Fronteiras por millah


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Eu nunca tinha bebido nada na vida e quase nunca via minha mãe bebendo e ver que ela queria se divertir pelo menos uma vez na vida sem preocupações e ainda mais para me animar eu vi o quanto aquele olhar pensativo para mim representava.

--amanha Mari tem aula então..nada de extravagancia.—minha mãe baixou a regra.

--isso!!!agora a gente vai poder dançar de novo!—Lina falou e eu fiquei vermelha de vergonha ao lembrar.

--que historia é essa?!—minha mãe perguntou curiosa e nisso Marga lançou um grande suspiro ao meu lado já me soltando para seguir ate minha mãe.

--vou adorar te ver dançando de novo. Como nos velhos tempos.—Marga falou e minha mãe controlou o máximo que pode o sorriso que se abria.

Seguimos ate o baile e a praça estava lotada e as luzes e toda a mudança no visual eram nítidas. De luzes ocidentais fomos a fervorosa noite latina de canções calientes e Lina já tinha segurado minha mão e me levou ate o bar. Meus olhos perderam Marga e minha mãe na multidão mas pareciam conversar tranquilas da ultima vez que as vi.

Eu sequer entendia minha preocupação quanto a isso e tentei esquecer, Marga era dona do morro então com ela nada a aconteceria. Nada.

--sério que nunca bebeu nada?—perguntou Lina e neguei com a cabeça. —(rs) to vendo que vai ser interessante.

Chegamos ao bar e Lina pulou a bancada deixando o dono do bar de olho nela. Se fosse qualquer outro, talvez ele estivesse surtando, mas Lina era como o braço direito e o esquerdo de Marga então ele apenas deixou ela se divertir catando algumas frutas e dois copos para os drinks.

--você tem que tomar isso. Eu fico toda molhadinha depois da segunda dose.—Lina era rápida preparando os drinks e era divertido acompanhar tudo.

--(rs) Lina eu acho que não é uma boa ideia.

--qual é?!só pra dar uma animada.—enquanto ela falava manhosa eu via a quantidade de garrafas que já tinha passado pelas mãos dela e a mistureba que ela fazia dentro daqueles dois copos já estava me preocupando.

Ela empurrou um copo na minha direção e o outro ela entornou com um gole. Meu fígado ia embora depois disso.

--eu nunca bebi e provavelmente vou morrer depois disso.

--para Mari, deixa rolar.eu to aqui não to?sua mãe,Marga.vai na fé.

Parecia realmente que estava tudo seguro. Peguei o copo e com cuidado bebi mas isso não evitou da minha garganta quase pegasse fogo com o sabor do álcool e das frutas me ferrando goela abaixo.

Lina riu da minha careta e ficou ali com as mãos no queixo me encarando a sorrir. Ela tinha o sorriso de menina marota pronta para aprontar.

--o que foi?—perguntei.

--você se preocupa com Marga. Tirando sua mãe e eu...isso me surpreendeu. Quando eu vi aquela policial disfarçada puxando papo contigo eu pensei que ia ter que te dar uns tapas, mas...você contou a Marga. Contou a Marga para ficar esperta. Ate Marga estava surpresa.

--não sou x-9 mas não é porque fiz isso que to do lado de vocês.

--aham,claro.você é uma cidadã de bem.(rs) mas foi bom ver que antes de qualquer coisa você pensa em nós..Marga é como uma irmã pra mim. Jamais me perdoaria se algo me impedisse de ajuda-la.

--como a conheceu?

--ela não contou?(rs) eu morava na rua. Perdi meus pais para as drogas e acho que nem se eu os achasse novamente eles me reconheceriam. Era apenas eu e minha sombra quando vivendo mais um dia de roubos no engarrafamento do túnel da rodovia bem ai ao lado do morro que eu e minha mente brilhante inventamos de roubar o carro dela. Ela sequer hesitou quando botei o ferro na cara dela. Eu ia atirar mas aquele olhar desafiador me fez ficar com medo se errasse. E ela bem calma sorriu pra mim e saiu do carro. Me deu a chance de tentar, eu paralisei porque no mínimo eu conseguia algumas carteiras, outras vezes algumas joias mas o carro dela era tão foda e no engarrafamento parado ela disse. “Leva.”(rs) eu tava com tanto medo dela que ameacei atirar e ela me provocou, ela queria muito que eu atirasse com aquele sorriso na cara. Ela ficou lá pedindo,atira!anda atira!e eu engatilhei a arma e porra quando ela disse que eu não tinha coragem eu atirei. Meus ouvidos se prenderam no barulho do túnel e...ela ainda estava lá de pé.eu tinha errado e ela (rs) nem havia se mexido..

--você quase matou ela..

--(rs) cheguei nem perto.eu errei. Ela me contou que ninguém teve coragem para isso.

--que besteira isso.

--ela é a Marga garota, todo mundo teme ela e no começo não era diferente.eu fiquei apaixonada.(rs)

--você vê nela uma heroína.

