Voltas que a vida dá! por Gee
Summary:

 


Ao ser contratada pela Senhora Vasconcelos, a detetive particular Renata Reis jamais imaginaria que teria sua vida inteira virada do avesso. Em uma noite quando estava no mesmo bar em que o marido infiel James Vasconcelos estava à espera de sua amante. Reis teve a pior das surpresas que um detetive particular poderia ter, flagrou sua própria noiva a traindo e pior com o marido de sua contratante, mesmo abalada Renata estava obstinada a concluir seu trabalho. Estando meio fora do ar recebeu a ajuda de Claudia uma desconhecida ruiva que mudaria por completo sua vida.


 


Essa história foi escrita no ano de 2018, mas devido alguns imprevistos acabei não finalizando. Porém desta vez será postada por completo, espero que gostem!


 


CAPÍTULOS POSTADOS TERÇAS E QUINTAS


 


 


Categoria: Romances Characters: Original
Challenges:
Series: Nenhum
Capítulos: 19 Completa: Não Palavras: 49101 Leituras: 13487 Publicada: 15/12/2020 Atualizada: 02/12/2021

1. Capitulo 1 por Gee

2. Capitulo 2 por Gee

3. Capitulo 3 por Gee

4. Capitulo 4 por Gee

5. Capitulo 5 por Gee

6. Capitulo 6 por Gee

7. Capitulo 7 por Gee

8. Capitulo 8 por Gee

9. Capitulo 9 por Gee

10. Capitulo 10 por Gee

11. Capitulo 11 por Gee

12. Capitulo 12 por Gee

13. Capitulo 13 por Gee

14. Capitulo 14 por Gee

15. Capitulo 15 por Gee

16. Capitulo 16 por Gee

17. Capitulo 17 por Gee

18. Capitulo 18 por Gee

19. Capitulo 19 por Gee

Capitulo 1 por Gee

Estava sentada no bar tomando meu drink sem álcool e de olho no marido infiel. Bom, trabalho como detetive particular e isso foi por acaso, minha melhor amiga estava desconfiada de seu namorado e eu como fiel escudeira fui atrás de respostas para Vanessa. Tive êxito na operação caça piranha que apelidei carinhosamente, descobri nome, sobrenome, idade que perdeu a virgindade e até quem foi seu primeiro namorado e de bônus como Gustavo que era seu namorado tinha conhecido e até onde foi à primeira vez dos dois, sim, sou muito foda no que faço. E foi aí que Percebi que levava jeito para a coisa, larguei a faculdade de direito e segui carreira como detetive particular, parece loucura, mas é com esse trabalho que consigo bancar minha modéstia vida. Voltando ao meu novo marido infiel... James Vasconcelos, 34 anos, casado com a Senhora Vasconcelos que apelidei carinhosamente de dona misteriosa pois toda nossa negociação foi por telefone e eu nem vi o rosto da mulher apenas sua voz que é bem sexy por sinal. Bom, James se encontra numa mesa mais reservada aguardando sua suposta amante. Um moreno alto, com uma barba bem aparada, cabelos com gel levemente arrepiados mascando chiclete e mexendo no celular, provavelmente falando com sua pobre traída esposa ou com sua amante.

Viro de costas para não dar muita bandeira e começo observar as pessoas ao redor, tinha um cara do lado esquerdo do balcão vestido com terno e encarava seu copo de whisky como se dali fosse sair toda a solução de seus problemas e com certeza teve um dia difícil no trabalho ou foi largado pela esposa, namorada ou noiva, em uma outra mesa uma casal discutia algo e a mulher estava bem nervosa, provavelmente ciúmes infundados, como eu sei? Ela não jogou nada na cara dele e o sorriso de lado dele denuncia estar gostando disso e por fim, do lado direito, na outra ponta do bar, no lado mais escuro, próximo ao banheiro uma bela ruiva que me encara sem pudor algum, encaro por alguns instantes e ela sorri, balanço a cabeça, mas trato logo de desviar, lido com traição todos os dias e odeio adúlteros. Sou noiva a dois anos de uma bela morena, Juliana, minha linda noiva que logo estaremos indo morar juntas, assim que ela terminar a faculdade de psicologia e eu estou muito ansiosa. Tomo um gole de meu drink e sorriu lembrando seu doce sorriso.

Viro-me para ver se a amante do James já apareceu pois quero acabar logo com isso e ir fazer uma surpresa a Juliana pois hoje eu disse que estaria de serviço e já fazem duas semanas que não ficamos juntas pois ela está bem focada em seu TCC e vive na faculdade e com uma colega que está auxiliando em seu trabalho, sinto meu coração parar, minhas pernas travam e um embrulho no estomago se apodera de mim, meus olhos não conseguiam acreditar no que eu estava vendo. Minha doce Juliana estava sentada acariciando o rosto do James e logo depois os dois se beijam, sabe a sensação de mundo desabando? Pois então, estou sentindo isso. Respiro fundo e resolvo fazer o que fui contratada, sabia que ali não iria conseguir um bom ângulo e bom eu precisava focar no rosto dos dois. Olhei para a ruiva que agora mexia em seu celular e vi que o ângulo que ela estava sentada era perfeito para pegar os dois pombinhos de frente e pensei em um plano, mas nada vinha na cabeça e se eu vacilasse iria acabar me mostrando ali. Ainda sem saber o que fazer, levantei e fui em direção a ela com um sorriso de lado.

- Boa noite senhorita. – Cumprimento a bela ruiva. – Posso sentar aqui ao seu lado?

- Boa noite, claro, sente-se. – Me encarou com um semblante confuso, mas logo depois sorriu de forma encantadora, de fato era uma bela mulher. Porém não estava ali para flertar e sim obter provas contra minha noiva e olhei em direção a mesa onde ela estava no maior romance com o James. Meu sangue fervia, e de fato não sei de onde estava tirando tanta calma. – Vejo que seu interesse está naquele casal, você é uma espécie de voyeur? – Perguntou sorrindo e eu fiquei sem graça e então decidi falar apenas metade da história.

- Na verdade aquela moça ali é minha noiva, aliás, minha ex noiva. – Revelei e vi a expressão de susto em sua face, mas também com uma leve fúria, desviei de seus olhos, pois já sentia as lágrimas quererem se mostrar.

- Você tem bastante sangue frio, se fosse comigo estaria quebrando o bar. Porque não vai lá? Não gostaria de ao menos fotografar para depois confronta-la? – Perguntou séria.

- Bom, vim para seu lado por causa disso, desculpe é que de onde estava não conseguia um ângulo para focar no rosto dela. – Falei sem graça olhando diretamente nos olhos daquela desconhecida perigosamente linda.

- Pode me emprestar seu celular? – Perguntou sorrindo divertida, não entendi muito bem, mas ela foi puxando das minhas mãos, ficou de pé em minha frente como se fosse tirar uma foto minha demorou alguns segundos e logo depois falou sorrindo. – Pronto. – Me mostrou a foto onde o foco era do casal logo atrás de mim no momento exato que eles se beijavam e mais duas, um acariciando o rosto do outro. - A propósito, meu nome é Cláudia e aproveitei para salvar meu numero em seu celular caso queira conversar sobre pode me ligar, agora tenho que ir. Boa noite.

Beijou-me a bochecha, colocou a touca do casaco, baixou a cabeça e foi com sua comanda para o outro lado do bar, pagou a conta e foi embora e eu? Bom, fiquei lá parada alguns minutos tentando processar o que tinha acabado de acontecer e a bagunça que minha vida tinha acabado de se tornar. Eu, trabalhando para tirar fotos de um marido infiel e de sua amante, quando sou surpreendida por essa amante ser minha noiva quer dizer minha ex noiva, tentando achar um bom lugar para tirar fotos sem ser descoberta e ter um bom ângulo, sigo em direção ao único lugar do bar onde era pouco iluminado e bem discreto, porém era onde a bela ruiva estava, conto minha história, ela me ajuda, grava seu numero em meu celular e vai embora, o casal de tão distraídos não me viram passar, e Juliana nem reparou em mim, Ok, eu estava a certa distancia, mas quando saíamos ela sempre olhava todos ao redor e muitas vezes ficava dispersa olhando outros e nem prestava atenção em mim. É, isso dói. Não tinha mais o que fazer ali, agora era voltar para meu escritório, ligar para a Senhora Vasconcelos, solicitar os 50% do pagamento enviar as fotos e logo depois aguardar os outros 50% do pagamento, pegar meu carro e seguir para o apartamento de Juliana e aguardar seu retorno, parecia um plano perfeito se não fosse meu emocional de bosta, não poderia mais permanecer lá, afinal estava na porta do banheiro e era bem possível que um dos dois fosse lá.

Assim que levantei para ir embora, ainda olhando para o celular, sinto o corpo de alguém esbarrar em mim e ao levantar os olhos percebo que era James, o universo estava sendo bem filho da puta comigo essa noite e eu não tinha mais emocional, não tinha mais nada na verdade.

- Desculpe moça, estava distraído.

Sorriu para mim, o filho da puta tem um sorriso lindo, ele é lindo, sinto meu coração doer ainda mais, não consigo falar nada, apenas saio apressada e percebo que Juliana olhava aquela cena e sua cor pálida e boca aberta denunciou que agora percebeu minha presença, afinal estava usando a jaqueta de couro que ela havia me dado de aniversário. E bem, saí de lá como uma louca e de imediato meu celular particular começou a tocar de forma desesperada, sigo em direção do meu chevy impala full-size sedan preto (Sim, eu ostentei mesmo na hora da escolha de um carro para o trabalho até porque meus clientes são da alta sociedade e me infiltrar sem ser percebida era fundamenal), abro apressada e entro, dou partida e meu celular de trabalho começa a tocar e eu só dirigia e chorava. Agora não precisaria mais ir ao seu apartamento, menos mal, não iria ter aquela conversa dolorosa com ela. Após alguns minutos dirigindo cheguei ao meu escritório, desci do carro sentindo as lágrimas escorrerem e já fui logo soltando meus cabelos loiros que estavam presos em um rabo de cavalo parecia aquelas cenas de vídeo clip sabe? Ainda tive tempo de pensar na música que representava o momento, da banda The Calling Wherever You Will Go, mas não fui idiota de tatuar o nome de Juliana no braço. Logo afastei esse pensamento insano que só eu tenho capacidade para isso, entrei no prédio e subi as escadas correndo, cinco andares para alguém sedentária é muito, mas para uma mulher traída e se sentindo num clipe se tornou um bom escape, eu tremia e não conseguia achar as chaves do meu escritório, após 10 minutos consegui entrar e me joguei no chão, meu celular tocava insistente e antes que eu pudesse jogar ele na parede o telefone do escritório começa a tocar olhei o relógio que estava em meu pulso, 22:30hrs, sabia bem quem era, me levantei, limpei as lágrimas e atendi.

- Reis falando.

- Onde estão as fotos? Ele está vindo para casa. - Era a Senhora Vasconcelos, falava afobada. – Quero acabar essa droga ainda hoje.

- Em cinco minutos estará em seu e-mail, agora preciso que transfira os 50% para minha conta. – Falei tentando conter minhas lágrimas.

- Olhe sua conta, depositei há duas horas Reis. – Ouvia sua respiração pesada, abri o aplicativo do banco e lá estava o maldito dinheiro, em seguida enviei as fotos para o e-mail da senhora mistério.

- Por favor, verifique sua caixa de e-mail senhora Vasconcelos.

- Então é essa biscate. Ahhh filha de uma puta. – A ouvi esbravejar e percebi que ela conhecia Juliana, mas de onde? – Acabei de transferir os outros 50% Reis, obrigada e adeus.

Ela não me deixou nem falar, apenas desligou, seria comum, mas dessa vez eu estava envolvida e da pior forma eu havia pego esse caso sem nem ao menos conhecer pessoalmente a esposa, bom geralmente eu não me importo pois o que me interessa é o dinheiro em minha conta mas por ironia do destino esse caso saiu mais doloroso do que qualquer outra coisa que eu poderia imaginar.

Agora eu tinha que resolver minha vida não é? Tinha que dá um ponto final naquela porcaria toda e antes que pudesse pensar no meu primeiro passo escuto batidas na porta de meu escritório e adivinhem só quem era? Quem falou Juliana errou era a minha amiga Vanessa, aquela mesma amiga que descobri o caso do seu ex namorado, ela era como uma irmã e se ela estava ali era porque minha digníssima ex noiva ligou para ela.

- Rê, abre a porta. – Sua voz era nervosa, caminhei lentamente e abri e vi que ela estava descabelada, seu lábio estava cortado e eu não sabia o que falar.

- Mas.. Mas o que aconteceu com você?

- Bom, a puta da Juliana apareceu lá em casa contou tudo e eu saí no tapa com ela, fui em seu apartamento, na sua casa, liguei para seus celulares, o telefone daqui e sabia que estaria aqui, agora por favor preciso entrar e tomar aquela vodca que sei que tem e conversar com você. – Me empurrou e entrou, bem delicada minha linda amiga.

- Ela fodeu com minha vida Vanessa, nem sei se quero falar disso... – Falei chorando.

- Ótimo, vamos beber, hoje é quinta, estou de férias, amanhã você não trabalha e então podemos ficar de ressaca, mas antes preciso ir ao banheiro.

Notas finais:

Bom meninas, estou de volta e dessa vez a história será postada por completo. Espero que vocês acompanhem e se deliciem com as aventuras de nossas garotas!

Beijos, beijos

 

Gee

Capitulo 2 por Gee

Fui para o pequeno bar que mantinha em minha sala e peguei a garrafa de vodca, fui para o tapete e sentei, abri a garrafa e dei o primeiro gole, desceu queimando, mas não era tão incomodo diante da dor que estava sentindo, a sensação de traição é horrível e espero nunca mais passar por isso, sentia minhas lágrimas passearem por minha face sem pudor. Vanessa saiu do banheiro com os cabelos arrumados e apenas um leve vermelho na boca e a encarei ela sorriu.

- Se você ficou impressionada comigo toda descabelada imagine como sua ex ficou. – Pegou a garrafa de minhas mãos e tomou um gole. – Adoro essa vodca. Mas então, o que faremos agora?

- Sinceramente? Não sei, não quero encarar a Juliana de novo e sem contar que muitas coisas dela estão em meu apartamento. A parte boa é que eu sou organizada demais para deixar algo na casa dela. – Lembram que eu não queria conversar né? Mas, Vanessa consegue me fazer falar qualquer coisa.

- Mesmo se tivesse deixado eu iria lá buscar meu bem, sabe disso. Tirou fotos?

- Claro, acha que eu veria o show e não registraria? O bônus é que me pagaram para eu flagrar minha noiva me traindo. Mas algo que não sai de minha cabeça é que a Senhora Vasconcelos falou como se conhecesse a Juliana.

- Como assim? De onde ela conheceria a puta da Juliana?

- Não sei e sinceramente nem quero saber, quero apenas esquecer tudo isso. Quero até mudar de apartamento pra não ter nenhuma lembrança dela. – Tomei outro gole e entreguei o celular a Vanessa para ela ver as fotos.

- Quem é Cláudia?

- Cláudia? – Parei de chorar e me arrastei até ela e vi um SMS. – Acho que vou te dá dinheiro e retirar essa liberdade.

- Oi? – Perguntou sorrindo.

- Você aí fuçando minhas SMS o que tá escrito aí?

- Bom, sou sua melhor amiga, aliás, sua irmã, então vou mexer em tudo mesmo e se tiver achando ruim o problema é só seu meu amor e a mensagem é bem intima. – Sorriu de lado e eu puxei o celular de suas mãos para ler a mensagem.

“Oi, lembrei que não sei seu nome, porém sei que flagrou sua noiva com um cara, desculpe a invasão de ter salvo meu numero em seu celular disquei para o meu e salvei né?! Tive que ir embora daquela forma porque minha irmã precisava de mim. Como te disse, meu nome é Cláudia e caso queira conversar estou a disposição.

Obs.: Pode ao menos me dizer seu nome caso não queira me encontrar?”.

- Você já está de esquema? – Perguntou Vanessa rindo.

- Claro que não, você sabe que eu amo a Juliana. – Voltei a sentir o nó na garganta de antes.

- Não tá, mas tenho certeza que uma certa Claudia está louca para te consolar. – Tomou a garrafa de minhas mãos e deu outro gole. – Pode ficar lá em casa comigo, vai ser bom ter alguém para dividir o aluguel.

- Ou podemos arrumar uma casa ao invés de apartamento. Juliana queria um apartamento que no prédio tivesse piscina... Aí meu Deus ela fodeu com minha vida. – Desabei a chorar de novo.

- Renata Reis, para com esse drama agora, sei que você é louca por aquela mulher, mas precisa se recompor, para com essa choradeira e me fala como essa tal de Claudia é.

- Fala isso porque não foi você a corna da vez. – Voltei a chorar. – Quantas vezes ela fez amor com ele e depois ficou comigo, você sabe o que é isso? Sabe o quanto dói?

- Eu imagino a sua dor minha amiga, mas você precisa se acalmar, por favor, odeio te ver assim.

Vanessa me abraça tão forte e eu me entreguei às lágrimas, chorei, urrei, solucei, coloquei tudo para fora ali sentada no tapete de meu escritório com minha melhor amiga eu deixei toda a dor sair de mim. Depois de um tempo, quando enfim todas as minhas lágrimas foram expulsas de meu corpo e eu quase desidratada me acalmei, olhei para Vanessa que também chorava silenciosamente.

- Obrigada por nunca ter me abandonado Vanessa, obrigada por está ao meu lado depois que minha mãe faleceu obrigada por tudo! – Voltei a chorar, mas dessa vez de gratidão pela morena que sempre estava comigo em todas as situações de minha vida. Pouco tempo depois que descobri a traição do ex da Vanessa, minha mãe faleceu ao sofrer um acidente de trânsito, meu pai faleceu quando eu ainda era criança de câncer, não tinha irmãos, avós ou tios, tinha apenas Vanessa e Juliana, agora tenho só a Vanessa.

Acordei com uma baita dor de cabeça e com o corpo da Vanessa em cima de mim, certo que ela era toda malhada, fazia o estilo gostosona, mas músculo também pesa, saí debaixo de seu corpo aos pouquinhos e fui para o banheiro, tirei toda a roupa e entrei no chuveiro, afinal por ser meu escritório deixava algumas coisas lá, inclusive roupas, pois nem sempre dava tempo de ir em casa tomar banho e ir seguir o marido ou esposa infiel. Fechei os olhos e deixei a agua levar toda a dor que estava sentindo, ouvi passos e olhei para o lado e lá estava Vanessa fazendo xixi e me olhando.

- Vanessa eu te amo, mas aí é demais.

- Cala a boca, já te vi pelada inúmeras vezes. – Saiu rindo.

- Às vezes você é estranha.

- Sai logo daí, também quero tomar banho! – Falou mais alto.

Vanessa saiu do banheiro e eu logo finalizei meu banho, me enrolei na toalha e saí, quando estava prestes a me vestir ouço batidas desesperadas e a voz de Juliana na porta. Confesso que dessa vez o que tomou conta de mim foi raiva, ontem eu chorei e sofri tudo que tinha para chorar, não morri após perder minha mãe e não iria morrer por causa de uma noiva filha da puta que me corneou com um homem, esquecendo que estava só de toalha abri a porta e já fui “vomitando” a minha ira.

- Como ousa aparecer aqui depois de tudo? Como ousa procurar a Vanessa depois de ter me corneado? Como Juliana? – Eu sentia uma raiva me dominar de uma forma que nunca sentia antes.

- Rê amor, calma eu posso explicar. – Tinha lágrimas nos olhos e eu percebi o roxo que estava em seu olho esquerdo e o curativo em seu nariz, definitivamente Vanessa deu uma boa surra nela.

- EU SÓ POSSO ESTÁ TENDO UM PESADELO SÓ PODE. COMO AINDA TEM AUDÁCIA DE APARECER AQUI NO ESCRITÓRIO DA RENATA DEPOIS DE ONTEM? – Vanessa aparece nua e gritando, minha cabeça latejava de dor.

- O QUE ESSA LOUCA TÁ FAZENDO AQUI RENATA REIS? E AINDA POR CIMA NUA. – Juliana me olhava com ódio e quando fui responder Vanessa me corta.

- PASSAMOS A NOITE JUNTAS ALGUM PROBLEMA? – Falou partindo pra cima de Juliana e eu a segurei pela cintura.

- ENTÃO QUER DIZER QUE DE FATO VOCÊS NÃO SÃO SÓ AMIGAS, EU FUI BURRA, VOCÊ ME TRAIU COM ELA RENATA? – Mais uma vez ia responder, mas Vanessa me corta.

- ERRADO SUA BURRA, EU VIM ATRÁS DELA ONTEM E ME DECLAREI – Olhou nos olhos de Juliana e falou com aquela cara irônica e debochada quando queria irritar alguém. – Dei bem gostoso para ela e nossa... Perdi a conta de quantas vezes gozei na boca dessa mulher, obrigada por ter traído a MINHA Rê porque aí finalmente poderemos ficar juntas. – E eu minhas caras amigas estava com a mandíbula no chão tamanha a mentira ousada e deslavada da Vanessa, mas confesso que amei a cara de desacreditada da Juliana. Não satisfeita minha melhor amiga ainda da sua cartada final. – Espero que essa seja a ultima vez que procura por ela ou eu irei falar com meus amigos da federal e te dá um chá de evaporação. Ahhh e se for à delegacia prestar queixa procure a delegada Simone ela irá te ajudar. – Piscou para ela e me puxou para dentro do escritório, Vanessa é agente da federal e Juliana sempre teve certo receio com ela.

- Vanessa... – Chamei ainda passada com a cena que presenciei.

- Hum? – Respondeu indo em direção ao banheiro.

- Que merda foi essa que você fez?

Ela coloca a cabeça para fora do banheiro, nos encaramos por alguns segundos e desabamos a gargalhar e sim eu tenho a melhor amiga que alguém poderia ter.

 

Notas finais:

Bom, segundo capítulo, espero que gostem!

 

Beijos, beijos

 

Gee

Capitulo 3 por Gee

Logo após o ocorrido com Juliana fomos para o apartamento de Vanessa passar o dia por lá, iria dar um tempo no trabalho, poderia me dar esse luxo, afinal vinha trabalhando todos os dias durante um ano e meio para poder ter dinheiro o suficiente para comprar o apartamento dos sonhos de Juliana e agora que não iria comprar porra de apartamento nenhum tinha uma boa grana para tirar umas férias.

- Não vai retornar a mensagem da tal Cláudia? – Perguntou Vanessa se jogando ao meu lado na cama.

- Não quero me envolver com ninguém agora Vanessa. E mais estamos juntas esqueceu? – Falei jogando um travesseiro nela e rindo.

- Larga de ser convencida Renata, a menina pode ter ficado preocupada com você e quer ser sua amiga. Manda uma mensagem para ela agradecendo a preocupação, cria um vinculo de amizade com outra pessoa, mas ela não pode ser mais sua amiga que eu. E bom, foi só sexo, não quero mais nada com você! – Devolveu o travesseiro rindo.

Peguei o meu celular pessoal, salvei o numero daquela ruivinha ousada e mandei uma mensagem em seu WhatsApp.

“Boa tarde Claudia, gostaria de me desculpar com você por não ter respondido ontem, como deve imaginar minha noite não foi nada agradável. Bom, esse é o meu número pessoal e eu me chamo Renata, obrigada pela preocupação.”

- Pois então Van, ainda quer morar comigo? – Perguntei olhando para ela com meu olhar brilhante.

- Claro Rê, não precisa me olhar desse jeito. – Sorriu. – Já vi que não posso te deixar sozinha e só para você saber sua próxima pretendente terá que me pedir antes.

- Sim senhora. – Sorri. – Estava pensando em voltar a morar na casa que morei com a mamãe.

- Tem certeza? Quer mesmo voltar para lá? – Me perguntou espantada e até entendo, era doloroso ficar lá com todas as lembranças da minha mãe, mas estava mais que na hora de ocupar a casa que minha mãe me deixou.

- Tenho sim, vai ser bom para recomeçar e sem contar que nós duas iremos economizar com aluguel e quem sabe assim consigo comprar um carrão igual a um dos seus. – Falou rindo.

- Então está decidido, porém vamos pensar nisso direito só segunda, pois hoje não, iremos descansar porque mais tarde iremos dançar e beber um pouco. Comemorar sua solterisse!

- Não quero sair! – Fiz bico.

- Mas vai. Agora dorme que precisaremos para aguentar a noitada e você vai me agradecer depois.

Vanessa deitou de costas para mim e eu fiquei olhando o teto, pensando no rumo que minha vida estava tomando, senti uma saudade de minha mãe, queria tanto o colo dela. Olhei para o lado e sorri, realmente tinha sorte em ter Vanessa como amiga. Estava divagando quando meu celular deu sinal de vida.

- “Então quer dizer que você tem dois números? Hum, devo ficar feliz por ter os dois números? Posso imaginar Renata como deve ter sido difícil ontem, mas, como você está hoje?”

- “Agradeço a preocupação moça, estou bem melhor sim, tenho uma amiga maravilhosa que não me deixou ficar na bad por muito tempo rsrs”

- “Fico feliz que esteja bem. Fiquei preocupada com você, certo que não te conheço, mas traição é complicado e ainda mais flagrar, deve ser a maior barra. Mas enfim, vamos falar de coisas boas. Sei que pode parecer estranho, mas hoje à noite estou indo com meu amigo para uma casa noturna dançar um pouco... Gostaria de ir? Pode chamar a sua amiga também.”

Pensei por alguns instantes e já que iria sair com Vanessa decidi que seria legal encontrar aquela garota de novo e ter uma conversa de verdade, socializar, ter novos amigos como Vanessa sugeriu.

- “Não iria sair, mas minha amiga vai me arrastar para dançar então podemos nos encontrar, vou confirmar com ela e te dou um retorno. Mas desde já seria que horas e qual o local?”

- “Iremos a casa noturna Star’s por voltas das 23:00hrs nos encontramos por lá então?”

- “Não te garanto ficar, pois Vanessa é hetero e a star’s não é bem um lugar que ela goste kkk”

- “ Se servir de incentivo, meu amigo é hetero e solteiro e cá pra nós, lindo kkkk”

- “Argumento perfeito. Nos vemos lá então kkk”

Sorri involuntariamente e como não iria conseguir dormir resolvi falar a novidade para Vanessa.

- Van... Meu amor, tá dormindo? – Falei abraçando ela e ficamos de conchinha.

- O que você quer? Me deixa dormir um pouco Renata Reis. – Resmungou. – Mas não solta não, tá gostoso assim. – Riu.

- Arrumei um boy para você! – Vanessa se virou e me olhou sorrindo.

- Sou toda ouvidos.

- Mas é muito safada mesmo, não estava querendo dormir?

- Fala logo, quem é ele?

- Bom, começarei do começo, estava conversando com a Claudia e ela nos convidou para ir dançar na Star’s hoje. – Expliquei que você é hetero e ela falou que o amigo dela também é e eu confirmei nossa ida. Às 23:00hrs estaremos lá na Star’s.

- Perfeito, agora irei para meu ritual de beleza. – Saiu saltitante da cama indo em direção ao banheiro.

- Não iria dormir? – Perguntei irônica.

- Dormir só amanhã querida. Vai em casa e trás algumas roupas para cá irei te ajudar a se vestir.

- Mas eu sei me vestir Vanessa Alves.

- Eu sei, mas capaz de usar aquela jaqueta que a embuste da Juliana te deu. Então quero participar dessa produção. Você tem que no mínimo deixar a Claudia babando.

- Já disse que não quero me envolver.

- Falei para deixar ela babando e não casar com ela. Anda, vai em casa  e volta logo. Já são 16:00hrs e você ainda vai preparar o jantar!

Fui para casa com o volume do som no máximo, não queria deixar meus pensamentos vagarem para a noite anterior ou para os planos que fiz com Juliana. Juliana a mulher que eu mais amei, a mulher que mais me machucou, analisando um pouco ela deu todos os sinais de traição eu que não vi, mas como ela pode mentir tanto? Como? E olha lá eu pensando nessa criatura de novo, então resolvo cantar junto do Alan Walker - Faded

You were the shadow to my light
Did you feel us
Another start
You fade away
Afraid our aim is out of sight
Wanna see us Alive

Where are you now
Where are you now
Where are you now
Was it all in my fantasy
Where are you now
Were you only imaginary
Where are you now

Atlantis
Under the sea
Under the sea
Where are you now
Another dream
The monsters running wild inside of me

I'm faded
I'm faded
So lost
I'm faded
I'm faded
So lost
I'm faded

These shallow waters, never met
What I needed
I'm letting go
A deeper dive
Eternal silence of the sea
I'm breathing
Alive.

Ao parar no sinal aos gritos olho para meu lado esquerdo e vejo um casal me encarando e rindo no carro ao lado, sabe o Chaves quando tem aquele piripaque? Foi tipo eu, mochei, fiquei toda tímida. Coloquei a mão para cobrir o rosto e não satisfeita com minha vergonha, antes do homem arrancar com o carro assim que o sinal abriu a mulher grita “Você não canta bem moça, mas o importante é ser feliz”. Eu realmente queria que o meu carrinho virasse um transformer e sumisse no infinito e além.

Passada a vergonha, resolvi mudar a playlits das musicas para não correr o risco de protagonizar mais um show desses e o que a bonita aqui decide ouvir? Black eyed Peas, My Humps, afinal além de está tentando mudar o foco do pensando da minha noiva traidora era sábado e eu estava animada com a ideia de ir dançar com a gata ruiva... Aliás, ir dançar, apenas, mas queria já beber então fui em direção a um supermercado para comprar bebida e começar assim que chegasse à casa de Vanessa, iriamos de uber óbvio. Entro no estacionamento cantarolando baixinho a música, estaciono estrategicamente próximo a entrada, desci e mandei uma mensagem para Vanessa sobre o que comprar já sabendo sua resposta mas queria confirmar. Desci do carro e ainda embalada por Fergie começo a dançar e cantar e assim que me viro para ir comprar nosso absolut dou de cara com Claudia e um rapaz bonitão, com a barba um pouco grande, cabelo preso estilo samurai. Sabe quando você quer se desmaterializar ou deseja ser a Minerva do Harry Potter e se transformar em um gato e sair correndo? Bom, esse foi meu maior sentimento. Aí você deve está aí pensando “Mas poxa Renata, como tu acaba de passar vergonha e não satisfeita vai cantar e dançar no estacionamento de um supermercado e ainda bem na entrada?”, parem de me julgar, quem nunca pagou mico que atire a primeira pedra e eu precisava me animar, não é porque fui traída que iria continuar deixando Juliana me deixar na merda, como disse não morri quando minha querida mãe faleceu não seria essa mulher que me deixaria assim. Mas porra universo, tanta gente no mundo tinha quer ser logo a Claudia a me ver assim?

- Hããn... Oi Claudia... - Falei morta de vergonha e ela sorrindo.

- Oi Renata, que surpresa. E que bom te ver animada. – Veio me cumprimentar com dois beijinhos. – Esse é o Marcelo, meu amigo, aquele que te falei hoje cedo. – Não bastava pagar mico para esse mulher linda, tinha que pagar mico para o amigo dela que parecia um lenhador, mas era muito lindo, Vanessa iria pirar quando visse esse homão.

- Oi Renata, prazer. Claudia vem me falando muito de você e de uma amiga que você tem. –sorriu de forma sedutora e eu comecei a rir.

- Prazer Marcelo, logo mais irá conhecer minha amiga Vanessa. Vim ao mercado comprar uma vodca para fazer um esquente antes.

- Sério? Também tivemos essa ideia, poderíamos nos encontrar um pouco antes o que acham? – Convidou Marcelo, pois Claudia estava parada me encarando e eu morta de vergonha ainda.

- Acho ótimo! – Sorriu Claudia.

- Por mim tudo bem. Vou em casa pegar umas roupas e volto para o apartamento da Vanessa, vocês podem ir para lá as 20:00hrs. Claudia te mando a localização assim que chegar lá, pode ser?

- Claro. Bom vamos indo se não a Cinderela aqui do meu lado não fica pronta a tempo! – Marcelo fala vindo me dar um abraço. – Até já então Renata, foi um prazer.

- Até já Marcelo. – Fui em direção a Claudia e a abracei, sentir o cheiro dela me deixou arrepiada. – Até já Claudia.

Ela não falou nada apenas balançou a cabeça e sorriu, quando estava indo subir as escadas para entrar no supermercado Marcelo grita de longe rindo.

- RENATA, VOCÊ DANÇA BEM, MAS CANTA MUITO MAL.

Bom, voltei a ficar com vergonha e corri apressada para dentro do supermercado e ir logo para o apartamento de Vanessa.

 

Notas finais:

Mais um capítulo meninas. Agredeço o carinho que estão tendo comigo e espero que continuem comigo e princiapalmente gostando dessa história que tenho um carinho especial!

 

Beijos, beijos

 

Gee

Capitulo 4 por Gee

Cheguei ao apartamento de Vanessa já era quase 19:00hrs e ela estava terminando a maquiagem, havia enviado uma mensagem para ela do esquente com o Marcelo e Claudia e ela logo ficou animadinha. Peguei um puta de um transito no caminho e cheguei bem em cima da hora. Assim que entrei já fui entregando a vodca, o suco e o gelo e fui direto para o banheiro com três malas e uma mochila.

- Achei que só iriamos nos mudar segunda. – Vanessa fala gargalhando.

- Para de graça e escolhe logo uma roupa para mim que daqui a pouco a Claudia chega. Ah e envia a localização daqui pelo meu celular. Avisei que tinha me atrasado eles estão só esperando. – Gritei do banheiro.

Tomei uma ducha bem rápida, só para acalmar os ânimos, pois tomei banho antes de sair casa, agradeci aos céus por estar com a depilação em dias. Depilação? Que danado de depilação o que? Acabo de descobrir que fui traída a sei lá quanto tempo e no outro dia já estou pensando em sexo com aquela linda ruiva de nome Claudia... Eita, que realmente estou precisando de umas férias para relaxar.

- Vai acabar enrugada Rê, sai logo daí para se arrumar, Claudia já confirmou que estão a caminho. – Fui tirada de meus pensamentos libidinosos.

Saí do banheiro do quarto de Vanessa e vi a roupa que ela escolheu, me agradei, um shortinho preto de seda, uma blusa soltinha branca com um decote generoso e um blazer pois estava um pouco frio, calcei um scarpin preto, percebi Vanessa me analisando.

- Que? Agora apaixonou foi? – Comecei a rir.

- Não, é que eu não sabia que você tinha esse scarpin. Com certeza vou pegar emprestado. – Rimos juntas.

- Como estou Van? – Perguntei me olhando no espelho.

- Simplesmente linda. Mas passe uma maquiagem de leve para realçar esses teus olhos verdes e um batom nessa boca deliciosa que me fez gozar horrores. – Gargalhamos.

Assim que comecei a me maquiar ouvimos o interfone, Vanessa deu um gritinho e saiu correndo com seus saltos “pof pof pof pof”. Comecei a sorrir, mas logo lembrei que não era apenas o Marcelo que havia chegado a Claudia também. Puta merda, a Claudia e ela me viu dançando e cantando My humps. Estamos no 3º andar então não da para eu pular, com certeza me machucarei. Respirei fundo três vezes, passei meu perfume, coloquei meu melhor sorriso e fui para a sala onde nossos convidados já estavam presente.

