Minha vida é você por amandanasnuvens
Summary:

Quando o amor supera a distância, é as imposições familiares,nada e nem ninguém consegue destruí- lo.


Valentina e Andreia irão encantar vocês com sua história de amor.


Categoria: Romances Characters: Original
Challenges:
Series: Nenhum
Capítulos: 13 Completa: Sim Palavras: 33850 Leituras: 13322 Publicada: 12/06/2019 Atualizada: 10/04/2020

1. Capítulo 1 por amandanasnuvens

2. Capítulo 2 por amandanasnuvens

3. Capítulo 3 por amandanasnuvens

4. Capítulo 4 por amandanasnuvens

5. Capítulo 5 por amandanasnuvens

6. Capítulo 6 por amandanasnuvens

7. Capítulo 7 por amandanasnuvens

8. Capitulo 8 por amandanasnuvens

9. Capitulo 9 por amandanasnuvens

10. Capitulo 10 por amandanasnuvens

11. Capitulo 11 por amandanasnuvens

12. Capitulo 12 por amandanasnuvens

13. Capitulo 13 por amandanasnuvens

Capítulo 1 por amandanasnuvens
Notas do autor:

Espero que gostem do conto resolvi posta - lo em homenagem ao dia dos namorados 

P.o.v Valentina


  Eu estava em minha casa quando meu telefone toca e eu atendo:


- Boa noite Valentina.


- Boa noite Linda, a que eu devo a honra de você me ligar a essa hora?

- É que eu fiquei sabendo de uma coisa e queria saber se é verdade, você vai voltar para Nova York?

- É verdade, estou indo pra lá daqui 3 dias, eu sinto falta de lá, dos meus amigos e principalmente de Andreia que é a mulher da minha vida.


- Tem certeza que você voltara para lá depois de tudo o que houve?


- Tenho, faz dez anos que meus pais me mandaram pra cá. 


- Mas e a Andreia? 


- Meus pais não podem passar o resto da vida separando nos duas, eu já sou independente e não aceito mais essa distância.


- E se ela estiver com alguém? 


  Se ela estiver com alguém irei respeitar, mas eu preciso vê - lá e dizer pra o quanto eu ainda a amo e que mesmo tendo passado tanto tempo eu nunca a esqueci.


- Pelo visto você esta determinada.


- Estou sim minha amiga.


- Boa sorte lá.


- Obrigada Linda, não vá se esquecer de mim viu amiga


- Jamais irei te esquecer, irei te visitar em Nova York.


- Vou te esperar, beijos amiga .


- Beijos.


  Desliguei o telefone e fui arrumar minhas malas para viajar.


P.o.v Andreia


  Eu estava dormindo e acordei com meu celular tocando:


- Boa noite Andreia.


- Boa noite Alice, eu estava dormindo 


- Quer sair comigo hoje pra balada? 


- Hoje não da amiga, estou ocupada.


- Ocupada com o que? 


- Daqui a pouco voltarei pro meu trabalho de faculdade, tenho q entregar ele amanha.
- Esta bem mas você não vai escapar de sair comigo.


- Eu sei, depois saio com você.


- Faz tempo que você me enrola, daqui 3 dias você não me escapa.


- Esta bem, sairei com você com prazer.


- Beijos, não quero te atrapalhar.


- Beijos amiga.


P.o.v Valentina

   Os três dias passaram voando e eu estava no aeroporto e minha amiga veio se despedir de mim:
- Promete que sempre vai me dar noticias?


- Prometo minha amiga maluquinha.


- Te adoro Valentina, vou sentir sua falta não se esqueça da sua amiga aqui não.

- Também te adoro Linda, jamais vou esquecer a minha amiga confidente.

  Entrei no avião e me lembrei porque meus pais me mandaram para Madri.

Flashback on


  Eu e a Andreia já estávamos juntas a mais de 1 ano, íamos comemorar o meu aniversario, eu iria fazer 17 anos e ela tinha me preparado uma surpresa linda, me deu uma cesta linda com um álbum de fotos com algumas fotos nossas com algumas frases, eu estava tão feliz com meus presentes, já eu preparei uma surpresa para ela no meu quarto, tinha varias fotos nossas penduradas, algumas velas, frutas, chocolate, e uma lingerie perfeita, a esperei ansiosa pois essa seria a primeira vez que eu teria a Andreia entregue a mim, minha mãe avisou que ela já estava entrando no quarto e eu me troquei e me deitei na cama e fiquei a espera dela, ela entrou me convidando para um jantar romântico para comemorar meu aniversário, mas quando ela viu como eu estava vestida ela mudou de ideia e me olhou maravilhada e dava para ver nos olhos dela o desejo que ela estava sentindo, esperei ela se sentar na minha cama e sentei no colo dela e disse em seu ouvido: - Hoje quem ira mandar em você sou eu, eu estava ansiosa pois essa seria minha primeira experiência dominando a Andreia e eu queria q fosse perfeito para nos duas.

  Ela me olhou com aquele sorriso safado que desarma qualquer uma, puxei ela pra um beijo cheio de paixão, carinho, desejo e ternura, queria mostrar pra ela o quanto eu a amava, fui tirando peça por peça da roupa dela para admira - lá, a despi e eu não conseguia parar de olha - lá, voltei a beija - lá e fui descendo ao pescoço dela, deixei um chupão ali, para todos saberem que ela é minha, fui descendo aos seios dela e me deliciei com eles, como se fosse a melhor fruta do mundo, fui descendo ate o centro de prazer dela e olhei para ela e perguntei:

- O que você quer que eu faça Andreia?

- Você sabe Valentina.

- Sei sim, só quero te ouvir falar.

- Sua safada.

- Sou e você ama a safada aqui.

- Amo sim.

- Ainda não ouvi o que você quer que eu faça.

- Não direi.

- Você que sabe, não irei fazer se você não falar.

  Fingi que eu iria me levantar e ela disse:

- Tá bom direi.

- Sou toda ouvidos.

- Para de rodeios e me faça sua mulher.

- Era isso que eu queria ouvir e dei aquele sorriso que ela tanto ama.

  Eu sabia que para ela estava sendo difícil falar que queria que eu a possuísse já que era sempre o contrario, eu que sempre dizia isso, mas hoje ela será toda minha.  A beijei com volúpia para ela saber o desejo que eu estava sentindo, fui descendo ao centro do prazer dela, ela não queria admitir mas estava excitada, é eu sorri constatando isso,  fiquei observando a  beleza dela e fiquei maravilhada com o corpo da mulher que eu amava, eu já estava ficando excitada então resolvi fazer o que eu mais desejava desde que começamos a namorar  cai de boca na melhor coisa do mundo, comecei chupando ela ora devagar ora rápido, quando  estava quase gozando a chupei com mais velocidade ate que gozou em minha boca,  absorvi cada gota como se fosse o manjar dos deuses, ela disse para mim:

- Você já se saciou de mim agora é minha vez.

  Quando ela disse isso fiquei arrepiada, mas ao invés de deixar ela no comando eu disse:

- Hoje é meu aniversário e meu presente é ter você totalmente entregue a mim.

  Eu peguei uma algema e uma venda e falei:

- Hoje você será toda minha e fara tudo que eu disser e ela falou:

- Me obrigue.

  Eu sorri para ela e disse:

- Esqueceu que hoje você é minha?

- Não me esqueci não.

- Então agora me beije

 Eu a beijei e ela disse: 

- Gosto de garotas obedientes.

- Agora fique na cabeceira da cama 

  Eu a  obedeci e ela me algemou e disse no meu ouvido:

- Estou amando ter você assim pra mim.

  Eu em seguida a vendei e disse:

- Aprecie o prazer que eu vou te dar meu amor.

- Sim

- Sim o que? 

- Sim Valentina.

- Assim que eu gosto bem obediente.

P.o.v Andreia 

  Eu estava amando cada segundo do que a Valentina estava fazendo, eu não conhecia esse lado dela e eu estava maravilhada em como ela estava me tratando mas eu não iria admitir isso de jeito nenhum, eu que sempre dominei a Valentina estou sendo dominada por ela, eu nunca direi o quanto eu estou gostando de vê - lá assim.

P.o.v Valentina 

  Eu comecei beijando o pescoço dela e deixei um chupão ali, ouvi - lá  gemer a cada novo  toque que eu dava em seu corpo era como estar em êxtase ou no paraíso, eu desci em seus seios e me deliciei com eles e a cada toque que eu dava em seus seios ela ficava mais excitada e eu sabia disso, aproveitei para explorar seu corpo com beijos por onde eu passava e quando eu chegue no centro de prazer dela, eu voltava o caminho reverso e a beijava, eu a estava provocando e ela disse:

- Não provoca vai

- Por que? A noite é uma criança.

- Não seja má vai.

- Você ama a má aqui.

- Amo sim Valentina .

- O que quer que eu faça?

- Que você me faça sua mulher Valentina.

  Eu sorri vitoriosa pois eu sabia que arrancar isso da Andreia era um feito e tanto, eu desci ate o sexo dela e a chupei ora devagar ora rápido, foi  diferente para ela dessa vez pois estava vendada e algemada então pude explorar o corpo dela sem que me interrompesse , ela estava quase gozando e eu comecei a chupa - lá mais rápido ate que gozou em minha boca e transamos ate o dia raiar, adormecemos nuas na cama eu abraçada a ela, quando minha mãe entrou  em meu quarto pela manha, nos pegou nuas na cama e foi o maior bafafá, dois dias depois ela me mandou para Madri para a casa da minha tia, mal pude me despedir da Andreia, resolvi escrever uma carta para Andreia

  Querida Andreia 

  Aconteceu o que mais temíamos, que meus pais descobrissem, se você receber essa carta é porque já estou longe, terei de ir para Madri e não sei quando irei voltar mas quero que saiba que te amo mais que tudo e que não importa a distancia sempre vou te amar.


                                      Sua Valentina


  Pedi para minha melhor amiga entregar para ela.

Flashback off


  Quando percebi eu já estava chegando em Nova York, o avião pousou e eu fui para o apartamento que eu comprei antes de vir para cá, estava tão cansada que eu adormeci.

P.o.v Andreia 


   Eu estava em casa revisando meu trabalho e meu celular toca e eu atendo:

- Boa noite Andreia.

- Boa noite Alice.

- Não esquece que temos balada marcada para hoje.

- E tem como esquecer? Você ficou no meu pé a semana toda.

- Claro se não você arrumaria uma desculpa para não ir.

- Esta bem eu vou.

- Esta bem te encontro as 21 horas na sua casa.

- Ta bom, deixa eu correr que eu tenho que me arrumar.

- Beijos e fui.

- Beijos.

  Essa minha amiga maluquinha, ela que me deu força quando a Valentina foi levada embora, onde será que ela esta? Lembro da carta linda que ela escreveu, o que eu não daria para vê - lá novamente, resolvi me arrumar, coloquei uma roupa largada que era bem meu estilo, resolvi colocar uma calça largada e uma blusa de banda e meu colar predileto que eu ganhei da Valentina, com look completo eu fui esperar minha amiga do lado de fora.

P.o.v Valentina 

  Eu estava cochilando em casa pois eu estava cansada da viagem e meu celular tocou e eu fui atender:

- Boa noite Valentina.

- Boa noite Ester, só você mesmo pra me acordar a uma hora dessas, o que você quer?

- Já se esqueceu que vamos a balada hoje?

- Puts esqueci completamente, desculpa.

- Pois trate de se arrumar que passo ai as 21:30

- Mas já são 20:30

- Então sugiro que você comece a se arrumar logo.

- Esta bem você venceu eu vou.

- Esta bem, já vou indo vou terminar de me arrumar.

- Ta bom, ate mais tarde.

- Ate.

   Tomei um banho bem rápido e fui me arrumar decidi por uma calça rasgada bem justinha com uma blusa de um pais qualquer com meu colar que eu nunca tirei pois eu ganhei da Andreia, fiquei pronta e desci para esperar minha amiga.

  Fomos ao Lavo Nightclub é um restaurante e balada, jantamos e conversamos:

- Minha amiga como senti sua falta.

- Eu também senti Ester.

- O que veio fazer aqui em Nova York?

- Vim atrás da Andreia.

- E seus pais?

- Eu já sou de maior, eles não podem fazer nada.

- Tem certeza? 


- Tenho, eu cansei de ser infeliz pq eles não querem a minha felicidade, mas e você como esta?

- Estou bem, estou trabalhando e namorando.

- Que legal, como se chama? 

- Ela se chama Alice.

- Bonito nome, como se conheceram?

- Nos conhecemos nessa balada, ela estava dançando lindamente eu me aproximei dela e quando fui falar com ela acabei derrubando uma bebida nela, eu fiquei super sem graça, pedi desculpa e começamos a conversar, já estamos juntas a 2 anos.

- Serio?

- Serio.

- Que legal, fico feliz por você amiga.

- Estamos esperando ela é uma amiga dela.

- Como a amiga dela se chama? 

 Não perguntei o nome.

- Elas vão demorar muito? 

- Acho que não.

  Ficamos conversando por uma meia hora e a Ester disse:

- Elas estão entrando.

  Olhei para onde ela apontou  e fiquei pálida, na minha frente estava a mulher da minha vida, não pude acreditar no quão sortuda eu era em encontrar a Andreia aqui, me vieram lágrimas aos olhos e eu disse a Esther:
- É a Andreia.

- Você tem certeza amiga, vocês duas não se vem a muito tempo como pode ter tanta certeza que é ela?

- Tenho certeza absoluta nunca a esqueceria a Andreia, eu nunca deixei de ama lá - Esta ai a chance que você esperava de falar com ela.

- Verdade.

P.o.v Andreia

  As meninas vieram ate nos e a Andreia ficou estática ao ver a garota ao lado da Esther, após alguns minutos encarando para ter certeza de que era ela mesmo, com o coração aos pulos ela pergunta:

- É você mesmo Valentina? 

- Sou eu sim.

- Você esta aqui desde quando?

- Cheguei hoje e minha amiga me arrastou para cá, mas valeu a pena por ter vindo.- Por que valeu a pena?
- Porque eu voltei pra cá para te encontrar.

- Serio? 

- Serio, eu larguei tudo em Madri para vir atrás de você, eu irei entender se você tiver outra garota em sua vida.

  Estamos aqui meninas.

- Desculpa meninas e a Andreia disse:

- São 10 anos separadas, os pais dela nos separaram .

  A Alice perguntou:

- O que houve?

P.o.v Valentina 

  Foi minha vez de falar

  Eu e a Andreia já estávamos namorando a mais de 1 ano, e fomos comemorar meu aniversario na minha casa e adormecemos nuas, minha mãe encontrou nos duas nuas na cama, foi o maior bafafá e eles me mandaram para Madri e estamos separadas ate hoje.

  A Alice perguntou:

- Você nem pode se despedir dela?

  Com lágrimas nos olhos eu disse:

- Não, só pude escrever uma carta para Andreia e rezar para que chegasse a ela.  A Andreia se pronunciou
Andreia: - A sua amiga entregou sua carta para mim.
-Serio?

- Serio, eu fiquei tão triste por eu não ter podido me despedir de você, meninas bora entrar na balada?  Quero poder estar com a mulher da minha vida.

Enrubesci quando ela disse isso, entramos na balada e fomos pegar uma bebidas, depois de muito beber resolvemos dançar, a Andreia disse em meu ouvido:

- Não vejo a hora de te ter só pra mim.

  Arrepiei na hora e fomos dançar.

- Eu comecei a provoca - lá enquanto dançávamos.

  Ela não resistiu e disse em meu ouvido:

- Acha que vai me provocar e sair impune?

P.o.v Andreia

  Arrepiei na hora e ela me puxou para o banheiro mais próximo e me puxou para o box do banheiro e disse:

- Como eu sonhei com esse momento de poder te beijar.

 Ela me beijou daquele jeito que só ela sabia, eu dei um gemido e deu pra ver o sorriso dela no rosto por saber que eu ainda era dela e disse em meu ouvido:
- Hoje vou saciar minha vontade de você.

  Arrepiei na hora e ela disse em meu ouvido:

-  Seja minha.

- Sou toda sua Andreia.

- Pensei que tinha me esquecido minha Valentina .

- Nunca te esqueceria.

  Ela tirou minha blusa  e meu sutiã e ficou maravilhada  com a vista, deu uma chupada no meu pescoço para mostrar que eu tenho dona e foi descendo em meus seios, começou chupando meu seio direito enquanto brincava com o outro, estava excitada demais e me ver assim deixava ela mais excitada ainda,  me ajudou a tirar a calça e pediu para mim:

- Fica de bunda pra cima pra mim.

- Claro minha Andreia.

- Assim que eu gosto bem obediente.

  Fiquei de bunda pra cima e ela deu alguns tapas na minha bunda e disse pra mim:- Te darei 1 tapa por cada ano que ficou longe de mim.

- Sim minha Andreia.

  Cada tapa que ela dava diziao porque estava dando, cada tapa que dava eu ficava mais excitada ainda, depois do decimo tapa  ela me colocou de pé e começou a me chupar ali mesmo e me disse: 

- Se gemer será castigada.

- Tentei ao máximo não gemer mas escapou alguns gemidos, ela me chupou ate eu quase gozar, parou e disse no meu ouvido:

- Na minha casa ou na sua? 

- Na sua.

- Boa escolha.

  Nos arrumamos e voltamos pra balada onde nos encontramos com as meninas e dissemos para elas: 

- Vamos embora.


- Esta bem, se divirtam


- Obrigada meninas


  Fomos as pressas pra casa da Andreia, chegamos rápido, chegando lá tiramos nossas roupas com pressa e nossos corpos já estavam colados como se fossem um sóe nos beijamos com volúpia e desejo e ela disse:


- Agora sim estamos no lugar certo.


  Ela pegou a algema e a venda e eu sorri pois eu já sabia o que iria acontecer.A Andreia disse:

- Venha cá.


- Claro minha Andreia.


  Ela pediu para eu me sentar em uma cadeira e botar as mãos para trás e eu botei e ela me algemou e me vendou e disse:


- Isso foi por ter gemido no banheiro, eu escutei ela pegar alguma coisa e eu fiquei curiosa sem saber o que aconteceria a seguir, quando voltou eu senti  algo gelado em meu corpo e parecia gelo, me arrepiei na hora,  foi passando por cada parte do meu corpo e isso me excitava demais e ao perceber isso perguntou:

- Esta gostando?


- Estou gostando Andreia.


  Ela voltou e pegou alguma coisa e foi passando no meu corpo eu não sabia o que era, foi lambendo meu pescoço e foi descendo ao resto do meu corpo , foi ai que eu percebi que era leite moça e estava tão bom que dei vários gemidos ainda mais quando dava  chupões por onde passava, eu não via a hora dela me chupar mas se eu falasse alguma coisa sabia que ela iria demorar só pra me fazer falar então resolvi esperar, pois eu sabia que valeria a pena, dito e feito, ela me chupou deliciosamente e eu estava para gozar quando me chupou e colocou um dedo para fazer um vai e vem gostoso enquanto me chupava junto, só ela sabia fazer eu me sentir assim, gozei na boca dela, só então me soltou e nos beijamos e eu disse:- Posso te dar o mesmo prazer Andreia?

Andreia: - Deve.


  Eu comecei mais tímida, a beijei e fui descendo aos seios dela e abocanhei com vontade como se fosse um manjar dos deuses, eu fui descendo com pressa pois eu queria provar o sabor dela novamente, não via a hora de estar entre as pernas dela, cheguei ao centro do prazer dela e a chupei com vontade e quando ela estava para gozar coloquei dois dedos e a chupei com mais vontade ate ela gozar em minha boca e ela disse em meu ouvido:


- Isso mesmo minha Valentina.


  Transamos noite a dentro sem nos preocuparmos em sermos pegas pois agora vamos poder viver o nosso amor sem ninguém nos separar, nos amamos até o sol raiar.

Notas finais:

Beijos da Pimentinha e feliz dia dos namorados ????????

Capítulo 2 por amandanasnuvens
Notas do autor:

Está aí mais um capítulo pra vocês meninas, espero que gostem :), agradeço a todas as meninas que me ajudaram a terminar o capítulo s2

POV -  Alice

  Já passava das 5 da manhã quando a Alice chamou a Esther para irem juntas para casa, o dia já estava quase clareando então elas resolveram sair da balada. Estavam caminhando e  conversando amenidades quando o telefone da Alice tocou:

- Alô com quem eu falo?

- Bom dia Alice aqui é a mãe da Valentina, eu não estou conseguindo falar com ela você sabe onde encontrá-la? Ela disse que quando chegasse aqui em Nova York me ligaria avisando que chegou bem, mas até agora nada.

- Me desculpa Cecília eu não sei onde ela está, marcamos de nos ver quando ela chegasse aqui em Nova York.

- Se a Valentina te ligar você avisa que eu quero falar com ela urgente.

- Pode deixar, se ela me ligar eu aviso.

- Até qualquer hora Alice.

- Até Cecília.

POV -  Esther

- Você acha que fez bem em mentir pra Cecília?

- O que eu poderia dizer meu amor? Que ela estava na casa da Andreia?

- É verdade, não seria uma boa ideia ela saber onde a Valentina estava.

- Temos que avisar pra ela que a mãe dela me ligou.

- Verdade, pra ela não ser pega de surpresa.

- Vamos ligar pra ela?

- Vamos esperar porque as meninas devem estar dormindo.

- Verdade né, meu amor vamos pra casa estou morrendo de sono, quero poder dormir abraçadinha a você.

POV -  Andreia

  Acordei com uma felicidade tão grande no peito, ao saber que a minha Valentina está aqui em meus braços, eu a observei dormindo ela  parecia estar tão serena, eu não pude deixar de sorrir pois eu havia sonhado tantas vezes com ela deitada aqui em meus braços, passei a mão pelo seu rosto e ela resmungou e virou pro lado. Aproveitei e me desvencilhei do seu abraço e sai da cama, peguei meu celular e a fotografei, logo depois o guardei  para ela não ficar brava comigo porque se me lembro bem ela odiava quando eu tirava fotos suas sem o seu consentimento. 

Vou aproveitar que já levantei para fazer o café da manhã pra nós duas.

Entrei na cozinha, peguei as coisas no armário e na geladeira. Se  não me falha a memória a Valentina gostava de suco de laranja, uma salada de frutas e um pão integral com peito de peru e requeijão, ela sempre foi  a mais fitness de nós duas. Eu particularmente amo comidas saborosas e calóricas, pra mim fiz um achocolatado, bolacha recheada e pão francês com queijo, terminei às pressas antes que a Valentina acordasse e antes de voltar para o quarto peguei uma rosa que tinha no meu jardim e coloquei na bandeja e fui para o meu quarto.  Chegando lá ela ainda estava dormindo, sempre tenho dificuldade pra acordar essa dorminhoca, coloquei a bandeja em cima da mesinha e fui pra missão impossível acordar Valentina, cheguei perto dela e disse em seu ouvido:

- Acorda meu amor fiz um café maravilhoso para nós duas.

  Ela resmungou:

- Mais cinco minutos e virou pro lado.

  lá vai eu tentar mais uma vez acordar essa dorminhoca.

- Vai amor acorda, depois de comer você pode voltar a dormir.

Ela nem se mexeu, só falou comigo quando eu falei:

- Será que eu terei que usar minha arma secreta Dona Valentina?

  Nessa hora eu comecei a rir porque ela levantou da cama na hora e eu disse:

- Só assim pra te acordar né dona Valentina, tudo porque sabe que eu te faria cócegas mesmo.

- Você não seria capaz disso né?

- Experimenta só pra você ver, agora que finalmente eu consegui te acordar vamos comer?

- Vamos sim, estou morrendo de fome.

- Está morrendo de fome mas não acorda pra comer o que eu faço com você hein?

- Tenha paciência vai sabe que eu odeio acordar cedo.

- Mas já são quase onze da manhã.

  Ela fez bico e eu falei:

- Se continuar com esse bico aí vou te beijar.

