Voltas que a vida dá! por Gee


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- Pronto agora chegou a super irmã. – Luana falou passando a mão no maxilar.

- O que faz aqui Luana? Você tem cinco segundos para sair do consultório da minha irmã antes que chame a polícia e tenho certeza que você sairá presa daqui. – Gisele arqueia a sobrancelha.

- Isso, chama a polícia, aproveito e dou parte dessa louca que me agrediu. – Luana fala ainda mantendo a pose.

- AGORA JÁ CHEGA LUANA, SE FOR PARA FALAR EM AGRESSÃO AS MARCAS QUE DEIXOU EM MEUS BRAÇOS É O QUE? VAMOS CHAMAR MESMO A POLÍCIA, ALIÁS, VAMOS A DELEGACIA ASSIM PRESTO QUEIXA OFICIALMENTE. – Claudia estava descontrolada gritava e chorava olhei para Luana que agora estava sendo atacada por Gisele e eu corri para segurar minha cunhada que esbravejava e batia na Luana que havia corrido para longe dela.

- EU VOU MATAR VOCÊ LUANA, NUCNA MAIS SONHE EM ENCOSTAR EM MINHA IRMÃ OUVIU? OU SOME OU VOU PERSEGUIR VOCÊ E TE MANDAR PARA O INFERNO SUA DEMÔNIA. – Mesmo segurando pela cintura minha cunhada é forte e por um minuto achei que ela também iria me bater, pois se debatia em meus braços.

- Gi, calma. – Tentava acalma-la, mas minha vontade era espancar a Luana pelo que acabei de ouvir. – E você Luana, some daqui antes que eu realmente chame a polícia e tenho certeza que se eu chamar você vai apanhar de novo.

- Eu vou, mas vou voltar e você – Apontou para mim. – Iremos conversar ainda e você vai se arrepender desse soco sua animal.

- Estarei esperando você ansiosamente Luana. – Sorri debochada.

- SOME DAQUI. – Gisele grita.

Soltei Gisele que andava de um lado para outro, olhei para Claudia que chorava, Andreia estava estática sem reação e eu tremia de raiva parecendo um pinscher a única coisa que passou em minha cabeça foi que a idiota da Luana havia agredido minha garota.

- Amor você está bem? – Corri até ela que se jogou em meus braços, apertei ela forte em meus braços e logo me afastei olhando seus braços e vi as marcas e isso me fez sentir uma raiva fora do comum eu iria procurar e achar essa Luana e teria uma conversa com ela, ahhh mas eu vou!

- Claudia quantas vezes ela te agrediu? – Gisele olha a irmã com raiva.

- Essa foi a primeira e última Gisele, por favor, já passou. – Me soltou e foi até a irmã.

- Já passou? Tá de brincadeira né? Nós vamos agora à delegacia prestar uma queixa.

- Gisele esquece, ela não vai mais me procurar.

- Vamos embora, conversamos em casa. – Falei séria, soltei Claudia e fui caminhando para fora da sala, estava atordoada, um sentimento de medo se apossou de mim... Medo de perder a minha namorada.

- Deia, desmarque a consulta de amanhã não irei vir. – Claudia fala limpando as lágrimas.

Seguimos caladas até meu carro, Gisele foi no dela e Claudia estava comigo calada, eu olhei para ela de canto.

- Você está bem? – Perguntei colocando minha mão em sua perna.

- Estou amor. – Segurou a minha mão.

- Ela já havia te agredido antes? – Perguntei séria.

- Não... Ela nunca foi agressiva, não entendi a atitude dela.

- Ciúmes Claudia. – Apertei o volante com força e medo de perder a minha ruivinha ficou ainda mais intenso e se ela ainda gostasse dessa tal de Luana?

- Não importa Rê, ela foi embora, acabou não quero mais nada com ela, quero apenas distancia.

Calei-me, a insegurança e o medo estavam tomando conta de mim, imaginar ficar sem Claudia fazia meu peito doer de uma forma que só sofri quando perdi minha mãe, eu estava tão concentrada que não vi quando chegamos em casa. Estacionei e desci indo direto para a área da piscina, ouvia Claudia me chamar, mas precisava esfriar a cabeça, tirei minha roupa ficando apenas de lingerie e me joguei na piscina, mergulhei com a esperança de que quando emergisse todo esse medo saísse de dentro de mim.

