Tell me you love me por Kivia-ass


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POV PETRA 

 

-Eu estou tão feliz por você Petra! —Danilo e eu estávamos sentados na escada de emergência. —Você merece demais.

 

-Obrigada Dan, isso é um sonho! —Eu não estava me contendo de tanta felicidade. —E você sabe que onde eu for você irá junto. 

 

-A isso é uma honra, trabalhar com a melhor. —Contei pra ele sobre o projeto do meu restaurante e ele estava mais empolgado que eu. —Mas você sabe que o Paulo não vai gostar nada disso.

 

-Isso vai ser um problema dele, estou cansada de me doar à esse restaurante e não receber o agradecimento adequado. —Me lembrei de todas as vezes que eu coloquei esse restaurante acima de tudo em minha vida. —Eu quase perdi minha família.

 

-Eu sei, e eles nunca te deram o mérito do sucesso desse restaurante. —Danilo alisou meu ombro e continuou. —Por falar nisso, como você e a Mari estão? 

 

-A gente está se entendendo, mas temos muito o que conversar ainda, até outro dia estávamos decididas a nos divorciar e agora estamos agindo como namoradas. —Sorri de lado, pois eu ainda tinha medo de ser só uma recaída.

 

-Vocês se amam Petra, é visível. —Ele sorria abertamente. —E Malu precisam de vocês duas, assim como o pequeno José. 

 

-Eu sei, não vejo a hora de tê-lo junto à nós. —Eu sentia muita falta do José e rezava todos os dias toa conseguirmos ele de volta. 

 

-Sei que vão conseguir. —Conversamos mais algumas amenidades até dar a hora de começar a trabalhar. 

 

O restaurante hoje estava lotado, foi uma loucura como sempre, mas eu gostava, gosto de fazer a noite das pessoas mais saborosa. O tal chef Jhonatan não estava se saindo muito bem, pois quatro dos seus pratos voltaram do salão com reclamações e isso é horrível para um chef. Já estávamos quase encerrando quando Paulo me chamou até a sua sala. 

 

-Petra sente-se por favor. —Ele tinha uma expressão estressada e eu fiz o que pedi. —Acho que te devo desculpas, me precipitei e acabei contratando alguém que não tem tanta experiência assim.

 

-Está tudo bem Paulo. — Aproveitaria o momento. —Inclusive eu preciso dizer que vou sair do Cremmé Brülee 

 

-O que ? Você não pode fazer isso. —Ele disse de forma exaltada. 

 

-Eu recebi uma proposta irrecusável. —Suspirei e continuei. —Sei que vocês vão conseguir se virar sem mim.

 

-Você não pode largar o barco logo agora Petra! —Paulo se levantou falando alto. —Eu posso lhe dar a cozinha, você vai ser nossa nova chef.

 

-Eu agradeço, mas já tomei minha decisão. —Me levantei também. —Fico até o fim do mês, para dar tempo de você arrumar uma pessoa pra me  substituir. 

 

-Podemos renegociar seu salário. —Ele propôs e eu sorri. 

 

-Obrigada, mas já está decidido! —Sai de sua sala e vi que o homem ficou uma fera. 

 

Passei no vestiário, me troquei e peguei minhas coisas, iria pra minha casa, voltar para os braços da minha esposa. Sorri com o pensamento, pois a meses eu não pensava assim, e só agora me toquei em como sinto saudades da minha esposa e da minha filha. Eu quero me acertar de vez com Mariana, eu não vivo sem ela, quero que nossa família esteja unida pra quando conseguirmos recuperar o José. 

 

Cheguei em casa e tudo estava silencioso, passei no quarto de Malu e minha filhotinha dormia esparramada em sua caminha, dei uma beijinho em seus cabelos e ajeitei sua coberta. Fui para o quarto de Mariana, mas estava vazio, deixei minhas coisas na mesa de canto e vi sua sombra na varanda do quarto.

 

-Está frio aqui fora. —Ela fechou o livro e sorriu pra mim. 

 

-Estava esperando você pra me esquentar. —Me sentei ao lado dela e ela deitou no meu ombro. —Como foi lá? 

 

-O Paulo me ofereceu a cozinha, ele não está gostando do tal Jhonatan. —Dei os ombros e Mariana me encarou. 

 

-Agora? E o que você disse? Você vai aceitar? —Ela estava ansiosa pela minha resposta.

 

-Eu recusei, não quero mais ser a segunda opção. —Falei fazendo linhas imaginárias em seu joelho. 