  Me aproximei dela a puxei pela cintura e a beijei daquele jeito que só eu sei, já deixando claro que eu tinha segundas intenções, antes de continuarmos parei e falei pra ela:- Vamos comer depois poderemos saciar a vontade que sentimos uma pela outra.Eu peguei a rosa e entreguei para Valentina e ela sorriu com esse gesto tão singelo, peguei a bandeja e fomos comer na minha cama e ela falou:

- Nossa mesmo depois de dez anos você ainda se lembra do que eu gosto de comer?

- Claro que me lembro, nunca esqueceria nada a seu respeito.

   Enquanto comíamos em silêncio e disse no ouvido dela:

- Topa tomar um banho bem gostoso comigo? E dei aquele sorriso sapeca que a Andreia tanto ama, nem esperei por uma resposta e já fui levando ela ao banheiro, quando entramos ela disse:

- Eu não acredito que você tem uma banheira no seu banheiro!

- Tenho sim, gostaria de entrar comigo? E sorriu maliciosamente.

- Eu amaria!

  Falei para ela esperar um minutinho, fui encher a banheira para nos duas, e com intenção de provoca- lá enquanto ligava a torneira empinei o bumbum na sua direção, nem precisei olhar para saber que a Valentina estava suspirando, sorri por dentro e falei:

- Gostando da vista?

- Estou amando, como alguém não iria gostar de uma vista como essa.

  Desliguei a torneira, a puxei pela mão e entramos na banheira, eu sabia que a Valentina gostava da água bem quentinha, então assim a deixei. A sentei no meu colo e comecei a beijá-la, me sentia nas nuvens, nada como sentir o sabor dos lábios da mulher que amamos. Enquanto nossas bocas se saciavam uma da outra, fui passando a mão pelas curvas do seu corpo. Como ansiei ter o corpo dela todinho só pra mim, quantas noite eu desejei tê-la em meus braços podendo amá-la noite a dentro, eu dei uma mordida de leve no seu pescoço e vê-la se arrepiar me deu mais vontade de saciar o desejo de possuí-la, deixei um chupão em seu pescoço e com esse ato ela gemeu em meu ouvido, ouvir ela gemendo aumentou ainda mais minha vontade dela, fui descendo a mão onde eu mais ansiava estar no momento, quando cheguei na entradinha dela ela estava totalmente molhada e não era só porque estávamos na água, dava pra perceber a excitação dela, pois ela mordia o canto da boca e suspirava , então eu falei em seu ouvido:

- Goza pra mim vai amor

  Eu a penetrei com dois dedos e fui fazendo um vai e vem gostoso, quando a Valentina estava para gozar eu a tirei da banheira e comecei a chupá-la até que ela gozou em minha boca e eu absorvi cada gota como se não houvesse coisa melhor no mundo, quando estávamos quase saindo do banho o telefone tocou.  Saímos apressadas do banheiro e fomos procurar qual dos telefones estava tocando e era o da Valentina.

POV - Alice

- Bom dia meninas acordei vocês?

- Já estávamos acordadas faz tempo.

- Na verdade eu te liguei para avisar que sua mãe me ligou e pediu pra eu te falar que ela precisa falar com você urgente.

- Putz! Eu esqueci de avisar pra ela que eu cheguei aqui em Nova York, ela deve estar uma fera, obrigada por avisar Alice.

- Não há de que, eu te avisei para você não ser pega desprevenida.

- Obrigada.

- Bom te liguei só para isso mesmo, até depois.

- Até, marcamos alguma coisa nos quatro.

- Está bem.

- Até mais.

- Até.

  Desliguei o telefone e fui atrás da Esther, ela estava na cama lendo um livro entretida que nem reparou quando eu entrei, fiquei babando no quanto a minha mulher é linda, tentei chamar a atenção dela, mas quando ela entrava no mundo literário era quase impossível chamar a sua atenção, então fiz o que sei fazer de melhor para traze- lá de volta a realidade, me vesti da personagem preferida dela e falei:

- O que está lendo de bom meu amor?

- Depois daquele beijo.

  Quando ela olhou para mim, vi nos olhos dela o quanto gostou do que estava vendo e ela falou:

- Você sabe que eu não resisto quando você está assim de bruxinha.

- Eu sei sim, mas foi a única forma de chamar a sua atenção.

- Desculpa meu amor você sabe que quando eu estou lendo perco a noção das horas, vem cá estou com vontade de pegar minha bruxinha.

- Já vou, assim que eu te contar o que vim te contar.

- O que veio falar amor?

- Falei com a Valentina sobre a mãe dela, estou preocupada, quando eu falei com a mãe dela ela me pareceu  estar aprontando alguma coisa, ela nunca foi flor que se cheire.

- Eu sei meu amor, lembro o quanto foi difícil para as meninas esconderem o relacionamento delas ainda mais pros pais da Valentina, pois eles são muito preconceituosos, lembra do dia que que nós  quatro nos conhecemos?

- Lembro sim.

Flashback on


  Estávamos esperando o professor do curso de teatro aparecer, a aula era obrigatória e os alunos estavam super agitados porque eles preferiam estar em casa do que na escola durante a tarde, o professor chegou e avisou que faríamos duplas e as duplas foram sendo feitas quando ele chamou meu nome e o de outra garota ela se chamava Valentina, ela veio em minha direção e se apresentou para mim:

- Boa tarde me chamo Valentina e você deve ser a Alice né?

- Sou sim, muito prazer.

- O prazer é todo meu, espero que sejamos grandes amigas.

- Tenho certeza que sim.

  Do outro lado a Esther falava com a Andreia:

- Você deve ser a Andreia ne?

- Sou sim, muito prazer.

- O prazer é todo meu, vamos ser grandes amigas.

Melhor prestarmos atenção na aula né? O professor parece que não está gostando da nossa conversa.

- Verdade.

  O professor disse para escolhermos outra dupla para trabalharmos juntas, nós duas olhamos em volta e encontramos duas garotas lindas e ambas disseram juntas:

- Que lindas.

  Elas duas riram juntas e a Andreia perguntou:

- Gostou de qual delas?

 - Gostei da Esther e você?

- Gostei da Valentina.

  Sorrimos e fomos falar com elas


  A primeira a falar foi a Andreia olhando nos olhos e falou para a Valentina:


Amor simples

Há quem engrandeça o amor

Viva um conto de fadas

Outros o encarem com dor

Há quem do amor dê risada

 

Amar não é para amadores

É para quem se entregar

Não fica remoendo dores

Com o outro se conectar

 

Amor é conviver

Amar é presença

Amar é mais que prazer

Amor é crença


 A Valentina ficou completamente envergonhada e deu para perceber porque ela ficou vermelha parecendo um pimentão, mas ela conseguiu sorrir e que sorriso ela tinha, então me disse:

- Que lindo esse poema, você que fez ele?

- Foi sim, você gostou?

- Nossa amei

- Que bom que gostou e sorriu pra Valentina.

  Logo atrás vinha a Alice e ela olhou para a Esther e falou:

 

Encantar

À primeira vez que te vi

Foi mágico o que senti

Uma incrível conexão

Que acelerou meu coração

Você me deixa encantada

Sem fazer nadaSua doçura

Encanta, belezura

Estou amando ser sua sorte

Quero te deixar sempre forte

Quero sempre te ver jogar

E nesse breve espaço te amar


  Voltei a olhar para a Esther e ela sorriu de orelha a orelha e meu Deus que sorriso que aquela garota tinha, ela ficou surpresa mas mesmo assim falou:

- Amei o poema ele é seu?

- É sim

  Nós ficamos tão encantadas com as meninas que acabamos ao invés de nos apresentar falamos um poema de amor, para não ficar um clima estranho as meninas falaram pra Andréia e a Esther:
- Vamos indo que a aula já acabou e nem percebemos.

 As meninas falaram:

- Verdade né?

- Sim, vamos indo?

- Vamos sim.

  Nos separamos e a Andreia disse:

- O que foi isso?

- Nem eu sei te explicar, nunca falei meus poemas para ninguém.

- Muito menos eu.

- Será que assustamos elas?

- Amanhã ficaremos sabendo




Notas finais:

Beijos da Pimentinha.

Capítulo 3 por amandanasnuvens
Notas do autor:

Meninas presente adiantado pra vocês, amanhã não conseguirei postar então adiantei para hoje.

P.ov Valentina

- Boa tarde, com quem eu falo?

 - Boa tarde mãe, cheguei bem em Nova York.

- Isso são horas de me ligar Valentina? Fiquei super preocupada 

- Desculpa mãe, esqueci de ligar pra você, cheguei em casa e fui dormir.

- Foi ver quem? Realmente espero que você não tenha voltado para ver aquela Andreia, ela nunca será a pessoa certa pra você, tem que ficar com cara e não com aquela garota.

- Só estava ocupada mãe e pensei:

  E se eu tiver visto ela o que você tem a ver com isso? Eu não estava aguentando ouvir minha mãe falar assim da mulher que eu amo, mas eu não podia dizer isso pra minha mãe, se eu falasse isso seria como entregar que eu estava com a Andreia, então por mais que eu quisesse discutir com minha mãe eu fiquei calada.

- Me fala agora onde você estava?

- Sai com uma amiga, por que algum problema?

- Não foi com a Alice, porque liguei pra ela e você não estava lá.

- Já sou independente mãe, não preciso ficar te dando explicação do que eu deixo ou não de fazer, pago minhas contas, moro na minha própria casa, então eu tenho o direito de fazer o que eu quiser.

- Pois pode tratar de vir aqui em casa que vou fazer um jantar em sua homenagem.

- Está bem mãe, tenho que chegar aí que horas? 

- Te espero as 19:00 horas e não se atrase porque teremos visita mais que especial aqui em casa, e eu realmente espero que você o trate bem.

- E por que eu não iria tratar sua visita bem?

- Eu te conheço Valentina e já estou te avisando, trate de não ser má educada com ele. 

  Com certeza ela está aprontando mais uma daquelas, de querer me apresentar pra algum cara.

- Está bem não irei me atrasar, até mais tarde.

- Até mais minha filha, estarei te esperando.

- Até mãe. 

  Desliguei o celular e fui atrás da Andreia, ela estava tão concentrada que nem reparou quando entrei no quarto, em seu colo estava um caderno e cheguei por trás dela e falei:

- Que caderno é Esse? Eu nunca o vi antes. 

  Eu a vi se arrepiar e ela respondeu:

- Lembra que eu escrevia poemas? 

- Como eu iria esquecer, lembro como se fosse hoje o primeiro poema que você me falou, mas o que isso tem ver? 

- É o meu caderno de poemas.

- Não sabia que você escondia esse caderno, posso ver um poema que fez ? 

- Claro que pode.

 

         Valendreia

Ela sempre me olha igual

Com os olhos brilhando

Como na 1 vez, dia especial

Um por do sol nos abençoando


O sorriso é a marca registrada

De uma mulher retraída

Que também tem ares de safada

Suas facetas me deixam atraída


Houve no 1 instante uma conexão

Pareciam ser de outras vidas

Na cama sempre uma explosão

Há de serem bem envolvidas

- Nossa que lindo, fez pra quem?

- Vai dizer que não sabe pra quem eu fiz? 

- Tenho uma ideia mas prefiro que você fale.

- Fiz pra você sua boba.

- Sério que fez pra mim? 

- Estou falando sério. 

  Fiquei tão envergonhada que acabei escondendo meu rosto. 

  E ela disse: 

- Você fica linda envergonhada.

- Para vai, assim ficarei mais vermelha ainda. 

  Ela começou a rir e disse:

- Tá bom, parei.

- Você se lembra do nome do primeiro poema que te falei? 

- Claro que eu me lembro o nome era Amor simples.

- Nossa você ainda se lembra?

- Me lembro sim. 

  Não pude deixar de sorrir, pois lembrei do dia que conheci a Andreia, ela falou o poema pra mim é ela estava tão linda.

- Fico feliz que você ainda se lembra do poema.

- Meu amor vou ter que ir embora.

- Por que vai ter que ir?Eu estava pensando de nos duas passarmos o resto do dia juntas, comendo uma pipoca e assistindo algum filme de comédia romântica.

- Bem que eu queria, mas minha  mãe quer que eu vá pra casa dela para um jantar.

- Que horas tem que ir?

- Tenho que estar lá as 19:00 horas.

- Você já vai ter que ir não é mesmo? 

  A Andreia olhou pra mim com aqueles olhos de cachorro que caiu da mudança e o que eu mais queria era ficar com ela e matar a saudade que uma sentimos da outra, foram dez anos separadas, eu nunca imaginei que eu voltaria a ver a Andreia, o meu desejo mais escondido era poder estar com ela novamente para poder ama - lá sem ninguém para nos atrapalhar, mas não posso escapar de ver minha mãe, quando ela coloca uma coisa na cabeça é impossível ela desistir.

- Vou ter que ir mesmo. 

  A olhei com tristeza, pois agora que eu encontrei ela, teria que ir embora e me dava um medo de nunca mais poder encontra - lá, se minha mãe descobrir que me encontrei com ela, vai fazer das nossas vidas um inferno, vai tentar nos separar de novo e isso eu não iria suportar novamente.

 Chegando na casa de minha mãe respirei fundo e tentei relaxar, eu estava muito tensa sempre que estava em casa, ela sempre queria me apresentar algum garoto que achava que daria certo comigo, isso me irrita tanto nela, a última dela quase ocasionou o término do meu relacionamento com a Andreia, ela quase não me perdoou por um cara quase ter me beijado na frente dela, no dia que chamei ela pra vir em casa, ela nunca vai aceitar o fato deu gostar de mulher, sai de meus devaneios e toquei a campainha e encontrei meus pais e um cara ao lado deles, tentei puxar pela memoria para ver se lembrava dele de algum lugar, mas eu não fazia ideia de quem ele era, só estava rezando pra minha mãe não inventar de ter trazido esse cara para mais um tentativa de me fazer gostar de homem, e fui falar com eles.

- Boa noite mãe e pai.

- Boa noite filha.

- Quem é a visita mãe?

 - É um cara que gostaria muito de te conhecer, ele é rico, trabalha numa multinacional, inteligente o homem que qualquer mulher tem aos pés, o homem ideal para você, seria o genro perfeito para você minha filha, meu pai que estava calado até o momento disse:

- Espero que você casem um dia, seria perfeito para juntarmos nossas empresas, e seria maravilhoso ter um genro como você  que consiga controlar a Valentina, ela nunca nos obedeceu e eu realmente espero que você consiga o impossível, fazer com que essa menina nos obedeça.

- Fiquem tranquilos que eu vou dar um jeito na Valentina, vocês podem ter certeza que eu vou muda - lá e deixa - lá ao gosto dos senhores 

  Eu fiquei revoltada com os meus pais, não aguento mais eles querendo me dizer com quem eu deva ou não ficar, não entendem que quem vai escolher com quem eu vou ficar sou eu e não eles, eu estava tão fula da vida que dei uma resposta ácida pros meus pais.

- Eu posso muito bem escolher com quem eu quero ter algo e não é nenhum de vocês dois que vão escolher por mim.

- Não fale assim na frente da visita, pelo menos o conheça, vai que você gosta dele.  Revirei os olhos e para evitar uma briga desnecessária com a minha mãe e meu pai, lá vou eu a contragosto ir conversar com o cara, ele até que era bonito, tinha olhos verdes, era um pouco mais alto que eu, Moreno, todo bem vestido, querendo me agradar o que não estava dando certo, o típico bad boy que toda patricinha iria amar, mas esse não era o meu caso.

- Como você se chama? 

- Me chamo Pedro Henrique  e você deve ser a Valentina né?

- Sou sim, a que eu devo a honra de ter você aqui na casa dos meus pais? 

  Eu não estava com um pingo de paciência pra lidar com caras desse tipo, mal começamos a conversar e já deu pra perceber que o cara se acha a última bolacha do pacote.

- Eles falaram muito de você, fiquei curioso para te conhecer pessoalmente.- E o que eles falaram exatamente? 

- Que você é linda, maravilhosa, inteligente, que é amorosa e te conhecendo só posso confirmar o que eles diziam para mim, você é muito gata e eu amaria ter algo sério e um dia me casar com você.

Eu já estava a ponto de explodir de raiva, pra tentar me acalmar fechei os olhos e lembrei da noite maravilhosa que eu e a Andreia passamos juntas e com  isso me acalmei um pouco.

- Eu te levaria pra cama e te faria mulher como nenhum homem fez. 

  Nessa hora meu sangue subiu e fiquei muito emputecida e não acreditei na capacidade desse cara ser tão babaca e se achar tanto, só podia ser brincadeira minha mãe tinha que chamar um cara que tenho certeza absoluta que é machista.

- Pena que você não tenha chance nenhuma e outra minha mãe não te contou?

- Contou o que Valentina?

 - Que eu sou lesbica, fico com mulher e nem que você fosse o ultimo homem na terra eu ficaria com um babaca que nem você, comigo machistas não tem vez. 

  Ele ficou de boca aberta e não soube o que falar, já minha mãe ela estava com sangue nos olhos, eu sabia que depois que ele fosse embora iria sobrar pra mim, mas nem por isso deixei de falar o que queria falar, até parece que eu ficaria com um caras desses, deve ser o típico cara machista que se acha no direito de mandar na mulher.

- Não ligue pra minha filha, ela está brincando né Valentina? 

- Eu realmente curto mulher Pedro Henrique, e mesmo que eu fosse hetero eu nunca aceitaria ter alguma coisa com um cara bosta que nem você.

- Você vai se arrepender de me tratar assim Valentina, se você acha que vai falar assim comigo e sair impune está muito enganada, você vai se arrepender da forma que você falou comigo.

- Jamais irei me arrepender e se eu soubesse que iria conhecer um babaca que nem você eu te trataria da mesma forma.

  Ele saiu pisando duro, me livrei do Pedro Henrique, mas não tinha como me livrar da minha mãe, já vi que vou levar um sermão daqueles, mas não estou nem um pouco arrependida da forma que tratei aquele Pedro Henrique.

- Quem você pensa que é pra falar assim com o Pedro Henrique? Um cara simpático, bonito , inteligente e divertido, tudo q a mulherada gosta.

- Pena que ele não é mulher quem sabe assim eu não desse bola pra ele. 

  Minha mãe falou por horas, mas pra ser sincera não estava prestando atenção em nada, eu estava mais interessada em pensar na Andreia, quando minha mãe me pegou distraída.

- Olha aqui Valentina você vai pedir desculpas pro Pedro Henrique está me ouvindo? 

- Eu não vou pedir desculpas nada, ou eu não me chamo Valentina.

- Não deu tempo nem de nos jantarmos,  satisfeita? 

- Estou muito satisfeita, agora comerei em paz. 

  Meu pai não se pronunciou, mas estava estampado na cara dele que não estava nem um pouco satisfeito com o que eu tinha feito, comemos em silêncio, cada um em seu devaneio, me despedi de meus pais e fui andando pra casa, quando virei a rua me deparei com o Pedro Henrique.

- Veja só quem está voltando sozinha para casa.

- O que você quer Pedro Henrique?

 - Você vera Valentina. 

  Ele se aproximou de mim, e deu pra perceber que estava levemente embriagado, quanto mais ele chegava perto de mim, mais eu me afastava dele, mas não consegui ir longe porque ele me levou até uma parede e começou a me dar uma surra, foram tantos socos e chutes, que  eu fui sentindo minhas forças se esvaindo,  ele só parou de me bater quando me viu desacordada no chão.

P.o.v Andreia 

  Já passava das dez da noite e a falta de comunicação com a Valentina estava me preocupando muito, ela prometeu me ligar avisando que chegou bem em casa e para falar como foi o jantar e ate agora nada, resolvi ligar pra ela, na quinta tentativa um cara atendeu.

- Quem é você? 

- Me chamo Pedro Henrique e dei uma surra na Valentina, quem mandou me tratar da forma que me tratou agora esta jogada desacordada no chão. 

  Desliguei o telefone desesperada com o coração aos pulos  e fui atrás da Valentina, cheguei perto da casa dos pais dela e o cara estava passando a mão pelo corpo dela, nessa hora meu sangue subiu e fui pra cima dele, eu não me importava as se ele  era mais forte, mas eu sabia me defender, caímos no tapa ,defendi a Valentina com unhas e dentes, me desequilibrei e ele começou a me bater, eu estava quase desmaiando mas precisava defender a Valentina, fui ao encontro dele dei um soco no nariz dele o que fez ele se desequilibrar e cair no chão, estava com a adrenalina a mil, nem dor sentia , só queria ver como a Valentina estava, fui até ela, estava desacordada no chão, mesmo muito mal eu consegui pegar ela no colo e ir até a casa dos pais dela, chegando lá eu toquei a campainha.

- Eu sei que eu sou a última pessoa que vocês gostariam de ver na vida, mas eu não podia deixar o babaca do Pedro Henrique dar uma surra na Valentina e não fazer nada, quando eu cheguei lá, ela estava desacordada e eu sai no tapa com ele para defender a filha de vocês, entreguei a Valentina nos braços do pai dela e minha vista escureceu e eu desmaiei logo em seguida.






Notas finais:

Beijos da Pimentinha 

Capítulo 4 por amandanasnuvens
Notas do autor:

Boa tarde meninas mais um capítulo pra vocês postarei e sairei correndo kkkk

  Acordei com Minha cabeça doendo e não fazia ideia de onde eu estava, olhei ao redor do ambiente e me vi na cama, com acesso para soro no braço, a porta estava aberta e deu para perceber que eu estava no hospital, o primeiro pensamento foi na Valentina, eu não fazia ideia se ela estava bem ou não, tentei levantar mas eu não consegui, pois me deu tontura, apertei um botão e a enfermeira apareceu na porta.

- Você saberia me dizer onde ela está? 

- Ela está no quarto ao lado 

  Meu coração ficou acelerado, saber que ela estava tão perto de mim me deixou mais tranquila, não vejo a hora de poder vê lá pra saber como ela está, mas algo me diz que ela não está bem.

- Como ela está?

- Me desculpa, mas eu não posso te falar como ela está.

- Por que não? 

- Os pais dela me proibiram de te falar qualquer coisa.

- Eu não acredito que eles fizeram isso comigo. 

A enfermeira foi embora e eu chorei muito, pois eu não poderia estar ao lado da mulher da minha vida, os pais dela não entendem o quanto eu a amo, eu só queria cuidar dela e poder ama lá, me levantei e fui atrás do médico que a atendeu, encontrei um médico e fui falar com ele.

- Oi doutor foi você que atendeu a Valentina? 

- Foi sim.- Como ela está? 

- Não posso falar pra você.

- Por favor me fala como como ela esta, eu a amo muito e não quero perde lá. 

  Ele me olhou e me viu com lágrimas nos olhos e falou:

- Está bem, te direi como ela está.

- Muito obrigada doutor.

- A Valentina está em coma, mas tenho esperança que ela acorde rápido. 

  Meu coração ficou despedaçado, eu não pude defende lá daquele babaca do Pedro Henrique, estou me sentindo tão impotente e pra ajudar eu não posso vê lá porque os pais dela vão me proibir, fui atrás dos pais dela, eu os encontrei sentados na frente do quarto dela.

- Oi Cecilia.

- Olá Andreia, pode sair daqui, eu não vou deixar você ver a nossa filha.

- Eu não sairei daqui e agora vocês dois vão me escutar, como podem agir assim com a própria filha de vocês, dizem ama lá mas não a respeitam, vocês querem controla lá e querem que ela faça tudo como vocês dois querem, já pararam pra pensar o quanto a filha de vocês sofreu na sociedade? Claro que não, vem apenas o próprio umbigo, ela sofreu bullying, apanhou de pessoas homofobicas pelo simples fato de estar amando uma mulher, deviam conhecer a sua própria filha, comigo ela foi a mulher mais feliz do mundo, mas isso importou pra vocês? Claro que não, tinham que leva lá pra longe de mim, vocês nos deixaram dez anos separadas, como acha que nos sentimos? Já pararam pra pensar no sofrimento que vocês afligiram na filha de vocês?

