Timeless love songs por Clarke


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Finalmente Carolina estacionava o carro, puxou o freio de mão e respirou fundo tentando controlar seu coração e suas mãos trêmulas e geladas pelo reencontro.

Se olhou pelo espelho retrovisor e retocou o batom antes de descer do veículo, já avistava Marina.

Caminhou ao seu encontro e inconscientemente sorriu ao chegar mais perto, logo percebeu e fechou seu semblante, sentou-se na cadeira a sua frente e conseguiu notar que Marina estava desconfortável, chamou uma garçonete e pediu um cappucino, e sem olhar nos olhos de Marina finalmente a cumprimentou, olhava para o seu celular, tentando não manter um contato visual.

 

  • Boa tarde, finalmente deu o braço a torcer e veio admitir o quanto o meu trabalho é incrível.

Falou enquanto fingia responder uma mensagem no WhatsApp. Ainda sem olhá-la.

 

  • Ah tá bom, não é tu sem querer incitar uma discussão né?

Falava Marina a encarando. Essa fala fez com que Carolina levantasse o rosto e a olhasse também.

 

  • Já me conhece não é? Então, queria saber o que vai ser perguntado na entrevista, porque já te conheço também e não quero tratar de assuntos pessoais no teu canal.

  • Nada de cunho pessoal, apenas profissional, te garanto.

Carolina olhou para a garçonete que se aproximava com o café e o pegou, agradecendo a mesma, bebeu um gole e ficou em silêncio por alguns minutos, até que tomou coragem para rompê-lo.

 

  • Marina, posso te fazer uma pergunta?

  • Pode.

  • O que é isso? Tu tá trabalhando com o ramo de fofoca agora também?

Disse Carolina tirando uma das fotos que Eduardo havia jogado no apartamento dela.

Mari a olhou sem entender, pegou a foto, olhou por alguns segundos e respondeu

  • Hum, pra mim isso é a foto do nosso beijo, mas não sei quem tirou e como foi parar na tua casa.

  • Shiiiiu, não fala alto.

  • Carolina, por favor né? Ninguém tem nada haver com o que fazemos da nossa vida... aliás vai mentir pra mim que não quer me beijar de novo?

Marina se encheu de coragem e falou aquelas palavras e segurou de leve a mão da morena que descansava sobre a mesa, o que fez as maçãs do rosto de Carolina ficarem vermelhas e como em poucas vezes na vida a conseguiram deixar sem reação ou resposta rápida e quando conseguiu pensar respondeu.

  • Não, não quero eu fiz aquilo porque.... Nem eu sei porque.

  • Então porque ao invés de tirar a minha mão dá tua, agora tu tá segurando ela?

Carolina largou a mão da loira, abriu a bolsa novamente e deixou o dinheiro em cima da mesa, levantou e antes de sair falou.

 

  • Nos vemos amanhã.

Sem esperar a resposta quase correu até o carro e deixou Marina para trás, entrou no carro e foi para casa, estava atordoada, precisava relaxar e arrumar algo que a fizesse parar de pensar e agir dessa forma quando estava com a loira.

 

*****

 

Marina balançava a cabeça negativamente enquanto a olhava partir, começou a rir sozinha da situação, sabia que a morena nunca admitiria ter gostado da aproximação dela.

Olhou para mesa rapidamente e viu que Carolina havia esquecido do celular e achou uma desculpa para bater a porta dela.

Olhou para dentro da cafeteria e acenou para a garçonete que se aproximou.

 

  • Por favor a conta?

  • Claro, já te trago

Poucos minutos depois Mari já estava na fila do caixa ansiosa para pagar a conta e ir pra casa de Carolina.

Ficava surpresa em relação a sua perda de timidez perto da morena,não tinha medo de se mostrar um pouco mais, sabia que teria de tomar as rédeas da situação se quisesse sentir a boca da Carolina novamente.

Ela pagou a conta e foi até o carro, o ligou e dirigiu até a casa da morena, vagarosamente, pensando no que falar, no que fazer.

Não sabia se suas atitudes deixariam a morena mais arrisca, não sabia de deveria ser ainda mais ousada, não sabia das permissões que tinha e essas perguntas que fazia a si mesmo estavam lhe sufocando.

Não sabia nem se ela seria atendida.

Estacionou o carro no estacionamento do condomínio e subiu para o andar da morena, a medida que o andar dela se aproximava, mais sei coração acelerava.

 

******

 

Carolina chegava em casa e largou a bolsa, nem se deu conta que esqueceu o celular, foi até a cozinha e se serviu uma taça de vinho e agora andava de um lado para o outro de sua sala de estar, falando sozinha.

 

  • Que guria abusada cara! Eu não tive nem a oportunidade de falar tudo o que eu queria ter dito a ela.

Bebeu mais um gole do vinho e tirou com os pés a bota, largou a taça por um instante para amarrar os cabelos e pegou novamente a mesma e voltou a falar sozinha.

 

  • Mas ao mesmo tempo ela é tão linda e tão ousada, inteligente... mas eu não gosto de mulher, não não não!

Olhava para a janela, observava a lua e pensava se a loira olhava aquele satélite também.

 

  • Não, eu preciso me dominar, eu sou dona de mim, ela não pode me invadir assim, não posso deixar alguém que eu mal conheço fazer toda essa bagunça em mim.

Levou as mãos na cabeça e ainda esbravejou mais algumas palavras andando pra lá e pra cá, procurando as respostas em si mesma.

Até que ouviu batidas frenéticas na porta, tentou olhar pelo olho mágico mas alguém o tapava a impedido de olhar, achou que era os filhos da vizinha, mas as batidas seguiram e ela finalmente resolveu abrir a porta.

 

******

 

Marina saiu do elevador e hesitou um pouco em bater a porta da morena, caminhou a passos lentos, deu volta, chegou a chamar o elevador, mas teve um rompante de coragem e voltou para a porta, para seu objetivo.

Respirou fundo e finalmente bateu a porta, colocou o dedo no olho mágico para não correr o risco de ser ignorada e aguardou ansiosa a porta ser aberta.

 

*****

 

Ao abrir a porta Carolina ficou surpresa, não acreditava em quem estava de pé a sua frente, o motivo de seus devaneios estava ali, 'mas o que ela quer?' pensou, mas logo foi interrompida e sua ansiedade aumentou com a pergunta que a loira lhe fazia.

 

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