembra, mas não parecia estar a julgando. Conhecia Lia, sabia que a moça vivia com a cabeça em outro lugar.

- Ah, sim! Sim, claro – Lia responde, agora se lembrando – Estou um pouco melhor, benzinha, grata por perguntar. Só minha cabeça que está doendo um pouco... como se eu estivesse de ressaca, sabe?

- Sei – Lucia fecha os olhos para responder – Bebe bastante água, então, se mantenha bem hidratada.

- É, vou – Lia aponta para a porta do corredor, como se despedindo – Bom trabalho, Lucia. Te trago um café escondido, daqui a pouco.

                Lia não estava com nada de pressa, agora que tinha chegado, e caminhou tranquila até a copa. No corredor, ouviu vozes de alguém conversando na redação. Provavelmente era Natasha, naquelas narrativas chatíssimas envolvendo assuntos super aleatórios, que só ela ria e que nunca tinham fim. Lia virou os olhos, mesmo sem saber do que se tratava, deixando a conversa às suas costas. Ela tinha sérias dificuldades de convivência, especialmente se tinha ranço da pessoa. Difícil, o ser respirava e ela já ficava irritada. Como Natasha!  

                Às vezes pensava em mudar de emprego só para não ter que ouvir mais aquela voz irritante de taquara rachada, mas desistia da ideia porque sabia que existe, sempre, em cada redação pelo mundo, alguém como Natasha. Jornalista como ela nunca estará em falta!

E também porque faltava coragem à Lia para ir para outro lugar. Trabalhar na Gazeta era ruim, mas era bom; pelo menos pagava em dia e era perto de casa, dava para ir à pé. Ai ela se convencia de que, se o preço daquela comodidade era ter que aturar Natasha, nada que um fone de ouvido com boa vedação não resolvesse.

                Lembrou de ter falado sobre isso com Isa, na noite anterior, o diálogo veio agora, como se tivesse sido pescado do mar de memórias da brisa. As duas eram muito diferentes, Isa não conseguia entender o que tanto a paralisava e a impedia de mudar sua vida, e não deu para Lia explicar, porque nessa hora começaram a falar de outra coisa.

 

- Ah, aqui está! Imaginei que fosse mesmo você! – alguém diz, em um tom animado, entrando na cozinha.

 

Lia se virou para olhar quem era, porque inicialmente achou que estava ouvindo errado, ou se confundindo. Talvez a ressaca estivesse interferindo na audição. Mas estava correta: era Isa, parada no meio da cozinha com aquele mesmo sorriso de algumas horas atrás.

- Cheguei a pensar que você não viria mais trabalhar, que tinha fugido de Passarinhal e desistido da Gazeta. Falaram que você nunca se atrasa! – Isa continua e ri, lembrando de algo – Mas aí lembrei de você falando que mudou de ideia; que não vai mais fazer isso, né? Sumir é para os fracos, você vai peitar os putos! Pá! – Isa faz um gesto, como se chutasse – Vai é pedir a demissão, com todas as letras, e não sumir, simplesmente. Acho ótimo. Você prometeu que me chamaria. Não vai esquecer, hein? Esse é o tipo de coisa que eu quero assistir!

- Eu... – Lia ia falar algo, mas Isa a abraçou, como fazia quando se encontravam, e aí se calou. Também porque não se lembrava de ter falado aquilo para ela – Você não tinha se demitido? Digo...

- Sim, voltei – Isa ainda ria. Soltou-se do abraço e pegou um copo dentro do armário, servindo-se de café. Voltou a falar porque Lia a encarava com uma cara de quem estava esperando por detalhes – As vendas foram um sucesso. Da última edição.

- Aí te chamaram de volta?

- É – Isa levanta uma sobrancelha e ergue os ombros, antes de jogar o cabelo para o lado – No fim, o Sérgio admitiu que a minha “acidez” (foi como ele chamou) pode ser positiva para os negócios. Para as vendas do jornal, no caso, não necessariamente para os outros esquemas dele, os que você me contou – Isa cochicha no final, batendo a colherzinha na beira do copo de vidro.

- Isa – Lia chama. Estava com os pensamentos embaralhados, a mente toda confusa.

- Sim? – Lia a olhava por cima do copo. Daquele ângulo, parecia até sorrir, mas Lia não teve certeza.

- Eu não lembro de muita coisa do que conversamos – ela admite, empurrando os óculos que caíam de cima do nariz.

- Sério, Lia? – Isa estava sorrindo; um sorriso sacana, meio de canto – Poxa! – ela parecia sarcástica.

