Convide-0 (convide zero) por Solitudine


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Notas da história:

PS: O vírus ficcional CONVIDE-0 não é a mesma coisa que o vírus real COVID-19, diferindo também em histórico e sintomas. Todas as personagens apresentadas não têm quaisquer relações com profissionais e demais cidadãos vítimas ou envolvidos na pesquisa e combate ao COVID-19. Esta é, repetindo, uma obra completamente ficcional, e todos os fatos descritos são frutos da imaginação desta autora caipiresca.

 

 

PLANETA TERRA. INÍCIO DE MARÇO DE 2020.

CONVIDE-0: 416.687 casos confirmados no mundo em 195 países, territórios ou áreas; 18.590 mortes

 

Em maior ou menor grau, diversas medidas preventivas eram tomadas ao redor do mundo, especialmente a adoção da quarentena, restrições em viagens e deslocamentos, adoção de sistemas de teletrabalho e atendimento por telemedicina. Alguns governos buscavam prover alguma garantia de emprego, enquanto outros deixavam a população desamparada e exposta ao desejo oportunista de ricos megaempresários que esmagavam seus subordinados e os negócios de pequenos concorrentes. Trabalhadores assalariados e autônomos viam-se diante de um sério dilema: batalhar o sustento e se expor ao risco ou manter-se em casa ficando sem recursos. Massas de pessoas pobres eram abandonadas à própria sorte em cortiços e favelas, aumentando ainda mais a mortalidade causada pelo vírus dada a necessidade em buscar por comida e o mínimo para sobreviver. Moradores de rua passavam como feridas ocultas da sociedade e, para eles, as elites refugiadas em mansões sob vigilância não desejavam mais que mortes tranquilas. Causticamente o vírus desnudava a falácia do discurso neoliberal, uma vez que somente governos e instituições públicas realizavam ações efetivas, assim como profissionais pesquisadores mostravam que o conhecimento valia muito mais que qualquer armamento bélico. Porém, apesar de tantas dores, a realidade ainda não era suficiente para que a humanidade superasse o problema ou evoluísse coletivamente. Saques ocorriam em diversas regiões, assaltos e invasões de domicílio, golpes de todo tipo, além de muito oportunismo, exploração, histeria e fanatismo. Os seres humanos faziam de tudo, menos o essencial: refletir.

 

--CONVIDE-0 toma parte na guerra política entre Estados Unidos e China! – um repórter anunciava com expressão tensa – Governo americano faz duras críticas à atuação da China no início da epidemia, chegando-se a rotular o CONVIDE-0 como “vírus de bicho chinês”. Enquanto isso, o porta voz do Ministério da Diplomacia da China afirmou que pode ter sido o exército americano a levar a epidemia para Wuhan, durante os Jogos Internacionais Militares em setembro, pouco antes da cidade se tornar o ponto zero da pandemia. – uma sucessão de imagens aparecia na tela da TV – Ambos os lados se acusam sem provas, usando e abusando da teoria da conspiração, mas o jogo entre as duas potências pode ser mais arriscado que os efeitos da própria pandemia! – narrava com voz apocalíptica

 

Outros veículos transmitiam pronunciamentos de autoridades ao redor do mundo.

 

--Oficialmente declaro que esta é uma emergência nacional nos Estados Unidos da América! – o presidente se pronunciava

 

--Essa é a pior crise de saúde pública de uma geração inteira neste país! – o primeiro ministro inglês fazia um pronunciamento

 

--É preciso entender: o CONVIDE-0 está aí e a população não tem imunidade a ele, nem vacinas, terapias, nem nada! Especialistas do mundo inteiro preveem que cerca de 80% da população mundial será infectada se isso continuar! Temos que parar! – Kella Berkel, na Alemanha, declarava em entrevista coletiva

 

--Essa epidemia, que afetou todos os continentes e atingiu todos os países europeus, é a crise sanitária mais grave que atinge a França nos últimos cem anos! – o presidente declarava em rede nacional

 

--Proteger a saúde e a segurança é essencial para o Japão! Não vamos hesitar em adotar medidas duras! – o ministro da saúde declarava

 

--Não podemos cair numa neurose como se fosse o fim do mundo. Outros vírus muito mais perigosos, letais, aconteceu no passado e não tivemos essa crise toda aí. Com toda certeza há um interesse econômico envolvido nisso tudo pra que se chegue a essa histeria. – o governo brasileiro se pronunciava

 

 

BAC0 – BEM ANTES DO CONVIDE-0

BRASIL. 20/12/2009. EDIFÍCIO CORAÇÃO DE ESTUDANTE. SÃO PAULO. 20h00

 

Mariah entrava em casa como se estivesse de ressaca. Cumprimentou a colega de quarto sem empolgação e cuidou para tomar banho. Após um encontro com uma garota que julgou interessante não se sentia bem, especialmente por não ter conseguido satisfação com o sexo, que aconteceu dentro do carro da outra. Como em outras vezes, ficou o desconforto de parecer que foi usada e nada mais.

 

Após cuidar de mais algumas coisas e gastar tempo perambulando pelo imóvel pensando na vida, foi para a sala sem saber o que fazer.  – Assistindo Entusiástico, Fê? – perguntou de cara feia antes de se sentar – Também, domingo à noite só tem merda...

 

--E cortaram nossa TV à cabo, né, fia? – respondeu sem olhar para a outra – Tô assistindo a entrevista dessa professora aí que foi indicada prum Nobel e não levou por pouco.

 

--Quem? – Mariah perguntou curiosa antes de prestar atenção na TV

 

--Voltamos com nossa entrevistada, professora doutora Yasirah Faez, 35 anos, dona de um currículo invejável e primeira brasileira indicada ao Nobel! – o entrevistador anunciava empolgadamente -- Bacharel em matemática pela Universidade Pública e de Qualidade do Rio de Janeiro, mestre pelo Instituto de Matemática Pura e Aplicada, com direito a um intercâmbio no Instituto Federal de Tecnologia da Suíça, doutorada pela Universidade de Cambridge e pós doutorada pela Universidade Nacional de Singapura. – pausou brevemente – Eu sempre perco o fôlego na hora de ler seu currículo! – brincou com a convidada

 

--No que agradeço muito a sua gentileza em me apresentar. – Yasirah respondeu educadamente – Mas preciso fazer uma correção, me perdoe. O trabalho que levou à indicação para o Nobel de Medicina também contou com a professora doutora, médica e imunologista, Rute dos Santos Pereira, 45 anos, minha amiga e colega de trabalho. – esclareceu com simpatia -- Tímida o suficiente para não aceitar o convite à entrevista. -- sorriu

 

Mariah se encantou de imediato com a mulher morena e atlética, dona de cabelos negros pouco abaixo dos ombros e totalmente à vontade diante das câmeras. – Gente, que mulher fodástica é essa? – abraçou-se com uma almofada e dobrou as pernas sobre a poltrona – Gata! – exclamou empolgada

 

--Muda logo de humor, né? – achou graça – Ela é professora lá da tua facul.

 

--Jura?? – empolgou-se mais ainda

 

--Mas apesar do Nobel ter chegado bem pertinho e ainda não ter vindo pro Brasil, você já conquistou o que seria o Nobel da Matemática, que é a Medalha de Fields, não é isso? – o repórter perguntou

 

--Sim. Foi nesse ano e por uma parte do trabalho que seria contemplado pelo Nobel da Medicina. – respondeu orgulhosa – É que no caso da Medalha de Fields só a parte matemática interessa, vamos dizer assim. E no caso do Nobel ela é ferramenta; daí a indicação conjunta da doutora Rute. -- esclareceu

 

--Eu nunca ouvi falar nisso de Medalha de Fields! Cara, mas que mulher fodástica! – Mariah nem piscava

 

Fernanda achou graça da empolgação da outra.

 

--Depois de ter nos explicado sobre a pesquisa que quase recebeu o tão esperado Nobel brasileiro, fale um pouco mais de você. – pediu – Conte sobre sua trajetória e como chegou aonde está. O Brasil quer saber. – sorriu

 

--Eu nasci numa fazenda modesta no interior de Goiás. Sou a mais velha de três irmãos. – contava -- Meus avós maternos e paternos são imigrantes libaneses e aqui no Brasil a família vive de agricultura, criação de animais e comércio em algumas mercearias próximas da fazenda. – cruzou as pernas – Não fui criada na riqueza mas também nunca passei fome. – olhava para o entrevistador – Sempre tive muito gosto pela escola, desde pequena sabia que queria ser professora e daí corri atrás. Meti a cara e fui. – sorriu – Investi no concurso pra professora universitária, quando tomei conhecimento dele, e passei. A convocação coincidiu perfeitamente com o final do meu pós doc.

 

“Ah, mas eu vou jogar o nome dessa mulher no Google e descobrir tudo que puder sobre ela!” – Mariah planejava mentalmente

 

--Não nasci pronta, ninguém nasce. – gesticulou – Investi muito em mim, fosse na formação acadêmica, fosse até na aparência. – comentou bem humorada – Tenho minha personal trainer pra garantir que o trem não vai desandar e dei uma força pra natureza: mudei o nariz. Esse aqui é plástica. – mostrou

 

Achou graça. -- Mas por que? – o repórter não entendeu

 

--Era muito grande, rapaz, sê besta que eu ia dar cabimento pra aluno me fazer troça em sala de aula? – brincou – É ruim!

 

Mariah também achou graça. – Nem que eu vire aquela faculdade pelo avesso, mas vou encontrar essa mulher por lá assim que o período que vem começar. Se der, até me inscrevo em alguma disciplina dela. – pensou em voz alta

 

--Calma aí que a mulher não deu dica de ser lésbica. – Fernanda alertou – Acho até que é bem o contrário.

 

--Tem coisas, meu bem, que só descobre na hora. – Mariah sorriu – E jogando verde! – pegou uma mecha dos próprios cabelos – E o que Mariah Montenegro quer, ela consegue! – mordeu o lábio inferior

 

 

BRASIL. 23/12/2009. FAZENDA SAHHA.GOIÁS. 08h20.

 

--Ocê viu minha fia no Entusiástico ontem, Penha? – Kalila perguntava à vizinha – Falou bonito um monte de coisa e mandou beijo pra nós tudo! – sorria

 

--Eu vi! – sorria também – Aquela menina é um orgulho pra cidade! – afirmou empolgada – Pra cidade não, pro estado e pro país! – gesticulou -- Moça séria, trabalhadora, estudada, fina, que não vive de safadeza com homi aqui e ali pra pegar barriga.

 

--Anéim! – concordava com a outra

 

--Tá de parabéns, muié. – começou a juntar as garrafas de leite na carroça – Soube criar! – sorria – Teus fio são tudo que nem uns santo!

 

--Num posso me queixar de meus fio. – ajudava a outra com as garrafas

 

--Tem que rezar é por causa das inveja, num sabe? – advertiu

 

--Eu sei, muié. E rezo todo santo dia nus pé da Virgi! – balançou a cabeça positivamente – Ói, amanhã ela chega aí mode passar as festa! – sorria – Se quiser visitar, tá todo mundo convidado!

 

 

BRASIL. 09/01/2010. EDIFÍCIO HIPÁTIA. SÃO PAULO. 19h10

 

--Tá vendo como é a vida? A mulher passa fim de ano na fazenda da família, enche o bucho e depois vem atrás da personal pra compensar o prejuízo. – Paula brincava – Da próxima vez me leva que eu participo da farra mas te ponho na linha lá mesmo!

 

--E eu bem que convidaria. – terminava o alongamento – Não fosse por meu amigo Edu, que é um bichinho do mato. – pegou uma toalhinha e passou no rosto

 

--Ai, nem fala... – fez um bico – Amo meu marido mas esse lado caseiro dele às vezes desgasta a relação. – reclamou bem humorada – Mas, aqui, fica tranquila que continua sarada. – observava a outra

 

--Minha meta de chegar aos 60 sem barriga tá de pé, viu fi? Conto contigo pra isso! – Yasirah olhou para a personal

 

--Até lá tem muuuito tempo! – começou a juntar suas coisas – Bom que meu ganha pão tá garantido pelos próximos 25 anos. -- brincou

 

Pôs as mãos na cintura. – Tá calor, né? – fez uma careta

 

--E depois de malhar que nem uma tarada, aí que faz calor mesmo, comadre! – olhou rapidamente para a outra – Aqui, te vi no Entusiástico! Mandou ver, hein? Falou até de mim. – riu brevemente – Aposto que não se falou de outro assunto em Goiás.

 

--Bem por aí. – soltou os cabelos – Recebi tratamento de celebridade! – riu brevemente

 

--E você tirou a maior onda de hétero! – achou graça – Perdeu metade do eleitorado depois dessa. – brincou

 

--Queria que eu fizesse o que? – achou graça também – Ao longo da vida construí uma reputação, muita gente me acha um exemplo. – caminhou até a sacada – Se eu abrisse o jogo, tudo mudaria muito e eu não tô preparada pra isso. – debruçou-se na grade – Especialmente no meio da minha família e no trabalho... – falava pensativamente – Seria tudo muito diferente... -- lamentou

 

--Eu entendo, amiga, brincadeira. – aproximou-se da outra com a malinha na mão – E queria muito que não fosse assim. – deu um soquinho no ombro dela

 

--Imagino minha prima Santinha... – pareceu não ouvir o que personal havia dito – Ela é o outro orgulho da família e a perfeição aos olhos de baba. Se soubesse de mim, seria o prato feito...

 

--Santinha? – estranhou – E tem essa?!

 

--Ela é afilhada de baba. O nome é Sofia, mas como diz que tem uma vida dedicada à igreja recebeu esse apelido desde que era moça. – passou a mão nos cabelos – Ela sempre dedurava Safira e eu em nossas traquinagens. Levamos muitas lambadas de varinha por causa dela.

 

--Safira é tua prima ex maluquete que virou crente?

 

--A própria. – olhou para a amiga e se endireitou – Companheira de muitas loucuras nos tempos de roça.

 

--Amiga, vou indo. – deu beijos de comadre – Daqui a pouco o homem tá aqui só azucrinando no celular. – encaminhou-se para a porta

 

--E eu tenho que tomar um super banho. – acompanhava a personal – Senão, ninguém aguenta. – sorriu – Quando chegar em casa me dá um toque. – pediu ao abrir a porta

 

--Pode deixar que se alguma mulher interessante me perguntar se você gosta da fruta eu vou dar um jeito de dizer que sim. – piscou – Bye!

 

--Vai embora, sujeita! – respondeu bem humorada – Inventa moda, pra você ver, bicha doida! – fechou a porta e seguiu para o banheiro

 

 

BRASIL. 04/03/2010. UNIVERSIDADE PÚBLICA E DE QUALIDADE.SÃO PAULO. 11h54.