Caminhei lentamente ouvindo as risadas e a musica ambiente, assim que avistei Claudia com uma calça jeans colada que demarcava todas as suas curvas, uma blusa de seda com um decote que deixava visível seu busto delicioso e um sorriso que me faria ajoelhar em sua frente e beijar seus pés e... Mas que merda de pensamento é esse? Tesão, isso é puro tesão enrustido que já, já passa.

- Boa noite Claudia, Marcelo. – Sorri tentando não secar a coitada da mulher a minha frente. Olhei Vanessa e essa tinha um brilho nos olhos que eu quase caí na gargalhada, definitivamente o estilo lenhador de Marcelo agradou minha amiga.

- Boa noite Renata. – Claudia me cumprimenta com aquele sorriso lindo.

Caminhei e sentei ao seu lado, Marcelo e Vanessa engataram em uma conversa animada.

- Acho que nossos amigos se identificaram. – Claudia falou olhando para Marcelo e Vanessa que estavam na varanda do apartamento conversando e bebendo.

- Concordo, os olhinhos da Vanessa estão brilhando. – Sorrimos.

- Marcelo voltou agora para o Brasil, passou dois anos com os avós em Nova York, a ex namorada dele acabou falecendo logo após ser diagnosticada com leucemia. Ficou muito abalado.

- Nossa, que tenso. Imagino o que ela tenha passado. – Falei olhando para ele.

- Sofreu muito, hoje graças a Deus superou. Ele de fato gostou da Vanessa. Sua amiga é muito gente boa. – Me olhou sorrindo. – Mas e você? Como está?

- Estou bem, tenho falado para mim mesma que se eu não morri quando minha mãe faleceu, não vou morrer porque a mulher que mais amei me traiu e me machucou profundamente. Vida que segue não?

- Nossa, sinto muito por sua mãe. – Falou tocando a minha mão e sentir o calor que vinha dela, aqueceu meu corpo.

- Ob... Obrigada Claudia. – Sorri segurando suas mãos nas minhas.

Engatamos uma conversa animada, descobri que ela tinha 27 anos, formada em psicologia e que sina a minha de encontrar psicólogas não?! Tinha um consultório no centro, mas estava fazendo pós. Estava solteira há algum tempo, pois sua ex namorada terminou com ela para se mudou com outra para a Argentina, mas antes estava ficando sério com uma garota mas descobriu ela estava com outras duas pessoas se eu estava me sentindo horrível por ter sido traída com uma pessoa imagina ela com duas, certo que não era namoro mas é foda. Eu me identificava cada vez mais com ela seja no gosto para filmes, livros e até comida, de fato seria uma deliciosa companhia além de Vanessa. Seus pais moravam numa fazenda, ela tem uma irmã mais velha a qual considera sua melhor amiga. Contei para ela minha profissão e algumas histórias, umas ela ria e outras ficava espantada.

- Sério que foi por causa da Vanessa que entrou na vida de detetive particular? – Já estávamos soltinhas por conta da bebida e nosso contato físico estava cada vez mais frequente.

- Sim, desde aquele dia Vanessa não se relaciona sério com mais ninguém. Ficou traumatizada porque ela era louca pelo imbecil do Gustavo. Fazia tempo que não via minha amiga animadinha. – Sorrimos juntas.

- Então aquele dia você estava trabalhando? – Perguntou tomando um gole de sua vodca e passando a língua nos lábios... Sabe aquele frio na espinha gostoso? Pois então.

- Si.. sim, estava a serviço e foi justamente aquele rapaz com quem minha ex estava.

- Quer dizer que a esposa do Ja... do rapaz contratou você?

- Pois é, irônico não? – Sorri sentindo uma pontada de tristeza.

Claudia ficou inquieta e sua expressão mudou me olhou de uma forma diferente, não sabia exatamente como definir aquele olhar, mas sinto que ela queria falar algo, provavelmente alguma palavra de conforto sobre a situação.

- Ei meninas, que tal a gente ir dançar um pouco agora? – Pergunta Marcelo sorridente.

- Ótima ideia. – Claudia fala saltando do sofá. – Mas antes, preciso ir ao banheiro, pode me mostrar onde fica Renata? Marcelo pede um uber.

Não entendi a mudança de postura da Claudia, mas deve ser por causa da historia da minha ex. Não demorou muito no banheiro e ela voltou sorridente novamente e parou ao meu lado e conversamos amenidades. Logo mais de dez minutos Marcelo anuncia que o uber já nos aguardava. Claudia já mais solta que antes, segura minha mão e saímos andando juntas até o elevador enquanto Vanessa e Marcelo nos observavam.

Dentro do carro, Claudia soltou minha mão e eu confesso que queria continuar sentindo a maciez de sua pele e de seu toque. Marcelo estava na frente com o motorista, Vanessa, Claudia e eu atrás, estava sentada entre as duas.

- Claudia está caidinha por você. – Vanessa sussurra em meu ouvido e eu apenas sorrio.

Assim que chegamos na star’s, fomos direto para o começo da fila, não entendi muito bem a principio mas logo entendi que a boate pertencia a um amigo do Marcelo que já havia reservado um lugar para a gente.

O som estava agradável, o pessoal dançava animado, eu estava atrás da Claudia que seguia Vanessa e Marcelo, quando uma morena alta e muito bonita puxou meu braço e colou o corpo no meu, confesso que fiquei surpresa, fazia muito tempo que não iria a uma casa noturna e esqueci que algumas pessoas são bem diretas.

- Sozinha loirinha? – Falou próximo ao meu ouvido, o cheiro de álcool estava forte e isso me incomodou.

- Não.. a minha... – Nem terminei de falar e Claudia já me puxa dos braços da morena com a cara mais enfezada e linda do mundo.

Não foi preciso falar nada a morena saiu de cena, ela me olhou sorriu e não soltou minha mão, caminhamos de mãos dadas até uma área no primeiro andar e logo pedimos uma garrafa de vodca (Sim, eu tenho um queda por vodca).

- Desculpe se te atrapalhei lá em baixo. – Claudia fala próximo ao meu ouvido devido ao som alto e seu perfume logo invadiu meus sentidos, diferente da morena o cheiro de álcool que vinha dela não incomodou, pelo contrario me fez querer sentir o sabor em sua boca.

- Não atrapalhou. – Segurei em sua cintura. – Dança comigo?

Embalamos uma dança bem próximas, sentir o corpo dela colado ao meu, seu cheiro me embriagando, suas mãos em mim, eu só queria sentir mais e mais dela.

- Você esqueceu-se de me falar que dança bem. – Falou com a boca colada em minha orelha e eu me arrepiei e involuntariamente apertei seu corpo ainda mais contra o meu. E Ouvi um leve gemido de seus lábios.

- Achei que tinha visto hoje cedo no supermercado. – Ela gargalhou e me olhou nos olhos.

- Vi, você rebolar e faz isso muito bem. – Senti minha face esquentar, quase certeza que fiquei corada, mas como estava escuro sei que ela não veria. Nos encaramos e ela olhou para meu lábios, senti minha boca ficar seca, queria provar de seus lábios mas ela apenas sorriu e continuou a dançar ainda mais próxima de mim.

 

Notas finais:

Mais um capítulo quentinho para vocês!

Espero que gostem, desejo um Feliz Natal para vocês!

 

Beijos, beijos

 

Gee

Capitulo 5 por Gee

Com o passar da noite bebíamos, dançávamos e nos identificávamos cada vez mais, eu estava a fim de ficar com ela de fato, mas não queria que fosse hoje, me chamem de careta mas não gosto de ficar com as pessoas de primeira, talvez esse tenha sido um erro com Juliana, fui devagar, por partes e ela me colocou um belo par de chifres, talvez eu tenha uma parcela de culpa... E lá estou eu tentando justificar a falta de caráter dela. Enfim, o contrário de mim, Vanessa já estava atracada com o Marcelo. Em determinado momento Claudia falou que precisava ir ao banheiro, assim que ela saiu fiquei dançando observando o movimento, algumas meninas tentaram chegar em mim mas tratei de afastar elas queria curtir a noite com a ruiva, fechei os olhos e deixei a musica invadir meus sentidos, dançava de forma leve, quando olhei para o lado dei de cara com Juliana flertando com uma garota que ao me ver tentou vir ao meu encontro mas eu saí andando para perto de Vanessa e Marcelo, quando dei por mim Vanessa já tinha partido para cima de Juliana, Marcelo tentou segurar ela e eu fiquei furiosa por ela tentar se aproximar de mim, saí sem falar nada, fui em direção a saída só queria ficar longe dessa mulher quando estava quase na porta sinto alguém puxar meu braço, virei pronta para brigar com quer que fosse e logo me rendi ao ver aqueles olhos azuis me olhando preocupada era a Claudia que apenas sorriu, segurou minha mão entrelaçando nossos dedos e saiu me puxando para fora, pegamos o primeiro taxi e ela deu um endereço, eu não raciocinava apenas me deixei levar por ela. Paramos em frente a um prédio num bairro de classe média alta da cidade.

- Vem, vamos entrar, preciso conversar com você. – Fala Claudia segurando minha mão após pagar o taxi, eu não falava nada só a seguia ainda não conseguia acreditar na ousadia de Juliana, depois de ter me traído, ido procurar minha melhor amiga, ter apanhado dela ainda vinha tentar falar comigo como se não fosse nada, ela só podia estar de brincadeira e já estava flertando com alguma garota... Ahhh que ódio.

Assim que entramos no apartamento Claudia me fala que morava ali sorrindo e me falou para ficar a vontade enquanto iria a cozinha pegar dois copos.

- Bom Renata te trouxe aqui porque preciso te falar uma coisa. – Falou sentando ao meu lado me entregando um copo e nos servindo de whisky. – Avisei para o Marcelo e Vanessa que traria você para cá e o Marcelo provavelmente levou Vanessa para casa, pode ficar tranquila.

- Eu agradeço por ter me tirado de lá Claudia. – Falei pegando em sua mão e acarinhando.

- Rê, quero te falar o porquê estava naquele bar ontem e eu quero que me escute até o fim ok? – Confesso que estava sem entender o porquê dela falar daquela forma, mas nada passava por minha cabeça e eu apenas assenti em afirmativo e ela continuou a falar.

- Como eu te contei sou formada em psicologia e estou fazendo pós na universidade federal e lá eu conheci Juliana. – Eu simplesmente travei ao escutar esse nome, respirei fundo e tomei todo o whisky do meu copo de uma vez só, poderia imaginar o que vinha pela frente. – No começo éramos só amigas eu estava auxiliando ela com o TCC, pois minha tese foi igual a dela e a professora orientadora dela havia solicitado que eu ajudasse. – Ela pausou e me olhou nos olhos e vi lágrimas se formarem e a raiva que eu ainda não sentia por Juliana começou a se formar com muita intensidade. – Juliana me falou que era solteira há algum tempo, mas tinha uma ex que sempre procurava por ela e que não aceitava o fim do relacionamento e que a ex tinha traído ela por isso não teria chances de voltar e então começamos a nos envolver. – Eu já não aguentava mais segurar as lágrimas, levantei de seu sofá e comecei a andar de um lado para o outro, a raiva de Juliana estava me consumindo a dor de saber que dediquei minha vida durante alguns anos a uma mulher que só mentiu e me enganou era dilaceradora.

- Continua, por favor, Claudia, quero saber tudo. – Falei tentando conter o grito de dor.

- Ficamos por uns quatro meses até eu levar ela para casa e apresentar a minha irmã Gisele e ao seu marido James Vasconcelos. – Pronto, agora eu estava me sentindo em uma novela mexicana, fui chifrada com quantas pessoas afinal? Após ouvir aquilo eu só me sentia pior, usada, humilhada, mas queria saber tudo. – Ela passou a frequentar cada vez mais meu apartamento e sempre estávamos na casa de minha irmã, até que um dia você ligou para ela e eu vi uma foto sua, perguntei quem era e ela me falou que era a ex que ainda ligava querendo reatar e foi aí que comecei a desconfiar. Ontem eu esperava flagrar você com ela e colocar um ponto final antes que eu me apaixonasse por ela e minha surpresa foi ver que além de estar com você e comigo ela também estava com o marido da minha irmã, essa que vinha desconfiando do James e comentou que havia contratado uma detetive particular para ter provas e assim divorciar.

Sabe quando você sente nojo de alguém a ponto de querer vomitar? Pois bem eu estava assim e precisava de um banheiro.

- Claudia eu, eu preciso de um banheiro, não me sinto bem. – Foi a única coisa que consegui falar.

Assim que entrei no banheiro vomitei e chorei, passei cerca de quinze minutos tentando me recompor e colocar a cabeça no lugar. Não tinha o porquê ficar brava com Claudia, ela foi manipulada e usada tanto quanto eu e de fato gostei de conhecer ela e não queria que ela pensasse que iria me afastar dela. Resolvi lavar o rosto e abri a farmacinha do banheiro dela e peguei um pouco de pasta de dente, não iria ficar com bafo de vomito né?! Saí do banheiro e ela estava olhando a rua pela janela com seu copo de whisky e assim que me viu me encarou de uma forma tão doce que eu não resisti e fui até ela e abracei.

- Claudia, obrigada por ter falado a verdade, posso imaginar o quanto foi doloroso para você também.

- Só mais uma coisa, assim que saí do bar algum tempo depois ela me ligou e eu falei que já sabia que ela estava com o James, comigo e com você, que inclusive estava no bar esperando para flagrar ela e você, mas para minha surpresa você também estava lá para flagrar o James. Depois pedi para ela sumir da minha vida, furiosa ela desligou na minha cara e desde então não nos falamos mais. Foi doloroso sim, mas sei que para você é bem mais, eu não sinto nada por ela. Mas quando te vi e depois de hoje, gostei de você Rê e me sentiria mal se tivesse escondido isso.

- Agora já passou ok? Não quero mais falar de Juliana, traição, James ou sei lá o que ou quem. Quero esquecer tudo e começar uma fase nova. Mas não vou mentir e dizer que não sinto mais nada por ela, porque eu sinto, mas a decepção e o nojo são bem maiores. – Falei olhando em seus olhos. – Podemos aproveitar o resto da noite? – Sorri.

- Achei que iria querer ir embora e não me ver mais. – Falou acariciando meu rosto.

- Você não tem culpa do que ela fez. E bem, gostei de sua companhia e quero aproveitar mais, me chamou para dançar esqueceu?

- Pois então vamos dançar. – Claudia se afastou de mim e foi ligar seu homer theater com uma musica leve e gostosa, caminhou em minha direção e me estendeu a mão. – Me concede o prazer de algumas danças? – E me deu o sorriso mais lindo que eu já havia visto juro que era.

Sentir o calor do corpo dela mais uma vez, o cheiro dela me acalmava e me trazia uma paz que nunca antes havia experimentado, minha vida estava de fato uma loucura em 48 horas descobri uma de varias traições, conheci uma “amante” de minha ex e estava nos braços dela dançando e amando cada momento, iria me mudar para a casa que cresci com minha mãe junto de Vanessa e definitivamente queria Claudia em minha vida. Em seus braços senti uma calma percorrer o meu corpo e como se o universo tivesse parado de ser bem filho da puta comigo, senti como se tudo fosse melhorar agora e estava torcendo para ser verdade. Apertei ainda mais Claudia em meus braços e senti ela tão entregue quanto eu.

 

Capitulo 6 por Gee

- Claudia? – Chamei ela baixinho.

- Hum? – Respondeu me apertando mais contra seu corpo.

- Preciso ir para casa, mas vamos marcar algo para amanhã? Aliás, mais tarde?

- Você não vai sair daqui essa hora, dorme aqui? – Me olhou com aqueles olhos azuis brilhantes, eu não consegui mais pensar em nada, acariciei seu rosto e lentamente aproximei meus lábios dos dela iniciando um beijo calmo e lento. E foi o beijo mais doce e expressivo que senti na vida, aos poucos o que era calma se tornou mais urgente, minhas mãos escorregaram de suas costas até seu bumbum durinho e arrebitado, puxei seu corpo contra o meu e encaixei minha perna entre as suas, Claudia chupou minha língua e eu gemi contra sua boca, em um pequeno momento de lucidez sessei nosso beijo com uma leve reclamação dela.

- Não para, passei a noite desejando sentir seus lábios Rê. – Me olhou fazendo um biquinho lindo que não resisti e beijei de leve.

- Quero ir devagar, quero conhecer você e quero que me conheça. – E foi aí que vi o sorriso mais lindo que ela poderia me dar, sei que já falei isso, mas esse era ainda mais lindo, eu juro.

- Ir devagar é? Então tem intenções comigo além de uma noite?

- Não era para ter? Quer só uma noite comigo? – Fingi falsa indignação e foi a vez dela de me beijar.

- Claro que tenho pretensões a mais com você, tanto que EU te mandei SMS. Gostei de você assim que te vi naquele bar loirinha enfezada. A única coisa boa que Juliana fez foi ter conseguido te colocar em minha vida de forma indireta. – Sorriu franzindo o nariz e eu fiquei toda besta.

- Ao menos uma coisa boa aquela embuste fez. – Sorrimos juntas.

- Agora vamos dormir que amanhã quero aproveitar com você e te conhecer mais, ir devagar não quer dizer que vou deixar você escapar esse domingo.

Ela me levou até o quarto de hóspedes e me emprestou um pijama, tomei um banho rápido e deitei, peguei meu celular e mandei uma mensagem para Vanessa que com certeza não iria responder tão cedo.

“Sei que já sabe, mas estou no apartamento da Claudia, ela é incrível. Tenho algo para te falar que com certeza vai ficar tão chocada quanto eu. Mas já te adianto sinto como se tivesse tirado um mundo das costas. Ahhh estou ficando com ela ;).Boa madrugada e juízo! Te amo”

Rolei pela cama sem conseguir dormir, não que fosse desconfortável, ao contrário disso era bem confortável, mas o problema era saber que Claudia estava tão perto e eu não podia sentir o seu cheiro gostoso... Na verdade podia, mas queria ir devagar, não queria apressar nada, até porque fazia horas que terminava um relacionamento de anos e queria conhecer Claudia bem antes de qualquer coisa, afinal já tenho 28 anos e pretendo ter algo mais sério que uma ficada ou namoro, sim quero casar e construir uma família. Porra, mal fiquei com a mulher e já quero casar, as vezes eu me assusto comigo mesma. Entre esses pensamentos consegui dormir. Acordei com meu celular tocando insistente e para meu desprazer era Juliana a única coisa que eu fiz foi desligar. Espreguicei-me, levantei e fui fazer minha higiene matinal, dobrei os lençóis e fui tentar encontrar Claudia. Assim que cheguei na sala ouvi uma movimentação na cozinha e segui para lá, Claudia estava preparando algo e eu olhei para o relógio do microondas que marcava 14:30hrs e eu me espantei com a hora, caminhei até ela e abracei por trás e quase levo uma facada.

- Meu Deus Rê, quer morrer e me matar? – Eu não sabia se ria ou chorava do desespero que me deu, ainda bem que pratiquei defesa pessoal.

- Me lembre de nunca mais te abraçar por trás quando estiver na cozinha. – Virei ela para mim e beijei sua boca. – Bom dia Claudia.

- Bom dia Rê... Aliás boa tarde. – E abriu aquele sorriso que me deixa toda besta. – Preparei nosso almoço, pode colocar os pratos na mesa para mim?

- O que você quiser meu anjo. – Beijei seu lábios de novo e imprensei seu corpo contra a pia o gemido que ela soltou me deixou louca, por ser um pouco mais baixa que eu aproveitei e coloquei ela sentada me encaixando entre suas pernas, subi minhas mãos até sua barriga e apertei de leve. Claudia se afastou de mim sorrindo.

- O que aconteceu com o devagar Rê? – Perguntou beijando meu pescoço e eu saí de meu transe.

- Só estou agradecendo pela noite. – Sorri envergonhada e tentando mudar a situação.

- Pode me agradecer assim qualquer coisa. – Falou sorrindo.

Me afastei dela, peguei os pratos no local indicado por ela e coloquei na mesa, Claudia havia preparado uma lasanha de frango deliciosa e um arroz à grega. Comemos conversando e nos conhecendo mais, realmente essa mulher é fascinante, de fato a parte boa dessa bagunça que Juliana armou foi conhecer ela, por volta das 16:00hrs decidi me despedi de Claudia.

- Gatinha foi perfeito esse final de semana ao seu lado, mas agora preciso ir. Amanhã me mudarei com Vanessa para a casa que minha mãe deixou para mim e ainda tenho que ir ao meu apartamento embalar algumas coisas minhas e outras da Juliana para mandar devolver a ela. – Falei abraçando-a.

- Não vai querer ajuda? – Sorriu arteira e eu amei aquele sorrisinho. - Afinal preciso saber onde irá morar. Não pretendo te perder de vista. – Falou piscando o olho. – Vou pegar a chave da moto e você me diz onde é.

- Moto? – Perguntei com a sobrancelha arqueada.

- Medo? Saiba que piloto bem.

E lá estava eu indo até meu apartamento com Claudia pilotando sua moto comigo na garupa tão colada que mais um pouco nossos corpos se fundiriam, confesso que me excitei em ficar grudada nela, seu cheiro delicioso, seu corpo quente... Essa mulher é uma tentação.

Assim que chegamos, falei com o porteiro e levei-a para estacionar na vaga ao lado da minha e vi que ficou paquerando minha Mercedes-Benz GLA preta, sim tenho tara em carro preto e luxuoso, trabalho muito e posso ostentar um pouco sem contar que é meu cartão de visitas.

- Gostou? – Perguntei sorrindo.

- Seu? – Me olhou impressionada e eu sorri balançando a cabeça em afirmativo. – Acho que vou largar a psicologia e virar sua concorrente. – Sorri abraçando e beijando ela.

- Porque ainda não viu meu carro de trabalho. – Pisquei para ela puxando pela mão para subirmos ao meu apartamento. - Um chevy impala full-size sedan preto.

- Meu Deus, para que tanta ostentação? – Me olhou séria. – Mas depois quero dirigir os dois. – Sorrimos juntas.

- Bom, esse lance da dinheiro quando se é bom mesmo.

- Você é muito convencida sabia?!

- Não sou não, sou apenas realista. Sou tão boa, mas tão boa que acabei flagrando uma traição de minha ex sem nem saber que era traída. Portanto, sou a melhor. – Pisquei o olho para ela que caiu na gargalhada.

- Consegue fazer piada com a própria desgraça. Muito bom Senhorita Reis.

Assim que entramos em meu apartamento Vanessa me liga perguntando onde eu estava, conto tudo rapidamente e falei que estava com Claudia embalando algumas coisas para nossa mudança e ela falou que o Marcelo também estava ajudando, rapidinho nos mudaríamos.

Passamos o fim de tarde e meio da noite embalando algumas coisas importantes restando apenas os móveis que ligaria para uma empresa de mudanças na manhã de segunda para a providenciarem a desmontagem e montagem das minhas coisas e da Vanessa.

- O que acha de irmos ao apartamento de Vanessa? Te deixo dirigir.

- E como volto para casa mocinha? – Perguntou me abraçando.

- Bom, preciso ir buscar meu outro carro, achei que iria gostar de dirigir um chevy impala full-size após dirigir uma Mercedes-Benz GLA. – Falei fazendo um charminho.

 - Você sabe como convencer e agradar uma garota. – Rimos juntas.

- Vamos fazer assim, deixa sua moto aí, vamos até meu escritório, pegamos o meu outro carro, e vamos deixar esse em minha casa, assim você sabe onde trabalho e onde irei morar, pois vou deixar a Mercedes por lá. Aí depois vamos ao apartamento de Vanessa até porque todas as minhas roupas já estão lá.

- E como venho pegar minha moto gênio? – Mordeu meu queixo e fez eu me arrepiar.

- Dorme comigo lá amanhã cedo a gente vem aqui e você pega sua moto e vai para casa. Empresto-te uma roupa. – Sorri piscando o olho para ela.

- Só vou aceitar porque dia de segunda meu primeiro paciente é só às 10 horas. – Colocou a mão em minha nunca e me beijou não calma como das outras vezes, mas cheia de desejo, ela foi me empurrando até o sofá e sentou em meu colo me olhando nos olhos, deu um sorriso de canto que senti minha calcinha encharcar, essa mulher estava de fato me tirando do sério. Ataquei seus lábios acariciando suas coxas, Claudia já começava a rebolar em meu colo quando meu celular tocou, era Vanessa.

- Oi Van. – Falei ofegante.

- Tava transando né? – Caiu na gargalhada e eu quase morri de vergonha porque Claudia estava em meu colo e ouviu o que a sem noção da Vanessa falou.

- Não, estávamos terminando de embalar as coisas e já estamos indo aí.

- Nem precisa, estamos aqui em baixo, Marcelo falou que era bem possível que tivessem vindo de moto e como você é a senhora ostentação e precisa pegar seu outro carro viemos para ajudar. Marcelo nos chamou para passar a noite no apartamento da Claudia e eu já trouxe umas roupas suas já que já mudou para o meu apartamento. – Riu.

- Bom saber que Marcelo convidou visitas sem avisar para eu preparar um jantar digno. – Claudia falou rindo levantando do meu colo. – Já estamos indo então.

Do outro lado da linha Marcelo e Vanessa riam, pareciam um casal que estavam juntos a anos e eu fiquei feliz por minha amiga.

- Então você vai dormir no meu apartamento de novo, porém no meu quarto, pois só tenho dois. Algum problema? – Sorriu tímida pela primeira vez e eu fiquei toda boba.

- Problema nenhum gatinha. – Beijei seus lábios e ela pegou as chaves da minha mão.

- Eu dirijo. – Piscou e saiu andando até a porta e eu só ria, ali soube que estava muito ferrada com ela, teria de mim o que quisesse bastava sorrir.

Assim que descemos encontramos Vanessa e Marcelo falando da moto da Claudia e do meu carro, como sempre eu sendo julgada por ostentar com dois carrões de luxo. Eu tinha que passar credibilidade para meus clientes horas. Conhecia alguns detetives que eram verdadeiros mercenários, cobravam absurdos por um serviço demorado, eu era famosa não só por um resultado rápido, mas também por cobrar valores abaixo do que a maioria pedia e também um menor tempo e foi assim que conquistei tudo o que possuo como eu disse sou boa no que faço.

- Então loira, deve está bem né? – Vanessa falou me abraçando e reparando que Claudia e eu estávamos de mãos dadas.

- Estou sim Van e vocês dois? Como estão? – Sorri

- Estamos bem. – Olharam-se com os olhinhos brilhantes.

- Então quer dizer que você é apreciadora de carros de luxo é? – Perguntou Marcelo sorrindo.

- Digamos que faz parte do ofício. – Sorri.

- Nem vem Marcelo, eu quem vou dirigir essa belezinha e você leva minha moto com a Vanessa.

- Se eles já estão assim com a Mercedes quero ver quando virem o impala. – Vanessa riu.

- Vão ficar igual a você querendo ir a padaria da esquina com ele só para impressionar. – Rimos os três.

Nossa noite foi agradável, Claudia parecia uma criança dirigindo, apesar de ser de uma família de classe alta ela tinha o pensamento de ser desnecessário um carro de luxo, mas após dirigir um viu que às vezes era bom um pequeno luxo que considero conforto. Assim que Marcelo e ela viram o impala quase brigaram para dirigir, Vanessa e eu só riamos da cena, foi acordado que a moto ficaria em meu escritório, Vanessa e Marcelo iriam com a Mercedes até a casa que iriamos nos mudar e Claudia e eu fomos no impala e mais uma vez vi aquela mulher linda se tornar uma criança. Assim que chegamos a nosso futuro lar, Marcelo estacionou na garagem, Claudia saiu do volante e foi no passageiro e Vanessa e eu fomos atrás, queríamos deixar os dois se divertirem.

- Sinceramente, eu quero um carro desses. – Falou Marcelo. – Assim como a Claudia eu achava desnecessário gastar tanto em um carro, mas agora mudei de ideia. – Rimos entrando no apartamento de Claudia.

- Renata sempre foi muito discreta e muito humilde a única coisa que a vi ostentando foi com esses carros que como ela diz é o cartão de visitas dela.

- Olha aí Claudia, arrumou uma que vai passar na aprovação dos teus pais. – Marcelo fala rindo.

- Para Marcelo, o que as meninas vão achar? – Claudia ficou tão linda envergonhada.

- Falei brincando o tio Alfredo e a tia Maria Antônia são uns amores, falam apenas que Claudia deveria encontrar alguém que some junto com ela e não subtraia o que ela tem. Claudia tem dedo podre para relacionamento como vocês podem imaginar. Portanto dona Renata, trate minha amiga bem ou vai se ver comigo ouviu?

- No que depender de mim Marcelo ela será feliz a cada dia e não farei nada para magoar a Claudia, como estávamos falando ontem a única coisa que a Juliana fez de útil foi de certa forma ter colocado uma na vida da outra. Estamos indo com calma, mas com o andar da carruagem iremos construir algo sólido.

Mal terminei de falar e senti Claudia pular em cima de mim e me beijar, só tive a reação de segurar aquela ruivinha que em tão pouco tempo estava me fazendo tão bem.

- Dona Claudia nem ache que não posso te dá uma surra igual dei na puta da Juliana só porque você é fofinha porque se sonhar em magoar a minha loirinha eu vou caçar você até no inferno, essa mulher aí do teu lado já comeu o pão que o diabo amassou nessa vida e eu tenho ela como minha irmã e protejo ela como tal.

- Agora fiquei com medo, mas garanto a você que não vou magoar e nem mentir, muito menos trair. Ela é uma mulher maravilhosa e eu notei isso desde a primeira vez que conversamos. Quero muito construir algo sólido com ela.

Foi minha vez de puxa-la para um beijo, se eu não acho estranho a velocidade e a intensidade de tudo que está acontecendo? Sim acho, mas como minha mãe me disse uma vez “a pessoa certa aparece em nossa vida muitas vezes como um furacão, bagunça tudo, mas em outras vezes aparece como um final de tarde de outono, nos acalma e nos faz bem.” E bom, estava sendo como um final de tarde de outono, Claudia me transmitia uma paz que eu não sei explicar, mas queria continuar a sentir ao lado dela.

 

Notas finais:

Bom meninas, mais um capitulo para vocês!

 

Desejo a todas um excelente reveillon que 2021 um bom ano, pq 2020 foi só a misericordia!

 

Beijos, beijos

 

Gee

Capitulo 7 por Gee

A noite junto de Claudia, Vanessa e Marcelo foi maravilhosa, pedimos pizza e conversamos sobre tudo, ter aceitado sair com Marcelo e Claudia fez um bem enorme tanto para mim quanto para Vanessa. Dormi com Claudia, mas não passou de beijos e carinhos, dormir de conchinha com ela foi maravilhoso.

As duas primeiras semanas foi uma correria para nós duas, Claudia estava se dividindo em três, tendo que atender seus pacientes, cuidar da irmã que não estava emocionalmente muito bem por conta da infidelidade do agora ex-marido e focar em sua pós que estava na reta final. Eu estava focada em arrumar a casa e arrancar qualquer resquício de Juliana de dentro de mim, já  minha querida amiga Vanessa estava empenhada em sair com o Marcelo que inclusive levou minha amiga para conhecer Gisele, a irmã da Cláudia, apelidada carinhosamente por mim de Senhora Mistério.

Quando contei toda a história que Claudia me contou a Vanessa ela ficou tão surpreendida quanto eu, jamais passaria em nossa cabeça o quanto Juliana foi falsa e mentirosa, ficamos juntas quase 10 anos contando namoro e nosso noivado, foi um choque sim, mas confesso que estava sofrendo como achei que iria, possivelmente por conta do efeito Claudia em minha vida.

 Falava com Claudia por celular o que em partes foi bom, pois foi assim que conhecemos mais um pouco os gostos uma da outra e eu tive um tempo e espaço para organizar minhas ideias e aceitar mais um pouco minha nova realidade, ela me relatou que Juliana tentou conversar com ela e explicar, mas ela não permitiu, chegou a falar até que a amava, mas Claudia não se importou e falou com a orientadora para não estar mais auxiliando Juliana. Na casa que cresci me senti mais perto de minha mãe o que foi reconfortante e me sentia mais firme e forte.

Juliana tentou entrar em contato comigo algumas vezes, mas eu mudei meu número pessoal e bloqueei o número dela de meu celular particular, provavelmente foi em meu escritório, mas como tirei férias graças a Deus não voltamos a nos encontrar. Na segunda sexta da semana sem nos ver, Claudia, Marcelo e Gisele vulgo Senhora Mistério, aparecem em casa para um esquente que havíamos marcado ao longo das duas semanas. Claudia e Marcelo estavam tentando fazer Gisele sair e se animar convenceram-na a nos acompanhar em um barzinho com música ao vivo. Tendo seus 32 anos, Gisele aparentava ter no máximo 25 anos, assim como a irmã é ruiva e uma mulher muito bonita e atraente, seu ar de madame lhe dava um charme a mais porém, aos meus olhos Cláudia ainda é a irmã mais linda das duas, porém ainda estava com um semblante triste, mas ao me ver sorriu e me cumprimentou.

- Renata Reis, é um prazer conhece-la. Como vai? – Abraçou-me e deu-me dois beijinhos.

- Senhora Gisele o prazer é meu, estou bem e a senhora como está? – Sei que soei formal demais, porém estava nervosa em conhecer a irmã de Claudia.

- Por favor, apenas Gisele, sou sua cunhada. – Piscou para mim.

- Gisele já conversamos, estamos nos conhecendo ainda. – Olhou para mim sorrindo e veio me abraçar, e como é gostoso o abraço dela. – Que saudades eu senti de você Rê.

- Também senti sua falta gatinha. Some de novo não. – Pedi apertando ela em meus braços.

- A culpa foi minha. Estava horrível e minha maninha me trouxe de volta a vida. – Sorriu Gisele.

- Ela é boa em trazer as pessoas que estão na bad de volta a vida. – Ficamos nos olhando e sorrindo uma para outra.

- Ok casal, agora chega de mela, mela porque viemos beber e a Gisele precisa beijar na boca. – Chegou Vanessa com Marcelo.

- Então quer dizer que a Vanessa já conheceu mesmo a Gisele e até viraram amigas e eu não? – Falei fingindo indignação.

- Culpa de sua namorada. Ela vive estudando e trabalhando. – Marcelo entrou na historia rindo. – Mas Vanessa poria ter convidado você, passamos muito tempo com Gisele esses dias.

Marcelo, Gisele e Claudia foram criados como irmãos, essas duas semanas como eu disse, enquanto eu estava arrumando a casa à bonita da Vanessa estava saindo com Marcelo e acabo de descobrir que com Gisele também e sim fiquei com invejinha, mas saudável, porém entendo que minha ruivinha é ocupada, porém em breve ela vai concluir a pós e terá mais tempo para nós.

Apesar da semelhança física Gisele e Claudia são completamente diferentes uma da outra, Claudia como sabem é psicóloga e Gisele uma prestigiada arquiteta. Gisele apesar da pose é uma mulher amável, e de fato o estilo dondoca combina muito com ela. Claudia é mais simples, porém exala sensualidade até quando está com sono, personalidade marcante e deixa claro o que quer. Seu estilo mulher fatal me faz perder o folego mesmo por celular em muitas conversas, essas duas semanas também foram um pouco torturantes.

