Tell me you love me por Kivia-ass


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Voltar pra casa estava sendo uma verdadeira prova de fogo. Era ótimo estar perto da minha filha novamente, mas era complicado ignorar a existência de Mariana. Eu ainda estava magoada, aquele maldito papel assinado rachou meu coração, e mesmo Mariana mostrando que queria esquecer esse divórcio eu ainda não conseguia. Não guardar rancor é algo que eu preciso aprender. 

 

O problema maior estava em resistir às provocações de Mariana, todos os dias era um desfile de lingerie, ela fazia questão de usar o perfume e as roupas que eu gostava, tentava me agradar em pequenos detalhes e isso me deixava muito pensativa. 

 

Quem estava feliz com a minha volta era minha filhotinha, Malu era só alegria e até o rendimento na escola melhorou segundo Andrea. Meu envolvimento com Andrea era outra coisa que eu precisava resolver, não quero dar esperanças a ela, e por isso vou marcar de ter uma conversa franca com ela. 

 

Hoje é o dia da despedida de solteiro de Julia, marcamos de ir beber em um barzinho e depois iríamos em uma boate de streap, Felipe foi quem montou o roteiro e eu não me opus, minha amiga merece se divertir hoje. Tudo estava indo tranquilo, eu estava conseguindo me distrair, mas tudo veio a baixo quando encontramos a turma e Mariana com aquele fedelho a tira colo. Não consegui disfarçar minha cara de chateação, o cara era um pé no saco e passava o tempo todo colado em minha ex mulher.

 

-Está tudo bem Petra? —Marcela notou meu desconforto e olhou para onde Mariana e Bia dançava. — Essas mulheres ainda vão nos matar. 

 

Sorri com seu comentário e dei um gole na minha cerveja, Marcela me contou sobre estar namorando Bia às escondidas e por isso elas passaram a noite sem trocar muitas palavras, exceto quando vi as duas dando uma fugida para o banheiro. 

 

Eu tentava não ficar encarando Mariana, mas ela dançava sensualmente e o aquilo sobre efeito do álcool não estava sendo legal. Beatriz de afastou dela e meu sangue ferveu quando o babaca se posicionou atrás dela dançando quase colado. Júlia me pediu calma com o olhar, mas a raiva me dominou quando ele o virou e tentou beija-lá. 

 

-Que porra é essa Mariana? — Me levantei furiosa e puxei Mariana. 

 

-Hey ela estava dançando comigo. —O babaca puxou o braço dela de volta e minha raiva aumentou. —Solta ela. 

 

-Solta ela você seu idiota. —Empurrei o garoto que cambaleou pra trás e nossos amigos se aproximaram. 

 

-Petra para com isso. —Julia tentava me segurar. 

 

 

-Esse babaca sabe que ela está alcoolizada. —Mariana estava bebada e o idiota se aproveitou disso. 

 

-Chega Petra. —Mariana teve a audácia de defender o garoto e eu me segurei pra não meter um soco na cara de otario dele.

 

-Vai defender ele? —Gritei e ela me olhou assustada. —Ok Mariana, estou indo embora.

 

Sai sem pedir licença, minha vontade era de descer a porrada naquele imbecil, ver Mariana o defendendo era o fim. Eu não queria admitir, mas aquilo estava me corroendo de ciúmes.

 

 

 

Assim que cheguei ao lado de fora avistei um táxi, perguntei se estava disponível e entrei, mas antes de fechar a porta Mariana se acomodou ao meu lado. 

 

-Mariana volta lá pro seu amiguinho. —Eu não estava nenhum pouco afim de discutir aquela hora, dei o endereço da minha avó e ela me interrompeu. 

 

-Petra para com isso. —Ela deu o endereço do nosso apartamento e o taxista olhava sem saber. —Você quer ter essa discussão na frente da nossa filha? 

 

Suspirei pesado e pedi o motorista pra seguir o endereço que ela havia passado, não iria brigar com ela na frente da minha avó e da minha filha. Cruzei os braços e seguimos pra casa. 

 

O silêncio era sepulcral, ninguém ousou dizer uma sílaba se quer.  Em poucos minutos o táxi estacionou em frente ao nosso prédio, paguei o homem e desci sem esperar por Mariana. Subimos em silêncio e quando eu estava subindo ela me impediu.

 

-Quer me explicar o motivo de tanta raiva? —Mariana me puxou pela mão e questionou com calma.

