Tell me you love me por Kivia-ass


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POV PETRA

 

 

        Sai da minha antiga casa com o coração apertado, queria poder ficar ali com ela, e ajudar no que fosse preciso, mas eu não faço mais parte da vida dela. Fui para o restaurante tentando não pensar nela e nas crianças, mas foi inevitável.  Assim que acabou o expediente eu mandei uma mensagem para Mariana, já era tarde, mas ela acabou me respondendo.  Fui pra casa e encontrei minha vó acordada ainda.

 

-Chegou tarde minha filha. – Ela estava sentada no sofá assistindo novelas antigas.

 

-Ainda acordada? – Joguei minha mochila no chão e me deitei no colo dela.

 

-Fico preocupada com você nessas ruas de moto. – Minha vó iniciou um cafuné nos meus cabelos. – Acho que você devia trocar essa moto por um carro. Ainda mais agora que você busca Malu toda semana.

 

-Eu pensei nisso quando sai da casa de Mari hoje. – Eu já estava com ideia de aposentar minha motoca.

 

-Vocês se viram? – Dona Heleninha puxava minhas orelhas todos os dias para que eu conversasse com Mari.

 

-Sim. – Suspirei e comecei a contar o que tinha ocorrido mais cedo, minha vó ouvia tudo com atenção. – Queria ter ficado lá vovó.

 

-E por que não ficou? Ela precisa de você Petra! Vocês duas estão parecendo duas adolescentes, nem mesmo quando eram mais jovens eram tão bobas assim.

 

      Minha vó falava e minha mente voou lá para o passado.

 

FLASH BACK ON:

 

       Desembarquei no Brasil na sexta de manhã, vim sem avisar ninguém e quando minha vó me viu faltou me sufocar em um abraço de urso. Ela chorava e eu também, eu morria de saudades daquela velha.

 

-Petra porque você não me avisou que estava voltando? – Minha vó me ajudava a guardar as malas. – Me deixa olhar você direito. Tá magra!

 

-Não exagera vovó. – Eu tinha mudado um pouco, cortei meus cabelos, fiz algumas tatuagens.

 

-Está tão linda, amei esse cabelo. – Minha vó me puxou para um abraço novamente. - Eu fiquei com tanta saudade minha filha.

 

-Eu também fiquei vovó, mas agora eu voltei e é pra ficar. – A casa da minha vó não tinha mudado nada, meu quarto inclusive estava do mesmo jeito.

 

-Fiz questão de manter seu quarto sempre limpinho, pois eu tinha certeza que você voltaria. – Sorri, me sentei na cama e peguei o porta retrato que estava na cabeceira, era uma foto minha e de Mariana. – Ela vinha aqui sempre depois que você foi embora, mas agora a faculdade toma muito o tempo dela.

 

-Eu voltei por ela vovó. – Passei a mão na foto me lembrando do momento exato que ela foi tirada. – Eu a amo, e nada no mundo me tira ela.

 

-Voltou só por ela? – Minha vó perguntou em um tom divertido.

 

-Por você também minha senhora. – Levantei e beijei o rosto dela.

 

-Você acha que ela seguiu em frente vovó? – Perguntei com medo da resposta.

 

-Ela te ama minha filha. – Sorri com um fio de esperança. – Agora vai tomar um banho e vem comer alguma coisa.

 

-Estou com saudades da sua comida mesmo vovó.

 

 

Flashback off:

 

     Estava envolvida nas lembranças, quando minha vó me chamou.

 

-Vocês duas se amam, isso é fato.

 

-Não sei vó, às vezes eu acho que Mariana já queria esse divorcio. – Minha vó balançou a cabeça em negação.

 

-Eu não falo mais nada. – Minha vó parou o cafuné e eu me levantei.

 

       Dei um beijo em seus cabelos e subi para o banho, às vezes eu penso em tentar me reconciliar com Mariana, mas como ela prosseguiu com o divorcio não tenho certeza de que é o que ela quer. A única coisa que eu sei é que eu ainda a amo, com todas as minhas forças.

 

 

Flash back on:

 

 

       Mandei mensagens para Mariana, mas ela não me respondeu isso me chateou, pois eu estava louca para reencontra-la. Entrei em uma rede social e vi que ela estava em um bar próximo à faculdade, com o coração cheio de duvidas eu me troquei e peguei a localização do bar ido até lá.

 

      O bar estava lotado, musica sertaneja tocava alto e eu olhava por todos os lados procurando por ela. Me sentei no balcão e pedi uma cerveja. Mandei mais uma mensagem para Mariana, mas não obtive respostas.