Acomodamo-nos próximo a piscina e começamos a beber, sim minha mãe era médica e me deixou confortável financeiramente e eu dobrei as economias, a casa que estava morando com Vanessa era grande com quatro quartos, três com suíte, piscina e uma área coberta para churrasco, não era uma mansão, mas era maravilhosa, exatamente do jeitinho que minha mãe gostava.

- Vocês tem uma bela casa meninas. – Gisele elogia com um sorriso, pensem em duas irmãs lindas.

- Na verdade essa casa é da mãe da Renata, mudamos essas duas semanas porque eu resolvi cuidar dela. – Vanessa fala bagunçando meu cabelo.

- Estava conversando com Marcelo e Claudia e pensamos em convidar vocês para irmos amanhã para a fazenda de nossos pais passar o final de semana. Sairíamos cedinho amanhã caso não exageremos na bebida hoje. – Eu gelei né? Porque conhecer os pais de Claudia agora era meio apavorante. Vendo meu desconforto Marcelo se adiantou.

- Ficaremos sozinhos, pois os tios viajaram com papai e mamãe. Como sabe que somos folgados viemos preparados para dormir aqui hoje e amanha vamos de Mercedes para a fazenda.

Caímos todos na gargalhada Marcelo tinha de fato se apaixonada por meu carro, esticamos na piscina até às 19:00hrs, depois fomos nos arrumar  para irmos ao barzinho. A conversa fluía entre nós cinco, até que por volta das 23:00hrs a delegada Simone, amiga de Vanessa aparece e se junta a nós. Já havia conhecido Simone em outras ocasiões, ela fazia o estilo Ruby Rose, uma mulher sexy e linda de fato, mas deixa a desejar por ser tão cafajeste. Assim que ela se aproxima da mesa seus olhos recaem sobre Gisele, essa que não se fazia de rogada e correspondia as olhadas discaras da delegada, mas não se deixou abalar com as cantadas diretas da delegada.

- Acho que minha irmã encontrou uma fã. – Claudia falou baixo em meu ouvido fazendo eu me arrepiar inteira e eu involuntariamente apertei sua coxa.

- O que acham de esticar na Star’s? – Simone sugere cheia de sorrisos para Gisele.

- Acho uma ótima ideia, faz tempo que não danço. Então crianças topam? – Já alta do álcool Gisele responde.

Todos concordamos e seguimos em meu carro, Marcelo fez questão de ser o motorista da vez, Simone convidou Gisele para ir com ela no carro com a desculpa de não ir só. No carro comentamos e até apostamos, Vanessa e eu apostamos que Gisele não ficaria com Simone, Marcelo e Claudia apostaram que elas ficariam sim, quem perdesse pagaria o José Cuervo do dia seguinte.

Assim que entramos, procuramos ir para a mesma mesa que ficamos da primeira vez, a noite estava agradável, Claudia dançava me provocando, rebolava sua deliciosa bunda em meu sexo, eu apertava seu corpo contra o meu ainda de costas para mim encostei meus lábios em sua orelha.

- Não me provoca assim ruiva, está me deixando louca. – Claudia vira para mim e beija minha boca devagar de uma maneira extremamente excitante que fez minha libido subir a um nível que nunca havia sentido antes.

- Quero você Renata Reis, essas duas semanas sem te ver, só por telefone me deixaram ansiosa para ter você. – Falou mordendo o lóbulo da minha orelha, suficiente para agarrar essa mulher maravilhosa e dançar de forma mais sensual. – Eu sei que concordamos em ir devagar até porque as coisas aconteceram muito rápido entre nós, mas prometo que também podemos fazer amor devagar e da forma mais deliciosa possível. – Depois de ouvir isso minha calcinha ficou completamente arruinada, beijei os lábios de Claudia de uma forma que ela pudesse sentir todo meu desejo, minhas mãos apertavam sua cintura cada vez mais contra meu corpo até que fomos interrompidas.

- Eiii sapinhas, menos, daqui a pouco tão transando na boate. – Vanessa nos atrapalha. – E não se esqueçam da aposta, precisamos saber quem vai pagar a tequila do final de semana.

Falar da aposta foi o suficiente para fazer com que nós duas nos afastássemos e voltássemos nossa atenção para Simone e Gisele que dançavam juntas e conversavam bem próximas. Porém o meu tesão ainda estava presente.

- Você sabe que vai perder a aposta não é loirinha? – Claudia me pergunta logo em seguida me da um beijo na bochecha.

- Claro que não, sua irmã não vai cair na lábia da Simone. Ela é a copia fiel da Shane do The L Word. – Ri repetindo o gesto de beijar a bochecha.

- Na verdade, a Simone que vai cair na lábia da Gisele. – Falou rindo e dançando, não entendi muito bem, mas ficamos lá na torcida para ganhar a aposta.

Não foi nem meia hora e Gisele puxa Simone para um beijão que me deixou de boca aberta, aquela mulher bem dama da sociedade, que senta com as pernas cruzadas e degusta bem devagar a bebida estava dançando sensualmente e beijando a delegada mais pegadora e safada da federal eu só conseguia ouvir as gargalhadas e gritinhos de Claudia e Marcelo, olhei para Vanessa e essa estava tão passada quanto eu. Gisele com toda certeza é uma caixinha de surpresas e eu simplesmente adorei minha futura cunhada, dançamos madrugada adentro, chegamos em casa por volta das 04:00hrs da manhã e para nossa surpresa Simone foi convidada a passar o final de semana conosco.

 

Notas finais:

Bom meninas, feliz 2021 a todas, espero que esse ano seja MUITO melhor que 2020 que foi só a misericordia!

Espero que estejam gostando da estória!

Beijos, beijos

 

Gee

Capitulo 8 por Gee

Assim que chegamos em casa Vanessa e eu instalamos a Gisele em um dos quartos, minha ruivinha bebeu tanto que apagou assim que deitou na cama, tirei sua roupa e vesti um blusão meu nela, antes de ir deitar fui até a cozinha pegar água caso ela acordasse de madrugada e dei de cara com minha amiga indo para o outro quarto e estranhei.

- Ué vai deixar o boy dormir sozinho? – Perguntei rindo e ela me olhou com uma expressão triste.

- Não estamos mais ficando loirinha. – Deu de ombros. – Somos apenas amigos agora.

Não falei nada, percebi que ela queria se manter em silencio e segui para meu quarto, tomei uma ducha e deitei ao lado da minha princesa, coloquei meu celular para despertar às 10:00hrs da manhã para dar tempo de preparar um café da manhã para o pessoal e comprar as tequilas e comida para levar para a fazenda.

Acordei com muita dificuldade, mas precisava, deixei a ruivinha dormindo e fui tomar um banho para acordar, Vanessa já estava largada no sofá da sala me esperando, com uma terrível de ressaca.

- Bom dia Van. – Falei dando um beijo na testa dela e indo para a cozinha.

- Às vezes te odeio Renata. Como consegue não ter ressaca? – Falou vindo para a cozinha.

- Não bebi muito Van, deixei a Claudia a vontade, alguém teria que cuidar dela. E além do mais minha ruivinha precisava extravasar trabalhou demais essas duas semanas.

- Sinceramente, às vezes me odeio por ser tão sua amiga que não te vejo mais além de uma irmã.

- Quer conversar? – Perguntei olhando para ela.

- Ainda não, estou digerindo algumas coisas que ando sentindo. – Falou sentando na mesa.

- Sabe que pode contar comigo para qualquer coisa não é? – Ela sorriu e me deu um beijo na testa.

Preparei um suco de laranja e dei para ela beber enquanto fazia sanduiche e vitamina de banana para todos. Deixado tudo pronto e Vanessa esperando o pessoal acordar, fui ao mercado comprar carne para o churrasco, verduras, cerveja e tequila. Antes de ir para casa, passei na farmácia e comprei alguns kits primeiros socorros para ressaca. Após uns 40 minutos cheguei em casa e o pessoal já estava acordado e a minha ruivinha estava quase deitada na mesa com a cabeça encostada na irmã que estava de óculos escuros e não pude deixar de rir, as irmãs Vilela são umas gracinhas.

- Bom dia, pessoal. – Cumprimentei e fui respondida com gemidos de dor ou enjoo. – Para sorte de vocês, sou uma ótima anfitriã e trouxe remédio para ressaca.

Vi minha ruiva sorrir e minha futura cunhada logo se manifestou.

- Definitivamente você tem obrigação de casar com a Rê Claudia. – Levantou e veio em minha direção, me abraçou e me deu um beijo na bochecha e logo tirou a sacola com os remédios de minhas mãos e foi tomar junto da irmã e Vanessa.

- Cadê o Marcelo? – Perguntei estranhando a ausência dele, afinal tinha sido o único a não beber.

- Está verificando água, óleo e calibragem do carro, definitivamente ele está apaixonado. – Vanessa falou rindo.

- Vou terminar de arrumar minha bolsa e tomar um banho para irmos. Já comprei algumas coisas no mercado, incluindo a tequila. Ahh e cunhada, você me surpreendeu ontem e me fez gastar uma nota hoje com tequila. – Notei que a Claudia me olhou com um brilho nos olhos e  com um sorriso maravilhoso mas não disse nada, não entendi muito bem essa reação mas sorri abobada com aquele sorrindo lindo dela.

- Como assim fiz você gastar uma nota com tequila? – Gisele perguntou terminando de tomar o sonrisal.

- Apostamos que você agarraria a Simone e ela e a Vanessa apostaram que não. Aí perderam e
vão pagar a tequila.

- Ué, mas porque eu não ficaria com Simone? Fui para beijar na boca horas. – Falou rindo e Vanessa e eu continuamos encarando as duas sem entender até que Claudia esclarece as coisas.

- Gisele é bissexual e quando mais nova e solteira era o terror das mulheres, até que conheceu o babaca do James, porém fez uma festa perfeita de despedida de solteira que particularmente foi maravilhosa. – As duas irmãs se encararam começaram a rir, não gostei muito do tom que Claudia falou porque deu a entender que tinha mulher envolvida para evitar uma ceninha de ciúmes me retirei e deixei elas se divertindo lembrando da despedida de solteira de Gisele. Fui concluir minha arrumação para logo cairmos na estrada. Preferi arrumar logo a mochila antes de ir tomar banho e assim que saí do banheiro para o quarto para me vestir Cláudia entra sorrindo e me encara com aqueles olhos azuis brilhantes, analisando meu corpo e mordendo o lábio inferior gesto esse que fez minha pele arrepiar e meu sexo pulsar.

- Eu sei que deveria sair do quarto deixar você se vestir em paz mas... – Fechou a porta e veio caminhando em minha direção e pude ver sua pupila dilatada – a minha maior vontade é tirar essa toalha, jogar você na cama e fazer amor com você o final de semana inteiro. – Quando ela ia me beijar Vanessa invade o quarto eufórica.

- Renatinha meu amor estamos só... uou, atrapalho? – Vanessa pergunta com a cara mais safada do mundo.

- Não, eu... só... vim pegar a mochila da Rê para levar para o carro para ir adiantando. – Claudia fala apressada se afastando de mim e pegando minha mochila saindo do quarto. E eu? Bom estava vermelha tanto quanto um tomate.

- Essa ruivinha ainda vai te deixar maluca. – Gargalhou. – Se veste logo para irmos. – Saiu fechando a porta.

Respirei fundo e voltei para o banheiro para tomar uma ducha para aliviar o tesão, me vesti e desci, assim que olhei para Claudia e nos encaramos vi o desejo estampado em seus olhos, logo caminhei em sua direção e o Marcelo empolgado como um menino de 10 anos logo veio me puxando.

- Por favor me deixa dirigir.

- A vontade Marcelo, vou atrás com a Claudia e Gisele até a casa de Simone. – Reparei que minha amiga se mantinha em silencio coisa que não era normal se tratando de Vanessa.

Seguimos para a casa de Simone onde Gisele foi com ela em seu carro, reparei o olhar de Vanessa quando Gisele beijou Simone e entrou no carro, ou estou imaginando coisas ou alguém mais caiu nas graças da Gisele, pegamos a estrada às 12:00hrs durante o caminho Claudia deitou em meu peito e eu fiz carinho para ela dormir, tiramos direto e por volta das 13:45hrs chegamos a grande fazenda da família Vilela.

Assim que chegamos fomos direto para os quartos nos instalar, Claudia empolgada assim que entramos no quarto me beijou e me puxou para sentarmos na cama para conversar.

- Você sabia que Marcelo e Vanessa não estão mais ficando? – Falou acariciando meu rosto.

- Soube ontem, mas o que mais me incomoda é que ela está com algum problema e não quer conversar. Mas sei que vai falar quando estiver quase surtando ou achar a solução. – Beijei seus lábios e logo mudei de assunto. - Você tem me feito muito bem Claudia, tão bem que há muito tempo não me sentia. Obrigada por ter pego meu número e ter mandado mensagem.

- Gostei de você desde que vi sua foto no celular da Juliana e fiquei surpresa ao te ver no bar, confesso que quando me olhou eu quis sentir raiva, mas quando me encarou eu vi que o sentimento era muito diferente eu queria me aproximar, mas não sabia como. Mas aí você veio e bom, eu tinha que fazer algo e fiz.

Beijamo-nos e nos abraçamos, sinceramente esses dias após conhecer Claudia estavam me fazendo muito bem e queria ter ela cada vez mais presente em minha vida, a noite iria dar mais um passo, precisava fazer amor com essa mulher, sentir se teríamos tanta química quanto temos em tantos outros assuntos, mas agora queria aproveitar o final de semana com o pessoal então interrompi nossos beijos e carinhos para chama-la para descermos e encontrar com eles.

Assim que chegamos a cozinha todo mundo já estava lá dividindo as funções e logo fui auxiliar Simone e Marcelo no churrasco, Gisele, Claudia e Vanessa estavam colocando as bebidas para gelar e organizando a área da piscina.

Tudo organizado ficamos a beira da piscina comendo e bebendo, estava me controlando ao máximo na tequila porque sou muito fã e de fato gostaria de ter uma noite um pouco agitada com Claudia, reparei que ela estava só na cerveja e bebendo pouco o que me faz pensar que ela também tenha planos para nossa noite. Em determinado momento Gisele entrou na casa e logo retornou só de biquíni, olhei minha amiga que ficou desconcertada conversando com Marcelo, Simone babando na Gisele e minha ruivinha comendo e me olhando, passado uns minutos Vanessa tira sua saída de banho e mesmo Gisele de óculos percebi que ela olhava minha amiga. Algo diferente estava acontecendo, mas não seria eu a perguntar a nenhuma das duas e nem comentaria com minha ruivinha, vai que eu estivesse vendo coisas demais.

- Então Renata, abandonou direito para seguir carreira como detetive particular e se caso não desse certo o que faria? – Gisele me pergunta logo após tomar uma dose de tequila.

- Eu voltaria para a faculdade. – Sorri. – Mas eu me dediquei bastante para fazer nome no meu ramo e não me vejo fazendo outra coisa.

- Mas também você viaja bastante não é? – Simone pergunta.

- Nem sempre, depende do infiel da vez. Por exemplo, teve um marido que pediu que seguisse sua esposa numa suposta viagem de negócios onde segundo ele quando ela voltava reparava em algumas marcas em seu corpo que ela alegava ser sistema nervoso por conta do estresse no trabalho bom, eu tive que me infiltrar em uma dessas casas onde o pessoal vai para praticar BDSM, como seria praticamente impossível flagrar a ação então antes que aparecesse alguma sub ou domi para mim saí de fininho e fiquei apenas na porta anotando o horário e tirando as fotos.

- E aí? O que aconteceu? – Marcelo perguntou rindo.

- Mandei as fotos para o marido, ele pegou o primeiro avião e no segundo dia que a esposa foi a essa casa ele seguiu, flagrou, fez o maior barraco e eu recebi 60% a mais do combinado e esse foi o caso que me fez decolar na área. Afinal o traído é um conhecido e influente político. – Sorri brindando.

- De fato a Reis é uma excelente detetive. – Gisele comentou rindo.

Simone estava penando para tentar chamar a atenção da delegada que se encontrava mais interessada em conversar com Marcelo, mas ainda sim lançava sorrisos e dava selinhos rápidos da na delega, quem conhecia a delegada tão cheia de si e durona não acreditaria se falássemos que estava toda solícita e melosa com uma mulher como estava com Gisele. Vanessa estava mais interessada em aproveitar o sol definitivamente minha amiga estava muito estranha. Claudia e eu estávamos tentando nos controlar dentro da piscina. De fato ela sabe muito bem como provocar.

Seu corpo imprensava o meu na borda da piscina, distante de onde o pessoal estava reunido, beijava meu pescoço e acaricia minha barriga me fazendo soltar gemidos baixos.

- Não faz assim Claudia. – Pedi encostando minha testa na dela.

- Só estou te fazendo carinho Rê. – Falou com um sorrisinho de lado. – Mas então, chamou minha irmã de cunhada hoje, até onde eu sei não temos outra irmã e está ficando apenas comigo, isso quer dizer alguma coisa? – Perguntou com uma carinha de sapeca que eu não aguentei e a puxei para um beijo.

- Isso quer dizer que eu estou querendo muito namorar você! – Vi seus olhos brilharem e um sorriso lindo se formar em sua deliciosa boca.

- É? E está faltando o que para realizar esse seu “querer”? – Perguntou mordendo meu lábio inferior e eu reverti nossas posições, colei meu corpo ainda mais ao dela e tomei seus lábios, escorreguei minhas mãos até suas costas e apertei seu bumbum fazendo com que seu sexo  fosse contra o meu e consegui arrancar um gemido dela.

- Ei vocês duas, vão para o quarto! – Simone grita e logo escutamos a gargalhada de todos e resolvemos nos juntar a eles.

- Mas vocês duas estão num fogo que mesmo dentro d’água dá pra ver que não apaga, credo. – Gisele fala rindo.

- Fica com inveja não maninha, tenho certeza que com a Simone será do mesmo jeito.

- Antes fosse Claudia, sua irmã não está me dando a menor chance. – Falou rindo.

Passamos a tarde e o começo da noite na piscina, decidimos subir para tomar um banho e nos arrumar para o jantar, Simone havia comprado lasanhas de forno sua especialidade segundo ela.

Claudia me deixou tomar banho primeiro, foi ao quarto da irmã enquanto eu me arrumava em nosso quarto, assim que finalizei ela chegou sorrindo, me deu um selinho e foi tomar seu banho, desci para ir ajudar Simone em sua especialidade e logo depois Vanessa e Marcelo vieram se juntar a nós. Comecei a tomar uma cerveja de leve enquanto minha garota não descia para nos acompanhar.

- Então Marcelo, quando vai pedir a Vanessa em namoro? – Gisele que já chegou com uma garrafa de vinho na mão pergunta ao amigo.

- Vejo que está bem animada Gisele. – Simone encara a mulher com os olhos brilhantes.

- Aqui, pega Simone. – Vanessa joga uma toalha para ela que a encara confusa. – É que a baba está escorrendo. - senti uma leve ironia no tem da minha amiga e comecei a observar mais suas atitudes.

- Deveria mandar te prender por desacato. – Jogou a toalha nela de volta rindo.

- Ainda não me respondeu Marcelo. – Gisele insiste rindo observando Vanessa.

- Para ser sincero gostaria muito de pedir a Vanessa em namoro, porém percebemos que temos apenas sintonia de amigos, então infelizmente não é dessa vez, essa beldade aqui.  – Falou Marcelo enlaçando a cintura da minha amiga – Me dispensou e eu me conformei só com a amizade. – Rimos e ele beijou a bochecha de Vanessa que deu sorriso sem graça, definitivamente essa mulher está muito estranha.

- Que pena vocês são tão fofinhos juntos, estava torcendo para ficarem juntos. – Falei tomando mais um gole da minha cerveja e observando os olhares de Gisele e Vanessa.

- Então cunhada, quando vai fazer o pedida para minha irmã? Está enrolando mocinha. Quero que entre logo para a família assim você fará investigações com desconto.

- Dessa vez eu tenho que concordar com minha sábia irmã. Quando pretende oficializar o que já temos loirinha? – Claudia chega à cozinha com um shortinho jeans e uma camisa preta e toda perfumada o que me deixou extremamente encantada e excitada.

 Recebeu intimação Renatinha, se ferrou. – Vanessa falou rindo.

- Tudo tem seu momento. Só peço que tenha mais um pouco de paciência. – Beijei seus lábios.

Jantamos em um clima agradável e engraçado, estava adorando conhecer Gisele e mais ainda ver a interação dela com Vanessa que pareciam ter firmado uma amizade, porém, uma pulguinha atrás da minha orelha estava me incomodando. Após o pessoal esvaziar a garrafa de vinho, decidimos nos recolher para aproveitar o dia de domingo para andar a cavalo e fazer um piquenique na beira do lago que as meninas cresceram.

Claudia é muito carinhosa, porém depois da piscina estava ainda mais e eu estava amando todos aqueles carinhos que ela demonstrava e fazia questão de me dar beijos e afagos e eu correspondi a todos, com Juliana era diferente, eu tinha que pedir carinho, tinha que chegar junto, porém muitas vezes ela me repelia, o que só demonstra que de fato ela nunca sentiu nem metade do que eu sinto por ela. Não posso dizer que já arranquei todo o sentimento que tenho por ela, mas a cada dia que passa, a cada beijo, carinho e momento, Claudia vai matando o que sinto por Juliana e fazendo nascer um sentimento ainda mais forte. O que estava vivendo com Claudia em semanas não vivi em quase 10 anos com Juliana, ela nunca gostou que eu acompanhasse as viagens e festas da família dela, enfim, o baile está seguindo e eu estou adorando ter a Claudia.

Assim que entramos no quarto ela me enlaça o pescoço e me beijar lentamente, explorei sua boca com minha língua e seu corpo com minhas mãos. Sentia a entrega de Claudia a cada minuto, suas mãos passaram a percorrer meu corpo de forma mais libidinosa, o beijo passou a ser mais intenso e desejoso. Minhas mãos invadiram por baixo da blusa de Claudia e senti sua pele macia, o calor de seu corpo, fui tirando lentamente sua blusa, deixando-a apenas de sutiã preto que contrastava em sua pele branca. Passei a admirar seu corpo, senti meu coração acelerar cada vez mais, Claudia me puxou em direção da cama e pediu para que eu sentasse e prontamente atendi. Ela acendeu o abajur e apagou a luz do quarto, parou em minha frente e lentamente tirou seu short, mostrando sua calcinha minúscula de renda, senti minha boca salivar, ao fazer menção de tocá-la Claudia não permitiu, na verdade ela queria me torturar mais um pouco e com maestria virou de costas me dando toda a visão de sua bunda ela tirou primeiro o sutiã e logo depois a calcinha, abaixou lentamente me dando toda a visão de seu sexo e nesse momento não consegui me conter, levantei, virei Claudia para mim e beijando seus lábios deitei-a na cama e passei a acariciar seus seios, apertando de leve seu mamilo direito enquanto descia beijando seu queixo, pescoço, até seu seio esquerdo, suguei e passei a língua ao redor de seu biquinho que já estava durinho, Claudia arqueou o corpo me dando mais acesso aos seus seios e colocou sua mão em minha nuca puxando meus cabelos de uma forma firme porém delicada o que me fez ficar ainda mais excitada, seus gemidos roucos começavam a preencher o quarto, o cheiro da pele de Claudia é delicioso, para mim é afrodisíaco, envolvida pelo sabor e cheiro de sua pele passei a percorrer seu corpo com minha boca beijando, barriga, quadril, coxas onde ela abriu as pernas para me dar mais acesso ao seu sexo que exalava sua excitação, minha intenção era torturar um pouco Claudia, mas também iria me torturar e definitivamente eu necessitava conhecer o sabor dela. Seu sexo totalmente depilado era um convite irresistível, do qual eu nem pensei mais em resistir, passei a língua de sua entrada até seu centro de prazer lentamente, saboreando sua excitação, Claudia abriu um pouco mais as pernas para me dar mais acesso ao seu sexo, sua mão direita estava novamente segurando meus cabelos para “forçar” mais contato e sua mão esquerda estava em seus seios, apertando seu mamilo enrijecido, essa cena é fodidamente sexy o que me fez chupar seu grelinho que estava durinho e inchado de tão excitada e o meu maior prazer era que ela estava assim por mim  e para mim, Claudia rebolava e gemia de uma forma tão gostosa que me fazia ficar em êxtase, mas eu queria mais, queria faze-la sentir tanto prazer quanto eu estava sentindo, com a mão esquerda abri seus grandes lábios, expondo ainda mais seu ponto de prazer, lentamente introduzi um dedo em sua fenda, os gemidos de Claudia começaram a ficar mais altos de acordo que movia meu dedo em seu interior, introduzi o segundo dedo e Claudia passou a acompanhar meu movimentos rebolando até que senti meus dedos serem apertados em seu interior e seu gozo em minha boca, tirei meus dedos e suguei minha recompensa ainda tirando pequenos gemidos de Claudia.

- Você ainda está vestida amor, tira a roupa quero sentir seu corpo no meu.

 A voz rouca e manhosa de Claudia pós gozo só me deixou ainda mais excitada, tirei minhas roupas tendo seu olhar atento em meu corpo e encaixei meu sexo no seu e passei a rebolar olhando em seus olhos, o prazer que estava sentindo fez minha pele arrepiar, fechei os olhos e mordi meu lábio inferior,  senti Claudia me puxar para deitar e se colocar entre minhas pernas. Senti sua língua me invadindo e a sensação me fez literalmente virar os olhos, a maestria que ela me lambia e chupava fez meu corpo inteiro tremer e eu explodi em um orgasmo maravilhoso.

- Você é deliciosamente sexy Senhorita Reis. – Claudia fala me enchendo de beijinhos.

- Faço de suas palavras as minhas Senhorita Vilela. Você é uma delicia. – Falei puxando Claudia para um beijo e logo a senti se aconchegando em meu peito.

- Definitivamente você me faz muito bem Renata. – Falou beijando meu pescoço.

Ficamos namorando e fazendo carinho uma na outra até dormimos, a sensação de possuir Claudia fez algo dentro de mim despertar e eu de fato estava adorando ficar com essa mulher.

 

Capitulo 9 por Gee

Assim que acordei senti o corpo de Claudia enroscado no meu e sorri automaticamente ao lembrar nossa noite, acariciei seu rosto, beijei seus lábios de forma suave e levantei para tomar um banho, assim que saí do banheiro vi meu celular vibrar e fui conferir quem era, Vanessa havia me mandado umas mensagens para encontrar com ela na cozinha, me vesti e fui ao seu encontro.

- Bom dia Van. – Falei beijando sua bochecha. – Algo errado?

- Bom dia Renatinha. A noite foi boa não? – Falou com um sorriso de canto e eu senti minhas bochechas esquentarem.

- Sim, foi boa. Claudia e eu conversamos bastante e curtimos a noite. – Falei olhando ao redor.

- Sei, vocês conversaram antes ou depois dos gemidos? – Eu quase caí quando ela perguntou isso e sua gargalhada se fez presente na cozinha. – Estou no quarto ao lado do seu meu amor, ouvi tudinho.

- Meu Deus Vanessa, poderia ao menos ter fingido que não ouviu. Faria o mesmo com você! – Falei andando pela cozinha.

- Na verdade, você faria a mesma coisa que eu estou fazendo agora Renatinha, nem vem pagar de santa. – Riu mais ainda. – Mas me deixa falar, você deve ser um furacão por que...

- Para com isso Vanessa, pelo amor... – Tentei cortar, mas minha bela amiga não parou.

- Mas me deixa comentar só uma última coisa antes de falar o porquê te chamei.

- Fala logo criatura.

- Acho que eu não iria gostar de ir para a cama com você!

- Oi? Como assim? Porque não iria? – Essa resposta eu realmente queria saber e parei de costas para a porta de entrada da cozinha e de frente para ela.

- Porque você é toda carinhosa, toda amorzinho Rê e eu gosto de uma coisa uau sabe?! Tipo aquela puxada de cabelo, aquele aperto mais forte, uns tapinhas.

- Você está me dizendo que eu não sou capaz de ser assim? É sério Vanessa? – Vanessa conseguiu mexer com meu ego, definitivamente fiquei cismada.

- Não disse isso baby, o que eu estou dizendo é que você parece ser sempre carinhosa, que sempre faz amor e nunca sexo e às vezes sexo é muito melhor que fazer amor. – Falou rindo.

- Espera, deixa eu ver se entendi. Você acha que eu não sou boa na cama por ser carinhosa?

- Não disse que você não era boa de cama que, aliás, acho que seja porque julgando pelos gemidos da Claudia... Apenas disse que não iria gostar de transar com você! – Falou mordendo um pedaço de uma banana. – E logo ficou estática olhando para mim.

- Juro que se eu não estivesse com a Claudia eu te pegaria nessa cozinha agora mesmo e te daria o melhor sexo de sua vida Vanessa Castro. Você não pode estar falando sério. – Vanessa estava com os olhos arregalados e eu não parei de falar. – Você conseguiu me fazer ficar com dúvidas sobre meu desempenho sexual o que explicaria algumas coisas, inclusive a traição daquela idiota da Juliana, mas enfim, às vezes você consegue ser detestável sabia? – Comecei a andar de um lado para o outro com a cabeça fervendo.

- Rê... – Vanessa me chamou.

- Nem vem remediar a situação Van, você me deixou com dúvidas e se a Claudia não gostou de nossa noite de ontem? Cara foi nossa primeira vez, óbvio que eu queria algo mais carinhoso.

- Rê...

- E se ela fingiu para não me deixar constrangida?

- Renata...

- Será que devo conversar com ela sobre isso?

- Renatinha...

- E se ela não quiser mais nada comigo porque acha que eu só sei fazer amor e não fodo?- Parei ainda de costas para a entrada da cozinha e encarei Vanessa que estava parada com a boca aberta me olhando – Cara, isso que acabei de falar foi muito 50 tons de cinza que merda às vezes eu tenho a capacidade de pensar em filmes, séries, clips musicais para o momento você também é assim Van? Não responde, esquece isso o foco é outro... E se quando estiver namorando com a Claudia ela me trair porque não sou boa de cama? E se...

- Você pode ficar completamente tranquila com isso Renata, porque o prazer que você me proporcionou ontem só me fez te querer ainda mais. – E o premio de quem mais paga mico no ano vai para... Que rufem os tambores... RENATA REIS. Sabe quando você gela? Então eu estava petrificada olhando para Vanessa que segurava o riso enquanto ouvia a voz de Claudia em minhas costas, lentamente eu fui me virando e lá estava Gisele com a sobrancelha arqueada olhando diretamente para Vanessa e Claudia parada olhando para mim.

- É... Bom dia?! – Foi a única coisa que eu consegui falar, lentamente Claudia caminhou até mim e beijou meus lábios.

- Bom dia minha loirinha. Você me proporcionou uma noite maravilhosa e não tem motivos para ficar em dúvidas ou insegura. Tenho certeza que se a Vanessa tivesse você ela se apaixonaria e dou graças a Deus que ela nunca teve e que você está comigo e nem pense mais em oferecer a ela nada que inclua sexo porque não divido você com ninguém! – Nesse momento eu sei que devo ter ficado vermelha e nada vinha na cabeça para falar eu estava petrificada olhando para aquela ruiva maravilhosa. – Agora, estou com fome, de fato você consumiu todas as minhas energias ontem.

- Informação demais maninha, não quero ter que imaginar você e a Renata... Chega a ser nojento. Credo.

As meninas começaram a rir e eu toda sem jeito apenas esbocei um sorriso e fui para perto de Vanessa.

- Não faz propaganda dela não Claudia, vai que alguém queira conferir, do jeito que você falou até eu fiquei curiosa agora. E só para você saber Renata Reis, falei brincando. Mas minha amiga julgando pelo que ouvi ontem você dever ser muito boa com a...

- Cala a boca Vanessa. – Falei dando um soquinho em seu ombro.

- Aiiiii, isso é agressão cadê a delega para prender você?

Dessa vez não aguentei e comecei a rir, começamos a preparar o café da manhã, a governanta havia sido dispensada para que a gente pudesse ficar mais a vontade na casa, as meninas logo mudaram de assunto e começaram a contar algumas histórias de quando elas eram crianças. Com o café pronto, Vanessa e Gisele foram chamar Marcelo e Simone deixando Claudia e eu sozinhas.

- Você não deveria ser insegura loirinha. – Falou me enlaçando a cintura e eu senti meu rosto esquentar pela vergonha.

- Eu não era, mas depois da traição... Talvez Juliana pense assim e por isso me traiu. – Baixei meu rosto e ela puxou para que eu a encarasse.

- Juliana não tem caráter, é uma falsa, dissimulada e mentirosa. Com toda certeza posso afirmar que você é uma delicia na cama, sabe tratar uma mulher e mais ainda, sabe usar muito bem sua língua e dedos. – Mordeu meu lábio inferior o que me fez ficar excitada. – Você me deixa excitada apenas com um beijo Renata. Eu jamais trairei você. Não sei por qual motivo ela resolveu ser uma piranha com você, mas de uma coisa posso te afirmar não foi pelo sexo. E você ouviu a Vanessa, falou aquilo só para mexer com você. E mais, não só pelo sexo, mas também porque você é uma mulher incrível amor, você é linda, competente, inteligente, meiga, engraçada... São tantas qualidades que de fato só sendo uma louca como ela para te deixar escapar.

Nos beijamos e eu apertei ela forte em meus braços, ouvi-la falar essas coisas me fizeram acalmar um pouco. Apesar de saber que chamo atenção tanto de homens quanto de mulheres, ser traída fez com que eu ficasse insegura com tudo e saber que Claudia gostou de nossa primeira vez e que não me trairia fez com que eu me acalmasse em relação a ela e a nós duas.

- Essas duas vivem se agarrando, não enjoa não? – Simone chega implicando.

- Para de inveja Simone. – Rebati rindo.

- Deixa elas Simone, estão aproveitando o começo da paixão, é bom ficar assim! – Marcelo fala sorrindo. – Tenho algo para dizer a vocês, infelizmente essa é minha última semana aqui no Brasil, meus pais acabaram de me ligar avisando que vamos nos mudar de vez.

- Tem certeza que é isso que você quer Marcelo? – Gisele pergunta com um tom levemente preocupado.

- Tenho sim Gi, foi ótimo passar esse mês aqui no Brasil, mas vejo que aqui não é meu lugar. Estive pensando em ficar, mas vocês sabem que recebi uma oferta de um jornal por lá e resolvi aceitar.

- Marcelo sabe que pode muito bem retomar sua carreira de jornalista aqui não sabe? – Claudia fala triste com o amigo.

- Sei sim pequena, mas infelizmente ainda não consigo voltar para cá com tantas lembranças.

- Conhecer o Marcelo foi muito bom, curtimos muito, mas diante de tudo que conversamos o melhor para ele é voltar para Nova York. Criamos um vinculo de amizade acima de tudo. – Vanessa fala olhando para Claudia que estava triste com a notícia da partida do amigo e foi aí que percebi que ele ainda não estava preparado nem para ficar no Brasil e nem para entrar em um novo relacionamento e Vanessa já havia entendido isso desde o começo.