 

--Professora, eu tenho muita dificuldade pra entender essa coisa da probabilidade condicional. – Mariah se insinuava fingindo falsa inocência – Nesse exercício aqui, por exemplo. – debruçou-se ficando bem perto da morena – Eu achava que a condição pra porta abrir era essa, mas no final vem outra coisa. – virou o rosto de frente para Yasirah – No gabarito, a porta fecha e eu não consegui saber como. – sorriu – Por mim ela ficava bem aberta... – falou com duplo sentido

 

“Ela vem toda gata, cheirosa, com esse decotão e cheia de malícia pra cima de mim...” – pensava – “Já pensou passar por isso até o final do período?” – levantou-se da cadeira e se afastou da jovem – Mariah, infelizmente eu não vou poder te ajudar agora, porque a aula terminou bem em cima da hora do almoço e eu tenho que estar no IMC às 13h em ponto. – falava educadamente – Mas peço que leia a apostila que mandei pra vocês por e-mail. Ali eu fiz um resumo pra introduzir o assunto de um jeito mais interessante que o livro base. – olhava para ela

 

--Ainda não li. – confessou ao erguer o tronco novamente – Juro que vou ler. -- encarou a professora sensualmente – Porque tenho certeza que você deve saber introduzir de um jeito bem interessante. – novamente usou de duplo sentido

 

“Se você não fosse minha aluna, ia te fazer dizer isso por experiência própria”. – pensou – Leia com atenção que você vai entender. – fingia total indiferença ao assédio -- Se ainda assim não conseguir, me fale. – preparou-se para sair – Até terça.

 

--Até terça... – acompanhou a partida com o olhar – Infelizmente. – suspirou – “Ela é tão formal comigo. Será que Fernanda tem razão e eu tô fazendo um papel ridículo?” – considerou – “Não, eu não posso desistir. Até o final do período tem tempo...” – sorriu

 

 

BRASIL. 08/05/2010. SHOPPING CIDADE SÃO PAULO.SÃO PAULO. 12h37.

 

--Obrigada por me fazer companhia em plena véspera do dia das mães. – Rute agradecia enquanto almoçavam – Mas eu realmente precisava de ajuda pra comprar os presentinhos que vou levar pro asilo amanhã. – sorriu – Pago o que te devo logo na segunda. – garantiu antes de dar uma garfada

 

--Não me agradeça e não precisa me pagar. – respondeu com sinceridade – Fica sendo meu presente pro asilo que você e seu centro adotaram. – deu uma garfada também

 

--Já que não dá pra você visitar sua mãe podia se unir a nós amanhã. – convidou – E faria bem pros velhinhos e pra ti.

 

--Não vai dar, Rute. Tenho que estudar uns artigos amanhã e vou passar o dia detida nisso. – dispensou educadamente – Final de semana que vem faço uma viagem de bike pra Ubatuba, então não vai dar tempo de resolver o que preciso se não me concentrar amanhã. – deu outra garfada

 

--Você nunca aceita meus convites pra participar das coisas do centro mesmo... Mas continuo insistindo, porque vai que um dia dá certo? – limpou os lábios com guardanapo

 

Não alimentou o assunto e continuou mastigando.

 

--Por que me parece que você quer me contar alguma coisa? – perguntou desconfiada

 

Terminou de almoçar e limpou os lábios com o guardanapo. – Porque eu quero mesmo. – achou graça da outra ter percebido

 

--Pois não? – debruçou-se sobre a mesa – Creio que não seja sobre trabalho ou esportes. – comentou bem humorada

 

--Mais ou menos... – debruçou-se sobre a mesa também – Tem uma garota cursando ProbEst comigo lá na engenharia e ela tá me deixando doida! – confessou

 

--Aluna de graduação, Yasirah? – perguntou surpreendida

 

--É... – respondeu meio sem graça – Ela é simplesmente perfeita! – gesticulou -- Toda mignon, simétrica, altura mediana, branquinha, cabelos castanhos compridos, uma pele maravilhosa, um sorriso delicioso... – descrevia – Até a voz é bonita, sabe? – olhava para a outra – Tem que ver como se veste! Sempre jovial, mas bem arrumada, usando uns batons que deixam aquela boca tão atraente que eu tenho quase que fazer um mantra antes de cada aula pra não tascar um beijo daqueles!

 

Rute ficou pasma. – Meu Deus, criatura, nunca te vi ficar assim por causa de uma aluna da graduação! – revirou os olhos – Já não te basta ciscar no terreiro das alunas da pós quando elas defendem tese? – perguntou achando graça – Essa garota aí deve ser muito nova.

 

--Ah, para com isso. – fez um gesto de contrariedade – Eu não saio por aí pegando as alunas da pós. Foi uma ou outra! – defendeu-se – E quanto à idade, ela já me deixou saber que tem 20. Até descobriu que fazemos aniversário no mesmo dia. – achou graça

 

--Ela pesquisou sobre você? – prestava atenção no assunto

 

--Com certeza! – respondeu de pronto – E dá em cima desde o primeiro dia de aula! – contava – A forma como fica me encarando, o jeito que vem tirar dúvidas ao final das aulas... e ela sempre tem dúvidas! – balançou a cabeça

 

--E aí esse assédio, junto com a beleza dela, te deixou assim toda interessada? – analisava o rosto da amiga

 

--Não só isso. Ela tem um quê... – gesticulava – Acho legal que se importa com os colegas, tem atitude, um jeito de mulher e ao mesmo tempo aquela coisa de menina, sabe? – parecia visualizar a jovem diante de si – Ela é uma aluna meio desleixada, mas nada que não se conserte.

 

--E você tá pensando em consertar? – ajeitou-se na cadeira e cruzou os braços

 

“Se soubesse no que já pensei em fazer com ela...” – pensou com vontade de rir

 

--Olha, amiga, isso é uma decisão muito particular, mas... se eu não fosse você não investia nessa. – aconselhou – Ela é dezesseis anos mais nova, tá em outra estação, é aluna da graduação, ainda vai viver um monte de coisas... acho que seria até irresponsável de sua parte, embora ela não seja nenhuma criança. – foi sincera – E de mais a mais, você que morre de medo de ser descoberta, ao se envolver com uma jovem dessas pode cair no meio das fofocas mais rápido que se imagina. – considerava – Lembre-se de que as alunas da pós com as quais você se envolveu, tinham uma vida fora da universidade. Eram mulheres independentes, donas do próprio nariz. – pausou brevemente – Bom, pelo menos as que eu soube que você ficou. – fez uma ressalva – “Vai que houveram outras e não fiquei sabendo?” -- pensou

 

--Eu não vou fazer nada, até porque ela é minha aluna e o período não acabou. – considerou – Mas depois que acabar, se ela continuar a vir pra cima com aquele assédio todo, não garanto, não, viu fi? – olhava para a amiga – No entanto, provavelmente não virá, porque a Poli é uma coisa, o IMC é outra e ela não tem mais matéria pra fazer comigo.

 

Rute deu um suspiro profundo e nada respondeu.

 

 

BRASIL. 11/05/2010. UNIVERSIDADE PÚBLICA E DE QUALIDADE.SÃO PAULO. 14h18.

 

--Que merda! – Mariah socou o ar ao receber as notas de dois trabalhos – Puta que pariu, eu vou abandonar essa porra! – passou a mão nos cabelos – E não vou assistir a mais aula de nada hoje! – estava furiosa

 

--Boa tarde. – uma voz conhecida cumprimentou

 

--Ah, oi... – respondeu sem graça ao constatar que se tratava de Yasirah – “Gente, ela tá o máximo com esse vestido, blazer e salto alto!” – pensou extasiada – Boa tarde.

 

--Bem, pelo visto, sua tarde não tá tão boa assim. – parou perto da jovem – O quê que houve? – perguntou interessada

 

--Eu... – não sabia o que dizer – Eu acho que vou trancar matrícula porque... – cruzou os braços – não dá!

 

Gastou uns segundos antes de perguntar: – Você tem aula agora?

 

--Não... – mentiu

 

--Então vem comigo. – convidou – Tô indo pra uma defesa de tese e você vai assistir. – começou a andar – Venha. – falou sem olhar pra trás

 

--Ah... – ficou perdida mas no final correu atrás para acompanhar os passos da outra

 

***

--Nossa, eu fiquei boba com aquela tese! – Mariah exclamou empolgada – Um sistema que calcula o limiar de dor em função da frequência pra otimizar o ganho de aparelhos auditivos pra pessoas com deficiência! – lembrava-se do que aprendeu – Muito foda! – deu uma colherada no açaí

 

--Eu sabia que você ia gostar. – cruzou as pernas – Acho essencial que os estudantes percebam a finalidade das ciências que estudam e o que a humanidade pode ganhar com elas. – olhava para a jovem – Você também pode fazer trabalhos do tipo ou outros muito melhores no futuro próximo. Não acha isso interessante? – deu uma colherada também

 

Desviou o olhar. – Ah, mas eu... – suspirou – Eu me ferrei nas notas das primeiras provas e até nas notas dos trabalhos... – confessou

 

--Não se ferrou em ProbEst, uai. – deu outra colherada

 

--É que dei mais atenção pra essa matéria. – respondeu fazendo um charme – E a professora também é muito boa. – deu uma colherada – “Em todos os sentidos!” – pensou

 

--Ainda estamos no começo de maio e você pode muito bem meter a cara e estudar pra valer pra se recuperar nas próximas provas. – limpou os lábios com guardanapo – E continuar estudando pra fazer as provas finais e passar. – olhava seriamente para a estudante – Deixa a gandaia de lado por ora. – aconselhou

 

--Você fala como se passar fosse tão mole... – acabou com o açaí também

 

--Já fui aluna de graduação também, garota. – pausou brevemente – E não imaginava que você fosse do tipo que desistisse assim tão fácil. – provocou

 

--Tão fácil? – ajeitou-se na cadeira – Tô no quinto período e toda ferrada.

 

--E tem toda condição de mudar isso. -- olhou para o relógio – Tá tarde. – pegou suas bolsas – Onde você mora? Te dou uma carona. – ofereceu

 

--Jura?! – arregalou os olhos – “Gente, ela vai me levar pra casa!!” – pensava eufórica

 

***

--Que engarrafamento! – Yasirah reclamou – Acho que vamos ficar uma hora só aqui na Marginal. – olhava para o trânsito diante de si

 

“Deus te ouça!” – desejou – “Ai, eu tô tão nervosa! Nem acredito que tô no carro dela indo pra casa!” – pensava -- Você... sempre dirige descalça? – perguntou por não saber o que dizer – Achei graça que foi logo tirando o blazer e os sapatos. – sorriu. Sentia-se nervosa

 

--Não gosto de dirigir usando salto. – respondeu de imediato – E sou calorenta. Não vejo a hora de tirar esse vestido!

 

“Ai, eu mataria pra ver isso...” – pensou ao suspirar – Seu carro é bonito, tão limpinho. Cheiroso. – reparava

 

--Tem que ser, né? Carro imundo é que não dá! – olhou rapidamente para a jovem – Você dirige?

 

--Já tirei carteira mas não tenho carro. – passou a mão nos cabelos – Meus pais até me deram um quando passei pra faculdade, mas sofri um assalto logo que cheguei em São Paulo e... sei lá, bateu uma insegurança. Não quis mais saber.

 

--Entendo, mas é importante que você supere isso em algum momento. Dirigir é algo que uma mulher tem que saber, até pra não depender de ninguém. E direção é prática. – passou a mão nos cabelos

 

Mariah pegou uma mecha do próprio cabelo e ficou brincando com ela. Depois de um tempo calada perguntou à queima roupa: – Você é casada? Tem compromisso com alguém? Tem filhos? – calou-se de imediato – “Ai, eu tô parecendo até uma colegial bobona.” – pensou se recriminando

 

--A resposta é não pras três perguntas. – respondeu depois de olhar brevemente para a jovem

 

“Que ótimo!” – pensou empolgada – Mulheres poderosas como você têm dificuldade pra arrumar um par, né? Que você espera de alguém pra namorar? – corou – “Gente, o que tá acontecendo comigo que tô igual a uma palhaça?” – virou o rosto e olhou pela janela – E o engarrafamento continua... – falou para disfarçar – “Mariah, você sabe seduzir, que é isso? Desaprendeu?” – revoltava-se consigo mesma

 

Achou graça. “Ela faz essas perguntas mas parece até que ficou tímida desde que entrou nesse carro.”  -- pensava -- Não sou poderosa e não é questão de ter dificuldade. É que tem momentos em que se fica sozinha. – pausou brevemente – E quanto ao que admiro em alguém pra namorar... – olhou brevemente para a outra – Gosto de pessoas que não desistem diante das dificuldades e que tentam até o final.

 

“Ah, mas eu vou passar em uma por uma dessas matérias haja o que houver!” – decidiu mentalmente

 

 

Cinco anos depois.

ÁFRICA DO SUL. 06/07/2015. UNIVERSITY OF KWAZULU-NATAL. DURBAN. 09h00

Um auditório lotado hospedava os participantes da 2nd International Conference on Infectious Diseases (2ª Conferência Internacional  Sobre Doenças Infecciosas). A palestra de abertura era proferida por duas professoras pesquisadoras brasileiras. Falavam em inglês.

 

-- O caso do HIbola, certamente acompanhado por todos os aqui presentes, deixou muito claro que nós, em âmbito global, não estamos preparados para lidar com uma epidemia. – Rute discursava – O aprendizado que tivemos mostrou que há muitas lacunas críticas e preocupantes. – olhava para os demais – Quando o HIbola explodiu na costa da África, não tínhamos epidemiologistas à postos, prontos para agir. Os relatos chegavam em papel! – pessoas se surpreenderam – Demorou para que fossem disponibilizados na internet. – exibia slides em um telão – Não havia um grupo de médicos preparado, não tínhamos sequer uma forma de paramentar as pessoas para garantir sua segurança para trabalhar. Isso porque não sabíamos realmente o que era necessário. – continuava mostrando imagens – Não fosse o trabalho voluntário e corajoso do Médicos sem Barreiras, ainda assim insuficiente, sequer poderíamos dizer o que teria acontecido. – gesticulava – Uma grande epidemia, exigiria centenas de milhares de profissionais bem preparados e com recursos! – mostrou mais outra imagem – O problema que aqui expomos não é uma deficiência exclusiva da África! – salientou – How many governments around the world are really investing in Public Health? (Quantos governos ao redor do mundo realmente investem em Saúde Pública?) – provocou – Muito menos investem maciçamente em pesquisa de ponta na área de infectologia ou em quaisquer outras voltadas à saúde! Milhões de pessoas sequer têm acesso à água tratada!

 

-- Durante a explosão do HIbola não houve quem se dedicasse à montagem de um banco de dados reportando sintomas, abordagens de tratamento bem ou mal sucedidas ou mesmo do processo de diagnóstico para que pudéssemos usar ferramentas computacionais para auxiliar no combate à epidemia. – Yasirah expunha – Com tanta tecnologia à disposição, não fomos capazes de fazer pleno uso dela em um momento de crise. – olhava para o público – And so about 15,000 people died in Africa! (E assim cerca de 15 mil pessoas morreram na África!)

 

“Yasí fala com uma desenvoltura tão grande!” – Mariah pensou orgulhosa – “Nem é médica e arrebenta no meio de um congresso lotado com profissionais de saúde do mundo todo!” – sorriu

 

--Nós tivemos muita sorte com o HIbola. – Rute voltou a falar – Primeiro  porque o vírus não é transmissível pelo ar e quando se está no estágio contagioso a maioria dos pacientes fica acamada. – mostrou algumas fotos – Segundo porque houve muito trabalho heroico por parte de profissionais de saúde e terceiro porque o vírus não infectou muitas áreas urbanas.