 

-Eu estou cansada Mariana.— Eu precisava dormir, dormir pra esquecer essa noite.

 

-Petra eu não estava fazendo nada demais, eu não deixaria Bruno me beijar. —Sorri de lado. 

 

-Não era o que parecia. —Eu disse quase inaudível, e me lembrei que ela era uma mulher livre agora. —Mariana, você faz o que quiser da sua vida, você é uma mulher divorciada, só não esqueça que temos um luta no tribunal. 

 

-Não coloque o José no meio do seu ciúmes. —Eu não queria colocar o José no meio, mas a mãe dela pode usar tudo contra nós. E também eu não ia admitir que estava com ciúmes.

 

-Ciúmes? Eu não estou com ciúmes. — Engoli seco e Mariana tinha um sorriso nos lábios. 

 

-Não? Então está tudo bem se eu voltar pra boate e pedir o Bruno desculpas? —Ela me encurralou na parede e eu sentia meu peito bater acelerado. 

 

-Faz o que você quiser. —Eu não podia encara-lá, seria o meu fim. 

 

-O que eu queria fazer era te levar ao nosso quarto e tirar toda essa sua marra com varios beijos. —Ela ficou na ponta do pé se apoiando em minha barriga, a voz aveludada no pé do ouvido fez meu corpo inteiro reagir. 

 

-Para Mariana. — Minha voz saiu em um fio.

 

Mariana era menor que eu, então em um vacilo dela eu consegui sair daquele contato, eu não sei o motivo de estar tão nervosa. 

 

-Boa noite. —Subi as escadas correndo com o coração pulando pela boca. 

 

A verdade é que eu estava insegura, magoada e não sei se aquilo era apenas pra trazer o Zé de volta ou se ela ainda sentia algo, pois infelizmente meu peito ainda transbordava por ela. 

 

 

Passei o sábado e o domingo sem trocar muitas palavras com ela, conversamos o básico e não tocamos no assunto de sexta. Domingo eu trabalhava sem ter hora pra voltar pra casa, e aturar esse novo chefe estava me tirando do sério. Eu estava pensando seriamente em me desligar desse restaurante e me dedicar aos meus sonhos. Não valia a pena eu me matar de trabalhar por nada. Cheguei em casa já passava das duas da manhã, tomei um banho relaxante e passei no quarto da minha filha pra dar boa noite, Malu já estava no décimo sono, sorri admirando seu rostinho redondo e me retirei, pois se deixasse eu passaria a noite admirando minha filha. Passei pelo corredor e a porta de Mariana estava aberta, ela estava encolhida na cama e o edredom todo no chão, Mariana sempre se remexeu muito a noite e isso deve ter feio o edredom cair. Entrei devagar e cobri seu corpo, suspirei pesado, pois eu também passaria a noite admirando ela dormir.

 

A segunda amanheceu cinzenta e fria, quando eu desci Malu e Mariana já tomavam café da manhã, dei um beijo na minha filha que me encarou com uma carinha curiosa. 

 

-Desejo de aniversário realiza mamãe? —Ela perguntou assim que eu me sentei. 

 

-Realiza sim filha. —Mariana prestava atenção. —Por que ?

 

-Pra você e mamãe tem que "vilar" momoladas de novo ué. —Malu dizia com tranquilidade e Mari sorriu. —Demora muito? 

 

Eu não sabia o que responder, Mariana me encarava esperando alguma resposta, resposta que eu não sabia dar. Graças a Deus a campainha tocou e eu fui atender. 

 

-Bom dia minhas gatas. —Julia passou pela porta com um sorriso de orelha a orelha. —Tudo bem por aqui? 

 

-Bom dia Ju. —Eu estava sem graça por ter estragado a despedida da minha amiga na sexta. —Tudo bem, e com você? Queria te pedir desculpas por sexta.

 

-Relaxa Pê. —Ela passou por mim, mas antes cochichou. —Eu teria feito pior se fosse Fernanda. 

 

-Oi tia Juu. —Malu correu e pulou no colo de Julia. 

 

-Oi minha princesa, tudo bem? -Minha filha acenou que sim e beijou nossa amiga.

 

-E esse bom humor todo? —Mariana cumprimentou Julia e perguntou. 

 

-Tenho boas notícias. —Júlia se sentou e serviu uma xícara de café. —O pedido de adoção foi encaminhado e assistente social vai vir ver vocês, é só uma entrevista inicial, mas já é um começo. 