--ela foi para você naquele casebre com aqueles caras porque por mim..eu tinha ficado no baile. Agora entorna tudo isso ai e vamo pra pista. Vai!—peguei o copo mais uma vez e antes de sentir mais um golpe do álcool virei meu olhar para minha mãe no meio da praça dançando com Marga e a conversa parecia ter sido esquecida com elas dançando animadas e bem coladinhas.foi um motivacional. Virei o copo sob aplausos da Lina que já me puxava para dançar.

--vamo dançar daquele jeitinho que te ensinei ok!—Lina tava animada e ela me levou para bem perto de Marga e da minha mãe. Eram apenas alguns três metros de distancia mas que me inibiram.

Lina já tava toda empolgada assim como minha mãe e Marga.

--anda se solta e dança comigo.

Lina me fazia rir e acabei cedendo. Ela me pegou pela mão e começamos a dançar aqueles hits latinos mais uma vez. Ela requebrava com aquele quadril e me rodopiava e sua pegada na minha cintura era impressionante. Estávamos rindo de nós mesmas tentando dar nosso melhor e ate me esqueci do casalzinho que de vez ou outra lançava seus olhares sobre nós. Dona Helena não queria se divertir com Marga? Eu só digo bom proveito e meu pensamento ate que deu certo já que elas se afastaram da multidão que dançava e escolheram um banco da praça para conversar. Marga podia estar de olho em nós mas estava ali atenta a conversa da minha mãe. Por que eu me preocupava tanto com isso??era ciúmes da minha mãe ou o quê?!

Liguei o foda-se e dancei com Lina do jeito que eu queria.

Lina era mais alta do que eu então me dominava com seus passos e como ela mesma tinha dito aquela bebidinha estava começando a fazer efeito. Meu corpo já estava ficando quente da dança e devo dizer que aquele drink só ajudou a intensificar.diminui nosso ritmo e Lina me envolveu nos seus braços me abraçando por trás.

--você realmente aprendeu a dançar garota.

--você é uma boa professora.

--eu vou pegar mais um drink pra mim.quer mais um?

--acho melhor não, minha mãe vai surtar se amanha eu faltar aula.

--amanha é sexta!

--amanha é quarta.

--só mais uma dose.

--Lina eu não vou ficar molhadinha se é isso que ta querendo.

--eu??jamais!!credo!vê você..molhadinha e toda cheia de tesão??..isso não é pra mim.—olhei para ela sobre meu ombro e aquela carinha estava ansiosa para aprontar.tava na cara que ela estava gostando de mim além do que devia. Ela olhava para minha boca e voltava aos meus olhos e quando isso se repetia em questão de segundos dava pra sentir o quanto a vontade que ela tinha de mim crescia.

--só mais uma dose.—falei e ela animada saiu em busca dessa dose. Ela me animava mesmo com meu estomago me pedindo arrego com isso.

--se divertindo?—a voz de Marga ao meu lado fez meu coração disparar com o susto e ela já muito curiosa me olhava desconfiava e também tentou achar Lina na multidão.

--o que foi?—perguntei a Marga e sua cara cheia de seriedade e cabeça cheia de pensamentos maldosos pelo visto me fitou.

--cadê ela?

--foi buscar mais um daqueles drinks dela pra mim.

--(rs) você gosta né?

--é só um drink.

--deveria ter negado. Amanha tem aula.

--parece que tudo que faço te incomoda..

--não, só essa parte. Não quero que pare na cama dela.

--por que se incomoda tanto com isso? Estamos começando a nos entender e o que é ótimo e é somente isso!

--(rs) ela vai te comer todinha e você não vai nem conseguir andar amanha se continuar assim!

--nossa que exagero. Olha, sei que faz isso por causa da minha mãe e eu sei mais do que ninguém que ela ta te deixando louca principalmente agora. Então vai lá, sobe para sua casa e fica com ela de uma vez e me deixa em paz!—isso saiu de mim quase como um fardo pesado que eu estava cansada de carregar e saber e pelo visto me deixava tão nervosa que saiu da forma mais zangada possível.eu via isso no semblante dela me olhando raivosa calada como a porra de um bloco frio de gelo.

--é, seria uma boa subir e ficar com sua mãe, mas to aqui enlouquecendo com você! Querendo o melhor para sua buceta e toda essa sua marra acabaria em um piscar de olhos se me visse subindo com ela.

--(rs) vai em frente...eu sei perfeitamente quando minha mãe esta afim de algo e infelizmente é de você. Então só..me deixa em paz!

Ela me olhou com toda aquela seriedade e um pingo de surpresa quando acenou com a cabeça.eu nem sabia se pedir aquilo era bom mas me preocupava com todo o resto que viria mas eu não queria que ela fosse.

Ela sorriu e Lina voltou com mais dois copos na mão.