- Não à toa falam que afeta os neurônios – Lia começa, mas Isa a interrompe.

- Não é desse jeito – ela estava rindo de novo – Se fosse verdade que os neurônios morrem da maneira que as pessoas falam que morrem, eu estaria aqui babando na sua frente. Não teria mais nenhum!

- É, mas...

- Da minha tatuagem você lembra, né? Na perna? Achou tão bonita!

 

                Lia não conseguiu ler as expressões de Isa, porque ela disse isso e se encaminhou para a pia, lavando o copo que tinha usado, dando as costas para ela. À princípio, Lia achou que a mulher estava inventando aquilo, só para provocá-la, mas tentou buscar algo na memória mesmo assim. Só porque, lá no fundinho, parecia se lembrar de alguma coisa. Bem no fundo mesmo.

Quando Isa se virou para encará-la de novo, Lia continuava com a mesma cara de desentendida.

 

- Não lembrou? – Isa pergunta, mordendo a boca enquanto sorria.

- Não... Acho que vou ter que ver de novo – Lia arrisca, e sorri quando Isa ri.

- Lia, Lia – ela fala, como se soubesse de algo que Lia desconhecia – Você ontem me disse coisas tão... profundas!   

- Não fica falando assim, porque parece que é verdade – Lia reclama, a seguindo pelo corredor, em direção à redação.

- Mas é verdade! – Isa dá uma olhadinha para ela, sobre o ombro, antes de abrir a porta da redação – Me chamou até de má influência!

 

                Lia não disse mais nada, porque disso ela lembrou. E na sequência lembrou da tatuagem: um mapa-múndi na coxa direita, com os países que ela já tinha visitado pintados de vermelho.

 

 

 

Notas finais:

Música do capítulo:

Lorde, Royals (https://www.youtube.com/watch?v=nlcIKh6sBtc)   

 

 

 

 

Como esse capítulo extra foi uma exceção, vou abrir outra, e conversar com vcs um pouquinho. Quarentena bate forte e eu aqui sozinha rsrs Quero contar algumas coisas, que envolvem essa história, e tb pq vcs me conhecem pouco, quero que conheçam mais <3

 

Primeiro, quero agradecer por estarem lendo (“Escrito na Gazeta” e tb “Amor incondicional”, que tá rolando, e tenho aqui leitoras de “Minha melhor amiga” e “Sorte e sol” tb, além das crônicas e dos contos que posto aqui no Lettera). Eu, caribu e a moça que digita (nesse momento unidas numa só, tipo Capitão Planeta), agradeço com todo o meu coração por isso! Inclusive à Cris e ao próprio Lettera! Que espaço maravilhoso que temos aqui graças a ela e sua dedicação ao site! <3

 

Especificamente com relação a esta história aqui, eu fico acompanhando os acessos, e tem sempre leitoras que clicam no capítulo novo assim que posto (não importa a hora!), e isso enche meu coração de alegria! De verdade! Acredito que vcs correm para ler pq gostam da história, né rs

 

Já comentei em ocasiões anteriores, mas falo de novo porque é algo muito pontual na minha vida: nunca tive leitores. Muito menos leitoras! <3 Os que tinha eram sempre a muito custo (eu quase implorava para os meus amigos lerem meus escritos, minha família, minhas namoradas). Vcs me leem e pode parecer pouco, ou nada, mas para mim faz toda a diferença! Ter leitoras é maravilhoso, e mesmo distantes, sinto vocês aqui em casa às vezes, enfiadas no quarto junto comigo <3 Grata, de novo e sempre! Vcs são foda e fazem a diferença na minha vida! E tb para essa história!

 

Sinto a Lia e a Isa aqui tb, sentadinhas no pé da cama, me esperando dormir – e acordar – para dar continuidade à história delas rs Nessas horas sou só a digitadora exausta, depois de um dia inteiro batendo nas tecla do teclado, uma veia do olho já estourada devido ao esforço, e sinto caribu me encarando, junto com as personagens. Ela não tem rosto, mas tem os bracinhos cruzados, meio impaciente, como quem diz “vai, garota, descansa logo que eu preciso lhe usar” rs Nesse sentido, confesso, caribu tem sugado todas as minhas energias nos últimos oito dias, me sinto usada (amo! Usa mais, sou toda sua!).