- Mas

- Mas nada agora quem está falando sou eu, vocês nunca me deram a chance de falar agora terão que escutar até o final, eu posso não ser uma mulher perfeita mas eu sempre amei e sempre amarei a filha de vocês e nada do que façam pra mudar esse amor que eu sinto por ela, a gota d'água foi vocês quererem apresentar um cara para a Valentina sabendo que ela gosta de mulher, e vejam como ela está agora, se alguma coisa acontecer a ela fiquem cientes que a culpa é toda dos dois por querer apresentar um cara machista e homofobico para a filha de vocês, graça aos senhores sua filha levou uma surra e se algo acontecer a ela, não irei perdoar nenhum dos dois, agora que eu disse tudo que eu tinha pra falar vou voltar para o quarto para descansar.

- Quem essa garota pensa que é? 

- Ela é a mulher que ama a nossa filha, a defendeu com unhas e dentes.

- Não acredito que você a está defendendo.

- E ela disse alguma coisa errada? Que eu saiba não, tudo que disse é a mais pura verdade e você sabe disso, pode espernear o quanto quiser mas essa garota te peitou de igual para igual, nos não demos nem a chance da Andreia se apresentar para nos dois, já fomos com dez pedras na mão, se nos dois não fôssemos tão orgulhosos, talvez a nossa menininha não estivesse nessa situação.

- Por esse ângulo você está certo mas nos só queríamos o melhor para nossa filha como iríamos saber que aquele Pedro Henrique iria bater nela só porque ela não quis nada com ele.

- E não se esqueça quem defendeu ela daquele brutamontes.

- Eu sei que quem defendeu a Valentina foi a Andreia, mas eu nunca vou deixar elas juntas.

- Olha aqui Cecília trate de rever seus conceitos ou você vai perder a sua filha e ela nunca mais vai querer olhar na sua cara

- Eu sei Luiz Fernando, mas não é fácil ver a sua menininha se apaixonando por uma garota e quebrando todos os seus sonhos pro futuro, eu gostaria de vê lá casada de véu e grinalda, com netos, mas agora eu não terei nada disso.

- E quem disse que você não terá nada disso? Elas ainda podem se casar, ter filhos, conseguirá ver sua menininha casando de véu e grinalda.

- Não será a mesma coisa.

- Claro que vai ser, ela sempre será sua filha e sua menininha, não importa o que aconteça.

- Me deixe sozinha eu preciso pensar.

- Está bem meu amor, estarei aqui se precisar. 

  Ouvi duas batidas na porta e pedi para entrar.

- Podemos conversar Andreia? 

- Claro que podemos Cecília.

- Eu serei muito sincera com você, assim como foi comigo, quando eu descobri que minha filha era apaixonada por uma garota, meu mundo desabou e eu não sabia o que fazer, eu não queria que ela sofresse lá fora por ser homossexual, então eu separei as duas, mas eu não pensei que isso faria mal a Valentina, eu só queria protege lá  do que estava por vir, eu só queria proteger a minha menininha para que ela não sofresse mal algum, eu não quero que pense que eu não amo a minha filha, mas tive medo por ela, já ouvi tantas atrocidades contra homossexuais, eu não queria isso pra minha filha, eu não sei se suportaria ver o sofrimento dela.

- Eu te entendo Cecília, minha mãe também se sentiu assim quando eu me assumi para ela, ela pensou no perigos que poderiam me acontecer por eu ser homossexual, mas com o tempo a minha mãe viu o quanto eu estava feliz, eu ainda sou a filha dela, a minha sexualidade não mudou em nada o quanto eu amo a minha mãe, eu sei que eu sempre posso contar com ela e mesmo que eu a decepcione as vezes ela sempre estará ao meu lado, você não quer ver a sua filha feliz?

- Claro que eu quero ver a minha filha feliz.

- Então fique feliz com sua filha me amando, ela é uma garota maravilhosa e tenho certeza que você sabe disso, você sabia que ela sempre me falou de você pra mim? 

- Sério, pra sua filha você é a verdadeira heroína dela, ela sempre falou que você é uma mãe maravilhosa, que é carinhosa e que sempre que ela estava triste era só te abraçar que ela ficava bem, ela sempre dizia o quanto te amava.

- Sério? Ela sempre me pareceu distante - Ela só falava de você e que ela te amava muito.

- Eu não sabia, ela nunca me falou nada.

- Pode ter certeza que ela sempre te admirou.

- Obrigada pela conversa Andreia, eu estava precisando, eu te devo um pedido de desculpa por tudo que falei de você e por como eu venho te tratando a dez anos.

- Pode ficar tranquila que eu nunca odiei você pelo que fez eu entendi o seu lado, eu te perdoei faz muito tempo, minha mãe sempre me diz que devemos perdoar caso queiramos ser perdoados por algo que tenhamos feito e magoado alguém.

- Me sinto mais tranquila agora, espero que possamos nos dar bem agora.

- Pode ter certeza que seremos grandes amigas.

- Posso te perguntar uma coisa? 

- Claro que pode, se eu puder responder, terei o maior prazer em responder.

- Como encontrou a minha filha? 

- Antes da Valentina ir te ver ela estava comigo, passamos uma noite maravilhosa juntas, e ela foi embora pra sua casa, ela prometeu que me daria notícias assim que saisse da sua casa, mas ela não me ligou e já era dez da noite e não tive nenhuma notícia dela, liguei pra ela e aquele babaca do Pedro Henrique atendeu e disse que ela estava desacordada no chão, eu corri ao seu encontro e a defendi dele, assim que  ele caiu no chão eu a peguei e corri pra sua casa, apaguei logo em seguida.

- Me desculpa de verdade eu não tive a chance de te agradecer por ter defendido minha filha.

- Ela também é a mulher que eu amo eu não podia deixar ela nas mãos daquele babaca.

- Bom a conversa está boa, mas vou deixar você descansar.

- Obrigada, depois nos falamos. 

  Eu estava no hospital e depois da conversa que eu e os pais dela tivemos, eles passaram a me tratar melhor, eles até deixaram eu passar a ver a Valentina, todos os dias eu passava no quarto em que ela estava, lembrando para ela os momentos que passamos juntas, a última vez que eu fui visita lá tinha uma movimentação estranha no quarto dela, quando tentei entrar os pais dela não deixaram, senti um aperto no coração como se ela não fosse mais voltar para mim, chorei no colo da Cecília ate adormecer, quando eu acordei eu escutei o Doutor falando com os pais dela.

- Vocês são parentes da vítima? 

- Nós somos os pais e a namorada da Valentina.

- Não tenho notícias boas, melhor vocês se sentarem. 

  Nos sentamos e começamos a ouvir a explicação:

  Eu precisei leva  lá as pressas a cirurgia de emergência, mas ela não resistiu, nos tentamos de tudo, infelizmente ela não resistiu, eu sinto muito, quando eu ouvi isso meu mundo desabou e desatei a chorar como nunca havia chorado, me veio uma dor no coração, eu nem pude me despedir dela, nunca mais poderei ver aquele sorriso lindo, não poderei mais dizer que eu a amo e nunca mais ouvirei ela rindo das minhas palhaçadas, a mãe dela me abraçou e choramos muito, foi o pai dela que veio falar comigo 

- Eu preciso me desculpar pelo modo que eu te tratei desde sua adolescência e você salvou a vida da minha filha daquele Pedro Henrique, eu sei que a Valentina estaria muito orgulhosa de você, ela pode não estar mais entre nós mas estara sempre em nossos corações. 

  Eles me levaram para casa e foram resolver os trâmites do enterro, depois de dois dias fomos enterrar a mulher da minha vida, chegamos ao cemitério e a Alice veio falar comigo

- Oi minha amiga como você está? 

- Como você queria que eu estivesse? Faz dois dias que eu perdi a mulher

da minha vida, quem pensaria que um dia ela estaria nos meus braços e no momento seguinte ela morreu, imagina amiga que eu não pude nem me despedir dela, eu não pude dizer nem um último eu te amo antes dela partir.

- Vem cá minha amiga. 

  Ela chegou perto de mim e me abraçou e eu chorei nos braços da minha amiga, entramos na sala do velório  onde o caixão estava e eu fui falar uma última vez com a Valentina

- Oi meu amor, eu não podia deixar de vir aqui te dizer um último adeus, eu não sei nem por onde começar, mas vamos lá quando eu te conheci na aula de teatro eu me apaixonei a primeira vista, passamos tantos momentos maravilhosos, mesmo sua mãe não tendo aceitado o nosso relacionamento, você até escreveu uma carta pra mim de despedida  quando sua mãe mandou você para Madri, o dia mais feliz da minha vida foi quando te vi na balada e pude te amar como a muito eu desejava, eu só não esperava que essa fosse a última vez que eu te veria, se eu soubesse que seria a última vez que te veria, eu teria dito mais vezes que te amava antes de ver você sair pela porta, não importa quanto tempo passe eu sempre vou te amar, dei um último beijo na mulher da minha vida, e sai com lágrimas nos olhos, antes de enterrar a Valentina eu chamei a atenção de todos para dizer minhas últimas palavras para a mulher que eu amo e falei: 

- Boa noite pessoal eu venho aqui fazer a última homenagem da mulher da minha vida, eu trouxe aqui comigo meu caderno e nele eu escrevi um último poema pra ela e gostaria de lê ló:

Amor Eterno


Um amor que supera a morte

Que une os distantes

Nos torna mais fortes

Eterniza os amantes


O amor é constante

Faz amar loucamente

Quer amar a todo instante

Dói, a perda drasticamente


O ódio é o oposto do amor

A indiferença da presença

A dor da perda do calor

O esquecimento da lembrança

Notas finais:

Beijos da Pimentinha 

Capítulo 5 por amandanasnuvens
Notas do autor:

Oie meninas, mais um capítulo para vocês, olha que quase não sai hoje o capítulo mas as forças nos ajudaram kkkk, precisei deixar o capítulo de hoje grande porque eu precisei deixar bem explicadinho pra vocês espero que gostem.

Eu estava dormindo, mas me via ao mesmo tempo como se estivesse fora do meu corpo, olhei para mim na cama do hospital e achei aquilo tão estranho, como podia ser que eu estava aqui e ali ao mesmo tempo, uma moça veio em minha direção e falou:

 

- Eu me chamo Angela e sou sua mentora, cuido de você desde que era pequenina.

- Oi Angela onde eu estou? 

- Você está no mundo espiritual, eu irei te guiar por um passeio, tive a permissão de te mostrar uma de suas vidas passadas.

 

- Como assim?

- Te mostrando você irá entender tudo.

Fomos levitando para um lugar diferente, me senti em casa como se eu já estivesse aqui, olhando ao redor eu me vi numa época diferente, as vestes eram totalmente diferentes do que eu estou acostumada a ver, vi uma moça e ela se parecia muito com a Valentina, apesar dela estar com outras vestes eu saberia que era ela, não tem como eu esquecer os olhos dela, perguntei para a Angela:

 

- Aquela é a Valentina?

- Sim, mas nessa vida ela se chama Antonieta.

- E eu como me chamava nessa época? 

- Você se chamava Aurora, agora vamos voltar.

Nos éramos tão diferentes, ela era da classe alta da sociedade e eu uma simples camponesa que amava pintar e fazer poemas, já a Antonieta gostava de ler, música e tinha um gosto refinado, a primeira vez que eu a vi foi quando ela passou de carruagem por mim, eu a achei tão linda, mas  até parece que alguém como ela iria falar comigo, todos os dias ela passava no mesmo horário, a minha vontade de conversar ia aumentando mais e mais a cada dia, até que em um dia a carruagem dela quebrou na frente da minha casa, eu espiei pela janela e a vi ali tão linda e majestosa, apesar da tímidez, fui até lá ver se ela precisar de alguma coisa.


- Boa tarde senhora precisa de ajuda em alguma coisa?

 

- Boa tarde, pode me chamar de Antonieta, minha carruagem quebrou e a ajuda vai demorar, e para ajudar estou cansada, com sede e com fome.

 

- Bom com a carruagem eu não posso ajudar porque não entendo disso, mas se você quiser pode vir a minha casa, não é nenhum palácio como a sua mas vai servir perfeitamente para descansar.

 

  Ela pegou na minha mão para agradecer e nessa hora senti uma sensação tão estranha, como se pertencêssemos  uma a outra, tirei rapidamente minha mão da dela.

 

- Muito obrigada, ainda não sei o seu nome, como você se chama? 

- Me chamo Aurora muito prazer.

- O prazer é todo meu.

  Entramos em minha humilde casa e ela fez questão de olhar cada pedacinho da casa, eu fiquei meio acanhada porque ela é da alta sociedade o que será que vai achar da minha casa, relaxei quando Antonieta sorriu para mim, ela parecia tão a vontade que nem parecia que era de classe social totalmente diferente da minha, eu ofereci comes e bebes e mostrei o quarto para que descansasse, ela foi descansar no quarto de hóspedes e eu fui para o meu quarto, até tentei descansar, mas a curiosidade de saber mais sobre essa mulher misteriosa que mexeu comigo fez com que eu não conseguisse descansar, duas horas depois eu ouvi batidas na porta.

 

- Boa noite Aurora, preciso ir a carruagem está pronta e se eu não voltar para casa meu marido vai vir atrás de mim.

 

- Está bem, foi um prazer te conhecer, se quiser pode vir outras vezes aqui vou adorar te receber.

- Pode ter certeza que irei vir aqui mais vezes, até qualquer hora.

  Ela saiu da minha casa e eu fiquei a  observando ir embora na carruagem, será que eu a verei novamente? Nunca me senti assim com ninguém que eu me relacionei, mas não posso me apaixonar por ela, a Antonieta é comprometida, o máximo que terei será a amizade dela, todas as tardes ela vinha aqui em casa, eu percebia que evitava ficar muito perto de mim, até que na última vez que ela veio em casa, estava com o olho roxo e me deu uma dor no coração vê lá daquele jeito, eu já fazia uma ideia do que poderia ter acontecido, mas mesmo assim perguntei:

 

- O que houve Antonieta? Por que está de olho roxo?

- Não foi nada Aurora, fique tranquila.

- Foi o seu marido não é mesmo?

  Ela olhou para mim com lágrimas nos olhos, e a Antonieta não precisou dizer mais nada, eu a abracei e a aconcheguei em meus braços,  ela chorou tanto até que adormeceu em meu braços, enquanto dormia fiquei fazendo carinho nela, me parecia tão linda e serena, cheguei perto dela e não resisti e dei um selinho nela, nessa hora ela abriu os olhos e fiquei envergonhada, pensei que se afastaria de mim, mas ao invés disso me beijou apaixonadamente, que beijo essa mulher tem, nunca pensei que ela iria me beijar, até porque se o marido dela descobrir ele vai acabar com a gente, olhei nos olhos dela e sorri, falei pra ela:

 

- Você é maravilhosa, como pode o babaca do seu marido ousar bater em você.

- Toda vez que ele chega bêbado em casa sobra pra mim.

- Se você não o ama por que ainda está com ele?

- Meu casamento foi arranjado pelos meus pais nem pude me envolver e outra você sabe como a sociedade não aceita que pessoas que se separam quando se casam perante a Deus.

 

- Eu sei a sociedade as vezes é muito hipócrita.

- Você sabe que eu terei que ir embora né? Por mais que eu ame passar esse tempo com você, ainda sou casada com o Eduardo e ele é um cara autoritário, não suportaria  a ideia dele te fazendo algum mal, prometo que voltarei o mais rápido possível aos seus braços.

 

- Ficarei te esperando, é a única coisa que eu posso fazer agora.

  Ela me deu um último beijo de despedida e foi embora, quando a Antonieta foi embora me veio uma tristeza, eu sei que eu não devia me apaixonar por ela por ser comprometida, mas não escolhemos quem amamos, passou uma semana e eu não tinha notícias da Antonieta, quando eu ouvi uma batida na porta e a quando eu a abri  era ela.

 

- Boa noite Aurora, eu posso me esconder aqui? 

- Claro que pode, mas o que houve?

- Eu fugi de casa, o Eduardo está atrás de mim e não sei o que fazer.

- Pode ficar aqui o tempo que você quiser.

  Peguei as malas dela e trouxe para dentro da minha casa, levei as coisas dela para o quarto de hóspedes e a instalei lá, a abracei e beijei, a saudade que eu estava sentindo era grande, percebi que ela estava abalada, a chamei para a cama e fiquei abraçadinha até que adormeceu, já estávamos morando juntas a um mês, eu fiz uma surpresa já que estávamos morando juntas  a um tempo, arrumei meu quarto com pétalas de rosas na cama, com velas e chocolates e preparei um jantar romântico para nos duas, ela tinha saído para andar a cavalo então tive tempo para resolver as coisas, meia hora depois a Antonieta entrou pela porta.

 

- Preparei um jantar gostoso para nos duas.

 - Pra mim? 

- Sim meu amor.

  Colocamos a mesa e comemos conversando amenidades, eu estava ansiosa pois essa seria a minha primeira vez com uma mulher, não que eu nunca tenha visto uma mulher nua, mas essa é a primeira vez que eu dormiria com uma mulher e estou com medo de não saber o que fazer na hora, tomei uma taça de vinho para relaxar, a levei ao quarto e ela viu a surpresa que fiz, Antonieta sorriu para mim e esse pequeno gesto me deu coragem para continuar, fui me aproximando dela e passei a mão em seu rosto, contornei seus lábio com meu dedo, eu a beijei mostrando todo o carinho, o amor e a ternura que eu sentia por ela, eu estava explorando o corpo da mulher que eu amo, os lábios dela eram tão suaves, tão diferente dos caras que eu já beijei, meio desajeitada fui tirando o vestido dela, tirei a calçola que ela usava e tirei o espartilho que usava também, parei para observa lá e fiquei maravilhada com o corpo da Antonieta, eu cheguei perto dela e fui passando a mão pelas curvas de seu corpo, um corpo tão suave e gentil, nunca pensei que estaria passando a mão no corpo de uma mulher e que eu gostaria disso, fui beijando o pescoço dela e fui vendo as reações que o corpo dava para saber se eu estava indo no caminho certo, como ela não reclamou continue explorando para descobrir onde ela mais sentia prazer, fui deixando beijos por onde eu passava, passei a mãos nos seios dela e abocanhei um deles e comecei a chupa ló, era uma sensação tão gostosa e diferente, fui medindo se o que eu estava fazendo certo pelos gemidos que a Antonieta estava dando, então acho que eu estava indo no caminho certo, fui descendo e beijando a barriga dela, deixando um rastro de beijos por onde passava, cheguei onde mais ansiava, abri as pernas dela e olhei pra cima para pedir permissão para continuar, ela balançou a cabeça que sim, eu dei a primeira lambida no centro de prazer dela e a chupei, acho  que eu estava fazendo do jeito certo, a Antonieta nem disfarçava mais os gemidos, a ouvir gemendo pra mim era o combustível para eu continuar, usei dois dedos e fui fazendo um vai e vem gostoso até que gozou em meus dedos, levei meus dedos a boca e lambi meu dedo para descobrir o sabor dela e a beijei, deitamos na cama para descansar e ela disse em meu ouvido:

 

- Minha vez.

  Eu sorri para ela para encoraja lá a continuar, Antonieta foi mais tímida que eu, foi tirando minha roupa e minha roupa íntima, ficou me observando, sorriu para mim e me beijou, aquele beijo que já deixava claro que ela tem segundas intenções, foi passando a mão pelo meu corpo descobrindo onde me dava mais prazer, parecia que já conhecia o meu corpo, ela colocava a mão onde eu mais sentia prazer, ela foi me beijando ate que ela chegou em meu seio esquerdo e o abocanhou enquanto brincava com o outro, foi descendo a mão enquanto chupava meu seio e parou na entrada da minha vagina, me penetrou com dois dedos e foi fazendo um vai e vem gostoso enquanto chupava meu seio, ela deu um chupão em meu pescoço e eu não pude deixar de gemer, ela sorriu ao me ouvir gemendo e disse no meu ouvido:

 

- Goza pra mim vai Aurora?

- O que você quiser.

  Ela começou a aumentar a velocidade de suas estocadas e eu gozei em seus dedos, ela levou os dedos a boca e os lambeu, transamos até o dia raiar.

 

  Já estávamos morando juntas fazia dois meses e esses foram os meses mais incríveis da minha vida, passamos momentos maravilhosos, namoramos bastante, cuidamos da casa, eu lia meus poemas para ela e a noite dormíamos abraçadinhas, fomos a feira do povoado quando o Eduardo apareceu, nos escondemos para que ele não nos encontrasse, mas por azar ele nos viu e seguiu a gente até a minha casa, eu estava beijando a Antonieta quando derrubaram a porta, tentei protege lá, mas não deu tempo ela se jogou na minha frente e ela recebeu o tiro no meu lugar, o cara que atirou saiu correndo e ela caiu em meus braços, só pude ouvir as últimas palavras dela dizendo que me amava antes de morrer em meus braços, doeu tanto perde lá dessa forma, mas não importa quanto tempo passe eu sempre vou ama lá.

 

- Então é por isso que o Pedro Henrique não suportou ser rejeitado pela Valentina e deu uma surra nela? 

 

- Sim, é o Eduardo da sua vida passada, tome cuidado com o Pedro Henrique, vocês ainda não estão livre dele.

 

- Está bem tomarei cuidado com ele.

- Agora precisamos ir, você precisa voltar para o seu corpo.

- Está bem.

 

  Acordei com batidas na porta e pedi para a pessoa entrar:

- Bom dia minha nora preferida.

- Bom dia sogrinha, ei eu sou sua única nora

- Ops, eu vim aqui para conhecer um pouquinho da história de amor de vocês duas, eu percebi que eu não conheço quase nada ao respeito da minha filha.

 

- Você sabia que sua filha toca violão e canta muito bem? 

- Eu não sabia, me conte mais sobre isso.

- Estávamos namorando e ela me fez uma surpresa quando completamos 4 mês, a Valentina me mandou um vídeo dela tocando e cantando uma música para mim fiquei tão maravilhada com a voz dela que guardei o vídeo até hoje, você quer ver? 

 

- Claro que eu quero, vou amar ver minha filha cantando e tocando.

  Peguei meu celular e fui procurar o vídeo que ela fez para mim, fiquei um bom tempo procurando, fui mostrando as fotos que eu tinha com a Valentina para a mãe dela, ela comentava em uma foto ou outra, até que encontrei o vídeo e dei para ela assistir.

 

Flashback on 

 

  Acordei com meu celular apitando, olhei para ele passava da meia noite, aproveitei para ver se tinha alguma mensagem, quando olhei para o visor tinha uma mensagem da Tina, que era como eu chamo a Valentina, abri o whats e fui ver a mensagem que ela havia me mandado:

 

 - Oi meu anjo sei que você não gosta que te acorde quando está dormindo, mas prometo que é por uma boa causa, hoje faz 4 meses que estamos namorando e eu não poderia deixar de comemora ló com você, segue a baixo uma surpresa que eu fiz, vi que era um vídeo dela para mim, o abri e ela estava com um violão tocando quando ela começou a cantar uma música.


