Minha vida é você por amandanasnuvens


[Comentários - 26]   Impressora Imprimir Capitulo ou História - Lista de Capítulos

- Tamanho do Texto +

P.o.v Pedro Henrique

Acordei com meu telefone tocando, levantei me espreguiçando, atendendo o celular sonolento:

– Alô, gostaria de falar com o Pedro Henrique?

– É ele, quem gostaria?

– Eu sou a enfermeira Nazaré, estou ligando para avisar que a Valentina acabou de acordar. E lembra-lo que estou esperando minha recompensa.

– Mais tarde o dinheiro estará na sua conta.

  Encerrei aquela ligação que a tanto esperava e liguei para o trabalho do meu pai, não demorou muito para que alguém atendesse:

– Bom dia, gostaria de falar com o Roberto Borges.

– Passarei para ele.

– Já falei pra você não ligar para cá, caso tenha esquecido é meu local de trabalho – disse com a voz abafada.

– Não ligaria se não fosse importante.

– O que quer? Fala logo, estou no meio de uma reunião.

– Lembra do que falei sobre a Valentina?

– Lembro sim. Por que?

– Irei sequestra-la hoje, preciso da sua ajuda.

– De que você precisa?

– De alguma coisa para apaga-la.

– O que quer exatamente?

– Clorofórmio, assim a deixarei apagada até chegarmos ao nosso destino. Também preciso que dê um jeito nos seguranças, ninguém pode me ver com ela.

– Está bem, verei o que posso fazer. Me liga as 14h.

– Está bem, vou me preparar por aqui também. Até mais tarde.

P.o.v Andreia

  Levantei da poltrona que dormi para ver se a Valentina estava bem, ela ainda dormia, aproveitei para ir ao refeitório comer alguma coisa, estava morrendo de fome. Quando voltei ao quarto minha amada já estava acordada, a cumprimentei com um selinho perguntando:

– Como passou a noite?

– Bem, você conseguiu descansar dormindo no sofá?

– Consegui sim, deu para descansar – pisquei para ela que deu um leve sorriso.

– Fico feliz que tenha conseguido descansar, fiquei incomodada de dormir na cama enquanto você ficava no sofá.

– Não precisa se sentir assim Tina, estou bem.

– Sabendo disso me sinto menos mau.

– Queria poder ficar mais na sua companhia, mas preciso passar em casa pra tomar um banho e trocar de roupa. Vai ficar bem aqui sozinha?

– Ficarei sim, pode ir tranquila. Se eu precisar de alguma coisa chamo a enfermeira Nazaré, tenho certeza que ela me ajudará.

 Me aproximei de Valentina e a beijei, que saudade estava sentindo dos seus lábios, foi um beijo calmo e terno, não podia esquecer que ela ainda está no hospital e acabou de acordar, dei um último beijo nela e saí, eu estava nas nuvens, a Valentina finalmente acordou, a amo tanto, mas por que ainda estou com a sensação de que algo ruim está prestes a acontecer? Posso estar enganada, mas o Pedro Henrique está muito quieto, estou indo para casa, mas meu coração está apertado por ter deixado a Valentina sozinha.

P.o.v Pedro Henrique

No horário combinado liguei para o trabalho do meu pai, não demorou muito para que ele atendesse:

– Boa tarde, aqui é o Pedro Henrique. O Roberto Borges está?

– Só um minuto, ele está esperando a sua ligação.

Não demorou muito para que eu escutasse a voz dele ao telefone:

– Consegui tudo o que você queria, te encontro na frente do hospital as 14h30.

– Está bem, estarei te esperando

 Fui para o ponto de encontro que marquei com meu pai e me escondi, já estava pronto para pôr meu plano em prática, só faltava meu pai chegar com o resto das coisas, meia hora depois ele chegou, me cumprimentou falando:

– Aqui está tudo o que precisa – me entregou uma bolsa, continuando: – agora vou dar um jeito nos seguranças.

 Não demorou muito para que ele voltasse para onde eu estava:

– Tudo resolvido, mas mesmo assim, tome cuidado lá dentro.

– Pode deixar. Me espera atrás do hospital com o carro ligado.

Balançou a cabeça em sinal afirmativo, enquanto eu me afastava colocando um jaleco de médico, escondi o clorofórmio em um dos bolsos dele e entrei no hospital, me passando por um médico de lá. Encontrei a Nazaré e ela me ajudou a entrar no quarto da Valentina sem que ninguém me visse.

– Veja só quem eu encontro por aqui.

– O que faz aqui, posso saber Pedro Henrique?

– Já vou lhe dizer.