 

Uma coisa que queria falar com vcs é sobre as músicas da história. Esse é meu primeiro livro com trilha sonora rs (entrei numa brisa agora de que um dia nossas histórias vão virar série da Netflix rs). Sempre fui muito musical (me digo passarinha), amo que a Lia seja também (mas tb sou tipo a Isa no flashback, só que aqui levanto e danço me exibindo para as paredes – e tenho metade da ginga dela rs)! Escrevo sassaricando na cadeira (dançando, e tb como se o teclado fosse alguma percussão à parte), às vezes um, dois (três!) dias inteiros ouvindo a mesma faixa rs Vcs estão ouvindo?, faz alguma diferença pra vcs?

 

A Lia ouve as músicas no aleatório, e eu tb. O que tem saído é meu DJ quem escolhe (e ele manda muito bem, as músicas batem)! Aí criei uma playlist, e toda noite antes de dormir, quando estou lendo (é quando vou pegando os erros que passam, tiro print no celular e ajeito no dia seguinte), deixo as músicas tocando, na ordem dos capítulos. Aí uma determinada música toca e eu penso “alá, a música do beijo”, ou “ó a música da Lia sendo seguida pelo Sérgio” rs (do capítulo 7, que acho que casou demais, a música com o momento rs), ou o reggae que tava tocando no carro da Isa (tão propício!!rsrsrs).

 

Outra coisa aleatória são os horóscopos (no sentido de que eu não escolho; João Bidu é quem me dá rs). Acreditem: tudo o que aparece na história (as previsões originais, antes de a Lia manipular), são previsões reais; não fui eu que escrevi. E casam certinho, fico passada!rs

 

Essa é uma história que um dia a ideia passou muito brevemente na minha cabeça (passam milhares, algumas eu pesco). Pensei “hum, seria legal se uma mina conseguisse manipular o destino fazendo alterações no horóscopo”. Foi só. Faz mais de dez anos isso. Nessa época (um pouco antes, pra ser exata, em 2003) foi quando eu também tive a ideia de escrever o “Caso 5863/21”, que ganhou o Desafio do Lettera (e ainda acho que um dia essa história vira livro!). São ideias que ficaram cozinhando aqui dentro, e só digitei agora.

 

Tem mais! <3

 

O jornal Gazeta, a redação (inclusive a disposição das mesas), é um lugar real, com outro nome, claro. Trabalhei lá entre 2008 e 2009, como editora de Política, e trabalhava aos sábados apenas para fazer hora. Meu melhor amigo era o fotógrafo (chamado Maurício, mas ele era muito bonzinho, então eu o chamava de Bomrício. Bom. Bombom. Bombonzinho quando eu tava feliz – ele tinha quase dois metros rs A gente dava altos rolês com o carro do jornal, ele conhecia bem a cidade, e a história da cidade, e dos políticos, e me ensinava as manha. Um querido!). Uma das fotos que eu tinha no meu álbum do Orkut (na época que só podia ter 12 fotos – lembram disso?rs) era na redação do jornal, fazendo pose de circo com quatro amigas incríveis que conheci lá, exploradas iguais (a editora de Cultura, minha truta mais próxima, a de Esportes, a de Cidades e a do Marketing. A revisora era uma dinossaura, chata paporra, que lambia as bolas do dono do jornal. Ela era a única que não trabalhava aos sábados, que era quando a gente pegava fogo, só por isso rs). O dono do jornal, no caso, era um megalomaníaco, uma mistura de Sérgio e Tomás, só que mais escroto e mais maluco, que amava entrar de surpresa na redação, para ver o que estávamos escrevendo nos computadores (ele tirava o sapato e entrava de meia, só para flagrar algo!! Doido do cu!). Minha mesa ficava bem na entrada da porta, então eu deixava os óculos escuros posicionados de um jeito que serviam como espelho retrovisor rs Eu via o imbecil entrar na sala, mesmo sem ter olho na nuca (como diria minha mãe, “o olho do cu é cego” rs).

 

A recepcionista, Lucia, é uma querida, tb existe de verdade. É a recepcionista até hj (!!!) desse jornal. O nome dela tem um acento que eu inventei, e por isso sempre pronuncio diferente (até hj, a gente mantém contato pelas redes sociais e ela é uma das que sempre comentam quando troco de foto de perfil no Facebook rs). Ela chamava o dono do jornal de “senhor Fulano”, muito fofinha, toda respeitosa. A redação tinha mil apelidos para ele rs Quem mais fazia escárnio da cara dele inclusive era a nossa editora-chefe (uma figura, voltamos a trabalhar juntas em 2016, numa campanha política). O menino que faz diagramação tb vive, mas ao contrário do carinha da história, é gente boa (embora punheteiro igual), e na vida real ele é que sobrinho do dono. Odeia o tio, a gente saía pra beber às vezes só pra falar mal dele rs Íamos sempre embora do trabalho juntos pq morávamos na mesma direção.

