No meio de tudo, você. por JuliaR


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Minha visão era nebulosa e escura, ouvia barulho de sinos enquanto vozes infantis cantavam musicas celestiais, aos poucos tentava me situar em meio a pessoas bem arrumadas caminhando pelo jardim. Onde infernos eu estava? Olhei para mim, eu vestia branco como a maioria das pessoas ali, todos tão sorridentes e falavam tão alto que incomodavam meus ouvidos.
Olhei para cima protegendo os olhos contra os raios solares intensos daquela manha de verão. Senti uma mão puxar a minha enquanto as pessoas pareciam todas irem ao mesmo lugar.
-Vamos filha, não podemos nos atrasar!
Adentramos por uma porta enorme coberta de vidros coloridos que refletiam a luz solar formando um verdadeiro caleidoscópio. Ainda embevecida vi imagens de santos ao meu redor, enormes e imponentes, enquanto o som do coral infantil se tornava mais audível.
-Aqui na frente esta ótimo. --Ouvi minha mãe falar enquanto sentávamos no banco de madeira estofado próximo ao altar
--Estamos em uma igreja? --Indaguei para divertimento de minha mãe.
--Sim, hoje será um grande dia!
Logo a musica foi substituída por uma marcha nupcial, me tirando do devaneio.
--Levante-se querida, a noiva esta vindo! 
Senti meu corpo ser suspenso para cima enquanto olhava ao meu redor pessoas olhando fixamente para a entrada. Atrevi-me a olhar também.
Uma mulher a qual não pude identificar caminhava em minha direção, o véu lhe cobria o rosto, me aguçando a curiosidade. Uma criança as suas costas cuidava da tarefa de segurar a enorme calda do vestido. Sentia meu coração disparar e minhas mãos tremulas com sua aproximação.
Só então vi meu tio em cima do altar, sorrindo, mas ele não sorria para a noiva, ele sorria para mim, em minha direção ao tempo em que ela se aproximava lentamente ele desfez o contato visual comigo apenas para retirar o véu que cobria o rosto da noiva.
Era Leticia.
Ela então olhou para mim com olhos vermelhos e lagrimas escorriam pelo seu rosto bem maquiado, seu rosto esboçava um sorriso triste mas que logo se transformou em uma gargalhada.
Eles riam felizes.
Eles riam de mim.

Acordei em um sobressalto daquele pesadelo bizarro, toquei  a testa úmida respirando aliviado por finalmente ter acordado. Ainda atordoada tentei me localizar, estava no apartamento de Victoria, o relógio marcava 4 da manhã, e minha boca estava seca como e tivesse passado horas no deserto.
Levantei da cama sentindo algumas pontadas na cabeça me fazendo arrepender de ter bebido tanto.
Descalça senti o assoalho frio em contato com meus pés quentes enquanto caminhava em direção a porta. Assim que abri ouvi um som melodioso invadir o ambiente, apesar de soar baixo era possível distinguir com exatidão o instrumento tocado.
Caminhei lentamente pelo corredor inteiramente decorado com pinturas renascentistas enquanto me aproximava do som a cada passo. Antes de entrar na sala avistei-a ainda de longe no meio da ampla sala, de costas a tocar o instrumento.
Deus ela parecia tão concentrada naquilo!