Pra você guardei o amor


Pra você guardei o amor
Que nunca soube dar
O amor que tive e vi sem me deixar
Sentir sem conseguir provar
Sem entregar
E repartir


Pra você guardei o amor
Que sempre quis mostrar
O amor que vive em mim vem visitar
Sorrir, vem colorir solar
Vem esquentar
E permitir


Quem acolher o que ele tem e traz
Quem entender o que ele diz
No giz do gesto o jeito pronto
Do piscar dos cílios
Que o convite do silêncio
Exibe em cada olhar


Guardei
Sem ter porquê
Nem por razão
Ou coisa outra qualquer
Além de não saber como fazer
Pra ter um jeito meu de me mostrar


Achei
Vendo em você
 Explicação
Nenhuma isso requer
Se o coração bater forte e arder
No fogo o gelo vai queimar


Pra você guardei o amor
Que aprendi vendo os meus pais
O amor que tive e recebi
E hoje posso dar livre e feliz
Céu cheiro e ar na cor que arco-íris
Risca ao levitar


Vou nascer de novo
Lápis, edifício, tevere, ponte
Desenhar no seu quadril
Meus lábios beijam signos feito sinos
Trilho a infância, terço o berço
Do seu lar


Guardei
Sem ter porque
Nem por razão
Ou coisa outra qualquer
Além de não saber como fazer
Pra ter um jeito meu de me mostrar


Achei
Vendo em você
 Explicação
Nenhuma isso requer
Se o coração bater forte e arder
No fogo o gelo vai queimar


Pra você guardei o amor
Que nunca soube dar
O amor que tive e vi sem me deixar
Sentir sem conseguir provar
Sem entregar
E repartir


Quem acolher o que ele tem e traz
Quem entender o que ele diz
No giz do gesto o jeito pronto
Do piscar dos cílios
Que o convite do silêncio
Exibe em cada olhar


Guardei
Sem ter porque
Nem por razão
Ou coisa outra qualquer
Além de não saber como fazer
Pra ter um jeito meu de me mostrar


Achei
Vendo em você
 Explicação
Nenhuma isso requer
Se o coração bater forte e arder
No fogo o gelo vai queimar

 

  Eu terminei de ver o vídeo com lágrimas nos olhos, eu a amo tanto e saber que ela me ama do mesmo jeito aquece meu coração, ela sabe que essa é uma da minhas músicas preferidas, ela toca e canta tão bem, fiquei surpresa, pois sempre fui eu a surpreende lá com poemas, nunca poderia imaginar que ela gostasse desse tipo de arte, escutei mais uma vez a música que a Tina cantou para mim antes de responder para ela.

 

- Oi meu amor, não sei se você está acordada ou não, muito obrigada pela surpresa, fiquei maravilhada em ver o quão bem você toca e canta e a melhor parte é que é só minha.

 

- Fico feliz que gostou Deia, fiz com todo carinho para você.

 

Flashback off

 

  Estava tão distraída lembrando do dia que ela me mandou o vídeo que não reparei que a mãe dela estava falando comigo, voltei minha atenção para ela para ouvir o que falava:

 

- Nossa eu não sabia que minha filha tinha esse talento, desde quando ela toca?

- Acho que foi logo depois que ela entrou pro teatro, mas eu só descobri que ela cantava e tocava quando completamos 4 meses de namoro.

 

- Ela é maravilhosa não é mesmo?

- É sim, eu a amo muito.

- O que mais você poderia falar sobre ela? 

- Claro que eu posso.

- Sabia que fui eu que a pedi em namoro?

- Eu não sabia não, ela me falava tão pouco da vida pessoal dela, me conta como foi o pedido?

- Claro que conto.

- Então nos já estávamos ficando a 3 meses e eu queria pedi lá em namoro, pedi ajuda a algumas amigas minhas pro pedido, eu comprei dez rosas e escrevi em dez papeizinhos os motivos para ama lá e em baixo coloquei o próximo lugar para ela ir, no final eu a estava esperando e pedi ela em namoro, quer ver as fotos e o vídeo do pedido de namoro?

 

- Eu adoraria ver.

  Achei as fotos e os vídeos e entreguei na mão dela o meu celular, enquanto ela ia vendo as fotos e os vídeos eu me lembrei de como foi o pedido de namoro que fiz pra Tina.

 

Flashback on 


Eu e Valentina íamos completar 3 meses que nos ficávamos, eu queria pedi – lá em namoro eu só não sabia muito bem como, conversei com a Alice e com a Esther, elas me deram várias ideias e uma delas foi juntar um pessoal e cada pessoa estar com uma frase e ir entregando para ela, gostei dessa ideia e fui por em prática, chamei algumas amigas e pedi ajuda a elas.

 

- Oi meninas você poderiam me ajudar com a surpresa que estou fazendo pra Valentina?

  Uma a uma foram aceitando me ajudar e eu fui falar minha ideia para elas, então meninas eu estava pensando em comprar várias rosas e deixar cada menina com uma rosa e escrever alguma coisa para entregar para  ela, o que você acham dessa ideia? 

 

- Nós amamos, vamos adorar te ajudar.

 

- Meninas vou lá comprar as rosas e escrever algo legal para ela e me encontro com vocês amanhã cedo.

 

  Fui a floricultura e fui falar com a atendente

 

- Boa tarde Leila 

- Boa tarde maninha , faz tempo que você não vem aqui, como posso te ajudar? 

- Preciso de algumas rosas para fazer uma surpresa para a Valentina, lembra que eu falei dela pra você?

 

- Como me esquecer, sempre que você ia lá no meu quarto era para falar dela, me conta qual é o plano?

 

- Eu quero pedir a Valentina em namoro por isso preciso das flores, chamei algumas amigas para me ajudar com a surpresa, eu quero que saia tudo perfeito pro pedido de namoro que farei pra ela.

 

- Você a ama muito não é mesmo maninha? 

- Como jamais amei alguém, ela é maravilhosa, alegra os meus dias, tem o sorriso mais incrível, é amorosa, desde a primeira vez que a vi meu coração acelerou.

 

- Fico feliz por você minha irmã, aqui estão as rosas, boa sorte.

- Obrigada.

  Cheguei em casa e fui direto pro quarto e peguei um caderno e comecei a escrever

 

Aqui vai dez motivos para te amar 

 

1 seu sorriso me fascina
Ps: Vá até a esquina da sua casa

 

2 Meu coração é seu desde a primeira vez que te vi 
Ps: Vá até a livraria onde te levei no nosso primeiro encontro

 

3 Meus dias são mais felizes ao seu lado
Ps: Vá até a loja onde fomos juntas comprar um cd que eu queria muito.

 

4 Você é a musa dos meus poemas
Ps: Vá até o teatro onde me declarei para você.

 

5 Você é a garota mais especial que conheci
Ps: Vá até o museu que fomos juntas.

 

6 A cada dia que passa me apaixono mais por você
Ps: Vá até a casa da minha mãe.

 

7 Amo tirar fotos suas
Ps: Vá até a biblioteca da nossa escola.

 

8 Amo teus beijos.
Ps: Vá até a casa da Alice.

 

9 Amo te ver dormindo
Ps: Vá até floricultura de minha irmã.

 

10 Te amo hoje , te amarei amanhã é te amarei para sempre.
Ps: Vá até o parque onde nos demos o nosso primeiro beijo.

 

Preparei tudo e mandei mensagem pra Alice

- Está tudo pronto agora vamos por o plano em ação 

- Está bem.

  A Alice me ajudou a convencer a Valentina a sair com ela e o primeiro lugar que a Alice levou a Valentina foi onde eu indiquei, estava muito ansiosa e se ela não gostasse da surpresa? Fiquei esperando por uma hora e meia, a Alice ia me mantendo informada de como a Valentina estava indo, me sentei no banco do parque e fechei os olhos para acalmar meu coração, quando olhei para frente eu a vi vindo em minha direção com um sorriso no rosto e com as rosas na mão.

 

- Oi meu amor não esperava essa surpresa.

- Gostou da surpresa? 

- Como não gostar meu amor, amei a surpresa.

  Eu fiquei calada por uns minutos e disse a ela:

 - Hoje faz três meses que nos ficamos e esse tem sido o momento mais feliz da minha vida, ter você ao meu lado me faz a mulher mais feliz do mundo, a minha vontade é de gritar pro mundo todo o quanto eu te amo, então eu fiz essa surpresa com uma finalidade e eu espero que você diga sim ao meu pedido. - olhei nos olhos dela e com o coração acelerado e com as mãos suando, mas finalmente consegui pronunciar as palavras.

 

- Você quer namorar comigo? 

- É o que eu mais quero, namorar com você.

 

Flashback off

 

- Nossa você fez tudo isso para a minha filha? 

- Fiz sim, ela é a mulher da minha vida, sou apaixonada por ela desde a primeira vez que eu a vi.

- Você a ama mesmo né? 

- Eu a amo demais.

- Como foi o primeiro beijo de vocês duas? 

 

  Enrubesci ao ponto do meu rosto ficar totalmente vermelho mas consegui responder.

 

- Estávamos no Central Park para fazermos um piquenique e a Valentina me beijou.

- Pensei que você que a beijou pela primeira vez.

- Ela foi mais rápida que eu, quando eu estava pensando em beija lá, ela já tinha me beijado.

  Não pude deixar de sorrir ao lembrar do dia que a Tina me beijou

 

Flashback on


  Eu estava dormindo, pois era sábado e eu só acordava depois do meio dia, fiquei tão brava quando meu celular apitou as nove horas da manhã com barulho de mensagem, olhei para o visor e vi que era uma mensagem, sentei na cama sonolenta e me espreguicei antes de pegar novamente o celular para ver o que ela tinha me mandado e responder para ela.

 

- Bom dia meu amor, sei que você odeia acordar cedo, mas o dia está tão lindo para um piquenique topa ir comigo?

 

  Antes de responder para ela resmunguei porque fui acordada, mas como já fui acordada aceitei o convite, me arrumei as pressas, fiz a cesta de piquenique com frutas, suco de laranja, uma coca bem gelada para mim, pães com frios, chocolates é claro para minha pessoa, peguei a toalha, fui andando pra casa dela e toquei a campainha:

 

- Bom dia Cecília, a Valentina está?

- Ela está sim, vou chama lá, espere aqui que ela já vem.

- Está bem

  Fiquei esperando ela na sala, aproveitei para ver o ambiente, havia várias fotos dela, fiquei babando pelas fotos dela, tenho certeza que ela ficaria brava de me ver olhando as fotos dela de criança, mas era linda, ela estava descendo as escadas quando eu a vi descendo, estava maravilhosa com um shorts jeans, uma blusa regata e com os cabelos presos, ela poderia estar pelada que continuaria linda para mim, enrubesci com esse pensamento, consegui comprimento lá sem me atrapalhar toda:

 

- Bom dia Tina, só você mesmo pra me acordar cedo.

- O dia estava muito bonito para ficar enfiada em casa.

- Mas eu já tinha até planos para hoje ia por minhas séries em dia 

- Prefere ver serie a me ver?

- Claro que eu prefiro te ver meu amor, vamos indo? 

- Vamos sim.

  Fomos andado para o parque de mãos dadas, chegamos lá e eu coloquei a toalha no chão e arrumei as coisas nela, quando ela viu o que eu trouxe, balançou a cabeça e falou:

 

- Você não existe Deia, coca e chocolate? 

- Ah amor você sabe que gosto dessas coisas.

- Sei sim, mas não vai ficar só comendo besteira, vai ter que comer coisas saudáveis também.

- Tá bom amor comerei coisas saudáveis também.

  Eu estava comendo chocolate e me sujei toda, pareço criança comendo, ela veio em minha direção e limpou o meu rosto, estava tão próxima a mim e eu não pude deixar de olhar a boca dela, nessa hora eu mordo o lábio, a Tina foi chegando mais perto de mim, foi o nosso primeiro beijo e estávamos explorando os lábios, a boca uma da outra, nos conhecendo aos poucos. Nossos corpos já dando sinal que a química entre ambas seria para sempre perfeita.

 

  Fui tirada dos meus pensamentos pela mãe da Tina já muito emocionada com o coração apertado por uma dor que não dava para descrever.

 

- É tão bom lembrar da Valentina né Andreia? 

-É Sim, e dói tanto em pensar que ela não está mais aqui com a gente, Cecília!  

E as lágrimas que já eram presentes em meus  olhos, se intensificaram ainda mais.

- Como assim Andreia ? Cecília me questiona.

 

- Por ela ter morrido.

Notas finais:

Beijos da Pimentinha!

Capítulo 6 por amandanasnuvens
Notas do autor:

Boa noite meninas, mais um capitulo hoje espero que gostem :)

- Oi como você está?


- Estou bem.


- Então lá fora está o policial Alberto, eu e o Luiz Fernando fomos a delegacia e denunciamos o Pedro Henrique, o policial está aí para conversar com você.


- Ele não pode esperar eu sair do hospital não? 


- Falei para ele que você estava no hospital, mas mesmo assim ele quis vir aqui conversar contigo.


- Está bem, pode mandar ele entrar.


  Esperei uns cincos minutos até ele entrar no quarto, ele estava com cara de poucos amigos, cara de que não estava nem um pouco afim de estar aqui, mas que foi obrigado a vir aqui, ele me olhou de cima a baixo, levantei o cobertor que eu estava usando, pois ele não parava de olhar para o meu corpo, me senti sem graça e falei.


- Vamos começar logo que eu estou cansada e preciso descansar.


  Os olhares que ele estava me dando deu náuseas, ele não parava de me olhar, olhei de cara feia para ele e comecei a contar tudo o que aconteceu desde a minha ligação para a Valentina a quando eu cheguei perto da casa dela, a encontrando desacordada no chão, contei que sai no tapa com o Pedro Henrique, ele foi anotando tudo que eu estava falando, terminei o meu testemunho ,mas num  descuido o cobertor caiu e dava para ver meu corpo pois o pijama era meio transparente, ele ficou me secando e estava vindo em minha direção e eu já estava com o coração acelerado e suando muito, comecei a gritar e o policial se afastou, a Cecília apareceu e perguntou:


- O que está acontecendo aqui? 


- Não está acontecendo nada aqui, eu já estou indo embora, mas se prepare Andreia que eu posso voltar a vir aqui caso precise.


  Ele foi embora e eu abracei a mãe da Valentina, e comecei a chorar nos braços dela, esperou eu me acalmar e perguntou:


- O que houve meu anjo? 


- Aquele policial ficou me secando, eu estava me sentindo super constrangida com os olhares que estava dando em mim, ele veio pra cima de mim e eu comecei a gritar até que você apareceu, eu não sei o que ele teria feito se você não tivesse aparecido aqui.


- Que safado, eu vou denunciar ele para o supervisor dele.


- Do que adiantaria, seria a minha palavra contra a dele, não temos provas do que ele estava fazendo.


- Se ele aparecer aqui de novo, pode deixar que eu que falarei com esse policial.


- Obrigada, o que seria de mim sem você.


- Se eu não cuidar de você a Valentina com certeza ficaria brava comigo.


- Bem a cara dela né?


- Sim.


  Ficamos conversando amenidades  até que eu adormeci.


  Fui atrás do meu marido e o encontrei sentado lendo um jornal, o beijei no rosto e falei com ele. 


- Oi meu amor.


- Oi, que semblante preocupado é esse? Aconteceu algo a Valentina?


- Com ela não, ainda está na mesma, estou preocupada é com a Andreia mesmo.


- Quem diria que eu ouviria você falar isso da sua nora, o que houve?  

- Ela ama a nossa filha e a nossa filha a ama, então resolvi dar uma chance, mas o que houve foi que um policial corrupto veio aqui falar com ela, e o safado teve a cara de pau de tentar fazer algo a ela.


- Eu não acredito nisso, temos que denuncia lo.


- Não teríamos como provar o que ela disse, só vamos ficar de olho pra ele não tentar nada.


- Você está certa, ficaremos de olho nela.


  Acordei com o médico me chamando


- Boa tarde Andreia.


- Boa tarde doutor, já tenho alta? 


- Veremos.


  Ele fez alguns exames para saber se eu está a bem, meia hora depois eu já estava impaciente com a demora do doutor.


- Vai ganhar alta hoje, vou assinar os papéis e você já está livre.


  Assim que o médico me deu alta, coloquei a roupa que eu tinha e fui atrás da Valentina, eu já estava com saudades de ficar com ela, entrei no quarto e ela parecia tão serena e eu tirei uma foto dela, me deu uma tristeza faz uns dias que ela está em coma e o medo dela nunca mais acordar, segurei a mão dela e disse em seu ouvido:


 - Oi meu amor eu sei que você pode me ouvir, não demore pra voltar sinto a sua falta, sinto falta dos seus beijos, do seu carinho, de dormir de conchinha com você, de ver filmes de terror e você sempre rir de mim por eu esconder o rosto toda vez que eu ficava com medo, em como nos divertimos juntas, eu te amo minha pequena, a beijei na testa e fui falar com a mãe dela.


- Oi Sogrinha eu vou pra casa trocar de roupa e descansar um pouco, se qualquer coisa acontecer você me liga? 


- Claro que ligo.


  A beijei na bochecha e me despedi dela, fui andando para casa, pois era perto, a casa me parecia tão vazia agora sem a presença da Valentina, eu fui andando pela casa até o quarto que eu não mostrei pra Valentina, abri a porta e lá tinha um ateliê de pintura, era lá que eu mais gostava de ficar, fechei os olhos e a imagem da Valentina veio em minha mente nitidamente, peguei o pincel e comecei a esboçar o rosto dela, eu sempre pintei a Valentina, tinha vários quadros dela que eu ia expor numa galeria, fiquei um bom tempo pintando mais um quadro dela, assim que parei para descansar um pouco o telefone tocou.


- Oi minha pintora preferida.


- Oi a que eu devo a honra da ligação?


- Lembra que eu te falei da galeria que quer expor o seu trabalho?   - Lembro sim, por que? 


- Eles querem que você exponha esse fim de semana.


- Esse fim de semana eu não posso, eu só irei expor os quadros quando a minha musa inspiradora estiver fora de perigo.


- É uma oportunidade perfeita para você, vai estragar por causa de uma garota? 


- Se eles querem que eu exponha terão que esperar ela sair do coma.


- Você que sabe Andreia.


  Ela desligou o telefone contrariada, mas eu não poderia expor os quadros sem a minha musa inspiradora, se eles quiserem o meu trabalho eles terão que ter paciência e esperar porque eu quero fazer essa surpresa para a mulher da minha vida, eu espero que ela acorde logo porque eu pretendo pedi – lá em casamento nessa exposição que eu farei, por isso eu não pude aceitar a oferta que ela fez para mim, desliguei a luz do ateliê e fui para o meu quarto, lá deitei na cama e pensando na Valentina adormeci.


  Acordei, voltei ao ateliê para terminar o último quadro que eu ia expor, estava ficando lindo, a minha musa inspiradora ajuda muito também, eu terminei quando a campainha tocou e eu fui atender.


- Bom dia Alice, como você está? 


- Estou bem Andreia, vim aqui porque não tenho notícias suas e nem da Valentina, o que houve? 


- Longa história Minha amiga.


- Trate de contar logo Andreia.


- Está bem irei contar tudo.


  A Valentina saiu de casa e foi para a casa da mãe dela, lá eles apresentaram um cara para a Valentina, ela não aceitou e bateu de frente com ele, quando saiu da casa deles, o Pedro Henrique a estava esperando e a encurralou e deu uma surra nela, eu fiquei preocupada com a falta de informações, liguei para ela e um cara atendeu e disse que machucou, eu saí correndo e fui ao encontro dela, quando cheguei lá ela estava desacordada ao lado do cara, nessa hora o meu sangue subiu e eu parti pra cima dele, a defendi dando um soco no nariz daquele babaca e peguei a Valentina e sai correndo até a casa dos pais dela, entreguei ela aos pais dela e desmaiei, fui parar no hospital e a Valentina também foi levada, ela ainda saiu de lá pois esta em coma.


- Ual, que aventura de vocês hem, posso visita lá? 


- Claro que pode, eu já estava indo para lá mesmo.


  Chegamos ao hospital e fomos direto ao quarto da Valentina, ela estava na mesma, eu estava com tanta saudade de ouvir a voz dela, de ver o sorriso dela, de ver como ela ficava vermelha quando estava com vergonha, em como eu gostava de provoca lá, espero que ela volte logo para mim, dei um selinho nela e eu e Alice fomos conversar com os pais dela.
- Como a Valentina está? 


- Ela está na mesma.


- Sinto tanta falta dela.


- Nos também sentimos muita falta dela, mas tenho certeza que ela estaria muito feliz por nós duas estarmos nos dando bem.


- Isso é verdade, o que ela mais queria era que nos duas nos dissemos bem.


  Ficamos conversando amenidades por duas horas quando o policial veio em nossa direção, eu fiquei atrás da Cecília, ele queria conversar comigo novamente e ela disse: 
- Pode falar com ela aqui mesmo.


- Você terá que ir a delegacia para assinar o seu testemunho, venha comigo e vamos resolver isso o mais rápido possível.


- Eu vou junto com ela policial.


- Não precisa ela vira sozinha comigo.  

 

- Então ela não irá, ou vai comigo ou não irá.


- Está bem, venha junto com ela.


  Fomos juntos com ele, o policial na frente e eu e a Cecília atrás, fomos conversando amenidades até chegar na delegacia, quando lá o delegado já veio falar comigo.


- Boa tarde Andreia.


- Boa tarde delegado Roberto.


- Nós te chamamos para esclarecer algumas coisas.


- Está bem.


- Que parentesco você tem com a vítima? 


- O que isso tem a ver com o caso? 


- Apenas responda minha perguntas senão eu terei que te deter por 24 horas.


- Está bem irei falar, ela é minha namorada.


- Está explicado.


- O que está explicado? 


- Que você teve uma crise de ciúmes.


  Olhei para o delgado e me deu vontade de mandar ele ir a merda, quem ele pensa que é para desmentir o que eu falei, eu estava muito brava, contei até dez para me acalmar antes de responder a ele.


- A mãe da Valentina está de prova que eu a levei desacordada pra casa dela.


- Tem como provar o que você diz? 


- A mãe dela está aqui comigo, é só o senhor falar com ela.


- Pode ter certeza que falarei.


  O delegado chamou a Cecília, pediu para ela explicar a versão dela.


  Ele ouviu a explicação é voltou a falar comigo.


- Eu ainda acho que você agiu por ciúmes,  mas se a mãe dela confirmou a sua história, está livre, só precisa assinar uns papeis e depois terá que ir na audiência para dar seu testemunho contra o Pedro Henrique.


- Está bem, posso ir embora agora? 


- Pode sim, mas será chamada mais pra frente, você e a Valentina terão que testemunhar.


- Eu sei, ficarei esperando 


P.o.v Pedro Henrique


- Boa noite pai.


- Me ligando a essa hora da noite? O que você aprontou? 


- Por que acha que eu aprontei alguma?


- Porque você só me liga quando aprontou alguma coisa.


- Está bem, contarei o que houve.


  Eu tinha ido jantar na casa da Cecília, para conhecer a filha deles, cheguei lá fomos apresentados e ela me deu um fora, me disse que era lesbica e que não ficaria comigo, sai da casa dela transtornado pela forma que me tratou, passei no bar que tinha perto da casa delas e bebi um pouco, quando eu a vi saindo pela porta, sai do bar e fui atrás dela e dei uma surra nela, ficou desacordada no chão até que o telefone dela tocou e eu falei com a namorada dela e disse que dei uma surra nela, dez minutos depois eu a vi correndo até a Valentina e partindo pra cima de mim, começamos a brigar e ela me deu um soco no nariz que eu caí para trás, ela saiu com a namorada dela nos braços e eu fiquei para trás, posso ir para sua casa até a poeira baixar?


- Claro que pode meu filho, fica tranquilo que iremos resolver essa situação.


- Obrigado pai, vou desligar aqui que eu vou arrumar as coisas para ir para sua casa.


- Está bem meu filho.