 

--Se surgir um vírus que deixe o paciente assintomático no estágio contagioso, a transmissão será vertiginosa e não teremos agilidade para conter a epidemia a tempo. – advertiu -- Vejamos um modelo considerando um vírus que se espalhe pelo ar. – começou a rodar uma simulação computacional que marcava pontos vermelhos sobre cada país do mundo num mapa global – Cada ponto vermelho representa uma pessoa infectada. – esclarecia – Vejam que a doença se espalharia muito rapidamente e que cerca de 2% dos habitantes da Terra morreriam por causa dela. – a simulação chegava ao final com praticamente todos os países cravejados por pontos vermelhos

 

“Cruzes, dá um medo...” – Mariah se endireitou na cadeira

 

--Como resolver este problema? – Yasirah questionou -- Usando Ciência e Tecnologia de mãos dadas com os avanços e todo o conhecimento adquirido pelos profissionais de Medicina, Enfermagem e Biociências, através de Estados fortes, empreendedores e dedicados ao social, mais que à garantia de lucro para monopólios e oligopólios regionais ou globais!

 

--Sistemas de saúde fortes e de atendimento universal, especialmente em países pobres.  – Rute enumerava – Um corpo médico bem qualificado, com recursos e à postos para agir em casos de emergência. – mostrava imagens – E apoio dos militares, lançando mão de seus conhecimentos em táticas de guerra e segurança coletiva. – olhava para o público – Precisamos de maciços investimentos globais em P&D na área de vacinação e imunologia!

 

--E precisamos fazer simulações computacionais para avaliar a eficácia de nossos métodos, sem perder tempo e dinheiro tentando abordagens inúteis! – Yasirah complementou – Vamos usar, inclusive, a internet, redes de satélites e a telefonia celular a nosso favor.

 

--E vamos investir em VIDA! – Rute finalizava com a imagem de pessoas felizes – E não em morte! – na tela, a foto de uma explosão nuclear riscada por um imenso X vermelho

 

Os ouvintes aplaudiram com entusiasmo.

(inspirado e adaptado a partir de um TED Talk apresentando em https://zap.aeiou.pt/bill-gates-nova-pandemia-mundo-preparado-314459)

 

***

--Eu fiquei impressionada com sua desenvoltura durante a palestra, amor! – Mariah elogiava sorridente – No meio de um monte de médicos e de todo tipo de profissional de saúde, lá estava você, mandando ver na palestra de abertura. – bebeu um gole de vinho – Minha professora e matemática preferida! – soprou um beijinho

 

Sorriu para a namorada. – Agradeço pelo elogio, mas eu não tava sozinha, meu anjo. Rute era a estrela da palestra, eu apenas dei uma forcinha. – bebeu um gole de vinho também – E com isso, acabaram-se minhas obrigações com esse congresso. – olhava nos olhos da outra

 

--Verdade? – perguntou descrente – Da outra vez que você me trouxe prum congresso, eu fiquei a maior parte do tempo sozinha e era justo na semana do nosso primeiro aniversário de namoro... – relembrou fazendo um dengo

 

--Simplesmente porque eu fui uma idiota e só dei rata quando menos poderia! – assumiu de pronto – Mas prometo que dessa vez não vou repetir os mesmos erros. A partir dessa noite, eu tô a sua disposição. – afirmou sedutoramente – Meu único objetivo de agora em diante é te dar prazer... – sorriu maliciosamente – Cinco anos de namoro exigem, no mínimo, cinco orgasmos bem intensos... – falava com voz hipnótica

 

Ficou arrepiada. – Estamos jantando, doutora Yasirah Faez! – fingiu que ralhava – E Durban não é uma cidade tão gay friendly assim! – deu uma garfada

 

--Mas dentro do quarto – deslizou o pé por entre as pernas da jovem – tudo é absolutamente friendly... – brincou – E eu não vejo a hora de voltar pra lá. – recolheu o pé e deu uma garfada também – E comer tudo que eu não posso comer agora. – sorriu

 

“Ai, quando ela fala assim...” -- passou a mão nos cabelos e se ajeitou na cadeira. – Eu amei o show, esse jantar, esse restaurante... – olhou rapidamente ao redor – Mas confesso que tô ansiosa pra voltar pro hotel. – bebeu o vinho – E... bem, eu gosto de te ver... bem alimentada. -- sorriu

 

--Falta pouco, minha delícia. – piscou para a outra – Muito pouco. – sorria

 

***

--Ai, amor, ai... – Mariah gemia com os olhos fechados – Me come, vem... Ah!

 

Yasirah estava deitada sobre ela, deixando-a sentir o peso de seu corpo, enquanto penetrava com dois dedos firmes em movimentos intensos e rítmicos. Ao mesmo tempo beijava e sugava um dos seios que apertava com força do modo como sabia que a parceira gostava.

 

--Ai, ah, ah!! – segurou-a pelos cabelos – Vem, amor, vem... – pedia ofegante

 

--Eu te amo, linda... – seguiu beijando pescoço e orelha da jovem – Te amo... – sussurrou no ouvido

 

--Ah!! – abraçou-a com força – Ah!! – gemia alto

 

A professora removeu os dedos e beijou os lábios da amante, enquanto segurou-a pelas coxas abrindo-lhe as pernas. Colocou os sexos em íntimo contato e começou a se remexer, atritando-se contra a jovem. – Goza comigo e olhando pra mim... – beijou-a com intensidade

 

Mariah abriu os olhos e mirou sua namorada. Respirava sofregamente. – Ai, amor, você me deixa louca... – arranhava as costas da amante – Ai, ai... – gemia

 

--Tô fazendo muito peso em você, linda? – continuava movimentando-se contra a outra -- Hein? – segurava-a pelas coxas com pressão – Gostosa... – beijou-a novamente

 

--Eu gosto... assim... – respondeu entre beijos – Ai, amor, eu vou gozar... – abraçou-a com força

 

--Olhando pra mim... – colou testa com testa – Ah! – gemeu

 

Gozaram juntas, gemendo alto e perdidas no olhar uma da outra.

 

Após minutos de êxtase, sentiram a respiração acalmar e lentamente reduziam o movimento dos corpos. Yasirah deixou as mãos deslizarem pela lateral do corpo da amada e capturou seus lábios em um beijo longo. Mariah arranhava-lhe as costas delicadamente.

 

--Ah... – gemeu quando interromperam o beijo – Como um bom vinho... – beijou-a novamente – Cada vez melhor conforme o tempo passa... – sorriu – Cada vez mais gostosa... – beijou-a

 

--Hum... – mordeu-lhe o lábio inferior – Ninguém nunca me fez me sentir como você, Yasí... – respondeu dengosa – Amo você... – olhava nos olhos – Amo muito! – beijou-a

 

--Vamos comemorar mais esse aniversário, hã? – começou a beijar o pescoço da outra – Festas são... – seguia em direção aos seios – sempre tão boas... – beijou e sugou um mamilo

 

Sorriu. – Amor, por mais que eu adore quando você faz isso... – acariciava os cabelos dela – preciso de um tempo... – pediu com delicadeza – Já foram três vezes sem você nem me deixar pensar...

 

--Eu disse... – levantou a cabeça e olhou para a jovem – no mínimo cinco vezes, não foi? – sorriu

 

--Cinco orgasmos. – corrigiu bem humorada – Já foram quatro... – deslizou um dedo pelos lábios da amante – Cabe um descanso agora... – falava dengosamente

 

--Tudo bem. – saiu de cima da outra e deitou-se de barriga para cima – Realmente, tô perdendo o jeito. – fingiu que reclamava – Tô latada mesmo, sô! – falou como caipira

 

--Não mesmo, boba! – deitou-se nos braços da amada – Como pode a melhor matemática do mundo achar que quatro orgasmos em três tentativas é falha? – brincou – Eu é que fico deliciosamente arrasada com você... – fechou os olhos

 

Começou a acariciar os cabelos da jovem. – Tudo bem, eu deixo você descansar aqui comigo... – brincou também – Adoro ter você assim nos meus braços. – segurou uma das mãos dela

 

--E eu amo ficar assim com você. – dedos se entrelaçaram – Acho que a melhor parte do sexo é essa. – sorriu – Esses momentos de carinho depois do prazer. – pausou brevemente – Cafuné gostoso...

 

O som dos toques do celular de Yasirah assustou as duas mulheres. – Mas quem te ligaria a essa hora? – levantou a cabeça e reclamou contrariada – Que merda!

 

--Mas esse som é notificação de zap, uai. Tirei do modo silencioso sem querer. – ajeitou-se gentilmente para se levantar – Deixe ver quem é e desligar logo esse trem. – levantou-se

 

--Humpf! – deitou-se de barriga para cima e fez um bico. Puxou as cobertas e se cobriu – Só quero ver.

 

--Ah, é o Martin Huges. – lia as mensagens deixadas no zap – Ele quer se encontrar comigo amanhã pra discutir uns resultados que obtiveram no diagnóstico de tumor uterino. – olhou para a outra – O índice de falsos negativos tá em 30% e ele quer discutir sobre como reduzi-lo. – explicava ao digitar uma resposta

 

--Eu sabia! – cruzou os braços revoltada – Eu sabia que alguém ia te procurar pra falar de trabalho e eu ia acabar ficando relegada à segundo plano! – ficou chateada – Tava bom demais pra ser verdade! – levantou-se

 

--Calma, linda! – desligou o celular e o jogou na poltrona – O que ele quer não vai levar mais do que uma ou duas horinhas! – aproximou-se da outra – Podemos conversar bem cedo e você nem gosta de acordar antes das oito! – tentava conciliar

 

--Uma ou duas horinhas de trabalho pra você se transformam em oito ou nove horas muito facilmente, Yasirah, te conheço muito bem! – retrucou de pronto – Idiota fui eu que acreditei que seria diferente. – foi andando para o banheiro

 

--Meu amor, você ainda nem sabe tudo que planejei pra nós nessa viagem! – seguiu atrás – Esse risco de eu ficar presa em trabalho não existe! – tentava convencê-la

 

--Aprendi com você que não existe probabilidade nula! – respondeu de cara feia – Agora sai daqui que eu quero tomar um banho! – entrou no box – Aproveita e vai lá conversar com seu coleguinha pra marcar tudo certinho pra amanhã. – fechou a porta e ligou o chuveiro

 

A professora abriu a porta com decisão e entrou no box também. – Eu não vou pra canto nenhum! – falava com firmeza mas sem rispidez – Você é minha mulher e eu não te trouxe pra te deixar largada! – olhava nos olhos – Tem que aprender a confiar em mim! – estava séria

 

--Sou sua mulher só na hora da cama! – encarou a outra – Fora isso não passo de uma amiguinha qualquer! – segurou a professora pelos ombros e tentou fazê-la sair – Sai daqui! – continuava chateada

 

Yasirah segurou a jovem pelos pulsos e rapidamente a virou de costas para si. Colou os corpos e abraçou-a com força prendendo seus braços sem machucar. – Pára de criancice e me escuta. – falava no ouvido – Se quer saber, amanhã à noite a gente já viaja pra Cidade do Cabo. E lá ficaremos até o dia de voltar pra casa!

 

Ficou surpresa. – Pode fazer isso? – estava pasma

 

--Quem tá bancando a viagem sou eu e não o departamento. – continuava falando no ouvido da parceira – Posso fazer o que eu quiser! – deslizou uma das mãos para um dos seios da namorada – Seja nessa viagem... – deslizou a outra para o sexo da jovem – seja com você... – iniciou uma trilha de mordidas e beijos no pescoço dela – Gostosa... – apertou-a com força e penetrou com os dedos – Posso fazer o que eu quiser e você gosta... – falava possessivamente

 

--AI!! – gemeu alto e sorriu – Pode amor... – levantou um braço e segurou-lhe os cabelos da nuca – Pode... Ah! – gemeu novamente

 

--Tem que... completar... – mantinha-se assaltando o pescoço da outra e penetrando com vontade – pelo menos... – esfregava o corpo contra o dela – cinco... – água fria molhava os dois corpos

 

--Ah! Ah! Ah! – gemia prazerosamente sentindo-se devorada

 

Não demorou muito para que o quinto orgasmo fosse atingido.

 

 

ÁFRICA DO SUL. 09/07/2015. TABLE MOUNTAIN. CIDADE DO CABO. 10h10

 

--Nossa! – Mariah exclamou impressionada com o visual – Que lindo! – abriu os braços – Demorou mas valeu a pena! – exclamou excitada

 

--Platteklip Gorge é a trilha mais fácil pra chegar no topo. – Yasirah explicou – E também a mais longa. – parou ao lado da jovem – Escolhi essa porque você não tem hábito de montanha e academia sozinha não dá preparo pra isso.

 

--Tira uma selfie comigo? – pediu empolgada – Com essa parte aqui ao fundo! – apontou

 

--Agora! – posicionou-se ao lado da namorada – Dá o celular que eu tiro. – pegou o aparelho

 

--Você é mais alta que eu. Seu braço é um pau de selfie! – brincou e sorriu

 

--Hum! – estendeu o braço, focou e tirou a foto – Tirar mais uma pra garantir a beleza. – brincou – Pronto. – devolveu o celular para a dona – Vem, vamos caminhar até o outro lado do platô pra ver dali. – chamou

 

--A gente vai descer de bondinho? – perguntou excitada

 

--Não te prometi, uai? – achava graça da animação – Vem. – prestava atenção na outra

 

Após tirar mais fotos e apreciar a paisagem, Mariah exclamou para a amante: -- Eu tô adorando essa viagem e tudo que você planejou pra nós! – olhava para a outra – O show, o jantar, o city tour em Durban, a ida nas vinícolas ontem, essa trilha... Me perdoe por ter duvidado que dessa vez seria diferente. – pediu com delicadeza

 

--Já dei motivos pra desconfiar. – assumiu – Tudo bem. – tirou dois tíquetes do bolso – Quem quer descer de bondinho? – ofereceu sorridente

 

– Oba! – pegou um tíquete – E depois que a gente descer, o que faremos? – perguntou excitada. Caminhavam para embarcar no bondinho

 

--Vamos pro hotel tomar um banho, depois almoçar num restaurante massa que tá bombando na internet, passear no Jardim Botânico e terminar o dia no Waterfront. – apresentou o roteiro – E embora a gente vá conhecer o Cabo da Boa Esperança amanhã e fazer mais mil coisas, não vou me furtar a ter você a noite toda. – pararam na fila do bondinho

 

Gostou de tudo que ouviu. -- Que pena que a gente vai embora depois de amanhã... -- lamentou

 

--É... – concordou – A gente tem responsabilidades, né? – seguiam para entrar no bondinho – Fazer o que? – apresentaram os respectivos tíquetes e entraram – Mas enquanto estamos aqui, aproveitemos. – falou sorridente

 

Mariah correu para ficar próxima a uma das janelas. -- Mais selfie! – já se preparava para a foto – Vem? – puxou a namorada pela mão – Aproveita que eu peguei um lugar bom!

 

A professora achava graça. “Parece até criança!” – pensou divertida

 

 

BRASIL. 12/07/2015. EDIFÍCIO EMMY NOETHER. SÃO PAULO. 07h02

 

Mariah entra no apartamento e deixa a mala perto da porta. Circula pela sala de cara feia e mãos na cintura.