 

Mari comemorou e eu fiquei feliz com a animação dela. Eu também estava, pois agora o Zé também seria meu filho. 

 

-A audiência de guarda foi marcada para o próximo dia 18 e eu estou mais que preparada pra derrotar sua mãe. —Sorri com a empolgação de Julia. 

 

-Você acha que vai dar certo? -Mariana perguntou apreensiva. —E se essa assistente não gostar da gente? 

 

-Claro que sim, vocês vão fazer dar certo. —Ela disse nos encarando e concordamos. 

 

 

A semana ia passando e Mariana estava um poço de ansiedade, ela deixou a casa impecável, isso tudo pra assistente social. A mulher não tinha marcado um dia certo de ir a nossa casa e isso deixava os nervos à flor da pele. Na sexta feira eu estava me preparando pra ir para o restaurante ouvi o interfone tocar. 

 

-Boa tarde, me chamo Fabiana. —Uma jovem senhora de óculos redondos me entendeu a mão. —Sou a assistente social, posso entrar? 

 

-Claro, me desculpe. —Segurei a mão da mulher e dei passagem. —Me chamo Petra, muito prazer. 

 

-O prazer é meu Petra, diferente o seu nome. —Ela sorriu simpática e eu retribui. 

 

-Aceita uma água? Um café? — Meu nervosismo era evidente e eu precisava me manter calma. 

 

-Aceito um café! — Corri na cozinha e enviei uma mensagem para Mariana. 

 

Voltei com uma bandeja com café e alguns petiscos, justo hoje Valeria não estava em casa pra me ajudar. 

 

-Muito bonito o apartamento de vocês! —Ela pegou uma xícara dando uma olhada pelo ambiente. —É próprio ou é aluguel? 

 

-É próprio, compramos logo quando nossa filha nasceu. —Respondi sorrindo. 

 

- Isso é bom. —Ela retirou uma prancheta da bolsa. -Por falar em filha, onde sua esposa e ela se encontram? 

 

-Minha filha frequenta a escola e Mariana passa para buscá-la no fim do expediente. —Ela anotou o que eu disse. —Elas já devem estar chegando. 

 

-Sua esposa e advogada, certo? —Confirmei com a cabeça. —E você faz o que? 

 

-Sou sub chefe de cozinha no creme brülee. —Ela fez uma expressão de impressionada e Mariana abriu a porta com Malu no colo. 

 

-Boa tarde. —Fabiana se levantou e cumprimentou minha ex esposa. —Desculpe a demora, mas o trânsito essa hora é uma loucura.

 

-Boa tarde Mariana, me chamo Fabiana. —Peguei Malu no colo, minha filha observava a mulher. —E essa mocinha aqui? Tudo bem lindinha? 

 

-Oi. —Minha filha respondeu com timidez. 

 

-Posso olhar os outros cômodos da casa? —Fabiana perguntou e eu concordei. —Hoje é só uma visita, não precisam ficar nervosas. 

 

A mulher era simpática, mas mesmo assim Mariana e eu estávamos nervosas. Mostramos os cômodos do andar de baixo e subimos para mostrar a parte de cima. Nosso apartamento era bem amplo, meu pai nos ajudou a comprar como presente de casamento e como ele era o rei do exagero, escolheu essa apartamento enorme. Eram 4 quartos, sendo duas suítes, uma sala de tv enorme e uma varanda com vista para o condomínio. A mulher anotava tudo, Malu fez questão de mostrar o quartinho dela e sorriamos com a cena. Chegamos no quarto de hóspedes e ela balançou a cabeça em negação. 

 

-Vocês dormem em quartos separado? —Fabiana questionou com uma das sobrancelhas erguidas.

 

Mariana me olhou sem resposta, qualquer deslize pode ser usado contra nós e eu precisava pensar rápido. 

 

-Não. —Mari me olhou sem saber o que eu estava fazendo. —Eu peguei uma gripe forte recentemente e achei melhor ficar nesse quarto, por precaução. 

 

 

-Entendi. —A mulher não disse nada e Mariana me cutucou. —A casa de vocês me passa segurança para criar mais um criança, mas eu ainda voltarei para mais visitas. 

 

Acenamos com a cabeça e a mulher anotou mais algumas coisas na prancheta. 

 

-Posso trocar umas palavrinhas com sua filha? — Confirmei com a cabeça e Mariana ficou ao meu lado, nosso medo era de Malu dizer algo que não devia. 

 

-Você é muito linda Malu, você sabe seu nome todo? —Minha filha estava sentada no sofá balançando os pezinhos.

