Minha vida é você por amandanasnuvens


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- Oi como você está?


- Estou bem.


- Então lá fora está o policial Alberto, eu e o Luiz Fernando fomos a delegacia e denunciamos o Pedro Henrique, o policial está aí para conversar com você.


- Ele não pode esperar eu sair do hospital não? 


- Falei para ele que você estava no hospital, mas mesmo assim ele quis vir aqui conversar contigo.


- Está bem, pode mandar ele entrar.


  Esperei uns cincos minutos até ele entrar no quarto, ele estava com cara de poucos amigos, cara de que não estava nem um pouco afim de estar aqui, mas que foi obrigado a vir aqui, ele me olhou de cima a baixo, levantei o cobertor que eu estava usando, pois ele não parava de olhar para o meu corpo, me senti sem graça e falei.


- Vamos começar logo que eu estou cansada e preciso descansar.


  Os olhares que ele estava me dando deu náuseas, ele não parava de me olhar, olhei de cara feia para ele e comecei a contar tudo o que aconteceu desde a minha ligação para a Valentina a quando eu cheguei perto da casa dela, a encontrando desacordada no chão, contei que sai no tapa com o Pedro Henrique, ele foi anotando tudo que eu estava falando, terminei o meu testemunho ,mas num  descuido o cobertor caiu e dava para ver meu corpo pois o pijama era meio transparente, ele ficou me secando e estava vindo em minha direção e eu já estava com o coração acelerado e suando muito, comecei a gritar e o policial se afastou, a Cecília apareceu e perguntou:


- O que está acontecendo aqui? 


- Não está acontecendo nada aqui, eu já estou indo embora, mas se prepare Andreia que eu posso voltar a vir aqui caso precise.


  Ele foi embora e eu abracei a mãe da Valentina, e comecei a chorar nos braços dela, esperou eu me acalmar e perguntou:


- O que houve meu anjo? 


- Aquele policial ficou me secando, eu estava me sentindo super constrangida com os olhares que estava dando em mim, ele veio pra cima de mim e eu comecei a gritar até que você apareceu, eu não sei o que ele teria feito se você não tivesse aparecido aqui.


- Que safado, eu vou denunciar ele para o supervisor dele.


- Do que adiantaria, seria a minha palavra contra a dele, não temos provas do que ele estava fazendo.


- Se ele aparecer aqui de novo, pode deixar que eu que falarei com esse policial.


- Obrigada, o que seria de mim sem você.


- Se eu não cuidar de você a Valentina com certeza ficaria brava comigo.


- Bem a cara dela né?


- Sim.


  Ficamos conversando amenidades  até que eu adormeci.


  Fui atrás do meu marido e o encontrei sentado lendo um jornal, o beijei no rosto e falei com ele. 


- Oi meu amor.


- Oi, que semblante preocupado é esse? Aconteceu algo a Valentina?


- Com ela não, ainda está na mesma, estou preocupada é com a Andreia mesmo.


- Quem diria que eu ouviria você falar isso da sua nora, o que houve?  

- Ela ama a nossa filha e a nossa filha a ama, então resolvi dar uma chance, mas o que houve foi que um policial corrupto veio aqui falar com ela, e o safado teve a cara de pau de tentar fazer algo a ela.


- Eu não acredito nisso, temos que denuncia lo.


- Não teríamos como provar o que ela disse, só vamos ficar de olho pra ele não tentar nada.


- Você está certa, ficaremos de olho nela.


  Acordei com o médico me chamando


- Boa tarde Andreia.


- Boa tarde doutor, já tenho alta? 


- Veremos.


  Ele fez alguns exames para saber se eu está a bem, meia hora depois eu já estava impaciente com a demora do doutor.


- Vai ganhar alta hoje, vou assinar os papéis e você já está livre.


  Assim que o médico me deu alta, coloquei a roupa que eu tinha e fui atrás da Valentina, eu já estava com saudades de ficar com ela, entrei no quarto e ela parecia tão serena e eu tirei uma foto dela, me deu uma tristeza faz uns dias que ela está em coma e o medo dela nunca mais acordar, segurei a mão dela e disse em seu ouvido:


 - Oi meu amor eu sei que você pode me ouvir, não demore pra voltar sinto a sua falta, sinto falta dos seus beijos, do seu carinho, de dormir de conchinha com você, de ver filmes de terror e você sempre rir de mim por eu esconder o rosto toda vez que eu ficava com medo, em como nos divertimos juntas, eu te amo minha pequena, a beijei na testa e fui falar com a mãe dela.


- Oi Sogrinha eu vou pra casa trocar de roupa e descansar um pouco, se qualquer coisa acontecer você me liga? 


- Claro que ligo.


  A beijei na bochecha e me despedi dela, fui andando para casa, pois era perto, a casa me parecia tão vazia agora sem a presença da Valentina, eu fui andando pela casa até o quarto que eu não mostrei pra Valentina, abri a porta e lá tinha um ateliê de pintura, era lá que eu mais gostava de ficar, fechei os olhos e a imagem da Valentina veio em minha mente nitidamente, peguei o pincel e comecei a esboçar o rosto dela, eu sempre pintei a Valentina, tinha vários quadros dela que eu ia expor numa galeria, fiquei um bom tempo pintando mais um quadro dela, assim que parei para descansar um pouco o telefone tocou.