Se pudesse registraria aquele momento com uma fotografia, no entanto tive que me contentar em gravar seu encanto em minha mente.
Não ousei interromper, mesmo minha sede descomunal, preferi ficar ali de longe a observando.
A melodia agora era outra, parecia tão melancólica o que tornava ainda mais bela.
Era invejável sua desenvoltura com o instrumento, seus dedos longos e ágeis tocavam com leveza e segurança as teclas produzindo uma melodia tão sincronizada quanto emocionante. Victoria usava um robe longo e alinhado na cor chumbo que iam ate os pés.
Ela finalizou a musica e senti vontade de aplaudir tamanha perfeição com que ela havia se apresentado.
--Você deveria estar dormindo e não me espionando. --sua voz imponente soou fazendo com que tomasse um susto.
Aproximei meio sem jeito por ter sido descoberta. Sorri sem jeito ficando ao seu lado no piano em pé, enquanto ela se mantinha sentada, não estávamos próximas, mas o suficiente para que visse os detalhes do seu rosto que era iluminado pela luz que vinha da cidade, contratando com o ambiente escuro da sala. Ela estava sem maquiagem, ressaltando a pele pálida do rosto, e os lábios naturalmente vermelhos, era inédito vê-la dessa forma, despojada, natural e pelo menos aparentemente, mais acessível.  
Ela tirou uma taça de cima do instrumento, uma bebida verde que cheirava a hortelã e levou aos lábios ainda sem me olhar.
--Adorei você tocando a musica do Quebra nozes.
Ela franziu o cenho.
-- Tchaikovsky você quis dizer. E sim, é a musica de Quebra Nozes...
--Ah ok. --finalizei amaldiçoando minha ignorância.
--Deveria estar dormindo. –falou sem me olhar.
Seus olhos apesar de frios estavam numa expressão cansada, abatida, as palpebras avermelhadas e olheiras um pouco aparente.
--Eu vim beber agua e acabei ouvindo você tocar. --me justifiquei.
--Esta se sentindo bem?
--Sim, só um pouco de tontura, e dor de cabeça leve, acho que exagerei um pouco na bebida.
--Certamente. Você deveria estar dormindo.
Revirei os olhos
--Não revire os olhos para mim. --falou firme me olhando.
--É que já é a terceira vez que você me manda dormir em menos de 3 minutos. 
--E por que não vai?
--Não quero-- falei enquanto contornava com os dedos as bolinhas estampadas no tecido do meu pijama infantil.—E também não quero ter pesadelos outra vez...
--Bicho papão? Lobisomem? 
Victoria falou com cinismo estampado na voz me fazendo bufar.
--Não revire os olhos.
--Ok, tinha esquecido.
--Mas então. O que sonhou?
Ela perguntou e meu coração se apertou apenas por lembrar.
--Que meus tios se casavam...
Ela arqueou as sobrancelhas e me olhou analiticamente.
--E..? --questionou como se esperasse mais detalhes.
--E eu acordei...
--Não interrompeu o casamento ou fugiu com a noiva como nos filmes? 
--Não, né?
--Que pesadelo bobo.
--Você não faz o tipo que assiste romances. 
--E por que não?! – indagou-me surpresa.
--Não sei...--perguntei já me arrependendo por ter falado aquilo.
--Diga.
--Não sei, mas definitivamente não tem cara de que gosta de romances.
--Eu tenho cara de que gosta de que gênero? --Me questionou atenta.
--Humm, terror daqueles bem torturantes. Suspense talvez. Drama e romance definitivamente não. –falei enquanto fui na cozinha pegar tomar agua e voltei com um copo de leite nas mãos.

--Adoro dramas, em filmes. Mas romances definitivamente são meus preferidos.

--Se essa história se espelhar pelo escritório sua fama de carrasca vai ser comprometida –falei me sentando ao seu lado no banco do piano, mas mantendo uma distancia considerável entre nós.

--Minha fama de carrasca? –falou com surpresa na voz.

--Sim, você tem. Se você pudesse ver o rosto das pessoas quando você passa por elas, e os apelidos que elas te dão.

--Então eu tenho apelidos também?

--Alguns. –falei sorrindo.

--Me dê nomes.

--Víbora, sem coração, Miranda Priestly, dama de ferro e por aí vai...

Olhei para Victoria e ela parecia verdadeiramente abismar-se. Seus olhos arregalavam a cada novo apelido.

--Você também me chama assim?

--Não.

 

Era incrível como Victoria possuía facetas, ela poderia ser fria como o ártico ou ate mesmo rude, mas ela também sabia ser agradável e compreensiva.
Apesar de ainda reconhecer que ela impunha barreiras era inquestionável alguns avanços. Nunca poderia imaginar que a mulher que conheci há semanas atrás poderia estar agora sentada ao meu lado, tendo uma conversa cordial e agradável?! 
--Também lhe chamam de cold eyes, e foi uma amiga minha que pôs esse. -- falei rindo lembrando de Patrícia.
--Cold eyes?! Até meus olhos eles implicam? O que há demais nos meus inofensivos olhos?
--Eles são temidos, mas são lindos ao mesmo tempo. --disse já me arrependendo quando senti seu olhar sobre mim.
--Que bobagem, todo mundo tem olhos escuros. São comuns.