 

O que eu gosto de “Escrito na Gazeta” é isso: uma ideia central apenas, baseada em fatos reais, ainda que distorcida e fantástica, que se ramificou em 19 capítulos na semana passada (como se fosse ditado, eu juro!), e acabou ganhando um capítulo extra, que escrevi com todo o meu coração (o 11, que não à toa se chama “A inspiração” porque escrevê-lo foi mágico, e profundo, e me tocou tanto que chorei o tempo inteiro rs).

 

Na quarta passada escrevi um roteiro com uma frase identificando o assunto de cada um dos capítulos (com nome, outra novidade nos meus escritos), na quinta comecei a escrever, e se continuar no ritmo que estou, até segunda acabo o livro. Nunca tinha feito isso!

 

Em resumo (rs), é isso. Sou mais brisada que a Isa (só que raiz, pq não vaporizo) então se alguém perceber alguma brecha, do tipo falha, manda um salve! Vivo trocando os nomes das duas sem querer rsrs

 

Quem quiser, estou sempre à disposição (pode mandar comentário, e-mail, direct nas redes sociais, sinal de fumaça – alguns eu capto!rs) Estou aqui, para vcs! <3

 

Àquelas que aguardam atualizações de “Amor incondicional”, em breve voltamos! Vamos antes só dar cabo nessa história!

 

Beijos, seguimos!

 

 

 

Música do capítulo:

Lorde, Royals (https://www.youtube.com/watch?v=nlcIKh6sBtc)   

 

 

 

 



Comentários


Nome: Anna Hart (Assinado) · Data: 03/10/2021 05:07 · Para: Capítulo 9 – A ressaca

Oi!

Voltei =)

Que capítulo divertido, gostei bastante! Eu nunca usei maconha - sou muito careta em muitas coisas - mas tinha um colega de trabalho que fazia uso regular e havia casos constantes de desaparecimento de comida na geladeira do trabalho ahahha.

 

Tadinha da Lia, não se lembrar dos fatos nos passa a sensação de perda de controle - deve ser por esse medo que eu nunca me arrisquei. Teve uma ocasião em que quase fui, mas na hora apaguei o cigarro e ainda convenci a outra pessoa a joga-lo fora!

 

Lia está caidinha pela Isa, que ainda não me desceu (desculpa, desculpa). O pior é que tenho duas personagens nesse mesmo estilo da Isa (a Mia de Jantar às Oito, por exemplo), mas talvez a falta de simpatia seja porque só nos é apresentado o ponto de vista da Lia, então acabamos não criando uma identificação com a Isa... Eu acho. De certo modo, tanto a Lia quanto a Isa se identificam em muitas ocasiões com duas personagens minhas.

 

Também gostei de saber um pouco mais sobre sua relação com essa estória. As minhas não são baseadas em eventos reais, mas sempre procuro encaixa-las na realidade cotidiana, colocando as personagens em lugares comuns. Inspiração é uma coisa incrível, né? Surgem do nada e as vezes só se concretizam anos depois. Eu sou inspirada, geralmente, por imagens. Vejo uma imagem que me atraí bastante ou chama minha atenção e fico imaginando um enredo por trás dela. Acontece às vezes com música também. Aliás, Royals está na minha playlist! Minha namorada diz que se chama "baú da Anna" porque tem música desde 1980 até 2021. De Evanescence à David Guetta, passando por Flo Rida e por alemão negro que canta mambo em inglês ahaha bem eclético.

Mas foi bom sua conversa conosco, especialmente porque às vezes, nós escritores, temos a sensação de que não somos entendidos pelos outros. As pessoas não entendem o processo de criação, não temos como falar para alguém como os personagens surgem e tomam vidas próprias, nos transformando em meros digitadores, porque eles já decidiram como vão viver a vida deles. Só outro escritor nos entenderia e é difícil achar outro escritor para conversar ahaha.

Esse comentário está enooorme já, vou parar por aqui.

Por último, como comentei com você sobre um conto no qual a protagonista se chamava Élice (sei que vai entender ahah), a outra quase se chamou Isa! Mas no fim, decidi manter o original.

 

Beijos!



Resposta do autor:

 

Voltou, eeeeee!