A manhã do domingo no lago onde as meninas cresceram foi maravilhoso, Claudia e eu estávamos ainda mais próximas e era gostoso ficar quietinha abraçada com ela só contemplando a paisagem que era nos ofertada pela natureza, Vanessa e Simone conversavam sobre a mudança de estado da delegada assim que o resultado do concurso para delegados saísse, pois ela indicaria Vanessa. Simone queria voltar para o estado natal dela para poder ficar mais perto de sua família deixando claro que esses momentos com Gisele eram apenas passageiros. Marcelo e Gisele ficaram um tempo dentro do lago conversando e no começo do fim da tarde resolvemos voltar para a cidade, o final de semana fora tranquilo a companhia maravilhosa, serviu para fortalecer a minha relação com Claudia. Chegamos a casa de Simone por volta das 18:30hrs, de lá seguimos para a casa do Marcelo, deixamos ele para poder organizar suas coisas para seu retorno a Nova York e voltamos para casa, as meninas passariam a noite comigo e Vanessa.

 

Assim que chegamos em casa pedi para Vanessa ligar para um restaurante japonês e pedir uns combinados para fazermos uma sessão de filmes. Gisele foi para o quarto que ela estava ocupando, deixei Claudia tomar banho em meu quarto e fui para o quarto de Vanessa tomar banho e quando vou saindo do quarto vejo minha amiga deitada com uma carinha pensativa.

- O que foi Van? Está triste porque Marcelo está indo embora? – Perguntei sentando ao seu lado.

- Na verdade estou pensando que acho que não terei sorte no amor. – Me olhou sorrindo. – Fazem mais de 10 anos que não consigo namorar sério, só esses casinhos do tipo que tive com o Marcelo. No começo até achei que poderíamos namorar, mas aí vi que ele ainda ama a falecida e não quer voltar a morar aqui e aí conheci... Bem, então tratei de apenas curtir esses dias e agora ele está indo embora. – Tive uma leve impressão que ela falaria que conheceu alguém, mas conhecendo a Van como conheço precisava deixar ela se sentir a vontade com o que estava rolando para me contar e resolvi ignorar apesar de estar morta de curiosidade.

- Oh meu amor, não fica pensando assim, você é uma mulher linda, forte e determinada logo irá conhecer alguém que vale a pena se apaixonar. Nunca foi de apressar as coisas e nem de ficar pensando nisso, o que mudou? – Falei acariciando seu rosto.

- Ver você e Claudia. Vocês duas juntas são muito lindas, é nítido o clima que existe entre vocês e me fez querer isso também. Confesso que estou carente. – Falou com uma carinha de menina enfezada e eu ri.

- Vai dizer que esses dias com o Marcelo não te satisfizeram?

- Conversamos mais que qualquer coisa, fizemos sexo apenas uma vez, foi bom, mas ainda senti que faltava alguma coisa sabe? Não sei explicar Rê, só sei que nada sei. – Rimos juntas. – Mas anda, vai logo dar atenção a sua futura namorada e a irmã dela antes que elas achem que estamos transando que vou tomar banho agora.

Assim que saí do quarto e fui para o meu encontrar minha ruivinha, vi a porta encostada e as vozes da Gisele e Claudia.

- Ela é uma fofa Claudia, dessa vez você realmente acertou. Mas sabe que a Juliana pode está querendo ciscar em seu terreiro ainda não é? – Gisele fala rindo.

- Nem me fala. Na boate ela me viu e tentou falar comigo, mas saí atrás da Rê. Não cruzei mais com ela na faculdade e se ela sonhar em tentar se aproximar da Renata vou conversar com ela pessoalmente.

Não me senti confortável em ficar ouvindo a conversa delas e logo entrei no quarto e tratei de brincar com elas.

- Chegar no meu quarto e encontrar duas mulheres lindas em minha cama seria considerado um fetiche. – Falei rindo.

- Vai parando por aí palhacinha. – Claudia falou rindo. – Vou tomar banho já volto.

- Podemos conversa Renata? –Gisele pergunta sorrindo.

- Claro, vamos lá fora? – Gisele assentiu com a cabeça e seguimos até a área da piscina.

- Bom Rê, queria conversar um pouco com você para estreitar nossos laços, porque pelo que pude ver logo entrará na família. – Sorriu. – Percebi hoje mais cedo sua insegurança, sei o quanto é difícil ser traída e que mexe com nossa autoestima, mas acredite Reis você é uma mulher linda e pelo pouco que te conheço tem uma personalidade maravilhosa, conversei bastante com Vanessa para saber um pouco mais sobre com que minha irmã estava se envolvendo, ela também sofreu muito com a ex dela que também fez muito mal para ela e vi minha irmã sofrer muito. Mas desde que ela chegou falando de você pude ver um brilho diferente, quando descobri que você era a detetive particular confesso que fiquei com um pé atrás, mas hoje vi o quanto a Juliana te machucou e te fez ficar insegura consigo mesma, mas não deve ficar assim. Desde o começo notei que a Juliana não era flor que se cheire, quando saíamos via os olhares dela para outras pessoas e muitas vezes ia ao banheiro e logo após alguma mulher seguia. Já havia falado para minha irmã, mas sempre falava que era intriga minha até que ela mesma começou a desconfiar. Quando vocês se conheceram vi minha irmã falar de você durante duas semanas e acredite você é tudo que ela fala. O que finalmente quero dizer é que não fique se menosprezando e tentando achar motivos para entender a traição de sua ex o fato é que ela é uma puta sem caráter e sem coração. Você merece coisa muito melhor. Você merece a minha irmãzinha que sei que tem muito apresso por ti e pelo que notei é recíproco. Por mim você é bem vinda em nossa família Renata Reis.

Ouvir essas palavras de Gisele me deixou emocionada de fato eu estava com a autoestima abalada por conta da Juliana, mesmo sabendo que fui traída mais vezes nada disso importava mais porque agora eu tinha a Claudia ao meu lado e definitivamente iria deixar a Juliana em meu passado.

- Gisele de fato eu me sinto mal com a traição, fiquei insegura sim porque foram 10 anos ao lado daquela mulher que eu acreditei que seria para o resto da minha vida e descobrir inúmeras traições não foi fácil, mas isso já está no passado, ela está no passado e a única mulher que quero em meu presente e no futuro é a Claudia. Sua irmã me faz sentir coisas que nunca senti e fico feliz, muito feliz mesmo em saber que tenho sua aprovação Gisele. No que depender de mim tratarei sua irmã como uma rainha.

- Acredito em você e vejo em suas atitudes. Confesso que se não fosse minha irmã dava em cima de você! – Rimos.

- Seu lance com a Simone não deu certo? – Perguntei curiosa, a pulguinha atrás da minha orelha estava me incomodando e precisava tira-la.

- Não, Simone é um amor de pessoa, mas definitivamente não bateu a química, não senti aquele frio na barriga. Pretendo curtir minha vida de solteira e aproveitar que a Vanessa... – Deu uma pausa, vi que ficou corada e minhas anteninhas ficaram ligadas. – Aproveitar que Vanessa está solteira e pegar umas baladas com ela. – Sorriu sem graça e eu olhei para ela com a sobrancelha arqueada.

- Pressinto que vocês irão aprontar muito. – Sorri.

- Ei meninas, a comida chegou e eu já escolhi o filme com a Claudia.

- Estamos indo. – Gisele respondeu.

Nossa noite foi agradável, acabamos as quatro dormindo na sala nos colchões que espalhamos, de manhã acordei com os beijos de Claudia.

- Bom dia minha loirinha. – Falou com a voz rouca de sono.

- Bom dia gatinha. – Me espreguicei e abracei Claudia puxando ela para cima de mim.

- Tenho que ir agora, ainda é cedo, mas tenho que organizar umas coisas no consultório, Gisele já foi tomar banho e logo iremos embora. Vanessa já foi trabalhar, recebeu uma ligação urgente, acho que tem haver com o concurso. – Apertei ela mais ainda em meus braços.

- Acho que vou voltar a trabalhar.

- Tem certeza? Não prefere descansar mais alguns dias?

- Não, já estou agoniada. Preciso voltar a ação. – Beijei seus lábios e a cobri com o lençol que estava ao nosso lado, minhas mãos percorriam de suas costas até seu bumbum, sua perna direita encaixou entre as minhas e ela começou a rebolar me fazendo ficar ainda mais excitada.

- Se vocês não pararem agora vou jogar um balde de agua bem fria nas duas. – Gisele chega rindo na sala.

- Porque tem sempre alguém para atrapalhar a gente? – Pergunto olhando Claudia que rir e levanta.

- Porque vocês ficam se agarrando em lugares que podemos ver? – Gisele fala rindo.

- Chata. – Claudia fala indo para quarto.

- Bom dia cunhada. – Gisele fala sorrindo.

- Bom dia cunhada. Vou preparar o café de vocês.

- Não precisa, a Van já preparou. – Sorriu.

As meninas não demoraram muito em casa e logo foram embora, arrumei a bagunça da sala e fui tomar banho, iria voltar ao trabalho. Peguei o celular e vi algumas mensagens, dentre delas uma de Vanessa falando que o resultado tinha saído e que estaria em reunião com os superiores e Simone e que em breve teria boas notícias. Fiquei feliz por minha amiga, tudo parecia estar se encaixando. Por volta das 13:00hrs segui para meu escritório, iria voltar a trabalhar. Chequei meus e-mails entrei em contato com alguns possíveis clientes, fechei alguns trabalhos e me distraí conversando no celular com Claudia e às 18:45hrs escuto a campainha e fui atender ainda sorrindo e dei de cara com a Juliana.

- O que faz aqui? – Perguntei séria olhando em seus olhos.

- Estava com saudades. – Se aproximou e me puxou para um beijo e antes que eu pudesse empurra-la para longe vi Claudia segurar seu braço e puxa-la de perto de mim.

 

Capitulo 10 por Gee

- O que pensa que está fazendo Claudia? – Juliana pergunta atordoada. – E o que está fazendo aqui?

- Juliana o que veio fazer no escritório da Renata? – Pela primeira vez vi seus olhos azuis ficarem escuros.

- Claudia meu bem. – Me aproximei e ela me olhou e sua expressão mudou. – Vamos embora, não temos mais o que falar com ela.

- Vamos embora? O que significa isso afinal? – Juliana se solta da mão de Claudia e começa a se alterar. – Só faltam me dizer que estão juntas. – Olhava de mim para Claudia com raiva.

- Sim Juliana estamos e você não tem nada haver com isso, já deixei claro em meu silencio que não quero mais contato com você. – Falei tentando manter a calma, mas não estava conseguindo.

- Você é uma grande puta Renata Reis, num dia está comendo sua melhor amiga e no outro a Claudia. Com quantas mais me traiu? Porque falava em amor quando estava se esfregando em outras? – Nunca fui fã de violência, mas dessa vez eu perdi a cabeça e desferi um tapa no rosto da Juliana, ser chamada de puta e traidora por alguém que me chifrou com várias pessoas foi demais para mim.

- Pense bem em suas palavras Juliana. Eu te dei tudo, meu amor e fidelidade. A única puta que vejo aqui é você. Fui uma tola cega que se deixou levar por uma qualquer como você. Além de mentirosa você é suja e manipuladora. Espero que seja a última vez que me procura. Espero que suma da minha vida e da Claudia. Tenha o mínimo de decência e desapareça de uma vez por todas. – Senti as mãos de Claudia em meu braço esquerdo me puxando para dentro do consultório e olhei para ela e como num passe de mágica toda minha raiva se foi. Quando estávamos entrando Juliana esbraveja.

- EU TE AMO RENATA, VOCÊ SEMPRE FOI A ÚNICA QUE AMEI. COMETI ERROS PORQUE VOCÊ NUNCA ME PRIORIZOU, SEMPRE ME DEIXOU EM SEGUNDO PLANO. PASSA MAIS TEMPO TRABALHANDO DO QUE AO MEU LADO E... – Não deixei ela terminar de falar, me soltei dos braços da Claudia e andei tão rápido em segundos já estava de frente para Juliana com o dedo riste em seu rosto.

- Cale a boca agora. Não quero que fale mais nada. – Respirei fundo para manter a calma, estava em meu local de trabalho, que é situado em um prédio comercial e um barraco lá iria sujar minha reputação já bastava a ultima vez que Vanessa nua quase partiu a cara de Juliana de novo. – Baixe seu tom de voz antes que eu chame os seguranças para tirarem você daqui e ligue para Vanessa mandar alguns amigos dela prender você por perturbação de sossego isso se ela mesma não fizer questão de vir aqui pessoalmente. – Juliana arregalou os olhos assustada eu nunca havia falado com ela dessa forma eu sentia Claudia em minhas costas estática com a situação, mas ainda não tinha falado tudo. – Você nunca me amou, quantas vezes você pediu que eu fosse embora para poder supostamente estudar? Quantos finais de semana me evitou e até não atendeu e na segunda voltava falando que tinha passado trancada apenas estudando? Como ousa falar que passava mais tempo trabalhando? E ainda como ousa falar que me ama? Você nem se ama Juliana, você é cruel. Uma mulher leviana, que vive de cama em cama não tem amor próprio. Diante de você agora, sinto pena, pena porque você é infeliz e precisa seduzir mentir e manipular para se sentir bem. Trabalhei muito sim, mas foi para poder comprar a merda do apartamento que você tanto queria e nunca movia um dedo para me ajudar. Odeio ter que passar na cara, mas preciso colocar para fora tudo que estou sentindo em relação a você! – Vi as lágrimas de Juliana escorrerem por sua face e confesso que me senti mal, peguei pesado nas palavras mas ela havia pedido por isso.

- Você... Você nunca me tratou assim antes Rê... Por quê? Me diz porque? – Eu realmente não estava acreditando que ela estava tentando se passar de vitima e antes que perdesse a paciência e jogasse ela pela janela Claudia entra na conversa.

- Juliana eu realmente não acredito que ainda vai posar de vítima. Qual o seu problema garota? Por acaso tem algum problema psicológico? Porque se tiver posso tratar de você, mas na base do tapa. Pega esse teu drama e vai embora antes que eu perca a paciência e acho bom você se manter longe da Renata, ela está comigo agora e não pretendo deixar ela sair da minha vida.

Juliana nos encarou, não falou mais nada, nos deu as costas e saiu andando em direção ao elevador, Claudia pegou em minha mão e me puxou para dentro do meu escritório. Sentia meu corpo tremendo tamanha raiva que senti de Juliana.

- Está tudo bem? – Claudia pergunta fechando a porta e vindo me abraçar.

- Sim, só estou com muita raiva... Como ela tem coragem de vir aqui e ainda falar o que falou? – Perguntei apertando o corpo de Claudia contra o meu.

- Não sei meu bem, não faço a mínima ideia do que essa mulher pensa. Sente só raiva dela? – Me olhou desconfiada.

- Sinto desprezo também. Só queria que ela sumisse da minha vida.

Claudia beijou meus lábios de uma forma diferente, me apertou em seus braços e encostou a testa na minha, havia algo errado.

- O que você tem ruivinha? – Perguntei afastando meu rosto e segurando o dela para fixar meus olhos nos seus.

- Ela iria beijar você... Corresponderia? – Os olhos de Claudia estavam lacrimejados, senti um aperto forte no peito por vê-la tão frágil.

- Claro que não minha princesa. Jamais corresponderia o beijo daquela mulher. Eu quero você gatinha. – Falei beijando seus lábios de leve.

- Mas você me falou que ainda sentia algo por ela. – Baixou os olhos. – Quer conversar com ela e tentar se acertar? Afinal foram 10 anos e... – Não deixei ela terminar, puxei seu corpo contra o meu mais ainda, e beijei sua boca da forma que transmitisse todo meu carinho e desejo.

- Não quero ela minha ruiva. Quero você. Não precisa ficar insegura.

- Mas...

- Shii... Não fala mais nada ok?! Vamos para casa?

- Quer passar a noite em meu apartamento? – Me olhou com os olhos brilhantes. – Vim aqui te convidar, preparei uma coisa para nós. – Sorriu tímida.

- Claro que quero. Vamos só passar em casa para ver a Vanessa e saber das novidades, pego uma roupa e vamos para seu apartamento. Amanhã começo uma investigação. – Sorri para ela e tomei seus lábios mais uma vez.

Seguimos na moto de Claudia até minha casa, colei meu corpo ao dela e senti seu cheiro, senti meu corpo acender de desejo, estava cada vez mais encantada por ela. Assim que entramos em casa encontramos uma Vanessa sorridente com uma cerveja na mão.

- Que bom que estão aqui. Tenho novidades. – Falou sorrindo empolgada.

- Já pode começar a falar. – Peguei a cerveja de sua mão e dei um gole.

- Eiii, devolve minha cerveja antes que eu use meu poder de delegada para te prender. – Falou séria.

- Eu não acredito, você finalmente virou delegada. – Pulei em cima da minha amiga e caímos no chão rindo.

- Desse jeito você vai matar ela antes de assumir o posto. – Claudia falou rindo.

- Precisamos comemorar. – Falou Vanessa empolgada ainda rindo por ter caído no chão comigo.

- Com toda certeza. Mas só na sexta. Conheço essas comemorações. – Falei levantando.

- Você é muito chata Renata, é só algumas cervejas ué. – Falou rindo.

- Não mesmo senhora delegada, amanhã começo uma investigação e você trabalha não pode chegar com cara de ressaca. – Falei séria.

- Mimimi – Saiu para cozinha reclamando e Claudia gargalhou.

- Amor, vou só pegar umas roupas e já desço tá?!

- Tá bom! – Sorriu e eu me derreti toda.

Arrumei minhas coisas e quando fui encontrar com as meninas vi Marcelo abraçando as duas e Claudia chorando.

- O que aconteceu? – Perguntei abraçando Claudia.

- Vim me despedir de vocês. Meus pais resolveram que iriamos hoje de madrugada. – Falou com a voz embargada e logo Gisele apareceu e abraçou Marcelo.

- Vim assim que mandou a mensagem meu amigo.

- O jeito que vocês estão agindo é como se alguém tivesse morrido. – Marcelo falou rindo. – Só vou viajar meninas, sabem que podem ir me visitar e sempre estaremos em contato. – Falou apertando Gisele num abraço.

- Deveria ficar. – Minha ruiva fez um biquinho lindo.

- Ohh pequena, sabe que não consigo. – Soltou Gisele e abraçou a minha ruivinha. - Entende que é o melhor para mim não é?

- Entendo, mas sinto sua falta Celo. – Falou manhosa.

- Eu sei pequena, mas em breve venho visitar vocês tá?

Minha ruiva assentiu com a cabeça, abracei Marcelo e Vanessa fez o mesmo, não demorou muito e ele foi embora. Ver Claudia tão abalada me fez ver o quanto ela era sensível, apesar da pose fatal dela era uma menininha sentimental e adorei conhecer esse lado dela, sentamos no sofá e Claudia veio para meu colo ficamos um tempo lá e logo nos despedimos de Vanessa e Gisele que ficaram de comemorar de leve o resultado positivo do concurso da Van.

Assim que chegamos ao apartamento da Claudia ela pediu que eu fosse acomodar minhas coisas no quarto e tomasse um banho para relaxar enquanto ela concluía o jantar e assim fiz. Quando retornei para a sala ela não estava, então fui para a varanda observar o movimento da rua. Me distraí olhando a lua, até sentir seu delicioso perfume e os braços de Claudia enlaçarem minha cintura.

- Vamos jantar? – Virei para ela e beijei seus lábios, reparei que ela usava uma camiseta apertada, estava sem sutiã e um shortinho jeans curto.

- Podemos pular a parte do jantar? – Falei mordendo o lóbulo de sua orelha e ouvi um leve gemido sair de seus lábios.

- Tentador, mas, quero conquistar você pelo estômago também. – Me deu um selinho e saiu me puxando para a mesa.

Definitivamente Claudia cozinha muito bem, ela fez strogonoff de camarão, arroz com passas e um vinho tinto para acompanhar. Um jantar leve, simples, porém delicioso, sentia meu peito transbordar de carinho por Claudia, não queria apressar as coisas, mas o desejo de chamar Claudia só de minha estava maior que eu e então decidi dar mais um passo e no dia seguinte já iria preparar tudo. Iria ajudar ela a tirar a mesa, mas fui interrompida, Claudia falou para relaxar que a sua diarista organizava tudo e que queria conversar comigo algo sério e me puxou para o sofá.

- Rê, eu sei que nos conhecemos apenas a algumas semanas, sei que recentemente teve grandes emoções ruins, mas também vivemos momentos bons. – Sorriu acariciando meu rosto e beijou meus lábios de leve. – Eu realmente estou gostando de você, quando vi Juliana hoje perto de você só tive mais certeza disso, – Senti meu coração acelerar. – fiquei com medo de perder você para ela, sei que não esqueceu completamente dela, até porque passou anos ao lado dela e não semanas ou meses, mas vejo em seus olhos que pelo menos um pouquinho de seus sentimentos eu tenho e me apego nisso para te conquistar e te fazer só minha. – Parou, respirou fundo e voltou a olhar em meus olhos. – Não quero te apressar ou pressionar, mas preciso fazer isso hoje. – Levantou e foi até a estante da sala, abriu uma gaveta e pegou uma caixinha de veludo, senti minhas mãos tremerem imaginando o que vinha a seguir. – Eu nunca pedi ninguém em namoro, você será a primeira e espero que seja última, pois pretendo ir muito além com você futuramente, Renata Reis você aceita namorar comigo?

Minhas mãos suavam e tremia, meu coração batia tão acelerado que sentia como se fosse sair do meu peito a qualquer momento, nunca em minha vida havia sido pedido em namoro ou escutado alguém se declarar assim para mim, como disse com Juliana era tudo diferente, eu estava conhecendo o que era ser cuidada e o que é receber atenção e carinho com a Claudia e isso me fez ter ainda mais certeza de que eu queria sim namorar com ela.

- É claro que aceito minha ruiva linda. – Ela soltou sua respiração em forma de alívio e sorriu com os olhos brilhando. – Você foi mais rápida que eu. Tinha planos para te pedir em namoro, mas você foi mais rápida. – Sentei em seu colo de frente para ela. – Não vai colocar o anel de compromisso em meu dedo? – Beijei seus lábios e comecei a rebolar em seu colo.

- Assim, não consigo pensar em nada amor. – Falou apertando meu bumbum e beijando meu pescoço e eu parei, seus olhos me encararam e ela sorriu, abriu a caixinha de veludo e eu pude ver dois anéis de compromisso e eu só conseguia sorrir diante de tamanha felicidade. – Agora você é oficialmente minha namorada Renata Reis.

Beijamo-nos e nos amamos a noite inteira, ter Claudia em meus braços é maravilhoso, exaustas nos enroscamos e senti a respiração da minha namorada ficar cada vez mais pesada, acarinhando suas costas nuas e sentindo o cheiro dos seus cabelos me permiti relaxar e dormir com um sorriso nos lábios. Definitivamente um dia tenho que agradecer a Juliana por ter sido tão filha da mãe, se não fosse isso jamais teria conhecido Claudia.

Acordei com o despertador do celular procurei a minha namorada pela cama, mas ela já não estava mais ao meu lado, não demorou muito para a porta do quarto abrir e ver Claudia vestindo um blusão entrar com uma bandeja com café da manhã.

- Não era para você ter acordado ainda. – Falou sorrindo e tentando se equilibrar na cama. – Bom dia meu amor. – Beijou meus lábios.

- Bom dia minha ruiva linda. – Sorri toda boba.

- Trouxe café da manhã na cama para você.

- Está me mimando muito amor, assim fico mal acostumada. – Senti minhas bochechas corarem.

- Pode ficar, faço questão de te agradar Rê. Você é minha namorada esqueceu? – Beijou mais uma vez meus lábios.

Tomamos café em um clima gostoso, tomamos banho e nos amamos mais uma vez, como havia ido de moto com Claudia ela me levou até meu escritório, ficamos de nos falar durante o dia para tentar nos encontrar, mas como iria começar um novo trabalho era bem possível que não desse.

Assim que cheguei a meu escritório comecei a me organizar para começar mais uma investigação, hoje em especial estava mais feliz que o normal, estava sentindo que a qualquer momento poderia explodir de tanta felicidade.

Meu caso da vez era um senhor com cerca de 65 anos que estava desconfiando que sua esposa estava o traindo com seu personal traine, um rapaz bonitão com seus 25 anos de idade. Senti vontade de rir, mas me mantive séria, Vanessa iria adorar saber dessa história. Senhor Carlos havia me passado os horários de sua esposa e a marca de seu carro, logo mais as 10:00hrs iria segui-la até a academia. Geralmente conseguia provas no mesmo dia quando a mulher ou marido tinha horários, pois era nas “reuniões” com futuros sócios ou novos fornecedores que essas traições aconteciam.

Estava observando a mansão do Senhor Carlos a certa distancia quando um carro com vidros fumê sai e logo dou partida, era o carro que a Senhora Carmem usa para sair. Ao invés de ir para a academia ela seguiu até um condomínio de classe média onde ficou estacionada por alguns minutos e logo aparece um moreno alto, musculoso, muito bonito e sorridente, estava indo em direção ao carro, tirei algumas fotografias dele entrando no veículo e logo foi dada a partida. Seguimos pela estrada até a cidade vizinha onde entraram em um motel de luxo e eu aguardei do lado de fora, definitivamente a Senhora Carmem é uma senhorinha ativa em seus exercícios, pois passaram cerca de quatro horas dentro do motel e nesse meio tempo troquei poucas mensagens com a Claudia, pois ela estava atendendo. Na volta ela deixou o seu garanhão em casa e seguiu para sua mansão, cerca de quarenta minutos ela sai novamente e vai até o shopping onde faz algumas compras e novamente encontra seu amante e seguem para o cinema. Realmente a Senhora Carmem não tem tanto medo assim de trocar beijos em publico com seu amante, após a sessão de cinema seguiram para uma joalharia e fotografei o bonitão provando vários relógios e correntes. Típico gigolô chega a ser nojento como esses rapazes e moças se submetem serem bancados por senhoras ou senhores de idade, sinceramente seria mais fácil trabalhar e bancar seus próprios luxos e vontades, mas infelizmente muitos querem o caminho mais fácil.

No fim do dia a Senhora Carmem volta para casa e me comunico com o Senhor Carlos, como de costume tive 50% do pagamento e logo após enviar as fotos por e-mail recebi os 50% restante. Pagamento recebido, mais um trabalho concluído, provavelmente mais um casamento acabado e mais um dia finalizado, segui para casa e lá encontrei Vanessa ao telefone, minha amiga estava linda vestida de preto. Vanessa encerra a ligação e me encara.

- Não tem nada para me falar não Renata Reis? – Me encara séria com as mãos na cintura.

- Como assim? – Perguntei confusa.

- As vezes tu merece uns tapas na cara pra deixar de ser cínica. E essa aliança aí no dedo é o que? – Se jogou em cima de mim. – Deixou de ser lenta e pediu a ruiva fofinha em namoro?

- Na verdade ela quem pediu. Após um jantar que ela preparou... Ai Van, ela é perfeita sabia?! – Falei suspirando minha amiga sorriu.

- Estou tão feliz por você minha amiga. Finalmente tem alguém ao seu lado que se preocupa e demonstra gostar de você. – Beijou minha bochecha.

- Também estou feliz e muito. – Encarei Vanessa e vi seus olhos preocupados. – O que houve? Quando cheguei estava séria no telefone.

- Não deveria te contar, mas promete não falar para Claudia? – Perguntou sério e eu concordei.

- Gisele acabou de me ligar falando que o ex dela estava perseguindo e mandando mensagem, ameaçando-a e inconformado porque ela estava beijando uma mulher na boate. Parece que alguém viu e contou para ele. Gisele está um pouco assustada e pediu conselho falei para ela vir para cá para conversamos melhor e ela pediu que eu não comentasse nada porque a Claudia poderia ir tomar satisfações com o James.

- Queria entender o que acontece com esse pessoal que trai e ainda se acha no direito de interferir na vida de quem tanto fez mal.

- Isso também não entendo, mas não vou deixar que esse desgraçado faça algo com a Gi, tomaremos medidas preventivas e vou garantir que ela ficará bem!

- Uau, falando assim você fica tão sexy Van... – Gargalhei.

- Nem vem, você já está namorando. – Rimos. – Claudia onde está?

- Sabe que nem sei, vou mandar uma mensagem para ela, falamos pouco ela estava atendendo hoje o dia todo e ocupada com algumas coisas da pós. Vou tomar banho, quando a Gisele chegar me chama tá? – Beijei sua bochecha e fui para meu quarto.

Tomei banho e escutei meu celular tocar era a Claudia.

- Boa noite meu amor. – Falei sorrindo.

- Boa noite loirinha, esqueceu de mim? – Falou com uma voz manhosa.

- Claro que não baby, cheguei em casa a alguns minutos, hoje o dia foi de investigação de uma velhinha tarada. – Ela riu.

- Como assim?

- O esposo dela me contratou porque estava desconfiando dela com o personal traine e para minha surpresa ela estava de fato traindo o marido com o novinho sarado. – Ela gargalhou.

- Esse seu trabalho é bem interessante amor. – Riu de uma forma tão gostosa que desejei ter ela em meus braços para encher de beijos. - Gostaria de ver você, mas acho que não vai da, estou indo agora na faculdade e só saiu depois das 22:00hrs.

- Porque não vem dormir aqui? Antes de ir para a faculdade você passa aqui pega minhas chaves e vem para cá na volta.

- Então combinado. Em 20 minutos chego aí.

Nos despedimos e desci, encontrei a Vanessa na cozinha mexendo no celular e com um sorriso bobo nos lábios, quando me viu ficou desconfiada e logo puxou assunto.

- Sabe que a Simone já está de malas prontas para ir embora? – Vanessa comenta com cara de paisagem e definitivamente ela está aprontando.

- Então ela vai embora mesmo e você fica no lugar dela? – Abri a geladeira pegando uma cerveja.

- Sim, vou sentir falta da Simone, mas eu estou muito feliz e empolgada. – Ela dava saltinhos e batia as mãos igual uma criança e eu não pude deixar de rir. Não demorou muito e ouvimos a campainha soar, Vanessa correu para abrir e eu fui logo atrás, era Gisele e estava com uma carinha tensa.

- Boa noite meninas. – Falou séria.

- Boa noite cunhada, tudo bem?

- Não muito, estou um pouco nervosa. – Falou enquanto abraçava Vanessa e ficaram um tempo abraçadas e eu observei a cena com curiosidade, percebendo meu olhar Gisele veio em minha direção, Vanessa estava com a porta aberta quando Claudia chegou.

- Vanessa néra hetero néra? – Minha namorada chegou brincando de um jeitinho malicioso e eu vi minha amiga corar... Huuuuuummmm será? – Boa noite maninha, beijou seu rosto e veio em minha direção. – Boa noite amor.

- Boa noite gatinha, aqui – Entreguei as minhas chaves a ela. – Quando sair vem direto para cá?

- Sim, trouxe umas roupas pode guardar para mim se não atraso na aula?! – Beijou minha boca, deu um beijo na bochecha da irmã e depois na Vanessa e saiu correndo, as meninas ficaram me olhando e sorrindo.

- O que? Ela é minha namorada e quero dormir com ela hoje ué. Vamos entrar vocês duas. E quero entender essa brincadeira da Claudia, mas esperem eu ir guardar a mochila da minha princesa mocinhas.

Entrei e fui ao quarto deixar a mochila de Claudia e quando desci saí do quarto e fui para a sala não achei as meninas, assim que passei para a cozinha e olhei para a área da piscina vejo Gisele e Vanessa abraçadas se beijando só consegui falar uma única frase que define qualquer situação.

- PUTA QUE PARIU. - Vanessa e Gisele me olham e começaram a rir.

 

Capitulo 11 por Gee

POV VANESSA

Desde que Renata descobriu a traição de meu ex que ficamos grudadas, Renata já estava ficando com a Juliana, eu nunca tinha ido muito com a cara dela, mas via minha amiga feliz. Lembro-me de quando a tia Marta faleceu a Juliana mal ficava com ela e quando ficava passava mais tempo dormindo ou mexendo no celular do que dando atenção e apoio a Renata. Ela ficou devastada e várias noites me ligava chorando. Depois de alguns meses ela já estava mais conformada, porém não queria mais viver na casa em que cresceu, Juliana contestou, mas mesmo assim Renata saiu de lá e passou uns dias comigo na casa de meus pais até encontrar um apartamento. Eu nunca entendi o porquê Juliana não ficava muito tempo perto quando eu estava, mas isso não me importava também detestava ter que respirar o mesmo ar que ela.

Vi minha amiga crescer profissionalmente e sua noiva não fazer questão de estar perto sempre com desculpas para não passar um final de semana com ela o que eu não conseguia entender porque todas as meninas que conhecia davam um rim pra ficar com Renata, mas ela estava cega de amor pela Juliana. Juro que meu maior prazer foi quando aquela puta chegou em meu apartamento falando que Renata tinha a visto com um cara, não sei se por inocência ou desespero ela me confessou mas eu voei para cima dela e só soltei porque ela conseguiu me empurrar e saiu correndo, não pensei duas vezes, peguei meu carro e fui para o apartamento dela, liguei para seus celulares, fui para a casa da mãe dela e por fim cheguei em seu escritório, vi minha amiga devastada pela segunda vez e o ódio por Juliana me consumiu. O amor que sinto por Renata é como o de uma irmã e eu sei que ela faria a mesma coisa por mim porque na época soube que ela havia quebrado o nariz do Gustavo e ameaçado ele caso sonhasse em me procurar de novo, disse que matava ele de uma forma que ninguém imaginaria que fosse ela, que por ser filha de médica conhecia vários medicamentos que daria cabo da vida dele em horas. Vindo de Renata é assustador e engraçado a mulher não consegue nem matar uma barata.

Minha amiga soluçava em meus braços a dor de sentir falta da mãe, da traição da mulher que ela achou que a amava, eu chorei junto com ela e prometi que cuidaria dela ainda mais, não queria mais vê-la sofrer assim. No dia seguinte acordei com uma vontade ir ao banheiro, mas ouvi o chuveiro ligado, éramos como irmãs e entrei mesmo assim, vi minha amiga nua de costas com a cabeça encostada na parede né por nada não, mas a bicha tem uma bunda de dá inveja, se não visse só como irmã dava linda pra ela. Abaixei minhas calças e fiz xixi olhando para ela e pensando em como ela é forte por conseguir superar tantas coisas, ela vira com uma cara assustada e séria.

- Vanessa eu te amo, mas aí é demais.

- Cala a boca, já te vi pelada inúmeras vezes. – Comecei a rir e fui procurar uma roupa da Renata para vestir depois do banho.

- As vezes você é estranha. – Falou mais alto rindo.

- Sai logo daí, também quero tomar banho! – Falei para que terminasse logo.

Assim que ela saiu eu só tive tempo de entrar e tirar a roupa que ouvi a voz da puta Juliana, juro que não vi mais nada em minha frente, tive vontade de mata-la. Consegui coloca-la em seu lugar e voltei para o banho, nos organizamos e fomos para meu apartamento, lá convenci a Rê mandar mensagem para uma tal de Claudia que havia conhecido e ajudado a tirar fotos da ex. Deitei para dormir um pouco para podermos sair a noite pois faria minha amiga se distrair e tentar arrumar alguém para me divertir quando ela me abraça e fala que iriamos sair com a Claudia e um amigo dela e eu óbvio me animei. Assim que a Renata foi buscar algumas roupas ela demorou um pouco para voltar e já chegou agitada falando que os meninos viriam antes para um esquente e me adiantou que o Marcelo era lindo e claro que arrumei pra matar.

Por volta das 20:00hrs eles chegaram e eu fui atender a porta, confesso que fiquei surpresa não só com a beleza de Marcelo mas também com a da Claudia, uma ruivinha linda e claro que empurraria minha amiga para ela. Servi a bebida aos meninos e logo minha amiga aparece linda, os olhos da ruivinha brilharam ao vê-la e minha amiga secou a Claudia, mas logo disfarçou.