Era impressão minha ou havia um leve rubor em sua face?
--Bom, não pela cor em si –falei tomando um gole de leite--Mas pelo que seu olhar transcende, evidencia. –olhei-a tentando explicar enquanto ela me observava atentamente-- Mesmo que na maioria das vezes eles estejam ocultando algo, em alguns segundos de descuido é possível ver o que eles demonstram.—falei ainda presa no magnetismo do seu olhar.
--E o que eles evidenciam agora, Alice? --Ela falou tão próxima a mim que da pequena distancia entre nossos rostos era possível sentir seu hálito de hortelã, seus olhos que fitavam os meus milimetricamente, e eu estava tão submergida pelo efeito que eles causavam em mim que quase perdi o fôlego quando senti eles descerem em direção aos meus lábios.
Seu olhar era detalhista, ao mesmo tempo em que transcendia um brilho que parecia de desejo, cobiça, vontade. 
Paralisei quando senti seu polegar quente circular lentamente meus labios, fazendo o contorno da minha boca. Inflamando minha pele, deixando meu coracao frenético, enquanto meu olhar via no seu a luxuria. Logo fixei na sua boca quando ela lentamente passou a língua entre os lábios umedecendo-os e me deixando sem ar.

De repente seu olhar ficou frio e inexpressivo outra vez.
--Se sujou de leite. --falou com um sorriso jocoso enquanto mostrava o dedo um pouco melado com o liquido branco que provavelmente havia sujado minha boca sem que eu percebesse.
Respirei fundo, tentando recuperar o ar perdido segundo antes.

Onde diabos eu estava com a cabeça? Será que eu realmente pensei que ela fosse me beijar?

Fiquei ainda paralisada pela hipnose do seu gesto.
--Bom, agora acredito que devemos dormir.
Ela levantou-se com a taca entre os dedos esguios e fechando o piano com a outra mão enquanto ainda observava cada gesto atentamente. Chegava a ser intimidador estar diante de tanta elegância e imponência.
--Você vem? --falou ao me ver na mesma posição.
--Ah sim. --fui rapidamente deixar meu copo na bancada da copa e depois me encaminhei na sua direção.
Era desconcertante comparar nossas vestimentas, sua camisola robe de seda impecável enquanto eu vestia um pijama tosco com bolinhas e ursinhos estampados.
Fomos em direção ao corredor, e ela parou diante do quarto me olhando atentamente.
--Não vai entrar? 
--Vou. --falei adentrando no cômodo e logo a percebendo atrás de mim fechando a porta. Minhas pernas fraquejaram.
--Você também vai ficar aqui?
--Esse é meu quarto, não parece logico?
--Sim... --falei duvidosa.
Fiquei ao lado da cama aguardando sua próxima ação.
--Deite. --sua voz firme e suavizada ordenou.
Arregalei os olhos ao sentir aquele clima de minutos atrás se reinstalar entre nós.
Sentei na enorme cama ainda desconfiada sentindo seu olhar misterioso sobre mim, as luzes estavam apagadas e a única luminosidade vinha da grande janela de vidro que refletia a luz da cidade e da lua.

Ela levava a taca aos lábios vermelhos enquanto me olhava. Deitei meu corpo tenso sentindo meus músculos enrijecerem ao senti-la se aproximar da cama e por o joelho sobre a mesma, dando apoio ao seu corpo.

Prendi a respiração quando senti seu cheiro amadeirado invadir minhas narinas. Victoria me analisou detidamente e logo desviou para as cobertas ao lado do meu corpo. Segurou-as na mão e cobriu lentamente meu corpo ate meu busto e se retirou vagarosamente.
A vi caminhar em direção a poltrona em frente à varanda, ao lado da cama  deixando uma visão privilegiada do seu perfil altivo.

--Bons sonhos, pethi mou. –sua voz rouca soou mais uma vez num sotaque diferente uma expressão que não conhecia.
E observei enquanto ela folheava um livro "Orgulho e Preconceito" de Jane Austin.

Bem, Victoria não mentiu quando disse que era uma romântica.