E com comentário grande, urrul!

<:o)

Fiquei preocupada! Te dei um spoiler tão violento que depois pensei "pronto, perdi a leitora, minha nova amiga escritora" rsrs

 

Esse capítulo é divertido msm! Eu adorei escrever! Escrevi fumando pq sou dessas!

Acho que esse é um tema polêmico, mas quis abordar pq sou como a Isa: acredito que a maconha só não é legalizada por uma questão política. E assim como a personagem, comecei na adolescência, numa virada de ano, na praia.

No começo da minha vida adulta eu tive uma crise severa de estresse, e nessa época fui diagnosticada como bipolar. Tomei remédio por quase dois anos e, juro, foi o período mais sombrio da minha vida! Entendo que sao medicamentos que só com o tempo se encontra a dosagem certa (eu precisava tomar uma mistura de calmante e antidepressivo), mas no caso a cobaia era eu, e foi horrível. Descobri que ser normal é uó rs

Segundo o médico eu sou do tipo maníaca (um degrauzinho acima do normal - o degrau abaixo é quando a bipolaridade tende mais à depressão), então eu precisaria descer esse degrau (se eu quisesse rsrs). A maconha faz essa função, e sem efeito colateral. Só vejo vantagem!

Mas minha memória é espantosamente boa! Lembro de coisas que quem é careta já esqueceu rs

 

Eu acho que se a história se passasse do ponto de vista da Isa ela desceria mais facilmente! Mas temos até o fim da história pra te convencer de que ela é legal, né, quem sabe a gente consegue rsrs

 

Um dos meus autores preferidos, Gabriel García Márquez, se inspirava na sua própria vida para contar suas histórias. E ele sempre fez isso de maneira declarada, e as histórias dele (de literatura/realidade fantástica) são foda!

Não me comparando ao Gabo, mas tenho muitos elementos à minha volta que me inspiram, além de ter uma cabeça que não para, cada hora pensando numa brisa diferente rs 

Acho engraçado que depois as pessoas mais próximas de mim me perguntam "vc escreveu sobre mim, né?" ou "esse personagem sou eu, né?"rs E é, e às vezes nem é, mas fica parecendo.

Não sei como poderia ser diferente, mas nesse sentido, uma grande porcentagem da personalidade de todos os meus personagens sempre sou eu um pouquinho.

 

Minha playlist é variadíssima, e até um tempo atrás misturava música gringa e nacional. Mas aí uma amiga começou a seguir e reclamou rs Aí separei, mas é uma mistureba só! Amo anos 80, e rock, e indie rs

 

Concordo com vc: os personagens já nascem cheios de vontades, e às vezes só nos cabe digitar o que vem rs Amo!

É dificil msm achar utra escritora pra conversar, mas eu achei uma, que até me deu uma capa rsrs

 

Beijos!

 



Nome: NovaAqui (Assinado) · Data: 25/09/2021 16:13 · Para: Capítulo 9 – A ressaca

Acho que tudo vai dar certo! 

Como vai ser esse certo, só você poderá dizer

Legal você deixar um romance aqui

E outra coisa!

Quem chegar agora não vai conhecer um monte de autoras. Acho importante essa permanência aqui. A Cris poderia conversar com as autoras e chegarem a um denominador comum quanto a isso de deixar alguma coisa aqui. Para manter o site ativo e atuante e para divulgar novas autoras.

Eu conheci o abcles e outro site, mas tem um monte de autoras que não estão mais na ativa e pelo que eu ouvi falar, elas são ótimas. 

Não vejo problemas em não estar aqui. Cada um faz sua trajetória como achar melhor, porém achar um site com bons romances e ativo nas causas LGBTQIA+ é importante ajuda. Essa minha opinião pessoal. Não estou defendendo nada e nem ninguém. Sou uma leitora. Quando acho legal, compro um livro. 

É isso!

Viva a diversidade

Abraços



Resposta do autor:

 

Viva a diversidade! Sempre! 

Obs. Há plataformas que exigem a exclusão das histórias de outros sites, por exemplo, a Amazon. B

Beijos, até mais tarde!



Nome: NovaAqui (Assinado) · Data: 25/09/2021 11:05 · Para: Capítulo 9 – A ressaca

ESPETACULAR

Dois capítulos dentro de um capítulo.