 

--Será que vai falar comigo agora ou vai continuar nessa de não me dirigir a palavra? – Yasirah reclamou ao deixar sua mala próxima à da outra

 

--Você queria discutir comigo na frente do taxista? – perguntou ironicamente ao olhar para a professora

 

– Vamos conversar ou não? – parou no meio da sala também – Fala o que quer me dizer, uai! – olhava para a jovem

 

--Falar o que, me diz? – gesticulou com raiva – Depois da sua atitude no aeroporto? – estava indignada

 

--Linda, pelo amor de Deus! – aproximou-se da outra – Conheço Fernandes há anos e ele é o maior fofoqueiro do departamento! – tentava se justificar – Se ele sonhasse em deduzir o que rola entre nós, amanhã mesmo todo mundo ia ficar sabendo!

 

Ficou triste ao ouvir. – Deve ser realmente o fim do mundo pra você pensar numa hipótese dessas, né? – perguntou magoada -- Aí por isso você vai cumprimentar seu amigo e age como se nem me conhecesse! – seus olhos marejaram – Como acha que eu me sinto?

 

--Amor, escuta... – segurou o rosto dela com as duas mãos

 

--Não me chame de amor! – não se deixou tocar e caminhou até a janela – Quem ama não faz o que você faz! – chorava contidamente – Ao longo desses cinco anos eu já engoli sapos demais em nome de um amor que parece me maltratar mais que me fazer bem! – queixou-se

 

Magoou-se com o que ouviu. – Realmente você pensa desse jeito? – aproximou-se mais uma vez – É isso mesmo?! – insistiu

 

--Até hoje sequer conheci sua família... – secou os olhos com as mãos – Não conheço seus amigos além de Rute, Paula e sua diarista. – continuava desabafando – Fico sempre guardada no meio dos seus segredos e venho depois de suas obrigações com trabalho. – falava com tristeza

 

Yasirah se envergonhou ao ouvir e não conseguiu dizer palavra.

 

--Você esqueceu do nosso primeiro aniversário de namoro e por coincidência me levou praquela viagem pra Itália na mesma semana! – relembrava

 

--De novo essa história, meu Deus! – esfregou a mão no rosto

 

--Você ficava o dia inteiro naquele congresso e passava só as noites comigo! – acusou – Sempre interessada em sexo... É só pro que eu sirvo, né?

 

--E quantas vezes te pedi perdão por isso? – respondeu agoniada – Será que vai eternamente jogar esse erro na minha cara? Sempre esquecendo que depois passamos um final de semana incrível? – questionou contrariada – E claro que eu NÃO tô com você só por causa de sexo! 

 

--Você vacilou comigo inúmeras vezes! – chorava de novo – E nunca me assumiu... – fungou

 

--Mariah... – tentou abraça-la, mas ela se afastou. Não insistiu – Meu amor, a gente já discutiu tanto sobre isso, por favor... – os olhos marejaram – Eu não tenho poder pra mudar o passado, não faz isso! – pediu com tristeza

 

--Mas podia mudar o presente! – retrucou de pronto – E isso você não quer!

 

Yasirah respirou fundo e deu uma pequena volta pela sala sem saber o que fazer. – Então quer dizer que nunca representei nada de bom na sua vida? – perguntou magoada – Tudo que eu fiz foi te magoar e te usar sexualmente? – olhava para a jovem esperando uma resposta sincera

 

--Eu não nego que você me ajudou muito! Me ajudou como estudante, como mulher, como pessoa, não nego! Não nego que me deu muitas alegrias e me fez sentir o máximo inúmeras vezes. Não nego que me fez deixar de ser uma jovem irresponsável pra me tornar uma mulher consciente. – caminhou até a própria mala – Te devo até meu bom desempenho nesse mestrado, que eu tô fazendo por sua influência. – segurou o puxador da mala – Pra que você tivesse orgulho de mim... – confessou

 

--Eu tenho orgulho de você, Mariah! – afirmou com verdade – E não é simplesmente por causa de um mestrado!

 

Olhou novamente para a namorada. -- Mas ao ponto que você me deu as maiores alegrias dos meus últimos cinco anos também me fez sentir as maiores tristezas! – preparou-se para sair

 

--E isso quer dizer o que? – imaginava a resposta – Que vai terminar comigo de novo e depois me pedir pra voltar? – descreveu o que vinha acontecendo ao longo do relacionamento

 

--Quer dizer que eu vou terminar, sim! – concordou com a outra – Mas dessa vez não vou te pedir pra voltar. – abriu a porta – Vou pra minha casa e não volto se você me pedir! – saiu sem se despedir fechando a porta com força

 

Yasirah ficou parada no meio da sala, totalmente sem reação.

 

 

BRASIL. 08/08/2015. CHÁCARA PEACE&LOVE.SÃO ROQUE. 22h55.

 

Mariah admirava o céu noturno debruçada na porteira. Nenhum carro circulava na estrada de terra em frente à propriedade. A luz amarela vinda dos poucos postes dava um ar de tristeza ao lugar.

 

“Ela não veio me procurar...” – pensava com pesar – “Por que me surpreendo, se ela nunca vem?” – derramou uma lágrima teimosa – “Mas eu não vou chorar, não quero!” – secou os olhos marejados com as costas da mão

 

Em sua mente, uma sequência de lembranças tumultuavam seu coração.

 

“-- Não é assim que se entrega um trabalho, Mariah! – ralhava com a namorada – Tá mal redigido, superficial e sem apresentação alguma! – digitava rapidamente – Tô marcando um monte de alterações pra você fazer. – estava séria

 

--Você não é mais minha professora desde que o período passado acabou, lembra? – respondeu chateada – E à propósito, você me deu aula de uma matéria! Nem entende dessa aí pra tá se metendo!

 

--Pois sim, que não entendo! – terminou de digitar – E mesmo que não entendesse, não deixaria de perceber que esse trabalho tá muito fraco! – olhou para a outra contrariada – Você é inteligente, garota, não tem porque fazer trabalho ruim!

 

--Eu não gosto que me trate como criança! – reclamou ao se levantar

 

--Então pare de se comportar como uma! – levantou-se também – Você tem 20 anos, garota, já tá na hora de parar de ser uma aluna vai da valsa e se dedicar como a carreira que escolheu exige! – falava energicamente

 

--E você? – encarou a namorada com as mãos na cintura – Quando vai parar de se comportar como alguém que tá tendo um caso proibido? – cobrou

 

--Hein? – não entendeu – Você tá falando isso pra desviar o foco da conversa, Mariah?

 

--Eu tô falando isso porque a gente namora mas você não me assume! – reclamou -- Pelo menos você me pediu em namoro antes mesmo da gente ir pra Campos do Jordão, lembra? Antes de me levar pra cama, tá lembrada? – olhava nos olhos – Mas a gente vive numa neura, porque tem que disfarçar, não pode dar na pinta, não pode isso, não pode aquilo... – gesticulava

 

--Acontece, – interrompeu a jovem – que eu não sou assumida nem na universidade, nem diante da minha família e pouquíssimas pessoas sabem de mim, à exceção das mulheres que estiveram comigo, é lógico! – falava de cara feia – Você ainda é estudante e eu não quero me aborrecer e nem ter problemas com fofoquinhas e coisas do gênero por causa disso! – afastou-se da outra – Eu te explico mil vezes mas não adianta... – andava pela sala sem rumo certo

 

--E quando eu me formar? – cruzou os braços – Vai ser diferente? – perguntou esperançosa

 

--Pra se formar, trate de tomar jeito! – olhou para ela e afirmou com o dedo em riste – E não vai conseguir isso nem tão cedo se continuar nesse desleixo!

 

“E eu me formei e nada mudou...” – constatava em seus pensamentos – Que merda! – passou a mão nos cabelos

 

“Mariah usava o notebook quando Yasirah chegou. Não olhou para ela e continuou atenta diante da tela do computador.

 

--Boa noite, linda. Comeu alguma coisa? Janta comigo? – colocou a bolsa do congresso no pequeno sofá

 

--Tô sem fome. – respondeu secamente

 

--Eu vou tomar um banho e volto pra gente conversar.

 

A estudante continuou na mesma. Minutos depois a professora sentou-se na beirada da cama, exatamente nas costas da cadeira que a jovem usava, e pediu com brandura: -- Olha pra mim, amor? Vamos conversar? Hein?

 

Mariah parou de digitar e suspirou. Yasirah segurou a base da cadeira e girou para deixar a jovem virada de frente para si. Puxou um pouco e aproximou a cadeira da cama.

 

--É por isso que eu gosto de cadeira de rodinha! – comentou brincalhona – Olha pra mim, vai? – levantou o rosto dela delicadamente segurando pelo queixo – A gente precisa conversar.

 

--Eu não devia nem estar aqui! Sorte sua que estamos em outro país e não posso ir embora! – falou como criança emburrada

 

--Escuta, amor... – acariciava o rosto da jovem – Eu sei que você ficou magoada porque pensava que te trouxe pra essa viagem pra comemorar nosso primeiro ano de namoro e no final não era isso. – falava com delicadeza – A verdade é que eu tinha que vir pra esse congresso, que acontece em todo ano ímpar, e pensei em te trazer pra gente pegar o final de semana pra curtir a Costa Amalfitana. – pausou brevemente – Eu sou da comissão técnica, tenho que ficar o dia todo no centro de convenções e por isso chego tarde. – explicava

 

--Nosso aniversário era ontem e você nem lembrou... – continuava falando com tristeza

 

--E te peço perdão por isso! Mil perdões! – segurou o rosto da outra com as duas mãos – Eu esqueci, não vou mentir. Sou péssima nessas coisas! Eu esqueço aniversários, batizados, casamentos... vira e mexe lembro na hora e saio como louca pra chegar à tempo. – confessava – E não é por não me importar. Eu nem sei dizer porquê. – acariciou a cabeça da namorada – Pra você ter uma noção, no dia da minha festa de apresentação de 15 anos, passei o maior tempo com minha prima cavalgando no meio do mato. – contava – Quando chegamos em casa, já tinha até convidado esperando. – segurou a cintura da jovem – Maama falou muito na minha cabeça e baba me deu uma surra de varinha! – riu brevemente – Tive até que usar meia fina preta ao invés da brancura da pureza que minhas tias queriam, pra poder esconder as marcas das lambadas nas pernas!

 

Mariah achou graça e esboçou um sorriso. – Nem assim deixou de ser safada!

 

--Perdoa, vai? – segurou uma das mãos dela e beijou – Eu vou buscar me disciplinar pra nunca mais dar umas rata dessa! – prometeu – Amanhã o congresso termina antes do almoço. Aí eu corro pra cá e a gente já vai pra nossa aventura pela Costa Amalfitana! – beijou-lhe a mão novamente – Programei um roteiro romântico por demais da conta pra nós e o seu presente será entregue num momento bem especial. – sorriu

 

--Eu não ligo pra presente! – respondeu com sinceridade – Eu ligo pra você e só...

 

--E você me tem! – afirmou com intensidade – Você e só!

 

Mariah pulou para o colo da namorada, segurou-lhe o rosto e a beijou. Yasirah puxou-a com força e retribuiu o beijo com paixão.

 

--Masss... – interrompeu o beijo sofregamente – Eu não vou ficar desculpando esse tipo de vacilo, doutora Yasirah Faez! – colocou dois dedos sobre os lábios da outra – Foi a última vez!

 

--Última vez... que esqueci de uma coisa... importante pra você... – beijava-lhe os dedos – Agora vem! – virou o corpo rapidamente e deitou a namorada na cama – Vem! – deitou-se por cima dela beijando-lhes os lábios com paixão

 

“Eu queria achar que é bobagem, mas quantas vezes ela esqueceu de coisas importantes pra mim ao longo desses anos?” – pensou magoada – “Quantas vezes me prometeu que seria diferente...?”

 

As lembranças seguiam sem dar tréguas.

 

“-- Você gostou dos meus pais? – Mariah perguntava excitada – Gostou do sítio? E do jantar? – brincava com o pingente do cordão da amada – Pena que minha irmã inventou uns programas com o namorado e não deu as caras por lá.

 

--Gostei sim. – respondeu com sinceridade – Seus pais me deixaram muito à vontade, parece que encaram nossa condição sem problemas e prepararam um maravilhoso jantar vegano. Ave Maria! – sorriu ao lembrar – E o sítio é lindo. Gosto desse tipo de ambiente, ainda mais tendo tantas montanhas ali no quintal. – acariciava as costas da namorada

 

As duas estavam deitadas na cama da professora.

 

--Você... achou meus pais ripongos meio malucos? – continuava brincando com o pingente

 

--Eles são engraçados! – lembrou-se do casal e riu brevemente – Tirando a parte da sua mãe querer fazer o teste da vagina feliz comigo e seu pai querer ver minha aura tântrica, foi um final de semana maravilhoso!

 

Achou graça e depois de um tempinho resolveu perguntar: – Amor, e quando vou conhecer seus pais? Sua família? -- arriscou

 

--Ah... – não esperava aquela pergunta – Minha família não é liberal como a sua, minha linda. E eles não sabem de mim, já te contei isso. – estava nitidamente sem graça – Eu não saberia o que dizer. – pausou brevemente – Te apresentar como? Uma amiga? – considerou – Ia ser muito estranho eu chegar com uma amiga dezesseis anos mais nova, estudante da faculdade em que eu trabalho...

 

--Tudo bem, Yasí. – desvencilhou-se da outra e deitou-se para o outro lado – Vamos dormir que amanhã é segunda. – havia ficado decepcionada”

 

“E até hoje, nunca conheci ninguém da família dela...” – balançou a cabeça negativamente – “Inacreditável...”

 

-- Oiii! – deu duas batidinhas na porta entreaberta – Tô entrando! – anunciou olhando para todos os lados – Nossa, que apartamento! – reparou surpreendida

 

--Grande, né? – a professora apareceu de short, blusinha e vassoura e pá nas mãos – Os móveis foram montados, tô terminando de dar uma geral, mas os trem ainda tão quase tudo nas caixas. – sorria – Não te beijo porque tô toda nojenta. – olhou para si mesma – Mas, vem, entra, fica à vontade! -- convidou

 

--Você tá é usando um modelito muito ousado pra uma dona de casa recatada. – aproximou-se e segurou o rosto da outra antes de beijá-la nos lábios – Os homens da mudança devem ter adorado! – beijou-a de novo

 

--Linda, eu tô toda nojenta. – afastou-se com jeito – Deixa eu acabar de cuidar da sala que tomo um bom banho e te dou atenção total. – falava empolgada – Quer ver o apartamento? Pode circular por onde quiser. – ofereceu

 

--Ai, eu quero ver, então! – seguiu pelo corredor prestando atenção no ambiente

 

Yasirah terminou de varrer e passou pano molhado na sala. Foi para o quarto pegar algumas coisas e entrou no banheiro da suíte. Mariah entrou na hora em que a morena fechou a porta do box.

 

--Blindex chique. -- reparou

 

--Quer tomar banho comigo, linda? – perguntou sorrindo maliciosamente – Você vai estrear cada cômodo desse apartamento comigo e o banheiro podia ser o primeiro.

 

--Hoje não, amor. – respondeu dengosa ao se encostar no portal – Aqueles dias... – revirou os olhos

 

--Tudo bem. – abriu o chuveiro e molhou a cabeça – Não faltarão oportunidades. – pegou o shampoo e despejou um pouco sobre o cabelo

 

--Amor, você tem condições de bancar um aluguel num apê desses? – perguntou preocupada – E o condomínio deve ser caro. – deduziu

 

--Relaxa, meu anjo. – massageava o couro cabeludo – Itaim Bibi é caro mas não chega a ser o Ibirapuera.