 

-Sozinha gatinha? –Uma garota se aproximou e me olhava de forma indecente.

 

-Desculpa, mas eu estou procurando uma pessoa. – Sorri sem mostrar os dentes.

 

-Podemos procurar juntas. – Ela se aproximou um pouco mais e eu me afastei.

 

-Olha, eu não quero confusão. –O barman olhava com atenção a conversa.

 

-Patrícia, vaza. – A moça que me encurralava revirou os olhos e eu agradeci o rapaz do bar. – Essa dai se joga pra qualquer uma.

 

-Valeu me salvou da inconveniente. – Ele me serviu uma dose de tequila.

 

-Bebe ai. - Agradeci e ele passou o pano no balcão. – Me chamo Danilo, você é nova por aqui né?

 

-Me chamo Petra, muito prazer Danilo. – Virei a dose e senti o liquido quente descer na minha garganta. – Sou e não sou, morava por aqui, mas passei um tempo longe.

 

- Ah saquei, você tem cara de gringa. – Ele sorriu divertido. – Você disse que estava procurando alguém, talvez eu possa te ajudar.

 

-Ah seria ótimo, estou procurando uma garota chamada Mariana Maia. – Ele deu uma olhada no ambiente. – Você conhece?

 

-A musa do campus? Claro que conheço. – O que ele me disse, me deixou levemente enciumada. – Ela e a Juju, devem estar por aqui ainda. Olha ela ali!

 

       Danilo apontou para uma mesa lá no fundo e quando me virei tinha um cara abraçando Mariana e rindo de alguma coisa que, a cena me deixou abalada, mas ela tinha todo direito de seguir a vida dela, afinal foram dois anos fora. Dei um gole generoso na cerveja e sai do bar, precisava dar uma respirada lá fora. Me encostei na parede do lado de fora do bar e tentava não surtar.

 

-Tem certeza de que já quer ir embora Mari? – Ouvi vozes e eu reconheceria a dela a quilômetros. – Fica mais um pouco, depois eu te levo.

 

-Obrigado Filipe, mas eu prefiro ir. – Eu observava a interação dos dois e até então ela não tinha me visto. – Eu pego um taxi, gatinho.

 

-Você quem sabe. – O homem nem insistiu, e eu o achei um completo babaca. – Então vou voltar lá pra dentro, aquele boy não parava de me encarar.

 

-Vai lá, te vejo amanhã. – Como eu sou idiota, o cara com certeza era gay e eu aqui imaginando mil coisas.

 

       Ele entrou e ela foi andando para o ponto de taxi, tomei coragem e fui atrás dela. Ela estava mexendo na bolsa quando me aproximei.

 

-Podemos dividir o taxi? – Ela esperou alguns minutos pra se virar.

 

-Petra? – Ela tinha uma expressão surpresa e meu coração batia descompassado.

 

-Eu mesma. – Sorri timidamente e Mari ficou lá parada sem ação. – Não ganho um abraço?

 

        Abri os braços e ela saiu do transe e avançou sobre o meu corpo. A abracei apertado e sentia algumas lagrimas rolarem pelo meu rosto, eu estava com saudades do toque dela, do cheiro, e principalmente do abraço dela.

 

Flashback off:

 

 

      Acordei com alguns raios de sol invadindo meu quarto. Hoje eu teria folga, pois o restaurante passaria por uma inspeção de rotina. Me levantei e fui direto para o banho, eu acabei sonhando com Mariana depois de ficar pensando no nosso passado antes de dormir. Sai do chuveiro enrolada na toalha e vi meu celular tocar estridente.  Era Andrea me chamando para ensina-la uma receita que havia prometido. Ultimamente nós duas temos conversado muito, até saímos algumas vezes, mas ainda não tinha rolado nada e não foi por falta de vontade dela. Eu queria poder seguir em frente, mas eu ainda não consigo. Combinamos de nos encontrar, quando eu desci encontrei minha vó regando as plantas.

 

-Bom dia minha deusa. – Beijei sua bochecha e ela sorriu. – Dormiu bem?

 

-Bom dia minha filha, dormi sim e você? –Ela desligou a mangueira, e secou as mãos. – Vai sair?

 

-Vou à feira comprar umas coisas, marquei de ensinar uma receita pra Andrea. – Minha vó revirou os olhos.

 

-Petra, parece que depois que você cresceu você ficou boba. – Lá vem minha vó com sermão. – Eu não te entendo mais.

 

-Vovó, não vamos começar. – Suspirei cansada. – Eu estou tentando seguir minha vida, assim como Mariana vai seguir a dela.