  Cheguei em casa e fui as pressas ao meu quarto e arrumei as malas eu precisava desaparecer por um tempo, eu tenho certeza que eles vão me denunciar pelo que eu fiz a Valentina, vou me esconder na casa dos meus pais até a poeira baixar e depois eu volto para me vingar delas, se elas acham que ficaram juntas estão muito enganadas, sai de casa e fui dirigindo até a casa dos meus pai, chegando lá fui direto para o meu quarto e fui arquitetar a minha vingança, pensei por um bom tempo e decidi que eu iria sequestrar a Valentina, vou esperar ela sair do coma, descobri essa informação pagando uma grana a enfermeira, assim que ela sair do coma eu irei sequestra lá e acabar com a alegria dessas duas, se a Valentina não vai ficar comigo, não ficará com ninguém, fui dormir com um sorriso no rosto sabendo que logo eu estaria colocando meu plano em ação.   Acordei e já fui atrás do lugar que eu levaria a Valentina depois que eu a sequestrar, meus pais tem uma empresa abandonada e isso será perfeito para os meus planos, peguei as chaves e fui ao lugar, ele é bem afastado e mesmo que ela grite não tem como encontrarem ela, pois o lugar fica perto de um parque então não tem como desconfiarem que eu estarei por trás do sequestro, comprei tudo o que eu iria precisar para sequestra lá e fiquei esperando a ligação da enfermeira.

Notas finais:

beijos da pimentinha

Capítulo 7 por amandanasnuvens
Notas do autor:

Oie Meninas, mais um capitulo fresquinho pra vocês. Espero que gostem! 

P.o.v Valentina


- Boa noite Valentina, você precisa acordar, a Andreia precisa de você.

- Boa noite, quem é você? 

- Boa noite me chamo Fabricia, preciso te mostrar uma coisa antes de você acordar e voltar para a Andreia.

- É o que você precisa mostrar? E cadê a Andreia?

- Você verá, ela está bem tenha paciência, agora eu preciso te mostrar uma de suas vidas passadas, é importante.

- Está bem, vamos logo.

  Eu e a Fabricia fomos levantando para um lugar onde me era familiar, comecei a prestar atenção e me vi, era estranho, pois era eu mas não era eu, era estranho me ver em outra época, andava de carruagem todos os dias e sempre que eu passava tinha uma garota maravilhosa, ela se parecia tanto com a Andreia que tive que perguntar:

- Quem é a garota que sempre me observava andando de carruagem?

- É a Andreia, mas nessa época se chamava Aurora, bom vamos continuar.

  Eu fazia questão de sempre pegar o mesmo caminho para casa só para vê lá novamente, a melhor parte do meu dia era quando eu podia mesmo que por segundos olhar nos olhos, eu não entendia o por que de olhar para ela e sentir como se eu a conhecesse a muito tempo, depois de um tempo passando pelo mesmo caminho minha carruagem quebrou e eu estava brava porque nesse dia eu não pude vê lá, observei ao redor e a vi saindo de uma casa, me deu uma alegria tão grande, nem quando estou com meu marido eu sinto essa alegria, ela veio falar comigo:

- Boa tarde senhora precisa de ajuda em alguma coisa?

- Boa tarde, pode me chamar de Antonieta, minha carruagem quebrou e a ajuda vai demorar, e para ajudar estou cansada, com sede e com fome.

- Bom com a carruagem eu não posso ajudar porque não entendo disso, mas se você quiser pode vir a minha casa, não é nenhum palácio como a sua mas vai servir perfeitamente para descansar.

- Vou aceitar sim, estou tão cansada.

Ela ofereceu a casa dela para eu descansar, achei tão fofa a atitude dela, segurei a mão dela para agradece lá, quando peguei na mão dela senti uma corrente elétrica e quando eu vi ela tinha tirado a mão dela da minha e fomos até a casa dela.

  Entramos na casa dela e fiz questão de olhar cada pedacinho da casa, deu para perceber ela meio acanhada por eu ser de classe totalmente diferente dela, mas me senti tão bem é acolhida aqui que se eu pudesse eu não iria mais embora daqui, sorri para ela relaxar, eu estava  tão a vontade que nem parecia que éramos de  classe sociais diferentes, isso não me importava nem um pouco para falar a verdade, ela ofereceu comes e bebes e me mostrou o quarto para que descansasse, eu fui descansar no quarto de hóspedes e ela fui para o meu quarto, até tentei descansar, mas a curiosidade de saber mais sobre essa mulher que mexeu comigo fez com que eu não conseguisse descansar, duas horas depois eu levantei e bati na porta da Aurora:

- Boa noite Aurora, preciso ir a carruagem está pronta e se eu não voltar para casa meu marido vai vir atrás de mim.

- Está bem, foi um prazer te conhecer, se quiser pode vir outras vezes aqui vou adorar te receber.

- Pode ter certeza que irei vir aqui mais vezes, até qualquer hora.   Eu sai da casa dela e olhei para trás uma última vez antes de entrar na carruagem e partir, pensando comigo mesma será que eu a verei novamente? Eu nunca senti esse sentimento com ninguém, nem pelo meu marido eu senti, mas eu sou comprometida como eu posso pedir para a Aurora ter algo comigo e com tristeza nos olhos fui para meu martírio que era meu marido, todas as tardes eu ia a casa dela, eu até tentava não ficar muito perto dela, até que na última vez que eu fui a casa dela, estava com o olho roxo, eu fui para casa dela chorando o caminho todo, ela já veio mm e perguntando o que houve.

- O que houve Antonieta? Por que está de olho roxo?


Flashback on


  Mais um dia o Eduardo chegou bêbado em casa e sempre que ele chegava em casa assim ele queria transar comigo, e por mais que eu tentasse ele era mais forte que eu, e não podia negar porque era meu marido ele tinha esse direito, ele me beijou e senti o gosto da bebida que ele tomou, cada vez que me beijava eu não sentia nada, foi tirando a rouba e colocou o membro dele para fora, queria que eu o chupasse nessa hora eu só queria sumir, eu o chupei para que terminasse logo e que ele gozasse logo para quer ele me deixasse em paz, mas ele não estava satisfeito com eu chupando ele, queria transar comigo também, por mais que eu não quisesse o que eu poderia fazer eu era a esposa dele, tirei minhas vestes e transei com ele, até que o Eduardo se sentisse satisfeito, depois da transa me deu um tapa na cara e eu me vesti e sai de lá, eu não iria ficar ali para me bater mais.


Flashback off



- Não foi nada Aurora, fique tranquila.

- Foi o seu marido não é mesmo?

  Eu olhei para ela com lágrimas nos olhos, e não precisei falar mais nada, ela me abraçou e me aconcheguei em meus braços, eu chorei tanto até que adormeci nos braços dela, enquanto dormia ela ficou me fazendo cafune, quando percebi ela me deu um selinho em, nessa hora eu abri os olhos e ela ficou envergonhada, ela ficou confusa quando eu a beijei apaixonadamente, que beijo essa mulher tem, nunca pensei que ela iria me beijar, eu sei que sou casada mas a boca dela estava tão convidativa que eu precisei beija lá, ela me olhou nos olhos e sorriu para mim, falou para mim:

- Você é maravilhosa, como pode o babaca do seu marido ousar bater em você.

- Toda vez que ele chega bêbado em casa sobra pra mim.

- Se você não o ama por que ainda está com ele?

- Meu casamento foi arranjado pelos meus pais nem pude me envolver e outra você sabe como a sociedade não aceita que pessoas que se separam quando se casam perante a Deus.

- Eu sei a sociedade as vezes é muito hipócrita.

- Você sabe que eu terei que ir embora né? Por mais que eu ame passar esse tempo com você, ainda sou casada com o Eduardo e ele é um cara autoritário , não suportaria  a ideia dele te fazendo algum mal, prometo que voltarei o mais rápido possível aos seus braços.

- Ficarei te esperando, é a única coisa que eu posso fazer agora.

  Eu dei um último beijo de despedida nela e fui embora, quando eu fui embora me veio uma tristeza, eu sei que eu não devia me apaixonar por ela por causa do Eduardo mas não mandamos em nosso coração, eu precisei ficar uma semana longe da Aurora, eu consegui escapar do Eduardo, eu bati na porta da Aurora e ela abriu a porta: 

- Boa noite Aurora, eu posso me esconder aqui? 

- Claro que pode, mas o que houve?

- Eu fugi de casa, o Eduardo está atrás de mim e não sei o que fazer.

- Pode ficar aqui o tempo que você quiser.

  Ela pegou minhas coisas e trouxe para dentro da casa dela, levei minhas coisas  para o quarto de hóspedes e me instalei lá, ela me abraçou e me beijou, a saudade que eu estava sentindo era grande, eu estava abalada, ela me chamou para a cama e ficamos abraçadinhas até que adormeci, já estávamos morando juntas a um mês, ela me fez uma surpresa já que estávamos morando juntas  a um tempo, arrumou o quarto com pétalas de rosas na cama, com velas e chocolates e preparou um jantar romântico para nos duas, eu tinha saído para andar a cavalo então ela teve tempo para resolver as coisas, meia hora depois a entrei pela porta:

- Preparei um jantar gostoso para nos duas.

 - Pra mim? 

- Sim meu amor.

  Colocamos a mesa e comemos conversando amenidades, eu sentia que essa seria uma noite especial, eu ansiava pelos beijos e pelo corpo da Aurora, eu estava nervosa mas sei que com ela será totalmente diferente o que foi com o Eduardo, e estou com medo de não saber o que fazer na hora, tomei uma taça de vinho para relaxar, a Aurora me levou ao quarto e eu vi a surpresa que me fez, eu sorri para ela e esse pequeno gesto deu coragem para ela continuar, foi se aproximando de mim e passou a mão em meu rosto, contornou meus lábios com seu dedo, ela me beijou mostrando todo o carinho, o amor e a ternura que sentia por mim, ela estava explorando o meu corpo, a primeira vez que eu me senti amada de verdade os lábios dela eram tão suaves, tão diferente do Eduardo, ela  meio desajeitada foi tirando o meu vestido, ela tirou a calçola que eu usava e tirou o espartilho que também o usava, ela parou para me  observar, os olhos dela brilharam maravilhada com o meu corpo, ela chegou perto de mim e foi passando a mão pelas curvas do meu corpo, ela foi tão gentil comigo, nunca pensei que uma mulher estaria passando a mão no meu corpi e que eu gostaria disso, ela foi beijando o meu pescoço e ela foi vendo as reações que o meu corpo dava para saber se ela estava indo no caminho certo, como não reclamei ela continuou explorando para descobrir onde eu mais sentia prazer, ela foi deixando beijos por onde passava, passou as mãos nos meus seios e abocanhou um deles e começou a chupa ló, era uma sensação tão gostosa e diferente, ela estava  medindo para saber se ela estava fazendo certo pelos gemidos que  eu estava dando, ela estava indo no caminho certo, ela foi descendo e beijando a minha barriga, deixando um rastro de beijos por onde passava, chegou onde eu mais ansiava,  abriu minhas pernas e olhou pra cima para pedir permissão para continuar, eu balancei a cabeça que sim, ela deu a primeira lambida no centro do meu prazer  e me chupou, ela estava fazendo do jeito certo, eu já nem disfarçava mais os gemidos, parecia que meus gemidos eram combustível para ela continuar, ela usou dois dedos e foi fazendo um vai e vem gostoso até que gozei em seus dedos, ela levou os dedos a boca e lambeu seu dedo para descobrir o meu sabor e me beijei, deitamos na cama para descansar eu disse no ouvido dela:

- Minha vez

  Ela sorriu para mim para me encorajar a continuar, eu foi mais tímida que ela, fui tirando a roupa dela e a roupa íntima, fiquei observando ela, eu sorri para ela e a beijei, aquele beijo que já deixava claro que eu tinha segundas intenções, foi passando a mão pelo corpo dela e fui descobrindo onde dava mais prazer nela, parecia que eu  já conhecia o corpo dela, eu colocava a mão onde ela mais sentia prazer,  fui a beijando ate que eu cheguei em seu seio esquerdo e o abocanhei enquanto brincava com o outro, fui descendo a mão enquanto chupava o seio dela e parei na entrada da vagina dela, a penetrei com dois dedos e fui fazendo um vai e vem gostoso enquanto chupava o seio dela, eu deu um chupão no seio dela e ela nao deixou de gemer, eu  sorri ao ouvi lá gemendo e disse no ouvido dela: 

- Goza pra mim vai Aurora?

- O que você quiser.

  Eu começou a aumentar a velocidade de minhas estocadas e ela gozou em meus dedos, ela levou os dedos a boca e os lambeu, transamos até o dia raiar.   Já estávamos morando juntas fazia dois meses e esses foram os meses mais incríveis da minha vida, passamos momentos maravilhosos, namoramos bastante, cuidamos da casa, ela lia seus poemas para mim e a noite dormíamos abraçadinhas, fomos a feira do povoado quando o Eduardo apareceu, nos escondemos para que ele não nos encontrasse, mas por azar ele nos viu e seguiu a gente até a casa da Aurora, eu estava beijando a Aurora quando derrubaram a porta, tentei protege lá, eu fiquei na frente dela e levei o tiro no lugar dela, o cara que atirou saiu correndo e eu cai nos braços dela, só tive tempo de dizer o quanto eu a amava antes de apagar em seus braços.

- Nossa eu morri? Quem é esse Eduardo? 

- Sim você morreu por um capanga do Eduardo, ele na sua vida atual se chama Pedro Henrique.

- Por isso ele me deu uma surra quando eu recusei ficar com ele? 

- Exatamente, tome cuidado com ele vocês duas ainda não se livraram dele.

- Está bem tomarei cuidado com ele.

- Vamos voltar que você precisa acordar, a Andreia precisa de você.

- Está bem, vamos ? 

- Vamos.

  Acordei e olhei ao redor e vi a Andreia dormindo perto da minha maca, sorri ao vê lá e chamei o nome dela:

- Andreia meu amor.

  Acordei assustada e olhei para a Valentina acordada a abracei e chorei como uma criança e falei para ela com lágrimas nos olhos:

- Finalmente você acordou eu pensei que eu ia te perder novamente.

- Você nunca irá me perder Deia, eu te amo muito.

- Eu achei que você tinha morrido, desmaiei e sonhei que tinha morrido e que eu fui ao seu enterro.

- Nossa amor, que sonho ruim, mas tenha certeza que estou bem e que estarei por muitos anos ao seu lado.

- Jura? 

- Juro meu amor.

Notas finais:

Beijos da Pimentinha!

Capitulo 8 por amandanasnuvens
Notas do autor:


Boa noite meninas, mais um capítulo, espero que gostem :)
Ps: Preparem os lencinhos

P.o.v Pedro Henrique

Acordei com meu telefone tocando, levantei me espreguiçando, atendendo o celular sonolento:

– Alô, gostaria de falar com o Pedro Henrique?

– É ele, quem gostaria?

– Eu sou a enfermeira Nazaré, estou ligando para avisar que a Valentina acabou de acordar. E lembra-lo que estou esperando minha recompensa.

– Mais tarde o dinheiro estará na sua conta.

  Encerrei aquela ligação que a tanto esperava e liguei para o trabalho do meu pai, não demorou muito para que alguém atendesse:

– Bom dia, gostaria de falar com o Roberto Borges.

– Passarei para ele.

– Já falei pra você não ligar para cá, caso tenha esquecido é meu local de trabalho – disse com a voz abafada.

– Não ligaria se não fosse importante.

– O que quer? Fala logo, estou no meio de uma reunião.

– Lembra do que falei sobre a Valentina?

– Lembro sim. Por que?

– Irei sequestra-la hoje, preciso da sua ajuda.

– De que você precisa?

– De alguma coisa para apaga-la.

– O que quer exatamente?

– Clorofórmio, assim a deixarei apagada até chegarmos ao nosso destino. Também preciso que dê um jeito nos seguranças, ninguém pode me ver com ela.

– Está bem, verei o que posso fazer. Me liga as 14h.

– Está bem, vou me preparar por aqui também. Até mais tarde.

P.o.v Andreia

  Levantei da poltrona que dormi para ver se a Valentina estava bem, ela ainda dormia, aproveitei para ir ao refeitório comer alguma coisa, estava morrendo de fome. Quando voltei ao quarto minha amada já estava acordada, a cumprimentei com um selinho perguntando:

– Como passou a noite?

– Bem, você conseguiu descansar dormindo no sofá?

– Consegui sim, deu para descansar – pisquei para ela que deu um leve sorriso.

– Fico feliz que tenha conseguido descansar, fiquei incomodada de dormir na cama enquanto você ficava no sofá.

– Não precisa se sentir assim Tina, estou bem.

– Sabendo disso me sinto menos mau.

– Queria poder ficar mais na sua companhia, mas preciso passar em casa pra tomar um banho e trocar de roupa. Vai ficar bem aqui sozinha?

– Ficarei sim, pode ir tranquila. Se eu precisar de alguma coisa chamo a enfermeira Nazaré, tenho certeza que ela me ajudará.

 Me aproximei de Valentina e a beijei, que saudade estava sentindo dos seus lábios, foi um beijo calmo e terno, não podia esquecer que ela ainda está no hospital e acabou de acordar, dei um último beijo nela e saí, eu estava nas nuvens, a Valentina finalmente acordou, a amo tanto, mas por que ainda estou com a sensação de que algo ruim está prestes a acontecer? Posso estar enganada, mas o Pedro Henrique está muito quieto, estou indo para casa, mas meu coração está apertado por ter deixado a Valentina sozinha.

P.o.v Pedro Henrique

No horário combinado liguei para o trabalho do meu pai, não demorou muito para que ele atendesse:

– Boa tarde, aqui é o Pedro Henrique. O Roberto Borges está?

– Só um minuto, ele está esperando a sua ligação.

Não demorou muito para que eu escutasse a voz dele ao telefone:

– Consegui tudo o que você queria, te encontro na frente do hospital as 14h30.

– Está bem, estarei te esperando

 Fui para o ponto de encontro que marquei com meu pai e me escondi, já estava pronto para pôr meu plano em prática, só faltava meu pai chegar com o resto das coisas, meia hora depois ele chegou, me cumprimentou falando:

– Aqui está tudo o que precisa – me entregou uma bolsa, continuando: – agora vou dar um jeito nos seguranças.

 Não demorou muito para que ele voltasse para onde eu estava:

– Tudo resolvido, mas mesmo assim, tome cuidado lá dentro.

– Pode deixar. Me espera atrás do hospital com o carro ligado.

Balançou a cabeça em sinal afirmativo, enquanto eu me afastava colocando um jaleco de médico, escondi o clorofórmio em um dos bolsos dele e entrei no hospital, me passando por um médico de lá. Encontrei a Nazaré e ela me ajudou a entrar no quarto da Valentina sem que ninguém me visse.

– Veja só quem eu encontro por aqui.

– O que faz aqui, posso saber Pedro Henrique?

– Já vou lhe dizer.

 Fui em sua direção, antes que começasse a gritar peguei o lenço que já tinha molhado com o clorofórmio, enquanto a Nazaré abria a porta do quarto sem levantar suspeitas, e tampei seu nariz e boca, ela se debateu um pouco até que apagou, a peguei no colo e sai apressado do quarto, andei até a saída sem que ninguém percebesse, afinal, meu pai já tinha falado com os seguranças e também deixei a enfermeira que me ajudou de sobreaviso, não custava nada ter cuidado. Coloquei Valentina no banco de trás, sentando ao lado do meu pai, saímos arrancando com o carro rumo ao esconderijo, uma hora depois chegamos ao local.

– Muito obrigado pela ajuda, pai. Quando der, tenta sondar alguma coisa lá no hospital, não posso deixar nenhuma ponta solta.

– Fica tranquilo, se acontecer alguma coisa a polícia será acionada, como eu sou o delegado, o caso cairá em minhas mãos, não tem como te pegarem.

– Melhor assim.

 Peguei a recém sequestrada e a algemei, não podia deixar que ela fugisse. Agora é esperar para que a bela adormecida acorde.

P.o.v Valentina

 Acordei desorientada, olhei ao redor tentando saber onde estava, só deu para perceber que eu estava algemada em um lugar mal cuidado, tinham várias caixas.

 Fiquei tão distraída tentando entender onde estava, que eu não vi a hora que o Pedro Henrique entrou no ambiente, percebi sua presença apenas quando falou:

– Gostando do lugar maravilhoso que escolhi para nós dois?

– Vai se ferrar, me solta logo. Essas algemas estão apertando demais.

– Não fale assim comigo, você não sabe o que te espera.

– Que medo! – falei sarcástica.

– Pois deveria sentir, não devia ter me dispensado, você vai se arrepender muito disso.

  Ele foi embora, me deixando sozinha com meus pensamentos. Não acredito que esse babaca me sequestrou, agora que ia conseguir ficar com a Andreia, vem esse cara para querer ferrar com tudo.

P.o.v Pedro Henrique

 Deixei a Valentina sozinha e fui até meu carro pegar o soco inglês, que planejei usar para tortura-la.

Voltei para onde ela estava, e a encontrei cochilando, provavelmente ainda estava sofrendo com o efeito do clorofórmio. Joguei um balde de água fria sobre ela, despertando-a:

– Pronta para o que vem a seguir?

– Me solta logo.

– Vai sonhando!

  Antes de colocá-la de pé, peguei o celular o posicionando em um local estratégico e coloquei na câmera, precisa do melhor ângulo para gravar aquele vídeo.

 Saí arrastando-a até a corda que pendurei no teto, justamente para mantê-la de pé, enquanto começa a minha tortura. Ela me olhou assustada, confesso que o medo que consegui enxergar em seus olhos me deixou maravilhado. Posicionei o soco inglês na mão e comecei a soca-la, a cada grito de dor a minha euforia aumentava, passei uns quinze minutos me deliciando em vê-la gemer de dor, não podia exagerar, ou então a mataria na primeira sessão de tortura. Fiz uma rápida edição no vídeo e o enviei diretamente para a Andreia, tinha pedido o número dela ao meu pai com esse pensamento em mente, enviei o arquivo pelo WhatsApp mesmo. Com a seguinte mensagem:

Estou mandando esse vídeo para mostrar como eu e o seu amor estamos nos dando bem. Não se preocupe, de onde veio esse, virão muitos mais.

P.o.v Andreia

Estava saindo de casa para voltar ao hospital, quando meu celular apitou, fui ver quem tinha mandado mensagem, o número não estava entre os meus contatos, era um vídeo, não podia ser, quem poderia ter feito isso a Tina? Pensando bem, isso só poderia ser coisa daquele tal Pedro Henrique, ou então o policial que veio me interrogar quando eu estava no hospital. Pensando bem, que motivo aquele homem nojento teria para fazer tal maldade a ela. Ver minha amada sendo torturada por longos minutos, me deu uma ânsia tão grande que não suportei, joguei o celular no sofá e corri para o banheiro para vomitar.

Passei água fria no rosto, me encostando na parede. As lágrimas molhavam meu rosto sem que eu sentisse que elas saiam dos meus olhos. Precisava fazer alguma coisa, a Tina está em perigo. Não posso deixa-la a mercê da maldade de quem quer que seja que a tenha sequestrado.

Depois de me acalmar resolvi pegar o celular para ver novamente o vídeo, quem sabe assim não conseguiria uma pista concreta de quem estava fazendo aquilo com ela, quem sabe até com sorte não descobria o local onde ela estava sendo mantida, antes de acionar a polícia. Me atentei o máximo que pude aos detalhes, dava para ouvir os gritos da Valentina que estava amarrada perto de uma pilha de caixas.

O lugar estava com a pintura desgastada, parecia amplo, não consegui ver bem a fisionomia de quem estava batendo nela, mas podia jurar que era uma silhueta masculina, o que me deixou ainda mais temerosa pela vida da minha amada, estava doendo demais ver aquele vídeo novamente, mas consegui assisti-lo até o final.

Estava desolada quando terminei o vídeo, precisava andar, espairecer a mente, para pensar com cuidado no que fazer dali em diante. Peguei meu celular e os fones de ouvido, resolvi dar uma volta na cidade, nem reparei na música que estava tocando, estava muito distraída, só queria “abafar” de algum modo os pensamentos que se “atropelavam” em minha cabeça.

Entrei no parque e sentei a sombra de uma árvore frondosa, encostei meu corpo na mesma, fechando os olhos e acabei cochilando. Acordei assustada com meu celular apitando, olhei ao redor e percebi que já estava entardecendo, não sei porque, mas estava com um mau pressentimento sobre a mensagem que me trouxe de volta a realidade.