 

--Você é muito desorganizada com dinheiro, amor, não pode ser assim. – advertiu com cuidado – Às vezes parece que esquece que é professora e não empresária.

 

Achou graça. – Impossível esquecer de um trem desses... – riu de novo -- Sei que vivo mergulhada em dívidas, mas sempre dou conta, não dou? – respondeu bem humorada

 

--E você gasta muito nas viagens! – continuava advertindo – Sempre hotéis chiques, restaurantes caros, lugares incríveis...

 

--Em suma: sei viver e agradar minha mulher quando a convido pra rodar o mundo comigo. – piscou para a outra

 

--Saber viver não é torrar dinheiro, amor. -- advertiu

 

–Pega o creme pra mim, linda? Esqueci na pia. – queria se desviar do assunto

 

Mariah entregou o condicionador à amada, que aproveitou a oportunidade para beijá-la nos lábios segurando-a pelo cós da calça.

 

--Tá me molhando, safada! – desvencilhou-se rindo e correu para a porta do banheiro – Falei que hoje não pode! – fingiu que ralhava

 

--Beijar pode. – fechou a porta do box e começou a passar condicionador nos cabelos – Quando eu tiver seca, não vou te deixar escapar! – soprou um beijo para a outra

 

--Mas, amor, voltando ao que eu dizia. – estava realmente preocupada com a professora – Você não acha que pode se complicar muito pagando pra morar aqui?

 

--Se ficar pesado, eu me mudo de novo. Quantas vezes já mudei? – respondeu bem humorada – Sou descendente de libaneses mercadores, meu bem. Nosso destino é rodar por aí. – brincava

 

--Você... – pensou antes de perguntar – Não pensa em comprar um imóvel e sossegar num lugar?

 

--Nunca nem pensei nisso. – penteava os cabelos

 

“Ela não pensa em casar comigo...” – deduziu com tristeza – “Diz que sou sua mulher unicamente porque a gente transa e não porque tenha a intenção de que eu viva com ela como tal”. -- suspirou

 

--Só você pra achar que faria ela mudar, sua idiota! – brigava consigo mesma

 

--O que você faz aí, mulher? – deu um tapinha nas nádegas da irmã – Nossos pais lá dentro na maior farra com os amigos e você olhando o céu perdida em pensamentos e falando sozinha?– encostou-se na porteira ao lado da outra -- O dia dos pais é amanhã, tem que entrar no clima!

 

--Esse é o problema: não tô no clima, Aurora. – olhou para a irmã – Amanhã, quem sabe?

 

--Pensando na ex? – deduziu – Ai, Mariah, mas pelo amor, viu? – fez um bico – Essa tua história com a professora enrustida parece até novela! – reclamou – Manda esse mulher pastar e passa pra próxima logo!

 

--Quer parar de minimizar o sofrimento dos outros? – reclamou também – Já esqueceu como ficou quando aquele carinha lutador de jiu-jitsu te deu um fora? – fez cara feia – Não te vi mandar pastar e passar logo pro próximo!

 

--Tudo bem, mas eu superei, não foi? Não passei anos correndo atrás dele! Há quanto tempo dura essa tua agonia?

 

Mariah não respondeu de pronto. – Não é agonia... – passou a mão nos cabelos – As coisas entre nós são maravilhosas até que o risco dela ser desmascarada ou a obsessão que tem pelo trabalho estraguem tudo. – suspirou -- Eu gostava mais daquele sítio em Friburgo. – mudou de assunto – Essa história de vender as coisas lá pra vir morar em São Roque e tentar fazer vinho foi o auge da loucura do casal Montenegro. – deu um riso triste

 

--Nossos pais nunca foram normais, nada que me surpreenda. – virou-se de lado e segurou uma das mãos da irmã – Olha pra mim, querida. De boa, na paz.

 

Virou-se de lado também e olhou. – Fala.

 

--Eu sei que vocês viveram coisas maravilhosas juntas. Sei que ela te ajudou muito, que te levou pra lugares incríveis, te ensinou até a se soltar na cama e sentir prazer. – falava com carinho – Mas ela não vai nunca dar o que você quer porque apesar de tudo, Yasirah é egoísta e pensa em si mesma sempre em primeiro lugar.

 

--Ela não é egoísta! – protestou – Yasí ajuda qualquer pessoa que precisar! Basta ela saber que precisa.

 

--Ela é generosa, é gentil, simpática mas é egoísta. E ela não vai desmanchar a imagem que criou de si mesma pra te assumir. E tampouco vai deixar de ser workaholic. – afirmou sem rodeios – Se ficar com ela, sofrerá pelos mesmos motivos sempre!

 

Mariah abaixou a cabeça e nada respondeu.

 

--Não vá atrás dela dessa vez. – aconselhou -- Você a acostumou muito mal. Ela já se habituou com o fato de que você sempre volta, sempre perdoa e aí é que nada muda mesmo!

 

--Vamos entrar? – pediu – Tá esfriando... – não queria mais pensar em Yasirah naquele momento

 

--Vem, abraçadinha comigo, sua boba! – abraçou-a com carinho e foram caminhando – Se a professora não soube dar valor, outras darão – beijou-a no rosto – Deixa que o tempo faz a parte dele

 

--É... – foi o que se limitou a dizer

 

 

BRASIL. 25/12/2015. FAZENDA SAHHA.GOIÁS. 05h40.

 

Yasirah olhava sem ver o rio diante de si. Sentada numa pedra, pensava na vida e recordava da conversa que teve com sua amiga Rute antes do período letivo acabar.

 

-- Sempre achei que você foi muito irresponsável em ter se envolvido com Mariah. – falava com sinceridade – Acho muito inadequada essa coisa que você tem de vira e mexe pular na cama das ex alunas. – criticou

 

--Eu não vivo fazendo isso, Rute! – retrucou contrariada – Além do mais lembre-se que Mariah tava com 20 anos quando a gente começou a sair juntas. – salientou – Não era uma inexperiente estudante de nível médio!

 

-- Mas era uma jovem aluna sem grandes responsabilidades com a vida, que só havia saído com outras da idade dela pra ficar e transar sem compromisso! – rebateu – Ela não tava preparada pra alguém como você!

 

-- Fala como se eu fosse um monstro! – gesticulou de cara feia

 

--Você não é um monstro, longe disso! – olhava para a amiga -- Mas sabe que ela se encantou contigo desde o começo! E você agiu pra deixá-la apaixonada, pra se entregar, pra querer viver um amor que você não tá disposta a dar!

 

--Eu não me aproveitei dela e também tenho sentimentos! – defendeu-se – Mariah é muito especial pra mim... – pausou brevemente – Eu a amo, só que vivo num mundo de realidade e não nos seriados e filmes de Hollywood... Tenho muito a perder se assumir um relacionamento com ela da forma como deseja.

 

--Então seja honesta com ela e contigo mesma! – aconselhou – Ela terminou não foi? Deixe-a ir!”

 

--Terra para Yasah! – uma voz conhecida a chamou pelo apelido de infância – Tem espaço pra mais uma nessa pedra?

 

--Pra você sempre teve, uai. – chegou um pouco para o lado – Senta? – deu uma batidinha na pedra plana

 

--Num dou mais conta dessas estripulia, não, viu, fi? – afirmou ao se sentar – Só de fazer essa caminhada chega dói os cambito. – sorriu para a prima

 

--Você não devia tá tão calambiada assim aos quatro ponto um, né, fi? – mexeu com outra – A gente fazia coisa muito mais punk no passado! – lembrou – Temos a mesma idade e cheguei aqui sem problemas. -- provocava

 

--E no passado eu num tinha tido fio e nem tomado uma queda de cavalo. – reparava no rosto da professora – Mas chega de arrudeio que eu num sou trouxa! Ocê num acordou antes das quatro, em pleno dia de natal, pra vim aqui ver cachoeira e natureza. – afirmou – Alguma coisa tá te consumindo por dentro! – concluiu – Além do mais, ocê não passava as festa aqui há uns quatro ano e quando é fé me aparece do nada!

 

Yasirah simplesmente abaixou a cabeça e sorriu.

 

--Desembucha! – ordenou bem humorada – É coisa cum muié, num é?

 

Safira era a única da família que sabia da verdade sobre Yasirah.

 

--Eu mantive um relacionamento conturbado com uma garota por cinco anos... – confessou – Mas tudo terminou em julho. – pausou brevemente – Acho que dessa vez é pra valer.

 

--Era por isso que ocê num passava mais festa aqui? – prestava atenção nas reações da prima

 

--A gente começou a namorar em 2010. – contava – Naquele ano vim pra cá passar as festas mas não trouxe ela. – olhava para o rio – Sem condições, né? Imagina, eu ia dizer o que? Que era uma amiga? – riu brevemente – Anéim!

 

--Só se ocê fosse doida pra dá essa bandeira! – concordou revirando os olhos – Ave Maria!

 

--E aí ela terminou comigo por causa disso. Pela primeira vez. – lembrava – Depois, em janeiro, a gente reatou.

 

--Primeira vez? E tirando essa de agora teve outras terminação? – ficou curiosa

 

--Teve... – respondeu pensativa – A gente terminou duas vezes em 2011, três em 2012, duas em 2013, tudo por causa de minha falta de tempo ou porque ela achava que eu não tava séria no relacionamento ou então porque ela cismou de ter ciúme de mim com alguma aluna da pós... – resumiu brevemente – Ela também é muito insegura, tem ciúme de cada bobeira... – reclamava – Tem vezes que é muito criança e se comporta como uma menina mimada. Se a coisa não é do jeito que ela quer, fica danada e vai embora!

 

--Trem doido esse namoro. – passou a mão nos cabelos – E ano passado, num teve rompimento? – estranhou

 

--Uma vez. – confessou – No nosso aniversário de namoro. – pausou brevemente – Tive uma defesa de tese pra atender em Pernambuco e ela ficou enfezada porque caía justo na data do aniversário. – ficou sem graça – Aceitei a data do convite pra defesa sem nem me tocar. – balançou a cabeça negativamente

 

--Deixa que te namorar é um trem complicado, viu, fi? – olhou para o rio – Sorte a minha que quando inda era moça nova ocê num dava essas rata. – riu brevemente – Mas se bem que aprontava!

 

--E a gente namorava, Safi? – sorriu para a prima – Éramos duas molecas que batíamos perna por esse lugar todo aqui e depois nos pegávamos nesse rio ou então escondidas no galpão. – lembrava – E foi assim até eu me formar no segundo grau. Mesmo com você de noivo à tiracolo. – olhou para o rio de novo

 

--Noivo que conheci por tua causa, que namorou o irmão dele! – respondeu de pronto

 

--Eu quis experimentar um homem pra ver se meu negócio era mulher mesmo ou não. – mudou de posição na pedra – Mas não tem jeito, eu gosto mesmo é de mulher. – abaixou a cabeça -- E confesso que tô com muita saudade de Mariah. – assumiu

 

--Então o nome dela é esse? – pegou uma pedrinha do chão – Num intendo porque se é de chamar de Maria, chama de Mariá! – jogou a pedrinha no rio

 

--Eu acho bonito. – sorriu e olhou para a prima – Combina com ela, sabe? – olhou para o céu e pareceu visualizar a ex -- Mariah é uma garota branquinha, altura média que nem você, cabelos muito bonitos. Ela tem um rosto perfeito, um corpo mignon, todo proporcional, simétrico, sabe?  – gesticulava – É sempre muito gata, estilosa, impecável... – passou a mão nos cabelos – Parece até essas divas do cinema!

 

--Hum... – reparava na outra – E faz o que da vida? Tem quantos anos?

 

--Ela tem 25 anos, é engenheira da computação e fez mestrado em inteligência artificial. Defendeu a dissertação no fim de novembro. – pausou brevemente – Embora separadas, eu procurei saber e fui assistir. – espantou um mosquito – Mas a gente só se cumprimentou, conversou sobre o trabalho e mais nada. Eu também tinha um monte de coisa pra fazer e não fiquei assuntando muito.

 

--Olha, que eu num entendi nada disso aí, mas deduzo que a moça tem estudo e é das suas. – resumiu o que ouviu – Só que depois de tudo que me falou nem preciso saber mais pra te dizer que num é pra ocê ficar cum ela, num é, fi? – ajeitou-se para ficar bem de frente para a outra – Além do que, essa vida virada... – segurou as duas mãos da prima – Isso num é o plano de Deus procê! – afirmou enfática

 

--Safi, já tivemos essa conversa e... -- retrucava

 

--E ocê num deu valor ao que falei! – interrompeu a fala da outra – Olha meu exemplo! Eu andei na vida torta, daí casei, me converti e mudei de vida. Hoje num tenho nem mais um tracinho dessa coisa de gostar de muié! – falava orgulhosa

 

--Ah, minha filha, pode até ter dado certo contigo porque você acabou se apaixonando pelo seu marido, mas comigo não! – soltou as mãos da outra – Sem condições de me envolver com homem! – revirou os olhos – Além do mais você também sempre foi muito mais pra bi do que pra lésbica.

 

--Yasah, ocê tem que ter fé! – insistia – Eu orei, perseverei na fé e cabou-se! – gesticulava – Tô curada!

 

--Pra curar, a gente precisa ficar doente antes. – levantou-se – E eu não tô doente! – estendeu a mão para a outra se levantar também – Eu creio em Deus, tenho fé e respeito pelo Mestre Jesus e pela Virgem Maria, mas não posso controlar meus sentimentos. Sou lésbica, não tem jeito!

 

--Bicha teimosa! – levantou-se – Seji como for! – soltou a mão da outra – Essa relação num é boa pra nenhuma das duas. Se fosse, num ficava nesse ioiô da porra que ocês vive! – preparou-se para descer – Tome tento e deixe a tal de Mariá seguir o destino dela. – seguiu caminhando – Simbora! Hoje é almoço de enterro dos osso! – lembrou – Aleluia!

 

Yasirah deu um suspiro profundo e iniciou a caminhada de retorno à casa da família.

 

***

--Onde que ocês andava, hein? – Santinha recebeu as duas primas logo na porteira – Me acordei pra rezar o terço e depois me atinei que as duas tava fora! – foi seguindo as duas mulheres – Os ano passa e inté hoje fica as duas perdida em meio de mato! – reclamou

 

--E ocê morrendo de inveja porque nunca foi convidada. – Safira respondeu sem olhar para trás. Yasirah nem se deu ao trabalho

 

--O que diacho que Yasirah e Safira vêm ali e Santinha atrás falando que nem deputada? – Kalila observou pela janela da cozinha enquanto preparava os trens de café

 

--Eu num sei, mas se Santinha tá falando é porque as duas tão no erro! – Aziz ficou logo do lado da afilhada – Aquela menina sempre tem razão! – colocou o cesto de ovos sobre a pia

 

--Num existe pessoa que sempre tem razão, homi! – a mulher protestou

 

--Santinha é como diz o apelido: santa! -- discordou

 

 

 

Nome: Jamilinha (Assinado) · Data: 13/08/2021 21:30 · Para: BEM ANTES

Amore cadê tuas amigas que não comentam?????



Resposta do autor:

Você nunca desiste, não é, habibit? rs

Beijos,

Sol



Nome: Jamilinha (Assinado) · Data: 31/05/2021 22:12 · Para: BEM ANTES

De olho na minha meta!



