Fronteiras por millah


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Notas da história:

Mais uma das minhas historias e essa é bem minha queridinha. tem tudo que eu gosto fim do mundo.zumbis e mulheres fodas.

espero que curtam e comentem para avaliação dos padrões de qualidade isso é super importante.sejam criticas ou elogios a gente ta aqui pra isso.

Sejam bem vindas a fronteiras do inicio do fim e boa leitura

 

A minha vida começou na favela. Minha mãe me teve literalmente descendo as escadas do labirinto de casas e vielas, desviando de becos escuros e indo o mais rápido que podia para me confortar além do terror que ela já sentia e quando ela gritou no meio da calada da noite eu cai do meio de suas pernas e por sorte não me arrebentei inteira nos degraus graças ao cordão umbilical. Ninguém se importou com ela quando ela desmaiou de tão cansada e ali dormimos ate o sol raiar e a primeira coisa que vi além da cara entristecida e doente da minha mãe era a cara de pena de varias pessoas ao nosso redor.

 É uma memoria tão estranha para se lembrar. Eles nos levaram no hospital e lá ganhei meu nome. Maria e que originalidade da minha mãe. Eu devia ser mais uma Maria em meio às milhares e ninguém ligou, ninguém ligava para nós.

Volta pra vida mulher e leva tua cria.

 Devem ter dito isso. Era uma vida difícil para uma mulher como minha mãe. A vida sempre era para uma mulher solteira e pobre como nós.

Mas não era impossível.

Morávamos na casinha mais feia daquela favela e era horrível receber tratamento especial ate dos pobres como nós. Era uma hipocrisia e eu cresci vendo minha mãe sorrir a cada um deles mesmo depois ouvir as merdas que eles falavam da gente pelas costas. Diziam mil mentiras. Mil teorias de nossas vidas. Diziam que eu era filha de traficante, de estuprador, até de um velho do interior que minha mãe enganou. A mais surpreendente era que nos escondíamos da policia. Ninguém sabia quem era meu pai e muito menos queriam saber da minha mãe. Ninguém nunca via ela acordar as quatro da manha e ir trabalhar fazendo faxina nas casas das madames de prédios chiques bem ao lado da nossa favelinha ou as vezes voltar tão tarde por trabalhar tão longe.

Eu tinha seis quando eu a acompanhei pela primeira vez ao trabalho, eu estava tão empolgada, íamos passear juntas eu pensava. Quando chegamos vi minha mãe ser tratada como bicho na casa da velha patroa e o filho dela me jogava pedras e me molhava com aquelas malditas pistolinhas de agua. Acho que peguei um trauma de armas dali. Aquele garoto me fez parecer que tinha me mijado e eu tinha que ficar lá calada com cara de idiota, quietinha. Eles se achavam melhores do que nós por morar na porra de um apartamento e que tinha a mesma vista linda da nossa favela. Também era por isso que rico tinha cortinas enormes, para não ter pena da gente quando não quisesse mais olhar pela janela.

Quando entrei no colégio eu tentei fazer tudo direitinho e me ceguei para as gangues que já se formavam. Da maconha que todos fumavam e do cheiro que me dava dor de cabeça. Eu tentei me concentrar em todo conteúdo e não ficar chapada com toda fumaça ou tentar não me assustar com as brigas e cadeiras que jogavam nos professores. Éramos animais aos olhos de todos e isso me enchia de raiva. Eu não era um animal e estava ali pela minha mãe. Eu ia tirar ela desse lugar. Eu ia tirar ela do morro da prata.

Terminei os estudos e dei graças a deus por isso. Quando deixei o ensino médio e vi o rosto da minha mãe brilhar de alegria eu me vi dando uma esperança para ela, algo que ela pudesse acreditar. Algo que fez as outras mãezinhas da comunidade me invejarem pela boa filha que eu tinha me tornado e não tinha abandonado a escola como a maioria. Era muito bom ver ela feliz mas nem meu certificado mudava o fato que ainda precisávamos de dinheiro e comida.

 Por isso procurei um emprego. Eu tinha que achar um que me aceitasse o mais rápido possível. Atropelando todas as minhas vontades e sonhos de um dia ser medica para pensar antes em nós. Quanto mais tempo eu procurava mais chances eu teria, mas não era tão fácil assim e nem tão simples como na teoria.