 

**

Não quero o primeiro beijo:

basta-me

O instante antes do beijo.

 

Quero-me

corpo ante o abismo,

terra no rasgão do sismo.

 

O lábio ardendo

entre tremor e temor,

o escurecer da luz

no desaguar dos corpos:

o amor

não tem depois.

 

Quero o vulcão

que na terra não toca:

o beijo antes de ser boca.

 

 

O Instante Antes do Beijo – Mia Couto

Notas finais:

Bom, como vocês sabem o antigo site foi tirado do ar, e quase perdi a história. Me desesperei mas felizmente dois anjos me ajudaram e conseguiram recuperar, minha eterna gratidão a Déborah Mayane e Tata Bressanini. Dedico esse capitulo a vocês! 

E apesar de transtorno causado por ter quase perdido minha história, e de não concordar com a retirada do ar do site sem aviso prévio as leitoras (isso poderia ter custado minha historia), agradeço a todos que fizeram parte do abcles, por tantos anos de alegria que me proporcionaram. Sou muito grata a você, Dani.

Enfim, espero que minhas antigas leitoras me achem e continuem mantendo contato por aqui.

Muito obrigada pelas idealizadoras do Lettera, vocês são demais!

[email protected]



Comentários


Nome: Tliin (Assinado) · Data: 03/04/2016 20:28 · Para: Capítulo 25

Saudades da Alice! Ainda bem que a história não foi perdida. Fico feliz por você está de volta, Júlia ribas. 



Nome: Ana_Clara (Assinado) · Data: 03/11/2015 02:09 · Para: Capítulo 25

Ai, ai, outra mulher cheia de mistérios e segredos. Que mãozinha torta para escolher romances, hein Alice!!! rsrs A cena do piano foi temida até por mim, essa mulher as vezes causa um medo grande na gente. kkkkkk



Nome: antoniacampos (Assinado) · Data: 23/10/2015 01:01 · Para: Capítulo 25

Autora querida volte estamos com saudade. Beijos



Nome: Ludmylla (Assinado) · Data: 22/10/2015 12:12 · Para: Capítulo 25

Bom dia! qnd o Abcles saiu do ar, eu fiquei arrasada achando q não teria a continuação dessa historia e de tantas outras... fico feliz q vc tenha migrado pra cá, só falta postar os capítulos com mais frequência rsrs, já quero um capitulo bem Hot da Alice com a Drª Victória apesar de torcer pra q no final ela fique com a Leticia! 



Nome: Mara64 (Assinado) · Data: 21/10/2015 19:17 · Para: Capítulo 25

Uma das minha favoritas com certeza é essa aqui. Deixa de tortura autora, e posta logo mais um capítulo! 😘😘



Nome: gleice (Assinado) · Data: 01/10/2015 03:12 · Para: Capítulo 25

Acompanhei toda a história sem comentar, então, lá vai!!! Não gostaria do envolvimento de Alice com Victoria:/, mas como a história já está pronta...acredito que isso não va acontecer kkkkkkk....estou adorando a história, sua forma de narrar é maravilhosa...senti falta de uma melhor narrativa da primeira vez delas...mais foi bem recompensado da segunda...kkkkk

enfim, torço pra que elas se entendam, Letícia é Alice merecem ficar bem....parabéns autora!!!  



Nome: Mag Mary (Assinado) · Data: 01/10/2015 02:52 · Para: Capítulo 25

Uau adorei o capítulo, a Victoria é incrível.

Bjus



Nome: Regiani (Assinado) · Data: 30/09/2015 23:25 · Para: Capítulo 25

Ohhh god, minha autora favorita voltou, é isso mesmo?!  *-*

Amo demais sua história, já estava pirando sem saber se continuaria podendo acompanhar, apesar dos pesares e de ter uma quedinha pela Vic, titia Leticia, continua sendo minha favorita, totalmente #TeamLeticia(Ela só precisa acordar pra vida, né gente?! Mas agora com a Vic na área, ela toma jeito... bom, eu acho! )

Ps. Como uma boa amante das Letras/Prof de Português, amo seus textos finais, muito mesmo!  *--*



Nome: Deby (Assinado) · Data: 30/09/2015 22:24 · Para: Capítulo 25

O que foi esse capítulo que eu acabei de ler? Maravilhoso Julia! Você está provando ser uma escritora incrível.