Resposta do autor:

Qual seria?



Nome: Jamilinha (Assinado) · Data: 31/05/2021 22:11 · Para: BEM ANTES

Amoreeee!! Tô fazendo umas experiências na tua conta e na minha! Huahuahuahua



Resposta do autor:

Como assim experiências??



Nome: Jamilinha (Assinado) · Data: 21/05/2021 23:33 · Para: BEM ANTES

Olá Habibi! Eu perdi o email da Jamila e criei a Jamilinha agora com ela venho aqui. Bjuuus!



Resposta do autor:

Terceiro perfil fake, habibi ?  Eu mal dou conta de um! kkk

Beijos,

Sol



Nome: Ju Jujuba (Assinado) · Data: 26/04/2020 01:04 · Para: BEM ANTES

Oi Sol, estou muito atarefada, o trabalho tá muito complicado, não estou lendo ando muito cansada, o stress e as cobranças profissionais pesadas.

Quando normalisar prometo ler e comentar.

Bjs, saudades

 



Resposta do autor:

Olá querida!

Não há cobranças. Só queria saber de você. Sei que a coisa está terrível.

Desejo tudo de bom. 

Beijos,

Sol



Nome: Lai (Assinado) · Data: 21/04/2020 03:36 · Para: BEM ANTES

Oiee, Sadikii

Oxi, n sei então no q deu! Mande de novo no face!!! Eu tinha dito até q podia marcar hora rs, q vc responde à noite, então podia entrar no face pra se falarem, ,mas como à noite ela conversa c Lu... enfim! 

Sim, eu sei q trans n é só quem toma hormônios,é como um se sente com seu corpo, gênero, é mais profundo q isso, só tava querendo explicar a diferença, mas n fui clara, nem detalhei, Sorry!Se tem uma amiga trans, melhor, assim ela te ajuda!  Sobre a parte espiritual aí já tem é coisa tb, enfim!Mas deixemos pra debater qndo vc escrever e colocar todas essas coisas...

Que bom q vc se cuida pq no Brasil tá tensa a coisa. Imaginei q em algum  momentolevasse prOs idosos tb!

Bom, n te perturbo mais,já abusei MT da sua hospitalidade, fique com Deuss e que TD saia o mais bemm  possível e  que vc e Cris possam se falar em algum momento, Uma hora vai dar! Obrigada pela Cia nesses dias!

Beijos De luz

Lai

 

 



Resposta do autor:

Lailinha!!!

Nunca se desculpe por me escrever. Eu adoro!

 

Mas este tema trans ainda vai demorar. Primeiro, o Tao!

 

Beijos,

Sol



Nome: Lai (Assinado) · Data: 20/04/2020 19:28 · Para: BEM ANTES

Tô mandando por qualquer lado, é q tava falando c ela e esqueci de concluir isso: N se preocupe estamos em quarentena e em qualquer momento vcs se topam!N importa o tempo, as coisa continuam a mesma, amiga!Porque a amizade é assimO carinho é o mesmo!Beijo grande



Resposta do autor:

Beijos, amigona!!!!

Sol



Nome: Lai (Assinado) · Data: 20/04/2020 19:18 · Para: BEM ANTES

Em Boipeba serve umas lagostas mt boas.Eu amo!!

 

Falando com Puminha agora, ela disse qno  encontrou nada, só um conetário da estória e o último e-mail foi em marco de 2019 e nad no face, vc n disse q enviou??!! E-mail, face....nada!!Vc apagou, amiga? N é seu estilo. Bom, qualquer coisa, só  me ativar... 

 

Ah, sim, há assuntos que eu estudo para poder sair da ignorância completa. Quanto ao perfil de Patrícia, Janaína e tal, veja-as como achar que é mais coerente. Se as vê como "bofe", tranquilo. Eu tenho mesmo que estudar mais esta coisa do trans.(Desculpe o termo " bofe", muitas se denominam assim ou sapatao, brincando ou n... Se só tomam hormônio sao trans, se mudam de sexo tb sao trans. Eu, vc, Samira somos cisgêneros!N lembro de Paty e Janaína tomarem hormônios,Santinha n trocou o nome pra masculino apenas se vestirem como a sociedade denomina, roupa de homem, cabelo...mas sendo sincera, só gostava de Paty....Mas um dia releio.N gosto de deixar interpretacao como vejo e sim como é, eu n lembro mesmo delas, mas qndo puder vou reler...mas n garanto qndo!

 

 E sim, estude BEM  e coloque na estória e dps vai explicando tao didaticamente como gosta de fazer e faz bem! Assim, se eu tiver  entendido errado, aprendo.Apesar q já li esse treco mil vezes e cad hora me add um novo termo, fico louca!! Já pedi juda a meu amigo que trabalha com tá por dentro disso td pq faz parte do q ele trabalha tb.Ele me responde uma frase td trans..q porra é essa! kkkkkkkkkkkkkk.



 Eu já fiz tantas loucuras, Lailinha... nem te conto! kkkk(é seu sentimento oceânico. Conte nas estórias....



 Samira amou ler isso! Ela acaba de me enviar um zap comentando.(Me alegro, sempre bom ter boas relacoes com namoradas de amigas...facilita!

 

Vc n tem fama de séria, Sadikii, vc n é , vc está !! É diferente...em público!! ;)

PS:V deve ficar em casa, n seria bom sair! Sei q saudade aperta....mt feio o seu! Se juntem.... e dou sermao mesmo!!

 

Tb gosto de Zahira, por isso sugeri esse nome pra cachorrinha de uma colega! Ele amou!!

 

 Fiquem bem e se cuidem! Use protecao pra sair já q é mais teimosa q mula empacada!!Beijaoo, Sadikii

 

Deu erro e vou mandar de novo pelas dúvidas, qualquer coisa vc apaga, oka?!

 

 



Resposta do autor:

Olá Lailinha!

Eu mandei dois emails para Cris Laninha. Se ela não recebeu, não sei o que houve. Um foi na época do comentário que ela citou e outro foi depois.

Trans não é só porque toma hormônios. Eu tenho uma amiga trans e ela começou a tomar hormônios só recentemente. Não desenvolvi o lado trans destas personagens porque não tinha conhecimento. A coisa de mudança da identidade civil também é complexa. Enfim, é um tema bem rico para estudar e debater. O lado relacionado à medicina, à religião, à espiritualidade... tudo isso influi e tem seus prós e contras.

Mas eu respeito a quarentena! Porém há vezes em que tenho que sair para levar mantimentos às velhinhas ou resolver seus problemas e é nessas ocasiões em que passo na Samira (ao fim do dia). Mas sigo toda a profilaxia que o momento exige.

Samira tem o canto dela e eu o meu.

Beijos!

Sol



Nome: Lai (Assinado) · Data: 19/04/2020 00:15 · Para: BEM ANTES

Jasinhaaaa, 


Sempre, seus textos sao inesperados...


Tô super, as correntes de oracao foram boas!! Obrigada pela preocupacao e oracao


Fique sempre à vontade para dar sua opinião, esteja tranquila quanto a isso. Rute deu a opinião dela, que por sinal veio de um texto que li e achei interessante.(Ah tá, soube q tao produzindo carne celular pq o povo quer ser vega, mas n quer se sacrificar deixando seu amado salame..tb tem os gases e agora as doencas ,né?! Mas eu n como isso nem a pau, já basta esse com as coisas que tem, as vibracoes,por sinal, qndo volte td ao normal voltarei a minha dietinha...


 


Eu comprei um livro sobre trans. Sofia foi só um ensaio. É um assunto complexo sobre o qual eu estou em franco aprendizado. Também estou aprendendo sobre os conceitos, tratamentos hormonais, operações... Tenho certa dificuldade em escrever sobre coisas longe da minha vivência ou sobre as quais não tenha vindo "aquela" inspiração, mas o tema trans é algo que pretendo levar mais a sério em algum futuro próximo, depois do Tao.(Eu super apoio e amei a ideia e adoro que vc estude pra escrever pra que saia algo verossível,plausível,sem falar q as pessoas confundem certos conceitos, transgênero, travesti e transexuais e tá bom isso e tb romper preconceitos! Jogue duro!!


Em Maya, Patrícia era trans, lembra?(pensei q fosse bofe ) E no Tao, Janaína(essa n era bofe tb?"), mulher de Aisha, está quase lá. Foram os meus 'rascunhos' no tema, bem de longe.Minha mulher era bofona nível 10 segundo ela e dizia: esses projetinhos de bofe,tudo danoninho, agora tá c crise de identidade ....Pq bofe n é só quem se veste masculino, tem toda uma forma de pensar, atuar, a psicologia é complexa. A quantidade de vezes q ela veio homem.... é uma espécie complexa!!


Santinha deixou de ser Santinha. É Sofia, como pediu no hospital. rs(só mudou o nome,amiga!! rs)


 


O lance do celular é super baseado em fatos. kkkk(sua cara nem arde) taradaaaaaa


  E os riscos nos esportes, a gente sempre recebe uma advertência... Yasirah quase morreu por conta do CONVIDE-0, aí Mariah ficou ainda mais receosa dos riscos que certas empreitadas esportivas podem trazer.(Com razao, que nao...ser humano é assim,mas ela c o tempo vai baixar, eu levando elas na imaginacao rs)" A História sem fim" 


 


Uai, até esta caipira que vos escreve segurou um monte de bicho e foi em vulcão ativo.( vc é tarzan?Segurou cascável, fez carinho em tubarao? Até aí td bem,mas se vc tá rolando com um crocodilo e afins...rsrs. N sabia q era bióloga tb....rumm. Mulher da natureza mesmo!! 


 


E fique sabendo que eu pesquisei sobre pessoas que se arriscam em aventuras radicais e logo vou mandar aqui minha análise!!  Pq a pessoa vai se meter num bunguer e no vulcao ativo...,  acho q vc n se encaixa aí, mas vou mandar mesmo assim, dps pq escrevi mt e tô c preguica! rsrs.


N podia só escalar,paraquedismo, descer ladeira de barro com umas montainhas c bike, sair pulado nas coisas, nao, ela tem que lutar com os bichos e escalar vulcao ativo....vc é uma figuraca!!!!Hahahaha


 


Por que não Yasirah? kkk( Porque Yasirahhhh é um personagem?!!! Se morrer ,só morre aí!! 


 


As mudanças virão. É só o tempo, que sempre faz parte dele.( relaxe)


 


Lailinha, fica falando de casamento da caipira que Samira vem em cima com força total dizendo que até as amigas do site dão força! kkk( Eu super apoioooo pq vc necessita de alguém que te dê juízo na vida)


 


Tomba homem sim! Lembra que Camille chamou Aline de tomba homem, em Maya, porque ela vivia desconjuntando os namorados? Tem isso, sadikii! kkk(nem lembro, ela acha que lembro de todas as filhas dela kkkkkkkk)


 


Amei sua análise sobre Yasirah. Aplaudo!!!(Fiquei com um sorrisao!)


Na reflexologia, todas as partes do corpo tem pontos específicos como espelhos nos pés. Maõs e orelhas também têm seus pontos espelho. E o espelho do plexo no pé é onde Yasirah comentou. Bem, pelo menos, assim aprendi! rs(Eu nunca li, mas já escutei..aquela akemi louca, dela eu lembro viu?!!


 


Os avós são grandes saudades. Ao menos para mim.(Pra mim tb,meu grande amor, ela me cuida!)


 


Mas veja: não sou autoridade e tampouco gente de grande conhecimento. Então, está tudo manso.(Nao se preocupe, sei que n é autoridade, nunca te vi assim,acho você uma pessoa muito estudiosa, um pouco demais rs,esforcada, que se dedica muito e n chegou onde tá fácilmente, por isso tem medo de perder, que por necessidade, gosta de saber um pouco de tudo, é determinada,uma pessoa resiliente, dedicada. Que tem minha admiracao por isso. E repito,por achar, n tendo certeza, que é uma pessoa que se reinventa diante das vissicitudes da vida e nao pelo seu conhecimento! Isso é o que vejo desde aqui , pode ser que n seja assim! Mas um dia saberei pq tenho mt fé, paciência e esperanca!


 


Mas tá 1000000 x mais ligada do q eu por isso queria q me deixasse  informada!


 


Também acompanho o site da USP. Leio até as revistas. Aquela sobre IA está ótima!(ei, vc pode receber news pelo whatSap, sabia?! Eu recebo por aí! Num disse que vc me deixa ligada nas coisas, eu nem tinha me percatado pra isso...


 


 


Beijos e um super finde!!


PS:Vc e Samira deviam ter é ficado na mesma casa, n podiam sair mesmo.kkkkkkkkkk. Aí já trabalhavam o lance da convivência!!



Resposta do autor:
Lailinha!!!

Claro que você iria melhorar logo. Sua energia é boa!

Eu não como estas comidas loucas. Experimento novas iguarias, mas sou seletiva. Gosto do mais natural possível. Porém ainda não aboli os frutos do mar. AMO lagosta e camarão, Ave Maria! Então quando dá para provar, eu não deixo passar!kkk


Ah, sim, há assuntos que eu estudo para poder sair da ignorância completa. Quanto ao perfil de Patrícia, Janaína e tal, veja-as como achar que é mais coerente. Se as vê como "bofe", tranquilo. Eu tenho mesmo que estudar mais esta coisa do trans.



O lance do celular é super baseado em fatos. kkkk(sua cara nem arde) taradaaaaaa - Eu não sou tarada. Samira que é ciumenta! kkkkk



Eu já fiz tantas loucuras, Lailinha... nem te conto! kkkk



Lailinha, fica falando de casamento da caipira que Samira vem em cima com força total dizendo que até as amigas do site dão força! kkk( Eu super apoioooo pq vc necessita de alguém que te dê juízo na vida)  - Samira amou ler isso! Ela acaba de me enviar um zap comentando.


A Akemi da minha vida é do tipo daquela. Volto sempre cheia de hematomas, mas vale a pena.

 

Gostei de sua análise sobre mim. Super amistosa e romântica. Obrigada!


PS:Vc e Samira deviam ter é ficado na mesma casa, n podiam sair mesmo.kkkkkkkkkk. Aí já trabalhavam o lance da convivência!! - não estamos na mesma casa. Mas eu passo lá de quando em vez.

 

Beijos!!!

 

Sol

 

 



Nome: Lai (Assinado) · Data: 18/04/2020 22:43 · Para: BEM ANTES

Solzinho,

 

Sim, amo o Brasil por demais da conta!( eu amo muitoooooooo, me acabo qndo vou!!)

 

É, Lailinha, a sexualidade, a curiosidade e a sede por novas experiências têm seus lados intrincados e difíceis de entender. E durante as viagens, para muitos, isso tudo fica ainda mais aflorado.( faz parte da personalidade humano, viver novas experiências, que cada um faca bom uso  do seu livre arbítrio como acha que deve)

"n pense q vou dizer q vc é bonita..kkkkk. Nem te conheco!)" - mas eu não pensei, uai! kkkk( sei....)

Você não está matando, Yasirah, pelo contrário. No outro comentário fez uma análise sobre ela que eu adorei. (ufa). Obrigada!