Marcelo começou a puxar assunto, estava de passagem no Brasil e que provavelmente logo estaria retornando a Nova York, comentou que não namorava a alguns anos pois sua noiva havia falecido e ele ainda não estava preparado para encarar uma nova relação, contei da traição do Gustavo e logo percebi que seria algo casual e iria aproveitar, estava na seca e o cara é lindo, não me julguem. A noite estava maravilhosa até que vejo a Renata vindo em minha direção feito bala e logo atrás a Juliana, não pensei duas vezes voei pra cima dela e senti Marcelo me segurando a cintura, logo atrás estava Claudia que olhou Juliana com uma cara de poucos amigos e passou por nós avisando que iria levar Renata para sua casa para conversarem sério. Ali a ruivinha ganhou pontos comigo, Marcelo saiu me puxando para fora e seguimos para meu apartamento, expliquei a ele a situação durante o caminho e ele ficou bravo, não entendi muito bem o porquê de tanta irritação, mas ele é um homem sensível e relevei.

Passamos a noite juntos, foi bom, foi gostoso, mas sabe quando você fica com a sensação de que falta algo? Então, ali decidi que não queria mais ir para cama sem ter sentimentos. No dia seguinte conversamos muito e meio que acordamos ficar apenas na amizade e se pintasse o clima a gente ficaria. Passamos a noite no apartamento de Claudia e ver minha amiga e a ruivinha juntas senti um pouquinho de inveja, mas juro que foi do bem. Sabia que logo minha amiga iria se livrar de vez da embuste da Juliana e isso me deixou tranquila.

Renata me contou que Juliana era ficante da Claudia, que é irmã da Senhora Mistério que era esposa do amante de Juliana, eu fiquei besta de como ela consegue ser tão piranha. A parte boa é que Renata estava evitando completamente a Juliana e mais próxima da ruivinha fofinha. Estava saindo muito com Marcelo, mas era só na amizade, gostava de conversar com ele, sempre muito divertido e agradável, e em uma dessas saídas fomos a casa da irmã de Claudia, a Gisele que estava triste pela traição e ela e Claudia estavam fazendo uma escala para não deixa-la sozinha.

Assim que chegamos a casa dela uma ruiva de mais ou menos 1,70m, com um corpo escultural abre a porta e ali eu percebi que havia conhecido a minha perdição. Eu não consegui não olhar e analisar aquela mulher, de fato ela era muito parecida com Claudia, mas para mim ela é ainda mais linda e quando me olhou sorriu, um sorriso lindo, porém com um olhar triste, não ouvia e nem via mais nada só aquela mulher linda em minha frente que me encarava e sorria.

Cumprimentamo-nos com dois beijinhos e eu senti seu cheiro, o calor de sua pele, meu coração disparou e eu fiquei sem jeito, nunca havia sentido isso antes ou sequer havia ficado tão sem jeito na presença de alguém Marcelo olhou para nós e sorriu. Passamos a tarde conversando e a cada risada que ela dava eu me encantava, estava confusa com todas essas sensações, eu pedi para ir ao banheiro, lavei meu rosto, respirei fundo e tentei colocar em minha cabeça que só estava admirando a Gisele, afinal a mulher é de uma beleza rara. Voltei para a sala e logo engatamos uma conversa animada e logo descobríamos coisas em comum. Marcelo apenas sorria e bebia sua cerveja observando nossa interação.

Durante alguns dias da semana fui surpreendia por alguns telefonemas de Gisele que me convidou para almoçar e passar a tarde conversando e óbvio que aceitei, estava com a consciência pesada por deixar Renata arrumando a casa sozinha e ainda mais porque Claudia estava na correria a cada momento que passava com Gisele mais percebia o quanto ela era linda por dentro e por fora, estava encantada sim, mas não poderia me aproximar demais, certeza que uma mulher dessas jamais iria querer algo comigo. Duas semanas se passaram e nós cinco combinamos de irmos para casa beber e ir a um barzinho com Gisele para ela curtir um pouco e quem sabe conhecer alguém. Pensar nisso me deixava com um certo incomodo que se agravou quando Simone chegou e demonstrou claramente seu interesse por Gisele que correspondia mas ainda me olhava.

Minha surpresa foi maior quando na boate ela quem puxou a delegada e beijou-a eu fiquei parada olhando a cena e senti tesão e incomodo ao mesmo tempo, Simone é uma mulher linda, já havíamos tido uma noite de aventuras mas não passou disso e vê-la com Gisele me fez sentir emoções novas que não sei definir. Nunca havia contado a Renata essa noitada com Simone ou com outras garotas que conheci, mas acho que ela desconfia ou não, Rê sempre foi lentinha para perceber as coisas ao seu redor. Minha surpresa foi maior quando o convite do final de semana se estendeu a Simone, adoro a Simone, mas não queria ela perto de Gisele, Ok, eu a convenci a sair, mas não achei que a toda poderosa Gisele fosse realmente ficar com alguém e esse alguém foi a pegadora da Simone e eu não queria vê-la se agarrando com a delegada o final de semana inteiro, mas com que direito iria falar isso? A solução foi lacrar minha boca e aguentar.

Quase enfartei quando no dia seguinte na fazenda Gisele me aparece de biquíni, essa mulher deveria ser considerada uma deusa de tão linda e perfeita, dei graças a Deus por estar de óculos, Marcelo começou a rir e me abraçou.

- Está interessada na minha amiga não é? – Travei meu corpo e quando ia falar alguma coisa ele continua. – Está tudo bem, percebi a troca de olhares, logo vou embora e ela vai precisar de companhia.

Abracei Marcelo forte, ele realmente é um cara maravilhoso, sentia meu corpo quente depois de ver aquela mulher de biquíni e decidi da um mergulho para esfriar os ânimos e assim que tirei minha saída de banho e olhei em sua direção ela me encarava e logo mergulhei. Precisava tirar ela da cabeça, Simone estava afim dela e eu não podia furar o olho da minha amiga. Da mesma forma que foi ótimo o final de semana com todos na fazenda também foi torturante ver Gisele tão próxima de Simone, Marcelo sempre me falava que ela estava apenas curtindo e não levaria Simone a sério mas eu desconversava não queria aprofundar esse assunto com ele e nem com ninguém, eu sempre fui atrás quando me interessava por alguém seja homem ou mulher se ficava afim ia a luta, mas com Gisele era diferente ela me deixa tímida só com um olhar e quando sorri me derreto toda. Quando estávamos no lago Simone comenta que não havia feito amor com Gisele, e a moça disse que não queria nada sério e pela primeira vez vi uma mulher da um fora em Simone, que logo falou que era melhor assim pois estava voltando para sua terra natal. Confesso que fiquei aliviada e ao mesmo tempo brava, já que não fez nada demais pra que porra chamou a delegada? Poderia muito bem ter minha companhia o final de semana, Marcelo já sabia que eu estava arriadinha por ela. E mais, eu não ia ligar de passar o protetor solar nas costas dessa mulher ou ouvi-la contar algumas histórias de sua vida, quanto mais soubesse dela melhor, iria amar ter sua atenção só para mim. Sim, estou surtando por saber que ela nunca vai querer nada comigo.

Assim que voltamos para cidade e deixamos Marcelo e Simone em casa, fiquei nervosa, pois Gisele iria dormir em casa conosco. Não sei explicar o que estava acontecendo comigo, mas minha vontade era ficar longe e ao mesmo tempo perto dela, eu não podia me apaixonar por Gisele, uma mulher como ela jamais se interessaria por mim. No carro sentir seu perfume era torturante, minha vontade de agarra-la estava grande e ela ainda sentou bem perto de mim, assim que chegamos saltei do carro e corri para dentro de casa, Renatinha pediu que fizesse o pedido do nosso jantar e fui para meu quarto, logo Renata entra em meu banheiro para tomar banho e fico imaginando como seria maravilhoso ficar com Gisele e ela com Claudia, acho que nos divertiríamos muito. Renata sai e repara em minha melancolia, sentia vontade de falar para ela o que estava sentindo, de contar que estava interessada na Gisele que foi quase amor a primeira vista, mas ainda não era o momento. Assim que tomei banho fui para a sala e Claudia estava lá escolhendo algum filme.

- Então a Simone vai mesmo embora? – Perguntou me olhando.

- Pelo que tudo indica vai sim, está só esperando o resultado do concurso sair e se eu passar ela irá me indicar. Gisele já sabe?

- Já sim, mas não é por ela que minha irmã está interessada. – Sorriu.

- E... – A campainha toca e Claudia levanta para ir buscar nosso jantar e não tive tempo de perguntar por quem a Gisele estava interessada, tratei de chamar Gisele e Renata para comermos e assistir, deixaria isso de lado pelo menos agora.

O clima entre Claudia e Renata era explícito, estavam abraçadinhas trocando carinhos, concentradas em um mundo só delas.

- Acha que vai demorar muito para elas começarem a namorar sério? – Senti minha pele arrepiar quando ouvi a voz de Gisele tão próxima de meu ouvido, ela estava sentada atrás de mim, mas não imaginei que fosse tão próxima.

 - Do jeito que Renata é lerda acho que vai demorar um pouco a não ser que Claudia tome a iniciativa. – Falei olhando aqueles olhos verdes.

- Posso deitar a cabeça em seu colo? – Perguntou me surpreendendo e eu apenas concordei sem falar nada, ela sorriu e se acomodou eu olhei para a televisão, mas sentia seus olhos em mim. – Como está ao saber que o Marcelo vai embora?

- Normal, desde o começo eu já sabia que ele iria embora. Ele ainda ama a namorada e não se sente bem aqui no Brasil. Estávamos nos curtindo, mas aí conheci alguém e... – Percebi que havia falado demais e quando parei ela levantou e me olhou nos olhos.

- Conheceu alguém e? – Me olhou com a sobrancelha arqueada e eu juro que me segurei muito para não beijar aquela mulher.

- Enfim, deixa quieto. – Sorri tímida e vi seus olhos indo para meus lábios.

- Achei que teria você como companheira de baladas já que estamos as duas solteiras.

- E me terá. Não tenho a menor chance com ela. – Estava extremamente tímida com essa mulher, não conseguia entender como ela fazia isso comigo.

- Ela? Está interessada em uma mulher? Não é hetero? – Arqueou de novo a sobrancelha e dessa vez involuntariamente acariciei seu rosto e a vi fechar os olhos, olhei para o lado e vi Claudia e Renata dormindo abraçadas.

- Acho melhor a gente dormir, amanha retorno ao trabalho. – Vi aqueles olhos verdes intensos me fitarem e eu sorri.

Me ajeitei no colchão e Gisele como um anjinho malvado se acomodou bem próxima e eu sentia seu olhar queimar minha pele.

- Se ficar me olhando não vou conseguir dormir. – Falei olhando para ela e vi seu rosto corar e como se fosse possível ficou ainda mais linda.

- Estou tentando não te olhar desde que te conheci. – Falou e se aproximou mais do meu rosto e meu coração disparou. – Desde que coloquei meus olhos em você eu quis te beijar.

- Gi... – Antes que eu pudesse falar algo senti seus lábios nos meus e juro por Deus meu corpo inteiro tremeu, meu coração disparou e se não estivesse deitada teria caído com toda certeza. A língua de Gisele invadiu minha boca e começou a me explorar, senti suas mãos em minha barriga e aos poucos aquela mulher linda veio subindo em cima de mim, fui me afastando lentamente. – Gisele, melhor pararmos. – Falei ainda sem folego não podia me entregar assim, mesmo querendo precisava ouvir a razão e se eu fosse mais uma como a Simone foi para ela? Não mesmo, não iria ser só uma ficante qualquer.

- Por quê? É a tal mulher que você conheceu? Gosta dela? Pretende ficar com ela? – Porque ela tem essa mania de me bombardear de perguntas? Olhou-me triste eu respirei fundo e decidi falar.

- Essa mulher mexe muito comigo de uma forma diferente. Desde que a vi ela me causa novas emoções e sensações, mas eu achava que ela nunca olharia para mim, então ela vem e me beija e toda a minha teoria de que jamais ficaria com ela vai por agua abaixo. – Vi os olhos verdes da Gisele me fitarem brilhantes e um sorriso se formar em seus deliciosos lábios. – Mas não quero ser mais uma em sua vida Gisele.

- E porque acha que eu não me interessaria por você? – Chegou mais perto de mim e me abraçou. – Porque acha que irei te tratar como mais uma?

- Porque primeiro achei que fosse hetero, depois que estava interessada na Simone e aí a Simone me diz que você dispensou ela. – Acariciei seu rosto.

- Saiba que assim que abri a porta e te olhei me senti atraída, a primeira noite fiquei sem dormir, pois minha consciência pesou porque você estava com o Celo e sem contar que eu também achei que você era hetero.

- Aposto que foi Renata quem falou, tive algumas histórias com mulheres, mas nada demais, Marcelo percebeu meu interesse por você, dede o dia que fomos a sua casa, mudava de assunto sempre que ele tentava falar de você.

- E como vai ser agora? – Me deu um selinho. – Vai só ficar comigo por uma noite ou vai me dar uma chance?

- Como assim? – Perguntei confusa. – Você quer alguma coisa séria comigo?

- Estou tão afim de você tanto quanto sei que está por mim. Quero me aproximar mais de você e não adianta tentar fugir porque minha irmã já estará namorando com sua melhor amiga e eu farei questão de estar aqui sempre para te ver.

- Não quero fugir Gisele. – Falei olhando nos olhos dela e acarinhando seu rosto. – Mas sei que acabou de sair de um casamento e...

- Shiii... Isso não quer dizer nada. Se tivesse te conhecido ainda casada com James tenho certeza que ainda sim teria me interessado e seria pior porque me sentiria mal, então graças a Deus que ele me traiu e você entrou em minha vida.

Sorrimos uma para outra e voltamos a nos beijar, e trocar carinhos, acabamos dormindo abraçadas, estava me sentindo segura nos braços de Gisele, seu perfume, seu calor, tudo me deixava relaxada e feliz. Acordei com o barulho do despertador desconhecido abri os olhos e encontrei um par de olhos verdes me encarando.

- Bom dia Vanessa. – Sorriu e eu não falei nada apenas beijei seus lábios era um sonho acordar ao lado dela.

- PUTA QUE PARIU. – Ouvi o grito de Claudia e me assustei.

- Para de escândalo Cau. – Gisele fala rindo.

- Vocês estão se pegando? Sério? Desde quando? – Pulou em cima da gente e Gisele olhou para Renata que estava quase morta dormindo, nunca vi ter sono tão pesado igual essa mulher.

- Você e a Rê estão se pegando? – Gisele pergunta olhando para a irmã que ficou corada.

- Não, estamos ficando e nos conhecendo. – Respondeu Claudia tímida.

- Então, Vanessa e eu estamos do mesmo jeito, porém nos entendemos ontem enquanto vocês duas estavam dormindo. – Falou beijando minha testa.

Logo meu celular tocou era Simone e senti minha face corar, ela pediu que eu me apresentasse o mais rápido possível, o resultado do concurso havia saído e ela estava me esperando. Saltei do colchão feliz e me joguei em cima das meninas de novo saí falando que precisava ir trabalhar porque havia saído o resultado do concurso. Preparei o café das meninas beijei Gisele e combinamos de nos falar a noite. Corri para a delegacia e lá recebi a notícia que iria assumir o posto de delegada porque Simone estava sendo transferida em no máximo quatro dias, estava duplamente feliz. A noite estava esperando a Gisele para comemorar o resultado do concurso quando Claudia e Renata chegaram, contei as novidades e minha amiga louca se joga em cima de mim, logo depois de dispensar uma comemoração foi no quarto pegar umas roupas, iria dormir na casa de Claudia, segundos após ela ir Marcelo chega para se despedir da gente, estaria indo para Nova York na madrugada. Depois das despedidas e das lágrimas tristes da ruivinha fofa da Renata, fiquei sozinha com Gisele, ela me olhava sorrindo e me beijou de um jeito tão gostoso que eu só conseguia me concentrar nesse momento.

Passamos a noite conversando e nos conhecendo, trocamos beijos e afagos, quando as coisas começavam a esquentar eu parava e enchia seu rosto de beijinhos, Gisele gargalhava de uma forma gostosa, me sentia uma adolescente de novo. Por volta das 22:00hrs ela se despediu e foi embora mas me mandou uma mensagem falando que havia chegado. Na manhã seguinte já estava na delegacia quando ela me liga para dar bom dia e pergunta se poderia passar a noite comigo para assistirmos algo e namorar um pouco e eu toda derretida concordei. No fim do meu expediente segui para casa e assim que cheguei meu celular toca e era minha ruiva tentação, ela me falou que havia recebido algumas mensagens do James falando que ele não aceitava o fato dela esta ficando com uma mulher e que iria acabar com essa palhaçada por bem ou por mal. A raiva me consumiu eu jamais iria permitir que aquele filho de uma puta machucasse a minha garota. Ainda no meio da nossa conversa quando consegui acalma-la Renatinha chega e de longe vejo a aliança no dedo dela e falei para Gisele que estava esperando.

Assim que desliguei descobri que minha amiga continua lerda e foi a ruivinha fofinha quem pediu ela em namoro fiquei muito feliz por isso, não demoramos conversando muito pois ela foi ligar para Claudia, passados alguns minutos ela desce e me flagra trocando mensagens com Gisele que já estava estacionando na rua de casa, sinceramente eu estava arriadinha por essa mulher, assim que a campainha toca saio correndo para ver a minha beldade e antes que pudesse abraça-la Renatinha vem ao nosso encontro e logo Claudia apareceu para pegar a chave iria dormir lá em casa.

Segui com Gisele para a área da piscina queria muito beija-la, precisava mostrar que estava ao lado dela e não iria permitir que o James fizesse mal algum. No dia seguinte ela iria prestar queixa dele e eu faria questão de deixar um agente durante alguns dias com ela para evitar que ele tentasse algo contra ela. Estava tão envolvida no beijo de Gisele, estava tão gostoso suas mãos apertando minha cintura até que a empata momento da Renata chega fazendo escândalo.

- PUTA QUE PARIU. – Ficou nos olhando com a boca aberta, mas logo continuou. – EU SABIA QUE VOCÊS IRIAM ACABAR FICANDO JUNTAS, TINHA CERTEZA QUE NÃO ESTAVA ERRADA QUANDO PERCEBI A TROCA DE OLHARES. – Começou a pular e rir.

 

Notas finais:

Ola meninas, peço perdão pelo meu sumisso. Essa semana foi bem pesada no meu trabalho. Postarei dois capítulos hoje para não deixar vcs na mão!

 

Beijos, beijos

 

Gee

Capitulo 12 por Gee

- PUTA QUE PARIU. –Só fiz tomar folego pra voltar a gritar de novo. – EU SABIA QUE VOCÊS IRIAM ACABAR FICANDO JUNTAS, TINHA CERTEZA QUE NÃO ESTAVA ERRADA QUANDO PERCEBI A TROCA DE OLHARES. – Estava eufórica e fui até elas.

- Para perceber as coisas fora a senhora não é lerda não é Reis? – Vanessa fala rindo.

- Claro, sou detetive particular tenho que perceber as coisas ué. Desde quando? Aliás, desde que horas? Porque no final de semana Gisele estava com Simone.

- Desde ontem, não podia mais deixar sua amiga escapar, desde que ela foi em casa com Celo eu não consegui não olhar para ela e desejar beija-la. – Gisele fala acariciando o rosto de Vanessa e beija seus lábios e eu parecia aquelas senhorinhas suspirando assistindo a novela das oito.

- Não te contei Rê porque eu estava tentando entender e hoje mal nos falamos, iria conversar com você, mas aí aconteceu o lance do ex babaca da Gisele. – Vanessa fala séria.

- O que vão fazer? O James está te perseguindo? Posso falar com um amigo bem influente da política, aquele do BDSM para dar um susto nele, garanto que o maior medo dele deve ser ir a falência. – James e Gisele se conheceram no trabalho, por ser arquiteta ela contratou a empresa de construção do James que na época estava começando, hoje ele só tem o que tem por conta da influencia de minha cunhada e da família Vilela.

- Como sabe dos negócios dele? – Gisele pergunta séria. – Afinal geralmente é o meu nome que vai na frente de todos os projetos.

- Esqueceu que ela é detetive Senhora Gisele? Minha amiga é a melhor, deve saber tudo de você também inclusive. – Vanessa fala vindo para meu lado e encara a Gisele que fica corada.

- Inclusive irei saber tudo o que rolou em sua despedida de solteira. – Falei cruzando os braços e Gisele caiu na gargalhada.

- Conversei com Vanessa, irei fazer um B.O e quero ver se ele continuará com essas ameaças caso continue irei vazar para a mídia e acabo com a empresa dele.

- Uau estou cercada de mulheres poderosas – Minha linda namorada chega de surpresa e por sua carinha não gostou nada do que ouviu. – Agora Gisele me explique essa história de ameaças.

- Não era para estar na faculdade mocinha? – Gisele fala tentando brincar, mas minha ruiva estava com uma expressão séria.

- Não sou criança Gisele, e fui informada no meio do caminho que não teria aula e voltei para cá. E desde quando esse imbecil está ameaçando você?

 - Desde hoje Cau, calma. Estou com uma delegada e sei que ela vai me proteger e sem contar que minha cunhada tem amigos influentes e ainda sou uma Vilela, portanto estou segura. Só fiquei aflita no começo, mas agora estou mais calma.

- Independente de qualquer coisa sou sua irmã, tenho certeza que também sou sua melhor amiga tenho o direito de saber de tudo de sua vida Gisele. – Claudia estava bem chateada.

Minha cunhada caminhou até a irmã e abraçou, beijou sua testa e Vanessa e eu decidimos deixar as duas irmãs conversarem. Saí de mãos dadas com Vanessa, fomos para a cozinha preparar algo para comer.

- Porque não contou antes? Poderia te ajudar a entender seus conflitos. – Falei abraçando minha amiga.

- O único conflito que tinha é por achar que não tinha chances com a Gi, sabia que também gostava de meninas desde que fiquei com Simone. – Eu parei e olhei para ela.

- VOCÊ PEGOU A SIMONE? – Recebi um tapa dela. – AIII, grossa.

- Cala a boca, Gisele não sabe disso. Foi só uma noite, nada mais.

- Quanta coisa mais me esconde? Estou de cara com você! Mui amiga. – Saí andando com raiva.

- Ahh loirinha nem vem, achei que tinha desconfiado no dia que falei que a Simone dormiu em casa.

- Claro, porque a gente também transou todas as vezes que dormimos juntas.

- Desculpa vou te contar tudo a partir de agora. – Falou me abraçando.

- Pode começar a contar essa história da Simone agora Senhorita Vanessa. – Gisele fala com uma cara de poucos amigos.

- Relaxa maninha, rebuceteio é normal no nosso mundo. – Comecei a gargalhar com Claudia e Vanessa, mas minha amiga logo parou ao ver a cara de poucos amigos da Gisele.

- Gi, foi bem antes de sonhar em conhecer você. Simone havia acabo de ser transferida de cara nos demos bem e aí decidimos sair para ela conhecer a cidade, bebemos um pouco a mais, levei ela para meu antigo apartamento e aí rolou. – Falou abraçando minha cunhada.

- Sabia que tinha rolado alguma coisa entre vocês a cara de pau da Simone deixou algo no ar quando você entrou na piscina, aquela tarada só faltou te comer com os olhos. – Fez uma carinha zangada que eu não aguentei e comecei a rir.

- É, mas não era em minha boca que ela estava beijando esse final de semana. Passado é passado, só vivemos uma noite e nada mais. Simone não se apega a ninguém, talvez até tenha um amor na cidade dela. – Minha amiga abraça Gisele e começa a encher ela de beijinhos, confesso que estou passada não que Vanessa não seja carinhosa, mas é que fazia anos que eu não via ela demonstrar afeto com ninguém além de mim.

- Juro que eu deveria era ter te arrastado com a gente ao invés do Celo... Vocês estão mais melosas que eu e Renata. – Claudia fala rindo.

- Não enche Cau. – Gisele falou rindo.

Eu realmente estava feliz, não só por mim e Claudia, mas também por Vanessa e Gisele, eu nunca imaginei que a Vanessa tinha ficado com Simone e mais ainda se sentisse atraída por mulheres também, ainda iria tirar essa história a limpo, mas quando estivéssemos sozinhas pelo que percebi Gisele é muito ciumenta.

Acabamos pedindo pizza para jantar logo após comermos, Vanessa foi com Gisele para o apartamento dela e eu e Claudia ficamos com a casa só para nós duas. Fomos para meu quarto e enquanto Claudia foi tomar banho fiquei checando alguns e-mails e selecionando alguns trabalhos, não demorou muito até minha namorada aparecer no quarto apenas de toalha e logo minha atenção foi para ela. Claudia ficou de costas para mim procurando algo em sua mochila que logo descobri ser um hidratante, logo após achar virou para mim sorriu e colocou a perna direita em cima da cama e começou a passar o hidratante em sua deliciosa perna torneada, eu não queria e nem tentei disfarçar meu olhar, estou começando achar que ela fez de propósito. Após finalizar a perna direita ela foi para a esquerda e eu apenas desliguei meu notebook, coloquei no criado mudo ao meu lado e continuei apreciando a imagem de Claudia se hidratando, internamente estava torcendo para ela subir mais um pouco as mãos para que eu visse mais um pedacinho de sua pele, logo ela deixa a toalha cair no chão, minha pele arrepiou, senti meus batimentos cardíacos acelerados, a visão de seu corpo nu me deixou com água na boca, lentamente ela começou a passar o hidratante em sua barriga, seios, pescoço e quando olhei em seu rosto vi um sorriso safado formado em seus lábios.

- Pode passar em minhas costas e braços amor? – Óbvio que não neguei, peguei o frasco do hidratante de suas mãos, o cheiro que vinha de sua pele era delicioso, virei-a de costas para mim e lentamente comecei a passar o hidrante, primeiro em seus pescoço, logo vi sua pele arrepiar, desci minhas mãos lentamente aproveitando para conhecer cada pedacinho de suas costas, cheguei em seu quadril e apertei de leve, ouvi um gemido baixo da minha namorada e não aguentando mais enrolei seus cabelos vermelhos em minha mão esquerda e puxei um pouco, beijei e mordi seu pescoço e escorreguei minha mão direita até seu sexo, Claudia levou sua mão até minha nuca e puxou meus cabelos de leve, mordi o lóbulo de sua orelha.

- Abre as pernas para mim abre amor?! – Sussurrei em seu ouvido e logo fui atendida e pude sentir sua excitação. – Que delícia amor, toda molhadinha para mim. – Deslizei meus dedos por seu sexo sentindo sua carne quente e seu grelinho inchado. – Coloca uma perna em cima da cama vai?! – Minha ruivinha atendeu meu pedido e com a perna apoiada na cama ficou toda exposta para mim.

- Não me torture meu amor, preciso de você dentro de mim. – Falou gemendo e o meu tesão chegou ao auge, numa forma desesperada de aliviar mordi seu pescoço e logo a penetrei com meus dedos. – O gemido da minha amada saiu alto, sua pele arrepiada e seu rebolado em meus dedos me deixou em frenesi, poderia gozar a qualquer momento. Meus dedos entravam e saiam de seu sexo com facilidade, estava tão molhada que fiquei com a boca salivando.

- Senta na cama de pernas abertas para mim, preciso sentir seu sabor de novo. – Pedi sussurrando em seu ouvido e minha atitude causou um tremor em seu corpo, como uma boa garota que ela é, sentou me olhando mordendo o lábio inferior abriu as pernas e me chamou com o dedo indicador. Tomada pela luxuria, ajoelhei a sua frente e avancei em seus lábios, beijei-a com todo meu desejo, Claudia mordia e chupava minha língua, gemia e me apertava, arranhava, passei a beijar sua mandíbula, pescoço, mordi de leve o biquinho de seu seio esquerdo, desci para sua barriga até ficar frente a frente com seu sexo, não fiz cerimonia abocanhei sua fenda, passando minha língua bem devagar, sentindo seu gosto, sua temperatura e a textura de sua carne deliciosa, como resposta Claudia soltou um urro alto e a pressão que já estava incomoda em meu ventre me fez estremece, minha calcinha estava completamente molhada e para piorar, aliás, melhorar a situação, minha namorada puxa meu cabelo e vai me guiando, controlando a situação.

- Isso amor... Que boca gostosa, chupa assim, tá bem gostoso vai. - Olhei em seus olhos e vi desejo neles, penetrei minha língua e senti-a tremer, seus gemidos aumentaram de acordo com que entrava e saia de dentro dela, a senti puxando meus cabelos cada vez mais e ao invés de sentir dor senti prazer, queria mais dela, queria deixa-la sem forças e rouca, penetrei dois dedos em sua boceta deliciosa e chupei seu grelinho mais forte, a minha ruivinha soltou um palavrão e logo se desmanchou para mim não esperei ela se recompor, meu corpo estava desejoso, meu sexo pingando de excitação, agradeci por estar apenas de blusão e calcinha, arranquei tudo e me encaixei entre suas pernas o sorriso de Claudia só me deixou ainda mais excitada, segurei seu pescoço apertando de leve com a mão direita e com a esquerda puxei seus cabelos mais forte, ela mordeu o lábio inferior e me beijou, aumentou seu rebolado e passou a arranhar minhas costas que com certeza ficaria marcada mas eu não estava nem aí, a dor junto ao prazer é deliciosa, sentia meu sexo deslizando no dela, nós duas desesperadas por mais contanto, gemidos misturados, o barulho que saia dos nossos sexos tudo influenciou para o orgasmo intenso que eu tive... Meu corpo tremia, perdi as forças e me joguei em cima de Claudia, ouvia seu coração tão acelerado quanto o meu, ela me abraçou forte e sussurrou baixinho.

- Eu te amo Renata.

 

Notas finais:

Atrasada mas divida paga! Me desculpem de verdade meninas!

 

Beijos, beijos

 

Gee

Capitulo 13 por Gee

POV Claudia

Após Luana ir embora eu me senti usada, eu sabia que ela não me amava, mas me apeguei ao pensamento que poderia conquistar seu amor. Não ouvia meus pais, minha irmã e nem o Marcelo que já havia me mostrado uma foto de Luana com outra mulher e foi justamente por essa mulher que ela me deixou e foi embora para Argentina, eu sofri muito e quando conheci Juliana achei que estava tendo uma nova chance, apesar de deixar claro para ela que no momento não queria nada sério eu estava apenas com ela, nunca fui de sair ficando com todas, gosto de exclusividade. Sim, sabia que ela se envolvia com outras, mas como nós não namorávamos nunca cobrei e mesmo Gisele falando que ela não prestava eu deixava passar, mas o que mais me incomodou foi quando vi a foto de uma loirinha linda, de imediato senti uma atração por ela e saber que era a ex da Juliana me deixou com uma pulga atrás da orelha, quem em sã consciência tem a foto da ex no contato? Minha surpresa foi quando fui preparada para acabar com a farsa dela e descobri que a bonita da Juliana estava com três pessoas, já conheci muita mulher biscate, mas ela conseguiu o prêmio de puta do século.

Quando Renata se aproximou de mim a doçura de sua voz, a dor estampada em seus olhos me fizeram sentir uma vontade enorme de pegar aquela mulher linda no colo e cuidar dela, sem pensar muito peguei seu celular e salvei meu número e aproveitei para ligar para o meu e quando ela me respondeu eu não consegui conter a euforia era como se eu fosse uma adolescente flertando pela primeira vez, tratei logo de convida-la para sair comigo e Marcelo, estava eufórica e logo fui no mercado comprar bebidas com Celo e minha surpresa ao ver aquela linda mulher dançando e cantando, admito que ela canta muito mal mas o que me chamou atenção foi o jeitinho que ela dançava, comecei a imaginar algumas coisas libidinosas com essa loira, marcamos de ir ao apartamento de sua amiga para um esquente e já adorei a ideia de passar mais tempo com ela, estava ansiosa, queria saber mais dessa mulher que a Juliana deixou escapar. Quando finalmente chegamos ao prédio da amiga dela morava sentia como se meu coração fosse uma escola de samba e assim que ela abre a porta fiquei impressionada com a beleza de Vanessa, uma mulher alta, muito cheirosa morena com pele branca, olhos castanhos escuros, uma mulher muito linda e me peguei imaginando se elas já haviam tido algum tipo de envolvimento, fui tirada dos meus pensamentos quando Renata aparece linda com as pernas a mostra e um decote que eu lutei muito para não ficar olhando. O charme e o jeitinho meigo dela me deixaram encantada, fiquei louca para beija-la desde que havia colocado meus olhos nela no mercado, quando ela me contou o lance da Juliana eu senti raiva e sabia que tinha que falar a verdade para ela, mas não seria aquele momento, queria curtir a noite ao lado dela.

Assim que chegamos à boate uma louca dada puxou a minha loirinha e tentou beija-la não contei conversa, puxei Renata mesmo e se aquela morena fosse criar caso lhe dava uns três tapas pra deixar de ser assanhada. Depois que minha ficha caiu que ela não era nada minha me desculpei e o jeito que ela me puxou me fez arrepiar, o cheiro dela, a respiração dela em meu ouvido, o movimento do seu corpo no meu estavam me deixando louca, em determinado momento conversamos e eu achei que beijaria aquela mulher linda, mas me controlei, sabia que teria uma conversa com ela e isso me impediu, não sabia como ela reagiria e provavelmente iria querer não falar mais comigo então queria aproveitar esses momentos nos braços dela e assim fiz. Fui ao banheiro para manter os nervos no lugar porque sinceramente estava difícil todo aquele contato com essa loira que estava me fazendo perder a razão e assim que volto vejo o Marcelo segurando Vanessa que quase ataca a embuste da Juliana e vi que a Rê não estava, passei por eles avisando que a levaria para casa e fui atrás da loirinha achando quase na saída, segui com ela de táxi até em casa e ela nada falava seu olhar triste me partiu o coração, decidi que seria hora de contar tudo para ela e assim fiz, para minha surpresa ela não quis ir embora e ainda falou que queria dançar, coloquei umas musicas lentas para eu poder ficar abraçada a essa mulher por mais algum tempo. Fiquei surpresa quando ela me beijou e que beijo, foi impossível não me entregar a forma delicada e firme que ela me segurava me deixou excitada, queria sentir essa mulher, queria muito mais que um beijo, mas ela parou e pediu que fossemos devagar, essa mulher é perfeita sinceramente queria ela em minha vida e não deixaria mais ela sair.

Senti vontade de invadir o quarto que ela estava e fazer amor loucamente, não estava me reconhecendo nunca havia sido tão ousada, nunca havia me sentido tão a vontade com alguém como me sentia com Renata, estar nos braços dela era delicioso, acordei por volta das 12:00hrs e me controlei para não entrar no quarto dela e segui para a cozinha e preparar nosso almoço, usaria todas as minhas armas para conquista-la, tirando a parte que ela quase me matou do coração e eu quase dei uma facada nela a tarde foi perfeita, não queria me afastar dela ainda e me ofereci para ajuda-la na mudança, fiquei impressionada com o carro dela, quem via aquela loirinha tão delicada e tão forte jamais imaginaria que ela ostenta um carrão. A melhor parte da noite foi quando estávamos para ir à casa da Vanessa, tentei me controlar, mas ficar sozinha com ela, a forma que ela me beijava me fez literalmente ataca-la, porém fomos interrompidas por seu celular, Vanessa brincou com ela que logo ficou corada e eu comecei a rir, Marcelo havia convidado as meninas para irem para o meu apartamento e logo seguimos para lá, fiquei impressionada com o outro carro dela, essa mulher sabia marcar presença em tudo e parecia não ter noção do quanto ela é excitante e charmosa, Juliana deve ter algum problema porque perder uma mulher dessas é fim de carreira, azar dela e sorte minha com toda certeza não deixaria essa loirinha dando sopa por aí não.