Eu rodei os shoppings, as lojas, os mercadinhos, os carrinhos de lanche de rua tudo, nada queria uma garota que morava na favela para seu negocio. Me falaram que eu precisava de um curso para ser aceita e o curso mais barato custava todo o salario da minha mãe. Não morreríamos de fome por curso nenhum. Foi ai que comecei a fazer bicos pelo morro. Eu era baba de uma criança ali, lavava toneladas de roupas aculá.

Precisávamos de dinheiro e eu não tinha tempo para a porra das provas de vestibular e toda a ilusão de seguir meu sonho e todo meu dinheiro ia pra nossa comida ou para o aluguel da casa por incrível que pareça, eram trocados que valiam mais que milhões para mim. Então, num belo dia descobri os cursos gratuitos da comunidade recém abertos mas também descobri a frustração que aquilo era. Ninguém ligava se você ia aprender alguma coisa naqueles computadores defeituosos com uma aula gravada sendo rodada por uma net que caia a cada minuto. Os professores nunca estavam por lá e isso não era nem o começo, havia coisas maiores para me distrair quando todos morriam de medo do furacão que fazia tudo tremer.

Marga, a mulher com o sorriso malicioso, os cabelos pretos e curtos e bem alinhados na altura dos ombros tinham o corte perfeito e sua beleza fria nada se comparava com sua fama de tão temida como o próprio diabo. Ela dominava o morro da prata e não aceitava homem algum no seu exercito que a cada dia crescia. Ela dizia que se tem duas cabeças e não pensa com nenhuma não presta pra nada, muito menos com uma arma. Ela falava e todos obedeciam. A rainha da porra toda. E se a rainha queria você no exercito dela você não pensava você aceitava e era como ganhar na loteria para algumas. Dava as mulheres um pouco de orgulho próprio mas nada de bom saia de Marga.eu não tinha medo dela mas me escondia toda vez que ela surgia nos lugares onde eu ia por causa da minha mãe. Aquela merda de curso vagabundo era um desses lugares que ela adorava infernizar e buscar novas células para seu exercito. Eu fazia isto pela minha mãe e eu não entendia porque Marga insistia em estar em todos os lugares em que eu me encontrava. Eu não queria aquele lugar plantando suas raízes em mim, penetrando e sugando toda coisa boa minha e manchando minha alma com uma guerra de gangues sem logica ou por uma simples vontade de Marga. Ela me caçava e eu fugia porem quando se é a merda de uma rainha do morro todos os olhos e ouvidos passam a ser os seus e depois de mais um dia cansativo eu voltei para casa e a melhor parte desse dia fodido foi encontrar Marga tomando um café com minha mãe.

--cafezinho gostoso mamãe.—disse ela deixando minha mãe calada com o elogio.

--Mari.—minha mãe parecia aliviada ao me ver tanto que se ergueu da cadeira e veio a mim.--Marga queria te ver.—falou minha mãe observando cada expressão minha. Ela não estava gostando nada mas estava ali aturando a companhia de Marga em nossa casa.

--gostei desse apelido..Mari. É por isso que não ouvia quando eu te chamava?—perguntou Marga se referindo as varias vezes que fugi só que ela não me assustava.

--Mari ta estudando Marga. Esta fazendo um curso e ta procurando emprego. Ela ta sempre ocupada.

--eu sei muito bem disso. Não tem tempo nem pra mim. vamo lá fora. Quero saber mais desse curso.

Ela levantou da cadeira agradeceu minha mãe e Marga não era amigável com ninguém e ali em casa ela estava sendo um anjo duvidoso demais. Ela pousou sua mão no meu ombro e caminhamos lá pra fora. Foi a primeira vez que não vi os vizinhos me criticando com todos aqueles olhos críticos. Na verdade eles nem estavam mais lá e o beco ficou vazio em segundos quando começamos a caminhar. Para mim era novidade, mas para Marga era algo normal.

Também podia, Marga tinha suas guarda costas. Munidas de fuzis e facões pendurados na cintura por coldres bainhas. Eram mulheres de todas as idades, todas perigosas da mesma forma. Todas com seus rostos marcados pela violência e brutalidade da vida. A raiva estava estampada mas para mim eram apenas soldados do crime.