 

"E que eu Saiba Samira se interessou, n me parece ser do tipo que pega qualquer mulher ralé pela sua personalidade, que por sinal, já tracei!! ;)" - Eu sabia que você iria traçar essa personalidade.(rsrs) Ela manda dizer que não pega qualquer marmota mesmo! kkk (ou seja, cerveja..já sabemos que é bonitinha..kk)

 

 "Fico mais tranquila que nunca te aborreci, vai saber pq: 1 Vc é anormal, 2 você é um espírito cristico que involuiu até se materializar na terra 3 você n deixa a energia do outro te afetar 4 vc realmente é calma, 5 todas essas....;D" - Resposta: 6 - Solitudine é caipira e caipiras não se aborrecem com gente boa. ;)( Eu sou gente mt boaaa, mesmo quando rodo a baiana kkkk)

 

Beijosssssss, Sadikii

 

Beijos!!!!!!!!!

Sol



Resposta do autor:

Lailinha!

"n pense q vou dizer q vc é bonita..kkkkk. Nem te conheco!)" - mas eu não pensei, uai! kkkk( sei....)  - E não pensei mesmo! :)

 

Creia que a caipira também roda uma baiana egípcia quando é necessário!! kkkk

 

Beijosssssss, Lailinha!!!!!!!

Sol



Nome: Lai (Assinado) · Data: 18/04/2020 22:34 · Para: BEM ANTES

Oie Sadikii


Você sempre me lisonjeia com essa visão tão positiva que tem dos meus contos. Obrigada mesmo!(Oxente, mas se é verdade, temos que falar pra que vc veja que todo seu esmero n foi em vao! "Pense no seu contentamento quando alguém lhe endereça palavras


de afeto e simpatia, e faça o mesmo para com os outros." Sinal Verde


Obrigada também pelas palavras carinhosas sobre a minha condição não assumida. É bom ler isso.


Tenho defeitos medonhos, mas fazem parte de mim. ("A amizade verdadeira não é cega, mas se enxerga defeitos


nos corações amigos, sabe amá-los e entendê-los mesmo assim.")Sinal verde.. defina medonhos?! Matou, passou por cima de alguém pra ter o q tem? Entao n sao medonhos...rum e n quero que fale assim de minha amiga!!!!!!


 


É isso. A gente também vai (e precisa) aprendendo a se amar com o tempo. Às vezes a gente ainda nem se deu conta que não se ama e por isso tanto se castiga. Mas é o processo de amadurecer e se conhecer. (Com certeza, amiga, leva tempo, sem falar que os pais/educadores muitas vezes nos cargam com seus próprios dilemas e terminam passando o mesmo e levamos essas insegurancas(consciente ou n),quando eram eles os responsáveis por nos dar seguranca, mas agora é o tempo de criamos conciência e ver como poderemos fazer pra mudar as formas velhas,por outras mais produtivas para nosso pròprio crescimento!! Vamos lá!!)


 


Também gosto de saber que gostou do conto. Como vivo dizendo, não sou autora de conquistar várias leitoras, mas as que me emprestam um pouco de seu tempo são grandes e viram amigas.( A qualidade é melhor que quantidade e nao é pq vc escreve mal, você escreve muito bem. N tenho mal gosto viu,fi!! kkkkkk). Elas que perdem....


Já pensei em escrever um conto navegando pela História, mas preciso concluir o Tao antes. rs(Tudo no seu tempo )


 


 "Eu sei que sou doida mandando mensagem pra outros, mas doida sou!!" - nada disso. Este comentário foi lindíssimo.(Obrigada)


 


"ps2: Yasirah passou pro nível 2: Colega kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk" Ótimo! Está no lucro para ela. kkk(Esqueci de dizer:


 


Yasirah quer dizer: Indulgente,carismática, sociável, gosta de aventuras e por isso viaja e pratica vários esportes, afoenta a vida com otimismo, é carinhosa e nao teme os obstáculos!N coloquei td kkkk


 


Beijos, Sadikii



Resposta do autor:

Lailinha!

 

Que comentário carinhoso! Não que os outros não sejam, mas este foi ainda mais especial. Obrigada!!

 

Gostei que tenha pesquisado o significado do nome Yasirah. É isso mesmo! E Faez quer dizer vitoriosa. Estes nomes árabes que escolho têm sempre algum significado especial. Mas de todos, o que mais gosto é Zahirah.

 

Beijos!!

Sol



Nome: Lai (Assinado) · Data: 16/04/2020 22:05 · Para: BEM ANTES

Espero que nao se importe que goste de comparar personagens...verdade uma guerra faz uma crianca perder sua inocência, um pai que se sente importente e toda a dor que carrega dentro, as bombas ainda continuam dentro...

 

Eu sei, vc é mt pratriota! Um dia vc disse:Toda mundo que ama o Brasil é Brasileiro...achei engracado e interessante!

 

Nao se preocupe, sei que vc n é pessimista, pelo contrário....

 

Gente inteligente falando besteira é meio sem nocao , qndo é uma pessoa leiga, como é mais fácil de ser manipulada fica mais fácil entender...

 

Sobre Yasi, com certeza aumenta a probabilidadeelas n se atiram como Fabianna?! kkkk. Entendi!!Com certeza, que um hétero(a) fique com algué do mesmo sexo n a torna gay/les, apenas sexo, novas experiências, isso n define ser gay ou nao, há tempos debati isso com uma amiga daqui, mas ela tinha outro conceito pq ficava era e n tinha coragem, mas nem sempre é assim, tem que ter um vínculo emocional além do desejo, mas posso estar errada tb. Minha esposa ficou com várias héteros e que realmente gostavam de homem, nem sequer era bi....

 

"Então se uma caipira sem graça como eu tem certas oportunidades, o que dirá uma mulher toda trabalhada, bonita e interessante como Yasirah. E aí, quando estava solteira, ela não deixava passar."

Deixe de palhacada Caipira, até as feias passam o rodo e beleza é relativa,ser interessante tb, vem de cada um( n pense q vou dizer q vc é bonita..kkkkk. Nem te conheco!). Quem disse que Yasi é bonita?Só pq é sarada, pq sabe monte de coisa?É interessante? De onde veio isso, pra mim ela tem priorizado a superficialidade e mt me entristece que tenha deixado sua fé, apenas dando donheiro, acho que ela tem potencial pra mt mais e vai ver e se transformará como ser humano!!Tô matando sua personagem!!Mas pode mudar, quem sabe?!!E que eu Saiba Samira se interessou, n me parece ser do tipo que pega qualquer mulher ralé pela sua personalidade, que por sinal, já tracei!! ;)

 

Fico mais tranquila que nunca te aborreci, vai saber pq: 1 Vc é anormal, 2 você é um espírito cristico que involuiu até se materializar na terra 3 você n deixa a energia do outro te afetar 4 vc realmente é calma, 5 todas essas....;D

 

Eu sim sou grata, viu,fi! Obrigada pelo carinho!

 

Beijaooooooo

Ps: Escrevi no word algumas coisas por isso a letra diferente!

 

 



Resposta do autor:

Lailinha!

"Espero que nao se importe que goste de comparar personagens..." - não me importo.

Sim, amo o Brasil por demais da conta!

É, Lailinha, a sexualidade, a curiosidade e a sede por novas experiências têm seus lados intrincados e difíceis de entender. E durante as viagens, para muitos, isso tudo fica ainda mais aflorado.

"n pense q vou dizer q vc é bonita..kkkkk. Nem te conheco!)" - mas eu não pensei, uai! kkkk

Você não está matando, Yasirah, pelo contrário. No outro comentário fez uma análise sobre ela que eu adorei.

"E que eu Saiba Samira se interessou, n me parece ser do tipo que pega qualquer mulher ralé pela sua personalidade, que por sinal, já tracei!! ;)" - Eu sabia que você iria traçar essa personalidade. Ela manda dizer que não pega qualquer marmota mesmo! kkk

 "Fico mais tranquila que nunca te aborreci, vai saber pq: 1 Vc é anormal, 2 você é um espírito cristico que involuiu até se materializar na terra 3 você n deixa a energia do outro te afetar 4 vc realmente é calma, 5 todas essas....;D" - Resposta: 6 - Solitudine é caipira e caipiras não se aborrecem com gente boa. ;)

 Beijos!!!!!!!!!

Sol



Nome: Lai (Assinado) · Data: 15/04/2020 17:05 · Para: BEM ANTES

Ah, sinto mt por pessoas como Santinha, vivem em contante sofrimento, isso é o que a sociedade faz incucando ideias, pena que ela n pode viver, nem a pessoa a qual vc dedicou, mas acho que o espírito dela pode ir mais em paz...pessoas como elas devem estar em nossas oracoes sempre, assim como os desencarnados que estao sofrendo nesse momento com abstinência de nossos fluídos, merecem nosso carinho e compaixao pq sofrem, ainda que vaguem por meios errados...

Beijos fraternos!



Resposta do autor:

Concordo plenamente, Lailinha. Mas assim como foi com Yasirah, vamos comentar sobre Sofia depois que você chegar ao final do conto.

Beijos,

Sol



Nome: Lai (Assinado) · Data: 15/04/2020 17:02 · Para: BEM ANTES

Oie ,Soli!

Amizade, nao, simpatia! kkkkk. Muito pouco tempo,a amizade se constrói, se semea, bnas sementes geraram bons frutos e temos que cuidá-la! È certo que o tempo nao tem nada a ver, porém eu acredito que exista uma escala, simpátia, coleguismo, amizade! Zinara levou tempo pra eu criar certo vínculo!Isso me leva a algo..como se generam os vínculos por internet, pricipalmente se sao fakes? Serao verdadeiros ou criacao nossa,criamos uma imagem da pessoa em base ao que ela diz, mas até onde sabemos? Acredito que sempre criamos algo, mesmo pessoalmente,mas é diferente,,acho que sabemos realmente qndo vemos seus" defeitos macrabros" e n muda nada.Yasirah, tem vários, pude entender, comprender o outro é bom,mo fazer isso,podemos entrar no mundo do otro e ver que existem tantos mundos e q o nosso n é o correto. Você adora dizer que gosta de escrever por necessidade e pra nos fazer refletir, mas o processo é sempre diáletico. Posso n concordar com algumas coisas( ela ficar c alguém um dia dps de terminar é dose...)mas entendo e aceito o mundo de Yasirah e muitas Yasirahs. Assim como tb ela deve aceitar nossa forma de ver,nenhum dois dos lados é fácil, mas se pode chegar a um consenso, bom pros dois lados. Temos q aprender a ceder, na medida de nossas possibilidades!

Yasirah tem mudado, mas será até quando? Foi no calor no momento, mas será que além da família ela dirá pros demais?Suponho que tenho a resposta, mas esperarei! Total nas estórias sao sempre mais fáceis!Colocamos o que n podemos fazer na realidade e isso já é um passo, falar em voz alta....

Amo todas as maes...todas as maes verdadeiras tem sua sabedoria, ela vem do espírito e n de livros e gosto mt delas, mas Amina é meu xôdo, é mt mais simples que kalila, mas amor de mae une e o pai de Yasirah é mt mais maleável!!

 

Cada um está no país que deveria estar, o Brasil tem muito que resgatar, mas no final será o país do futuro, onde muitos buscaram refúgio e uma vida melhor, é o páis escolhido!

As expiacoes coletivas com mortes em massa sao sempre difíceis, mas escutei minha professora e amiga do centro dizer:

"O que Deus parece destruir o está modificando constantemente para dar lugar a novos cursos de acao da espiritualidade. Deus nunca permanece quieto. Siempre está trabalhando porque senao a criatura que necesita de su auxílio, no receberia  o consolo que se necessita."

Sao tempos complicados, os espíritos desencarnados com vícios,e que usam nosso flúidos para obter seus prazeres estao desesperados com o isolamento dos lugares e estao pedindo socorro, sendo muitos, ajudados por espíritos nobres e a reza é mt importante, n devemos ser pessimista esperando novas castratófes. Jesús nao derroga as leis divinas quando perdonva pecados,ele modificaba os o que passaria, postergava de acordo com o resgate já realizado, coletivamente é mais complicado, mas nem todos estao implicados, muitos se salvarao se seguir seus ensiamentos, ele vê através de nossa aurea como estamos...Se él sabe q aprendemos com a dor, entao nos ajudará, nunca indo contra as leis universais.Muitos serao expulsos a terras mais primitivas, muitos ficarao aqui, ainda em expiacao e outros irao a terra de regeneracao, mas só saberemos que estamos a altura quando chegarmos ao outro plano!

Essa da terra plana foi cómida e vindo de pessoas mt inteligentes gerando pôlemicas a pessoas que ignorantes e que achavam que os cientistas estavam mentido..n sei com que sentido, já tao comprovado ao longo dos anos, mas sao esses espíritos que devemos ter cuidado, manipulando, querendo criar confusao e usando pessoas que sao fáceis de se levar...

Gostei das músicas, mas quero conhecer os poemas de Andrea Rios...Hehe

Discordo de vc sobre Yasirah viajar muito, conhecer gente e por isso passa o rodo, o mundo é gay? As mulheres saem se atirando, n falava sobre isso e sim sobre mulheres n assumidas, que n tem a vida de Yasirah e que encontram em td q é lugar, sem falar que Yasirah nem sempre teve essa vida agitada, mas td bem, algo que saberei com o tempo.....só sei que se traem, ninguém fica sabendo kkkkkkkkkkk. 

Iria compartilhsr um texto que traduzir sobre A Frateridade da Cru do Triângulo, conhece? Ali fazem perguntas a Hermes e ele dá respostas pertinentes e muito esclarecedoras, mas ficaria mt grande!

 

Ps:Espero que tenha tomado minha reflexao no outro cometário de boa, n queria impasse ou te machucar com meu modo de ver que é apenas uma parte, como vejo,como vc me mostra,nada é certo ou errado, mas em certa parte queroa q vc visse o outro lado, refletisse. Acoes geram consequências, mas sou sua amiga por isso me" molesto em dizer, senao, eu deixaria passar..As amigas, ou meu conceito disso, tb falam coisas que podemos n gostar e isso nos ajuda a ver desde outro prisma...ficarei ansiosa, mas bem, é um risco que correrei! 

Sinto que n gostará do que falei... me danei geral!Já foi, seja o que Deus quiser! Quem fica fica, quem vai, é que n deveria estar...n me preocuparei mais c medo de perder as pessoas...enfim!Se n tenho onde falar, falo aqui! Pode apagar se quiser....

Puminha disse que se gostam de mim, me aceitariam como sou pq as vezes tenho minha dúvidas, que n devo ficar preocupada por cada coisa q digo! Um sabe,mas escutar que uma amiga se preocupa e te quer bem, é sempre bom! Obrigada pelo que me disse ontem, as vezes até acredito...ainda n entendendo o pq...

Beijos cheios de luz e que o amor sempre esteja ao seu redor mesmo qndo n o veja!Que a paz de Deus esteja sempre presente em sua vida e o amor à vida !

 

 

 

 



Resposta do autor:

Lailinha!

Então fiquemos com a simpatia! kkkkk

Sobre Yasirah vamos esperar você terminar de ler o conto para dizer o que achou.

Aziz é mais maleável que Raed muito provavelmente porque a vida dele também foi bem mais tranquila que a do outro. Não sobreviveu a anos de guerra civil, nem a um campo de refugiados, não viu seus amados partirem por conta de violência extrema e da pobreza... Ele teve suas dores mas não foram tão cruéis. Mesmo que cada um sinta uma experiÊncia de um jeito, há coisas que são muito marcantes e uma guerra fica.