--se o seu objetivo para hoje é deixa-la bêbada vou cumprir o que falei e cortar os seus dedinhos. Eu não quero problemas com a Helena.—dissera Marga e Lina logo se preocupou ao chegar.

Lina e eu trocamos um olhar mas somente Lina soltou um riso que logo ela conteve.

--eu vou tomar os dois se esse é o problema..—Lina falou porem Marga tomou os dois copos das mãos de Lina e os derramou no chão.

--quero você em alerta e sabe bem o porque.—retrucou ela devolvendo os copos vazios a Lina.

--desculpa Marga isso aqui nem arranha.

--com essas festas não duvido nada que aja infiltrados por aqui. Depois daquela Alice eu não duvido de nada. Amanha quero resolver a parada dos portões o mais cedo possível.

--certo.

--que portões?—perguntei curiosa.

Marga me olhou pensativa e Lina em seu silencio só confirmou que elas estavam pensando em mais alguma coisa para o morro e isso já era obvio demais. Minha mãe logo apareceu com uma garrafinha na mão e ela parecia animada.

--ai estão vocês. Já tinha um tempo que eu não vinha aqui e toda essa energia boa era o que eu precisava pena que meia hora de dancinha seja o suficiente pra mim.(rs)—disse ela com um sorriso largo e ate cansada.

--cala a boca você ainda é gostosa.fala como se fosse uma velha acabada.—Marga puxou minha mãe pela cintura e eu quase tive uma sincope. Foi um alivio ver ela beijando apenas sua bochecha e eu queria muito não sentir tanto ciúme assim dela mas tava pesando.

--ta calor né?—falou minha mãe separando-se de Marga.—que tal um sorvete?

--sorvete?

--sorvete de responsa só la no russo.—respondeu Lina.

--eu não vou lá no Russo.—falou Marga a Lina.

--é o melhor sorvete.—retrucou minha mãe.

--é do outro lado do morro.—respondeu Marga.

--eu pego o carro.

Marga parou Lina e tomou as chaves da mão dela.

--eu pego mas vamos para casa. Manda o Russo deixar lá em casa.

--aah qual é Marga. Só pra fechar nossa noite.—minha mãe estava empenhada em fazer Marga mudar de ideia já que para ela parecia ser mais difícil de negar.--Ah vamos Marga.eu pago essa rodada.

--sorvete de graça??!—Lina me fez rir com sua empolgação.

--não mime ela Helena. Vai ficar mal acostumada.—respondeu Marga encarando Lina.

--Hey!!

Marga não demorou em voltar dirigindo seu carro. Era um jeep preto e deveria ser caríssimo.

O vidro da porta do motorista se abriu e ela nos olhou.

--vambora.só você mesmo pra me fazer ir de carro comprar sorvete Lina.

--(rs) eu sei que você me ama.

Entramos e minha mãe preferiu o banco da frente ao lado de Marga e Lina eu ficamos com os bancos traseiros todo nosso. Era obvio que dos poucos minutos dali pra lá Lina ia me contar mais uma de suas historias engraçadas e por incrível que pareça ela conseguia me fazer rir como ninguém.

--então eu corri e esse cachorro me seguiu sete quadras ate perceber que minha bundinha ele nunca ia morder.

--(rs) essa foi a coisa mais maluca que eu ouvi.—falei a ela realmente surpresa com toda aquela historia.

--fazer o quê?era um pé de goiaba e elas eram enormes.eu tinha que tentar a sorte.—respondeu Lina bem convicta daquela maluquice.

--quase perdeu a vida por causa dessa porra de goiaba.—disse Marga não deixando de mostrar que em cada aventura doida de Lina ela também estava presente.

Chegamos lá na sorveteria do Russo e poderia ser interessante para Marga chegar atraindo olhares mas para mim e minha mãe foi algo inusitado.de sorrisos a rostos preocupados eles nos encaravam em silencio. Estava cheio de famílias e alguns adolescentes reunidos em um grupão, ate velhinhas pararam suas conversas ao nos ver. Eu entendia estar daquele lado. Eu fugia toda vez que ela aparecia porque sempre dava problema e eu percebia que desde que chegamos ela pisava em ovos por nossa causa.

--eu quero cheescake.pede cheescake.—falou Lina ao ouvido de Marga acompanhando seus passos.

--você veio aqui atrás de sorvete safada.—respondeu ela a Lina.

--ué vamo aproveitar né?!já que a mãezona vai pagar tudo!

--mas vamos com calma ok.eu não dormiria se não pagasse algo hoje. Já fazia tanto tempo que eu não saia assim com Mari, pra dançar e se divertir..—minha mãe sorriu pra mim e era obvio que isso me alegrava pois eu sabia o quão raro era passeios como aquele.

--sabe que poderíamos aproveitar bem essa noite mal dormida.me deixa pagar vai..—Marga recebeu o olhar repreensivo da minha mãe. Como se ela fosse aceitar essa facilidade.