A Victoria e a Alice dormindo na mesma cama, tudo muito lindo, quero só ver o reencontro da Alice com a tia, promete grandes emoções.

 

Obrigada pela dedicatória do final, fiquei sem palavras para agradecer kk 



Nome: AnaP (Assinado) · Data: 30/09/2015 15:37 · Para: Capítulo 25

Quando será postado o próximo capítulo, please???



Nome: NayGomez (Assinado) · Data: 30/09/2015 06:13 · Para: Capítulo 25

Kkkkkkkkkk Al só  nas segundas intenções  com a Vic que nao deixa de provocar um pouco rsrs...  A Lele vacilou heim a Al nao vai querer ver ela tao cedo mais será que a Lele se casa,  e se ja que ela Ama a Al pq nao deixa o Antony?! e qual é essa gratidao que ela sente por ele?!  Isso ta me deixando mega curiosa.

 

Ps: a Al tem que da uns pega na Vic rsrsrs...  Adogooo



Nome: leticia (Assinado) · Data: 30/09/2015 01:08 · Para: Capítulo 25

Achamos vc sim !!! E continuamos lendo tudo !!! Sua história é ótima!!!



Nome: Ticiane (Assinado) · Data: 30/09/2015 00:28 · Para: Capítulo 25

Que bom que está de volta! 



Nome: Mille (Assinado) · Data: 29/09/2015 23:34 · Para: Capítulo 25

Julia que bom ter sua história aqui.

Alice tem uma chama para problema, mais torce do que a Victoria ajude e quem sabe um romance entre as duas.

Bjus 



Nome: Mille (Assinado) · Data: 29/09/2015 23:23 · Para: Capítulo 25

Julia que bom ter sua história aqui.

Alice tem uma chama para problema, mais torce do que a Victoria ajude e quem sabe um romance entre as duas.

Bjus 



Nome: Pryscylla (Assinado) · Data: 29/09/2015 21:04 · Para: Capítulo 25

Que bom que vai postar aqui ;)

Bjus.



Nome: Veka (Assinado) · Data: 29/09/2015 19:15 · Para: Capítulo 25

Aeeeee.... quem bom que  conseguiubrecuperar a historia! Tamo junto!

Bjusss



Nome: patty-321 (Assinado) · Data: 29/09/2015 18:10 · Para: Capítulo 25
Ah q bom vc aqui c essa estória q tanto me encanta e fascina. Essa interação entre elas hem? A titia ta na corda bamba. Acorda alicia. Vai perder p poderosa cold eyes. Parada dura. Bj


Nome: preguicella (Assinado) · Data: 29/09/2015 17:50 · Para: Capítulo 25

Que bom que vc conseguiu recuperar a história e que voltou a estar entre nós!! 

Saudades dessa história! 

Adoraria ver Alice com Victoria, não sei se Letícia tá merecendo ficar com Alice não viu.

Bjão



Nome: Pietra (Anônimo) · Data: 29/09/2015 17:18 · Para: Capítulo 25

Julia!

Que bom que você voltou!!!

Seja bem vinda!

Olha, não estou gostando dessa fase do romance não. Titia era tão presente, atenciosa, aí depois da primeira noite de amor delas e depois que a sobrinha terminou o namoro parace-me que a coisa desandou. Leth mudou de repente. Qual mistério tem esse noivado deles? É alguma dívida de gratidão entre o Antoni e Letícia? Ela estava tão resoluta com relação a Alice. Só sei que não estou gostando desse momento, espero que mais à frente eu entenda.

Não gosto da Victória e nada que envolva o mundo dela. Espero que ela tenha uma namorada e que não se engrace para cima da Alice

Alice e Leth juntas sempre!

Beijos e mais uma vez seja bem vinda



Nome: tats_blu (Assinado) · Data: 29/09/2015 16:50 · Para: Capítulo 25

Que saudade eu estava dessa história. Estou começando a me encantar com a Victoria 😍. A cena do piano me fez lembrar do livro 50 tons kkkk minha suspeita de que Victoria gosta de dar uns tapinhas só aumenta kkk espero com ansiedade os próximos capítulos. Beijos 



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