 

-Eu espero que você caia na real. – Minha vó entrou e eu fui atrás. – Seu pai ligou mais cedo e pediu que você ligasse para ele.

 

         Me despedi dela e sai, minha vó tava com essa ideia de que eu devia ir atrás de Mariana, e que nosso divorcio era burrice, mas foi ela quem pediu a separação e até o momento não deu indícios de que nós duas podíamos tentar algum tipo de reconciliação. Eu ia esperar Julia resolver a papelada e assinaria logo.

 

        Encontrei com Andrea e compramos todos os ingredientes da receita, ela queria aprender a fazer risoto e não era algo tão difícil, faríamos na minha casa e com certeza minha vó a trataria mal, assim como das outras vezes. Andreia era uma companhia agradável, e sempre respeitou meu tempo. Depois de comprar todos os ingredientes voltamos pra casa da minha vó e a surpresa foi grande quando chegamos por lá.

 

 

POV MARIANA

 

 

            Depois que meu pai saiu eu tentei não pensar nas coisas ruins que ele me disse. Tomei café com as crianças e decidi ir ao shopping comprar algumas coisas para o José. Fiz uma lista de coisas que ele precisava, e era quase um enxoval completo. Julia tinha me dado a ideia de fazer um chá de boas vindas para ele, mas mesmo assim eu precisaria comprar algumas coisas.

 

        Val acabou indo comigo, pois seria difícil carregar Malu e José pelos corredores do shopping. Minha filha amava fazer compras, isso ela puxou a mim e em todas as lojas que entramos ela dava opinião nas roupinhas do José.

 

-Tô cansada mamãe. – Malu pediu colo.

 

-Cansou meu amor? Está com fome? – Beijei seu rostinho enquanto Val empurrava o antigo carrinho de Malu que eu havia guardado. –Vamos almoçar por aqui mesmo Val?

 

-Ah mamãe, vamos pra casa da bisa? Lá deve ter comidinhas gostosas. – Malu disse sorrindo e alisando a barriguinha. – A gente leva o “jusé” pra ela conhecer.

 

-É uma ótima ideia filha. – Provavelmente Petra não estaria em casa, mas eu também estava com saudades da dona Heleninha. – Vamos então Val?

 

        Valeria concordou e seguimos para a casa da vó da minha ex esposa. Malu estava empolgada, ela era louca com a bisa e se deixasse ela passaria dias com ela. Em poucos minutos estacionava meu carro na frente da casa de dona Helena e tocávamos campainha.

 

-Bisaaa! – Malu gritou assim que a mulher abriu o portão.

 

-Meu Deus! Você já cresceu e só tem três dias que nos vimos. – Minha filha queria pular no colo dela, mas dona Helena já não tinha a mesma coluna de antes. – Que surpresa boa vocês aqui.

 

-Desculpe vir sem avisar, mas Malu deu a ideia. – Abracei ela e dei um beijo em seu rosto.

 

-Deixe de bobeira Mari, você sempre será bem vinda em minha casa. – Ela deu passagem e entramos. – E esse rapaz lindo aqui?

 

       José deu um sorriso banguela e dona Helena brincou com as bochechas dele.

 

-Esse é o meu “pimo”. – Malu respondeu sorrindo. – Ele vai “molar” comigo “agola”, ele pode ser seu neto também, eu deixo.

 

-Deixa meu amor? A vovó vai amar.

 

       Valeria e dona Helena se cumprimentaram e a mais velha foi olhar a panela que estava no fogo. Pelo visto Petra não estava em casa e parte de mim ficou chateada com isso. Aquela casa me trazia muita nostalgia, por diversas vezes ali foi palco para o nosso amor, e foi ali que eu me entreguei para Petra pela primeira vez.

 

-Mari, Petra me contou a historia do pequeno. – Dona Helena tinha um olhar de pena. – Tão pequeno e já cheio de historia.

 

-Pois é eu estou de pés e mãos atadas. – Contei a historia toda, inclusive a conversa que tive mais cedo com meu pai.

 

-Minha filha, você nunca pode contar com aqueles dois. Me desculpe dizer isso. – Dona Helena estava com José no colo. – Mas saiba que apesar de tudo eu sempre serei sua família também.

 

-Eu agradeço todos os dias por ter a senhora ao meu lado. –Ela fez um carinho em minha mão e Malu veio correndo do andar de cima.

 

-Vovó, a mamãe Peta não tá aqui?

 

-Ela já deve estar voltando meu amor, ela foi à feira comprar umas coisas. – Foi só o tempo de ela fechar a boca e meu coração deu uma acelerada quando vi Petra entrando pela porta com a Andrea a tira colo.