--não! Jamais me perdoaria.—respondeu ela.

Ver a cara de Marga toda boiolinha com minha mãe negando algo a ela só me dava a certeza que se fosse por Marga elas já estariam na cama junto desse sorvete.

Cheguei a bancada e eram tantas opções a mostra na vitrine, dentre doces e bolos e os sorvetes decorativos, sorte que o Russo chegou para nos atender.

--Ora,ora.pensei que o dia terminaria sem perdas e vocês me aparecem.—a voz grave com sotaque se fez presente no salão.o cara era uma parede humana mas o avental tirava todo medo que alguém poderia ter dele.

--hoje eu só vim atrás de comer mesmo Russo. —respondeu Marga tranquila que não haveria confusão.

--e eu estou aqui para assegurar.—completou Lina.

--assim espero.

O Russo era um cara grande e parrudão e como o próprio apelido diz ele era russo, que com as dificuldades da vida o trouxeram para este morro. Ele era um cara legal, gentil com as crianças e fazia a alegria de todos quando o assunto era sorvetes e confeitaria. Ele tinha os melhores bolos, os melhores doces e claro sabores de sorvetes que nunca acabavam.

--escolham a vontade levarei tudo a mesa de vocês.—dissera ele orgulhoso do seu grandioso cardápio.

--tão atencioso. Naquele dia foi diferente.—Marga escolheu a mesa e logo puxou a cadeira para de sentar.

--claro que foi Marga! Você congelou um cara lá dentro!—Russo foi enfático.

Eu senti os olhares de todos no salão mas com Marga também reparando todo mundo preferiu continuar a comer.

--foi divertido.—Lina retrucou rindo sentando-se ao lado de Marga e Marga não resistiu em soltar um sorrisinho contendo o riso.

--congelou um cara aqui?—perguntei me aproximando e minha mãe já estava atenta ao papo.

--ele tentou me roubar.—justificou ela deixando tudo mais problemático.

--o que??—perguntou minha mãe.

--relaxa, ele era um cara mal. Pena que a gente também!(rs)—Marga parecia que adorava ser a garota má quando bateu na mão de Lina.

--perai,ele morreu em um freezer seu?—perguntei ao Russo e ele ate pigarreou para que os outros clientes não ouvissem.

--eu tive que joga-lo fora! Um freezer de dois mil!!novinho!—respondeu Russo e deu pra sentir sua dor.

--ta ta ta.foi triste para ambos mas é o que acontece quando me irritam e ainda tentam me roubar.—respondeu ela já cheia daquele papo.

--o que ele roubou?—perguntei e ela me lançou um olhar mortal.

--não te interessa. Agora façam logo os pedidos.—Marga pegou o cardápio e entregou a Lina e para minha mãe que sentava-se do seu outro lado.

 --não vai comer?—minha mãe perguntou a Marga e ela sorriu virando-se a nós.

--me surpreendam.

--(rs) ela acha que esse charme funciona.—disse minha mãe baixinho pra mim e aquele sorriso tava me preocupando.

--não?—perguntei de volta no mesmo tom.

--(rs) não faz isso ok. não me joga para cima dela.—sussurrou ela quase muda.

--ela anda se preocupando demais comigo.—retruquei mais baixo ainda enquanto Lina tinha a atenção de Marga na mão.

--por uma boa razão.—me respondeu minha mãe para minha surpresa.

--fala sério.

Nos viramos e encontramos Lina ditando sua lista de pedidos então tentei escolher meu pedido.

--eu só quero que não caia na de Lina.—de novo minha mãe com isso.

--Jesus. Ela...não me parece tão ruim,e se eu gostasse não seria com ela minha primeira vez no mundo lésbico!

 --pelo menos isso!

--acho que por hoje é só.—disse Lina terminando seu pedido e paramos nossa conversa paralela.

--Amem agora podem escolher seus pedidos?

--eu quero sorvete de brigadeiro com serenata.—escolhi passando a vez para minha mãe.

--eu quero...sorvete de morango com...limão.—dissera ela ao Russo.

--morango e limão?(rs) com mais de cem sabores você escolhe os mais óbvios?—perguntou ele nada surpreendido.

--(rs) Helena sempre foi old school.—a voz feminina que deixou os fundos da loja era da bela morena de dreads longos no cabelo e um vestido que só realçava suas curvas. Era a Rita mulher de Russo.

--viu só Mari a Rita me aceita do jeito que eu sou. Morango e limão são uma delicia ainda mais com um pedaço de seus maravilhosos bolos depois.—disse minha mãe a recebendo com um sorriso amigo.

--(rs) é bom ver vocês duas se divertindo além de trabalhar e você estudar. Mesmo...acompanhadas dessas duas ai.—Rita sorriu porem não muito vendo nossas companhias.

--estamos passando um tempinho com Marga e já peço desculpas pelo..