Renata é de um carinho que me deixava babando nela, a forma como ela me abraça, como me beija, o jeitinho que ela me olha, sinceramente eu estava sentindo algo muito forte por ela, fiquei um pouco assustada, mas sentia que com ela seria diferente, ela não me faria sofrer como Luana fez. Durante duas semanas não conseguimos nos ver, mas sempre nos falávamos por celular, em algumas conversas eu me excitava com a voz dela e não me continha, provocava, falava coisas de duplo sentido e sei que ela não era indiferente. O que mais me chamou atenção foi a forma como Gisele estava, não parava de falar na Vanessa e até convido-a para almoços e tardes de conversa, via a forma como minha irmã olhava para ela e como Vanessa correspondia, no barzinho mesmo com a chegada de Simone, amiga de Vanessa ainda vi a forma como as duas se olhavam, era nítido o interesse de Gisele por Vanessa mas sabia que ela não tentaria nada pois a amiga da Renata estava com o Marcelo. Apostamos que Gisele ficaria com Simone e as meninas que não ficariam, assim que chegamos a boate e comecei a dançar com Renata, meu tesão a mil me fez provoca-la, instiga-la, eu necessitava amar essa mulher, a pegada dela me deixava tonta, Vanessa vulgo empata momento nos interrompe lembrando da aposta e logo prestamos atenção em minha maninha e em sua nova conquista não demorou para a velha Gisele aparecer e tascar um beijão na delegada, Marcelo e eu gritávamos eufóricos e vi no olhar de Vanessa que ela não havia gostado nada, acho que ainda vai rolar alguma coisa entre essas duas.

Bebi um pouco a mais e meus planos foram adiados, assim que chegamos na casa das meninas deitei e apaguei, acordei sozinha na cama, olhei para o lado e vi um copo de água, estava com gosto de álcool na boca, fui tomar um banho para tirar um pouco a ressaca, ainda senti o cheiro de Renata e eu fiquei excitada, não entendia como essa mulher consegue me excitar tanto, assim que fui até a cozinha Vanessa e Gisele já conversavam, Gisele mesmo de óculos escuros babava na Van e eu me segurei para não rir, sentei na mesa e encostei a cabeça no ombro da minha irmã, não demorou muito para Renatinha chegar com remédios para ressaca, fiquei boba quando ela chamou minha irmã de cunhada, estava cada vez mais entregue a essa mulher. Vi o incomodo de Vanessa quando Gisele foi para o carro de Simone, sinceramente não entendi porque essas duas estavam demorando tanto para ficar, Marcelo já não estava mais ficando com Vanessa e Gisele nem estava tão afim de Simone, não sei por que ela inventou de convidar a delegada, ela é legal e tudo, mas prefiro mil vezes que Vanessa se torne minha cunhadinha.

Assim que chegamos a fazendo Renata e eu namoramos um pouco e ela logo me arrasta para onde o pessoal estava, conversamos muito e logo puxei ela para um lugar mais afastado da piscina, provoquei ela um pouco, queria deixa-la me desejando, queria que essa noite fosse nossa primeira vez, estava gostoso o nosso clima até que fomos interrompidas de novo mas, dessa vez foi por Simone.

Assim que entramos no quarto enlacei o pescoço dela beijando-a lentamente, senti a língua de Renata explorando minha boca e suas mãos passeando em meu corpo. Me entreguei a seus carinhos e logo percorri seu corpo com minhas mãos apertei seu bumbum durinho e seus seios, essa mulher é muito gostosa, intensifiquei nosso beijo. Senti as mãos de Renata por baixo de minha blusa, quando percebi ela já havia tirado minha camisa e me olhava de uma forma tão intensa que fez eu me sentir a mulher mais desejada do mundo, precisava sentir o toque dela em meu corpo e puxei-a em direção da cama e pedi para que ela sentasse. Acendi o abajur e apaguei a luz do quarto queria um clima mais romântico a meia luz, parei em sua frente e decidi provoca-la, lentamente tirei meu short, e ouvi sua respiração ficar mais pesada, o tom avermelhado de sua face denunciava seu tesão, mas eu queria mais, queria deixa-la tão louca por mim quanto eu estava por ela, virei de costas para que ela visse todo o meu corpo, tirei primeiro o sutiã e logo depois a calcinha, abaixei lentamente tirando minha calcinha e permiti que ela tivesse uma visão privilegiada de meu sexo, Renata levantou e veio em minha direção, virou-me e me beijou tão gostoso que gemi em seus lábios, com carinho ela me deitou na cama e passou a acariciar meus seios que estavam doloridos de tanto desejo, apertou de leve meu mamilo direito enquanto descia beijando meu queixo, pescoço, até meu seio esquerdo, sugou e passou a língua ao redor de meu biquinho, eu perdi o controle, gemi sem parar, arqueei meu corpo para sentir mais daquela boca deliciosa, puxei seus cabelos quando ela passou a percorrer meu corpo com sua boca beijando minha barriga, quadril, coxas estava louca para sentir sua língua em meu sexo e me abri para ela, quando senti a língua de Renata em meu sexo gemi ainda mais alto, rebolei em sua boca estava fora de mim, nunca havia sentido tanto tesão e tanto prazer,  segurei seus cabelos para sentir mais sua língua dentro de mim, senti a mão da Rê abrindo meus grandes lábios, me deixando ainda mais exposta, senti seu dedo me preenchendo, meu corpo tremia, como pode ser tão gostosa? Renata me penetrou com mais um dedo, para mim foi o auge, acompanhei seus movimentos rebolando até que senti meu corpo tremer e em espasmos gozei para minha loirinha que não parou de me chupar até tomar todo o meu gozo.

- Você ainda está vestida amor, tira a roupa quero sentir seu corpo no meu. – Foi a única coisa que consegui falar, necessitava sentir o corpo dela no meu. Vi Renata tirar suas roupas, olhava seu corpo bem desenhado e todo torneado, estava louca para me perder nas curvas dessa loira deliciosa, ela encaixou seu sexo no meu e passou a rebolar olhando em meus olhos, a expressão de prazer no rosto dela me deixou louca,  puxei minha loirinha para deitar e me posicionei entre suas pernas, precisava sentir seu gosto, necessitava chupa-la, toma-la faze-la minha, só minha. Invadi sua deliciosa boceta com minha língua, o sabor de Renata era único, a mulher mais gostosa que já tive, ouvi-la gemer de um jeitinho gostoso e manhoso me deixou arrepiada, penetrei minha língua e a senti tremer, Renata gozou em minha boca e bebi ela todinha, definitivamente não quero mais ficar sem essa mulher, necessito dela em minha vida e vou conquista-la vou torna-la minha, só minha!

Dormimos abraçadas e mais uma vez quando acordei ela não estava na cama, ou eu durmo muito ou essa mulher adora madrugar, passei no quarto de Gisele achando que estaria com Simone, mas me surpreendi ao ver minha maninha sozinha, definitivamente não entendi porque ela convidou a mulher se não tinha intenção de fazer nada com ela, descemos para a cozinha mas logo paramos ao ouvir a conversa das meninas, minha loirinha revoltada com Vanessa por ela ter falado que não ia gostar de ir pra cama com minha Renata por ela ser carinhosa demais e ela gosta de um sexo mais bruto, vi minha linda irmãzinha esboçar um sorriso safado e olhei para ela com a sobrancelha arqueada, resolvemos nos mostrar e Vanessa assim que nos viu ficou estática, Renata começou a falar sem parar, comentou até de 50 tons de cinza eu ri, essa mulher é linda demais gente toda preocupada e eu logo tratei de tranquiliza-la sobre seu desempenho que foi perfeito, ela não tem noção do quanto é gostosa, Juliana deixou marcas nela que eu iria cuidar todos os dias.

Passamos o dia conversando no lago, Simone iria embora, Marcelo também e com toda certeza minha irmãzinha iria ao ataque, o dia passou rápido e logo voltamos para casa das meninas, Renatinha me deixou tomar banho em seu quarto e foi para o de Vanessa, passei um tempo mandando mensagem para minha mãe que já cobrava conhecer Renata, mas eu não queria assustar a mulher então só depois que estivéssemos namorando oficialmente, logo Gisele bate na porta e entra no quarto.

- Maninha preciso conversar com você. – Gisele entra e vem em minha direção.

- Sobre Vanessa? – Falei brincando e ela ficou corada.

- Também, mas é sobre minha futura cunhada. – Sentou na cama e eu sentei ao lado dela. – Juliana deixou marcas profundas nela você percebeu não é?

- Percebi e não entendo como Juliana fez alguém como Renata sofrer tanto, essa mulher é maravilhosa tem um coração enorme e eu estou de quatro por ela. – Confessei e minha irmã riu.

- Ela é uma fofa Claudia, dessa vez você realmente acertou. Mas sabe que a Juliana pode está querendo ciscar em seu terreiro ainda não é? – Gisele fala rindo e eu começo a rir da forma que minha irmã fala.

- Nem me fala. Na boate ela me viu e tentou falar comigo, mas saí atrás da Rê. Não cruzei mais com ela na faculdade e se ela sonhar em tentar se aproximar da Renata vou conversar com ela pessoalmente. – Não deixaria a Juliana me roubar a Rê de jeito nenhum, logo minha loirinha entra no quarto e faz uma piada, vou para o banho e deixo as duas sozinhas quando saí elas não estavam no quarto desci e provoquei Vanessa um pouquinho estava claro a atração que Gisele e Vanessa sentiam uma pela outra não sei porque ainda não se pegaram.

Dormimos na sala, nós quatro era gostoso passar esse tempo com elas e eu queria muito que minha irmã se entendesse com Vanessa, nunca gostei do James ele sempre fora interesseiro e oportunista, creio que só casou com Gisele por status, minha irmã ficou cega de amores por aquele idiota, desconfio que Juliana foi só mais uma, ele é bonito e sabe disso, só não entendo como Gisele se deixou levar, enfim graças a Deus terminaram. Renata e eu dormimos de conchinha e logo que acordei tive a visão de minha irmã beijando a melhor amiga da minha loirinha e só consegui gritar eufórica e me joguei em cima delas, sabia que Renata ainda não sabia, mas sei que ela desconfia a loirinha é esperta, Simone ligou para Vanessa e ela ficou corada, conversou algo e levantou eufórica havia saído o resultado do concurso e ela teria uma reunião, correu para se arrumar e preparou nosso café, beijou minha irmã e foi embora, Gisele foi tomar banho e eu fui acordar minha futura namorada fui surpreendida pelo jeitinho safado dela me acariciando, é incrível como ela consegue me fazer ficar toda molinha, mas como alegria de pobre dura pouco a empata foda da minha irmã nos atrapalha.

Durante o dia eu mal falei com minha loirinha, ela estava ocupada em uma nova investigação, quando penso nisso sinto um tesão, fico imaginando mil e uma coisas do tipo minha loirinha vestida com aqueles sobretudo, de salto alto e aqueles chapéu, toda sexy e lentamente ela abre o sobretudo e está vestida com cinta liga vermelha ou preta que contraste sua pele... Aii fico molhada só de imaginar.

Assim que chego ao meu consultório minha amiga e secretária Andreia logo percebe meu sorriso.

- Vejo que a noite foi boa. – Fala sorrindo.

- Você não imagina o quanto, sinceramente estou apaixonada. – Falei suspirando.

- Juro que quero conhecer essa mulher, nunca havia te visto assim. Está cheia de pacientes hoje, mas do jeito que está feliz aposto que nem vai sentir as horas passando. – Andreia me passa quem são os pacientes e não demora muito para o primeiro do dia chegar, não tenho o que reclamar amo o que eu faço e a cada dia que passa tenho mais e mais clientes a parte ruim é que mal falei com minha Rê e possivelmente não iriamos nos ver a noite pois tinha aula.

O dia passou voando assim que cheguei em casa corri para o banho e me vesti, peguei meu celular na esperança de ter alguma mensagem da minha namorada mas não havia nada, confesso que passei a imaginar que a Juliana teria procurado ela novamente e elas estavam juntas, respirei fundo e tentei tirar isso da cabeça, Renata me garantiu que não queria mais nada com ela, toda a minha dúvida desapareceu quando ela me atende toda carinhosa e logo me convida para dormir com ela. Por sua casa ficar caminho da faculdade passei lá para pegar as chaves dela e assim que chego na porta dou de cara com minha irmã toda besta pela Vanessa, lanço uma brincadeira e vejo a cara de dúvida da minha loira, percebi que ela ainda não sabia do lance da Gisele e da Vanessa mas tenho certeza que elas falariam ainda essa noite.

Assim que dou partida no carro para ir a aula, só tenho tempo de chegar num sinal que meu celular começa a tocar, era a Pamela uma colega de turma avisando que a aula foi cancelada, fiz o retorno e assim que chego na casa da minha namorada escuto que James estava ameaçando minha irmã e fiquei feliz em ouvir a preocupação da Renata e da Van em cuidar da minha irmã, mas ainda sim fiquei chateada com Gisele por não ter me falado nada, vi quando minha namorada e minha futura cunhada se afastaram para que eu pudesse conversar a sós com Gisele.

- Cau meu amor, não contei porque seria bem capaz de você ir tomar satisfações e eu não quaro que ninguém de nossa família tenha contato com aquele imbecil. – Falou me abraçando forte.

- Gi eu só queria que você não escondesse nada de mim, sempre fomos confidentes, contamos tudo uma para outra e você escondeu. – Falei chateada.

- Me perdoa vai? Prometo que não vai mais acontecer.

- VOCÊ PEGOU A SIMONE? – Ouvimos o grito de Renata e logo olho para minha irmã que ficou vermelha e vi que travou o maxilar.

- Ei, Gisele, se acalma. – Segurei em seus braços.

- Você ouviu? Ela transou com a Simone aquela tarada filha de uma puta. – Eu não aguentei e comecei a rir.

- Eu ouvi, mas lembre que vocês começaram a ficar ontem e não pode cobrar ela assim, vai assustar ela maninha. – Tentei amenizar, mas Gisele nunca gostou de saber do passado de ninguém com quem ela se envolve e ainda mais da Vanessa que vi que ela já sentia algo.

- Porra nenhuma Claudia, você iria gostar de saber que Renata pegou alguém que não fosse você? – Fiz careta e ela quem riu. – Vou me acalmar, mas eu quero saber direitinho esse lance, vamos lá interrogar a doutora delegada Vanessa Castro.

Ver minha irmã com ciúmes era o máximo e mais engraçado ainda foi ver que Vanessa contornou tudo bem facinho, definitivamente ver Gisele Vilela sendo dobrada era inédito, virei fã da Vanessa. Assim que comemos as meninas se despediram e fui para o quarto com a minha loirinha, fui tomar um banho e Renata ficou trabalhando, Deus foi bem generoso com essa mulher porque puta que pariu que mulher linda do caralho e quando está concentrada fica ainda mais sexy, assim que saí do banho e a vi de óculos bem concentrada decidi mexer com sua imaginação e passei o hidratante em minhas pernas para provoca-la e atingi meu objetivo com sucesso, Vanessa com toda certeza nunca teve nada com a Renata porque essa mulher consegue sim fazer sexo e amor, estava tão envolvida com ela, tão entregue que não percebi que deixei escapar as palavras que estava guardando para o momento certo, para o momento que ela falasse primeiro, não queria que Renata se sentisse pressionada.

- Eu te amo Renata. – Logo que falei travei meu corpo e fechei os olhos.

Notas finais:

E olha só quem resolveu dar o ar da graça.

Meninas me perdoem, eu tive um final de 2020 e um começo de 2021 muuuuito agitado. Quase perdi meu avô para covid, tive covid e inumeras crises de ansiedade. Me casei *-*

Perdi a inspiração por estar num momento pesado da ansiedade, enfim foi uma loucura, mas graças a meus guias, a Deus e a espiritualidade hoje estou bem!

 

Não desistam de mim!

 

Beijos, beijos 

 

Gee

Capitulo 14 por Gee

POV Claudia

Após Luana ir embora eu me senti usada, eu sabia que ela não me amava, mas me apeguei ao pensamento que poderia conquistar seu amor. Não ouvia meus pais, minha irmã e nem o Marcelo que já havia me mostrado uma foto de Luana com outra mulher e foi justamente por essa mulher que ela me deixou e foi embora para Argentina, eu sofri muito e quando conheci Juliana achei que estava tendo uma nova chance, apesar de deixar claro para ela que no momento não queria nada sério eu estava apenas com ela, nunca fui de sair ficando com todas, gosto de exclusividade. Sim, sabia que ela se envolvia com outras, mas como nós não namorávamos nunca cobrei e mesmo Gisele falando que ela não prestava eu deixava passar, mas o que mais me incomodou foi quando vi a foto de uma loirinha linda, de imediato senti uma atração por ela e saber que era a ex da Juliana me deixou com uma pulga atrás da orelha, quem em sã consciência tem a foto da ex no contato? Minha surpresa foi quando fui preparada para acabar com a farsa dela e descobri que a bonita da Juliana estava com três pessoas, já conheci muita mulher biscate, mas ela conseguiu o prêmio de puta do século.

Quando Renata se aproximou de mim a doçura de sua voz, a dor estampada em seus olhos me fizeram sentir uma vontade enorme de pegar aquela mulher linda no colo e cuidar dela, sem pensar muito peguei seu celular e salvei meu número e aproveitei para ligar para o meu e quando ela me respondeu eu não consegui conter a euforia era como se eu fosse uma adolescente flertando pela primeira vez, tratei logo de convida-la para sair comigo e Marcelo, estava eufórica e logo fui no mercado comprar bebidas com Celo e minha surpresa ao ver aquela linda mulher dançando e cantando, admito que ela canta muito mal mas o que me chamou atenção foi o jeitinho que ela dançava, comecei a imaginar algumas coisas libidinosas com essa loira, marcamos de ir ao apartamento de sua amiga para um esquente e já adorei a ideia de passar mais tempo com ela, estava ansiosa, queria saber mais dessa mulher que a Juliana deixou escapar. Quando finalmente chegamos ao prédio da amiga dela morava sentia como se meu coração fosse uma escola de samba e assim que ela abre a porta fiquei impressionada com a beleza de Vanessa, uma mulher alta, muito cheirosa morena com pele branca, olhos castanhos escuros, uma mulher muito linda e me peguei imaginando se elas já haviam tido algum tipo de envolvimento, fui tirada dos meus pensamentos quando Renata aparece linda com as pernas a mostra e um decote que eu lutei muito para não ficar olhando. O charme e o jeitinho meigo dela me deixaram encantada, fiquei louca para beija-la desde que havia colocado meus olhos nela no mercado, quando ela me contou o lance da Juliana eu senti raiva e sabia que tinha que falar a verdade para ela, mas não seria aquele momento, queria curtir a noite ao lado dela.

Assim que chegamos à boate uma louca dada puxou a minha loirinha e tentou beija-la não contei conversa, puxei Renata mesmo e se aquela morena fosse criar caso lhe dava uns três tapas pra deixar de ser assanhada. Depois que minha ficha caiu que ela não era nada minha me desculpei e o jeito que ela me puxou me fez arrepiar, o cheiro dela, a respiração dela em meu ouvido, o movimento do seu corpo no meu estavam me deixando louca, em determinado momento conversamos e eu achei que beijaria aquela mulher linda, mas me controlei, sabia que teria uma conversa com ela e isso me impediu, não sabia como ela reagiria e provavelmente iria querer não falar mais comigo então queria aproveitar esses momentos nos braços dela e assim fiz. Fui ao banheiro para manter os nervos no lugar porque sinceramente estava difícil todo aquele contato com essa loira que estava me fazendo perder a razão e assim que volto vejo o Marcelo segurando Vanessa que quase ataca a embuste da Juliana e vi que a Rê não estava, passei por eles avisando que a levaria para casa e fui atrás da loirinha achando quase na saída, segui com ela de táxi até em casa e ela nada falava seu olhar triste me partiu o coração, decidi que seria hora de contar tudo para ela e assim fiz, para minha surpresa ela não quis ir embora e ainda falou que queria dançar, coloquei umas musicas lentas para eu poder ficar abraçada a essa mulher por mais algum tempo. Fiquei surpresa quando ela me beijou e que beijo, foi impossível não me entregar a forma delicada e firme que ela me segurava me deixou excitada, queria sentir essa mulher, queria muito mais que um beijo, mas ela parou e pediu que fossemos devagar, essa mulher é perfeita sinceramente queria ela em minha vida e não deixaria mais ela sair.

Senti vontade de invadir o quarto que ela estava e fazer amor loucamente, não estava me reconhecendo nunca havia sido tão ousada, nunca havia me sentido tão a vontade com alguém como me sentia com Renata, estar nos braços dela era delicioso, acordei por volta das 12:00hrs e me controlei para não entrar no quarto dela e segui para a cozinha e preparar nosso almoço, usaria todas as minhas armas para conquista-la, tirando a parte que ela quase me matou do coração e eu quase dei uma facada nela a tarde foi perfeita, não queria me afastar dela ainda e me ofereci para ajuda-la na mudança, fiquei impressionada com o carro dela, quem via aquela loirinha tão delicada e tão forte jamais imaginaria que ela ostenta um carrão. A melhor parte da noite foi quando estávamos para ir à casa da Vanessa, tentei me controlar, mas ficar sozinha com ela, a forma que ela me beijava me fez literalmente ataca-la, porém fomos interrompidas por seu celular, Vanessa brincou com ela que logo ficou corada e eu comecei a rir, Marcelo havia convidado as meninas para irem para o meu apartamento e logo seguimos para lá, fiquei impressionada com o outro carro dela, essa mulher sabia marcar presença em tudo e parecia não ter noção do quanto ela é excitante e charmosa, Juliana deve ter algum problema porque perder uma mulher dessas é fim de carreira, azar dela e sorte minha com toda certeza não deixaria essa loirinha dando sopa por aí não.

Renata é de um carinho que me deixava babando nela, a forma como ela me abraça, como me beija, o jeitinho que ela me olha, sinceramente eu estava sentindo algo muito forte por ela, fiquei um pouco assustada, mas sentia que com ela seria diferente, ela não me faria sofrer como Luana fez. Durante duas semanas não conseguimos nos ver, mas sempre nos falávamos por celular, em algumas conversas eu me excitava com a voz dela e não me continha, provocava, falava coisas de duplo sentido e sei que ela não era indiferente. O que mais me chamou atenção foi a forma como Gisele estava, não parava de falar na Vanessa e até convido-a para almoços e tardes de conversa, via a forma como minha irmã olhava para ela e como Vanessa correspondia, no barzinho mesmo com a chegada de Simone, amiga de Vanessa ainda vi a forma como as duas se olhavam, era nítido o interesse de Gisele por Vanessa mas sabia que ela não tentaria nada pois a amiga da Renata estava com o Marcelo. Apostamos que Gisele ficaria com Simone e as meninas que não ficariam, assim que chegamos a boate e comecei a dançar com Renata, meu tesão a mil me fez provoca-la, instiga-la, eu necessitava amar essa mulher, a pegada dela me deixava tonta, Vanessa vulgo empata momento nos interrompe lembrando da aposta e logo prestamos atenção em minha maninha e em sua nova conquista não demorou para a velha Gisele aparecer e tascar um beijão na delegada, Marcelo e eu gritávamos eufóricos e vi no olhar de Vanessa que ela não havia gostado nada, acho que ainda vai rolar alguma coisa entre essas duas.

Bebi um pouco a mais e meus planos foram adiados, assim que chegamos na casa das meninas deitei e apaguei, acordei sozinha na cama, olhei para o lado e vi um copo de água, estava com gosto de álcool na boca, fui tomar um banho para tirar um pouco a ressaca, ainda senti o cheiro de Renata e eu fiquei excitada, não entendia como essa mulher consegue me excitar tanto, assim que fui até a cozinha Vanessa e Gisele já conversavam, Gisele mesmo de óculos escuros babava na Van e eu me segurei para não rir, sentei na mesa e encostei a cabeça no ombro da minha irmã, não demorou muito para Renatinha chegar com remédios para ressaca, fiquei boba quando ela chamou minha irmã de cunhada, estava cada vez mais entregue a essa mulher. Vi o incomodo de Vanessa quando Gisele foi para o carro de Simone, sinceramente não entendi porque essas duas estavam demorando tanto para ficar, Marcelo já não estava mais ficando com Vanessa e Gisele nem estava tão afim de Simone, não sei por que ela inventou de convidar a delegada, ela é legal e tudo, mas prefiro mil vezes que Vanessa se torne minha cunhadinha.

Assim que chegamos a fazendo Renata e eu namoramos um pouco e ela logo me arrasta para onde o pessoal estava, conversamos muito e logo puxei ela para um lugar mais afastado da piscina, provoquei ela um pouco, queria deixa-la me desejando, queria que essa noite fosse nossa primeira vez, estava gostoso o nosso clima até que fomos interrompidas de novo mas, dessa vez foi por Simone.

Assim que entramos no quarto enlacei o pescoço dela beijando-a lentamente, senti a língua de Renata explorando minha boca e suas mãos passeando em meu corpo. Me entreguei a seus carinhos e logo percorri seu corpo com minhas mãos apertei seu bumbum durinho e seus seios, essa mulher é muito gostosa, intensifiquei nosso beijo. Senti as mãos de Renata por baixo de minha blusa, quando percebi ela já havia tirado minha camisa e me olhava de uma forma tão intensa que fez eu me sentir a mulher mais desejada do mundo, precisava sentir o toque dela em meu corpo e puxei-a em direção da cama e pedi para que ela sentasse. Acendi o abajur e apaguei a luz do quarto queria um clima mais romântico a meia luz, parei em sua frente e decidi provoca-la, lentamente tirei meu short, e ouvi sua respiração ficar mais pesada, o tom avermelhado de sua face denunciava seu tesão, mas eu queria mais, queria deixa-la tão louca por mim quanto eu estava por ela, virei de costas para que ela visse todo o meu corpo, tirei primeiro o sutiã e logo depois a calcinha, abaixei lentamente tirando minha calcinha e permiti que ela tivesse uma visão privilegiada de meu sexo, Renata levantou e veio em minha direção, virou-me e me beijou tão gostoso que gemi em seus lábios, com carinho ela me deitou na cama e passou a acariciar meus seios que estavam doloridos de tanto desejo, apertou de leve meu mamilo direito enquanto descia beijando meu queixo, pescoço, até meu seio esquerdo, sugou e passou a língua ao redor de meu biquinho, eu perdi o controle, gemi sem parar, arqueei meu corpo para sentir mais daquela boca deliciosa, puxei seus cabelos quando ela passou a percorrer meu corpo com sua boca beijando minha barriga, quadril, coxas estava louca para sentir sua língua em meu sexo e me abri para ela, quando senti a língua de Renata em meu sexo gemi ainda mais alto, rebolei em sua boca estava fora de mim, nunca havia sentido tanto tesão e tanto prazer,  segurei seus cabelos para sentir mais sua língua dentro de mim, senti a mão da Rê abrindo meus grandes lábios, me deixando ainda mais exposta, senti seu dedo me preenchendo, meu corpo tremia, como pode ser tão gostosa? Renata me penetrou com mais um dedo, para mim foi o auge, acompanhei seus movimentos rebolando até que senti meu corpo tremer e em espasmos gozei para minha loirinha que não parou de me chupar até tomar todo o meu gozo.

- Você ainda está vestida amor, tira a roupa quero sentir seu corpo no meu. – Foi a única coisa que consegui falar, necessitava sentir o corpo dela no meu. Vi Renata tirar suas roupas, olhava seu corpo bem desenhado e todo torneado, estava louca para me perder nas curvas dessa loira deliciosa, ela encaixou seu sexo no meu e passou a rebolar olhando em meus olhos, a expressão de prazer no rosto dela me deixou louca,  puxei minha loirinha para deitar e me posicionei entre suas pernas, precisava sentir seu gosto, necessitava chupa-la, toma-la faze-la minha, só minha. Invadi sua deliciosa boceta com minha língua, o sabor de Renata era único, a mulher mais gostosa que já tive, ouvi-la gemer de um jeitinho gostoso e manhoso me deixou arrepiada, penetrei minha língua e a senti tremer, Renata gozou em minha boca e bebi ela todinha, definitivamente não quero mais ficar sem essa mulher, necessito dela em minha vida e vou conquista-la vou torna-la minha, só minha!

Dormimos abraçadas e mais uma vez quando acordei ela não estava na cama, ou eu durmo muito ou essa mulher adora madrugar, passei no quarto de Gisele achando que estaria com Simone, mas me surpreendi ao ver minha maninha sozinha, definitivamente não entendi porque ela convidou a mulher se não tinha intenção de fazer nada com ela, descemos para a cozinha mas logo paramos ao ouvir a conversa das meninas, minha loirinha revoltada com Vanessa por ela ter falado que não ia gostar de ir pra cama com minha Renata por ela ser carinhosa demais e ela gosta de um sexo mais bruto, vi minha linda irmãzinha esboçar um sorriso safado e olhei para ela com a sobrancelha arqueada, resolvemos nos mostrar e Vanessa assim que nos viu ficou estática, Renata começou a falar sem parar, comentou até de 50 tons de cinza eu ri, essa mulher é linda demais gente toda preocupada e eu logo tratei de tranquiliza-la sobre seu desempenho que foi perfeito, ela não tem noção do quanto é gostosa, Juliana deixou marcas nela que eu iria cuidar todos os dias.

Passamos o dia conversando no lago, Simone iria embora, Marcelo também e com toda certeza minha irmãzinha iria ao ataque, o dia passou rápido e logo voltamos para casa das meninas, Renatinha me deixou tomar banho em seu quarto e foi para o de Vanessa, passei um tempo mandando mensagem para minha mãe que já cobrava conhecer Renata, mas eu não queria assustar a mulher então só depois que estivéssemos namorando oficialmente, logo Gisele bate na porta e entra no quarto.

- Maninha preciso conversar com você. – Gisele entra e vem em minha direção.

- Sobre Vanessa? – Falei brincando e ela ficou corada.

- Também, mas é sobre minha futura cunhada. – Sentou na cama e eu sentei ao lado dela. – Juliana deixou marcas profundas nela você percebeu não é?

- Percebi e não entendo como Juliana fez alguém como Renata sofrer tanto, essa mulher é maravilhosa tem um coração enorme e eu estou de quatro por ela. – Confessei e minha irmã riu.

- Ela é uma fofa Claudia, dessa vez você realmente acertou. Mas sabe que a Juliana pode está querendo ciscar em seu terreiro ainda não é? – Gisele fala rindo e eu começo a rir da forma que minha irmã fala.

- Nem me fala. Na boate ela me viu e tentou falar comigo, mas saí atrás da Rê. Não cruzei mais com ela na faculdade e se ela sonhar em tentar se aproximar da Renata vou conversar com ela pessoalmente. – Não deixaria a Juliana me roubar a Rê de jeito nenhum, logo minha loirinha entra no quarto e faz uma piada, vou para o banho e deixo as duas sozinhas quando saí elas não estavam no quarto desci e provoquei Vanessa um pouquinho estava claro a atração que Gisele e Vanessa sentiam uma pela outra não sei porque ainda não se pegaram.

Dormimos na sala, nós quatro era gostoso passar esse tempo com elas e eu queria muito que minha irmã se entendesse com Vanessa, nunca gostei do James ele sempre fora interesseiro e oportunista, creio que só casou com Gisele por status, minha irmã ficou cega de amores por aquele idiota, desconfio que Juliana foi só mais uma, ele é bonito e sabe disso, só não entendo como Gisele se deixou levar, enfim graças a Deus terminaram. Renata e eu dormimos de conchinha e logo que acordei tive a visão de minha irmã beijando a melhor amiga da minha loirinha e só consegui gritar eufórica e me joguei em cima delas, sabia que Renata ainda não sabia, mas sei que ela desconfia a loirinha é esperta, Simone ligou para Vanessa e ela ficou corada, conversou algo e levantou eufórica havia saído o resultado do concurso e ela teria uma reunião, correu para se arrumar e preparou nosso café, beijou minha irmã e foi embora, Gisele foi tomar banho e eu fui acordar minha futura namorada fui surpreendida pelo jeitinho safado dela me acariciando, é incrível como ela consegue me fazer ficar toda molinha, mas como alegria de pobre dura pouco a empata foda da minha irmã nos atrapalha.

Durante o dia eu mal falei com minha loirinha, ela estava ocupada em uma nova investigação, quando penso nisso sinto um tesão, fico imaginando mil e uma coisas do tipo minha loirinha vestida com aqueles sobretudo, de salto alto e aqueles chapéu, toda sexy e lentamente ela abre o sobretudo e está vestida com cinta liga vermelha ou preta que contraste sua pele... Aii fico molhada só de imaginar.

Assim que chego ao meu consultório minha amiga e secretária Andreia logo percebe meu sorriso.

- Vejo que a noite foi boa. – Fala sorrindo.

- Você não imagina o quanto, sinceramente estou apaixonada. – Falei suspirando.

- Juro que quero conhecer essa mulher, nunca havia te visto assim. Está cheia de pacientes hoje, mas do jeito que está feliz aposto que nem vai sentir as horas passando. – Andreia me passa quem são os pacientes e não demora muito para o primeiro do dia chegar, não tenho o que reclamar amo o que eu faço e a cada dia que passa tenho mais e mais clientes a parte ruim é que mal falei com minha Rê e possivelmente não iriamos nos ver a noite pois tinha aula.

O dia passou voando assim que cheguei em casa corri para o banho e me vesti, peguei meu celular na esperança de ter alguma mensagem da minha namorada mas não havia nada, confesso que passei a imaginar que a Juliana teria procurado ela novamente e elas estavam juntas, respirei fundo e tentei tirar isso da cabeça, Renata me garantiu que não queria mais nada com ela, toda a minha dúvida desapareceu quando ela me atende toda carinhosa e logo me convida para dormir com ela. Por sua casa ficar caminho da faculdade passei lá para pegar as chaves dela e assim que chego na porta dou de cara com minha irmã toda besta pela Vanessa, lanço uma brincadeira e vejo a cara de dúvida da minha loira, percebi que ela ainda não sabia do lance da Gisele e da Vanessa mas tenho certeza que elas falariam ainda essa noite.

Assim que dou partida no carro para ir a aula, só tenho tempo de chegar num sinal que meu celular começa a tocar, era a Pamela uma colega de turma avisando que a aula foi cancelada, fiz o retorno e assim que chego na casa da minha namorada escuto que James estava ameaçando minha irmã e fiquei feliz em ouvir a preocupação da Renata e da Van em cuidar da minha irmã, mas ainda sim fiquei chateada com Gisele por não ter me falado nada, vi quando minha namorada e minha futura cunhada se afastaram para que eu pudesse conversar a sós com Gisele.

- Cau meu amor, não contei porque seria bem capaz de você ir tomar satisfações e eu não quaro que ninguém de nossa família tenha contato com aquele imbecil. – Falou me abraçando forte.