 

-Eu acho que você fez certo, ele nunca te deu seu merecido valor. —Concordei com a cabeça. —E eu torço por você, mesmo não gostando de Letícia na sua cola agora, eu estarei te apoiando. 

 

-Mari, eu acho que precisamos conversar! —Ela suspirou e se sentou melhor na poltrona. —Sobre isso que está acontecendo entre nós. 

 

-Petra, eu errei, você errou. —Mariana estava com a voz embargada. —E se você me disser que quer prosseguir com o divórcio eu vou entender, mesmo não sendo o que eu quero.

 

-Hey, eu disse que quero tentar novamente, eu errei com você, errei com a nossa filha. —Segurei a mão dela e continuei. —Eu não quero continuar errando, daqui pra frente vocês duas são minhas prioridades, na verdade vocês três, pois não vejo a hora do nosso filhos estar aqui conosco. 

 

Mariana sorriu e secou a lágrima que caiu. Eu amo aquela mulher e não quero ser falha novamente. 

 

-Aquele dia em que você pediu o divórcio eu fiquei sem chão, eu não imagino minha vida sem você Mariana. —Nossos olhares se conectaram. —Você sempre foi e será a mulher da minha vida. 

 

-Eu te amo Petra. —Ela não disse mais nada, apenas colou nossas bocas e se acomodou em meu colo.

 

Nosso beijos foi ficando intenso e quando dei por mim Mariana estava apenas de sutiã e minha camisa já estava aberta. Meus beijos desciam pelo seus pescoço e ela se contorcia cada vez que minha língua passava pelos seu ponto de pulso. 

 

-Me leva pra nossa cama? —Ela sussurrou e eu me levantei com ela em meu colo. 

 

Nossa noite estava longe de acabar, estávamos entregues uma na outra, meu coração batia por ela, nossos corpos estavam unidos e só eu sei a falta que ela me fez todo esse tempo afastadas. Me sentia culpada por ter deixado nosso casamento de lado, eu sempre prometi cuidar de Mariana, mas eu fracassei e agora que eu tenho a chance de concertar isso eu não deixaria a oportunidade passar.

 

Acordei com uma mãozinha mexendo em meu cabelo, meus olhos estavam pesados e o carinho estava tão bom que não queria levantar. Malu estava deitada entre mim e Mariana e eu ouvia o risinho das duas.

 

-Está muito cedo pra vocês duas ficarem fofocando. —Falei com os olhos ainda fechados.

 

-A mamãe Mali disse que já ta na hola de acordar, mamãe. —Abri os olhos e Malu me encarava. 

 

-Só vou acordar depois que eu ganhar um milhão de beijos. -Malu sorriu.

 

-Um milhão é muito mamãe, vou te dar só cinco. —Fiz bico e minha filha começou a beijar meu rosto. 

 

-A não, eu também quero muitos beijos. — Mari também começou a beijar nossa filha que gargalhava sem parar.

 

Eu amava aquelas duas, eu não sem viver sem elas e daqui em diante eu espero nunca mais sair do lado delas. 

 

-Amor, vou preparar nosso café e você toma banho. —Mari disse pegando Malu no colo e me dando um beijo rápido.—O que você acha de irmos almoçar com sua avó? 

 

-Acho uma ótima ideia, não pretendo ir ao restaurante hoje. —Mari sorriu e Malu bateu palmas. —Hoje o dia é das minhas princesas. 

 

Elas desceram pra cozinha e eu fui pro chuveiro a água caia e os arranhões da noite passada me faziam sorrir. Mariana e eu sempre nos demos muito bem na cama e eu amo como ela sabe exatamente o que eu gosto. Terminei meu banho, me vesti e desci pra tomar café com as minhas gatinhas. 

 

No meio da escada ouvi uma voz masculina e não acreditei quando vi meu pai sentado no sofá batendo papo com Malu. 

 

-Pai? 

 

-Oi Petra. —Ele se levantou e me abraçou sem jeito. 

 

Meu pai e eu nunca tivemos uma relação muito próxima, às vezes chego a pensar que ele me culpa pela morte da minha mãe, e Mariana sempre quis tirar essa ideia da minha mente. Ele sempre foi ausente em minha vida, mas mesmo assim eu o amava. A última vez que nos vimos foi no aniversário de 2 anos de Maria Luiza.

 

-Me desculpe aparecer sem avisar, mas resolvi vir ver minha netinha. —Ele alisou o cabelo de Malu. —Não deu pra vir no aniversário dela. Como você está minha filha? 

 

-Eu estou bem! E você ? —Mariana veio até mim e me abraçou pela cintura. —O que faz no Brasil? 