 

-MAMÃEEE. – Malu correu e pulou no colo dela.

 

-Minha princesa, que surpresa boa. – Petra beijava minha filha e a songa monga da professora sorria com a cena. – Oi Val, oi Mari.

 

-Oi. – respondi secamente.

 

-Olha quem está aqui também. –Petra pegou o José que fez festa quando ela o levantou no colo.

 

-Você já viu o “Jusé” mamãe? – Petra respondeu minha filha e a pegou ela no colo também, meu coração aqueceu com a cena, pois eu sempre sonhei em ter mais filhos com ela, mas Andrea estragava o cenário todo.  – Tia Deia, porque você tá aqui?

 

        Minha filha fez a pergunta que eu queria ter feito, e deixou Petra e a professora bem sem graças.

 

-A sua mãe vai me ensinar uma receita Malu. – A sonsa respondeu e dona Helena revirou assim como eu. – Oi pessoal.

 

        Ela cumprimentou todas, mas apenas Val respondeu, dona Helena apenas acenou com a cabeça e eu não tive nem estomago para esboçar alguma reação. Aquela situação estava me doendo, Petra estava seguindo a vida dela, com facilidade e eu sei que eu não conseguiria fazer o mesmo.

 

-Acho melhor irmos embora. – Eu disse seria e Malu uma carinha de dar dó.

 

-Claro que não, vocês vieram almoçar comigo. – Dona Heleninha se levantou enérgica. Petra já que você chegou, termine o almoço, depois você ensina essa tal receita pra sua amiga.

 

         Petra balançou a cabeça em negação e eu sorri com a forma que ela tratou Andrea. Essa sirigaita nunca me enganou, e não esperou a primeira oportunidade pra grudar na minha ex esposa.

 

-Mari, fica. – Sentamos no sofá e dona Helena me pediu com carinho. – Sei que deve ser difícil, mas almoça aqui, Malu veio toda empolgada.

 

-Tudo bem, mas é dolorido ficar dando palco pra isso. – Suspirei com pesar.

 

-Eu não entendo vocês duas. – Maria Luiza brincava no tapete com o Zé. – Se amam e ficam nesse teatro todo.

 

-Acho que ela superou rápido, dona Helena.

 

          O almoço aconteceu em um clima super pesado, eu mal toquei na comida. Petra e eu ficamos o almoço todo em completo silêncio. Eu tinha o choro preso na garganta, mas não daria o gostinho de chorar ali. Meu dia começou péssimo e só desceu ladeira a baixo.

 

Notas finais:

Não me matem, essas duas são duas cabeçonaaaaas. Mas a partir do proximo vai ter mais intereção das duas. 



Comentários


Nome: Socorro de Souza (Assinado) · Data: 21/06/2021 20:49 · Para: Eu não te entendo mais!

Essa falta de ação dessas duas dar nos nervos Cd capítulo agora vai e nda :((

Culpa sua viu autora, aff

Tanto tempo perdido entre essas duas 

 



Resposta do autor:

AAh pior que me dá nos nervos tambem. Mas prometo que elas vão melhorar. 



Nome: Larissa Valente (Assinado) · Data: 21/06/2021 20:35 · Para: Eu não te entendo mais!

 

Não sei quem eu mato. Se a Petra que não luta pelo amor da Mari; se a Mari que desistiu do seu casamento depois de saber que a Petra não a traiu ou se a autora que não põe essas duas pra conversar. kkkkkkkk

Torcendo por uma forcinha pela parte de D. Heleninha.

 

PS. A Malu é muito fofa. Fico encantada quando ela aparece.

#vamosjuntarpetraemari#

#reconciliacaoentrepetraemari#

#petraemarimomoladasdenovo#

 

 



Resposta do autor:

A autora não tem culpaaa! 

 

#voltaPemari



Nome: patty-321 (Assinado) · Data: 21/06/2021 20:26 · Para: Eu não te entendo mais!

Pqp. Vontade de entrar na estória e sentar o sarrafo nessas duas. Que orgulhosas. Esse término e por puro orgulho de sentar e conversar. Tá bem sei que faz parte da estória. 



Resposta do autor:

Eu seguro e cê bate!



Nome: MEGG (Assinado) · Data: 21/06/2021 19:52 · Para: Eu não te entendo mais!

Nem vou cometar.....afff



Nome: Marta Andrade dos Santos (Assinado) · Data: 21/06/2021 19:48 · Para: Eu não te entendo mais!

Petra se cuida que a fila anda.



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