--pelo cara morto no freezer? Deixa minha querida. Eu fiz Marga nos dar um freezer novo. Essa parte da historia ninguém conta né?—ela olhou para Marga e esperou uma resposta com um sorriso provocativo no rosto.

--gosto da parte que você não foi implorar isso para ela.—Russo falou e Marga adorou.

--é o que meu bem?!Eu, Rita Barbosa deixar Marga me pisar? (rs) comigo não. Ela sabe bem que eu odeio esses atos imprudentes que ela apronta aqui no morro. Faz todo mundo pensar que ela é uma maluca desgraçada. Ela já escolheu o pedido dela?—perguntou Rita espiando o bloquinho do Russo.

--hmm ela me pediu para escolher.—respondeu minha mãe ainda deslumbrando o cardápio.

--sabe o gosto dela mãe?—perguntei e o sorriso alegre não deixou seu rosto.

--(rs) Marga diferente de você come de tudo mas como hoje ela ta cheia de regrinhas para este encontro eu vou escolher para ela o sorvete de vinho e frutas vermelhas.—minha mãe escolheu e Rita acenou.

--(rs) para a Madame o melhor né? Traremos tudo daqui a pouco.

Rita botou o russo para trabalhar e Lina cochichou algo no ouvido de Marga e elas riram.

--o que foi?

--nada não, só lembrando o quanto Rita a cada dia fica mais gostosa.—Lina comentou quase saboreando cada palavra e Marga não escondeu seu olhar a mim. Parecia que ela achava mesmo que eu não sabia a fama de Lina, a pegadora desapegada do morro.

--tira o olho, a morena já é bem comprometida.—disse minha mãe a ela porem o sorriso malandro não deixou o rosto de Lina.

--homens vem e vão já mulheres..—Marga só precisou de um olhar para chamar a atenção da minha mãe que a estapeou com o cardápio.

--nem começa Marga!

--sua mãe era doidinha por mim.—dissera Marga pra mim. Ela só podia estar me zoando.

--(rs) não sei onde.—respondeu minha mãe desconfiada das boas palavras.

--ela me converteu sabia.

--mas olha, isso é mentira!

--(rs) de mulher eu só beijei você.

Os olhares que elas trocavam só faltavam sair faíscas e por alguma razão, algum devaneio meu eu me sentia culpada por permitir me calar quando isso acontecia. Era ciúmes demais para uma só pessoa como eu e depois do que falei para Marga, deixei o caminho livre para ela. algo em mim não se conformava e não estava nada bem.

--ela tinha potencial de me ajudar em muita coisa nesse morro...—Marga parecia perdida em meio a tantas lembranças.

--eu não poderia te ajudar com tudo Marga..eu sabia que não.eu não teria coragem de congelar uma pessoa ou muito menos fuzilar pessoas.—minha mãe respondeu e eu vi Marga se perder naqueles pensamentos e deu pra sentir que minha mãe atingira um ponto critico nela.

--fizemos pelo morro. Para proteger essas pessoas.—disse Marga séria ate demais e isso tirou todo sorriso daquela mesa.

--poderiam ter terminado diferente. Não poderia?—tristemente minha mãe respondeu.

Marga permanecia pensativa e em seu silencio apenas acenou confirmando. Seus olhos brilhavam para a imagem da minha mãe. Ela era justa e certa em muitos aspectos e aquela conversa a fizera entristecer. Não era o que eu queria.

--Marga você dança muito mal.—falei e com isso minha mãe caiu na risada.

--eu não!—respondeu ela entendendo bem do porque daquele comentário.

--nisso eu concordo Marga.--Lina continuou e Marga olhou para ela e a viu as gargalhadas ao seu lado.

--o que?

--tem que ser mais sensual cara. Rebolar um pouquinho mais.—explicou Lina remexendo na cadeira enquanto que Marga apenas a encarava.

--(rs) era só o que me faltava.

--eu te dou umas aulinhas depois.—respondeu Lina adorando zoar Marga.

--falou a dançarina do Faustão.—retrucou Marga e essa eu quase gargalhei.

--Mari ta de prova que eu danço bem né garota?!—ela falou tão serio que tive que parar de rir.

--ela dança bem.—confirmei deixando Lina toda serelepe.

--(rs) agora vai ser assim?

--se quer saber sempre gostei do seu jeitinho de dançar.—minha mãe falou e Marga sentiu-se maravilhosa ao erguer a cabeça orgulhosa.

Logo Rita veio desfilando pelo salão trazendo nossos pedidos.

--espero que esteja no “nível” da dona do morro.—dissera ela em tom de ironia porque tudo estava lindo naquela bandeja.

--sério que ainda esta brava com o cara picolé? Isso é passado e se me lembro bem você gostou muito do freezer novo.

--toma!—brincou Lina.

--sabe que poderia ser genial nisso tudo mas se perde quando se trata desse seu temperamento.—reparei em Rita e realmente eu concordava com ela mas Marga suspirou e ate fingiu que dormia no banco com o discurso moralista.