- Gi eu só queria que você não escondesse nada de mim, sempre fomos confidentes, contamos tudo uma para outra e você escondeu. – Falei chateada.

- Me perdoa vai? Prometo que não vai mais acontecer.

- VOCÊ PEGOU A SIMONE? – Ouvimos o grito de Renata e logo olho para minha irmã que ficou vermelha e vi que travou o maxilar.

- Ei, Gisele, se acalma. – Segurei em seus braços.

- Você ouviu? Ela transou com a Simone aquela tarada filha de uma puta. – Eu não aguentei e comecei a rir.

- Eu ouvi, mas lembre que vocês começaram a ficar ontem e não pode cobrar ela assim, vai assustar ela maninha. – Tentei amenizar, mas Gisele nunca gostou de saber do passado de ninguém com quem ela se envolve e ainda mais da Vanessa que vi que ela já sentia algo.

- Porra nenhuma Claudia, você iria gostar de saber que Renata pegou alguém que não fosse você? – Fiz careta e ela quem riu. – Vou me acalmar, mas eu quero saber direitinho esse lance, vamos lá interrogar a doutora delegada Vanessa Castro.

Ver minha irmã com ciúmes era o máximo e mais engraçado ainda foi ver que Vanessa contornou tudo bem facinho, definitivamente ver Gisele Vilela sendo dobrada era inédito, virei fã da Vanessa. Assim que comemos as meninas se despediram e fui para o quarto com a minha loirinha, fui tomar um banho e Renata ficou trabalhando, Deus foi bem generoso com essa mulher porque puta que pariu que mulher linda do caralho e quando está concentrada fica ainda mais sexy, assim que saí do banho e a vi de óculos bem concentrada decidi mexer com sua imaginação e passei o hidratante em minhas pernas para provoca-la e atingi meu objetivo com sucesso, Vanessa com toda certeza nunca teve nada com a Renata porque essa mulher consegue sim fazer sexo e amor, estava tão envolvida com ela, tão entregue que não percebi que deixei escapar as palavras que estava guardando para o momento certo, para o momento que ela falasse primeiro, não queria que Renata se sentisse pressionada.

- Eu te amo Renata. – Logo que falei travei meu corpo e fechei os olhos.

Logo após ouvir a declaração da Claudia meu coração disparou, vi que ela travou da mesma forma que eu e apertei ela em meus braços com força.

- Claudia meu amor, eu tenho certeza que quero você em minha vida, tenho certeza que gosto de você, que estou me apaixonando a cada dia que se passa. – Pausei, respirei fundo e continuei. – Com você estou aprendendo o que é receber carinho, demonstrar afeto e ter uma namorada presente, eu peço que não fique chateada por não falar AINDA... – frisei o ainda eu não queria que se sentisse magoada ou que achasse que não gostava dela e para minha surpresa ela me interrompe.

- Rê, shiii... – beijou meus lábios. – Não se sinta forçada, só porque eu falei “te amo” você não tem obrigação nenhuma de falar também. Eu sei loirinha que tudo está acontecendo rápido e eu vou conquistar teu amor, vou te conquistar todos os dias, farei você me amar.

Meu coração se aqueceu, eu não sei se merecia essa mulher é perfeita, atenciosa, carinhosa e ainda está apaixonada por mim, definitivamente eu sei que logo estarei amando-a, ficamos conversando sobre Gisele e Vanessa, descobri que ela flagrou as duas se beijando e achava que eu sabia de todo o lance das meninas.

Logo adormecemos e no dia seguinte acordamos com Vanessa batendo na porta nos acordando para combinarmos de comemorar sua promoção, Claudia levantou enrolada no lençol e eu peguei meu blusão.

- ACORDAAA QUE JÁ SÃO 10:00 HORAS. – Que porra foi isso em seu pescoço ruivinha? – Claudia sai correndo para o banheiro e Vanessa junto com Gisele invadem meu quarto e se jogam na minha cama.

- Que horas são? Se fossem mesmo 10:00 horas você estaria na delegacia e a Gisele no escritório... Sem contar que meu celular não despertou – Falei me cobrindo.

- RENATA REISSSSSS – Escuto o grito da minha namorada dentro do banheiro.

- Rê, eu tinha falado brincando aquele negocio de tu só fazer amor, mas agora eu tenho certeza que você consegue sim fazer sexo, bela chupada deixou no pescoço da Claudia. – Gisele começa a rir e eu cubro meu rosto com as mãos.

- Renata amor, olha o que tu fez. – Minha namorada sai com meu roupão do banheiro e me mostra um marca de chupada em seu pescoço.

- Deixa de frescura maninha, tenho uma base maravilhosa na bolsa. – Gisele fala rindo.

- O que fazem aqui tão cedo? – Perguntei abraçando minha namorada. – Desculpa amor me empolguei. – Falei beijando a pontinha de seu nariz e ela sorriu.

- Viemos tomar café com vocês horas. Já são 06:20 horas da manhã está na hora de acordar. Rê, trabalha até que horas hoje? Amanhã não vai trabalhar já vou logo avisando. – Vanessa fala se espalhando na minha cama.

- Acho que finalizo o dia cedo, o caso de hoje é simples por quê? – Perguntei indo em direção ao banheiro.

- Porque iremos beber. – Gisele quem responde.

- Vocês duas juntas não vai prestar. – Claudia começa a rir.

- Se importam de deixar Claudia e eu tomar banho? – Perguntei colocando a cabeça pra fora do banheiro rindo.

- Não demorem. Vem Gi, vamos adiantar o café que essas duas estão em lua de mel.

Assim que as meninas saíram do meu quarto Claudia corre até o banheiro, me enlaça o pescoço e me beija desejando bom dia, tomamos banho entre carícias e carinho e assim que chegamos a cozinha as meninas já estavam comendo.

- Onde está a base Gi? – Minha princesa pergunta para irmã que começa a rir.

- Renatinha a senhora marcou bonito a ruivinha fofinha. Deve ter sido o maior reboliço ontem essa casa... Ainda bem que fomos dormir no apartamento da minha deusa. – Vanessa fala rindo e vejo minha namorada corar.

- Vanessa come que é melhor. – Falei colocando um pedaço de pão na boca dela que fez as meninas rirem.

- Então, estava pensando em fazer alguma coisa aqui entre a gente mesmo. Pego na delegacia só a tarde amanhã que vou estar de plantão domingo, Gisele não vai para o trabalho amanhã e só falta você e Claudia falarem que não vão trabalhar amanhã.

- Amanhã tenho apenas uma consulta no final da tarde. – Claudia fala ainda passando a base.

- Eu posso ficar livre amanhã. – Sorri.

- Maninha, mamãe me ligou e convocou você e sua namorada para um jantar. – Gisele fala bebendo seu café e eu fiquei nervosa.

- Como mamãe sabe que estou namorando Gisele Vilela? Nem falei com ela.

- Eu contei ué, jure que iria esconder minha cunhadinha linda da mamãe e do papai. – Gisele fala me abraçando.

- Pelo visto conquistou as duas irmãs. – Vanessa começa a rir.

- Vai rindo muito não delegada Castro que em breve vou te apresentar meus pais. – Vi minha amiga empalidecer e eu comecei a rir.

- Será uma boa ideia mesmo? – Perguntei sem jeito.

- Claro cunhada, nossos pais são maravilhosos e eu já falei de você então pode ficar tranquila. – Gisele fala rindo. – A noite às 20:00 horas estaremos aqui, agora deixa eu ir que ainda vou a uma reunião com uma nova construtora.

Gisele saiu e logo Vanessa foi para a delegacia, me despedi de Claudia e fui para meu escritório pegar as informações e fui trabalhar, tirei direto, acabei pulando o almoço e só me liguei na hora por volta das 17:00 horas e resolvi fazer uma surpresa para minha namorada e rumei para seu consultório mas antes passei em uma floricultura e comprei um buquê para minha ruivinha, assim que entrei reparei na decoração, simples e moderno, tudo com um gosto delicado sorri para a moça sentada atrás de uma mesa, que deduzi ser sua secretária.

- Boa tarde, a doutora Claudia está? – Perguntei sorrindo e logo a moça me olhou também sorrindo.

- Boa tarde, está sim. Tem hora marcada? – Me olhou curiosa.

- Na verdade não, me chamo Renata Reis pode me anunciar para ela?

- Claro, ela está atendendo, a senhora pode aguardar? – Olhou para as flores e logo abriu um sorriso largo. – Pode sentar que assim que o paciente dela sair, a senhora entra.

- Me chame de você. – Sorri e sentei no sofá de frente para ela que continuava a me olhar e sorrir eu já estava sem jeito da forma que ela me olhava, sempre fui tímida e ser encarada me deixava ainda mais tímida, agradeci mentalmente quando a porta de uma sala se abre e de lá sai um homem bem vestido e sorridente que passou pela recepcionista sorrindo.

- Andreia, pode marcar minha próxima consulta para semana que vem mesmo dia e horário? – Falou cordial e a moça muito simpática conversava com ele, estava prestando atenção nos dois até que o rapaz vai embora e Andreia me encara sorrindo.

- Pode entrar Renata, Claudia vai gostar de te ver.

- Obrigada. – Sorri tímida e rumei a sua sala, bati e esperei minha ruivinha me dar permissão para entrar.

- Oi Deia. – Falou olhando uns papeis.

- Boa tarde meu amor. – Falei sorrindo e ela logo me olhou e abriu um sorriso largo e lindo.

- Meu amor, que surpresa boa. – Levantou e veio em minha direção beijando meus lábios e eu estendi as flores para ela que sorriu mais largo ainda. – Como pode ser tão fofa?

- Senti saudades, larguei cedo e vim te ver. Gostou das flores? – Perguntei abraçando sua cintura.

- Amei a surpresa e as flores.

Beijei Claudia com carinho e delicadeza, estávamos envolvidas em nosso momento até que a porta de sua sala é aberta de forma brusca por uma mulher alta, morena com traços fortes e um sorriso debochado nos lábios, senti antipatia à primeira vista por aquele ser que nunca havia visto na vida.

- Olá Claudia, quanto tempo. – A mulher fala parada cruzando os braços e uma Andreia eufórica aparece.

- Luana o que está fazendo aqui? – Claudia pergunta pálida.

- Claudia ela entrou sem permissão. – Andreia fala aflita.

- Tudo bem Deia, já imaginava isso. O que quer Luana? – Perguntou fria.

- Primeiro quero saber quem é essa mulher que estava beijando você.

- Com licença, mas quem é você mesmo? – Perguntei de forma irônica me segurando pra não manda-la tomar em um lugar onde o sol não bate.

- Sou Luana e você quem é? – Falou no mesmo tom.

- Renata Reis, namorada da Claudia. – Dei um passo em sua direção e a talzinha também deu um passo em minha direção.

- Namorada? – Gargalhou. – Até que é bonitinha, mas a brincadeira acabou, voltei para ficar e vim pegar o que é meu de volta, se puder nos deixar a sós agradeço Renata.

- Luana sinto te informar, mas a Claudia não é nenhum objeto para você “pegar de volta”, essa mulher – apontei para Claudia. – está comigo e você é só uma ex que traiu e foi embora, portanto a única que deve sair daqui é você.

- Se fosse você não se metia comigo. – Vi seus olhos castanhos ficarem mais escuros.

- Luana já chega, vai embora, volta para onde estava. Não quero mais nada com você eu amo a Renata e não vou voltar para você, saia de meu consultório.

- Cala a boca Claudia, não vou deixar você ficar com essa loira azeda. – Me olha com cara de nojo.

- Querida tenho certeza que a Claudia adora meu sabor. – Sorri de lado e vi a Luana partir para cima de mim, mas Andreia a segurou. – Vai partir para violência? Tem certeza? – Arqueei a sobrancelha e sorri debochando.

- Rê não provoca. – Claudia me segura puxando para trás.

- Não estou amor, apenas não entendo como essa ridícula chega aqui se achando e querendo ditar ordens.

- CALA A BOCA GAROTA, ENTENDA QUE A CLAUDIA É MINHA E DEVE FICAR COMIGO. – Luana começa a ficar alterada e empurrou a Andreia, passou por mim mais rápido que um raio e segurou Claudia pelos braços e balançando minha namorada, a partir daí não vi mais nada, puxei a fulana pelos cabelos e joguei ela para longe da minha Claudia que ficou estática, parti para cima da Luana e dei um soco em seu maxilar.

- NUNCA MAIS ENCOSTE SUA MÃO IMUNDA NA MINHA MULHER. – Senti Andreia e Claudia me puxando para longe dela.

- Onde achou esse animal Claudia? – A tal Luana levantava se segurando.

- VOU TE MOSTRAR O ANIMAL SUA IMBECIL, ME LARGA VOCÊS DUAS. – Estava cega de ódio a vontade que eu tinha de quebrar essa mulher ao meio estava tomando conta de mim, nunca fui violenta, mas ver como ela agiu com Claudia me deixou em fúria.

- Amor, calma. – Claudia tentava me acalmar, mas não queria e nem conseguia, faria essa idiota pagar por agredir minha namorada.

- QUE PALHAÇADA É ESSA? – Gisele chega gritando.

Capitulo 15 por Gee

 

- Pronto agora chegou a super irmã. – Luana falou passando a mão no maxilar.

- O que faz aqui Luana? Você tem cinco segundos para sair do consultório da minha irmã antes que chame a polícia e tenho certeza que você sairá presa daqui. – Gisele arqueia a sobrancelha.

- Isso, chama a polícia, aproveito e dou parte dessa louca que me agrediu. – Luana fala ainda mantendo a pose.

- AGORA JÁ CHEGA LUANA, SE FOR PARA FALAR EM AGRESSÃO AS MARCAS QUE DEIXOU EM MEUS BRAÇOS É O QUE? VAMOS CHAMAR MESMO A POLÍCIA, ALIÁS, VAMOS A DELEGACIA ASSIM PRESTO QUEIXA OFICIALMENTE. – Claudia estava descontrolada gritava e chorava olhei para Luana que agora estava sendo atacada por Gisele e eu corri para segurar minha cunhada que esbravejava e batia na Luana que havia corrido para longe dela.

- EU VOU MATAR VOCÊ LUANA, NUCNA MAIS SONHE EM ENCOSTAR EM MINHA IRMÃ OUVIU? OU SOME OU VOU PERSEGUIR VOCÊ E TE MANDAR PARA O INFERNO SUA DEMÔNIA. – Mesmo segurando pela cintura minha cunhada é forte e por um minuto achei que ela também iria me bater, pois se debatia em meus braços.

- Gi, calma. – Tentava acalma-la, mas minha vontade era espancar a Luana pelo que acabei de ouvir. – E você Luana, some daqui antes que eu realmente chame a polícia e tenho certeza que se eu chamar você vai apanhar de novo.

- Eu vou, mas vou voltar e você – Apontou para mim. – Iremos conversar ainda e você vai se arrepender desse soco sua animal.

- Estarei esperando você ansiosamente Luana. – Sorri debochada.

- SOME DAQUI. – Gisele grita.

Soltei Gisele que andava de um lado para outro, olhei para Claudia que chorava, Andreia estava estática sem reação e eu tremia de raiva parecendo um pinscher a única coisa que passou em minha cabeça foi que a idiota da Luana havia agredido minha garota.

- Amor você está bem? – Corri até ela que se jogou em meus braços, apertei ela forte em meus braços e logo me afastei olhando seus braços e vi as marcas e isso me fez sentir uma raiva fora do comum eu iria procurar e achar essa Luana e teria uma conversa com ela, ahhh mas eu vou!

- Claudia quantas vezes ela te agrediu? – Gisele olha a irmã com raiva.

- Essa foi a primeira e última Gisele, por favor, já passou. – Me soltou e foi até a irmã.

- Já passou? Tá de brincadeira né? Nós vamos agora à delegacia prestar uma queixa.

- Gisele esquece, ela não vai mais me procurar.

- Vamos embora, conversamos em casa. – Falei séria, soltei Claudia e fui caminhando para fora da sala, estava atordoada, um sentimento de medo se apossou de mim... Medo de perder a minha namorada.

- Deia, desmarque a consulta de amanhã não irei vir. – Claudia fala limpando as lágrimas.

Seguimos caladas até meu carro, Gisele foi no dela e Claudia estava comigo calada, eu olhei para ela de canto.

- Você está bem? – Perguntei colocando minha mão em sua perna.

- Estou amor. – Segurou a minha mão.

- Ela já havia te agredido antes? – Perguntei séria.

- Não... Ela nunca foi agressiva, não entendi a atitude dela.

- Ciúmes Claudia. – Apertei o volante com força e medo de perder a minha ruivinha ficou ainda mais intenso e se ela ainda gostasse dessa tal de Luana?

- Não importa Rê, ela foi embora, acabou não quero mais nada com ela, quero apenas distancia.

Calei-me, a insegurança e o medo estavam tomando conta de mim, imaginar ficar sem Claudia fazia meu peito doer de uma forma que só sofri quando perdi minha mãe, eu estava tão concentrada que não vi quando chegamos em casa. Estacionei e desci indo direto para a área da piscina, ouvia Claudia me chamar, mas precisava esfriar a cabeça, tirei minha roupa ficando apenas de lingerie e me joguei na piscina, mergulhei com a esperança de que quando emergisse todo esse medo saísse de dentro de mim.

- Amor. – Claudia me chamou assim que emergi e olhei-a. – Você está bem? – Estava com os olhos preocupados.

- Não... – Olhei em seus olhos – Você ainda sente algo por ela? – Perguntei saindo da piscina e ficando de frente para ela.

- Eu amo você Renata Reis, não me imagino mais sem você, não precisa se preocupar com ela. – Me enlaçou o pescoço e beijou meus lábios de leve dentro de mim estava um misto de medo, dor e felicidade eu jamais senti o que estava sentindo nesse momento, nem por Juliana senti esse medo de perca, nem o carinho e a necessidade que tinha por Claudia e foi aí que percebi algo que eu achava que ainda não era concreto.

- Eu te amo Claudia... – Pausei e olhei sua expressão de espanto que logo se formou um sorriso. – e só de pensar em perder você sinto meu peito doer. Não me deixa, por favor? Eu posso te fazer feliz, eu posso... – A apertei em meus braços e me permiti chorar pelo medo de perder a mulher que eu percebi já estar amando.

- Amor, calma, não vou deixar você. Eu não quero nada com aquela mulher, você é a única Rê! – Se afastou e falou olhando em meus olhos.

- Não quero ela perto de você. – Falei acariciando seu rosto.

- Ela não irá mais me procurar amor. Ela morre de medo da Gisele. – Sorri.

- Sua irmã é forte, quase não consigo segura-la, achei que iria cair com ela. – Claudia começou a rir e antes de me responder fomos interrompidas.

- Mas que pouca vergonha é essa? – Vanessa chega falando. – Que foi isso em tuas costas loira? Claudia mulher que selvagem você. – Começamos a rir.

- Belo bumbum cunhada. – Gisele chega rindo.

- Tira o olho maninha. – Claudia fala me abraçando.

- Veste isso. – Vanessa joga um roupão para mim e visto. – O que houve? Podem me explicar?

Contamos com detalhes o que aconteceu, Vanessa queria que Claudia fizesse uma queixa e minha namorada se recusou ainda tentamos convence-la, mas ela não quis, fiquei chateada, mas era uma opção dela. Não estava muito no clima de curtir, mas as meninas me convenceram. Gisele e Claudia foram comprar as cervejas e eu fiquei sozinha com Vanessa e decidi que iria vestir um biquíni e continuar na piscina, assim que voltei Vanessa estava sentada na borda com os pés na água.

- Como está se sentindo? – Perguntou me olhando.

- Com medo... – Respondi entrando na piscina e ficando com os braços na borda ao lado dela.

- Medo de perder a Claudia? Ou medo do que está sentindo por ela? – Me olhou nos olhos.

- Os dois. – Suspirei. – Mesmo sabendo que Claudia não fará o mesmo que Juliana, tenho medo de me entregar e me decepcionar sabe? A intensidade dos meus sentimentos por ela veio a tona hoje quando a tal da Luana apareceu. A mulher é linda, alta, tem um corpão e...

- Pode parando antes que eu te afogue nessa piscina sua besta. Você é uma baita loira de parar o transito a Claudia é louca por você, a prova disso são as marcas em suas costas. Ela te ama, Gisele me falou que nunca tinha visto a irmã tão feliz e radiante. – Vanessa fala séria.

- Eu sei Van... Mas é que poxa, a tal Luana é linda. Uma boçal, mas é linda. Mas se ela acha que vou deixar minha ruiva dando sopa ela está enganada. Claudia é minha namorada e não vou abrir mão. A não ser que ela queira. – Falei enfática. – Mas, me diz uma coisa... Como foi o lance com a Simone? Sei que pulou detalhes.

- Ahh Rê, foi só um lance, só uma noite e nada mais. Foi gostoso e eu percebi que também gostava de meninas. Mas não vou negar que é muito mais delicioso fazer amor com uma mulher. – Vanessa sorri com aquela carinha de safada tão característico dela. – Mudando de assunto, a tia Amália me ligou hoje, pediu para que eu ficasse com a Soraia por pelo menos um ano em casa, tempo suficiente para conhecer todas as amizades, todas as festas e não deixar ela ser morta, estuprada, traficada ou virar traficante ou simplesmente fazer as coisas que fazíamos – Rimos – Tudo bem para você?

- Claro que sim, a pequena sereia já está com idade de faculdade... Me senti velha agora. – Sorri.

- Espero que você reverta essa parte de “não negar que é muito mais delicioso fazer amor com uma mulher” para “fazer amor com Gisele é muito mais delicioso” porque se eu pego a senhorita arrastando a asa para alguma galinha, arranco seu grelinho fora doutora delegada Castro. – Gisele e Claudia chegam e eu não aguento e começo a rir da cara de susto que minha amiga fez.

- Às vezes acho que você é uma bruxa Gisele. Só chega na ponta dos pés e escuta as coisas que não era para escutar. – Vanessa olha sorrindo para ela.

- Recado dado. – Olhou para Vanessa e depois para mim. – Quem é pequena sereia?

- A prima da Vanessa, Soraia, um amor de criança. – Falei sorrindo e Claudia veio sentando ao lado de Vanessa.

- Um amor de criança é? E quantos anos tem essa criança? – Minha namorada pergunta me olhando com sobrancelha arqueada.

- Da última vez que a vi ela tinha uns 13 anos. Foi logo depois que minha mãe faleceu não foi Van?

- Foi sim e foi no mesmo dia que ela falou para Juliana que quando crescesse iria namorar com a anjinho. – Começamos a rir e Claudia ficou me olhando com os braços cruzados.

- E quantos anos essa pequena sereia tem hoje em dia Delegada Castro? – Claudia falou séria e Gisele não se aguentou e começou a rir.

- Claudia ciumenta entra em ação. – Vanessa gargalhou também e eu resolvi me manter séria, rindo por dentro, pois a ruiva me encarou de uma forma mortal.

- Hoje ela tem 19 anos. Ela costumava ficar horas conversando com a Rê, creio que Renata foi o primeiro amor dela. – Riu e eu fiquei vermelha.

- A Soraia era um encanto de menina, não exagera não Vanessa. – Falei sem jeito e olhando para minha ruiva. – E mais, certeza que ela ainda é aquela menininha doce.

- Realmente você não viu ela hoje em dia, aquela menininha doce se tornou uma mulher com um corpo que se não fosse minha prima...

- Se não fosse sua prima faria o que Vanessa? – Gisele perguntou olhando minha amiga e dessa vez eu quem ri.

- Pode ir parando de rir Renata Reis, ela não é sua prima e eu estarei de olho na senhorita. Por quanto tempo essa pequena sereia vai ficar aqui com vocês?

Vanessa e eu nos olhamos e começamos rir, ver as duas com ciúmes era engraçado e assustador ao mesmo tempo a probabilidade de acontecer algo com a Soraia era zero, ela é aquela garotinha doce, com olhinhos castanhos e cabelo preto cacheado, era como uma prima para mim. Certeza que quando as meninas conhecessem ela parariam disso e iriam rir.

- Ela vai ficar um ano com a gente meninas, não se preocupem não somos taradas por ninfetas. – Vanessa falou tentando ficar séria, mas quando olhou para mim não aguentamos e começamos a rir.

- É Claudia, pelo jeito teremos que deixar duas mocinhas em alerta e ainda mais pesquisar todo o passado dessas duas.

- Principalmente porque acho que essas duas aprontavam muito na faculdade. – Coloquei meus braços na borda da piscina um a cada lado do corpo de Claudia e forcei para ficar bem de frente a ela que olhou dos meus olhos, boca e seios.

- Eu amo você Claudia, não te troco por nada e nem ninguém. Não ache que esqueci a palhaçada que sua ex fez hoje, se ver ela muito perto conversarei direitinho com ela. – Beijei seus lábios e voltei a mergulhar.

 

 

Capitulo 16 por Gee

- O que as duas aprontavam na faculdade? – Gisele pergunta sentada no colo da Vanessa, já estávamos na sala, pois já passava das 23:00hrs e tinha esfriado.

- Depende, Renata logo me abandonou. – Me olhou rindo. – Mas lembro de uma festa que fomos onde começamos a jogar verdade ou consequência e o pessoal desafiou nós duas a virarmos três doses de tequila e depois tirar a camisa. – Lembrei da cena e comecei a rir. – Era uma festa na piscina, primeiro ano de faculdade, a Rê ainda estava solteira, tia Marta estava de plantão nesse dia e atendeu uma de nossas amigas da época e nós não sabíamos que ela tinha entrado em coma alcoólico e na hora que a gente estava para tirar as blusas tia Marta chega gritando.

Renata Reis e Vanessa Castro espero as duas dentro do carro em 30 segundos caso contrário chamarei a Vitória para me ajudar com vocês duas”.

- Nessa hora todo o álcool que a gente consumiu sumiu. – Comecei a gargalhar ao lembrar da cena. – Todo mundo olhou pra gente com a boca aberta e sem esperar muito saímos correndo, só que estávamos muito próximas da piscina e na pressa eu como sou a rainha do desastre, desiquilibrei e pra não cair tentei me segurar na Vanessa que pega de surpresa caiu junto comigo. – Vanessa riu tanto que ficou vermelha ao lembrar. – Todo mundo começou a rir e minha mãe voltou de novo ainda mais brava porque achou que a gente estava afrontando ela. – Falei rindo saudosa de minha querida mãe.

- Só vi tia Marta brava essa vez e dei graças a Deus por ter sido a única, aquela mulher linda loira parecia um anjo de tão doce, se transformou quando nos viu dentro da piscina e antes que ela pudesse começar a gritar e expulsar todo mundo da festa a Juliana biscate foi em nosso socorro e explicou que acabamos caindo sem querer. Foi à única vez que ela fez algo que preste, mas também estava a meses atrás da Rê e ela sem dar moral.

- Quer dizer que conheceram ela na faculdade? Mas ela ainda não está cursando? – Gisele pergunta curiosa.

- Na verdade ela é irmã mais nova de um dos meninos que estudava com a gente, ela era muito próxima do irmão e uma vez fomos fazer um trabalho na casa dele e quando ela viu a Renata ficou louca. – Vanessa disse ainda rindo. – Mas essa anjinho aqui, era meio rebelde, só queria saber das veteranas e nem olhou para adolescente, só reparou nela nesse dia e foi aí que ela começou a se envolver com a Juliana.

- Uau, agora eu estou impressionada. – Claudia me olha. – Vocês iriam tirar mesmo a blusa? – Começamos a rir e afirmamos com a cabeça.

- Então tomem uma lata de cerveja de uma vez e tirem as camisas. – Gisele falou e Claudia jogou a almofada nela.

- Nem vem Gisele, está querendo ver minha mulher sem roupa? – Comecei a rir e Vanessa fechou a cara.

- Ué já fizemos coisas pior maninha. – Dessa vez eu quem fechei a cara.

- Que história é essa? – Vanessa perguntou e eu olhei Claudia que logo percebeu que falaram demais.

- Nada não, acho que já está na hora de irmos dormir né? – Claudia me puxou e eu me desvencilhei.

- Fizeram a gente ficar de folga, portanto comecem a falar, não temos hora para acordar mesmo. – Disse sentando ao lado de Vanessa e olhando para as duas.

- Tá bom eu falo. – Gisele fala olhando para Claudia que ficou vermelha. – Uma vez ficamos com a mesma menina.

- Ok... E o que mais? – Vanessa pergunta olhando de uma para outra.

- Só que ficamos com ela ao mesmo tempo. – Claudia disse olhando Gisele.

- PUTA QUE PARIU. – Van e eu falamos ao mesmo tempo.

- Isso... Isso é... Porra. – Olhei de Claudia para Gisele estava sem palavras.

- Vocês duas transaram? – Vanessa olha com a boca aberta.

- Credo, claro não! – Claudia riu. – Amo minha irmã, mas não esse tipo de amor.

- Se ficaram com a mesma garota ao mesmo tempo então transaram ué. – Falei bebendo a cerveja.

- Tecnicamente não. Cau e eu não nos tocamos a sortuda foi a moça que ficamos. – Gisele falou rindo.

Vanessa me olhou por uns instantes e abriu um sorriso cínico e eu sabia bem o que ela queria falar.

- Então, deixa ver se eu entendi...

- Lá vem merda. – Interrompi minha amiga e as três riram.

- Gisele e Claudia não transaram, mas transaram com uma mulher ao mesmo tempo. Ou seja, a mulher fez a passiva e vocês duas comeram ela?

- Não só foi a mulher que recebeu prazer. – Claudia olhou para Gisele que gargalhou e eu me mordi de ciúmes por imaginar alguém tocando minha namorada.

- Você deixou essa mulher tocar você Claudia? – Perguntei encarando ela que logo ficou séria.

- Amor, não te conhecia.

- Rê, para de coisa. – Vanessa fala rindo.

- Acho que a Gisele também foi tocada nesse ménage aí. – Vanessa fechou a cara e eu comecei a rir dessa vez.

- Aii sem neura meninas, a gente nem se conhecia e foi na minha despedida de solteira, a gente ficou louca e acabou ficando com a Andreia.

- GISELE. – Claudia grita.

- Andreia? Despedida de solteira? A sua secretária? PORRA CLAUDIA.- Levantei e fui até a janela.

- Amor, foi só uma noite, nada haver. – Claudia me abraça.

- É e se vocês soubessem que já transei com a Van iria ser de boa? Afinal nem nos conhecíamos.

- Mas vocês não transaram. – Gisele rir.

- Mas já nos pegamos. – Vanessa diz rindo e logo fica séria.

- Oi? – Gi e Claudia pergunta ao mesmo tempo e eu fico sem entender, não lembrava de ter ficado com minha amiga em momento nenhum ao longo de anos de amizade.

- Nos pegamos? – Perguntei confusa.

- Sim ué. – Me olhou incrédula. – Ahhh não Rê, sério que não lembra?

- Que história é essa Vanessa e Renata? – Gisele pergunta e logo Claudia me solta.

- Eu não sei. Juro que não lembro. – Falei olhando Claudia que estava com cara de poucos amigos. – Ei, não me olha assim, pelo jeito foi bem antes de conhecer você. Portanto, nada haver amor. – Falei irônica e ela me beliscou. – Aiiiiii, agressiva.

- Conta essa história Vanessa. – Gisele falou brava.

- Foi no tempo que a Rê ficou morando comigo na casa dos meus pais. A gente ficou sozinha um final de semana e eu resolvi animar ela...

- Beijando a boca dela? – Gisele interrompe e eu não aguento começo a rir.

- Deixa eu terminar de falar Gi. – Vanessa rir. – Então, comprei bebida e começamos a beber e conversar, em determinado momento já estávamos bem altas, Juliana tinha desaparecido e Renata estava chateada, começou a perguntar se a namorada sumia por achar que ela beijava mal e aí ela pediu um beijo para eu avaliar e aí eu fui lá e beijei ela, me senti estranha, foi como beijar minha irmã, mas aí as coisas meio que esquentaram quando ela me puxou para o colo dela, aos poucos ela começou a passar a mão em mim, eu fui me entregando, sentir as mãos da Rê me tocando e apertando me fez perder o controle por alguns minutos, só que eu lembrei que estava quase transando com minha melhor amiga e me afastei rápido. Aliás, retiro o que eu disse, acho que iria gostar sim de transar com você Rê, ainda bem que não rolou. – Vanessa gargalhou, mas logo parou ao ver as caras de Gisele e Claudia.

- Caralho, tentei... – Fiz um gesto com as mãos que Vanessa começou a rir e as meninas acompanharam. – E eu traí a Juliana com você?!

- Traiu, mas trocado não dói. Tentou me comer sim, mas pediu desculpas e logo depois começamos a rir e deixamos isso de lado. Sério que não lembra?

- Claro que não, sabe que quando bebo muito apago. – Falei sentindo minhas bochechas corarem.

- Ahhh, mas você beija bem. – Gargalhou. – Desculpa a demora pra dar o feedback.

- Quais coisas mais vocês estão escondendo? – Gi pergunta olhando para nós duas.

- Que eu lembre só isso. – Vanessa disse rindo. – Mas e vocês? Quem mais comeram juntas? E essa tal de Andreia quem é para que possa conhecê-la e observar de perto. – Vanessa fala olhando as duas irmãs que ficaram coradas.

- Não aprontamos mais nada, apenas foi na despedida de solteira da Gi que ultrapassamos todos os limites, mas somos adultas o suficiente para deixar para lá uma noite de sexo sem compromisso. – Claudia fala me olhando.

- Sei. – Foi a única coisa que consegui falar.

- Mas bem que a gente poderia... – Gisele começa a falar e logo Claudia se manifesta.

- Gisele se você está querendo introduzir que nós quatro poderíamos fazer um ménage eu dou na sua cara. – Claudia falou séria e Vanessa começou a rir.

- Eu iria sugerir para irmos a praia esse final de semana aff. – Gisele disse rindo.

- Mas sabe que não seria uma má ideia. – Vanessa fala me olhando e eu fecho a cara. – Estou falando da praia.

Começamos a rir e logo continuamos contando as loucuras que fizemos quando mais jovens, Vanessa e Gisele são perfeitas uma para outra, as duas são um poço de safadeza, mas me surpreendi mesmo com minha namorada, fazer ménage com a secretaria e a irmã... Ok, foi antes de me conhecer, mas porra, ter contato com a mulher que fez ménage é foda.

Já amanhecia quando fomos deitar, mas logo acordei com o toque do celular da Claudia, ela tinha que ir à faculdade resolver umas coisas e logo saiu da cama para se arrumar, assim que ela levantou não consegui mais dormir e fui tomar um banho para despertar e fazer algo para comermos. Passava do meio dia quando Van e Gi aparecem na cozinha.

- Bom dia loirinha. – Van me da um beijo na bochecha e senta-se à mesa.

- Bom dia cunhada. – Gi também me beija na bochecha e senta ao lado de Vanessa.

- Bom dia meninas. Dormiram bem? – Falei colocando o suco na mesa e pegando os sanduiches que fiz para elas.

- Você é sempre tão cuidadosa assim? – Gisele pergunta rindo.

- Sempre foi, essa é uma das coisas que mais gosto nela. – Van responde e eu começo a rir. Logo meu celular toca era Claudia.

- Oi amor. – Falei sorrindo e a voz do outro lado me fez desmanchar meu sorriso.

- Renata, é a Luana.

- O que você está fazendo com o celular da Claudia, Luana? – Sentia meu sangue ferver.