--vamo lá em casa.—falou ela colocando o braço em meu ombro. Era muita intimidade da qual não tínhamos.

--O que tem pra falar pra mim que não pode falar aqui?

Marga me olhou e se pudesse arrancaria minha língua mas um fuzil na minha cara foi minha surpresa. O furo do cano gelado na minha bochecha me fez temer pelo que aconteceria depois.

--e se eu furar sua cara com uma bala vai preferir subir ou ainda vai querer conversar aqui??

Era a Lina,o braço direito da Marga. Ela era um problema de 1,75 de altura e altamente explosiva e com aquele fuzil na minha cara ela se achava poderosa o suficiente para explodir meus miolos e pior que ela era mas Marga abaixou o cano e ela sossegou mesmo contra sua vontade.

--ela vai para minha casa e não vai ganhar um arranhão..só se quiser.(rs).—ela sorriu e aquele sorriso me preocupava.

A casa da Marga era a casa mais luxuosa do morro mais também a mais escondida. Ficava no alto, quase no topo da montanha escondido por ser feita dentro da pedra e camuflada pela mata verde. Era impossível alguém de fora descobrir e apenas poucas pessoas privilegiadas conheciam sua real localização já que era afastada das outras casas. Ainda me lembro do dia que descobri este segredo, eu tinha doze quando a segui só para passar bem longe de onde essa maluca morava.

O caminho era de dar calafrios. Um labirinto de casas e becos que subiam o morro e logo depois a trilha invisível na mata. Seguíamos caminhando com ela na minha frente e Lina nas minhas costas me olhando feio e por todos os lados seu exercito de mulheres ficavam evidentes. Armadas, vigiavam incansavelmente o caminho da rainha e não era difícil entender do porque da policia jamais alcançar metade deste caminho. Tudo era organizado e com Lina no controle de tudo Marga podia ser juíza, acusadora e dona daquela porra de morro.

Logo chegamos e o paredão de pedra que parecia fim do nosso caminho se revelou a passagem secreta para sua mansão. Quando a porta se abriu era como visitar um desses apartamentos que minha mãe limpava, tudo brilhava, tudo era novo. Tudo era caro demais. A recepção era chique o bastante para me constranger e o barzinho que ela tinha num cantinho foi a primeira parada de Marga.

--soube que quer fazer um curso. Um decente.—disse Marga para minha surpresa enquanto preparava sua bebida.

Fiquei com medo ate de responder e com Lina me encarando feio eu não tinha muitas escolhas.

--é, para uma vaga de emprego.—expliquei e ela abriu um sorriso.

--(rs) isso me traz tantas lembranças.—ela me respondeu e Lina riu.

Marga veio a mim com dois copos e me ofereceu um.

--eu não bebo.—falei mas Marga continuou estática.

--agora bebe.—disse Lina ao meu ouvido e isto me fez gelar.

--pode ir Lina.—Marga falou e Lina a olhou surpreendida pela ordem mas acatou e saiu.

Marga tomou sua bebida e a minha e todo seu jeito poderosa me encarando estava me fazendo contar os segundos para partir. Ela me olhava estranho, analítico e cheio de obscuras intenções das quais me enchiam de curiosidade. Fugi dela como o diabo foge da cruz e agora estava ali imaginando porque a dona do morro queria tanto saber sobre mim.

--você lembra a mim. Lutando para fazer meu nome, acreditando que a sociedade adoraria meu grande entusiasmo. (rs) ate ela cuspir na minha cara e dizer que era chuva.eu tentei e como tentei (rs) ate o dia que conheci sua mãe.—me atentei a sua historia. Minha mãe?

--conheceu minha mãe? Ela..nunca me falou de você.

--sério?(rs)talvez agora seja diferente..sabe, fui eu quem ajudei ela quando ela praticamente pariu você nas escadas.

--o que?—aquilo me assustou.