Desbloqueei o celular com o coração aos pulos, abri o WhatsApp passando o olho pelas mensagens e vi que tinha mensagem nova do número desconhecido, fiquei com medo do que iria ver, respirei fundo abrindo a janela da pessoa:

  Boa tarde, aí está mais um dos momentos maravilhosos que estou passando ao lado da sua amada, espero que goste do novo vídeo.

  Fiquei ainda mais chocada com o conteúdo do novo vídeo, a Tina estava machucada, algumas escoriações em suas mãos e braços já eram visíveis, estava com um corte no rosto onde se via um filete de sangue.

Me esforcei muito para ver o vídeo pela segunda vez, precisava encontrar pistas concretas, e por mais que doesse, só as encontraria naqueles vídeos. Já estava no finalzinho dele quando o reflexo do rosto do canalha do Pedro Henrique se destacou na tela.

Não contente com tudo o que já tinha feito com a Tina, e causado em mim, com aqueles vídeos, me enviou uma nova mensagem:

  Espero que tenha gostado do vídeo, ainda tenho mais um para você, as 18h estarei te presenteando com ele.

Olhei para o celular e já passava das 17h, resolvi voltar para casa, algo me dizia que o próximo vídeo poderia ser ainda pior que os anteriores.

Cheguei em casa com uma decisão tomada, depois que receber o último vídeo falarei com os pais da Valentina. Abri a porta do meu refúgio, precisava de forças para ver aquela atrocidade. Estava olhando a última pintura que iniciei da Tina quando meu celular apitou.

Estiquei a barra de notificações e lá estava o tal vídeo, estava com o coração acelerado, mãos suando, muito nervosa. Abri na janela dele e lá estavam suas últimas palavras:

  Você não sabe como me deliciei machucando a Valentina, isso é para ela aprender que ninguém pode me contrariar.

  Como tinha imaginado, o vídeo foi devastador para mim, a Tina estava muito machucada, pela sua fisionomia deu para perceber que ela já estava ficando inconsciente, terminei o vídeo com o coração dilacerado, me apoiando na parede para não desmaiar, escorreguei para o chão, onde sentei, colocando a cabeça entre as minhas pernas, quando me dei conta de que tudo o que estava acontecendo era real, as lágrimas já estavam caindo dos meus olhos mais uma vez.

Dei vazão ao meu pranto, não se dizer por quanto tempo chorei, só depois de sentir meu coração menos sufocado, liguei para a minha sogra.

– Boa noite.

– Boa noite Andreia, o que aconteceu? Sua voz parece triste.

– Tenho que contar uma coisa, mas tem que ser pessoalmente. Podemos nos encontrar no hospital?

– Claro, já estávamos indo para lá mesmo.

– Está bem, nos encontramos lá.

Notas finais:

Agradeço a todas as meninas que me ajudaram a postar ele!

 Beijos da Pimentinha!

Capitulo 9 por amandanasnuvens
Notas do autor:

Boa noite meninas, mais um capitulo para vocês, espero que gostem do capitulo :)

 

P.o.v Valentina

  Fui deixada sozinha e devido os efeitos do clorofórmio acabei adormecendo novamente, despertei com um balde de água fria em meu rosto, estava desorientada, sem saber ao certo onde me encontrava, percebi que não estava sozinha quando ouvi:

- Pronta para o que vem a seguir?  - perguntou eufórico.

Mesmo com a baixa iluminação do local, percebi o brilho no seu olhar, que me fez gelar a espinha.

- Me solta logo.

- Nem sonhando!

  O vi posicionando o celular em um determinado local, saiu me arrastando até uma corda que estava pendurada no teto, me amarrou de pé, até tentei sair, mas não conseguia. Ele estava com alguma coisa na mão, colocou na mão direita, quando consegui enxergar o que era o olhei assustada, era um soco inglês, eu sabia que algo de muito ruim iria acontecer comigo. Me preparei para o pior, a cada soco que levava, era um grito de dor que saia da minha boca, ele passou um tempo me batendo, senti meu corpo pesar e doer muito em alguns lugares. O Pedro Henrique se afastou, o vi mexendo no celular, uns dez minutos depois voltou para perto de mim.

- Achou que me esqueci de você? Vamos continuar nossa brincadeira.

  Quando ele pegou o soco inglês, eu já sabia que viria outra sessão de tortura, fechei os olhos e respirei fundo, continuou a me socar, meu corpo estava sensível, então cada soco que ele dava doía mais, o covarde estava socando os mesmos lugares que tinha socado antes, o suor escorria em seu rosto, os socos foram diminuindo a intensidade até que cessaram.

  Estava sem forças, a única coisa que me mantinha de pé era aquela corda amarrada em meus pulsos.

- Como você está Valentina?

- A sua sorte é que estou amarrada, ou então veria do que sou capaz.

- Quem você pensa que é para falar assim comigo, hein?

- Alguém que jamais ficará com você.

- É o que veremos.

    Ele voltou a pegar o soco inglês e deu um soco em meu rosto, bateu tão forte que quase desmaiei, só parou de me bater quando me viu quase desacordada, saiu e me deixou lá, minha cabeça estava girando e estava sentindo muita dor no meu corpo, a minha sorte é que ele não acertou nenhum lugar que poderia me levar a morte, ao menos é o que eu acho.

P.o.v Andreia

  Me troquei, lavei meu rosto que estava todo vermelho de chorar e saí de casa, coloquei os fones de ouvido e fui escutando música para abafar meus pensamentos, mas nem a música acalentou meu coração, o rosto da Valentina não saia de minha cabeça e vê-la toda machucada me feriu profundamente, a música preferida dela passou pela minha playlist e nessa hora as lagrimas não paravam de rolar, cheguei alguns minutinhos antes dos pais dela, fui ao banheiro lavar novamente o rosto, eu não queria que me vissem chorando, fui ao quarto onde a Tina esteve antes de ser sequestrada, e fiquei esperando por eles, os dois chegaram logo em seguida, ao me verem perceberam que alguma coisa não estava certa, foi a mãe dela quem perguntou:

- Onde está a minha menina? Ela devia estar aqui no quarto.

- Não sei nem por onde começar, mas vamos lá, antes de me encontrar com vocês dois recebi três vídeos de um número desconhecido com imagens da Tina sendo torturada, ela foi sequestrada pelo Pedro Henrique

- Me deixa ver esses vídeos, não posso acreditar que o Pedro Henrique faria algo desse tipo.

- Acho melhor que não os veja.

- Me mostra logo Andreia.

  Peguei meu celular a contragosto e entreguei a eles, os dois passaram alguns minutos assistindo aos vídeos, ao terminarem de ver, a mãe dela me abraçou e choramos copiosamente, olhei de soslaio e vi o pai dela encostado na parede, deu para perceber que ele estava tão devastado quanto nós duas, limpei minhas lágrimas e falei:

- Precisamos fazer alguma coisa.

- Vamos sim, vamos denuncia-lo agora mesmo, fomos o caminho todo até a delegacia em silêncio, cada um em seus devaneios, chegando lá pedi para falar com o Roberto Borges, ele apareceu e nos levou a uma sala perguntando:

- Do que precisam?

- Viemos fazer uma denúncia.

- E quem querem denunciar?

- O Pedro Henrique

-  E querem denuncia-lo pelo que?

- Pelo sequestro da Valentina.

- Você tem certeza que fará a denúncia? É uma acusação muito seria de se fazer.

- Tenho certeza sim, tenho provas de que foi ele que sequestrou a Valentina.

- E posso saber que provas são essas? - disse ele rudemente.

- Claro que pode.

  Relatei tudo o que aconteceu desde que saí do quarto da Tina, quando ele escutou que eu tinha os vídeos da tortura e que no vídeo aparecia a imagem do Pedro Henrique, ficou branco feito papel, mas não demonstrou reação alguma, estranhei o comportamento dele, mas não disse nada, quando a cor voltou ao rosto dele conseguiu pronunciar:

- Me manda esses vídeos e os apague logo em seguida.

  Estranhei o pedido feito por ele, estava distraída pensando nisso, quando percebi um porta retrato na mesa, qual não foi a minha surpresa ao me deparar com uma foto do Pedro Henrique ao lado do delegado, aquilo estava muito estranho, mas isso explicaria muita coisa, o fato do delegado sempre me tratar mal, dele querer que eu apague os vídeos, qual será o parentesco deles dois? Sua voz me trouxe de volta a realidade.

- Preciso de todas as informações.

  Passei uma hora explicando todo o ocorrido e em seguida assinei os papéis, o delegado avisou que manteríamos contato e que qualquer novidade me avisaria.

  Estranhei o comportamento dele, alguma coisa não estava batendo, mas não disse nada, nos despedimos e fomos para a minha casa, os pais de Tina me deixaram com a promessa de que encontraríamos sua filha o mais rápido possível.

  Adentrei em casa e as lágrimas voltaram a molhar meu rosto, eu não podia acreditar que aquele babaca do Pedro Henrique tinha machucado a minha Tina novamente, mas ele se verá comigo ou eu não me chamo Andreia, de tanto chorar acabei adormecendo no sofá mesmo.

  Percebi que estava no plano astral, pois eu vi a Ângela minha mentora me esperando, me aproximei dela e falei:

- Você estava certa, o Pedro Henrique sequestrou a Valentina, eu não imaginei que ele seria capaz de algo tão baixo.

- Eu te avisei que ele iria fazer algo para vocês.

- Eu sei, só não imaginei que ele fosse sequestrar a Valentina e que fizesse mal a ela.

- O Pedro Henrique não suporta a ideia da Valentina não querer nada com ele, fará de tudo para estragar a felicidade das duas.

- Tenho que encontrá-la antes que ele faça algo pior com ela.

- Eu sei que você está preocupada com a Valentina, mas precisa se acalmar, enquanto sua energia estiver inquieta não irá conseguir pensar com clareza para encontrá-la.

- Eu sei Ângela, mas vai dizer isso para o meu coração, estou sentindo um aperto no peito por estar longe dela, me sinto impotente diante dessa situação.

- Sei que não é fácil e que você quer ir atrás dela, mas precisa pensar antes de agir.

- Está bem irei agir com calma e cautela.

- Isso mesmo, não deixe o desespero tomar conta dos seus pensamentos.

- Obrigada pela conversa Ângela estou me sentindo bem mais calma.

- Não há de que, sempre que precisar saiba que estarei ao seu lado.

- Obrigada.

  Acordei mais calma e com a mente mais tranquila, fui tomar um banho para relaxar, ainda me sentia um pouco tensa, liguei o rádio e entrei na banheira, fechei meus olhos e estava relembrando os momentos bons que passei com a Valentina, lembrei do dia que cabulamos aula para passarmos um tempo juntas, sorri com esse pensamento.

Flashback on

  Eu estava na frente da escola esperando a Valentina aparecer, tinha preparado um dia especial para ela, não era nenhuma data especial, então tinha certeza que eu conseguiria surpreende-la, a vi chegar de carro, esperei a mãe dela ir embora para não dar nenhum problema, como estava de costas ela não percebeu a minha presença, a abracei por trás dizendo em seu ouvido:

- Topa fazer uma loucura comigo hoje?

- Claro que topo, mas o que está aprontando dona Andreia?

- Você verá.

  Saímos sem que ninguém nos visse e eu fui guiando ela até o parque de diversões, sei que ela ama ir ao parque, mesmo eu não gostando muito, chegando lá eu a vi sorrir e só isso já valeu a pena, ela queria ir em todas as montanhas russas que tinha, mesmo morrendo de medo fui com ela em todas, a melhor parte era a recompensa que eu ganhava cada vez que ia em sua companhia a montanha russa, eu morro de medo de altura, a Valentina sabia disso e para me acalmar me beijava na saída de cada brinquedo que íamos, como teria aula de teatro, então só precisaríamos estar na frente da escola a noite, demos uma parada para almoçarmos, comemos um lanche dentro do parque mesmo, a levei ao túnel do amor, lá aproveitei o escurinho e a beijei, estava com vontade de beija-la, foi um beijo misturado de desejo, carinho, amor, queria mostrar para ela o quanto me fazia feliz, fomos várias vezes no túnel do amor, pude matar um pouquinho da saudade que estava dela, quando olhei no relógio já estava na hora de voltar, demos um último beijo antes de corrermos para a escola, chegamos em cima da hora, foi o tempo certinho de chegarmos e nos despedirmos, e a mãe dela chegou para busca-la.

Flashback off

  Eu estava saindo do banho quando a campainha tocou e fui atender, coloquei meu roupão e fui até a porta, quando abri me deparei com a última pessoa que eu poderia esperar:

- Oi Andreia

- Mãe? O que está fazendo aqui?

- A Alice me ligou avisando o que aconteceu a Valentina, vim ver como você está.

- Sério? Você nunca aceitou o meu relacionamento com ela, por que agora resolveu vir aqui?

- Porque você é minha filha, quero te ver bem e sei que precisa de mim.

  Eu ainda estava magoada com minha mãe, mas ela me conhece tão bem, assim que fechei a porta e a abracei apertado, chorei, deitei no colo dela, ela fez cafuné no meu cabelo da mesma forma que fazia quando eu era criança.

Uma semana já havia se passado e nada de ter notícias da Valentina, eu já estava preocupada, resolvi ir a delegacia para pressionar o delegado, antes de ir até lá liguei para a mãe da Valentina.

- Bom dia, Cecília. Estou indo a delegacia, gostaria de ir comigo?

- Claro, vou me trocar e passo aí para te buscar.

- Está bem.

- Como você está?

- Preocupada, faz uma semana que não temos notícias da Valentina e parece que aquele delegado não está nem tentando encontrá-la.

- Vamos até a delegacia descobrir o que está acontecendo, calma. Também estou preocupada, mas não podemos perder as esperanças.

- Tem razão, estou a sua espera. Até mais.

  Aproveitei que ela ainda ia demorar um pouco e fui arrumar a casa, estava com a mente a mil, arrumar a casa sempre me acalmava, uma hora depois os pais dela estavam na frente da minha casa, fomos o caminho inteiro em silêncio, todos nós estávamos muito tensos, chegamos na frente da delegacia e respirei fundo, pois aquele delegado não me descia, algo me dizia que ele tinha algo a ver com o sequestro da Tina, nos dirigimos a recepção assim que chegamos:

- Bom dia, podemos falar com o delegado Roberto?

- Esperem um minuto, ele já vai falar com vocês.

  O delegado nos fez esperar duas horas para nos atender, parecia até que não queria conversar conosco e que se demorasse cansaríamos e iríamos embora. Nem em sonho irei embora antes de falar com ele. O delegado apareceu e nos chamou, nos levou a uma sala e perguntou:

- O que fazem aqui?

- Queremos saber como está a questão do sequestro da Valentina.

- Eu disse que se tivesse alguma notícia ligaria para vocês.

- Já faz uma semana que ela está sumida, tem certeza que está tentando encontrá-la?

- Quer passar um dia presa por desacato a autoridade, senhorita?

  Olhei de frente para ele, se acha que terei medo dele, está muito enganado, respirei fundo antes de responder.

- Não quero vossa senhoria magnânima - disse ironicamente para ele.

- Sinto muito, mas até agora não encontramos a Valentina, vocês têm a minha palavra de que se encontrá-la ligarei avisando.

- Está bem.

  Estávamos indo embora quando percebi que estava sem a minha bolsa, por distração acabei esquecendo na sala onde conversei com o delegado, quando estava na frente da porta escutei o Roberto falando baixo, parecia estar ao telefone.

- Oi meu filho, você é idiota ou o que? Mandar os vídeos da tortura para a Andreia, isso é uma prova que pode te botar na cadeia.

  Fiquei chocada com o que ouvi, o delegado é o pai do Pedro Henrique, agora está explicado o seu comportamento estranho, assim que o vi desligar o celular tive a ideia de gravar a conversa que teria agora com ele, adentrei na sala não me importando com o que ele iria dizer, assim que entrei fui logo dizendo:

- Que bonito hein, volto para pegar minha bolsa e descubro que você é pai do Pedro Henrique.

- E daí?

- E daí que eu escutei você falando ao telefone e falando com seu filho.

- O que escutou exatamente, posso saber? - disse ele enraivecido.

- Falando dos vídeos que eu mostrei para você, como pode passar a mão na cabeça do seu filho?

- Exatamente por isso, e quem irá acreditar em você que o Pedro Henrique sequestrou e a torturou essa tal moça que você procura?

- Mas é a verdade, não é mesmo?

  Ele me olhou por alguns segundos antes de responder:

- É a verdade, mas você não tem como provar isso.

  Sorri por dentro, a minha vontade era esfregar a confissão que ele fez em sua cara, mas precisava ser paciente e esperar o momento certo para agir.

- Irei provar que o Pedro Henrique sequestrou e machucou a Valentina.

- É o que veremos.

  Saí apressada de lá e peguei o celular que estava gravando, pausei o áudio e fui atrás dos meus sogros.

- Oi, podemos ir?

- Claro, te deixamos em casa.

  Fui para casa pensando em que atitude tomar depois de escutar tudo o que o delegado Roberto falou. Se ele acha que vou deixar ele e o filho saírem impunes dessa estão muito enganados, estava tão distraída que nem reparei que estava na frente de minha casa, me despedi dos pais de Tina e entrei em casa, peguei meu celular para ver as horas e passava das duas da manhã, estava exausta pelo dia que tive, mal deitei na cama e adormeci logo em seguida.

 

Notas finais:

Beijos da Pimentinha

Capitulo 10 por amandanasnuvens
Notas do autor:

Um presentinho pra voces meninas :), estamos quase finalizando a historia faltam 3 capitulos, espero que gostem 

 

P.o.v Pedro Henrique

  Eu já estava com a Valentina e estava puto depois que meu pai me ligou dando um sermão porque mandei os vídeos para a Andreia, pois não me arrependo nem um pouco do que eu fiz, fiquei em êxtase com o sofrimento da Valentina e da Andreia, não pude mais bater nela, pois ela tinha acabado de sair do coma e meu pai me proibiu de encostar um dedo nela, ainda mais depois que ele ficou sabendo dos vídeos, mas tenho minhas formas para fazer a Valentina sofrer sem encostar um dedo nela, já que não posso encostar nela irei priva-la do sono, a encontrei dormindo, a acordei bruscamente fazendo barulhos irritantes, deixei no celular vídeos de sons irritantes, saí de lá a deixando a mercê desse barulho infernal, saí saltitante de lá e fui ter meu sono revigorante.

P.o.v Daniela

  Apesar da Andreia não ter falado muito comigo foi bom revê-la novamente, acabei me lembrando de tudo que aconteceu em minha vida desde o aparecimento dela:

Flashback on

  Mesmo depois de tanto tempo a Andreia está chateada comigo e com razão depois que a mãe adotiva dela morreu, ela veio atrás de mim, para saber quem eu era, até aquele momento de vê-la na minha frente eu nunca procurei saber dela, como ela ainda era de menor, passou a morar comigo e seguir minhas regras, o que eu não sabia era que eu tinha uma filha lésbica, eu sempre fui bem clara com ela com relação a isso, que se  ousasse ficar com uma garota que eu não descobrisse, senão ela iria se arrepender, a Andreia começou a ter uma amizade estranha com a Valentina, uma noite ela estava dormindo e eu peguei o celular dela e quando vi o teor da mensagem fiquei enfurecida, esperei ela ir dormir na Valentina e no dia seguinte liguei para os pais da Valentina contando o que estava acontecendo, eles não acreditaram no começo no que eu estava dizendo, porém quando a mãe da Valentina entrou no quarto e as viu nuas percebeu que eu estava falando a verdade, agradeceu a ligação e meia hora depois a Andreia entrou em casa feito um furacão perguntando o que eu tinha feito, eu num acesso de raiva disse que contei toda a verdade para os pais da Valentina, nessa hora ela pegou as coisas dela colocou a mochila nas costas, me olhou nos olhos e falou:

- Um dia você irá perceber que perdeu uma filha maravilhosa, eu não fico mais nem um minuto aqui perto de você, prefiro viver no orfanato a viver com alguém que não tem um pingo de compaixão.

  Quando ela disse isso em primeiro momento achei que era birra de criança que ficou sem o chocolate, mas não, os anos foram se passando e eu só tinha notícias por cima sobre minha filha, desde o dia que a Valentina saiu da vida da Andreia, ela nunca mais me procurou, eu procurei sempre saber como ela estava através da amiga dela, fazia dez anos que não nos falávamos, mas eu mudei, não sou mais aquela mulher homofobica que eu era, aprendi muito nesses dez anos e a única coisa que eu queria era poder reparar o meu erro, e a oportunidade apareceu no dia que a Valentina foi sequestrada, sem pensar duas vezes apareci na casa dela, depois de muito custo consegui convencer a amiga dela a dar o endereço, assim que cheguei lá respirei fundo e toquei a campainha, eu achei que ela não iria atender a porta, mas no fim das contas abriu e me encarou como se eu fosse um fantasma, como pode em dez anos ela não ter mudado nada, me perguntou o que eu estava fazendo ali e quando eu disse que sabia da Valentina eu vi a raiva e a tristeza que ela estava nos olhos, ela poderia estar chateada comigo , mas nada como um colo de mãe  num momento como esse, ela me deixou entrar, me abraçou e chorou, quando me contou das desconfianças que estava tendo com o Pedro Henrique e do delegado Roberto Borges, me deu um medo do que iria acontecer a minha filha, mas o que eu poderia fazer eu era apenas a empregada do Roberto Borges e o que será dessa menina se ela descobrir que na verdade o Pedro Henrique é seu irmão e que o Roberto Borges é seu pai, como dizer a minha filha que esse escroto é o pai dela, ainda mais agora que o filho dele sequestrou a mulher que ela ama.

Flashback off

 Faz uma semana que eu marquei de conversar com ela, do jeito que é cabeça quente não vai deixar barato, nunca levou desaforo para casa, agora estou eu aqui prestes a contar quem é o verdadeiro pai dela.

  Marquei com ela no restaurante preferido dela, assim que a vi sorri para ela e a chamei, a conversa seria demorada, então esperei ela comer antes de começar a falar, a Andreia já parecia inquieta na cadeira quando perguntou:

- O que você quer Daniela? Ficou me olhando o jantar todo, será que dá para falar logo o que tem para me dizer e parar de enrolar?

- Você é igualzinha a seu pai, nunca teve paciência para esperar.

- E o que eu tenho a ver com isso? Você nunca quis falar sobre ele para mim, por que o faz agora?

- Porque você está convivendo com ele e eu preciso te alertar do que esse crápula é capaz.

- Quem é o meu pai?

- É o Roberto Borges e o Pedro Henrique é seu irmão.

- Eu não acredito nisso, me diz que é mentira? Me diz que esse cara não é meu pai e nem que o Pedro Henrique é meu irmão, eles sabem quem eu sou?

- Eles não sabem quem é você, eu escondi de todos quem era o seu pai, o Roberto até desconfiou, mas nunca fez questão de saber.

- Chega mãe, não aguento ouvir mais nada, você me escondeu a verdade todos esses anos, preciso pensar.

  Eu a vi sair pela porta que nem um furacão e não fui atrás dela, pelo que eu a conhecia quando ela se acalmasse ela viria conversar comigo, paguei a comanda e saí do restaurante triste por ela ter ido embora assim sem nem se despedir direito.

P.o.v Valentina

  Depois das surras que ele me deu e receber uma ligação de alguém que eu não sabia quem, ele parecia ouvir contrariado, quando desligou o telefone estava com o semblante enfurecido, ele mal olhou para mim, apenas pegou o celular e botou no volume máximo de um som ensurdecedor e saiu feliz me deixando sozinha, eu estava tão cansada, porém não conseguia dormir devido aquele barulho do celular, eu estava rezando para que acabasse a bateria logo para eu conseguir relaxar um pouco e dormir nem que seja uma horinha, mas pelo visto a bateria não queria acabar, resolvi fechar meus olhos e assim que o fiz vi o rosto da Andreia, isso me acalmou muito, me lembrei da nossa primeira vez:

Flashback on

Estávamos ficando a um mês, não namorávamos ainda, quando meu celular vibrou e vi que era mensagem da Deia, quando vi que era mensagem dela sorri e abri a mensagem e estava escrito:

- Se prepare para uma noite maravilhosa, use aquele vestido que eu tanto amo.