E sim, concordo sobre as mães. Sempre achei que ela são o que de mais próximo conhecemos do Amor divino.

Eu amo muito o Brasil!

Concordo também com o que você disse sobre a espiritualidade e particularmente não estou esperando novas castratófes. Apenas falei que os espíritos têm advertido, ao menos nos meios que frequento e consulto, que virá um segundo "ceifador" após o COVIDE-19 e que sua intensidade de ação dependerá de nosso aprendizado com este primeiro "ceifador" que vivenciamos.

A Terra plana é algo que me choca. Especialmente ouvindo isso de certas bocas. kk

"Discordo de vc sobre Yasirah viajar muito, conhecer gente e por isso passa o rodo, o mundo é gay?" - Acho que não fui clara e por isso você não entendeu. Eu disse que quando se viaja muito e também se lida com muita gente, aumentam-se as probabilidades de você, mesmo sendo não assumida, ter a chance de ficar com alguém. E não porque as mulheres se atiram. Eu tenho essa experiência a diferença é que não saio dizendo sim. Mas creia que se dissesse, teria muito causo para contar. Há várias pessoas, homens e mulheres, que uma vez longe de casa aproveitam para buscar novas experiências (hetero ou homossexuais), embalados naquele espírito que ninguém vai saber. Então se uma caipira sem graça como eu tem certas oportunidades, o que dirá uma mulher toda trabalhada, bonita e interessante como Yasirah. E aí, quando estava solteira, ela não deixava passar.

Fique tranquila, Lailinha. Você nunca me aborreceu com seus comentários. Nem você e nenhuma das moças. Não há danação, não seja tão tímida. Está tudo bem!

"Obrigada pelo que me disse ontem, as vezes até acredito...ainda n entendendo o pq..." Garanto que não menti.

Beijos e tudo de bom!!! Que você fique bem e que volte para dizer o que achou do final do conto.

 



Nome: Lai (Assinado) · Data: 08/04/2020 00:12 · Para: BEM ANTES

Boa tarde, Sol!

Ixi, tô nao, vai e volta...

Ou seja ficou longe do que vc esperava de mim,mas aprendi a nao me cobrar tanto. Sou mt transparente, né?!

Uma amiga veio falar sobre meu comentário e disse:Disse que tinha boa anañise ou algo assim..enfim!

Eita, tao lendo meu comentário, me deu vergonha pq reparei que ninguém fica analisando como eu, fico parecendo metida. Entao, acho que farei igual ao povo..rs

 

Achei que houvesse un respiro entre um cap e outro e n pude seguir devido a alguns fatores, n sei se poderei agora...estou processando algumas coisas que descobrir e n tô podendo lidar..tenho que aceitar certas coisas por isso essas dores somatizadas...sempre passa isso qndo n sei lidar com algo. Querer x poder x se deu assim as coisas, aceite!

 

Sobre Laninha, já conseguiu falar com ela? Dei o recado por wharsapp, senao..

Vc colocou algo interesante sobre ela,reflita e vai ter a resposta...enigma!

Ela escreveu uma nova estória, acho q ano passado, poderia comecar por aí tb! Mas certamente já se comunicaram! :)

Limpe td, os plásticos tb antes de entrar na casa, nao quero q fique doente, viu?!Posso n falar contigo por chat,mas me preocupo...n tem nada a ver, ok?!Só n sei o q dizer...

 

Beijos carinhosos tb e muita paz e sempre rezando por vc e pelos seus..

 

PS:Percebi que essa estória estava bem densa,energeticamente pesada, mas deve ser natural plasmar isso pelo momento que estamos passando!Eu senti isso tb....será?!!;(

 

Dourado




 

 

 



Resposta do autor:

Querida amiga,

Comente do seu jeito, não repita o estilo de quem quer seja. Você não é arrogante nem metida. E como te disse: adoro seus comentários.

Eu não entendi bem algumas coisas que você escreveu desta vez, entendi que é porque você está passando por uma fase complicada. Deixemos que as coisas melhorem e nos comunicaremos melhor.

Que pena que achou energeticamente pesada. Quando puder concluir, vejamos o que vai achar.

Não entendi o enigma de Cris Laninha, mas talvez um dia eu entenda. rs

Beijos e tudo de bom! Volte quando quiser e puder.

Sol



Nome: mtereza (Assinado) · Data: 04/04/2020 10:21 · Para: BEM ANTES

Que maravilha uma nova história fiquei super feliz de ver e estou amando Sol seja bem-vinda . Adorei o casal principal.

PS: Alguma chance de vc nos dar o presente de concluir Em Busca do Tao em um futura próximo? Bjs vou correndo ler os demais capítulos.



Resposta do autor:

Há quanto tempo! Tudo bem?

Volte para comentar mais! Terminou de ler? Gostaria muito de saber o que achou.

Quanto ao Tao, para este ano não garanto, mas para o ano que vem, se Deus quiser, está no meus planos.

Beijos,

Sol



Nome: Gabi2020 (Assinado) · Data: 02/04/2020 00:26 · Para: BEM ANTES

Olá Solzinha!

Que bom ver uma nova história sua... Já chegou chegando!!

Personagens intensas com seus dilemas e acima de tudo humanas, não dá pra condenar essa ou aquela, Mariah e Yasirah têm qualidades e defeitos e não dá pra julgá-las.

Seus textos são primorosos, eles têm uma marca registrada e inconfundível, a profundidade das personagens. Se me desse esse texto pra ler, saberia de cara que era seu, pela forma de escrever, pela forma que você passa as emoções, seja através de diálogos bem costruídos , seja pelos tipos que permeiam a história.

Obrigada por voltar, obrigada por compartilhar mais uma história.

 

Beijos



Resposta do autor:

Gabinha!!

Obrigada pela atenção, gentileza e receptividade comigo e com a história. Espero que vá gostando conforme as coisas evoluírem.

Continue comentando!

Beijos,

Sol



Nome: sonhadora (Assinado) · Data: 01/04/2020 16:46 · Para: BEM ANTES

Olha que maravilha!!! Estava precisando de uma história assim para me animar um pouco!! Você não decepciona mesmo nessa sua escrita meticulosa e muito bem trabalhada! Obrigada por isso!!! As personagens são de perto pessoas fortes e apaixonantes! A Mariah tem um pouco de cada mulher quando se apaixona por uma pessoa de personalidade forte como a professora Yashirah, e essa não esconde seu medo do tão desconhecido mundo real em que vivem os preconceituosos de plantão!!! Mas tudo pode acontecer, então que venha mais capítulos fabulosos como esses e que essas lindezas se encontrem e se amem mais e mais!!! Valeu de montão autora!!!

P.S.: Adorei o sotaque caipira! Lembrando que sou do nordeste brasileiro e convivo muito com pessoas assim simples e com um sotaque lindo que admiro muito!!!

Abraços de Luz!!!



Resposta do autor:

Boa tarde, querida!

Fico feliz que esteja gostando das personagens principais e do conto. Pode confiar na caipira que ele está concluso e vocês não ficarão em uma longa espera como acontece com o longo Em Busca do Tao. Assim como Sob o Encanto de Maya, este conto terá desfecho rápido (e ainda mais rápido porque está todo pronto).

As pessoas simples fizeram, fazem e sempre farão parte de minha vida, se Deus quiser. E falando em Nordeste: AMO!!!!

Beijos,

Sol



Nome: Lai (Assinado) · Data: 01/04/2020 11:54 · Para: BEM ANTES

Oiee, Sadikii!!

Eu sabia que você tinha uma estorinha escondida!!:). E vai postar gradualmente, me deixa muito feliz! Eu meio que deixei de lado a leitura, só leio se for de 5 amigas específicas, vc teve sorte! Kkk. 

Então, desculpe qualquer coisa, mas estou 24 horas sem dormir, assim que vou tentar não escrever muito!

Yasirah, outra pessoinha complicada!Eu confesso que não gostei muito da forma dela de agir, mas sei que necessito de tempo pra criar vínculos! É um bom personagem, cheio de complexidade, como você gosta de criar!

Mariah é uma jovem que necessita aprender que certas situações não podem ser apenas como ela quer, imatura?Um pouco. As atitudes dela são mais de n" se nãoo é como eu quero, então de acabou", coisas que tem que trabalhar pra aceitar que devemos ceder certas coisas se queremos ficar com quem amamos, n é fácil tá na pele dela, n são fáceis as relações, porém ela é adulta pra decidir e n pode ficar nessa de vou e volto. Também não é fácil tá na pele de Yasirah, será egoísta?Mas TB n tá sendo Mariah? Ela manipula achando que Yasirah vai acatar o que ela quer, mas n é assim! Yasirah é uma mulher de 41,sabe o que quer e o que lhe convém e sabe o q tem a perder, Mariah teve outra vida, outra cultura, tá em outra etapa da vida,n vai entender assim fácil. Confesso que Yasirah teria que ceder algumas coisas, que errou, mas Mariah deixou que chegasse a isso TB. Uma relação n há um só culpados, temos que sacrificar muitas coisas. Mas n é falta de amor de Yasirah, apenas que pra ela outras coisas estão jogo e ela n pode lidar com isso agora, n tem estrutura emocional pra aguentar e sinceramente, Mariah n tem maturidade pra poder apoiar essa situação ,caso desse! Sei q tá um lixo minha análise, mas confesso que n gostei de Mariah tb..digo logo! Kkkk. Mas vou aprender ao longo da estória a ver outra parte dela. É uma boa menina, apenas que é MT impulsiva, quer as coisas do jeito dela e na hora q ela quer e vê as consequências que uma decisão assim pode ter...mas acho que ela necessita mais experiência pra entender e ter paciência e aceitar. Ela sofre pq ela não aceita, se ela aceitar e deixar que algumas coisas sucedam naturalmente n vai sofrer, sem esperar e se ela n é feliz, bem, então ela pode escolher outro caminho, mas acho que tá se precipitando e Yasirah poderia ver a forma de apresentá-la a família, Deus sabe como pq nisso Mariah tem razão. N quer assumir, beleza, mas que ela esteja totalmente "escondida" fere...

Adorei o tema do corona 0. Tema da atualidade, importante pra que nós possamos parar pra refletir como estamos atuando, o que podemos fazer pra contribuir e ver se queremos seguir como estamos! Apesar de tantas mortes e me dá muita pena dizer, estávamos e tamos num momento político desastroso e se necessita mover algo pra nos darmos conta e pra mobilizar as pessoas. Ver que o conhecimento é importante e n mitos o gente dando achismos, que a ciência é fundamental nesse momento e pra o progresso do mundo! Isso é uma retroceder e um perda de dinheiro pq teve q parar muitos projetos. Mas acho q as cosias vão melhorar, as pessoas estão tomando mais consciência..Deus queira q sim!! Tanta gente solidária, tanta coisa boa eu tô vendo, vamos focar nisso TB! E rezar pra que se acha uma cura ou que com os conselhos da OMS se pode vencer se respeitamos a quarentena pq isso é ser caridoso e solidário, pensar em conjunto pq somos um todo ! Vamos dar valor aos profissionais que tão expondo suas vidas e tb a ciência que nos ajuda tanto!!  Eu sou zero política, mas bem, enchi linguiça aí ..rs

 

Eu não lembro do que li, enquanto lia fiz várias análises, mas n lembro..

Obrigada por compartilhar com a gente!!Ameii!E feliz de te ter aqui!!

Ahla u sahla !!( N sei se usa para esse caso, mas a intenção é a q vale!)

Beijo grande no seu coração e que fique em paz, Sadikii!!



Resposta do autor:

Lailinha!!! Minha comentarista preferida.

Saiba que adoro as análises que você faz das personagens. Do seu jeito de se expressar e jogar as palavras "no papel", sempre explora bastante e isso me felicita muito.

Gostei do que falou de Yasirah e Mariah. Embora ainda não tenha feito a devida amizade com elas, viu pontos fortes e fracos e ponderou sobre as atitudes das duas. Gostei!

Estou no seleto grupo das suas cinco autoras? Que bom!

Você não é zero política. Pode ser apartidária, mas a política está em tudo. O fato de vir aqui expor sua opinião já é por si um ato político.

Quanto à expressão, me senti bem vinda. Foi bem empregada.

Agradeça a Samira e mais a uma amiga nossa o fato de ter postado. Eu não ia fazê-lo. Escrevi esse conto em dois dias de quarentena, noite e madrugada. Mas fiquei insegura com inúmeras coisas. A narrativa está mais seca e menos reflexiva que meu habitual, mas em cada história, embora haja interseções propositais entre elas, busco variar a forma de narrativa mesmo.

Beijo grande no coração e no chackra frontal e tudo de bom sadikii.

 

À propósito, esqueci de responder uma pergunta sua de outros comentários: meu livro é kitaabii. Lembre-se de que ii é o pronome possessivo da primeira pessoa do singular. E kitaab é o livro. Zahirah escrevia: yoom kitaabii = meu livro dos dias.



Nome: Antonia (Assinado) · Data: 01/04/2020 10:12 · Para: BEM ANTES

Amei a história, intensa, dá para sentir o sofrimento da Mariah! Precisa de continuação, vai ser fantástica. Realmente, nada mais atual do que esse tema.



Resposta do autor:

Bom dia!

 

Fico feliz que esteja gostando! Eu pensei muito antes de postar...

Pode confiar na caipira porque o conto está 100% pronto. Vou postar gradualmente porque assim me pediram.

 

Beijos,

Sol



Nome: Samira Haddad (Assinado) · Data: 31/03/2020 22:53 · Para: BEM ANTES

Amor eu queria muito que vc postasse. Essa história é bem atual super oportuna e tinha que aparecer. Só vc poderia fazer isso. As leitoras vão gostar!

Escreve mais pra gente porque sua escrita é especial. Bjs!!!!



Resposta do autor:

Eu sabia que você viria comentar... Obrigada, querida. 

Com amor,

Sol



Nome: Cristina (Assinado) · Data: 31/03/2020 21:48 · Para: BEM ANTES

Olá Sol!!

Que alegria ter um texto seu para ler!!

E como  sempre mandando muito bem!

Por este primeiro capítulo vejo que teremos uma história atualíssima de um momento importante que estamos a viver.

E de quebra personagens fortes e apaixonantes com suas peculiaridades. Yasirah , uma fortaleza mas que ao mesmo tempo, tem seus medos! Mariah, com sua insegurança, só quer ser aceita e se sentir amada!

Rute me lembra um pouco de Ivone. Acertei?

Tenho certeza que será mais uma história  que nos divertirá com seu excelente  senso de humor e com sua maneira de nos passar sempre uma mensagem e nos fazer refletir sobre determinados assuntos.

Ansiosa para saber o que estas personagens  irão aprontar em época  de CONVIDE-0 !!!

Seja bem vinda!!!!



Resposta do autor:

Bom dia!!

 

Querida Cristina, você como sempre muito receptiva ao que escrevo. Adoro quando vocês comentam e seus comentários são sempre muito amáveis.

As personagens são muito humanas e elas expõem dilemas que muitas vezes sentimos.

 

Você identificou Rute com traços de Ivone? Talvez...  São aquelas pessoas que nos fazem refletir mesmo quando a gente não quer.

 

Espero corresponder às expectativas, embora essa narrativa que vocês verão seja mais "seca" e direta que meu habitual.

 

Beijos,

Sol

 

 

 

 



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