O capítulo da história: Isa é muito gaiata. Curtindo com Lia kkkk a bichinha acordou se sentindo a mulher maravilha por ter ousado tanto, depois pegou a nuvem de chuva da família Adams, a autoestima voltou para o pé e só faltou dizer igual a hiena Hardy  "Oh céus, oh vida, oh azar, eu sei que nada vai dar certo”  rsrs aí a Isa, safada, fica curtindo com a Lia jkk e com a gente também. Eu só sei o queijo suíço da Lia e a Isa sabe tudo. Ela está deixando nosso tico e teco perdido. ( Sabe o meme da Nazareth? Desse jeito)

O capítulo da Caribu e quem a caribu usa: depois vou ler o prólogo novamente. Gosto do ser real e fictício. Para mim é legal ter uma referência a mais, além da que imagino. Eu particularmente gosto das referências baseadas em fatos reais. Saber que existe, que aconteceu é fantástico  e no caso aconteceu com você. Você abrindo sua vida para nós. É maravilhoso. 

Eu fico feliz também de ter um lugar para vocês darem asas a imaginação. Antes de conhecer o abcles e depois o lettera ficava esperando algum livro para ler. Não conhecia nenhuma autora. É bom ter uma casa e referências para não ficarmos nos sentido um peixe fora d'água. Só queria, desabafo, que as autoras que começaram aqui, continuassem a produzir conteúdo para o site. Mesmo que esporadicamente. Nem todo mundo tem dinheiro para comprar livros, e-book. Algumas leem escondidas, não saíram do armário, por não poderem se expor.  Um desabafo.

Feliz por você estar produzindo a todo vapor.

As músicas ainda não ouvi todas. Vou ficar te devendo Vou fazer como fiz com uma história da Nadine, No Encanto Da Ilha, vou baixar todas e criar minha playlist

Vou indo. Hoje o dia promete: partiu atividade na escola kkkk 

Bom sábado

Abraços quentinhos

 

 



Resposta do autor:

 

*-*

Isa é muito gaiata msm! Escrevi esse capítulo (e o próximo) dando risadinhas rs

E vc descreveu bem como tudo aconteceu rs Adorei! Ela começou se sentindo fodona, terminou achando que se fodeu rs

Ficamos, assim como a Lia, igual ao meme rsrsrsrs

Estamos quase na metade da história. Agora, ou dá tudo certo, ou desanda rsrsrs

Qual vc acha que foi o caminho que a história seguiu?rsrsrs

 

 

Eu amo tudo baseado em fatos reais, a começar por filmes, que são sempre minha primeira escolha. Os livros seguem no embalo!

Achei legal contar esses detalhes, do jornal e tal, justamente pra dar esse clima de verídico rs Gosto que as coisas sejam iguais, mas diferentes, e quando Lia e Isa estão lá, me transporto junto, de volta.

 

Eu fiquei pensando no que vc disse outro dia, e tb agora, e quero que seja a primeira a saber que, ao menos esta história aqui, vou manter no Lettera (msm depois que ele esteja sendo vendido). Quem precisar ler história de sapatão escondida vai achar esta <3

 

Agora vou produzir, que o trenzinho da inspiração passou cedo por aqui!

Boas atividades de escola!

Ótimo fds!

Beijos!



Nome: cris05 (Assinado) · Data: 25/09/2021 02:00 · Para: Capítulo 9 – A ressaca

SENSACIONAL!!!

Gente, como a Isa é terrível! Colocou um monte de pulga atrás da orelha de Lia, tadinha (e da minha também).

Sinto que o dia vai ser longo pra Lia. A bichinha nem vai conseguir trabalhar tentando puxar da memória tudo o que aconteceu.

Eita ressaca danada!

 

Sobre a playlist, era pra eu ter comentado no capítulo anterior e acabei esquecendo. Juro. Escuto todas. Algumas confesso que não conhecia, mas curti. A moça que digita (e que criou a playlist) arrasou!

P.S Eu também vibro muito quando recebo atualização do capítulo. Infelizmente nem sempre consigo ler na hora e aí fico me coçando rs.

Obrigada pelo seu carinho com as leitoras, caribu. Você é realmente [email protected]!

Beijos!



Resposta do autor:

 

Eita que esse dia vai ser longo msm rsrs 

Acho que a Lia contou absolutamente tudo. De verdade rs 

E a Isa se aproveita rsrs 

São fofinhas né  <3

 

Que bom que ouve as músicas, fico feliz de saber!  

Fico só me perguntando se "a moça que criou a playlist" é mais uma personalidade manifestada rsrs 

 

P.S.: vc é sempre mto querida, desde sempre <3 

Beijos, até amanhã!



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