--era pra eu estar na faculdade e preferi vir ao morro e ela estava lá sentada nas escadas principais rodeada de gente com você nos braços. Era tão cedinho. Pensei ate que estava morta..tive que fazer alguma coisa. Nenhum hospital queria aceitar ela e você. Você praticamente rasgou sua mãe para sair e ela conseguiu o grande feito de pintar todo caminho de vermelho mas não era culpa dela ou sua. Isso me mostrou que somos idiotas por ainda necessitar do governo para qualquer coisa. O bom é que com minha entrada triunfal no mundo do crime só quem ganhou foi o morro que finalmente ganhou um posto, não é irônico?

--porque disse que agora seria diferente?

--(rs) depois do que fiz pela sua mãe deu pra ver que virei não só a pagina mas terminei o livro. Na época eu não era nada agora tenho o morro na palma da minha mão. Eu o conquistei sozinha Mari, eu corri atrás do que eu mais queria nessa vida. O engraçado é que eu me vejo em você. A minha..eu mais lesada daqueles dias.(rs) pela sua mãe eu posso te dar tudo.

--eu só preciso do curso e posso conseguir sozinha.

--um cacete! Você precisa de dinheiro para sobreviver e esquecer de vez que seus sonhos existiram para simplesmente comer e beber e ter o mínimo na sua casa! É por isso que quer tanto qualquer curso vagabundo..mas sei bem o que quer da sua vida. Quer  fazer aquilo que gosta de verdade sem se preocupar com todo o resto..Eu pago.

--por quê? Por causa da minha mãe? Não nos deve nada.

--(rs) não devo? Foi por causa dela que eu fiquei assim..tão má e tão boa no que faço. Ela não contou isso também? Que malandrinha.—ela levou a mão ao meu queixo e todo meu corpo arrepiou-se com seu toque e com aqueles olhos sobre mim.eu me afastei assim que senti aquela vibração e ela sorriu com isto.—sua mãe me fez ver que o mundo lá fora ta cagando pra gente. É isso mesmo Mari gente pobre não tem chance aqui no pais. Pessoas como eu e você que sabem das dificuldades, do esforço que fazemos todo santo dia para conseguir no mínimo descansar a cabeça aliviada de contas ou dividas ou ate mesmo inimizades, fora deste complexo, deste morro, não valemos nada! Este lugar nos define você querendo ou não.

--isso não é verdade.

--não é verdade? Vamos lá,eu acompanho você desde que era uma merdinha andando pelos corredores da favela então me diga, por que tantas caras feias para você? Ou sua mãe? Por que acha que as pessoas desta favela sequer falam com você mas por alguma razão vocês são o alvo preferido das fofocas?

--....

--por minha causa. Elas sabem que eu as ajudei e por causa de vocês eu comecei a me preocupar com cada problema desta favela e foi o que me trouxe a morar aqui. Claro, minha gentileza se acabou naquele mesmo ano quando decepei a cabeça do chefão do crime da época. (rs) eu tinha o que 23?(rs) elas tem medo de vocês por minha causa. Elas ignoram vocês, por minha causa. Então porque não posso ajudar alguém que só me fez o bem?

--eu não quero seu dinheiro. Eu agradeço pelo que fez pela minha mãe e por mim naquele dia. E é isto.

--(rs) é igualzinha a mãe. Vou adorar a companhia de vocês aqui.

--o que?

--vem comigo.eu vou te mostrar teu quarto.—ela tentou me puxar pela mão mas eu a surpreendi me afastando dela ainda perplexa com o que tinha ouvido.

--como assim? Eu não vou ficar aqui!

--é claro que vai. Sua mãe a esse momento deve estar arrumando as trouxinhas e vindo para cá com suas coisinhas e as dela também. Se você precisa de algo eu te dou. E é assim que vai ser.porra,ate agora,eu gosto de vocês.

--engraçado, gostava tanto que deixou minha mãe naquela casinha velha.

--(rs) adoro esse tom, por que não pergunta a sua mãe o motivo disto? Pergunte a tão orgulhosa Helena.venha..

Marga caminhou adentrando na casa passando pela sala magnifica com sofás brancos e cumpridos e uma tv de no mínimo 55 polegadas na parede. Ela queria me encantar com todo seu luxo. O carpete de pelos decorava boa parte do piso próximo ao sofá e a tv mas eu não ousaria pisar ali enquanto a seguia. Era loucura o que ela estava propondo e mais louco ainda me ver seguindo ela. Aquele olhar que ela me lançava me neutralizava em qualquer ação. Eu não sabia o que ela pretendia com aquilo.