--mais essa agora. Eu não quero me candidatar a prefeita não Rita. Não ficando no meu caminho você já ganha mais um dia de vida.—retrucou Marga e o tom já era de ameaça.

--ta vendo? Ela não vai aprender.

--e nem quero.

--você precisa de Jesus Marga.(rs) aproveitem.

Lina já devorava seu cheesecake com a calda vermelha brilhante que abria nossos estomagos pelos olhos. Minha mãe já cobria suas bolas de sorvete com calda de morango e claro eu já devorava o meu de brigadeiro.

Diferente de nós Marga ainda examinava seu sorvete curiosa pelo sabor mas sem ousar prová-lo.

--anda, come logo isso porque eu escolhi muito bem o seu sabor.

Ela pegou uma colher e provou primeiramente o sorvete de vinho e seu olhar tão bem delineado focou na minha mãe e seu sorriso no cantinho da boca se abriu.

--você se lembra?

--que é o seu favorito? Claro.(rs) cada mania, cada detalhe..—quanto flerte e olhares de admiração. Elas duas seriam fofas se não fosse a Marga.

 --o outro é de quê?—perguntou Lina roubando uma colher do sorvete de limão dela o que fez Marga olhar para ela desacreditada.

--esse limão é cremoso demais.

--da pra parar de comer minhas coisas?—reclamou ela e Lina riu da cara brava de Marga.

--ou o que?

--vou começar a comer as suas.—Marga roubou um pedaço do cheesecake e Lina achou um absurdo. Claro que as carinhas bravas não deveriam ser levadas a sério já que minha mãe olhava para elas bobamente com um sorriso no rosto.

Eu deveria aproveitar talvez. Lina e Marga pareciam outras pessoas quando sorriam, pareciam inofensivas. Minha mãe já estava na delas e eu ainda ali temendo cada movimento meu.

De repente senti o puxão no banco me aproximando mais de Lina e ela não se fez de tímida ao colocar seu braço sobre meus ombros quando enfiou dois dedos no meu sorvete para provar.

--o seu também é bem gostoso.—olhei para minha mãe e ela permanecia calada a nos olhar com a mesma cara boba para Marga.

 --e ainda dizem que sou eu que caio no papo dela.ta vendo né mãe?

--não vê não Helena.—Lina pegou a colher e pegou um bom bocado do meu sorvete.

--(rs) você vai comer todo meu sorvete?!—perguntei a Lina e ela de boca cheia apenas negou balançando a cabeça.

--você não viu nada. Lina é um saco sem fundo.—avisou Marga porem pensei em algo melhor.

--que tal um desafio? Quem come primeiro.—falei e ela logo se alertou.

--eu topo!!—prontamente Lina respondeu.

--então larga meu sorvete. Vai sobrar alguma coisa dai?

--eu fiz um favor pra você. está em vantagem.

--(rs) não vejo por esse ângulo.

--po popó. É assim que você fala agora? Pó po po po!!—Lina imitava direitinho uma galinha e estava atiçando meu lado competitivo.

--eu cedo meu sorvete para isso!—minha mãe passou sua cumbuca de sorvete e Lina se animou.—vamos ter uma competição justa aqui.

--essa eu quero ver.—Marga ate sentou-se melhor para nos assistir.

A noite estava maravilhosa para me preocupar então seria uma boa aproveitar pelo menos uma vez.

--ta bom Lina,vambora.

Ela bateu palmas e nos preparamos. Minha mãe por outro lado fez a contagem e quando ela deu a largada Lina e eu começamos a devorar nossos sorvetes, mas ela era rápida demais e era impressionante, minha mãe ria da minha cara pasma e Marga não resistiu, ela tinha um sorriso lindo e contagiante e quando focou em mim parecia que ela era outra pessoa e essa pessoa era algo que me fez pensar no quanto ela mudaria por nós.

--PERDEU!!—Lina gritou em meio a palmas da minha mãe me tirando daquela hipnose proporcionada pelos olhos de Marga.

Lina me zoou e me zoou mais ainda quando saímos da sorveteria do Russo. Porém apesar da chatice boa dela no carro bagunçando meu cabelo como se fosse uma irmã mais velha encrenqueira.

Chegamos na casa de Marga por um caminho estranho que nunca vi mas nada me surpreendia. Depois que ela guardou o carrão na garagem deixamos o carro sendo acompanhadas por Lina ate a casa.

--você sabe bem o caminho para a sua casinha.—falou Marga a Lina.

--ah qual é! tava legal demais para ser verdade.

--veja para mim aquela parada. Pode ser?—aquele papo da Marga com a Lina me chamou a atenção. Que parada era essa?

--pode deixar. Boa noite dona Helena.

--boa noite Lina.

--boa noite linda.

Eu olhei para Lina e ela era apenas sorrisos quando partiu não esperando uma resposta minha.