- Oi minha pintora preferida.


- Oi a que eu devo a honra da ligação?


- Lembra que eu te falei da galeria que quer expor o seu trabalho?   - Lembro sim, por que? 


- Eles querem que você exponha esse fim de semana.


- Esse fim de semana eu não posso, eu só irei expor os quadros quando a minha musa inspiradora estiver fora de perigo.


- É uma oportunidade perfeita para você, vai estragar por causa de uma garota? 


- Se eles querem que eu exponha terão que esperar ela sair do coma.


- Você que sabe Andreia.


  Ela desligou o telefone contrariada, mas eu não poderia expor os quadros sem a minha musa inspiradora, se eles quiserem o meu trabalho eles terão que ter paciência e esperar porque eu quero fazer essa surpresa para a mulher da minha vida, eu espero que ela acorde logo porque eu pretendo pedi – lá em casamento nessa exposição que eu farei, por isso eu não pude aceitar a oferta que ela fez para mim, desliguei a luz do ateliê e fui para o meu quarto, lá deitei na cama e pensando na Valentina adormeci.


  Acordei, voltei ao ateliê para terminar o último quadro que eu ia expor, estava ficando lindo, a minha musa inspiradora ajuda muito também, eu terminei quando a campainha tocou e eu fui atender.


- Bom dia Alice, como você está? 


- Estou bem Andreia, vim aqui porque não tenho notícias suas e nem da Valentina, o que houve? 


- Longa história Minha amiga.


- Trate de contar logo Andreia.


- Está bem irei contar tudo.


  A Valentina saiu de casa e foi para a casa da mãe dela, lá eles apresentaram um cara para a Valentina, ela não aceitou e bateu de frente com ele, quando saiu da casa deles, o Pedro Henrique a estava esperando e a encurralou e deu uma surra nela, eu fiquei preocupada com a falta de informações, liguei para ela e um cara atendeu e disse que machucou, eu saí correndo e fui ao encontro dela, quando cheguei lá ela estava desacordada ao lado do cara, nessa hora o meu sangue subiu e eu parti pra cima dele, a defendi dando um soco no nariz daquele babaca e peguei a Valentina e sai correndo até a casa dos pais dela, entreguei ela aos pais dela e desmaiei, fui parar no hospital e a Valentina também foi levada, ela ainda saiu de lá pois esta em coma.


- Ual, que aventura de vocês hem, posso visita lá? 


- Claro que pode, eu já estava indo para lá mesmo.


  Chegamos ao hospital e fomos direto ao quarto da Valentina, ela estava na mesma, eu estava com tanta saudade de ouvir a voz dela, de ver o sorriso dela, de ver como ela ficava vermelha quando estava com vergonha, em como eu gostava de provoca lá, espero que ela volte logo para mim, dei um selinho nela e eu e Alice fomos conversar com os pais dela.
- Como a Valentina está? 


- Ela está na mesma.


- Sinto tanta falta dela.


- Nos também sentimos muita falta dela, mas tenho certeza que ela estaria muito feliz por nós duas estarmos nos dando bem.


- Isso é verdade, o que ela mais queria era que nos duas nos dissemos bem.


  Ficamos conversando amenidades por duas horas quando o policial veio em nossa direção, eu fiquei atrás da Cecília, ele queria conversar comigo novamente e ela disse: 
- Pode falar com ela aqui mesmo.


- Você terá que ir a delegacia para assinar o seu testemunho, venha comigo e vamos resolver isso o mais rápido possível.


- Eu vou junto com ela policial.


- Não precisa ela vira sozinha comigo.  

 

- Então ela não irá, ou vai comigo ou não irá.


- Está bem, venha junto com ela.


  Fomos juntos com ele, o policial na frente e eu e a Cecília atrás, fomos conversando amenidades até chegar na delegacia, quando lá o delegado já veio falar comigo.


- Boa tarde Andreia.


- Boa tarde delegado Roberto.


- Nós te chamamos para esclarecer algumas coisas.


- Está bem.


- Que parentesco você tem com a vítima? 


- O que isso tem a ver com o caso? 


- Apenas responda minha perguntas senão eu terei que te deter por 24 horas.


- Está bem irei falar, ela é minha namorada.


- Está explicado.


- O que está explicado? 


- Que você teve uma crise de ciúmes.


  Olhei para o delgado e me deu vontade de mandar ele ir a merda, quem ele pensa que é para desmentir o que eu falei, eu estava muito brava, contei até dez para me acalmar antes de responder a ele.


- A mãe da Valentina está de prova que eu a levei desacordada pra casa dela.


- Tem como provar o que você diz? 


- A mãe dela está aqui comigo, é só o senhor falar com ela.


- Pode ter certeza que falarei.