- Amor. – Claudia me chamou assim que emergi e olhei-a. – Você está bem? – Estava com os olhos preocupados.

- Não... – Olhei em seus olhos – Você ainda sente algo por ela? – Perguntei saindo da piscina e ficando de frente para ela.

- Eu amo você Renata Reis, não me imagino mais sem você, não precisa se preocupar com ela. – Me enlaçou o pescoço e beijou meus lábios de leve dentro de mim estava um misto de medo, dor e felicidade eu jamais senti o que estava sentindo nesse momento, nem por Juliana senti esse medo de perca, nem o carinho e a necessidade que tinha por Claudia e foi aí que percebi algo que eu achava que ainda não era concreto.

- Eu te amo Claudia... – Pausei e olhei sua expressão de espanto que logo se formou um sorriso. – e só de pensar em perder você sinto meu peito doer. Não me deixa, por favor? Eu posso te fazer feliz, eu posso... – A apertei em meus braços e me permiti chorar pelo medo de perder a mulher que eu percebi já estar amando.

- Amor, calma, não vou deixar você. Eu não quero nada com aquela mulher, você é a única Rê! – Se afastou e falou olhando em meus olhos.

- Não quero ela perto de você. – Falei acariciando seu rosto.

- Ela não irá mais me procurar amor. Ela morre de medo da Gisele. – Sorri.

- Sua irmã é forte, quase não consigo segura-la, achei que iria cair com ela. – Claudia começou a rir e antes de me responder fomos interrompidas.

- Mas que pouca vergonha é essa? – Vanessa chega falando. – Que foi isso em tuas costas loira? Claudia mulher que selvagem você. – Começamos a rir.

- Belo bumbum cunhada. – Gisele chega rindo.

- Tira o olho maninha. – Claudia fala me abraçando.

- Veste isso. – Vanessa joga um roupão para mim e visto. – O que houve? Podem me explicar?

Contamos com detalhes o que aconteceu, Vanessa queria que Claudia fizesse uma queixa e minha namorada se recusou ainda tentamos convence-la, mas ela não quis, fiquei chateada, mas era uma opção dela. Não estava muito no clima de curtir, mas as meninas me convenceram. Gisele e Claudia foram comprar as cervejas e eu fiquei sozinha com Vanessa e decidi que iria vestir um biquíni e continuar na piscina, assim que voltei Vanessa estava sentada na borda com os pés na água.

- Como está se sentindo? – Perguntou me olhando.

- Com medo... – Respondi entrando na piscina e ficando com os braços na borda ao lado dela.

- Medo de perder a Claudia? Ou medo do que está sentindo por ela? – Me olhou nos olhos.

- Os dois. – Suspirei. – Mesmo sabendo que Claudia não fará o mesmo que Juliana, tenho medo de me entregar e me decepcionar sabe? A intensidade dos meus sentimentos por ela veio a tona hoje quando a tal da Luana apareceu. A mulher é linda, alta, tem um corpão e...

- Pode parando antes que eu te afogue nessa piscina sua besta. Você é uma baita loira de parar o transito a Claudia é louca por você, a prova disso são as marcas em suas costas. Ela te ama, Gisele me falou que nunca tinha visto a irmã tão feliz e radiante. – Vanessa fala séria.

- Eu sei Van... Mas é que poxa, a tal Luana é linda. Uma boçal, mas é linda. Mas se ela acha que vou deixar minha ruiva dando sopa ela está enganada. Claudia é minha namorada e não vou abrir mão. A não ser que ela queira. – Falei enfática. – Mas, me diz uma coisa... Como foi o lance com a Simone? Sei que pulou detalhes.