  Assim que li o que estava escrito fiquei curiosa e mandei mensagem logo em seguida:

- Para onde iremos posso saber?

- Mas essa menina é curiosa, haha, apenas se troque e me espere na frente da sua casa que te espero, fique bem linda meu amor.

  Aquilo estava mexendo comigo, eu não iria admitir para ela, mas sempre gostei desse lado mandão dela, coloquei o vestido que ela tanto ama e borrifei o perfume que ela tanto gosta em meu pescoço e pulsos, desci e fui esperar, a vi vindo em minha direção e meu coração já estava disparado, a Andreia me pegou pela cintura e me puxou para perto dela, senti meu corpo se arrepiar só com esse toque, ela  pediu passagem com a língua, sugou minha língua e nessa hora escapou um gemido, a vi sorrindo e disse em meu ouvido:

­­- Pronta para o que vem a seguir?

- Mais pronta impossível.

  A Deia pegou uma venda e colocou em meus olhos me privando da visão, aquilo estava me deixando excitada, mas não iria deixar ela perceber que eu estava gostando daquilo, me pegou pela mão e foi me guiando, escutei o barulho de um carro e nessa hora minha curiosidade bateu mais forte e acabei perguntando:

- Aonde você está me levando Deia?

- Logo você descobrirá, mas pode ter certeza que irá gostar do que programei para nós.

  Aquele mistério todo estava me deixando maluca e ela sabia disso, nos acomodamos no carro, a Andreia se sentou do meu lado, eu não conseguia ver o que ela estava fazendo, mas dava para sentir a mão dela passando pelo meu corpo, ela começou passando as mãos pelas minhas pernas, ter o contato dela na minha perna fez a minha buceta latejar, ela foi explorando o meu corpo, quando abriu minhas  pernas e fez carinho por cima da calcinha escapou um gemido de minha boca e quando me escutou gemendo disse em meu ouvido:

- Se contenha ou terá consequências.

  Tentei não gemer, mas era uma coisa impossível, ela estava passando a mão em meus seios e estava ficando difícil segurar os suspiros, não pude evitar e acabou escapando alguns gemidos, eu sabia que teria consequências pois desobedeci a Deia, ela chegou bem perto do meu ouvido e falou:

- Estamos quase chegando ao local destinado, minha mãe está viajando e teremos a casa só para nós duas, se prepare que teremos uma noite inesquecível.

  O carro parou e ela me pegou pela mão e me ajudou a descer, foi me guiando, eu não podia ver nada, mas estava sentindo um aroma delicioso que estava dando água na boca, tinha o aroma da minha comida preferida não teria como eu esquecer esse aroma, a Deia me sentou na cadeira e disse em meu ouvido:

- Só tire a venda quando eu mandar, entendeu Valentina?

- Entendi.

- Entendeu o que?

- Entendi senhora.

- Assim que eu gosto, bem obediente.

  Eu nunca contei que gostava dessas coisas, como será que ela descobriu que gosto de ser submissa, estava tão distraída com meus pensamentos que não percebi que a Deia estava me chamando, só a ouvi na terceira vez que me chamou.

- Terra chamando Valentina.

- Me desculpa Deia, me distraí isso não irá mais acontecer.

- Deia?

- Me desculpe senhora.

- Agora sim.

  Ela não deixou eu tirar a venda, se sentou em meu colo e beijou meu pescoço, parecia que ela sabia de cor todos os meus pontos fracos, meu corpo arrepiou na hora e eu tenho certeza que a Deia reparou, continuou a explorar o meu corpo e era impressionante como ela sabia exatamente onde tocar, minha buceta já estava piscando de tesão, mas eu sabia que tudo seria no tempo dela, então relaxei e aproveitei o momento, ela chegou em meu ouvido e sussurrou:

- Hoje você será todinha minha.

  Nessa hora meu corpo arrepiou, pois meu ouvido é outro ponto muito sensível meu, mais sensível até que meu pescoço, estava me segurando para não gemer, mas ir no meu ouvido foi golpe baixo, eu estava extasiada em como a Déia conseguia saber muito bem onde eu sentia prazer, escutei ela pegando algo mas não tinha nem ideia do que ela estaria armando, esperei ansiosa, ficou aquele silêncio e aquilo estava me deixando maluca, quando já estava para perguntar o que a Déia estava fazendo ela falou:

- Coloque os braços para trás Valentina.

- Tá bom, colocarei os braços para trás.

- Não esqueceu de nada Valentina?

- Que eu saiba não.

- Terá uma punição por não ter me chamado de senhora.

- Me perdoe senhora, isso não irá mais acontecer.

- É o que eu espero, agora coloque os braços para trás.

- Está bem senhora.

- Gosto assim, bem obediente

  Ela tirou meu vestido e mesmo não enxergando nada senti que a Déia estava me olhando, passaram alguns segundos até que ela me disse:

- Pronta para o castigo por ter sido desobediente?

- Estou sim senhora.

- Vejo que aprendeu.

  Senti que ela passava algo pelo meu corpo, eu não saberia dizer o que era, mas estava me arrepiando muito, parecia ser um chicote porém eu não tinha certeza até porque eu estava vendada, mais gemidos escaparam da minha boca e isso parecia atiçar mais a Déia, ao sentir a primeira chicotada me veio um misto de dor e prazer, aquilo estava me excitando a um nível que já nem disfarçava os gemidos dava pra perceber que ela estava gostando daquilo, pois quanto mais eu gemia mais forte ela chicoteava, apesar da ardência eu estava amando aquilo, ela deu uma pausa e me beijou e foi passando a mão por onde eu estava vermelha e me dava beijos no local, apesar de sentir o corpo todo dolorido nunca me senti tão realizada como naquele momento, ela foi descendo e chegou na minha buceta e ela deu a primeira lambida, nem precisaria de muito para eu gozar, pois já estava excitada demais, ela usou dois dedos fazendo um vai e vem até eu chegar ao ápice e quando eu estava para gozar ela parou e me chupou até que gozei na boca dela.

 

 

Capitulo 11 por amandanasnuvens
Notas do autor:

Mais um capitulo para vocês meninas, estamos chegando quase ao final da historia.

P.o.v Andreia

  Eu saí tão desnorteada do restaurante, não é possível que o delegado seja meu pai e que aquele imbecil do Pedro Henrique seja o meu meio irmão, saí sem rumo e fui parar no parque, minha cabeça estava a mil, precisava conversar com alguém ou ia explodir, liguei para a Alice e no segundo toque ela atendeu e eu falei aflita:

- Oi Alice podemos nos encontrar?

- Claro que podemos, onde gostaria de ir?

- Me encontra no lugar de sempre.

- Está bem, nos encontramos na frente do MC Donald's.

- Até mais tarde.

  Olhei ao redor e já estava escurecendo, apressei os passos para não me atrasar, fui pensando em como o destino as vezes é cruel, por que eu tinha que ser filha justo do pai do Pedro Henrique, mas isso não ficará assim ou eu não me chamo Andreia. Cheguei ao local e a minha amiga chegou logo em seguida, nos cumprimentamos e falei aflita:

- Você acredita que eu descobri que meu pai biológico é o Delegado que está no caso do sequestro da Valentina?

- Nossa, como descobriu isso?

  Olhei para minha amiga com uma tristeza no olhar, ela era a única a pessoa que me conhecia tão bem e falei:

- Minha mãe me contou, e as coisas só melhoram, você acredita que ele é o meu pai e que o crápula do Pedro Henrique é meu irmão?

- Caramba, que reviravolta. Parece até cena de filme.

  Quando minha amiga disse isso eu não pude deixar de rir, só ela mesmo para me fazer rir num momento desses, olhei para ela e disse:

- Eles que se preparem não vou deixá-los com a minha Tina, não me importo se eles são meu pai e meu irmão, eles não podem fazer o que bem entendem e saírem impunes.

- E o que você pretende fazer?

- Eu ainda não sei ao certo, preciso pensar com muita calma.

- Faz bem, não quero que se machuque.

  Me despedi dela e fui para casa, precisava pensar em alguma coisa para salvá-la, passei o caminho todo pensando. Abri a porta do meu apartamento decidida com o plano na cabeça do que eu iria fazer, peguei meu laptop e pesquisei o nome do delegado Roberto Borges e fui olhando tudo, depois de muito procurar encontrei o que queria, anotei no papel e no dia seguinte colocaria meu plano em ação. Peguei minha roupa e fui ao banheiro, coloquei a roupa em cima da pia, me despi e liguei a banheira, esperei a agua quente encher ela toda e adentrei relaxando meu corpo depois dos acontecimentos do dia, fechei os olhos e o rosto da Valentina apareceu nítido, eu estava com uma saudade dela e as lagrimas teimaram em cair, foram rolando molhando o meu rosto, deixei as lagrimas caírem até a exaustão, saí da banheira e me aconcheguei em minha cama, com o pensamento que queria minha amada comigo, estava tão exausta que adormeci rapidamente.

  Acordei com os raios de sol entrando pela janela, olhei no criado mudo e já passava das dez da manhã, me espreguicei para o sono ir embora, levantei da cama e fui pegar meu celular do criado mudo para colocar meu plano em ação, fechei os olhos por um momento, respirei fundo, abri o whats e digitei:

 "Olá querido papai, venho através dessa mensagem te avisar que a Daniela teve uma filha e sou eu, ou você traz a Valentina de volta ou em 24h irei em todos os jornais dizer que sou filinha do Delegado, e que tenho uma gravação sua com você confessando que ajudou o seu filhinho a sequestrar a Valentina, então pense bem. "

  Uns vinte minutos depois meu celular vibrou e era mensagem dele, abri a mensagem e estava escrito:

 "Quem você pensa que é garota, acha que irei acreditar nisso? Pois saiba que não acredito numa palavra do que está falando. "

 "Já que você não acredita, aí está a gravação que fiz. "

 "Não irei apagar até a Valentina estar sã e salva em casa. "

 "Verei o que posso fazer. "

 "Seja rápido o relógio está correndo. "

  P.o.v Roberto Borges

  Eu estava em meu escritório trabalhando quando recebi uma mensagem anônima no celular, quando li o conteúdo da mensagem fiquei enfurecido, quem essa garota pensa que é, mas se eu não fizer o que essa guria quer e explodir essa informação para a mídia estou ferrado, peguei o celular e liguei para o meu filho:

- Estarei aí em trinta minutos e é bom você estar com a Valentina pronta.

- Pronta para o que?

- Para deixa-la no hospital.

- Está maluco, eu não irei fazer isso.

- Ah, mas vai sim, ou prefere ir para cadeia?

- Prefiro a cadeia, não irei devolver a Valentina.

- Vai sim porque estou mandando, já estou chegando aí.

  Saí da delegacia às pressas, precisava resolver isso o mais rápido possível ou isso acabaria com a minha reputação e minha carreira, peguei meu carro e acelerei até onde meu filho estava, já cheguei lá atrás do Pedro Henrique, o encontrei com a Valentina desacordada e fui logo perguntando:

- O que fez para ela?

- Usei o clorofórmio, não consegui conte-la, tive que usá-lo.

- Você não devia ter feito isso.

- Não tinha outro jeito

- Está bem.

  A colocamos no carro e a levamos ao hospital, chegamos lá dentro de uma hora, mandei ele esperar do lado de fora e peguei a Valentina no colo e a levei até a recepção e disse:

- Encontrei essa moça desacordada lá fora, por favor a ajude.

  A deixei no hospital e sai às pressas, não queria ficar mais que o necessário ali, poderiam me reconhecer e isso não seria nada bom.

P.o.v Valentina

  Acordei desorientada sem saber onde estava, olhei ao redor e me vi em um quarto, olhei pela janela e percebi que era noite, senti um acesso de medicamento no meu braço, mesmo com a medicação estava sentindo meu corpo todo dolorido pelos dias no cativeiro, o meu primeiro pensamento foi na Andreia como ela estaria se sentindo sem saber onde estou ou se estou bem, olhei pela porta e não vi nenhuma enfermeira, vi um botão e apertei ele, uns dez minutos depois a enfermeira entrou no quarto e assim que me viu acordada perguntou:

- Você está bem?

- Estou bem sim, só com um pouco de dor no corpo.

- Que bom que acordou, estávamos preocupados com você, chegou aqui cheia de hematomas e desacordada, pode nos dizer o que houve?

- Posso sim, mas antes posso ligar para uma pessoa?

- Claro que pode, está com o seu celular?

- Não estou com ele, poderia me emprestar o seu?

- Posso sim, mas não demore porque precisa descansar.

- Muito obrigada.

  Peguei o celular da enfermeira, respirei fundo antes de ligar para a Andreia, digitei os números com as mãos tremulas, assim que digitei o número, esperei ansiosa ela atender:

- Alo, com quem eu falo?

- Oi meu amor, não se lembra de mim não?

- Valentina?

- Claro que sou eu, sua boba.

- Me fala onde você está.

- Estou no hospital.

- Me espere aí, que já estou indo.

  Ela nem me deu tempo de falar nada e já desligou na minha cara, devolvi o celular para a enfermeira, me aconcheguei na cama e adormeci.

  Me vi em uma praça e sentada no banco estava minha mentora Fabricia, conversamos amenidades até que ela me perguntou:

- Você não veio até aqui só para conversarmos amenidades não é mesmo?

- Você me conhece bem, não sei o que houve comigo, mas tenho medo que o Pedro Henrique volte.

- Não precisa temer, a Andreia deu um jeito nisso.

- O que ela fez, posso saber?

- Acho melhor você conversar com ela, vocês têm muito o que falar.

- Está bem, sei que você não irá me falar mesmo.

- Não mesmo, mas esteja preparada, o Pedro Henrique ainda está por aí e pode aprontar.

- Ficarei de olhos bem abertos, algo me diz que ele vai tentar algo.

- A Andreia irá te proteger.

- Esse é meu medo, não quero que ela morra por minha causa.

- Eu sei, mas tenha fé que tudo dará certo.

- Eu sei, mas é difícil.

- Eu imagino.

P.o.v Andreia

  Saí de casa apressada, não via a hora de ver a Valentina, estou com o coração apertado, preciso muito vê-la, jamais irei perdoar o Pedro Henrique, como ele pode fazer mal a Valentina sendo que ele dizia "ama-la ", me distrai com meus pensamentos que só percebi que cheguei no hospital quando vi a recepção e perguntei a recepcionista:

- Qual é o quarto da Valentina?

- Segundo a esquerda.

- Obrigada.

  Saí andando e ao chegar na frente da porta dela segurei na maçaneta e respirei fundo antes de entrar, me preparando mentalmente para ver o estado dela, tomei coragem e entrei, ela estava adormecida, estava tão serena e com o rosto tão calmo que eu sentei na poltrona e esperei um pouco para acorda-la, deu sei horas da manhã e eu levantei e fui até onde a Valentina estava e dei um selinho nela e falei no ouvido dela:

- Acorda dorminhoca.

  Ela sorriu para mim e nessa hora eu chorei, como senti falta dela e vê-la nesse estado machuca tanto, só de lembrar as barbaridades que o Pedro Henrique fez a ela e para piorar esse cafajeste é meu meio irmão, mas se ele acha que vai fazer isso e sair impune está muito enganado, ela secou minhas lagrimas e eu falei:

- Precisamos conversar.

- Verdade, mas antes onde estão os meus país?

- Estão vindo, liguei para eles quando cheguei aqui.

- O que você quer me contar?

- Você me conhece bem não é mesmo?

- Te conheço a mais de dez anos, pare de enrolar e me conte logo que já estou ficando aflita aqui.

- Você se lembra da minha mãe biológica?

- Me lembro sim, por causa dela fomos separadas.

- Ela me contou que o delegado Roberto Borges é o meu pai biológico.

- Não acredito, que reviravolta quem poderia imaginar que ele seria seu pai.

- E não para por aí.

- Tem mais?

- Tem sim.

- Me conte logo.

- O Pedro Henrique é o meu meio irmão.

  A Valentina ficou em silencio por um momento, achei até que ela estava passando mal, me levantei e estava na porta para ir atrás da enfermeira ou de algum médico quando ela me disse:

- Caramba meu amor, que família hem.

- Concordo com você.

- Mas o que você fez? Como conseguiu que o Pedro Henrique me libertasse?

- Usei a informação que tinha, de que sou filha do delegado e o coloquei contra a parede.

- O que você fez dona Andreia?

- O chantageei, disse que se ele não entregasse você, iria a todos os jornais e contaria que sou filha do delegado e que ele colocou a mão na cabeça do filho dele e que eu tinha provas para incriminar os dois.

- O que eu faço com você? E se um deles te fizessem mal.

- Não fique brava, vai, eu não podia deixar eles com você.

- Eu não consigo ficar brava com você, por mais que eu tente.

  Eu a beijei ternamente até porque ela ainda estava no hospital, quando de repente escutamos duas batidas na porta, me desvencilhei dela e pedimos para que entrassem, eles abraçaram a filha deles e perguntaram:

- Como você está minha filha?

- Estou bem, não precisam se preocupar, daqui a pouco o médico vem para me dar alta.

  Esperamos conversando amenidades e eles contaram que estávamos nos dando super bem e que me veem como uma filha para eles, apesar dos pesares e da separação, a vida sabe o que faz, hoje não só eu, mas todos nós estamos mais maduros e saber que a Valentina me ama, me faz a mulher mais feliz do mundo, mas antes de fazer o pedido de casamento a ela eu tinha mais uma missão a cumprir, ir a delegacia denunciar o delegado e o filho dele, me despedi do pessoal e liguei para minha mãe:

- Oi Daniela, você iria até a delegacia comigo para denunciar o meu pai e meu meio irmão?

- Você tem certeza disso minha filha?

- Nunca tive tanta certeza de algo como eu tenho agora.

- Está bem, te espero na frente da delegacia.

  Cheguei na frente da delegacia e minha mãe já estava lá me esperando, a cumprimentei e entramos, dei graças a Deus do delegado Borges estar de folga senão ele daria um jeito de encobrir, fiz a queixa contra eles e saí até mais leve de lá.

  Aproveitei que Valentina estava com seus pais no hospital e fui para casa, precisava resolver umas coisas antes dela sair do hospital, cheguei em casa e liguei logo para minha empresaria e avisei que já poderiam preparar as coisas que daqui a uma semana iria expor os meus quadros, seria uma surpresa e tanto quando a Valentina visse o que preparei para ela.

P.o.v Valentina

  Tem uma semana que saí do hospital e a Andreia faz questão que eu vá a uma exposição com ela, não sei por que tanta insistência para eu ir, me troquei e a esperei na frente da minha casa, a Deia estava tão elegante que não resisti e roubei um beijo dela, ela me pegou pela mão e me guiou até o carro dela e fomos para a tão esperada exposição, ao chegar no endereço pegou uma venda e me disse:

- Confia em mim?

- Claro que confio.

- Vire de costas para mim.

  Ela me vendou e não pude ver mais nada, me guiou até algum lugar, me parou e falou:

- Essa é uma surpresa para você meu amor, já pode tirar a venda.

  Ao tirar a venda fiquei maravilhada, mas não foi o lugar que me encantou e sim vários quadros com imagens minhas, de vários tamanhos e formas e no centro do palco estava a Andreia com seu violão tocando a música Pra sonhar - Marcelo Jeneci.

Quando te vi passar fiquei paralisado
Tremi até o chão como um terremoto no Japão
Um vento, um tufão
Uma batedeira sem botão
Foi assim viu
Me vi na sua mão

Perdi a hora de voltar para o trabalho
Voltei pra casa e disse adeus pra tudo que eu conquistei
Mil coisas eu deixei
Só pra te falar
Largo tudo

Se a gente se casar domingo
Na praia, no sol, no mar
Ou num navio a navegar
Num avião a decolar
Indo sem data pra voltar
Toda de branco no altar
Quem vai sorrir?
Quem vai chorar?
Ave Maria, sei que há
Uma história pra sonhar
Pra sonhar

O que era sonho se tornou realidade
De pouco em pouco a gente foi erguendo o nosso próprio trem
Nossa Jerusalém
Nosso mundo, nosso carrossel
Vai e vem, vai
E não para nunca mais

De tanto não parar a gente chegou lá
Do outro lado da montanha onde tudo começou
Quando sua voz falou
Pra onde você quiser eu vou
Largo tudo

Se a gente se casar domingo
Na praia, no sol, no mar
Ou num navio a navegar
Num avião a decolar
Indo sem data pra voltar
Toda de branco no altar
Quem vai sorrir?
Quem vai chorar?
Ave Maria, sei que há
Uma história pra contar

Domingo
Na praia, no sol, no mar
Ou num navio a navegar
Num avião a decolar
Indo sem data pra voltar
Toda de branco no altar
Quem vai sorrir?
Quem vai chorar?
Ave maria, sei que há
Uma história pra contar
Pra contar

 

  Não pude deixar de sorrir escutando-a tocando e cantando para mim, me esqueci de todos ao redor, a única pessoa para mim era a Andreia e ao último acorde ela pegou o microfone, se ajoelhou e falou:

 

- Querida Tina você é a mulher da minha vida, desde o dia que eu te conheci não me vi com outra mulher, passamos por muitas coisas, mas o amor supera tudo, aceita ser minha esposa?

 

Notas finais:

Beijos da Pimentinha.

Capitulo 12 por amandanasnuvens
Notas do autor:

Boa tarde meninas, estamos quase finalizando a historia, o proximo será o defecho final, esperop que estejam gostando :)

P.o.v Valentina

- Mas é claro que eu aceito casar com você Andreia, não me imagino com nenhuma outra mulher em minha vida.

  Saímos da exposição já passava da meia noite, ela voltou a me vendar e me disse:

- Achou que teria só essa surpresa?

- Achei, mas conhecendo você nada é o que parece não é mesmo?

- Ainda bem que me conhece.

  Ela me guiou novamente até o carro e seguimos um bom tempo em silencio, a curiosidade já estava me matando e eu perguntei:

- Para onde está me levando Andreia?

- Daqui a pouco você irá descobrir.

- Não vale me deixar curiosa assim. - Fiz bico de brava

  Escutei ela dando risada e não pude deixar de sorrir, como senti falta dessa cumplicidade que temos, escutei o carro parar e ela me guiou até um lugar, só pude apreciar a vista quando me desvendou fiquei maravilhada com o lugar, o Battery Park tem mais de 200 anos de história e é localizado no extremo sul de Manhattan, o parque é frequentado por moradores, executivos do distrito financeiro e por turistas. The Battery, como é popularmente conhecido, é repleto de atrações e é muito movimentado por causa do píer que é de onde partem os cruzeiros oficiais para a Estátua da Liberdade e Ellis Island. O parque fica às margens do rio e tem uma vista espetacular para New Jersey e Staten Island. Era um dos lugares que eu mais queria conhecer, mas pela correria do dia a dia acabei desistindo de ir, como será que a Andreia descobriu que sempre quis vir aqui? A curiosidade bateu mais forte e eu perguntei para ela:

- Como descobriu que eu sempre quis conhecer esse parque? Eu nunca falei nada sobre isso para você.

- Isso é segredo, não irei te contar.

- Que maldade, sabe que sou super curiosa.

- Eu sei que você é curiosa, mas um bom magico não revela seus segredos.

- Rum. - Fiz bico e sai andando.

  Ela veio por trás, me pegou pela cintura e me beijou daquele jeito que só essa marrenta sabe, nem me lembrava mais do porque eu estava brava, essa mulher com um único beijo faz eu esquecer de tudo, fomos aprofundando os beijos e eu  já estava ficando excitada e eu disse no ouvido dela:

- Na minha casa ou na sua?