 

-Sei, "Malia Luiza Maia Monteilo"— Ela respondeu e eu sorri. —A mamãe Peta quem escolheu. 

 

 

-Muito lindo o seu nome. —Maria Luiza era o nome da minha mãe, e Mariana concordou fazer essa homenagem. —Você gosta de morar nessa casa? 

 

-Sim, eu "adolo". —Malu respondia com espontaneidade. 

 

-E você gosta de morar com as suas mamães? —Tentava entender o motivo das perguntas. 

 

-Sim, gosto de "molar" com as duas. É divertido. 

 

-Você passa mais tempo com qual das duas mamães? —Agora com certeza eu estava ferrada. 

 

-Com as duas ué. —Minha filha não me decepciona. —Às vezes a mamãe Peta precisa ir cuidar da bisa Heleninha, e eu fico com a mamãe Mali. 

 

Fabiana me encarou querendo saber quem era a Bisa Heleninha. 

 

-Minha avó só tem a mim, às vezes preciso ver como ela estar. —Respondi rápido. 

 

-Que legal Malu, você é muito inteligente sabia? —Minha filha concordou com a cabeça convencida. —Você já viu as suas mamães brigar uma com a outra? 

 

Se tinha uma coisa que Mariana e eu sempre prezamos foi pela discrição, nossas brigas sempre foram silenciosas e graças a Deus nunca foi na frente de Malu. 

 

-Sim. —Eu gelei na hora e Mariana segurou minha mão. — Quando a mamãe Peta e eu fazemos bagunça. A mamãe Mali fica brava e briga com nos duas. 

 

Malu quase me mata do coração, meu Deus. Mariana apertou minha mão e suspirou. Fabiana se levantou a guardou a prancheta. 

 

-Isso é tudo, farei meu relatório. —Fabiana estendeu a mão. —Boa sorte no processo meninas, até breve. 

 

Suspirei aliviada, até que não foi tão ruim assim. Agora era aguardar respostas e lutar pela guarda. Mariana foi até Malu e a encheu de beijos e cócegas. 

 

-Acho que não fomos tão ruins assim. — Eu disse relaxando os ombros. 

 

-Acho que vamos conseguir. —Mariana se levantou do sofá e parou ao meu lado. —Fico feliz que sua gripe passou e você vai poder voltar ao nosso quarto. 

 

 

Ela deu um sorrisinho de lado e subiu as escadas sem olhar pra trás. Eu estava ferrada, mas ainda estava com o orgulho ferido.

Notas finais:

Resiste ai Petra!! 

 

Agora vai???



Comentários


Nome: Mille (Assinado) · Data: 09/07/2021 21:56 · Para: Vocês dormem em quartos separados?

Petra deixa de besteira kkk 

Agora ela ficou bem da gripe tem que voltar para o quarto da esposa. 

Sorte delas que a Malu não entregou nada kk garota esperta 

Bjus até o próximo capítulo 



Nome: Larissa Valente (Assinado) · Data: 08/07/2021 12:49 · Para: Vocês dormem em quartos separados?

Sem paciência pra Petra. Pega logo a Mariana. Pare de enrolar. Mande a Andrea pro espaço. E que mancada essas duas. Sabiam que a assistente social iria aparecer e não passaram a dormir no msm quarto.

Autora, me ajude a ficar feliz com estas duas.



Resposta do autor:

Aaaah essas duas merecem ficar trancadas até se entenderem. 

Vou te ajudar leitora kkkk



Nome: bicaf (Assinado) · Data: 08/07/2021 08:39 · Para: Vocês dormem em quartos separados?

Oi.

Agora é que vai kkkkk. Petra não vai resistir. 

Beijo



Resposta do autor:

Oii, acho que ela resiste kkk



Nome: Anny Grazielly (Assinado) · Data: 08/07/2021 01:22 · Para: Vocês dormem em quartos separados?

Kkkkkk.... aiaiaiaiaia... agora fico com o coração aliviado... quero essas duas de volta e felizes com o pequeno Ze e Malu.... kkkkk....



Resposta do autor:

Ai ai essas duas!! Kkkk

Quero o Zé de volta 



Nome: Marta Andrade dos Santos (Assinado) · Data: 08/07/2021 00:41 · Para: Vocês dormem em quartos separados?

Deixa de orgulho e vai ser feliz Petra.



Resposta do autor:

Larga esse orgulho bobo Petra 



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