 

-Vim ver vocês! —Sorri de lado e Mariana pediu que eu mantivesse calma. —Eu estou com saudades filha. 

 

-Vamos tomar café, Dr. Petrônio. —Mariana chamou meu pai e Malu deu a mãozinha a ele. 

 

Gosto de como minha filha é sociável, aposto que ela não se lembrava só avô, mas mesmo assim ela era educada.

 

-Você se lembra do Vovô, Malu? —Meu pai perguntou quando nos sentamos à mesa. 

 

-Só um pouquinho. —Ela fez um gesto com as mãos e eu sorri. 

 

-Você cresceu muito desde a última vez que te vi. —Meu pai estava estranhamente carinhoso. —Você era só um bebê. 

 

Conversamos banalidades, Malu tagarelava como sempre e eu observava meu pai. Ele sempre foi um homem fechado, desde que eu me entendo por gente, quase nunca vejo meu pai sorrir e agora parece que outra pessoa tomou seu corpo. 

 

-Pê, eu vim aqui, pois tenho algo pra contar à vocês. —Sabia que tinha algo por trás disso. —Eu quero apresentar vocês uma pessoa.

 

-E por que não trouxe a pessoa? —Perguntei sem rodeios. 

 

-Amor, calma! —Mariana fez um carinho em minhas mãos. 

 

-Filha, eu sei que nossa relação nunca foi das melhores, nunca fomos muito próximos, mas eu quero estar mais presente na sua vida. —Meu pai dizia e eu prestava atenção. — Quero passar mais tempo com minha neta, com a minha nora. 

 

-Nos nunca te impedimos pai. —Falei com um pouco de mágoa, pois ele nunca foi privado de viver conosco 

 

-Eu sei filha, isso é uma culpa exclusivamente minha. —Ele abaixou a cabeça. —Por isso eu estou aqui, não dá pra recuperar o tempo perdido, mas podemos aproveitar de agora em diante, dona Helena me contou sobre o José e eu quero ajudar vocês. 

 

-Como? 

 

-Filha eu sou um diplomata, eu tenho influência. —Eu sei do poder do meu pai, mas nunca quis me beneficiar de alguma forma. —Eu posso ajudar vocês.

 

-Dr Petrônio, mesmo querendo que o José volte pra nós, eu não quero que isso seja uma decisão comprada. —Mariana disse ao meu pai e ele sorriu.

 

-Sempre soube que você era uma pessoa íntegra, Mariana. Eu não vou usar meu nome pra isso, mas podemos agilizar o processo, conversar melhor com o juiz. —Ele dizia calmamente. —Vocês sabem que a sua mãe tem mais chances, mas eu posso ajudar. 

 

-Ok pai, vamos nos reunir com Julia. — Ele concordou e continuamos a tomar café.

 

Malu contava a ele sobre a escolinha e como ela já sabia contar de 1 a 50 sem errar. Meu pai se divertia com minha filha e eu apenas observava a cena. 

 

-Bom, eu vim chamar vocês pra almoçar, a pessoa que quero te aprestar está no hotel e eu marquei de almoçarmos por lá. —Meu pai se virou pra mim, tentando fazer o convite. —Eu quero muito que você vá, filha. Na verdade vocês três. 

 

-Nos iremos sim Dr Petrônio. —Olhei pra pra Mariana com interrogação.

 

-Aguardo vocês. —Ele se despediu de Malu e Mari com um beijo e me abraçou de lado novamente. —Até daqui a pouco meninas.

 

Ele saiu e eu fiquei encarando Mariana, tínhamos combinado de almoçar com a vovó, não estava nos meus planos ir conhecer os amigos do meu pai. 

 

-Amor, dê uma chance à ele. —Ela passou os braços pelo meu pescoço e me deu um beijinho. —Ele parece estar tentando se redimir.

 

-Eu quero ir no hotel do vovô, ele disse que meu presente está lá. —Malu gritou do sofá e eu Balancei a cabeça. 

 

 

-Ok, nós vamos! -Mari me deu mais um beijinho e fomos arrumar a cozinha antes de ir encontrar meu pai. 

Notas finais:

Oie, sumida por motivos de trabalhando muito. Mas essa semana to mais tranquila e vou desenrolar pra vocês.



Comentários


Nome: patty-321 (Assinado) · Data: 24/08/2021 03:03 · Para: Pai?

Interessante esse pai. 



Nome: Marta Andrade dos Santos (Assinado) · Data: 23/08/2021 23:03 · Para: Pai?

Quem será?



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