- Na minha é claro.

 Ficamos um tempo apreciando a paisagem antes de irmos para a casa dela, eu sou apaixonada pela natureza, já era duas da manhã quando partimos, fomos andando até o carro e só nesse momento eu reparei que estávamos diante de uma limosine. Eu não tinha como não perguntar, pois a curiosidade bateu mais forte:

- Você realmente pagou uma limosine para nós duas?

- Claro que paguei, queria que essa noite fosse perfeita para nós duas.

- Você não existe sabia.  - Eu disse sorrindo para ela.

  Ela me pegou pela cintura, nessa hora meu coração já estava acelerado, pois eu sabia o que vinha a seguir, o melhor beijo de todos e eu não errei, a Andreia me pegou pela cintura e me puxou para perto dela, nesse momento consegui sentir o cheiro dela que inebriava o ambiente, ela me puxou para mais perto e nossos lábios se roçaram levemente, eu sabia que se eu apresasse as coisas ela deixaria de me beijar, aprendi a amar esse jeito mandão dela, mas eu sabia que valeria a pena, dito e feito a Andreia me beijou daquele jeito já deixando claro as segundas intenções que ela tinha comigo.

P.o.v Pedro Henrique

  Uma semana se passou desde o ocorrido e eu descobri que a Valentina estava bem e que ela iria a exposição com aquela maldita Andreia, se ela acha que as duas serão felizes estão muito enganadas, comprei o ingresso para ir até lá, me disfarcei e consegui entrar lá de boa, a segurança do lugar era precária, entrei lá dentro e fiquei escondido, mal pude acreditar no que estava acontecendo, no palco estava a Andreia e ela cantava uma musica para a minha Valentina, fiquei mais enfurecido ainda por ela ter aceitado o pedido de casamento, se ela não pode ficar comigo não ficara com mais ninguém, sai de lá enraivecido e liguei para o meu pai:

- Oi pai, preciso que você descubra quando a Valentina irá se casar e é para ontem.

- Calma filho, essas coisas demoraram, assim que eu descobrir te aviso.

- Está bem, mas descubra o mais rápido possível.

- Você me conhece, sabe que sempre descubro que eu quero.

- Esperarei, mas não demore sabe como sou impaciente.

- Eu sei muito bem como você é, saberei a resposta o mais rápido possível.

  Desliguei o telefone e fui encher a cara, como a Valentina ousa escolher a Andreia e não a mim, sou um partidão, rico, inteligente, dono de uma empresa, tenho certeza que eu a faria feliz, mas as duas que não perdem por esperar, irei arruinar esse casamento, de um jeito ou de outro, meu celular estava tocando, porem como estava embriagado só fui escutar no terceiro toque:

- Alo?

- Oi meu filho.

- Oi pai, conseguiu as informações que eu queria? - Já sem paciência

- Sim consegui as informações, mas prefiro te encontrar para te dizer.

- Me encontra na frente de onde ia acontecer a exposição.

- Te encontro em dez minutos.

- Está bem, te esperarei.

  Pedi mais um chopp enquanto espera o meu pai, o vi adentrando no bar, já com aquela cara que me daria um sermão daqueles não estava com um pingo de paciência para escuta - ló, fui logo perguntando:

- Me fala logo quando aquelas duas iram se casar?

- Me prometa que você não irá fazer nada?

- Eu não posso prometer isso, você sabe que eu estaria mentindo.

- Está bem, sei que não tenho como te impedir, elas irão se casar daqui um mês.

- É mais que suficiente para eu aprontar tudo que eu preciso.

- O que você vai fazer?

- Prefiro não te contar, quanto menos souber melhor.

- Você que sabe, poderia te ajudar.

- Já pode ir embora.

  Tomei meu último chopp sossegado, paguei o que consumi e fui andando para casa com a cabeça a mil, pensando no que eu iria fazer com a Valentina, eu preciso pensar com muita cautela, todos estão vão colocar a culpa em mim, mas se não posso ficar com ela ninguém pode, deitei-me na cama e fiquei maquinando em minha cabeça várias formas de acabar com o casamento, assim que decidi por qual caminho eu iria para destruir a felicidade delas me ajeitei na cama e me ajeitei e adormeci como um bebe.

P.o.v Andreia

  Eu estava tão ansiosa, hoje seria o dia que pediria a Valentina em casamento, tive ajuda das meninas com a escolha da música e com todo o resto, estava extasiada hoje seria o dia que eu descobria se ela aceitaria ser minha mulher, fui busca - lá sem falar sobre a surpresa, mas fiz bem em não falar nada, ver a reação dela ao se ver nos quadros e a surpresa maior em me ver no palco cantando para ela e ao final pedi - lá em casamento e quando ela aceitou me fez a mulher mais feliz do mundo, ao saímos da exposição a levei a um parque que ela queria muito conhecer, nos embriagamos com a paisagem, passamos um bom tempo apreciando o lugar, já passava das duas da manhã quando  fomos para o carro, só nesse momento ela me perguntou da limosine, mas o que eu queria mesmo era beija - lá, a puxei para perto de mim e nossos lábios se roçaram, porem eu queria mais, a puxei para mim e a beijei daquele jeito que já deixava bem claro minhas segundas intenções, falei pro motorista da limosine correr pra minha casa, dei meu endereço a ele e fomos nos beijando até chegar lá, em cinco minutos chegamos a minha residência e eu nem achava a chave de tão ansiosa que eu estava, essa seria a primeira vez que faria amor com a Valentina sendo minha noiva, mas olhar nos olhos dela fez eu me acalmar, assim que nós entramos a levei direto pro meu quarto, queria ama - lá de todas as formas que eu poderia.

   A beijei com desejo e volúpia, estava sentindo falta de sentir o corpo dela sobre o meu, a maciez de seu corpo, fui tirando a roupa dela sem pressa, a noite era uma criança, apreciei o corpo dela por um bom tempo, a Valentina já estava dando sinais de excitação, cheguei bem perto do ouvido dela e falei:

- Você sabe o que precisa falar para que eu continue.

- Malvada. - Ela disse sorrindo

- Eu sei que você gosta. - disse eu presunçosa

- Está bem, irei dizer.

- Sou toda ouvidos

- Me faça gozar logo dona Andreia

- Gostei, bem obediente.

  Voltei a explorar o corpo dela, cada vez que a amava descobria algo novo que dava prazer a Valentina, peguei a corda e a venda, ela ama esse tipo de coisa, só não admite que sente prazer sendo dominada, a amarei na cadeira e a vendei só deixando o paladar e o olfato livres, e eu iria amar deixa lá nas minhas mãos, passei a mão pelo corpo dela e ver que eu ainda conseguia proporcionar prazer para ela me deixava em êxtase,  eu não estava com pressa alguma, hoje ela seria toda minha, voltei ao corpo dela e deu para perceber a excitação que ela estava sentindo, os seios dela estavam enrijecidos, sentei no colo dela e fiz uma das coisas que ela mais gosta e que sempre me pedia, sentei no colo dela e sussurrei no ouvido dela:

- Sabe aquele pedido que você me fez irei realizar agora.

- Qual pedido?

- Aquele lap dance que você sempre me pede.

  Nesse momento senti o peito dela subir e descer e vi a Valentina suspirar, sorri vendo-a se contorcer na cadeira, a desvendei pois eu queria ver o desespero nos olhos dela em me ver em ação e sem poder me tocar, nunca fiz isso então comecei rebolando timidamente, mas assim que fiquei mais confiante, rebolei ao ritmo da música, ao fundo dava para ouvir a música Ferver da Madonna, deu para ver que a Valentina estava gostando, ao olhar nos olhos dela vi o quanto ela queria me tocar e aquilo me deu um gás a mais para provoca - lá, dava para sentir a quentura do corpo dela por estarmos nuas, quanto mais eu rebolava, mais a via suspirando, o que eu queria mesmo era arrancar vários gemidos dela, mas deixe estar sei muito bem como faze - lá gemer, os gemidos dela são um combustível que eu amo, existem três pontos fracos que se eu for ela não irá resistir, fui no pescoço dela que é o mais sensível, nesse momento ela gemeu em meu ouvido e quem som maravilhoso de se ouvir, nada melhor que ouvir sua mina gemendo de prazer, o desejo que eu estava sentindo já ultrapassava a estratosfera, desamarrei a Valentina e a joguei na cama, abri as pernas dela e cai de boca onde mais ansiava, a chupei alternando entre lentamente e rapidamente, estava sentindo que ela iria gozar, então aumentei a velocidade até que gozou em minha boca e absorvi como fosse um néctar dos deuses, deitamos na cama exaustas e adormecemos.

"Para quem não sabe Lap Dance é uma dança erótica onde uma pessoa senta no colo da outra e faz movimentos sensuais podendo estar com roupa ou não e ao fundo uma música sensual escolhida pelo casal".

1 mês se passou

  Hoje é o dia mais feliz da minha vida, eu não caibo em felicidade, irei me casar com a Valentina, e como sempre resolvi surpreende - lá, o maior sonho dela é se casar na praia e consegui realizar o desejo dela, não vejo a hora de ver o sorriso dela vendo a paisagem, convidei todos nossos amigos incluindo  as madrinhas que seriam Linda, Leila, Alice e Esther, o dia seria cheio até porque eu não poderia ver minha amada, teria que ser forte e não ir lá espiar ela em seu vestido, fui me trocar, coloquei meu termo e fui esperar a Valentina na frente do altar improvisado, o tempo não passava e quanto mais ela demorava, mais inquieta eu ficava, quando apareceu meu coração se encheu de uma paz e eu sabia que eu seria a mulher mais feliz ao lado dela, esperei ela chegar ao meu lado e o juiz de paz falou:

- Hoje iremos casar a Andreia e a Valentina, podemos não estar casando em uma igreja, mas isso não significa que não esteja sendo bem visto pelos olhos de Deus, eu vejo aqui duas pessoas que passaram por muitas dificuldades e que mesmo assim ultrapassaram as adversidades e que hoje celebram o amor, esse é meu primeiro casamento homossexual e estou muito feliz de realiza -ló, vejo o quanto as duas se amam, por que seria diferente de um casamento heterossexual? Se o amor é o mesmo, que vocês sejam muito felizes. Valentina quer dizer algumas palavras para sua amada?

- Quero sim

  Querida Andreia eu não sei nem por onde começar, te conheço a tanto tempo e desde a primeira vez me apaixonei por você, o oposto de mim mas os opostos se completam, nos amamos, brigamos, nos divertimos e mesmo tendo passado dez anos a  fio, ainda tenho os mesmos sentimentos e sensações que eu tinha na minha adolescência, passamos por muitas dificuldades e adversidades, mas nem isso diminuiu o amor que uma sente pela outra. Lembre-se sempre dessas palavras: Eu te amo hoje, mais que amarei amanhã e depois

  Quando eu ia falar o meu discurso para todos vi o Pedro Henrique e ele não parecia que veio até aqui para dar os parabéns pelo casamento, corremos atrás dele, fomos para lados diferentes, não queria me separar da Valentina, algo me dizia que algo aconteceria a ela, assim que nos separamos escutei um grito, era da Valentina, corri o mais rápido que eu pude, mas eu não cheguei a tempo, a visão que eu tive foi dela no chão toda ensanguentada e disse em meu ouvido:

- Eu te amo, nunca se esqueça disso.

- NÃOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO

 

Notas finais:

Beijos da Pimentinha.

Capitulo 13 por amandanasnuvens
Notas do autor:

Meninas aqui esta o ultimo capitulo do Minha vida é você, espero que gostem do final da historia, bom postarei e fugirei para as montanhas kkkkk

 

P.o.v Linda

  Fazem três anos que vim para a cidade que a Valentina mora, porém o motivo infelizmente não foi bom, vim, pois, ela está em coma e venho todos os dias ao hospital visita-la , comigo ficou a tarefa mais difícil, dar a notícia que irá deixar ela arrasada , dei uma parada na vendinha perto do hospital e comprei algumas margaridas, cheguei a recepção e cumprimentei a moça que sempre está por lá e subi ao segundo andar onde minha amiga estava, segurei na maçaneta e respirei fundo antes de entrar, ao adentrar no quarto vi os pais dela lá como de costume, perguntei como ela estava e eles falaram o de sempre, se despediram de mim e foram para casa pois voltariam só a noite, peguei o livro De repente é amor da Karina Dias e abri na página marcada e comecei a ler em voz alta.

  Olhei no relógio de pulso que já marcava três horas da manhã, fui ao banheiro lavar o rosto por causa do sono, quando voltei para perto da Valentina ouvi um sussurro, só então percebi que era ela tentando falar, cheguei perto dela para tentar entender o que ela estava dizendo:

- Onde estou?

- Você está no hospital, vou chamar o médico para te atender.

  Sai apressada atrás de um médico, o encontrei saindo de uma sala, me embananei toda para falar, consegui dizer que ela acabou de sair do coma.

Chegamos no quarto dela e eu estava mais calma, me doía o pensamento de ter que falar o que precisava a ela, sabia que iria machucar, esperei o doutor por uma hora, até ele sair e vir falar comigo:

- Ela está bem, mas vai precisar de muito repouso.

- Posso vê - lá?

- Claro que pode.

  Assim que entrei no quarto a primeira pergunta que ela me fez foi:

- Mas e o casamento? Foi interrompido?

- Que casamento Valentina?

- O meu casamento com a Andreia, preciso voltar lá.

- Não sei nem como te dizer minha amiga, mas não tem casamento nenhum, até porque você está em coma a três anos.

- Como assim Linda?

- Hoje faz exatamente três anos que você está em coma, todos nós estávamos arrasados, principalmente seus pais.

- Não pode ser, eu vi a Andreia e passamos muitos momentos maravilhosos, como o dia que nos reencontramos no restaurante depois de anos separadas, ou na noite de amor maravilhosa que tivemos, nos meus pai querendo dizer com quem devo ficar, do Pedro Henrique me sequestrando e a Andreia me salvando, do nosso casamento.

- Sinto muito em te informar Valentina, mas nada disso aconteceu, você deve ter sonhado tudo isso.

- Não é possível que eu tenha sonhado tudo isso.

- Mas é a verdade, você realmente reencontrou a Andreia, mas não foi assim que a reencontrou, a primeira vez que se viram foi no parque de diversões.

- Não é possível e onde a Andreia está?

  Quando ouvi a Valentina perguntar da Andreia me veio uma dor no coração com a notícia que eu teria que dar para ela, respirei fundo e fiquei em silencio por uns minutos, até que falei:

- Eu não queria ser a portadora de más notícias para você, não sei nem como te dizer isso, mas vamos lá a Andreia está morta, hoje também faz três anos que sua amada morreu.

- Como assim Linda? - ela não pode ter morrido.

  Dói ver a Valentina assim, a abracei e ela chorou copiosamente em meus braços, vou dizer um segredo que jamais contei a alguém, sempre amei a Valentina, mas nunca tive coragem de declarar o meu amor a ela  e nesse instante a minha pequena precisa mais da amiga nesse momento de luto do que alguém dando em cima dela.

P.o.v Valentina

  Acordei desorientada sem saber onde estava, até porque eu devia estar em um casamento não devia? Quando vejo a porta do banheiro abrir e tento chamar a pessoa:

- Onde estou? - disse aflita.

- Você está no hospital, vou chamar o médico para te atender.

  Enquanto esperava a Linda voltar com o médico, tentei entender o que estava acontecendo, em um momento estou casando-me com a Andreia e no outro estou aqui numa maca de hospital, estou tão confusa, o que será que houve para eu vir parar no hospital? - só sai de meu devaneio quando vi o médico e minha amiga entrando no quarto, ela me deixou sozinha com o doutor e ele perguntou:

- Como se sente Valentina?

- Um pouco desorientada, sem saber o que houve.

- Isso é normal, você está em coma a três anos, irá se sentir assim por alguns dias.

- Vai demorar muito para que eu saia daqui?

- Vai demorar uns dias, pois preciso ter certeza que você está bem.

- Está bem. - disse meio a contragosto

  Assim que o médico saiu e vi minha amiga perguntei:

- Mas e o casamento? Foi interrompido?

- Que casamento Valentina?

- O meu casamento com a Andreia, preciso voltar lá.

- Não sei nem como te dizer minha amiga, mas não tem casamento nenhum, até porque você está em coma a três anos.

- Como assim Linda?

- Hoje faz exatamente três anos que você está em coma, os seus pais estavam arrasados.

- Não pode ser, eu vi a Andreia e passamos muitos momentos maravilhosos, como por exemplo o dia que nos reencontramos no restaurante depois de anos separadas, ou na noite de amor maravilhoso que tivemos, nos meus pai querendo dizer com quem devo ficar, do Pedro Henrique me sequestrando e a Andreia me salvando, do nosso casamento.

- Sinto muito em te informar Valentina, mas nada disso aconteceu, você deve ter sonhado tudo isso.

- Não é possível que eu tenha sonhado tudo isso.

- Mas é a verdade, você realmente reencontrou a Andreia, mas não foi assim que a reencontrou, a primeira vez que se viram foi no parque de diversões.

- Não é possível e onde a Andreia está que não a vejo?

- Eu não queria ser a portadora de más notícias para você, não sei nem como te dizer isso, mas vamos lá a Andreia está morta, hoje também faz três anos que sua amada morreu.

- Como assim Linda? - ela não pode ter morrido.

 Nessa hora meu mundo caiu, escutar que a Andreia está morta me feriu profundamente, nunca mais a olharei, não verei mais o sorriso dela, as provocações que ela fazia comigo, o quão bom era o beijo dela, das palhaçadas que fazíamos e como ela era boa nas artes plásticas, desabei nos braços da Linda, eu não sei se aguentaria esse baque sem a minha amiga, mais calma consegui perguntar:

- Mas como ela morreu e eu vim parar no hospital Linda?

- Você se lembra do seu noivo Pedro Henrique?

- Me lembro sim, mas faz cinco anos que eu terminei o noivado, porem ele nunca aceitou muito bem, mas o que isso tem a ver?

- Você também lembra que teve que fazer uma ação protetiva porque ele estava te perseguindo o tempo todo?

- Me lembro disso também, foram momentos difíceis que passei, eu não conseguia nem namorar com a Andreia em paz que ele estava lá.

- Quando ele descobriu da festa de noivado de vocês duas na casa dos seus pais, se infiltrou e ao voltar para casa o Pedro Henrique as seguiu e o desgraçado estava em alta velocidade e bateu no carro de vocês, o automóvel girou várias vezes e quando o socorro chegou as levaram para o hospital, mas a Andreia não resistiu e você está em coma desde então

- E o que aconteceu com ele?

- Ele foi preso dias depois da polícia apurar todos os fatos.

- E como foi o velório da Andreia?

- Os seus pais bancaram tudo, apesar da situação, foi um cerimonia muito bonito de se ver.

- Quando eu sair daqui me levaria ao cemitério para que me despeça dela?

- E a casa dela o que aconteceu com ela?

- Ninguém mexeu em nada, decidimos que só você poderia decidir o que fazer com a casa.

- Obrigada, assim que sair daqui quero dar uma olhada na casa.

- Pode deixar que cuidarei de você.

Os dias que precisei passar no hospital passaram voando e assim que recebi alta comprei algumas rosas e fui em direção ao cemitério com a minha amiga junto a mim, chegando a lapide da Andreia a Linda teve uma atitude nobre ficou afastada para eu poder me despedir dela e assim que me vi sozinha disse a ela:

- Me desculpe a demora amor, não pude vir antes, estava em coma.

  Fechei meus olhos e as lembranças de tudo o que vivi com a Andreia veio em minha mente, o nosso primeiro encontro, nosso primeiro beijo, a primeira vez que fizemos amor e a primeira vez que ela me disse eu te amo, e o pedido de casamentos, minha visão embaçou com as lagrimas que teimavam em cair, senti a presença da minha amada ali comigo e isso acalentou meu coração, voltei a realidade e coloquei a mão na lapide e falei

- Sei que você não está aqui agora, mais saiba que irei te amar para todo sempre!

  Deixei as flores preferidas dela perto de sua lapide e sai andando, eu não suportava a ideia de nunca mais poder ver o sorriso da Andreia, andei sem rumo até que ouvi a Linda me chamando, a abracei e chorei muito, ela estava sendo uma verdadeira amiga comigo, não sei o que seria de mim sem a amizade dela, ainda tem um lugar que preciso passar antes de voltar para casa e tenho certeza que esse será tão difícil quanto o cemitério, pegamos um táxi até a casa da mulher da minha vida, fomos em silêncio o caminho todo até a casa dela.

  Demoramos para chegar até o endereço, pois o cemitério era longe, chegando ao local saímos do carro e eu respirei fundo antes de encarar a realidade de que ao entrar por aquela porta, não veria a Andreia sorrindo para mim como ela sempre fazia quando chegava na casa dela, tentei me manter firme para o que viria a seguir, abri a porta e vi tudo do jeitinho que ela deixou, as nossas fotos nos portas retratos na sala, o caderno dela jogado como sempre, a cozinha como sempre está impecável, ao entrar no quarto dela sorri, como pode uma pessoa manter a cozinha impecável e a cama estar sempre bagunçada, comecei a arrumar a cama quando me deparei com um envelope e ao ler com atenção estava escrito votos de casamento, o abri e li o conteúdo:

Querida Valentina não tenho nem palavras para descrever o amor que sinto por você, desde a primeira vez que nos vimos eu já sabia que seria alguém mais que especial em minha vida, passamos por muitas coisas, por momentos de amor, diversão, brigas, separação, mas nem isso fez o nosso amor diminuir, muito pelo contrário, só fez crescer mais e mais o que sinto por você, amadurecemos muito com tudo o que vivemos, o momento mais feliz de minha vida foi quando aceitou meu pedido de casamento e agora cá estou eu olhando em seus olhos, com o coração aos pulos por saber que logo mais poderei te chamar de minha esposa e que passaremos o resto de nossas vidas juntas, te amo muito minha pequena.

  Ao terminar de ler me veio lagrimas aos olhos, mas ao mesmo tempo que me senti triste, fiquei feliz em ao menos poder ler o voto de casamento que a Andreia fez para mim, ela é e sempre será o amor da minha vida, não importa o tempo que passe sempre vou ama - lá, tive muitas emoções para um dia só, resolvi enfim voltar ao meu lar e deitar na cama e deixar as lagrimas caírem livremente até que peguei no sono.

  Olhei ao redor e vi a Andreia e me veio lagrimas aos olhos, a abracei e fiquei um bom tempo assim com ela, quando consegui me acalmar perguntei:

- Veio se despedir de mim?

- Vim sim meu amor, nem tive a chance de me despedir de você.

- E nem eu pude me despedir de você, e doeu acordar do coma e perceber que nunca mais falaria contigo.

-  Eu sei meu amor, por isso estou aqui para nós duas podermos nos despedir direito e preciso te falar uma coisa muito importante.

- Vou sentir tanto a sua falta, das nossas conversas, de te ver dormindo, de ver o seu sorriso sempre que me via, de como nos divertíamos juntas, em como sempre me surpreendia e saber que nunca mais vou poder te ver dói muito meu amor,

- Eu sei mais sempre estarei com você em pensamentos e sonhos.

- Mas o que você tem de tão importante para me dizer?

- Você me espera Valentina?

- Como assim? - disse confusa.

- Você não precisa entender agora, só diz que vai me esperar?

- Eu te esperaria a minha vida inteira meu amor, nem precisa me fazer esse tipo de pergunta é claro que te esperarei.

  Acordei feliz por ter sonhado com a Andreia e com a convicção de que um dia voltarei a vê lá.

 

Notas finais:

A historia das duas foi linda não é mesmo?

As vezes precisamos deixar o orgulho de lado e ir atras de quem amamos, não sabemos como sera o dia de amanha, entao não espero o amanha para fazer o que pode fazer hoje, amanha pode ser tarde demais.

 

beijos da Pimentinha

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