- Ahh Rê, foi só um lance, só uma noite e nada mais. Foi gostoso e eu percebi que também gostava de meninas. Mas não vou negar que é muito mais delicioso fazer amor com uma mulher. – Vanessa sorri com aquela carinha de safada tão característico dela. – Mudando de assunto, a tia Amália me ligou hoje, pediu para que eu ficasse com a Soraia por pelo menos um ano em casa, tempo suficiente para conhecer todas as amizades, todas as festas e não deixar ela ser morta, estuprada, traficada ou virar traficante ou simplesmente fazer as coisas que fazíamos – Rimos – Tudo bem para você?

- Claro que sim, a pequena sereia já está com idade de faculdade... Me senti velha agora. – Sorri.

- Espero que você reverta essa parte de “não negar que é muito mais delicioso fazer amor com uma mulher” para “fazer amor com Gisele é muito mais delicioso” porque se eu pego a senhorita arrastando a asa para alguma galinha, arranco seu grelinho fora doutora delegada Castro. – Gisele e Claudia chegam e eu não aguento e começo a rir da cara de susto que minha amiga fez.

- Às vezes acho que você é uma bruxa Gisele. Só chega na ponta dos pés e escuta as coisas que não era para escutar. – Vanessa olha sorrindo para ela.

- Recado dado. – Olhou para Vanessa e depois para mim. – Quem é pequena sereia?

- A prima da Vanessa, Soraia, um amor de criança. – Falei sorrindo e Claudia veio sentando ao lado de Vanessa.

- Um amor de criança é? E quantos anos tem essa criança? – Minha namorada pergunta me olhando com sobrancelha arqueada.

- Da última vez que a vi ela tinha uns 13 anos. Foi logo depois que minha mãe faleceu não foi Van?

- Foi sim e foi no mesmo dia que ela falou para Juliana que quando crescesse iria namorar com a anjinho. – Começamos a rir e Claudia ficou me olhando com os braços cruzados.

- E quantos anos essa pequena sereia tem hoje em dia Delegada Castro? – Claudia falou séria e Gisele não se aguentou e começou a rir.

- Claudia ciumenta entra em ação. – Vanessa gargalhou também e eu resolvi me manter séria, rindo por dentro, pois a ruiva me encarou de uma forma mortal.

- Hoje ela tem 19 anos. Ela costumava ficar horas conversando com a Rê, creio que Renata foi o primeiro amor dela. – Riu e eu fiquei vermelha.

- A Soraia era um encanto de menina, não exagera não Vanessa. – Falei sem jeito e olhando para minha ruiva. – E mais, certeza que ela ainda é aquela menininha doce.

- Realmente você não viu ela hoje em dia, aquela menininha doce se tornou uma mulher com um corpo que se não fosse minha prima...

- Se não fosse sua prima faria o que Vanessa? – Gisele perguntou olhando minha amiga e dessa vez eu quem ri.

- Pode ir parando de rir Renata Reis, ela não é sua prima e eu estarei de olho na senhorita. Por quanto tempo essa pequena sereia vai ficar aqui com vocês?

Vanessa e eu nos olhamos e começamos rir, ver as duas com ciúmes era engraçado e assustador ao mesmo tempo a probabilidade de acontecer algo com a Soraia era zero, ela é aquela garotinha doce, com olhinhos castanhos e cabelo preto cacheado, era como uma prima para mim. Certeza que quando as meninas conhecessem ela parariam disso e iriam rir.

- Ela vai ficar um ano com a gente meninas, não se preocupem não somos taradas por ninfetas. – Vanessa falou tentando ficar séria, mas quando olhou para mim não aguentamos e começamos a rir.

- É Claudia, pelo jeito teremos que deixar duas mocinhas em alerta e ainda mais pesquisar todo o passado dessas duas.

- Principalmente porque acho que essas duas aprontavam muito na faculdade. – Coloquei meus braços na borda da piscina um a cada lado do corpo de Claudia e forcei para ficar bem de frente a ela que olhou dos meus olhos, boca e seios.

- Eu amo você Claudia, não te troco por nada e nem ninguém. Não ache que esqueci a palhaçada que sua ex fez hoje, se ver ela muito perto conversarei direitinho com ela. – Beijei seus lábios e voltei a mergulhar.

 

 

Nome: Marta Andrade dos Santos (Assinado) · Data: 25/11/2021 22:56 · Para: Capitulo 15

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