  O delegado chamou a Cecília, pediu para ela explicar a versão dela.


  Ele ouviu a explicação é voltou a falar comigo.


- Eu ainda acho que você agiu por ciúmes,  mas se a mãe dela confirmou a sua história, está livre, só precisa assinar uns papeis e depois terá que ir na audiência para dar seu testemunho contra o Pedro Henrique.


- Está bem, posso ir embora agora? 


- Pode sim, mas será chamada mais pra frente, você e a Valentina terão que testemunhar.


- Eu sei, ficarei esperando 


P.o.v Pedro Henrique


- Boa noite pai.


- Me ligando a essa hora da noite? O que você aprontou? 


- Por que acha que eu aprontei alguma?


- Porque você só me liga quando aprontou alguma coisa.


- Está bem, contarei o que houve.


  Eu tinha ido jantar na casa da Cecília, para conhecer a filha deles, cheguei lá fomos apresentados e ela me deu um fora, me disse que era lesbica e que não ficaria comigo, sai da casa dela transtornado pela forma que me tratou, passei no bar que tinha perto da casa delas e bebi um pouco, quando eu a vi saindo pela porta, sai do bar e fui atrás dela e dei uma surra nela, ficou desacordada no chão até que o telefone dela tocou e eu falei com a namorada dela e disse que dei uma surra nela, dez minutos depois eu a vi correndo até a Valentina e partindo pra cima de mim, começamos a brigar e ela me deu um soco no nariz que eu caí para trás, ela saiu com a namorada dela nos braços e eu fiquei para trás, posso ir para sua casa até a poeira baixar?


- Claro que pode meu filho, fica tranquilo que iremos resolver essa situação.


- Obrigado pai, vou desligar aqui que eu vou arrumar as coisas para ir para sua casa.


- Está bem meu filho.


  Cheguei em casa e fui as pressas ao meu quarto e arrumei as malas eu precisava desaparecer por um tempo, eu tenho certeza que eles vão me denunciar pelo que eu fiz a Valentina, vou me esconder na casa dos meus pais até a poeira baixar e depois eu volto para me vingar delas, se elas acham que ficaram juntas estão muito enganadas, sai de casa e fui dirigindo até a casa dos meus pai, chegando lá fui direto para o meu quarto e fui arquitetar a minha vingança, pensei por um bom tempo e decidi que eu iria sequestrar a Valentina, vou esperar ela sair do coma, descobri essa informação pagando uma grana a enfermeira, assim que ela sair do coma eu irei sequestra lá e acabar com a alegria dessas duas, se a Valentina não vai ficar comigo, não ficará com ninguém, fui dormir com um sorriso no rosto sabendo que logo eu estaria colocando meu plano em ação.   Acordei e já fui atrás do lugar que eu levaria a Valentina depois que eu a sequestrar, meus pais tem uma empresa abandonada e isso será perfeito para os meus planos, peguei as chaves e fui ao lugar, ele é bem afastado e mesmo que ela grite não tem como encontrarem ela, pois o lugar fica perto de um parque então não tem como desconfiarem que eu estarei por trás do sequestro, comprei tudo o que eu iria precisar para sequestra lá e fiquei esperando a ligação da enfermeira.

Notas finais:

beijos da pimentinha



Comentários


Nome: Ester francisco (Assinado) · Data: 07/10/2020 04:34 · Para: Capítulo 6

Caracaaa!!! Quem é esse Pedro Henrique? O que ele quer??

Nossa não pode deixar.as meninas em paz.....detesto ele!!!



Resposta do autor:

Esse Pedro Henrique é um sem noção esperemos uqe de tudo certo 

 

Beijos da Pimentinha 



Nome: lilo (Assinado) · Data: 11/07/2019 17:24 · Para: Capítulo 6

Muito bom. 

Mas a tensão na vida dessas 2 ai nunca passa ehm. Não tem um minuto de sossego!

 

A história está demais. 

 

 

Parabéns mais uma vez !!!

 



Resposta do autor:

Verdade neh quando pensamos que elas ficaram juntas acontece alguma coisa para atrapalhar, fico feliz em saber que está gostando, :) 

 

Beijos da Pimentinha 



Nome: SaraSouza (Assinado) · Data: 09/07/2019 01:49 · Para: Capítulo 6

Autora, qdo essas duas vao ter paz????

puts, que essa desgraça nao consiga essa vingança ..aff

bjs



Resposta do autor:

Não é mesmo, ainda teremos 4 capítulos vai saber o q irá acontecer 



Nome: Brescia (Assinado) · Data: 09/07/2019 00:40 · Para: Capítulo 6

        Boa noite mocinha. 

 

A Valentina além de estar em coma,  precisará de preocupar com um psicopata incubado. A Andreia tb não está ao seguro,  parece que todos são homofóbicos. 

 

        Baci piccola. 



Resposta do autor:

Boa noite Brescia 

Você viu do que o Pedro Henrique é capaz? Ainda teremos 4 capítulos muita coisa ainda pode acontecer 



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