--ela ta xonadinha em você e isso ta me deixando bem preocupada.(rs)—minha mãe esperou um sorriso meu mas não adiantou.

--para com isso. Já falei que isso não vai rolar.—respondi.

--e que parada é essa Marga? Parece bem interessante.—minha mãe se aproximou dela abrindo a porta e Marga lançou seu olhar a ela sem muitas escolhas a não ser responder.

--portões.—dissera ela somente destrancando a porta.

--para o morro?

--é..

--só falta isso para sua fortaleza impenetrável né?—falei e era impressionante como Marga queria transformar o morro em uma prisão controlada por ela.

--(rs) falou a garota da boca toda manchada de sorvete.—ela falou e claro no mesmo instante passei a mão mas em vão porque ela ria da minha cara.

--ai gente, acho que nem vocês acreditam mais nessa birrinha de vocês. Amanha tenho trabalho e você aula.

--é o jeito que sua filha escolheu me amar. Fazer o que?—Marga pegou um cigarro do bolso e o acendeu e minha mãe depois de um beijo na minha bochecha seguiu seu caminho para o interior da casa.

Estava fazendo frio mas mesmo assim a vista a noite daquele ponto do morro era incrível. Era como ver o mundo de cima com todas suas luzes, todos os seus efeitos.

--o que foi?—perguntou Marga e eu fiquei desacreditada.

--nunca percebeu a vista que tem daqui?—ela lançou seu olhar a toda a paisagem e seu semblante cheio de seriedade continuou o mesmo ao soprar a fumaça de seu cigarro.

--...me parece normal.—respondeu ela e era como falar com um bloco de gelo.

--(rs) deveria usar mais sua sensibilidade para mais coisas. Tipo quando...você sorriu. Parecia...diferente.

--que merda é essa?(rs) tipo ser como você?

--só um pouquinho.

--para que? Perder minha pose de bandida? Não. Demorou muito para me tornar o que sou. Você bem que gostaria da madrasta boazinha.—ela sorriu e mesmo negando esse lado dela não me impediu de olhar para ela da mesma forma.

--foi loucura a minha pensar que por alguma razão você ainda pudesse ser algo próximo a isso..mas hoje ate que foi..legal. Ela nunca teve tempo para sair assim comigo e quando tinha mal gastávamos, e ela se preocupava sempre com o dinheiro e quando sorria era para me agradar. A cabeça dela vivia cheia de preocupações. Hoje ela sorriu de verdade.eu agradeço.

--...ela sabe que agora se ela quiser ela não precisa se preocupar com mais nada na vida. Aliás, vocês duas. Só precisam ficar..—Marga me olhou e ela realmente esperava que minha resposta fosse bem diferente da qual eu já tinha e era estranho ela querer ouvir isso logo de mim e não da minha mãe já que era ela a quem tanto interessava. Eu nem mais sabia.

A pose de bandida estava a um fio de sumir com aquela esperança e apesar da noite maravilhosa eu não poderia me esquecer de que ela ainda era Marga mesmo não entendendo tudo aquilo que eu tanto sentia por ela.

--não da.—falei e isso foi um alivio.

--claro que da.—retrucou ela insistente.

--e tipo ate quando? Ate você ser presa, ou melhor, minha mãe se machucar?

--eu jamais permitiria isso!

--isso não depende apenas de você Marga. Estamos aqui por não ter para onde ir e o tanto que esta nos ajudando nisso você tem meu total respeito, mas não dá para esquecer de onde tudo isso vem ou do que você faz. O essencial é legal mas é só isso.um dia iremos embora, eu não posso me esquecer disso.

Eu entrei e ela ficou lá fora com seus cigarros e pensamentos e foi assim que vi ela pela ultima vez naquele dia já minha mãe fez uma visita surpresa no meu quarto antes de dormir.

--vim te dar boa noite.(rs) hoje foi bem divertido.—minha mãe estava radiante mesmo tão cansada.

--isso tenho que admitir. Ela se esforçou. Ambas.

--sabe...eu queria muito que ela fosse assim vinte e quatro horas por dia mas sei que é impossível. Era algo que eu amava nela. Ela sabia me fazer esquecer todo o resto, todas as preocupações.

Olhei para ela e a vi no meio do quarto bem mais que pensativa olhando para o nada antes de me encarar. Eu gelei porque sabia bem o que isso significava mas ela sorriu e veio ate mim.

--ela gosta de você. Da pra ver quando ela te escuta e se preocupa. (rs) queria que isso tivesse acontecido desde que você nasceu. Que ela tivesse escolhido a gente ao invés de tudo isso.—minha mãe conseguiu me assustar falando daquele jeito. Ela buscou minha cama para sentar e balançou a cabeça a negar, talvez se lembrando de todas as vezes que pediu a ela para esquecer essa vida de crimes.eu sabia que sim. Minha mãe dificilmente lamentava-se de algo porque na maioria das vezes fazia o que era certo.

--foi por isso que desistiu dela?—perguntei ate temendo o resultado mas ela suspirou e olhou pra mim.     

--o que você acha? Você não viu nenhum pouco do que Marga é capaz de fazer. Ela preferiu estar nas sombras nos vigiando de longe, fazendo mil coisas para conquistar o que quer..e nada teve sentido além do dinheiro. Hoje ela me fez lembrar os bons tempos.

--vou te dizer a mesma coisa que falei para ela. Faça o que tiver vontade eu..vou tentar não me intrometer e vou focar nos meus estudos.—ela olhou para mim abrindo seu sorriso tão belo quanto surpreso e passou a mão no meu rosto.—esqueça por um dia quem ela é e escute seu coração.—aquelas palavras saíram pesadas da minha boca e uma dor no meu peito de estar entregando a coisa mais importante para mim para Marga se mostrou tão forte que foi dizer o quanto isso me afetava.

Minha mãe agora tinha olhos brilhantes e um sorriso de liberdade. Ela me beijou e saiu do meu quarto me dando boa noite bem animada. Ela estava feliz e eu deveria também ficar.

Exalei fundo e fui ao banho. Minha mãe estava feliz porque ia tentar a sorte com Marga e estava tudo bem. Eu tinha que fazer disso meu mantra. Eu tinha que pensar que ela estava feliz para que eu pudesse ficar feliz e mesmo que eu tentasse ficar algo em mim estava surtando. Eu no fundo sabia que não me sentia feliz. Toda aquela agua não estava me ajudando.

Parecia que algo terrível ia acontecer e era um sentimento tão estranho que não queria sair de mim mesmo pensando mil coisas boas depois do sorriso da minha mãe. Vesti meu pijama e eu me olhava no espelho a me pentear e eu via no meu rosto a minha tristeza. Eu sentia que não estava bem.

Apaguei a luz e tentei esquecer que a essa hora ela estaria lá no quarto da Marga e isso me estremecia, me fazia deitar na cama e não ter um pingo sequer de sono. O que elas estariam fazendo naquele quarto? Ate minha respiração estava pesada ao imaginar, os lençóis que me cobriam estavam quentes porem eu os queria mais próximo de mim apenas para me sentir abraçada quando meus olhos que já cheios quisessem transbordar.

--o que ta acontecendo comigo? Por que eu ligo pra isso!?

Me virei de um lado a outro. Olhei para o teto tentando achar respostas mas nada além do silencio.

Poderia não ser hoje, poderia nunca acontecer. Era amizade como minha mãe sempre dizia. Mas foi a musica ligando em meio aos meus pensamentos em desordem que me fizeram travar.

Por que a essa hora ela iria ouvir musica tão alto dentro do quarto? Marga estava me fazendo surtar em meio a uma crise de ódio e ansiedade. Me faltava ar e muita indignação no peito. Poderia ser qualquer uma mas tinha que ser minha mãe. A única pessoa que eu não podia decepcionar ou lutar contra. Eu queria que a cama me segurasse porque meus olhos focavam na porta e minha ansiedade detonava meu peito. Eu ia começar uma crise e minha falta de ar marcou presença.

Me levantei procurando a bombinha e quando a achei voltei para cama. Apertei duas vezes e o ar me invadiu novamente. Era um alivio mas não para minhas crises. A musica alta no quarto da Marga podia chegar abafado no meu quarto mas seria o suficiente se essas duas quisessem ultrapassar todos os limites??Minha respiração entrava novamente em colapso. O choro começava a descer e meu ódio inexplicável da Marga estava me sufocando.

Mais uma vez usei minha bombinha e a noite apenas começou. Eu dormi por desistência do meu corpo cansado. Eu tinha que me controlar..

Notas finais:

Vocês já devem ter percebido do quanto gosto de escrever kkkkk

mas que fim de noite ein.

Mari não sabe o que sente por Marga e saber que sua mãe esta tão envolvida novamente com ela dificulta muito.ciumes,odio ou simplesmente um amor não compreendido? Marga também não ajuda já que demonstra querer se aproximar da menina e mesmo com esperanças de que Helena possa voltar atras de sua decisão ela fica no meio. eu acho ate que ela vê uma grande diferença na Mari que a Helena do passado não tinha que é o senso moral do que é o certo. o passado pode ter sido muito bom para elas mas a Marga gosta dessa inocencia na Mari.

comentem ai,saiam da moita.

O que vocês acharam desse final de capitulo??



Comentários


Nome: Lea (Assinado) · Data: 19/05/2022 19:04 · Para: Capitulo 9 Esses sentimentos me aprisionam ou me libertam de você?

Muito confuso tudo!



Nome: Marta Andrade dos Santos (Assinado) · Data: 21/07/2021 20:17 · Para: Capitulo 9 Esses sentimentos me aprisionam ou me libertam de você?

Interessante!



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