- Bom, ela pediu para eu te ligar, ela acabou escorregando das escadas da faculdade e torceu o tornozelo, estamos no hospital pode vir busca-la?

- Claro que sim, passa o endereço.

As meninas me olhavam sérias principalmente Gisele, expliquei rapidamente o que aconteceu e seguimos para o hospital em meu carro. O que Luana estaria fazendo com Claudia? Porque ela não me ligou? Eu dirigia calada, as meninas conversavam algo que não entendia, estava apenas pensando no motivo, razão e circunstancia que a Luana estava ao lado de Claudia, da minha Claudia.

Assim que chegamos ao hospital seguimos para a recepção e lá soubemos que ela estava em um quarto de observação aguardando a liberação do médico. Passei igual furacão e assim que entrei em seu quarto me deparo com Luana de pé ao lado de Claudia acariciando seu rosto e segurando uma de suas mãos.

- O que está acontecendo aqui? – Falei olhando diretamente para Claudia que me olhou assustada e puxou a mão para se livrar de Luana.

Capitulo 17 por Gee

- Oi amor. – Falou Claudia me olhando nos olhos.

- Oi Claudia. – Olhei para Luana que me olhava sorrindo debochado e logo depois ficou séria.

- Cau amor, o que houve? – Gi passa por mim e ao ver Luana fica parada olhando-a. – O que ainda está fazendo aqui Luana? – E antes que ela respondesse Vanessa entra no quarto.

- Então você é a Luana. – Minha amiga olha com um semblante avaliativo e sério para ela que logo abre um sorriso sedutor para Vanessa.

- Já vi que estou famosa. – Caminhou até Vanessa e estendeu a mão direita. – Muito prazer, me chamo Luana Sampaio. – A piranha jogou charme para cima da Vanessa é ser muito dada mesmo, será que é parente da Juliana? Humf.

- Olá Luana, sou a delegada Castro. – Apertou a mão de Luana com certa força, pois vi a caretinha de dor que a biscate fez. – Foi você quem agrediu a Claudia não foi? – A morena ficou branca e logo soltou a mão de Vanessa.

- Bom Claudia, já vi que está em boa companhia, estou indo. – Falou olhando para Vanessa que ainda encarava séria. – Melhoras, linda. – Desviou o olhar para ela e depois para mim e saiu andando para fora do quarto.

Sentia meu sangue ferver com a ousadia daquela mulher e mais ainda por ver a proximidade dela com Claudia. Como ela permite que Luana se aproxime dela dessa forma depois do que aconteceu ontem? Como é possível? Não iria falar nada, esperaria chegar em casa para poder conversar ou esperaria esfriar a cabeça.

Sentia o olhar de Claudia para mim, mas me mantive quieta, ela explicou que estava descendo da sala quando viu Luana de longe e para evitar um encontro com ela resolveu descer as escadas mais rápido, porém se desiquilibrou e caiu o que acabou chamando a atenção da Luana.

- Mas o que ela estava fazendo lá? – Gisele pergunta olhando para a irmã.

- Segundo ela estava se apresentando ao diretor. Ela vai começar a lecionar na faculdade. – Falou me olhando e eu senti o coração comprimir.

- Não sabia que teria um curso específico para ser puta agora. Será que a Juliana está matriculada? – Gisele fala irônica e eu comecei a rir. – Sua moto onde está?

- No estacionamento do hospital. Ela me trouxe de moto. – Falou me olhando e dessa vez não aguentei e saí do quarto.

- Renata. – Vanessa segura meu braço. – Calma.

- Eu não falei nada Vanessa. – Olhei minha amiga nos olhos. – Porque ela não me ligou? Ou ligou para Gisele? Ou não pediu ajuda a qualquer outra amiga? E ainda veio de moto agarradinha com aquela mulher? Viu? Ela ainda gosta dela. – Baixei meus olhos e senti um nó na garganta.

- Você precisa conversar com ela Rê, não se precipite.

- Você não viu como Luana estava próxima dela, fazendo carinho e segurando sua mão. Porra Van, depois de ontem ela ainda permitir essa proximidade só me leva a pensar que ela ainda sente algo pela Luana. – Não consegui segurar e algumas lágrimas molharam minha face.

- Você realmente está apaixonada né loirinha? – Vanessa me abraça forte. – Mas você tem que lutar se mostrar presente. Mesmo chateada, volta para aquele quarto e mostra que sempre estará ao lado dela.

Limpei meu rosto, respirei fundo e voltei para o quarto assim que entramos, Claudia me olhou com os olhos cheios de lágrimas e eu fui até ela, antes que pudesse falar qualquer coisa uma mulher baixinha, morena, cabelos médios, pretos e de sorriso fácil entra na sala e assim que entra na sala vai direto falar com a Claudia, mas tenho uma leve impressão de conhece-la.

- Bom mocinha, já está liberada, mas terá que ficar de molho em casa por cinco dias e nada de colocar o pé no chão e sempre deixe-o elevado, foi uma torsão simples mas quero que retorne para tirarmos outro raio x e ver se tudo está em ordens ok? – Falou e só depois que olhou para mim e Vanessa. – Não acredito, Vanessa e Renata?

Van e eu olhamos aquela bela mulher e nos encaramos sem conseguir reconhecer.

- Sério que não lembram de mim? Sou eu, Marcia. – Ainda não lembrávamos dela e continuamos paradas olhando para ela. – Festa da piscina, verdade ou desafio, Renata e eu, mãe da Renata. – Quando ela falou isso Vanessa caiu na gargalhada e foi abraçar a médica.

- Marcinha quem diria que se tornaria uma médica séria. – Vanessa me olha e sorri. – Rê você ficou com a Marcinha até ela se formar não lembra? – Piscou para mim e eu sorri.

- Meu Deus Marcinha, não te reconheci. – Abracei a médica e logo vi os olhares mortais de Gisele e Claudia. – Pintou o cabelo? Está diferente.

- Pois é resolvi assumir meu lado morena. Quanto tempo que não nos vemos. – Me olhou sedutora e eu corei.

- Então minha irmã está liberada doutora? – Gisele pergunta séria olhando diretamente para Vanessa que ficou totalmente sem jeito.

- Sim, sim está sim, desculpem. – Logo ela virou para Gisele e Claudia que a fuzilava com os olhos. – Van, Rê anotem meu número para marcamos algo e relembrar os velhos tempos.

- Amor, pode me ajudar? – Claudia me encara com cara de poucos amigos e logo vou para seu lado ajudar.

- Renata finalmente deixou a Juliana, muito bom saber. – Marcinha fala olhando para Vanessa que logo se coloca ao lado de Gisele que estava quase avançando na médica e eu segurando a risada que logo desapareceu quando olhei para Claudia que estava vermelha e vi que uma veia de seu pescoço está meio saltada, resolvi não falar mais nada.

- Bom, Marcinha já vamos indo e pode deixar que trarei essa mocinha para a avaliação. – Sorri e recebi de volta o sorriso sedutor que era marca registrada da Marcinha.

- Estarei esperando vocês duas. – Olhou para Claudia e logo tirou o sorriso sedutor da boca.

- Logo estarei aqui Marcinha. – Claudia fala irônica e eu comecei a rir.

Saímos do quarto, eu empurrando a cadeira de rodas que Claudia estava, Gisele segurando a mão de Vanessa possessivamente e eu me segurando para não rir, sabia que escutaria um monte, mas ainda não havia esquecido o lance com a Luana e assim que chegamos ao estacionamento fui a primeira a falar.

- Onde está sua moto Claudia? – Perguntei séria.

- Ali. – Apontou séria. – Não quis deixar o numero com a Marcinha? – Perguntou irônica me fazendo perder a paciência.

- Quer ligar para Luana vir buscar você? – Rebati ficando de frente para ela que logo baixou a cabeça. – Vanessa você leva a moto da Claudia. Claudia quer ir para seu apartamento ou para a casa da Gisele? – Não falei da minha casa porque estava chateada com ela.

- Porque não leva ela para a casa de vocês? – Gisele fala tentando apaziguar o clima entre nós, mas eu estava chateada.

- Porque é bem possível que ela queira receber a visita da Luana. – Falei ríspida e tanto Claudia quanto Gisele me olharam com os olhos arregalados.

- RENATA REIS. – Vanessa me repreende. – Você vai levar a Claudia para casa e vai cuidar de sua namorada.

Não falei nada, sai empurrando a cadeira da Claudia até meu carro, abri a porta e com a ajuda de Gisele colocamos ela sentada.

- Não quero te incomodar Renata, pode me deixar em casa. – Falou baixo e eu senti meu coração apertar, mas preferi não falar nada. Gisele sentou no banco de passageiros e eu guiei até minha casa e quando Claudia viu que estávamos indo para lá tentou contestar.

- Renata, quero ir para casa, não pretendo incomodar você. Não tem obrig...

- Claudia, você é minha namorada e eu tenho obrigação de cuidar de você sim, agora se não quer ficar comigo fale agora que resolvemos. – Estacionei e olhei nos olhos dela e senti que Gisele prendeu a respiração.

- Eu quero ficar com você Renata. Me desculpe. – Falou triste.

- Ok. – Foi a única coisa que consegui responder.

Vanessa já estava nos esperando em casa, nenhuma de nós falou nada e novamente Gisele me ajudou a levar Claudia para meu quarto onde a acomodei em minha cama e providenciei almofadas para colocar o pé dela para cima, assim que terminei de acomoda-la e iria saindo do quarto para comprar algumas coisas no mercado e seu remédio ela me chama.

- Renata...

- Oi.

- Podemos conversar? – Perguntou com a voz baixa.

- Agora não Claudia, estou chateada e não quero falar coisas sem pensar. Quando eu voltar a gente conversa. – Fui até ela dei um beijo em sua testa e saí.

Fui até o quarto da Vanessa avisar que iria ao mercado comprar algumas coisas e na farmácia. Minha cabeça estava cheia, como ela pode permitir que Luana se aproximasse tanto? E porque ela permitiu isso? Poxa, se ela falou que me amava e não queria nada com aquela mulher era para ela se manter distante e não permitir que a levasse ao hospital e ainda ficasse de carinhos. Antes de ir comprar as coisas resolvi ir para a praia, andar descalça na areia, pensar, refletir sobre tudo. Fiquei tão envolvida em minha caminhada pela praia que quase não notei que já estava anoitecendo, já estava mais calma, fui para o carro e olhei o celular tinha algumas ligações da Vanessa e uma da Claudia, com certeza estavam preocupadas, rumei para o mercado comprei algumas frutas e mais algumas coisas que já estavam faltando em casa, fui à farmácia que fica no caminho de casa e comprei seu remédio e uma muleta, não iria retornar a ligação de nenhuma das duas, pois já estava chegando.

Assim que cheguei na rua de casa vi um carro estranho parado de frente para nossa casa, manobrei o carro e abri a garagem para estacionar meu carro, assim que desço do carro vejo Vanessa de braços cruzados com cara de poucos amigos.

- Onde você se meteu Renata?

- Estava na praia esfriando a cabeça o que aconteceu? Quem está aí? – Perguntei envergonhada por ter sumido a tarde inteira.

- Os pais da Gi e da Cau. – Senti um mini infarto. – Melhora essa cara e vai se apresentar anda. Estão na sala. – Falou entrando dentro de casa e eu respirei fundo três vezes, peguei as sacolas com as compras e rumei para dentro de casa para conhecer finalmente os meus sogros.

Notas finais:

Bom, para compensar meu sumisso 3 capitulos para vocês!

Me desculpem mais uma vez, é que ultimamente anda bem dificil a inspiração e estou com medo de postar até onde escrevi e não ter conseguido finalizar. Mas vou me esforçar!

Não desistam de mim!

 

Beijos, beijos

 

Gee

Capitulo 18 por Gee

Assim que atravessei a porta todos me olharam, mas meus olhos foram de encontro aos de Claudia que me olhou e ficou vermelha, talvez vergonha por seus pais estarem em casa antes mesmo de me apresentar formalmente e eu sorri.

- Olha quem acabou de chegar. – Vanessa fala sorrindo.

- Demorou cunhada. – Gisele me olha e ver as sacolas em minhas mãos. – A fila do mercado estava grande não é? – Agradeci mentalmente por ela me ajudar.

- Ohh sim, sim, desculpem a demora, deixei o celular no carro e acabei demorando por conta da fila no mercado.

Olhei para o sofá e vi um casal muito bem vestido, o senhor tinha um sorriso charmoso nos lábios que lembrava muito o sorriso da Gisele, seus olhos eram da mesma cor dos da Claudia, um senhor muito bonito, a senhora tinha os olhos castanhos e seu sorriso era alegre, sua postura de madame lembrava muito a Gisele porém quando ela levantou e veio em minha direção notei a semelhança na forma de andar e até de olhar com o da Claudia.

- Seu Alfredo e Dona Maria Antônia, esta é Renata Reis a minha namorada, Renata esses são meus pais. – Claudia fala sorrindo tímida me olhando.

- Muito prazer Dona Maria Antônia e senhor Alfredo. – O casal veio em minha direção e logo recebi um abraço de cada um.

- É um prazer finalmente conhece-la. – Dona Maria Antônia fala me olhando nos olhos e sorrindo.

- O prazer é todo meu dona Maria Antônia. – Correspondi ao abraço da senhora e eu me senti mais calma. – Fico feliz em recebê-los em casa, desculpem ter demorado a chegar.

- É um prazer conhece-la Renata. – Senhor Alfredo me abraçou e depois me olhou nos olhos. – Parece um anjo de tão linda, nem parece que colocou a Luana no devido lugar dela. – Corei né? Com certeza Gisele deve ter comentado do ocorrido.

- Deixa eu levar as sacolas para a cozinha Rê. – Vanessa fala e já vai pegando as sacolas.

- Trás um copo d’água, por favor? Trouxe o remédio da Claudia. – Pedi olhando minha amiga que logo sorriu.

Sentei ao lado de Claudia que me olhava e sorria e Gisele ao lado dos pais.

- Pois então pai, eu não vi a direita que ela deu na idiota da Luana, mas pelo que Andreia me contou a fez cair sentada. – Começou a rir e ali tive certeza que ela realmente contou todo o ocorrido do dia anterior.

- Não sou de violência. – Falei com vergonha. – Mas jamais iria deixar alguém agredir a Claudia. – Olhei para minha namorada que acariciou meu rosto.

- Luana sempre foi muito abusada, estava na hora de alguém dar uns sacodes naquela atirada. Não sei como minha Claudia teve coragem para namorar aquela mulher. Dei graças a Deus quando foi embora. – Dona Maria Antônia falou olhando para Claudia que baixou os olhos envergonhada.

- Mãe isso ficou no passado ok? Eu era jovem, já conversamos sobre isso. Luana não irá mais me procurar. Deixei claro hoje a tarde que estava com a Renata e que não a deixaria por nada. Nos despedimos numa boa e ela não forçará nada! – Claudia falou e me olhou, eu não disse nada, apenas fiquei analisando suas palavras. Logo Vanessa veio da cozinha e entregou o copo com água para Claudia e eu dei o remédio para ela, vi que seu pé machucado não estava apoiado.

- Você não pode ficar com a perna assim. Você ouviu a Marcinha, tem que colocar a perna para cima, me deixa ajudar você. – Coloquei sua perna sobre o centro da sala apoiado numa almofada. – Está bom assim? – Perguntei olhando para ela que só sorriu e assentiu, correspondi seu sorriso e me voltei para seus pais que nos olhavam curiosos e sorrindo, fiquei corada e baixei os olhos.

- Mãe, pai estão deixando minha cunhada envergonhada. – Gisele começou a rir e Vanessa acompanhou.

- Renata sempre foi muito tímida, tem um coração de ouro essa minha amiga. Só um pouco geniosa. – Vanessa fala sentando ao meu lado.

- Vocês são muito amigas não é? –Seu Alfredo pergunta.

- Muito, Vanessa ficou ao meu lado nos momentos mais difíceis da minha vida, digo que ela é minha família, minha irmã.

- De fato conhecendo você agora, vendo a forma que trata e protege a Claudia e o quanto Gisele fala de você vejo que finalmente achamos uma boa nora. Seja muito bem vinda a nossa família Renata Reis. – Dona Maria Antônia fala e eu sinto meu coração acelerar.

- Agradeço todo o carinho e posso garantir aos senhores e a Gisele que cuidarei da Claudia e a farei feliz sempre. – Falei segurando sua mão.

- Acharam uma boa nora é? Deveriam agradecer a Juliana que fez toda a palhaçada e a mim que contratei a Renata. – Gisele falou para descontrair e eu comecei a rir.

- Na verdade, fui EU quem achou uma boa nora para vocês tá? Eu quem peguei o celular dela e gravei meu numero, EU quem mandei mensagem e EU quem pediu em namoro. – Claudia fala rindo e Vanessa começou a gargalhar.

- Tenho que concordar se não fosse a Claudia do jeito que a Renata é lerda elas ainda estavam se conhecendo.

- Obrigada pela parte que me tocas Vanessa. – Comecei a rir.

- Mas e você Vanessa? – Senhor Alfredo olha minha amiga e depois olha Gisele que já ficou vermelha.

- Eu o que senhor Alfredo? – Minha amiga pergunta desconfiada.

- Quando vai pedir nossa filha em namoro? – Dona Maria Antônia pergunta e Vanessa fica pálida com a boca aberta, Claudia e eu não aguentamos e caímos na gargalhada.

- Vocês duas parem de rir, quero ouvir a resposta da Vanessa. – Seu Alfredo nos repreende e logo calamos.

- Pai e mãe... Isso é coisa de se perguntar? – Gisele que agora adotou uma postura tímida se manifesta. – E como vocês sabem que nós estamos nos conhecendo, eu não comentei nada. – Olhei minha namorada que abriu um risinho irônico e ali soube que ela quem comentou.

- Sua irmã que nos contou ué. – Os pais da minha namorada começaram a rir e Gisele olhou para a irmã.

- Ué maninha, achou que eu deixaria de falar da minha futura cunhada para nossos pais? – Claudia começou a rir e eu logo me lembrei de quando Gisele falou do nosso namoro para os pais.

- Pois então Vanessa? Não pretende ter algo sério com Gisele? – Seu Alfredo perguntou de novo e vi minha amiga ficar ainda mais pálida.

- Pai, por favor, não...

- Senhor Alfredo e Dona Maria Antônia a minha pretensão com a Gisele é de ter algo sério sim, não quero viver apenas uma aventura com ela. Ela merece muito mais e eu estou disposta a oferecer caso ela aceite e os senhores permitam. – Eu estava com a boca aberta, Vanessa estava se declarando, aliás, pedindo a mão de Gisele em namoro aos seus pais?! Oi? – Apesar de saber que ela saiu a pouco tempo de um casamento e diante de muitas coisas que conversamos e que aconteceram, sei que ela gosta de mim tanto quanto eu gosto dela. – Olhou para minha cunhada que estava com os olhos marejados e sorriu. – Eu nunca pedi ninguém em namoro e como sabe meu último namoro sério foram anos atrás, mas estou disposta a tentar com você Gi. Já estava pensando em te pedir, mas acho que diante dos seus pais é a maior prova de que eu quero apenas você. Aceita namorar comigo?

- Meu Deus Van... – Gisele começou a chorar e foi em direção a minha amiga. – É claro que eu aceito, seria louca de não aceitar. – Abraçou minha amiga. – Você está tremendo, tá tudo bem?

- Claro que estou tremendo, estou pedindo você em namoro na frente de seus pais e sua irmã queria o que? – Vanessa sendo Vanessa, sei que tentou descontrair, mas se pudesse sumia de nossas vistas.

- Vejo que minhas duas filhas finalmente acertaram. – Senhor Alfredo começa a falar. – Da mesma forma que Renata é muito bem vinda em nossa família você também é Vanessa, será muito interessante ter uma delegada e uma detetive em nossa família. – Sorriu. – Mas espero que vocês duas façam nossas meninas felizes e cuidem delas, caso contrário irão ganhar dois inimigos.

- Esse papel de malvado não combina com você Alfredo. – Dona Maria Antônia fala sorrindo e logo seu Alfredo sorri também. – Meninas, viemos aqui para conhecer uma nora e estamos saindo com duas que nos provaram gostar de verdade de nossos bebês. Simpatizamos muito com vocês duas e estamos vendo que andam cuidando muito bem das meninas, porém exijo que todo domingo vão almoçar lá em casa, queremos conhecer mais de vocês. – Olhou o relógio e olhou para nós. – Infelizmente teremos que ir agora, temos um jantar com um sócio, mas esperamos vocês quatro amanhã lá em casa. Vamos querido?

- Vamos amor. Meninas tenham uma ótima noite e esperamos vocês amanhã.

Meus sogros se despediram dando um abraço em cada uma de nós Gisele era só sorrisos para o lado da Vanessa que correspondia a todos, estava muito feliz por minha amiga.

- Rê, podemos conversar agora? – Claudia me olha com um olhar triste que me apertou o coração.

- Podemos, vamos para o quarto. Espera vou pegar sua muleta, esqueci no carro. – Fui correndo no carro e peguei a muleta que comprei para ela assim que entrei em casa Vanessa e Gisele já haviam ido para o quarto, Claudia falou que as meninas só iriam tomar banho enquanto a gente conversava, subimos para o quarto comigo ainda auxiliando Claudia por conta das escadas e assim que entrou eu fechei a porta.

- Sei que vacilei amor, mas me deixa explicar tá bom? – Claudia fala me encarando.

- Ok.

- Bom, assim que saí da sala e estava descendo para vir embora eu vi a Luana vindo e para evitar uma conversa acelerei o passo o que me fez tropeçar e cair e como ela estava perto correu para me socorrer, eu senti muita dor tanto que achei que tinha quebrado porque inchou muito na hora e ficou meio roxo. Eu ainda contestei, mas a dor me fez aceitar ir com ela para o hospital, eu falei que estava de moto para irmos com ela, pois não queria fazer alguma de vocês irem buscar e sei que você só dirige. Assim que chegamos ao hospital ela foi fazer minha ficha e eu segui com o enfermeiro para tirar o raio x e enquanto a tal da Marcinha analisava solicitei que ela ligasse para você para avisar.

- Certo e em que parte você permitiu ela acariciar seu rosto e segurar sua mão? – Perguntei em pé olhando para ela analisando suas expressões.

- Já no quarto ela se aproximou de mim pedindo desculpas pelo descontrole e por tudo que me fez passar quando estávamos juntas, falou que se arrependeu de ter ido embora e me deixado e que me queria de volta. – Sentia meu rosto esquentar de raiva e meu coração comprimiu de medo, baixei meus olhos e caminhei até a janela do quarto. – Mas eu disse que te amava e nada me faria deixar você, que nossa história havia terminado e para mim é um assunto encerrado ficará no meu passado. Ela se aproximou de mim e falou que já imaginava que isso aconteceria, pois era nítido o brilho dos meus olhos quando falo de você e então se aproximou de mim falando que só queria minha felicidade e se fosse ao seu lado ela entenderia e foi por isso que ela estava acariciando meu rosto e segurando minha mão. Juro que não teve nada demais estávamos colocando um ponto final em tudo.

- Não sabia que precisava tocar para encerrar um assunto. – Falei brava e ela sorriu.

- Não sabia que era ciumenta. – Claudia pegou a muleta e veio em minha direção. – Eu te amo Renata e nada, nem ninguém me fará deixar você. Luana não significa mais nada para mim você é única. – Enlacei sua cintura e beijei sua boca de forma possessiva, puxando mais seu corpo contra o meu, esqueci completamente que minha namorada estava machucada quando ela soltou um gemido de dor.

- Amor, desculpa. Olha eu sendo estabanada de novo, vem sentar vem. – Ela começou a rir.

– Tudo bem amor, só foi uma fisgada. – Me olhou nos olhos e sorriu. – Você é perfeita sabia? Tudo que eu sempre quis. – Me deu um selinho. – Pode me ajudar a tomar banho?

Ajudei minha namorada a tomar banho, aliás, tirei sua botinha ortopédica para ela tomar banho e logo depois coloquei, Claudia tomou banho sozinha só ajudei a se secar e se vestir, foi difícil me controlar para não toma-la, mas consegui.

Logo as meninas chegaram e ficamos em meu quarto comendo e conversando, era simplesmente maravilhoso ter essas três mulheres em minha vida.

Capitulo 19 por Gee

O domingo na casa de meus sogros foi muito tranquilo, descobri que meu sogro era apaixonado por carros e motos e assim que viu o meu ficou alucinado, passamos a tarde inteira falando de carros enquanto minha sogra, cunhada, namorada e amiga ficaram nos observando e conversando, por volta das 17:00hrs fomos para casa, Vanessa foi para o apartamento de Gisele e eu fiquei em casa com minha ruivinha, ainda estava meio tensa pela proximidade da Luana mas eu confiaria em minha namorada, passamos a noite assistindo filme e namorando, ela tentava aprofundar o beijo mas eu segurava, ela estava machucada, ok no pé mas eu sou muito desajeitada poderia machuca-la e não queria arriscar, ela fez um biquinho lindo mas logo passei a fazer carinho e contar algumas histórias da minha infância com minha mãe e ela ficou quietinha me observando.

Os dias que ela ficou de repouso fiz questão de ficar ao seu lado cuidando e dando carinho, já estávamos no estacionamento do hospital para ela ir tirar a botinha e a Marcinha examinar seu pé quando ela me segurou antes que eu saísse do carro para ajuda-la a descer.

- Renata... – Me chamou com um tom de voz sério e eu logo olhei para ela imaginando o que tinha feito de errado.

- Oi meu bem, algum problema?

- Se você ficar dando mole para aquela médica abusada falo para Vanessa deixar você 30 dias presa e ainda vai ficar 40 dias sem sexo estamos entendidas? – Falou com um tom de voz ameaçador e sim Vanessa me deixaria presa mesmo, mas o que me preocupava era não tocar minha namorada.

- Eita, se acalma mulher, não precisa partir para violência. – Acariciei seu rosto. – Eu te amo minha ruiva, não quero ninguém além de você e a Marcinha é desse jeito mesmo não leva ela a sério.

- Mas você já ficou com ela Renata, odeio a ideia de outra mulher amando você, beijando sua boca, acariciando o que é meu... Por favor, não dá moral para esse oferecida tá?! – Apenas puxei-a para um beijo.

- Eu te amo e não farei nada para magoa-la. Agora vamos que quero você livre dessa botinha aí.

- É? Por quê? – Perguntou quando estava ajudando a descer do carro.

- Porque estou louca para fazer amor com você! – Falei encostando meu corpo no dela.

- Não provoca amor. – Mordeu meu lábio me fazendo suspirar. – Agora vamos logo.

Sabe quando tudo está bom demais para ser verdade? Pois então, assim que entramos na recepção demos de cara com Luana que veio toda cheia de sorrisos para o lado da Claudia e ignorando completamente a minha presença.

- Cau, estava esperando você. – Veio querendo beijar minha namorada e vi Claudia se afastar com uma cara de poucos amigos iria apenas observar como ela iria se comportar e rezar para ela não me decepcionar.

- Luana o que está fazendo aqui? – Perguntou uma Claudia impaciente.

- Vim ver você, estava preocupada, não estava em seu apartamento.

- Porque ela estava em minha casa. – Falei olhando para ela que só então me olhou pela primeira vez.

- Sei... – Virou seu olhar para Claudia de novo. – Achei que ao menos teria sua amizade.

- Luana, presta atenção. – Respirou impaciente. – Eu desculpei você, falei que não carregaria mágoas quando eu disse que estava no meu passado significa que você também esta. Eu não quero proximidade ou contato com você.

- Está com medo de voltar a sentir o que sentia por mim então. – Falou sorrindo e eu respirei fundo e sem querer apertei a mão de Claudia forte demais.

- Não Luana. Não estou com medo de voltar a sentir algo por você, só não quero que uma pessoa que me fez tanto mal ainda esteja presente em minha vida. Assim que você saiu dela minha vida melhorou e muito, as coisas começaram a fluir até minha saúde melhorou, portanto, quero que continue assim. Você no seu lugar e eu no meu, não insista, quando eu digo que acabou, acabou. – Se eu estava de boca aberta e passada quando olhei para Luana ela estava com os olhos lacrimejados, mas não senti pena, bem feito, quem mandou vacilar.

- Ok, já entendi o recado Claudia. Parabéns Renata, estou desistindo. Felicidades ao casal. – Saiu porta a fora e eu não consegui segurar o sorriso.

- Vamos amor. – Saiu me puxando.

Assim que nos viu Marcinha abriu um sorriso largo e logo minha namorada fechou a cara, minha vontade foi de rir, mas me mantive séria Claudia com ciúmes não era o mesmo doce de mulher que costuma ser e eu não iria cutucar onça com vara curta né não?!

 - Olá meninas, como estão? Como foi a recuperação Claudia? – Perguntou sorrindo e me olhando.

- Tendo minha namorada cuidando 24 horas de mim não poderia ter sido melhor. – Acariciou meu rosto.

- Tenho certeza que Renata cuidou muito bem de você. – Gente eu juro que se não tivesse segurando a Claudia pela mão ela teria partido para cima da Marcinha.

- Então podemos ver logo os exames para Claudia tirar logo essa botinha? Ela está linda assim, mas quero minha namorada sem ela. Pretendo curtir nosso dia hoje. – Falei abraçando minha namorada enfurecida.

- Romântica como sempre. – Marcinha porra, a mulher está claramente provocando a minha ruiva que daqui a pouco me bate pra soltar ela pra bater nela e eu vou deixar.

- Vamos doutora Marcia? – Falei irritada e logo ela entendeu.

Seguimos para a sala de raio x, fiquei esperando do lado de fora e logo minha namorada sai e ficamos aguardando. Poucos minutos depois Marcinha chega sorrindo.

- Bom, já está livre da bota ortopédica, sentirá um pouco de dor, mas nada que uma massagem não resolva. – Falou sorrindo e olhou para mim. – Renata tem mãos maravilhosas sei que vai fazer a massagem quando sentir dores. – Pronto, Claudia levantou e eu só fiz abraçar minha namorada enfurecida.

- Bom, então já vamos indo. Obrigada por cuidar bem da minha princesa Doutora Marcia. Foi muito bom revê-la. Se cuida. – Estendi minha mão e ela apertou a minha.

- Obrigada doutora. – Claudia fala irônica e Marcinha sorriu e logo foi embora.

Estávamos indo para o estacionamento, Claudia se mantinha em silêncio e eu resolvi não falar nada, pois era bem provável que ela explodisse de raiva pelas provocações da Marcia. A única coisa que me atrevi perguntar foi se ela queria comer alguma coisa, mas ela não quis. Assim que chegamos em casa ela desceu do carro e foi direto para meu quarto, juro que já estou ficando com medo. Segui vagarosamente, rezando para ela estar no banho e não sentada na cama pronta para brigar e respirei aliviada quando ouvi o chuveiro ligado, fiquei andando de um lado para o outro pensando no que fazer para amansar a fera e antes que tivesse qualquer ideia ela aparece na porta do banheiro só de toalha e fica me observando. Encaro seus olhos verdes e caminho até ela, paro em sua frente e consigo sentir o cheiro de sua pele que me deixa extremamente excitada, fechei meus olhos para me concentrar em seu cheiro e logo sinto o toque de seus dedos em meu rosto, meu coração dispara.

- O que você está sentindo agora? – Claudia pergunta com a voz baixa e cola seu corpo no meu.

- Me sinto excitada com seu cheiro, seu toque e seu calor. – Coloquei minhas mãos em sua cintura e ela foi me empurrando até que eu senti a cama atrás de mim, me desiquilibrei e caí sentada, abri meus olhos e a olhei, ela estava soltando a toalha e deixou-a cair, desci meus olhos por seu corpo e ela foi me fazendo deitar enquanto sentava em meu quadril.

- Se sente excitada sem nem te tocar? – Acariciou os próprios seios e minha boca salivou.

- S... Sim. – Foi escorregando a mão por sua barriga e quando tentei toca-la ela não permitiu.

- Alguma mulher já fez você sentir o que está sentindo agora? – Voltou a acariciar os seios apertando seus biquinhos e eu consegui ficar sentada com ela ainda em meu quadril.

- Não, apenas você. – Cheirei seu pescoço e ela soltou um gemido. – Você consegue me deixar excitada apenas ao sentir seu cheiro. – Claudia coloca a mão direita em minha nuca e puxa meus cabelos, morde meu lábio inferior com um pouco de força e logo invade minha boca com sua língua, me entrego ao seu beijo, começo a acariciar suas coxas.

-Você é só minha Renata Reis.

Olhou em meus olhos e falava com uma voz ofegante e aproveitei para girar seu corpo e ficar por cima, beijei seu pescoço, mordi de leve enquanto sentia suas mãos em meus cabelos, desci para seus seios e enquanto chupava um, apertava outro, sentia Claudia me puxando para ela e rebolando em baixo de mim. Escorreguei minha mão direita até seu sexo e ao sentir o quanto ela estava molhada não aguentei e mordi um pouco mais forte seu biquinho e ela soltou um gritinho o que me deixou ainda mais excitada e logo penetrei um dedo em seu interior.

- Você está tão deliciosa meu amor... – Falei movimentando meu dedo dentro dela que só gemia e me apertava. -  Ela te deixava tão excitada assim quanto te deixo? – Penetro um segundo dedo em sexo e aumento o ritmo das minhas estocadas, sinto Claudia rebolar cada vez mais rápido, sinto que ela está quase lá e resolvo parar iria castiga-la da melhor forma por ter permitido a aproximação da idiota da Luana.

- Não, não para. – Crava as unhas em minhas costas com força e solto um gemido de dor e tesão.

- Responde minha pergunta vai. – Volto com os movimentos de entra e sai, porém mais lentos, Claudia me encara com seus olhos verdes escurecidos de tesão e raiva e ao invés de me responder, Claudia me puxa para um beijo cheio de desejo e vai tirando minhas roupas, inverteu nossas posições.

- Está tentando me dominar Reis? – Fala sentando em meu colo e rebolando seu sexo contra o meu. – Também sei jogar amor.

Puxei seu cabelo e levei minha mão até seu sexo molhado e penetrei dois dedos.

- Quero você cavalgando em cima de mim vai. – Minha namorada apertou suas unhas em minhas costas e fez o que eu pedi, começou a sentar gostoso em meus dedos e gemer, passei a sugar seus seios, sentia seus movimentos cada vez mais rápido, estava tomada de tesão. – Isso minha gostosa, senta gostoso pra mim vai. – Os gemidos da minha namorada tomaram conta de todo o quarto, seus movimentos estavam cada vez mais rápidos e fortes, senti meus dedos sendo apertados dentro dela e logo ouvi seu grito de prazer ao chegar ao auge, meu coração se aqueceu quando ela se declarou ainda sentindo o ápice do prazer.

- Eu te amo tanto Rê, que chega a doer só de imaginar ficar sem você... – Me olhou nos olhos ainda com a respiração pesada. – Sei que estamos a pouco tempo juntas mas sinto que você é o amor da minha vida e nunca irei permitir que ninguém fique em nosso caminho e não, eu nunca senti metade do prazer que você me proporciona. Só você minha loirinha linda!

Abracei minha namorada forte e beijei sua boca com carinho, ficamos deitadas sem falar nada apenas nos beijando e acariciando e tive a certeza que achei o meu lugar no mundo e era ali, nos braços da ex ficante da minha ex noiva, Claudia Vilela!

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