 Fui em sua direção, antes que começasse a gritar peguei o lenço que já tinha molhado com o clorofórmio, enquanto a Nazaré abria a porta do quarto sem levantar suspeitas, e tampei seu nariz e boca, ela se debateu um pouco até que apagou, a peguei no colo e sai apressado do quarto, andei até a saída sem que ninguém percebesse, afinal, meu pai já tinha falado com os seguranças e também deixei a enfermeira que me ajudou de sobreaviso, não custava nada ter cuidado. Coloquei Valentina no banco de trás, sentando ao lado do meu pai, saímos arrancando com o carro rumo ao esconderijo, uma hora depois chegamos ao local.

– Muito obrigado pela ajuda, pai. Quando der, tenta sondar alguma coisa lá no hospital, não posso deixar nenhuma ponta solta.

– Fica tranquilo, se acontecer alguma coisa a polícia será acionada, como eu sou o delegado, o caso cairá em minhas mãos, não tem como te pegarem.

– Melhor assim.

 Peguei a recém sequestrada e a algemei, não podia deixar que ela fugisse. Agora é esperar para que a bela adormecida acorde.

P.o.v Valentina

 Acordei desorientada, olhei ao redor tentando saber onde estava, só deu para perceber que eu estava algemada em um lugar mal cuidado, tinham várias caixas.

 Fiquei tão distraída tentando entender onde estava, que eu não vi a hora que o Pedro Henrique entrou no ambiente, percebi sua presença apenas quando falou:

– Gostando do lugar maravilhoso que escolhi para nós dois?

– Vai se ferrar, me solta logo. Essas algemas estão apertando demais.

– Não fale assim comigo, você não sabe o que te espera.

– Que medo! – falei sarcástica.

– Pois deveria sentir, não devia ter me dispensado, você vai se arrepender muito disso.

  Ele foi embora, me deixando sozinha com meus pensamentos. Não acredito que esse babaca me sequestrou, agora que ia conseguir ficar com a Andreia, vem esse cara para querer ferrar com tudo.

P.o.v Pedro Henrique

 Deixei a Valentina sozinha e fui até meu carro pegar o soco inglês, que planejei usar para tortura-la.

Voltei para onde ela estava, e a encontrei cochilando, provavelmente ainda estava sofrendo com o efeito do clorofórmio. Joguei um balde de água fria sobre ela, despertando-a:

– Pronta para o que vem a seguir?

– Me solta logo.

– Vai sonhando!

  Antes de colocá-la de pé, peguei o celular o posicionando em um local estratégico e coloquei na câmera, precisa do melhor ângulo para gravar aquele vídeo.

 Saí arrastando-a até a corda que pendurei no teto, justamente para mantê-la de pé, enquanto começa a minha tortura. Ela me olhou assustada, confesso que o medo que consegui enxergar em seus olhos me deixou maravilhado. Posicionei o soco inglês na mão e comecei a soca-la, a cada grito de dor a minha euforia aumentava, passei uns quinze minutos me deliciando em vê-la gemer de dor, não podia exagerar, ou então a mataria na primeira sessão de tortura. Fiz uma rápida edição no vídeo e o enviei diretamente para a Andreia, tinha pedido o número dela ao meu pai com esse pensamento em mente, enviei o arquivo pelo WhatsApp mesmo. Com a seguinte mensagem:

Estou mandando esse vídeo para mostrar como eu e o seu amor estamos nos dando bem. Não se preocupe, de onde veio esse, virão muitos mais.

P.o.v Andreia

Estava saindo de casa para voltar ao hospital, quando meu celular apitou, fui ver quem tinha mandado mensagem, o número não estava entre os meus contatos, era um vídeo, não podia ser, quem poderia ter feito isso a Tina? Pensando bem, isso só poderia ser coisa daquele tal Pedro Henrique, ou então o policial que veio me interrogar quando eu estava no hospital. Pensando bem, que motivo aquele homem nojento teria para fazer tal maldade a ela. Ver minha amada sendo torturada por longos minutos, me deu uma ânsia tão grande que não suportei, joguei o celular no sofá e corri para o banheiro para vomitar.

Passei água fria no rosto, me encostando na parede. As lágrimas molhavam meu rosto sem que eu sentisse que elas saiam dos meus olhos. Precisava fazer alguma coisa, a Tina está em perigo. Não posso deixa-la a mercê da maldade de quem quer que seja que a tenha sequestrado.

Depois de me acalmar resolvi pegar o celular para ver novamente o vídeo, quem sabe assim não conseguiria uma pista concreta de quem estava fazendo aquilo com ela, quem sabe até com sorte não descobria o local onde ela estava sendo mantida, antes de acionar a polícia. Me atentei o máximo que pude aos detalhes, dava para ouvir os gritos da Valentina que estava amarrada perto de uma pilha de caixas.

