Tempestade por Ana Pizani


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“Ah! bruta flor do querer
Ah! bruta flor, bruta flor”

Caetano Veloso

 

            Aline estacionou e abriu a porta para que Débora descesse. Entraram no elevador vazio e meio minuto depois estavam na porta do apartamento.

            Débora enfiou a chave na porta para destrancá-la quando sentiu a mão de Aline no seu rosto:

            _ Você sabe que se eu entrar agora eu não vou sair até que tenhamos chegado no fim dessa história. Eu sem bem que eu amo você e só preciso acreditar que você também seja capaz de me amar e acima de tudo, me respeitar. Haverá milhares de mulheres atrás de você e é claro que também aparecerá alguma louca interessada em mim, o que não podemos é arriscar algo que vamos construir com amor por um momento tolo de prazer.

            Débora conseguia enfim, sorrir. Aquilo parecia ser um sim, o sim que ela tanto esperou para escutar.

            _ Você está me fazendo a mulher mais feliz do mundo ao dizer isso. _ Débora destrancou a porta e elas entraram. _ Espera só  um minuto. _ Débora fez sinal para que Aline se sentasse e sumiu para dentro do quarto.

            Segundos depois, ela voltou com uma pequena caixinha na mão e caiu de joelhos aos pés de Aline:

            _ Sei que você preza muito por esses rituais e sinceramente eu não consigo pensar em outra coisa que não seja isso desde que você voltou. Sei que estamos pulando algumas etapas, mas cada relacionamento é único e nós perdemos muito tempo durante todos esses anos em que ficamos. Então, semana passada eu comprei algo e era para te dar em uma ocasião especial, só que não consigo pensar em momento melhor que este.

            Aline ficou sem reação. Débora abriu a caixinha deixando à mostra um lindo anel.

            _ Aline, você aceita se casar comigo? _ os olhos de Débora estavam tão alegres que nem parecia a mulher chorosa de minutos anteriores.

            _ Claro que eu aceito. Eu amo você muito!

            E se beijaram apaixonadamente.

 

            Até o celular de Aline tocar:

 

            _ Sua babaca, a Rosa me ligou aqui. Como você pôde fazer isso com ela? Sua idiota, ela está péssima e estou me arrumando para ir vê-la agora.

            _ Luíza, você tem razão. Eu fui uma babaca e sei que nada que eu diga pode mudar o que eu fiz, mas saiba que eu me arrependi e que eu vou me casar.

            Luíza estava terminando de se vestir e conversava pelo viva-voz. Parou naquele instante em que o verbo “casar” apareceu no meio da sentença.

            _ Você vai casar? Amiga, você bebeu?

            Aline riu alto, há tempos não dava uma boa gargalhada.

            _ Sim, isso mesmo. Débora me pediu em casamento.

            Luíza começou a xingar e ao mesmo tempo a rir ao telefone. Acabaram desligando e combinaram de se ver no dia seguinte. Enquanto isso, Débora e Aline aproveitavam o primeiro momento feliz de muitos...

               

Notas finais:

 Eu quero agradecer a todas as pessoas que acreditaram nessa história e que tiveram paciência com os meus sumiços. 

Cada comentário contribuiu para que essa história crescesse dentro de mim.

Obrigada do fundo do coração.

 

Beijos ;)



Comentários


Nome: dannivaladares (Assinado) · Data: 16/09/2019 20:02 · Para: Capítulo 17 - O Fim

Ana,

Muito grata por compartilhar esse romance meigo, simples, mas forte ao mesmo tempo. 

Adorei.

Parabéns!



Nome: Alessandra (Assinado) · Data: 10/09/2019 04:28 · Para: Capítulo 17 - O Fim

Como assim final???? ........



Nome: Mille (Assinado) · Data: 10/09/2019 00:08 · Para: Capítulo 17 - O Fim

Oi Ana 

Nossa capítulo final??!!

Só não gostei da Rosa ter terminado sozinha, ela merecia um amor para superar a Aline. 

Bjus e sucesso



Nome: Brescia (Assinado) · Data: 09/09/2019 23:28 · Para: Capítulo 17 - O Fim

         Oi.

 

Pelo menos foram verdadeiras e reinou o amor.

 

       Baci piccola.



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