Ela subiu as escadarias largas e me surpreendi com o que vi no primeiro andar.

--esta é a academia. Tem de tudo aqui e mais um pouco. —Marga parecia querer ver alguma reação impressionada vinda de mim já que me encarava a espera disso, e ver que ate um ringue existia não foi uma tarefa tão difícil.

Ela bateu no meu braço e me alertou para seguir ela ao próximo andar.

--o andar dos dormitórios, quatro quartos. O meu, o primeiro, o da sua mãe, o seu e o da tortura.

Eu a olhei tentando achar a graça daquilo mas ela reparou na minha falta de humor negro para suas brincadeiras e parou de rir.

--será que você ainda vai sorrir para mim algum dia?—perguntou ela indo parar no terceiro quarto e abrindo a porta ela me chamou.

Meus passos eram lentos mas quando eu vi aquele quarto eu sabia na hora que ela queria me comprar.

Tinha uma cama grande, uma boa vista para a cidade e todos os mimos de qualquer patricinha. De notebooks a um closet de onde eu via as varias roupas e os inúmeros sapatos no piso.

--eu comprei umas coisas..quero dizer mandei comprar nessas lojas chiques lá dos shoppings. Deve ter alguma coisa que goste.—Marga falou com tanta tranquilidade que levei segundos para notar o que ela tinha me dito.

--estava planejando tudo isso? Desde quando? Por que quer a gente aqui?

--vai mesmo ficar de perguntinha? Quando eu consegui todo esse dinheiro eu comprei tudo que eu queria mas quer saber não é tão divertido, não quando se faz tudo sozinha. Pensei que se me afastasse da sua mãe você cresceria e não saberia metade dessa merda mas eu te vi andando pelos becos e...(rs) como você é ligeira pra fugir de mim. O que é engraçado porque eu sempre sei onde você esta, não importa para onde vá. As meninas da sua idade se matariam para estar aqui. Na minha casa..então vê se não fode com tudo.

--por que acha que minha mãe vai concordar com isso?

--ela vai.

Ela me deixou ali no quarto e saiu. Marga continuou um mistério para mim e quando vi Lina pela janela trazendo minha mãe com duas malas velhas eu sabia que logo teríamos problemas. Marga recebeu minha mãe de braços abertos e com um grande e apertado abraço demorado. Pareciam velhas amigas e o problema era esse, porque ela nunca me falou de Marga???ela nunca pisou na nossa casa e agora isto.

Minha mãe por outro lado parecia feliz e aliviada e com isso tive que descer para recebe-la mas eu estava tão preocupada que parei nas escadarias e fiquei ali a observando entrar sem entender nada desta decisão. O que estava acontecendo? Por que ela nunca me falou sobre Marga e por que eu sentia que teríamos grandes problemas pela frente?

Notas finais:

Eai o que acharam de Marga a rainha do morro da prata?ela faz jus ao nome??

Mari e sua mãe Helena terão muito com o que se preocupar daqui pra frente.



Comentários


Nome: Drea (Assinado) · Data: 08/09/2021 13:19 · Para: Capitulo 1 A garota,a mãe e a rainha do morro da prata.

Menina, primeiro achei q Marga fosse filha de Helena, em seguida achei q elas tinham tido algo e se separaram que inclusive Mari e filha delas, dps achei q ela tinha um certo interesse em Mari, agora acho q Marga é gamadona na Helena.



Resposta do autor:

kkkkkk eu tive que vir aqui comentar pq adorei.

mas é simples,Mari é filha de Helena. Marga e Helena simm,tiveram um relacionamento quando eram mais novas porem de tão conturbado elas se separaram e vida que segue.Mari tem sentimentos confusos em relação a Marga e digo que Marga também tem por ela porem essas faiscas do que ela teve com Helena sempre resurgem no caso ela sim parece gamadona por ela o que deixa Mari mais confusa ainda por ver isso acontecendo.pq algo que pode ser amor pode simplesmente ser ciumes.



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