O lugar estava com a pintura desgastada, parecia amplo, não consegui ver bem a fisionomia de quem estava batendo nela, mas podia jurar que era uma silhueta masculina, o que me deixou ainda mais temerosa pela vida da minha amada, estava doendo demais ver aquele vídeo novamente, mas consegui assisti-lo até o final.

Estava desolada quando terminei o vídeo, precisava andar, espairecer a mente, para pensar com cuidado no que fazer dali em diante. Peguei meu celular e os fones de ouvido, resolvi dar uma volta na cidade, nem reparei na música que estava tocando, estava muito distraída, só queria “abafar” de algum modo os pensamentos que se “atropelavam” em minha cabeça.

Entrei no parque e sentei a sombra de uma árvore frondosa, encostei meu corpo na mesma, fechando os olhos e acabei cochilando. Acordei assustada com meu celular apitando, olhei ao redor e percebi que já estava entardecendo, não sei porque, mas estava com um mau pressentimento sobre a mensagem que me trouxe de volta a realidade.

Desbloqueei o celular com o coração aos pulos, abri o WhatsApp passando o olho pelas mensagens e vi que tinha mensagem nova do número desconhecido, fiquei com medo do que iria ver, respirei fundo abrindo a janela da pessoa:

  Boa tarde, aí está mais um dos momentos maravilhosos que estou passando ao lado da sua amada, espero que goste do novo vídeo.

  Fiquei ainda mais chocada com o conteúdo do novo vídeo, a Tina estava machucada, algumas escoriações em suas mãos e braços já eram visíveis, estava com um corte no rosto onde se via um filete de sangue.

Me esforcei muito para ver o vídeo pela segunda vez, precisava encontrar pistas concretas, e por mais que doesse, só as encontraria naqueles vídeos. Já estava no finalzinho dele quando o reflexo do rosto do canalha do Pedro Henrique se destacou na tela.

Não contente com tudo o que já tinha feito com a Tina, e causado em mim, com aqueles vídeos, me enviou uma nova mensagem:

  Espero que tenha gostado do vídeo, ainda tenho mais um para você, as 18h estarei te presenteando com ele.

Olhei para o celular e já passava das 17h, resolvi voltar para casa, algo me dizia que o próximo vídeo poderia ser ainda pior que os anteriores.

Cheguei em casa com uma decisão tomada, depois que receber o último vídeo falarei com os pais da Valentina. Abri a porta do meu refúgio, precisava de forças para ver aquela atrocidade. Estava olhando a última pintura que iniciei da Tina quando meu celular apitou.

Estiquei a barra de notificações e lá estava o tal vídeo, estava com o coração acelerado, mãos suando, muito nervosa. Abri na janela dele e lá estavam suas últimas palavras:

  Você não sabe como me deliciei machucando a Valentina, isso é para ela aprender que ninguém pode me contrariar.

  Como tinha imaginado, o vídeo foi devastador para mim, a Tina estava muito machucada, pela sua fisionomia deu para perceber que ela já estava ficando inconsciente, terminei o vídeo com o coração dilacerado, me apoiando na parede para não desmaiar, escorreguei para o chão, onde sentei, colocando a cabeça entre as minhas pernas, quando me dei conta de que tudo o que estava acontecendo era real, as lágrimas já estavam caindo dos meus olhos mais uma vez.

Dei vazão ao meu pranto, não se dizer por quanto tempo chorei, só depois de sentir meu coração menos sufocado, liguei para a minha sogra.

– Boa noite.

– Boa noite Andreia, o que aconteceu? Sua voz parece triste.

– Tenho que contar uma coisa, mas tem que ser pessoalmente. Podemos nos encontrar no hospital?

– Claro, já estávamos indo para lá mesmo.

– Está bem, nos encontramos lá.

Notas finais:

Agradeço a todas as meninas que me ajudaram a postar ele!

 Beijos da Pimentinha!



Comentários


Nome: Brescia (Assinado) · Data: 22/10/2019 21:23 · Para: Capitulo 8

           Boa noite mocinha.

 

A Valentina não para de sofrer, a Andréia deveria ir à polícia eostrar todos os vídeos, deveria ter feito logo no início . Espero que não seja tarde para Valentina.

 

          Baci piccola.



Resposta do autor:

Bom dia Brescia

Verdade neh, a Valentina não tem sossego, quando pensou que seria feliz com sua amada, o crápula do p3dro Henrique apronta uma dessas, se a Valentina morrer a Andreia não vai se perdoar por ter deixado ela sozinha .

Beijos da Pimentinha 



Você deve fazer login ou se cadastrar para comentar.


Ou comente usando seu Facebook: